terça-feira, 23 de abril de 2019

Genghis Khan Moscow - Quantas saudades!


Para relembrar:

          A partir de 1979 os programas de auditório da Televisão Brasileira apresentavam um grupo dançante/musical chamado Genghis Khan. No ano seguinte, as rádios não paravam de tocar suas músicas, já estava no auge de sua carreira, sendo integrado por dois homens e duas mulheres: Jorge Danel  (Thor) líder do grupo; Omar Leon (Genghis), vocalista; Heloísa Nascimento (Tuly):  e Tânia Souza (Tânia). Tinham um visual bastante exótico e atraente, que ajudava muito a fazerem sucesso.

          Na verdade, o conjunto brasileiro ( e pouca gente sabia na época), era um grupo "cover" do autêntico Dschinghis Khan, da Alemanha, que fazia sucesso com a música  "Moskau", e cujas traduções de sua letra pouco têm a ver com a significação original:  "Moscow, Queen of the Russian land/ Built like a rock to stand, proud and divine..."  E os temas de todos os seus sucessos musicais revernciavam o Mongol Genhis Khan, que viveu entre 1162  1227, grande líder e guerreiro da época.

          Mas, o conjunto habilmente treinado para coreografias, fazia dublagem das canções originais, principalmente de "Moscow" e "Genghis Khan". Mais adiante, gravaram com sua própria voz o grande sucesso infantil "Comer Comer", e outras canções em português, que os ajudaram a vender milhares de discos e à contratação para infindável número de shows. Tinham que viajar com aviões fretados,  tantos eram os shows para os quais eram contratados. Faziam sucesso em todo o território nacional.

          A segunda metade da década de 1970  comportou uma grande onda de hits disco-dance, com bandas como Boney M, que projetou-se mundialmente com "Brown girl in the ring" e "Rivers of Babylon" e a norteamericana  Village People, com  "Macho Man", "Y.M.C.A", "In the Navy" e "Go west",  sendo também  executadas em todas as pistas de danças e no rádio brasileiro. A Genghis Khan veio complementar a onda.

          Infelizmente, em 1990 a banda brasileira então chamada Brazilian Genghis Khan perdeu seu Genghis, Omar Leon, que morreu infartado dentro de um avião, e Tuly, vitimada por câncer, no ano seguinte. Foi uma grande perda para o grupo. O próprio grupo original, da Alemanha, perdeu dois de seus integrantes, um de aids e outro de câncer, mas conseguiram nova formação e conseguem atuar ainda, agora com o nome de "The Lagacy of Dschinghis Khan", mas sempre executando o sucesso "Moskau".

           Danel, com o apoio de Tânia, tentou novas formações para a Banda, mas de real, mesmo, só nos restam as lembraças do som discotheque, que bombou e animou as noites nas casas de show e bailes da última geração jovem que precedeu o presente milênio.

          Tenho, sempre, muitas saudades daquele tempo em que músicas bonitas embalavam nossos sonhos e ilusões, eram agradáveis de se ouvirem, bem melhor do que o muito lixo que hoje é produzido em termos de música.


Euclides Riquetti
13-11-2012

Dance comigo!

 


Dance comigo, me abrace, me conduza
Dance a música tocada pelo nosso coração
A que vem orquestrada pelo pensamento
Que nos faz flutuar nas ondas do firmamento
E que me faz chorar em cada refrão!

Dance comigo, me abrace, me seduza
Viaje comigo, embale-se no mundo da paixão
Quero ter esse delicioso privilégio
Quero cometer esse pecado, o sortilégio
Entregar-me com o frenesi da perdição!

Jogue-se na pista dos sonhos, vem dançar
Perca-se, entregue-se a mim por inteiro
Porque estoy estonteamente  enamorado,
Porque amar é o verbo mais sagrado
Faz brilhar a luz dos sonhos, do ser amado.

Euclides Riquetti

Preciso de você


Resultado de imagem para imagem homem chamando mulher

Preciso de você, incessantemente
Para melhorar o espírito e meu astral
Para poder me perder, perdidamente
Preciso de você no meu mundo real...

Preciso tanto como preciso da água
Como preciso do ar para respirar
Preciso de alento para minhas mágoas
Como a vela do vento para singrar...

Preciso, sim, e isso é incontestável
É definitivo, não entra em discussão
Preciso do abraço suave e agradável...

Ah, como eu preciso e eu quero ter
Todos os afagos ao meu coração
Ser feliz é amar, ser feliz é viver!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Não me peças






Não me peças o que eu não te possa dar
Eu e as minhas limitações mais severas
Mas permite-me dar asas ao meu sonhar
Em todos os meus invernos e primaveras.

Pede-me apenas o meu carinho ilimitado
Expresso em meus poemas e nas canções
Naquilo que te escrevo está o meu legado
Nas divagações em que vivo as emoções.

Canto, com a força do íntimo de meu ser
Canto, com o ímpeto que vem de dentro
Canto aquilo que me faz sentir, faz viver.

Escrevo, porque a escrita é o que liberta
Porque é a porta pela qual sempre entro
Que me tira da rua erma, triste e deserta.

Euclides Riquetti

Faça de cada manhã





Faça de cada manhã mais que o início de uma jornada
Faça com que pareça algo que já vem de tempos
Faça como a andorinha que espera pelos ventos
Para planar suas asas na planície azulada.

Faça de cada tarde mais do que uma parte de seu dia
Faça com que ela se torne um momento adorável
Faça como a senhora  do sorriso inefável
Que nos  sorri, amável e  que nos  contagia.

Faça de cada noite a espera por alguém
Faça com que esse alguém sinta falta de você
Faça como a namorada que espera quem não vem...

Mas faça tudo significar que vale a pena
Pois  que no mundo sempre se  haverá de crer
Que a vida será  bela se a alma  permanecer serena.

Euclides Riquetti

domingo, 21 de abril de 2019

Não te quero ver triste






Não te quero ver triste, não, não quero
Quero escutar-te respirar constantemente
Quero te ver feliz, é só isso que espero
Apenas ver-te muito alegre e contente!

Não te deixes abalar por nada no mundo
Usa a inteligência nas horas  de crises
Usa a sabedoria, teu dom mais fecundo
Deixa o planeta
Veja girar, vamos ser felizes!

Não te entregues à dor do pessimismo
Luta para que as coisas sejam melhores
Olha quanta beleza há nos arredores...

Atira-te a mergulhar no maior otimismo
Atira-te a te ancorares em meu porto
Atira-te a te abraçares em meu corpo!

Euclides Riquetti

O Julgamento de Paris - histórias sobre vinhos




          Ao contrário do que muitos pensam, as uvas que produzem o vinho colonial no Sul do Brasil não vieram da´Europa, mas sim da América do Norte, algumas há bem  mais de 100 anos.  Dentre elas, as mais utilizadas são a Niágara, para a produção de vinho branco,  e as variedades Bordô e Isabel para os tintos. Foram trazidas para a Colônia Gaúcha e, de lá, aqui para o Vale do Rio do Peixe, com a chegada dos descendentes de imigrantes italianos radicados na Serra Gaúcha. Isso começou a acontecer logo depois da inauguração da Estrada de Ferro São Paulo/Rio Grande, que corta nosso Vale do Rio do Peixe, e que aconteceu em 1910.

          A introdução de uvas viníferas europeias é bem mais recente. O tempo e os costumes acomodaram (definiram) a classificação,  e hoje são consideradas "americanas" ou "coloniais", as variedades acima mencionadas. As viníferas têm como característica principal serem cultivadas em terras de altitude. As melhores têm origem na França, mas temos também as vindas da Itália, do Tirol, de Portugal e da Espanha, e de outros lugares. As principais cultivadas no Sul são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Syrah, Tannat  Cabernet Franc, entre as escuras; e Chardonnay e Sauvignon Blanc entre as claras. A Sauvignon Blanc, segundo Maurício Grando, da Villaggio Grando, de Água Doce, aqui perto,  é considerada a "mãe das uvas do mundo". Concordo com ele.

         Os franceses, especialmente, sempre trataram com desdém, inferioridade e desconfiança as uvas e os vinhos produzidos nas Américas (Estados Unidos, Brasil, Argentina, Chile, Uruguai...). O conceito, porém passou a mudar a partir de 1976, com um fato que ocorreu em Paris, na França. E, de lá para cá, os vinhos produzidos nas Américas passaram a ser respeitados e a tornarem-se, até, campeões em concursos que lá realizam, com os melhores vinhos, das melhores safras do mundo.

          Um filme de muito boa produção, um drama,  na verdade, de produção nortemericana em 2008, mostra uma história ( e por isso mesmo verdadeira), protagonizada por famílias da Califórnia, EUA, em que uma dúzia delas, no Napa Valley, produzem vinhos com parreiras trazidas da França. Com a Direção de Randall Miller e tendo como protagonistas Bill Pullman (no papel de Jim Barrett, o produtor de vinhos), Cris Pine (Bo Barrett, filho de Jim) e Rachel Taylor (Sam, por quem Bo nutre grandes sentimentos), enfoca a fazenda que produz vinho no seu Chateau Montelena. Um sommellier francês  vem aos Estados Unidos e prova dos vinhos produzidos naquele vale. Acha que têm condições de competir com igualdade aos vinhos franceses, num concurso a ser realizado em Paris, em 1976. Leva 26 garrafas, sendo duas do Montelena, entregues escondidas por Bo, contra a vontade do pai.As garrafas seguem sem que o produtor saiba, encaminhadas pelo filho.

          Classificado à final do Concurso, Bo segue a Paris para ver o julgamento. Os sommelliers escolhem, sem saber que é produzido na Califórnia, EUA, o Montelena como o melhor vinho. E, então...
(Final de filme não se conta!).

          A história apresentada no filme "O julgamento de Paris" muda a história dos vinhos nas Américas e hoje o vinho, para nós sul brasileiros, tem forte importância econômica. Houve grande evolução no sistema de armazenagem, sendo que a maior parte, hoje, é acondicionada para repousar em grandes tonéis inoxidáveis, em que cabem milhares de litros. A sua temperatura é controlada por sistemas de computação e, vinho que se preza, antes de ir para a garrafa passa uma temporada em barris de carvalho americano ou francês.

           Para nosso orgulho, a região do Meio-oeste Catarinense e Alto Vale do Rio do Peixe, tem contríbuído com vinhos e espumantes de excelente qualidade. Pessoalmente, destaco as cantinas de Pinheiro Preto e Tangará ( Treze Tílias também tem evoluído), e Água Doce, onde se situa a Villaggio Grando, que vale a pena conhecer.

          Mas, voltando ao filme, vale a pena assistir, pois além de um enredo interessante e paisagem espetacular (imagine os extensos parreirais...) ainda a presença de Cris Pine e Rachel Taylor fazendo a parte romântica.

          E, como diz a poetisa Denize Maria Cecatto Bee, que produz vinho com sua família ali em Pinheiro Preto, e que sabe muito bem poem(ar), " A magia do vinho não está só na qualidade da bebida, mas também na companhia de quem a desfruta". Tem razão a minha colega, pois o vinho é a bebida dos deuses, a bebida do amor!

Euclides Riquetti
01-11-2013  

As verdes folhas dos plátanos








Quando as verdes  folhas dos plátanos voltaram
Vieram  com elas minhas recordações
Dos outonos em que se soltaram
E me avivaram as emoções.

Caídas nas noites de melancolia
Para cobrir as pedras e os gramados
Abrem-me um vazio de nostalgia
Das manhãs dos céus azulados.

E, entre as lembranças que não fenecem
Volvo-me em tênues pensamentos
E perco-me nos sonhos que me enternecem.

E buscarei, no entanto, um novo abrigo
Para me  acalmar em  meus desalentos
No abraço carinhoso  que dividirei contigo.


Euclides Riquetti

A voz que veio da lua



A voz que veio da lua
E que chegou mansa e suave
Veio pelos trilhos do vento
Ou então pelas pedras da rua
Talvez embarcada numa nave
Que flutuou no firmamento...

A voz que veio na noite
Trouxe-me paz, me acalmou
Deu-me o sono reparador.
Fez como a água em seu açoite
Que na minha pele se lançou
E que amainou minha dor...

Tua voz veio na noite estrelada
Sussurrar em meus ouvidos
Trazer-me do gozo o gemido
Fazer-me a carícia esperada.

E então meu sonho te abraçou
Te beijou...
Te amou!

Te amou de verdade!

Euclides Riquetti

sábado, 20 de abril de 2019

Dircinho - AA Iguaçu - o campeão de futebol que virou maquinista de trem!


Resultado de imagem para FOTOS DA aa iGUAÇU UNIÃO DA VITÓRIA

Dircinho, o ponteiro direito, agachado, com sua mão direita segurando a bola.
O Lourival, terceiro na fileira em pé, era aluno da Fafi e era conhecido como
"O Moço de Rio Azul"

Foto do Jair da Silva, o Kiko, ex-atleta da AA Iguaçu, que foi meu aluno de
Língua Portuguesa, no Científico do Colégio Cid Gonzaga, em 1976.


          Em 1975 terminei meu curso de Letras/Inglês na FAFI, em União da Vitória. No meu último ano de faculdade, também último de solteiro, morei na Rua Prudente de Morais, em Porto União (lado de Santa Catarina), próximo do Museu Municipal, mas no outro lado da rua, num casarão de alvenaria, antigo, agora já demolido. Acho que o número era "331".

         O almoço, fazia na Pensão da Dona Berta, num sobrado da Rua Sete de Setembro, ao pouco abaixo da Mercearia Glória. Anos depois, minha ex-aluna Dirlene Bonato (Hachmann), de Capinzal-Ouro, foi morar justamente na casa da Dona Berta para estudar. Ali eu formei um novo grupo de amigos: Mário, que era torneiro mecânico e trabalhava comigo no Mallon (Mercedes-Benz); e ainda Maciel, que viera de Wenceslau Brás, e Dircinho, cujo nome era Adilson. Maciel e Dircinho participaram de um concurso e eram "maquinistas de trem". Auxiliares ainda, mas com o tempo iriam virar maquinistas.  Haviam sido aprovados em concurso da Rede ferroviária e estavam recebendo treinamento na Vila Oficinas.

         Desenvolvi uma forte amizade com ambos. Eram educadíssimos. Pois um dia o Dircinho chegou para o almoço muito feliz: fora convidado para jogar pela Associação Atlética Iguaçu, time que foi fundado em 15 de agosto de 1971 pelo Coronel Ricardo Gianórdoli, comandante do 5BE. Era atacante.  Então contou-me sua história: jogara pelo Água Verde, fora campeão Paranaense de Futebol profissional em 1967. Eu lembro bem do time que foi campeão naquele ano, no Paraná, e que por fusão com outros se transformou no Pinheiros, até chegar ao Paraná Clube.

          Dircinho, que também atuou pelo Rio Branco, de Paranaguá, foi titular de imediato no Iguaçu. No primeiro jogo que o vi jogar, fez o gol do 1 a 0 contra o Maringá, no estádio do Ferroviário, em União da Vitória.  Fez vários gols pelo clube que jogava com uniformes nas cores azul, amarelo e branco. Mas foi colocado a trabalhar de maquinista nos trens que faziam o trecho entre União da Vitória e Marcelino Ramos. Transferiu-se para Herval D ´Oeste, aqui do outro lado do Rio do Peixe, cidade geminada com Joaçaba. Na época,  eu morava em Zortéa e vim visitá-lo. Foi uma alegria para mim revê-lo!

          Mas, com a desativação das linhas de trem, com a concessão da ferrovia para a América Latina Logística, ele sumiu daqui. Imagino que tenha sido transferido para outro local, como fizeram com muitos dos funcionários da Rede.

          A história do Dircinho sempre me encantou porque me pareceu muito interessante: um jogador de futebol profissional, que realiza um sonho bem diferente: ser maquinista de trem. E conseguiu!

          Ainda o encontrarei, espero, algum dia. Quem sabe que alguém que o tenha conhecido, ao ler meu texto, possa me ajudar!

Grande abraço, amigos Maciel e  Dircinho, onde quer que estejam!

Euclides Riquetti
12-07-2015

Velhos tempos - Jogando contra veteranos da Chape!



Os campeões catarinenses de 1977. Em pé: Bico Fino, DÉCIO, Carlos Alberto, Janga, Cosme, Luiz Carlos, Zé Carlos e o roupeiro Juarez. Agachados: Wilsinho, Jorge, Valdir, Sergio Santos e Eluzardo.


       Nas décadas de 1980, 1990 e parte da de 2000, joguei na equipe de veteranos do Arabutã - FC, de Capinzal. Mandávamos nossos jogos no estádio da Baixada Rubra, no Bairro Parque e Jardim Ouro - em Ouro. Eu já jogara ali, pelo mesmo clube, em minha adolescência, em fins da década de 1960, nos juvenis do alvi-rubro.

       Pois foi em meados da dos anos 80 que nosso time chegou ao seu auge, quando tínhamos um elenco com cerca de 30 atletas. Jogávamos na microrregião de Joaçaba, no norte do Rio Grande do Sul. Muitas vezes jogamos em Concórdia, com os veteranos do Concórdia, ex-profissionais. Sempre jogamos de igual para igual, em mesmo nível.

       Também jogamos em União da Vitória, no estádio do Ferroviário, contra ex-jogadores a AA Iguaçu, do Ferroviário, do União e do São Bernardo. Em Florianópolis, contra o escrete da PM, em seu campo, na Trindade. Visitamos muitas cidades, algumas vezes de ônibus, outras com uma caravana de carros.

       Mas um jogo que me leva a escrever esta pequena crônica é um que realizamos contra a Associação Chapecoense de Futebol, hoje conhecida como Chape, na categoria veteranos ou "máster". Os jogadores, em sua maioria, eram os remanescentes daquele timaço que foi campeão catarinense em 1977, portanto jogadores que foram profissionais. Nós, que tínhamos o estádio da Baixada Rubra iluminado, com excelente gramado, e as dimensões de 90 x 120 metros, (hoje os gramados oficiais são menores), que eram as mesmas do gramado do Maracanã. E, justamente o que nos favorecia era termos um campo amplo, onde treinávamos muito e conhecíamos todos os detalhes do mesmo.

      Nossos treinos aconteciam nas noites de terça e quinta, entre 18 e 20 horas. Tínhamos treinadores, e naquela época nosso treinador era o Valdomiro Corrêa. Fazíamos exercício físicos, levávamos muito a sério a preparação física e técnica. Utilizávamos a estratégia da "linha burra", em que deixávamos nossos adversários constantemente em situação de impedimento. Tínhamos jogadores velozes e alguns muito habilidosos. Agnaldo de Souza, Henrique Pain, Vilmar Matté, Mídio (Sérgio Correa) e Pitchas (Antônio Gramázzio), certamente que eram os mais habilidosos. Amantino Garcia dos Anjos foi um dos melhores goleiros que tivemos. Irenito Miqueloto e Severino Dambrós eram muito raçudos. Pigmeu, Carlinhos Caregnato e Rubens Leal, o Binho, eram velozes e Miola e Chimia (Valdir Thomé) eram muito firmes. O Ademir Rech, o Zucco, o Neri Miqueloto, o Mazzo, Carlito Brandini, o Franke , o Custódio Crippa, o Elói Correa, Elizeu, Dorneles Lago, os Moretto (Valcir e Darci),  o Marcon e eu, procurávamos garantir os resultados lá atrás. Vicente Gramázzio, Carmelinho Nora, Sérgio Scarton, Vilson Farias e Dario de Souza, (o Nílson Dias), tinham que dar conta no ataque. E muitos outros jogadores que vieram antes e depois destes.

       Pois no jogo que teríamos contra a Chapecoense, o treinador olhou bem para todos nós, mediu nossa altura e me falou: "Riquetti, sempre que tiver escanteio contra nós, não vai ais ficar marcando no primeiro pau (primeira baliza)! Vai deixar que um dos zagueiros fique na sua posição e vai para o meio, com a única função de marcar o Décio, quando ele vem para cabecear O Décio era bem mais alto do que eu. O zagueiro era um "diabo loiro" de quase dois metros de altura, excelente jogador e bom cabeceador. Imagine a dificuldade que teríamos para neutralizar as cabeceadas do Décio sempre que vinha para a área.

       Procurei fazer com afinco a minha nova função, seguindo as orientações do treinador. Mas o cara, além de alto, subia muito, tinha 30 e poucos anos, e craque nunca esquece de jogar. É como pedalar bicicleta, a gente não desaprende. Minha estratégia de marcação era subir junto com ele, tentando deslocar seu corpo, de forma que cabeceasse para fora. Fiz isso!

       Acho que o placar final foi de 3 a 1 para eles. Nem podia ser diferente. Mas tivemos o orgulho de jogar, em nosso estádio, contra jogadores que foram campeões no primeiro título da Chape: 1977.

Na foto que ilustra este texto, o segundo homem em pé, da esquerda para a direita, o que se destaca em altura e elegância, é o Décio. Lamentavelmente, poucos anos depois, ele faleceu vítima de doença grave. Sempre que lembro do jogo, lembro-me dele e rezo para que esteja bem, na Glória Eterna. Que Deus o tenha e abençoe!