domingo, 18 de janeiro de 2026

A Guerra Real e a Guerra Virtual - mais um início de ano turbulento!

 




       Três assuntos continuam a ocupar os noticiários televisivos e as redes sociais neste início de ano. Os mais ruidosos, em termos internos, são o caso do Banco Master e o do Rombo do INSS. Ainda, mas com menor intensidade, a discussão sobre as penas reduzidas ou a anistia aos envolvidos no caso de 08 de janeiro, que resultou em centenas de presos, dos quais pelo menos duas centenas delas ainda encontram confinados em presídios. Em termos internacionais, o massacre do governo do Irã contra manifestantes ao se regime político e as questões da Venezuela tomam as pautas. A guerra de Israel contra o Hamas e o conflito da Rússia com a Ucrânia até parecem ser coisas do passado.

       Na questão dos velhinhos do INSS quem vai entupir somos nós, com os impostos que pagamos ao Governo. No caso do Banco Master, há fundos para garantia aos aplicadores, não é dinheiro público. Mas, de qualquer forma, é dinheiro que levam de nós através dos juros dos empréstimos de qualquer sorte.

        Na guerra real, matam os que protestam no Irã, Na Venezuela há uma pequena calmaria depois do rapto do presidente Nicolás Maduro. E a presidente interina joga bem melhor que ele e outros políticos. Está sabendo  lidar com a voracidade de Donald Trump. Aguardemos que ocorram novas eleições por lá e de maneira limpa. Na guerra virtual, confusão, enganação, narrativas aos montes. Muito barulho na área.

       A inteligência artificial a serviço do mal. A comunicação digital também - Você pode estar perdido no meio de tanta informação. Já não sabe em quem acreditar. Foi-se o tempo em que a grande maioria dos jornalistas faziam jornalismo de modo sério, em que a prioridade era informar com a verdade de cada fato. Agora, prevalece a opinião, o comentário, as narrativas construídas com o fito de se tornarem vardedes, os influenciadores pagos para influenciar as pessoas, a classe política e até alguns setores do alto judiciário. Tudo muito preocupante, não sabemos onde iremos parar.

       Agora, com os  meios digitais à disposição, tudo é possível. Uma pessoa pode tomar o corpo da outra, a imagem da outra, a voz. Os espertalhões  se aproveitando da incapacidade intelectual ou da fragilidade física e psicológica dos seres para aplicar golpes. Criança com celular na mão é  uma temeridade. Idosos, idem. Gente iludida, está na mesma regra. O telefone celular tornou-se uma arma poderosa, uma temeridade. E até fórmulas para as pessoas se defenderem. Mas os malandros estão sempre à frente. Todo o cuidado é pouco. Nada garante que não sejamos lesados.

       A perda dos historiadores de Capinzal – Quatro pessoas têm sido consideradas como historiadores capinzalenses: Doutor Vitor Almeida, renomado advogado; Holga Brancher, professora com alta formação em História e escritora; Paulo Eliseu Santos, também professor e escritor; e Euclides Riquetti, eu mesmo! Os três primeiros já faleceram. Paulinho Santos no último fim de semana. Já não residia mais em Capinzal, mas mantinha laços afetivos e culturais com Capinzal. Embora eu seja um estudioso do metier, sou cronista, sou da literatura. História é muita responsabilidade para ser registrada e passada à frente. O compromisso com a verdade beira ao científico. Continuo cronista e poeta, quem sabe um dia possa chegar à condição de historiador.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com


Meu artigo no Jornal Cidadela - Joaçaba - SC

EM 15-01-2026

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