quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Rodovias SC 135 e SC 150 sem dono?

          Vi uma reportagem televisiva, hoje, em que foram mostradas duas situações muito preocupantes em relação a rodovias estaduais aqui no Vale do Rio do Peixe. A primeira, diz respeito à destruição, pelas águas, de um bueiro na Rodovia SC 150, logo após o trevo do Chocodinho, em direção a Lacerdópolis, mas no território de Joaçaba.  A destruição ocorreu há um mês e meio e ainda não houve recuperação do local. Há apenas uma sinalização de segurança, muito precária.

         O que muito nos preocupa é que, se ocorrer nova chuvarada no local, o que ainda resta da pista de rolamento também seja levado, o que inviabilizaria qualquer tentativa de passagem pelo local, ocasionando grandes transtornos aos usuários, principalmente que vai ou vem nos sentidos Capinzal/Ouro e Joaçaba/Luzerna. A resposta dos órgãos oficiais é de que processo licitatório para recuperação está em curso. Entende-se... Mas não seria o caso que se ter feito uma dispensa de licitação pelo caráter emergencial? Ou, então, na impossibilidade, não seria o caso de ter-se uma alternativa b, como, por exemplo, uma ponte móvel metálica para ser assentada à montante, caso ocorra novo desastre?

         O outro caso muito grave é o da dita SC 135, que se localiza em território de Piratuba e nos leva ao Rio Grande do Sul, por sobre a barragem da Usina Hidrelétrica de Machadinho. Há cerca de 17 anos a estrada foi pavimentada pela empresa Camargo Correa para que material e equipamentos pudessem ser transportados para a implantação da UHE. Adiante, o Governador catarinense Luiz Henrique da Silveira estadualizou o trecho com a denominação de Rodovia SC 135. Em 2011, no Governo Raimundo Colombo, revogou-se o decreto, sendo que a mesma passou à responsabilidade do município de Piratuba. É uma estrada que liga o Baixo Vale do Rio do Peixe ao Rio Grande do Sul. Muito importante para toda a região, sim.

         Agora, está em pandarecos. Uma lástima!

          Meu amigo e ex-aluno Claudirlei Dorini, prefeito daquela cidade, reconhece que a estrada seja do município, mas não tem recursos para sua recuperação. Há alguns trechos que ficariam melhor se fossem  patrolados do que com tapa buracos. Está certíssimo o Prefeito, que espera que o Estado de Santa Catarina lhe repasse recursos para um serviço bem feito.

         O que fizeram com a dita rodovia foi uma patuscada, própria da classe política, que diverge entre si em suas opiniões. Penso que seria o caso de um movimento regional para que o Governo do Estado, através do DEINFRA, assumisse a responsabilidade pela sua conservação.

          E a representação política regional não vai se manifestar? Não percebem a importância que a rodovia tem? Região turística, de alta produção agropecuária e industrial, uma maneira mais rápida de se ir e vir ao Rio Grande do Sul. Uma pena que isso esteja acontecendo!

Euclides Riquetti
25-02-2016


Para o amor não há fronteiras

Sintonizam-se pensamentos lado a lado 
Na transposição dos limites do universo
No sobrepor-se às fonteiras das paredes
Onde se escondem os corpos e o pecado
Nos  desejos, nos afagos  tão diversos.

Para o amor, não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite"-

Sintonizam-se almas gêmeas que se buscam
Dos parceiros na  distância imensurável
Nas fontes de prazer apenas saciar as sedes.
Nem as trevas e tempestades os ofuscam
Porque há um  amor puro, um sentimento inabalável.

Para o amor não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite!


Euclides Riquetti

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Esperas que eu te faça um poema


Esperas que eu te faça um poema, esperas
Esperas que nos meus versos eu te enalteça, esperas
Esperas que eu revele sentimentos, esperas
Mas não farei isso em nenhum momento!

Pensas que eu sou uma falsa fonte de sensibilidade
De onde se pode tirar palavras que eu não posso dizer
Mas minha  poesia  se pauta na minha verdade
Não há como dividir com quem não a pode ter.

Meus versos levam a ti as mensagens sublimes
São frases envoltas de  recados inperceptíveis
Do senso mais liberto, amplo,  e que não reprime.

Meus versos pocuram ecos nos teus ouvidos
Levam-te meus afagos românticos e sensíveis
Meus versos procuram ecos nos teus sentidos.

Euclides Riquetti

O vento sutil que afaga o rosto

 
Afaga-me o rosto o vento sutil
Acaricia-me com a maciez de suas mãos delicadas
Beija-me com os aromas das flores encantadas
A suavidade da manhã primaveril
E vem nutrir de amor minha alma esperançada.

Inunda-me de desejo o pensamento que devaneia
E que me leva até a fonte que me inspira
Sob os acordes da sedutora lira
Que a harmonia pelos ares  e espaços semeia
Atiça o fervor de um coração que  delira.

Doce musa que provoca o acanhado poeta
Que lhe desperta os sentimentos  já esquecidos
Que remete aos momentos eternecidos
E agiganta os instintos na hora mais incerta
Vem, vem  animar os meus instintos adormecidos
Vem!!!


Euclides Riquetti

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Marilda e Graciele (poema-canção)

Meninas que vejo sorrindo
Me deixam feliz e contente
Meninas de rosto tão lindo
Que bom tê-las perto da gente.

Meninas que prezo bastante
Meninas da alma inocente
Adoro seu tipo galante
Pureza e beleza presente.

Meninas, formosas meninas
Vocês são a inspiração
Os moços as acham queridas
E querem o seu coração.

Meninas do encanto e do sonho
Meninas, seu jeito me encanta
Meninas do rosto risonho
Meninas de alma de Santa.

Meninas da grande amizade
Vocês são a vida e a flor
Só querem a felicidade
Na forma mais pura do amor.

Meninas a grande vitória
É ser horizonte de luz
Não é a aparência ilusória
Que ao bom futuro conduz.

Por isso, queridas meninas
Dedico-lhes este poema
São versos alçados em rimas
Dos quais vocês duas são o tema.

Euclides Riquetti
29-03-95 - Composto durante
atividade em sala de aula para
a alunas Marilda e Graciele.

Como um mar imenso

Como um mar verde e  imenso
Como se fosse o sol gigante
Seguindo os odores do incenso
Busco aquela musa galante...

Como se eu fosse um selvagem
Ou um monstro ferido e atiçado
Jogo-me numa eterna viagem
Buscando ser compensado...

Como uma grande embarcação
Que veleja sem rumo, sem norte
Navego sem qualquer direção
Relegado a minha própria sorte...

E, no mar bravio das incertezas
Me deixo conduzir no balançar
Me deixo levar pelas correntezas
Me deixo conduzir pelo mar...

Para chegar até você...

Euclides Riquetti
23-02-2016





O moço de olho azul

Foi há muitos, muitos anos
Um moço loiro, de olho azul
Por entre sacros e profanos
Disse "amai", de norte a sul.

Foi no tempo de Maria
Foi no tempo de José
Em Belém, um certo dia
Nasceu Jesus de Nazaré.

Fio no tempo dos  Reis Magos
Um moço forte, inteligente
Que pregou por entre os lagos
"Amai a toda, toda a gente".

Foi há muito, muito tempo
Que Jesus apareceu
Palestrando no relento
Seu rebanho convenceu.

Foi aquela Madalena
Que roubou o seu olhar
Mas o moço que é meu tema
Preferiu lhe perdoar.

Foi assim que o jovem nobre
Que morreu naquela cruz
Preferiu ser moço pobre
E se tornou raio de luz.

Foi a voz do bom profeta
Que Jesus anunciou
Foi o verso do poeta
Que Jesus eternizou.

Foi com o sangue derramado
Que do vinho Ele tirou
Jesus Cristo,  tanto amado
A Humanidade Ele salvou!
 
Euclides Riquetti

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Lembranças


É fácil falar do vento, que rima com o pensamento
Do ar, que vem do mar
Da flor, que revela o amor
Do sentimento, que remete no tempo...

É fácil falar do inverno, do amor eterno
Da desmedida paixão
Que explode no coração
E que leva do céu ao inferno!...

É fácil falar da terra, da alegria da primavera
Da planta que cresce
Do broto que floresce
Dos longos anos de espera!

É fácil falar de um porto e de um olhar absorto
Do dia do verão quente
Que queima a pele da gente
E do cansaço que mata o corpo!

É tudo muito belo !!!
Formosa inspiração !!!

Difícil
É lembrar de cada estação
Dia, mês, ano...
De cada beijo profano
De cada momento mundano
De corpo e alma em profusão...

E em cada olhar
Em cada pensar
Em cada lembrar
Querer que tu voltes
E não te ver voltar!...

Euclides Riquetti

Almanaques de Farmácia


          Quem não teve em sua casa um "Almanaque Renascim" que fazia a publicidade do Sadol, o fortificante do organismo, do sangue e dos músculos?  Ou o do " Biotônico"que mais adiante virou "Almanaque Fontoura"? O Biotônico Fontoura, certamente, andou nas prateleiras de sua casa, não é, leitor? Pois eu vi muitos almanaques em minha casa  quando criança e ao longo de minha vida. E você, madurão ou madurona, certamente  conheceu o Xarope São João, o Melagrião, a Alicura, o Melhoral e muitos outros medicamentos que foram muito bem propagandeados ao longo do tempo.

          Era normal sermos presenteados com almanaques nas farmácias São Pedro e São Paulo, em Capinzal. O pessoal da Colônia, ali do Ouro, dava muito valor ter um almanaque todos os anos. Alguns os colecionavam, pois traziam histórias do Jeca Tatu ou  Jeca Tatuzinho, personagem de Monteiro Lobato.  Muito engraçadas, enfocavam o homem caipira preguiçoso e com vermes na barriga.Também trazia uma  "Carta Enigmática", que as famílias se desafiavam em decifrar.  Em algumas cidades havia também o Almanaque d'A saúde da Mulher, em que constavam muitas recomendações para elas.

          Nos tempos em que ainda não havia televisão e poucos eram os proprietários de aparelhos radiofônicos, a maneira mais efetiva e garantida de se fazer chegar ao consumidor de medicamentos a propaganda desses era o almanaque. Então, os grandes laboratórios brasileiros, para divulgar seus produtos, faziam o hábil uso dos almanaques. Havia dezenas deles em nosso país.

          Com uma linguagem simples e ilustracões de excelência para a época, lembro bem de alguns medicamentos que eram bastante divulgados: "Colírio Moura Brasil", bom para os olhos irritados; Pílulas de Vida do Dr. Ross; a Cibalena,além do Sadol e do Biotônico.   Pois agora o SESC está brindando seus integrantes e alunos com uma expoição sobre os almanaques. E, em Joaçaba, na tarde de ontem, 13 de novembro, os alunos SESC tiveram a oportunidade de conhecerem uma exposição com material que mostra muito sobre a História deles. De produção da cuiabana Yasmin Nadaf, pós-doutora em Literatura Comparativa pela UFRJ. Além da visualização dos cartazes da exposição e uma bem feita explanação pela professora Rita Baratieri, que propôs uma reflexão sobre o conteúdo dos almanaques,  cada aluno foi contemplado com exemplar do catálogo "Tempo de Almanaque", que foi produzido em função de uma pesquisa de Nadaf. É um material de fina produção textual, visual e gráfica. Algo para se guardar para sempre.
         Nossos colegas, gente que tem muita história em sua vida, lembraram de muitas situações relativamente a isso, rodando um verdadeiro saudosismo no amiente.

          Coincidentemente, bem no momento em que concluo o texto, a Canal Brasil deTV a cabo traz as imagens de um filme do Mazarópi, este interpretando o Jeca Tatu, de nosso consagrado Monteiro Lobato. Lembranças que nos remtetem à infância e juventude, que tanto nos fazem bem!


Euclides Riquetti
14-11-2013

Vai, navegue nas alturas...

Vai, navegue nas alturas infinitas
Flutue sobre as suaves nuvens brancas
Leve consigo as mais ternas lembranças
Das manhãs mais doces, das tardes mais bonitas...

Vai, busque lugares diferentes
Viaje pelas estradas ainda desconhecidas
Ande pelas ruas sinuosas ou pelas avenidas
Levando nossos sonhos de crianças e de adolescentes...

Vai, procure minha alma navegando
E, quando a encontrar, segure-a firmemente
Ela é como o sonho que vai e que volta contente
Que repousou no tempo e que acabou voltando...

Vai, siga todos os caminhos do universo
Abrace este meu poema com toda a devoção
Guarde-o com cainho bem dentro de seu coração
Beijo-a em cada palavra que escrevo,  em cada doce verso!

Euclides Riquetti
22-02-2016






Nascem as flores...


Nascem as flores  nos canteiros
Nos vasos, jardins e floreiros
Nascem nos campos as flores
De todos os matizes e cores.

Nasceram as flores em janeiro
E continuam a nascer em fevereiro....

Nascem flores champanhe muito belas
Rosas brancas, vermelhas, amarelas
Nascem nos montes  as flores
Vêm nos perfumar seus olores.

Nasceram em botões e se abriram
E meus olhos as contemplam (e admiram!).

E as flores em janeiro nascidas
Ali estão, formosas e coloridas
A conquistar os transeuntes embasbacados
A conquistar meus olhos abrilhantados.

Ah, flores frágeis e esplendorosas
Mas também  belas, singelas  e viçosas.

Mas apenas flores
A povoar os vasos
Os jardins:
A encantar você
A encantar a mim!

Euclides Riquetti

domingo, 21 de fevereiro de 2016

O vazio que há em mim


O vazio que há em mim
Também há em ti.
É como um céu sem estrelas
É quando é  impossível vê-las
É como um mar sem fim.

O vazio que está em mim
Também está em ti.
É como uma árvere sem folhas
É como não ter escolhas
E não saber de onde eu vim.

O vazio que há em nós
É o vazio dos sós.
É como a rua sem gente
É como o espelho sem lente
Ou as renas sem trenós.

O vazio de cada alma
É inerte como a alga
É a hora sem o minuto
É a água sem o duto
É a sentença sem ressalva.

E eu penso em ti...

Euclides Riquetti

Romaria de Frei Bruno - o maior evento religioso do vale do Rio do Peixe.

          Aconteceu, neste domingo, 21, a Vigésima Sexta Romaria Penitencial de Frei Bruno. A Procissão saiu da catedral de Santa Terezinha, aqui em Joaçaba, às 8 horas, tomando as avenidas principais da cidade de Joaçaba, (Santa Terezinha, XV de Novembro e Caetano Natal Branco), conduzindo-se até o Cemitério Frei Edgar, onde se encontra o jazigo do santo sacerdote. Processo de sua canonização segue em trâmite junto ao Vaticano. 

         Frei Bruno angaria um número tão significativo de adeptos que, neste ano, mais de 60.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram do evento. Era possível ver pessoas de todas as idades e vindas de muitas  cidades dos três estados do Sul. Ressalto que a presença de jovens foi significativa, inclusive com muitos andando em pés descalços.

          Frei Bruno foi nascido Hubert Linden, em Dusseldorf, na Alemanha, em 08-09-1876 e faleceu em Joaçaba em 25 de fevereiro de 1960.  Chegou ao Brasil, na Bahia, antes mesmo de completar os 18 anos. Depois foi para Petrópolis e, já sacerdote, veio para Santa Catarina, ao Vale do Itajaí. Em 1945 esteve exercendo seus ofícios religiosos aqui em Esteves Júnior, no Município de Piratuba. Depois foi a Xaxim e veio a Joaçaba com quase 80 anos. Era um sacerdote que não esperava as pessoas o procurarem, ele andava a pé, com um guarda-chuva grande e desbotado, indo de casa em casa para levar suas bênçãos. Quando debilitou-se, recebia cartas que respondia, pois não tinha mais condições físicas para deslocamentos.

          A celebração religiosa estendeu-se ao longo do realizar-se da procissão e culminou com a chegada ao Jazigo de Frei Bruno, no Cemitério Frei Edgar, no caminho entre Joaçaba e Luzerna. Nas proximidades do local, eram vendidas lembranças, bebidas e alguns alimentos, em barracas devidamente credenciadas pelos organizadores do evento. Ainda assim, alguns camelões vendiam  seus badulaques "Made in China". O Bispo Dom Mário Marquez e alguns sacerdotes dirigiam as celebrações.

        A devoção a Frei Bruno é muito forte aqui na região de Joaçaba. No monte principal da cidade, está erigido o Monumento a Frei Bruno, que foi construído e é mantido pela CDL local. É um ponto de visitação turística a partir do qual se pode visualizar as cidades de Joaçaba e Herval d ´Oeste. Um museu e um observatório astronômico funcionam junto a este.

          Acredita-se que, tão logo ele seja beatificado, o local do monumento venha a ganhar um santuário, o que é uma ideia que vem de alguns empresários ligados ao setor do turismo. Mas, pessoalmente, lembramos que as iniciativas precisam sempre estar articuladas com a Igreja Católica, pois somente com celebrações regulares junto ao monumento a atividade turística se consolidaria com êxito.

        Com muita alegria, reencontrei alguns conterrâneos, como meu primo Moacir Richetti e sua esposa Blandina, e o empresário Sérgio Parisotto, ligado à CDL de Joaçaba. Ainda, o Sr João Fagundes dos Passos e a esposa Dona Maria, pais de nossa nora Luana, bem como alguns vizinhos e conhecidos.

Euclides Riquetti
21-02-2016

Bom dia, boa tarde, boa noite!

Bom dia!, boa tarde!, boa noite!, saudações!
Desejo isso, sincera e ardentemente.
Quero chegar em todos os corações
Mas quero que haja recíproca, evidentemente!

Meus cumprimentos são autênticos e verdadeiros
E, quando os emito, espero por iguais propostas
Quero que meus sorrisos sejam os primeiros
E que os seus me venham com belas respostas.

Não gosto que me ignorem, detesto a indiferença
Pois isso me incomoda e muito me inquieta
É tão fácil me ser gentil, dar-me sua presença
Isso anima meus sentimentos de sonhador poeta.

Abençoai, meu Deus, as almas de quem sente
Protegei todos aqueles que nos incriminam
Perdoai os pecados de quem quer que  tente
Ignorar aqueles que deles tanto precisam!

Euclides Riquetti
21-02-2016







Diamante Negro!


Diamante Negro
Um olhar acanhado, uma sutil timidez
A discrição, a virtuosa e doce sensatez
Uma lembrança, um sorriso,  um segredo!

Diamante que se enobrece com o passar dos anos
O mais singelo, magistralmente  lapidado
Soprepôs-se a tudo pelo tempo já passado
E ainda  resplandece e povoa meus sonhos profanos!

Diamante que exala elegância, charme, sensualidade
Mas que esconde, em si, mistérios indecifráveis
Sentimentos ocultos e infindáveis
Que esbalda a fragrância, o perfume, a veleidade...

Diamante de beleza singular
Diamante negro como a noite mais morena
Divindade cândida, dócil, serena
Preciosidade rara e sem par!

Diamante negro, mais do que um corpo bem esculpido
Mulher amada, musa, anjo deslumbrante
Mulher desejada, tal qual raro diamante
Mulher do sorriso de luz, do olhar eternecido!

Mulher diamante
Amada
Distante
Segredo
Que me traz medo!
Tão rara quanto...
Diamante Negro!

Euclides Riquetti
11-08-2014