Três assuntos
continuam a ocupar os noticiários televisivos e as redes sociais neste início
de ano. Os mais ruidosos, em termos internos, são o caso do Banco Master e o do
Rombo do INSS. Ainda, mas com menor intensidade, a discussão sobre as penas
reduzidas ou a anistia aos envolvidos no caso de 08 de janeiro, que resultou em
centenas de presos, dos quais pelo menos duas centenas delas ainda encontram
confinados em presídios. Em termos
internacionais, o massacre do governo do Irã contra manifestantes ao se regime
político e as questões da Venezuela tomam as pautas. A guerra de Israel contra
o Hamas e o conflito da Rússia com a Ucrânia até parecem ser coisas do passado.
Na questão dos
velhinhos do INSS quem vai entupir somos nós, com os impostos que pagamos ao
Governo. No caso do Banco Master, há fundos para garantia aos aplicadores, não
é dinheiro público. Mas, de qualquer forma, é dinheiro que levam de nós através
dos juros dos empréstimos de qualquer sorte.
Na guerra real, matam os que protestam
no Irã, Na Venezuela há uma pequena calmaria depois do rapto do presidente
Nicolás Maduro. E a presidente interina joga bem melhor que ele e outros
políticos. Está sabendo lidar com a
voracidade de Donald Trump. Aguardemos que ocorram novas eleições por lá e de
maneira limpa. Na guerra virtual, confusão, enganação, narrativas aos montes.
Muito barulho na área.
A inteligência
artificial a serviço do mal. A comunicação digital também - Você pode estar
perdido no meio de tanta informação. Já não sabe em quem acreditar. Foi-se o
tempo em que a grande maioria dos jornalistas faziam jornalismo de modo sério,
em que a prioridade era informar com a verdade de cada fato. Agora, prevalece a
opinião, o comentário, as narrativas construídas com o fito de se tornarem
vardedes, os influenciadores pagos para influenciar as pessoas, a classe
política e até alguns setores do alto judiciário. Tudo muito preocupante, não
sabemos onde iremos parar.
Agora, com
os meios digitais à disposição, tudo é
possível. Uma pessoa pode tomar o corpo da outra, a imagem da outra, a voz. Os
espertalhões se aproveitando da incapacidade intelectual ou da fragilidade
física e psicológica dos seres para aplicar golpes. Criança com celular na mão é
uma temeridade. Idosos, idem. Gente
iludida, está na mesma regra. O telefone celular tornou-se uma arma poderosa,
uma temeridade. E até fórmulas para as pessoas se defenderem. Mas os malandros
estão sempre à frente. Todo o cuidado é pouco. Nada garante que não sejamos
lesados.
A perda dos
historiadores de Capinzal – Quatro pessoas têm sido consideradas como
historiadores capinzalenses: Doutor Vitor Almeida, renomado advogado; Holga
Brancher, professora com alta formação em História e escritora; Paulo Eliseu
Santos, também professor e escritor; e Euclides Riquetti, eu mesmo! Os três
primeiros já faleceram. Paulinho Santos no último fim de semana. Já não residia
mais em Capinzal, mas mantinha laços afetivos e culturais com Capinzal. Embora eu
seja um estudioso do metier, sou cronista, sou da literatura. História é muita
responsabilidade para ser registrada e passada à frente. O compromisso com a
verdade beira ao científico. Continuo cronista e poeta, quem sabe um dia possa
chegar à condição de historiador.
Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com
Meu artigo no Jornal Cidadela - Joaçaba - SC
EM 15-01-2026
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