quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Adeus, amigo Luiz Antônio Maros!

 






       A primeira notícia da madrugada desta quinta-feira me surpreendeu. Meu pensamento se volveu ao meu passado de juventude, quando, de fevereiro de 1972 a fevereiro de 1977 eu morei em Porto União da Vitória, primeiro na antiga "Pensão Nova", na Rua José Boiteux, perto da Prefeitura de Porto União e da Estofaria do Altair Maros. (depois morei na Professora Amazília, 408 e 322, além da Prudente de Moraes, 331), nos meus áureos tempos de juventude.

       Na época em que eu estudava na antiga FAFI e frequentava o Clube 25 de Julho nas tardes de domingo, fiz amizade com um rapaz de minha idade, o Luiz Antônio Maros, um moço bem apessoado, atencioso e simpático. Maros lista-se entre os primeiros amigos que tiva nas cidades Gêmeas de Iguaçu. 

       Depois que voltei a Santa Catarina, residindo em Zortéa, distrito de Campos Novos, então, Ouro  e Joaçaba, nas primeiras vezes que estive no Porto o vi algumas vezes, na rua. Papo curto mas alegre e jovial. Adiante, algum contato em redes sociais. Mas a figura daquele rapaz com jeito de menino nunca me saiu da cabeça. Era da geração do Luiz Bahr, que casou-se com miha amiga e colega de trabalho Margareth Lucy, filha do Bianco do Cid Gonzaga, irmã da Mary Ann, que chamavam de Marion, que casou com o comandante Eneo Gui. Maros era um rapaz muito valorizador da cultura, estudava suas origens e er "um moço do bem"! 




       Os Maros tinham estreita ligação com os Bahr, Altair e Jorge foram sócios na sua estofaria, wram considerados "gente da casa". O Luiz Antônio nasceu em 17 de junho de 1952 (eu em 23 de novembro), tínhamos poucos meses de diferença. Foi sepultado dia 8, terça-feira, no cemitério Jardim da saudade.

       Homenagear, postumamente, pessoas com quem tivemos laços de amizade no passado se impõe como meu dever pessoal.  Aos familiares e amigos, deixo as mais sentidas condolências minha e da minha família.


Euclides Riquetti

10-09-2026

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O belo que a mão de Deus esculpiu - Belezas do Sul do Brasil

 


 


 





Cataratas do Iguaçu - Foz do Iguaçu - Paraná


          Nosso Brasil tem uma pródiga e indescritível natureza. É uma grande aldeia natural a abrigar o homem, a inspirar o poeta. Em todas as suas regiões, mesmo que não houvesse tido a intervenção do homem, teríamos belezas a apresentar, pois há as  naturais para nos encantar e encantar nossos visitantes. Duzentos, quatrocentos milhões de anos a nos fazer bem, a moldar nosso relevo de forma a se tornar, por si só, algo que nos fascina.

          A orla brasileira, com  seus rochedos nas encostas,  ou mesmo com as milhares de praias paradisíacas, surpreendem ao visitante que vem pelo mar. A paisagem verdejante, entrecortada pelas águas dos caudalosos rios e dos mansos lagos a embasbacar  os que vêm pelo céu. Os vales por onde correm sinuosamente esses rios, emoldurados por paredões de rochas, configuram paisagens singulares.

          Em cada lugar, cada canto, cada ponto de nosso país, sempre há algo natural a ser admirado. Por quem nos visita e por nós mesmos. Nossa natureza é simplesmente espetacular.

          Nossa Região Sul,  que tem reconhecimento nacional pela sua força produtiva e de trabalho, não foge à regra brasileira. São três estados e muitas semelhanças. Estados celeiros.

          No Paraná, além de toda a sua serra litorânea, de suas belas praias, há dois recursos que chamam a atenção do mundo: O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa; e o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.  São dois monumentos naturais de reconhecimento mundial.


Arenito do Parque Estadual de Vila Velha - Região de Ponta Grossa - Paraná

          No Parque do Iguaçu, onde tivemos a oportunidade  de estar algumas vezes, destaco as Cataratas do Rio Iguaçu, aquela imensidão de águas que a natureza habilmente para ali conduz, com quedas de até 80 metros de altura. Um mar de águas. E a localização numa área de terras que comporta sítios naturais e de preservação biológica. Milhares de animais e plantas, das mais variadas e raras espécies formam sua fantástica  biodiversidade.

           Em Vila Velha, nos Arenitos, em múltiplas formas;  nas três Furnas, com até 80 metros de profundidade,  ou na Lagoa Dourada, não há como não ficar embevecido com o que a natureza nos legou ali. É muito capricho! Parece que  Deus tirou  muitas de suas horas daqueles sete dias na Criação do Mundo para projetar aquilo qu está ali hoje. Lembro-me de que, durante muitos anos, quando se compravam fósforos da marca Irati, estampava a caixinha uma gravura de um  cálice de arenito, muito conhecido.  Animais raros podem ser localizados naquele parque.

Serra do Rio do Rastro - SC

          Aqui em Santa Catarina, um dos grandes monumentos naturais é a Serra do Rio do Rastro, que liga a Serra Catarinense ao Planalto Serrano, basicamente nos territórios dos Municípios de Lauro Müller e Bom Jesus da Serra.  A a intervenção humana fez pavimentar 12 Km da Rodovia que a corta com milhares de metros cúbicos de concreto, mas tudo projetado de forma a adequar-se á paisagem sem causar-lhe muitos danos. Motociclistas do Meio Oeste de Santa Catarina e gaúchos,  nos finais de semana, costumam dirigir-se para ali só para poder sentir aquelas sensação de liberdade que só eles sabem sentir e curtir. A estrada possui quiosques na sua extensão, onde servem comida e oferecem banheiros aos passantes.

          Outro lugar que muito me atraiu,  e volto para lá sempre que é possível,  é a Guarda do Embaú, ao Sul de Palhoça. Ali, um rio vem paralelo à praia e alcança o mar num ponto próximo a um morro, dando-nos a impressão que a grande faixa de areia branca, aquele paraíso dos surfistas, seja uma ilha. A vila, pequena e com suas ruas estreitas, lembra-nos aquelas aldeias indianas ou jamaicanas, onde, no verão, as cabeleiras rastafári tomam conta do visual local.

Guarda do Embaú - Litoral de Santa Catarina - Parque de surfistas e turismo ecológico

          O ponto mais famoso da Guarda do Embaú  é a Pousada do Zulu.  O Zulu, além de modelo e ator que já participou de produções Globais, é um "homem do mar". Nada e surfa. Em qualquer época do ano, mesmo no inverno, os surfistas estão presentes com suas pranchas e encantam os poucos visitantes. mas, no verão, a vila de ruas estreitas fica intransitável. Mas vale a pena ir até lá. Numa das vezes que lá estive, andando nas trilhas de um morro de um pontal, escutei uma voz:  "Estou procurando um homem do Ouro!" Olhei, era meu amigo Hermes Susin, colega de adolescência. Eu jurava que jamais iria encontrar um conhecido ali, mas encontrei. Divertimo-nos rindo de nosso encontro.

Véu de Noiva - Gramado - RS

          No Rio Grande do Sul há umas cachoeiras muito bacanas, como por exemplo uma que serviu de pano de fundo na filmagem de O Quatrilho, na Serra Gaúcha. A Cachoeira do Caracol, em Canela, e os cânions de Cambará do Sul são expressivas belezas naturais.

         A Lagoa dos Patos, no RS e a de Laguna, em Santa Catarina, dão excelência à paisagem litorânea. A Ilha de Santa Catarina, com suas mais de 50 praias, é outro grande monumento natural. Os rios Guaíba, Das Antas,  Pelotas e Uruguai, no Rio Grande do Sul; Canoas, do Peixe, Chapecó, Peperi-guaçu e Itajaí, em Santa Catarina; Guaíra, Iguaçu e Paraná, no Paraná, desenham a paisagem hídrica exuberante de nossa Região Sul.

          Nossa natureza é abençoada. Temos 4 estações climáticas bem definidas no ano. Nossos invernos são frios, nossos verões quentes. No outono caem as folhas e recomeçam os ventos. Na primavera os campos florescem, o clima é ameno. Só resta ao homem preservar aquilo que ganhou, de graça, e que foi construído pela mão divina. Deus salve o Sul, Deus salve o Brasil.
         

Euclides Riquetti
05-02-2013

Saí para encontrar os raios de sol...

 


 


 



Saí para encontrar os raios de sol
Numa das primeiras tardes outonais
Sentindo os aromas dos florais
Sonhando envolvê-la em meu lençol...

Saí para encontrar o seu sorriso
Beijar os seus lábios de cor rosada
Encontrá-la  na tarde ensolarada
E isso é tudo de que eu preciso...

Saí pra sentir o seu corpo elegante
Afagar o seu rosto de pele macia
E dizer-lhe que você me é importante.

Olhar no espelho da verdade
Matar os desejos que eu tanto sentia
Entregar-me a você por saudade.

Euclides Riquetti

Inocente coração

 


 

 






Inocente coração, coração inocente
Mergulhado na doce melodia matinal
Decente coração, coração decente
Navega em tênue harmonia celestial.

Valente coração, coração valente
Busca a outra  metade com valentia
Ardente coração, coração ardente
Arde na chama do amor com ousadia.

Coração inspirado, coração inspirador
Dá ao poeta a inspiração pretendida
Falte sol, haja frio, nos exala o calor
Traz-nos o ânimo na noite comprida.

Ah, coração alegre, coração contente
Que torna a vida mais bela e colossal
Guardai, Deus, nossa alma e a mente
Levai o bem a triunfar sobre o mal!

Euclides Riquetti

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Eu quisera que tu me quisesses

 


 





Eu quisera que tu me quisesses



Eu quisera que tu me quisesses como eu te quero
Eu quisera que tu me entendesses como eu te entendo
Eu quisera que tu me dissesses,  pois  não compreendo
Por que não dizes as palavras que eu tanto espero?

Eu pensei que  em teus sonhos divinos  estivesse presente
E mergulhei na paixão desmedida que tanto nutri
E agora me vejo sozinho, afastado de  ti
Sedento de amor e desejo na noite fervente!

Os anos passam, o mundo anda ligeiro, ligeiro
Não há porque não deixar as coisas acontecerem
E os sonhos precisam ser vividos agora,  por inteiro.

Os anos passam e as pessoas também se vão
Sem que elas possam tudo isso perceberem
Sem conviver  com  a alegria de uma paixão...

Euclides Riquetti

Comemore cada vitória

 


 





Comemore cada vitória,  efusivamente
Mesmo acreditando que outras possam vir
Vibre com as conquistas muito intensamente
Faça com que tudo seja motivo pra sorrir.

Lamente as derrotas apenas levemente
Pois outros revezes poderão acontecer
A vida nos guarda surpresas, infelizmente
Que nos acontecem sem que as possamos prever.

Sorria  para a vida com entusiasmo e alegria
Aja sempre com equilíbrio e extrema sensatez
Sorria em cada nova semana, em cada novo dia.

E,quando as jornadas  já não forem promissoras
E o tempo lhe roubar a energia e a  altivez
Apenas plante sorrisos e colha rosas encantadoras.

Euclides Riquetti

Um horizonte azul cor do céu

 


 




Há um horizonte azul a nos esperar
E corpos que  flutuam embalados em canções
Nas ruas da terra , através das gerações.
No azul da cor do céu, no  azul da cor do mar.

Há um horizonte azul  a nos amparar
Em todas planícies verdes deste mundo
Nos mares que cobrem do sol  rotundo
E ombros que me esperam pra chorar.

Havia um horizonte azul no teu olhar
Que me buscou entre os andantes do universo
E um doce abraço teu a me chamar:

Agora, em cada nova manhã de invernos e verões
O Poeta   te exalta  em prosa e verso
Ó  musa de meus encantos e paixões!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Ansiedade

 


 




Resultado de imagem para imagens pessoas ansiosas


Ansiedade
Sofrimento por antecipação
Realidade
Sentimento de frustração
Ou apenas falta de... solução??

Ansiedade
Causa dores morais
Abalos emocionais
Atitudes anormais
Por quê?

Ansiedade
Como curar?
Ler, correr, rezar?
Ou apenas pensar
Que dá para superar...

Mas, de que forma?

Ansiedade
Constante preocupação
Emoção
Escuridão
O que fazer?
Para onde ir?
Como fugir?

Ansiedade
Só a buca da verdade
Só o tempo das descobertas
É que podem ajudar-me!

Euclides Riquetti

Lembranças dos desfiles de Sete de Setembro - memórias de minha juventude em Capinzal e Ouro

 



À esquerda, Capinzal; à direita, Ouro. Gêmeas do Vale do Rio do Peixe - SC
Créditos para os "Caçadores de Imagens", gente talentosa de minha cidade natal



          Meu imaginário saudosista me leva de volta à infância em Capinzal. Anos: 1961 a 1964 - Os ensaios de marcha lá no Mater Dolorum, pela Rua Carmelo Zóccoli, em direção ao Sul, para os lados da Pagnoncelli & Hachmann, até as imediações da Fundição. Muitos ensaios, não havia professores de Educação Física ainda. As professoras nos orientavam e as freiras comandavam. E havia o José Carlos Souza que não pisava com o pé esquerdo na batida do Bumbo. A Irmã Terezinha ia à loucura, a professora Marilene Lando tentava insistir para que ele aprendesse. Acho que ele fazia de propósito para zoar com elas...

          Desfile pela Rua Felip Schmidt, no Distrito de Ouro, saindo do Posto de Gasolina que se localizava no meio da Rua da Praia, que depois virou Governador Jorge Lacerda. Indo em direção à Ponte Nova. Havia calçamento apenas até defronte à casa do Amélio Dalsasso. Depois, marchávamos no pó (ou no barro): Soldado que se prezava e amava  o Brasil era corajoso, valente,  e com muito garbo e peito firme marchava, sem olhar para os lados, sem piscar os olhos: "A fronte erguida, o olhar brilhante..." - como no Hino a Capinzal!

          Passávamos pela ponte, dobrávamos à direita defronte ao Cine Glória e íamos até o Campo de Futebol. Ali, um palco especialmente feito com tábuas cedidas pelos Hachmann, os alunos ouvindo os discuros. Uma menina magrela, cabelos escuros, saia azul e camisa social branca com uma logomarca à esquerda, na posição do bolso: BP, de Beliário Pena! A jovem Inelvis, filha do Joanin Serena, lia um texto enaltecendo nossa Pátria, pela qual deveríamos morrer se necessário fosse... E, garbosamente, cantávamos o Hino Nacional.

          Os alunos do Belisário Pena com seu uniforme azul e branco. Num daqueles anos fizeram-lhes umas camisas de brim Santista, azul marinho, com aquelas "golas de padres". O Rosito Masson, o Ademar Miqueloto, O Irenito, o Olino Neis, todos  com aquelas camisas bonitas. Nós, do Mater, também no azul e branco. Mas as Normalistas, ah, essas, sim, com aquelas saias bordô e as camisas marfim/beje, encantadoras. Meu pai, único homem em meio a elas, calça social preta e camisa branca... Mas, muito bonito, era o uniforme do Ginásio Padre Anchieta, com calça social preta ou azul marinho (bem escuro), e aquele uniforme paramilitar, com uns babados na frentes, umas franjas, e  quepe igualmente em azul-marinho. Simplesmente espetacular!

          Todos os estudantes eram obrigados a marchar. Nos anos anteriores ao Governo Militar e também durante. O espírito cívico era algo sagrado que havia em nós. Claro que isso não era unanimidade. Mas havia o respeito pela Pátria em cada um de nós. Podíamos não concordar com os governos, mas queríamos o melhor para nosso país... E querer o melhor para o Brasil era querer o melhor para nós mesmos, nossas famílias.

          E os alunos do Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado: Calça de Tergal verde e camisa branca. A maioria pessoas já adultas, que viram no ginásio noturno a oportunidade de estudar. Ah, para todos os uniformes, de todos os colégios, sapatos pretos. Em algumas situações, congas brancas, para algumas alas, especificamente.

          Minhas últimas lembranças de desfiles como estudante me remetem ao ano de 1971, quando concluí meu Técnico em Contabilidade pela então Escola Técnica de Comércio Capinzal: calças pretas e camisa social manga longa vermelho royal. A escola não costumava desfilar, mas convidada que foi, não queria recusar e a sugestão do Diretor Professor Antônio Maliska foi aceita: "Se é para aparecer, então vamos aparecer". E fomos com aquela roupa bem chamativa. Orgulhosos!

          E as fanfarras, muito bem ensaiadas, com os bumbos, caixas, taróis, pratos e cornetas. Lembro, com muita saudade. E, quando vejo fotos antigas daqueles tempos, sinto uma inefável saudade... não sei se dos sentimentos cívicos ou... da força de nossa juventude!

Euclides Riquetti

Asfalto molhado

 


 

 


Resultado de imagem para fotos no asfalto novo


Alfalto molhado, acinzentado
Palco de alegrias e de dilemas
Alfalto de brilho prateado
Inspira-me cantos e poemas.

Alfalto que se perde nas longas curvas
Onde somem  carros e vagam  os conflitos
Os corações despedaçados as almas turvas
As perdas, os abalos, os  aflitos.

Asfalto alongado a se perder de vista
É o vai-e-vem nas faixas de cada  pista
É o desafio ousado  e sedutor

É a provocação, a incerteza presente
É um palco de tragédias inclementes
É a vida ceifada de tanto sonhador...

Euclides Riquetti

Te quero...

 






Te quero e não tenho nenhuma dúvida disso
Deixei-te isso bem claro, já faz muito tempo
És dona de meu corpo e do meu pensamento
Sou um poeta, apenas, sempre a teu serviço!

Te quero muito e nada há que possa me mudar
Digo-te agora, já te disse antes e ainda direi
Em ti me inspiro, em ti sempre me inspirarei
És um bom motivo por quem viver e sonhar!

Te quero e creio que também tanto me queres
E isso é tão verdadeiro como existe a terra
Te espero e acredito que também me esperas...

Te quero e conto que me digas se tu me quiseres
Isso é o que há de melhor da condição humana
Te esperamos eu, a noite e minha alma profana.

Euclides Riquetti

domingo, 6 de setembro de 2026

Quando nossos sonhos se encontram

 


 


 



Quando nossos sonhos se encontram
Na madrugada
Prenunciam a chegada do dia
Da manhã azulada
Do céu cor de anil
No Sul do Brasil
Da vida dourada!

Quando nossos sonhos se encontram
Na hora marcada
Na busca do encontro do dia
Nos caminhos do acaso
O seu  rosto transpira alegria
E sua alma que tanto sorria
Deixa a minha extasiada.

Quando meus sonhos a procuram
E vagam no céu, não importando a hora
Indo buscar o seu corpo onde estiver
Para ter você aqui,  bem agora
Bem do jeito que a gente quer
Em  devaneios de homem e de mulher
Meu coração chama para que venha embora.

Euclides Riquetti

Viver e ser feliz!

 


 


Medos
Segredos
Anseios
Devaneios!

Dizer
Ver
Crer
Viver!

Dizer segredos
Ver devaneios
Crer nos anseios
Viver  sem os medos.

Viver aqui
Viver ali
Viver em ti
Viver por ti.

Viver, viver, viver
Viver e acreditar
E poder dizer, dizer:
Perto de ti ... ficar, ficar!
Ficar, bem perto de ti, sem medo!
E ser feliz!

Euclides Riquetti 

Na noite serenada

 


 




Na noite serenada
Bem de madrugada
Eu te encontrei.

Estavas caminhando
Quem sabe procurando
Me encontrar na estrada
Bem de madrugada
Na noite serenada.

Na noite serenada de março
Também te procurei
E eu não disfarço...

Viramos dois caminhantes
Duas almas errantes
Que vagavam naquela estrada
Divinamente serenada.

Naquele sábado de março
De baixo para cima
E de cima para baixo
Com os pés descalços.

Era um corpo desnudo
De mãos dadas e pensamentos afinados
Sintonizados
Despidos de tudo.

Apenas vestidos de amor e de paixão
Andávamos sem destino
Procurando abrigo
No nada
Na noite estrelada
Mas serenada!
.
Euclides Riquetti

sábado, 5 de setembro de 2026

Desnude sua alma

 




Desnude sua alma, dispa-se de seus conflitos existenciais
Fale com o coração aquilo que seu pensamento lhe dita
Faça com as mãos graciosas  o que sua mente premedita
Como se cada momento que vive não lhe volte jamais.

Desnude sua alma, seu corpo,  e abra seu afável coração
Deixe que eu mergulhe neles com a força de meu ser
Mostre ao mundo as cores da vida vivida com paixão
E que nada pode apagar esse  imenso desejo de viver.

Ou, cubra-se com o manto que esconde todas as inquietudes
No anular-se da vida, na composição de seu grande cenário
No entregar-se aos infortúnios que dissipam as belas virtudes.

Ou,  entre numa redoma do vidro mais espesso e inviolável
No proteger-se contra todo o inimigo de seu imaginário
Mas nunca deixe de ser a senhora do ânimo inabalável.

Euclides Riquetti

Na agenda fugaz do tempo...

 


 



Na agenda fugaz do tempo...            (Poema para Marisete 
Graziotin Calliari) União da Vitória - PR
                                                


Caminhos por nós percorridos não mais se repetem
Quando nós não quisermos que eles se repitam
Perdem-se na poeira e na agenda fugaz do tempo:
Amizades voltam como vem e como vai o vento.
Fascinam-nos os corações agitados que palpitam
Doem os corpos cansados quando doem as almas
Catalisam-se as dores agudas nas noites calmas
Plena harmonia vem nos sonhos que se refletem.

Pagam-se os pecados quando não forem perdoados
Sorriem os rostos das antes moças, agora senhoras.
Toadas antigas invadem as casas pelas janelas
Paz contagiante vem das flores suaves e singelas
Fazem-nos lembrar dos belos dias, das boas horas.
Sei de teu amor, de teus abraços, tudo foi desejo
Provas de amor que me oferecem teu gostoso beijo
Materializam-se em versos com cuidado forjados.
Primores que escrevo, bela, apenas para te encantar
Cantados pra ti na solidão da praça, ou na beira do mar.

Doces lembranças me fazem sentir doces saudades
Prazerosamente, elas me reanimam e me deleitam.
Talvez que nossos caminhos possam ainda se cruzar
Vales e montanhas que os raios de sol os enfeitam.
Mais do que tudo, na vida, triunfam as verdades
Suaves notas das canções que te chegam  pelo ar:
Mares, oceanos e imensidões suscitam emoções
Alimentam-nos para a vida, nos reacendem paixões.

Euclides Riquetti

Haicai para Mariscal = Areia Macia


 


 



Areia macia

Bordada pelo vento

Meu pé acaricia.


A ilha distante

Desperta minha atenção

Vista deslumbrante.


Ondas verdejantes

Natureza em movimento

Águas espumantes.


O sol que me aquece

Atiça o meu coração

Que a Deus agradece.


Euclides Riquetti

Tu tens a mim e eu tenho a ti

 


 


 

Tu tens a mim e eu tenho a ti


Entrego-te meu corpo e minha alma
Sem ressalvas
Para que os uses
E abuses.
Reservo-me a parte negra,  e dou-te a alva...

E te ofereço  meus beijos
Que se perdem com os teus
Que satisfazem teus desejos
E os desejos meus
Os que se avivam agora e os que hão de vir:
Tu tens a mim e eu tenho a ti!

Entrego-te,  de olhos fechados
Meu coração flechado
Despido
Livre, ou
Atingido
Pelo cupido!

Entrego-me o que tenho de mais sagrado:
A parte de min´alma sem pecado
E fico com o lado carvão.
(O lado escuridão)!

Entrego-te o melhor de mim:
Entrego-te meus versos, minhas estrofes e meus sonetos
Os limitados e os perfeitos
Os livres e os alexandrinos
Que só têm um destino:
Dizer que tu podes ter a mim
E que eu posso ter a ti!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Uma oração para você

 


 


Resultado de imagem para imagens homem muito triste


Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Composto no inverno de 1973
e publicado no livros "Prismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).

Rosas vermelhas de fim de inverno

 


 



Rosas vermelhas de fim de inverno - do meu próprio jardim


Rebrotam as roseiras após sua dormência

Irrompem seus botões avermelhados

Perfumam meu jardim com suas essências

Encantam os olhares dos namorados.


Em poucos dias, restarão ali as rosas 

Por alguns meses ansiosamente esperadas 

Realezas cultivadas pelas mãos dadivosas

Pelos sais da terra escura energizadas. 


Dias de sol, céu azul, com nuvens claras

Tempos de esperança, alegria, fascinação

E os poemas que tu lês, declamas, narras.


Brilho nos olhos admirados dos passantes

Fértil é o solo, verde a folha, afável o coração

Estão voltando as rosas tão belas como antes!


Euclides Riquetti