segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Na lentidão dos sonhos

Na lentidão de meus sonhos, na noite desvalida
Os anjos tocam seus clarinetes, harmoniosamente
Querem acordar-me,  suavemente
Querem apenas  dar-me de presente
Uma  noite já protegida.

Meu sonhos se portam bravamente!
Não é uma bravura com espadas
Nem com revólveres e coronhadas.
Não é um agredir minha agressora
Nem um reagir diante de uma mulher... sedutora!
É apenas um deixar-me levar por ela... mansamente!

Enquanto os cavalos da noite trotam seus galopes
Flechas encupidadas singram os ares embebidas
Para estraçalhar corações de mulheres ofendidas!
Ah, como sofrem aquelas que amam
E não são correspondidas!

E enquanto os sonhos vagam entre medos e coragens
Vão-se fortalecendo as almas que pedem passagem
Que querem se encontrar.
Para  singelos e delicados afagos
Trocarem beijos delicados
E apenas ... querer, desejar.... amar!!
Apenas isso...

Euclides Riquetti
18-11-2013



domingo, 17 de novembro de 2013

O Segundo Encontro da Família Richetti em Cascavel

          Estivemos em Cascavel neste sábado. Não poderíamos, jamais, deixar de participar do Segundo Encontro da Família Richetti, que é organizado pelos primos filhos dos meus tios Marcelino e César, irmãos de meu pai, Guerino. Estavam lá muitos dos Richetti, Ricchetti e Riquetti. Do Sul, do Centro-oeste e do Paraguai.  Em Cascavel e região, reside a maioria dos filhos dos tios Marcelino e César, irmãos de meu pai.

          Os do Tio Marcelino eram originários de Rio Pardo, interior de Campos Novos e para lá se dirigiram há uns 50 anos. São pioneiros no bairro Nova Cidade, onde ajudaram a fundar e erigir a Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Iniciaram-se nas atividades de marcenaria, passaram a produzir carrocerias de caminhões e, com o passar dos anos, a descendência numerosa foi diversificando auas atividades e ocupações, mas mantendo-se unidos enquanto família. Os filhos do Tio César e da  Tia Rosina (Baretta), no bairro São Paulo, desenvolveram serviços em oficina mecânica e fornecimento de peças de reposição para veículos automotores.  Nossos primos criaram sólidas raízes na cidade.  

          No sábado, fui um dos primeiros a chegar, antes das sete horas, sendo recebido pelo primo Alceu. Logo depois chegou a Cristiane, veio toda arrumada, já havia, como ela mesmo disse, ido ao salão arrumar o cabelo e fazer maquiagem, queria estar bem na foto.  Postei-me à entrada e fui cumprimentando os que chegavam. O Primo Jaime, uma liderança familiar e cultural  incontestável, a Rosane, com seus filhos, o José Luiz, de Campo Grande, MS, dos Richetti de Paraí, o casal Nestor e Iracema, de Porto Alegre. Depois a Neiva Scalsavara com seu marido italiano Alessando,  e o menino Lorenzo. A Vero com a Eduarda, o Luciano e o Claudinei; o Celso, liderando a turma de Paraí. E fui reconhecendo alguns como o Giovane (marido da Cris) e a menina Brendha;  a Marinês e o Guisti, que no ano passado nos brindaram com suas danças; o primo Nilvo, o Juvelino, a Dilma e todos os outros, impossível enumerar. O Orlando Surdi com a prima Deonilda e os filhos também muito simpáticos e solícitos.
          
          Depois do café, a belíssima celebração da Santa Missa, com a participação do Tio Victório, a esposa e a Tânia, e os primos Sérgio, Nilson Maicon, de Ouro e Capinzal. Revi a Monalysa com o Samir e a Valentina, mais a prima Adiles, que vieram de Florianópolis. Foram  muitos abraços, belas lembranças que ficarão em minha mente para sempre. Na missa, comentada pela Rosane, os jovens tocando e entoando belas canções. Emoção em ouvir "Nossa Senhora", aquela canção do Roberto Carlos. A entrada apoteótica, com três meninas, a Eduarda e as duas meninas Dartora, numa bela coreografia, seguidas de uma família de imigrantes italianos, depois um grupo de parentes vestindo a camiseta do evento, na cor branca e com mangas curtas em vermelho e verde, as cores da Itália. E o Medalhão símbolo, confeccionado em couro, tudo muito harmônico. Cerca de 50 pessoas no cortejo coreografado, uma árvore com os nomes dos Richettis já falecidos. Tudo muito emocionante e bem organizado, as letras das canções em dois telões.

         Ao meio-dia o almoço, com um delicioso costelão no cardápio e, à tarde, a programação cultural, esta simplesmente espetacular. Uma encenação intercalada com diversas performances de dois grupos elegantemente trajados,  em suas vestimentas com características da imigração italiana, apresentando danças muito bem coreografadas. Na abertura, o Jonathan, filho do primo Jânio, surpreendeu a todos ao chamar a manorada Amanda, entregando-lhe uma flor e pedindo-a em casamento. Pedido feito, pedido aceito.  Isso emocionou muito os presentes, pois foi um gesto muito romântico de parte dele, uma forte demonstração de seu amor por ela. 

          Na sequência, após as apresentações, um show musical com o Jurandi e um companheiro dele, de Lacerdópolis e  o Rodriguez, casado com uma da família, professor em Curitiba, que manda bem numa acordeona e nas canções nativistas.  Uma programação bem organizada, tudo perfeito, bonito. alegre. Uma confraternização muito autêntica, singela, belíssima, contagiante. Agora, já escolhido o local do próximo encontro: Paraí, RS. Estaremos lá, certamente!

          A hospitalidade desse pessoal de Cascavel é extraordinária. A dedicação deles em organizar tudo direitinho merece nosso aplauso e agradecimento. Alías, quero agradecer ao primo Juvelino pos nos ter conduzido à Rodoviária para a volta.

Um grande abraço em todos e que venha o Terceiro Encontro dos Richetti, Ricchetti, Riquetti e agragados, em Paraí!

Euclides Riquetti
17-11-2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O tempo que passou...

O tempo que passou
Deixou rastros, deixou marcas.
Rastros nos caminhos, nas estradas
Marcas nos corações e nas almas.

O tempo que passou deixou-me lições:
O tempo que passou mostrou-me que as ilusões
São vãs e fugazes.
Mostrou-me que há  o bem, ou o mal
Em todos os lugares.
Mostrou-me que há as certezas
Mas também as incertezas
O ganhar e o perder
Os reais e os imaginários
Mas, todos, muito necessários.

Muitas vezes perdi, outras ganhei
Mas nunca desanimei.
Levantei-me em cada tropeço
E, por isso, meu Deus a quem tanto louvei
Eu vos agradeço.

A quem amei com paixão
A reafirmação
A quem me estendeu a mão
Minha eterna gratidão
E a quem me quis tanto bem
Agradeço também.

E, nas marcas que ficaram
Nas ilusões que se apagaram
Nos ânimos e desânimos
A constatação:
Viver é amar
É ser amado
No desejar
Também ser desejado!

É pedir a bênção de Deus...
E ser por Ele abençoado!

Euclides Riquetti
16-11-2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Longe, sim, minha doce amada!

Belas noites de uma primavera-verão
Céu estrelado, luar de lua cheia
Saudades no coração.
Sangue quente correndo nas veias
Com lembranças de ondas e de areia
Saudades do mar e de sua imensidão.

Primavera  de noites agradáveis
Sonham os sonhos sensuais as mulheres sedutoras
Templos  de desejos incontáveis
E tempos de noites e tardes inspiradoras
Que me incitaram às vontades tentadoras
Nas noites  das perdições inimagináveis.

Belas noites de mais um novembro estrelado
Numa   doce primavera enamorada
Em que quero ter-te ao meu lado
Mas que a distância, (ah, essa malvada!)
Quer-te de mim longe,  separada
Longe, sim, minha doce namorada!

Longe, sim, minha doce amada!
Longe, sim, minha doce namorada!

Euclides Riquetti
15-11-2013

Almanaques de Farmácia

          Quem não teve em sua casa um "Almanaque Renascim" que fazia a publicidade do Sadol, o fortificante do organismo, do sangue e dos músculos?  Ou o do " Biotônico"que mais adiante virou "Almanaque Fontoura"? O Biotônico Fontoura, certamente, andou nas prateleiras de sua casa, não é, leitor? Pois eu vi muitos almanaques em minha casa  quando criança e ao longo de minha vida. E você, madurão ou madurona, certamente  conheceu o Xarope São João, o Melagrião, a Alicura, o Melhoral e muitos outros medicamentos que foram muito bem propagandeados ao longo do tempo.

          Era normal sermos presenteados com almanaques nas farmácias São Pedro e São Paulo, em Capinzal. O pessoal da Colônia, ali do Ouro, dava muito valor ter um almanaque todos os anos. Alguns os colecionavam, pois traziam histórias do Jeca Tatu ou  Jeca Tatuzinho, personagem de Monteiro Lobato.  Muito engraçadas, enfocavam o homem caipira preguiçoso e com vermes na barriga.Também trazia uma  "Carta Enigmática", que as famílias se desafiavam em decifrar.  Em algumas cidades havia também o Almanaque d'A saúde da Mulher, em que constavam muitas recomendações para elas.

          Nos tempos em que ainda não havia televisão e poucos eram os proprietários de aparelhos radiofônicos, a maneira mais efetiva e garantida de se fazer chegar ao consumidor de medicamentos a propaganda desses era o almanaque. Então, os grandes laboratórios brasileiros, para divulgar seus produtos, faziam o hábil uso dos almanaques. Havia dezenas deles em nosso país.

          Com uma linguagem simples e ilustracões de excelência para a época, lembro bem de alguns medicamentos que eram bastante divulgados: "Colírio Moura Brasil", bom para os olhos irritados; Pílulas de Vida do Dr. Ross; a Cibalena,além do Sadol e do Biotônico.   Pois agora o SESC está brindando seus integrantes e alunos com uma expoição sobre os almanaques. E, em Joaçaba, na tarde de ontem, 13 de novembro, os alunos SESC tiveram a oportunidade de conhecerem uma exposição com material que mostra muito sobre a História deles. De produção da cuiabana Yasmin Nadaf, pós-doutora em Literatura Comparativa pela UFRJ. Além da visualização dos cartazes da exposição e uma bem feita explanação pela professora Rita Baratieri, que propôs uma reflexão sobre o conteúdo dos almanaques,  cada aluno foi contemplado com exemplar do catálogo "Tempo de Almanaque", que foi produzido em função de uma pesquisa de Nadaf. É um material de fina produção textual, visual e gráfica. Algo para se guardar para sempre.
         Nossos colegas, gente que tem muita história em sua vida, lembraram de muitas situações relativamente a isso, rodando um verdadeiro saudosismo no amiente.

          Coincidentemente, bem no momento em que concluo o texto, a Canal Brasil deTV a cabo traz as imagens de um filme do Mazarópi, este interpretando o Jeca Tatu, de nosso consagrado Monteiro Lobato. Lembranças que nos remtetem à infância e juventude, que tanto nos fazem bem!


Euclides Riquetti
14-11-2013

         

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Abençoai, Senhor todas as mães!


Abençoai, Senhor, as mães que perderam seus filhos
As que os tiveram nascidos em berços com ouros
As que os tiveram em leitos pobres e  maltrapilhos
Dai a todas elas  uma coroa com louros.

Abençoai, Senhor, todas as mães que choraram
As que os viram partir para ganhar o mundo
As que os viram  partir e que não mais voltaram
Mas levaram a certeza de  seu  amor profundo.

Abençoai-as , Senhor, com suas sagradas dádivas
Todas as mães que velaram em vigília
Abençoai as que derramaram rios de  lágrimas
E que em todos os momentos honraram a  família.

Abnçoai, Senhor, aquelas que tiveram filhos adotados
E que os amaram como seus, incondicionalmente 
Que foram gerados em outros ventres abençoados
Mas que os amaram, sempre, verdadeiramente.

Abençoai, Senhor
Todas as mães do mundo!

Euclides Riquetti
13-11-2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Esperas que eu te faça um poema

Esperas que eu te faça um poema, esperas
Esperas que nos meus versos eu te enalteça, esperas
Esperas que eu revele sentimentos, esperas
Mas não farei isso em nenhum momento!

Pensas que eu sou uma falsa fonte de sensibilidade
De onde se pode tirar palavras que eu não posso dizer
Mas minha  poesia  se pauta na minha verdade
Não há como dividir com quem não a pode ter.

Meus versos levam a ti as mensagens sublimes
São frases envoltas de  recados inperceptíveis
Do senso mais liberto, amplo,  e que não reprime.

Meus versos pocuram ecos nos seus ouvidos
Levam-te meus afagos românticos e sensíveis
Meus versos procuram ecos nos seus sentidos.

Euclides Riquetti
12-11-2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Far-lhe-ias um poema de amor!

Dizes que buscas  alguém que te ame
Por quem teu amor não é correspondido
Que embora  o procures,  e nas noites o chames
Aquele que tu amas não  te tem ouvido.

Dizes que far-lhe-ías um poema de amor
E que o mandarias a ele num simples papel
Desenharias por sobre os versos um coração e uma flor
Que tu mesma pintaste com divino pincel.

Lançaste sobre ele as setas do cupido
Fizeste o possível para chamá-lo à atenção
Mas ele segue nas trevas em que se encontra escondido.

É que este teu doce-amor, o teu  bem-querer
Ainda não percebeu que tu lhe nutres  paixão
E que queres com ele tua vida viver.

Euclides Riquetti
10-11-2013

sábado, 9 de novembro de 2013

Turismo Social com Poesias

         Por três oportunidades em minha vida tive oportunidades de estar alojado na Colônia de Férias do Hotel SESC Cacupé. O Sistema SESC (Serviço Social do Comércio) Catarinense tem unidades espalhadas por Santa Catarina. Sou, atualmente, aluno na Unidade de Joaçaba. Estou tentando melhorar meu domínio sobre o computador. E, através do SESC Joaçaba, voltei, pela quarta vez ao SESC do Cacupé.  Passei três dias participando das atividades do Festival do Idoso. A entidade  tem oferecido o Turismo Social aos seus integrantes. Orgulhosamente, agora posso dizer que sou, oficialmente, um "membro de carteirinha" Família SESC Catarinense.

          Há uma dúzia de anos, costumava ir com a família, tínhamos os filhos ainda junto conosco. Muita alegria e lazer orientado. Ao chegar no Hotel SESC Cacupé, minha cabeça voltou ao passado e lembrei-me de quantos bons momentos ali vivemos. A alegria de dividir nosso lazer com os filhos. Fizemos isso durante duas décadas.

          A grande área de lazer localizada na Praia do Cacupé, na Capital Catarinense, em nossa maravilhosa Ilha da Magia, guarda os mistérios das bruxas ilhoas e os encantos da natureza. A intervenção humana só melhorou o lugar. Há uma estrutura com 62 cabanas que hospedam, confortavelmente, os hóspedes, e ainda  um moderno hotel. Edificações complementares, com alojamentos, restaurante, centro de multiuso, o salão para eventos sociais "Ilha do Campeche", piscina, quadras de areia  para esportes e ainda um fabuloso campo de futebol suíço com grama sintética são alguns dos equipamentos. Para as crianças, parque infantil, tudo com atividades orientadas por profissionais ligados à arte e à Educação Fíísica. Animação e recreação. Movimento para o corpo, a mente e a alma. Salas de Jogos, Academia, Casa das Bruxas, áreas para caminhadas e trilhas em meio à mata nativa. É uma erstrutura fabulosa.

          Uma atividade nova, de que participamos na quinta-feira à tarde foi o Voley Câmbio. Esta consiste em dividir as pessoas em dois grupos de até seis jogadores cada um. A diferença básica com  o jogo de vôlei convencional é de que a bola é retida quando chega nas mãos do jogador. Ele não precisa tocar de imediato com os dedos. O objetivo é o de que as pessoas se movimentem girando ou fazendo os rodízios de cada vez que a bola é alçada para o campo adversário. E pode ser tocada , por três pessoas  em cada vez que está numa determinada parte do campo. E somente o jogador que está próximo da rede, ao centro (o meio de rede) pode lançá-la para o outro lado, por sobre a rede. O segredo da boa jogada está em que cada atleta se acostume a passar, no primeiro ou segundo toque da bola, para o lançador e, tão logo  a bola lhe é passada, ir fazendo o rodízio, no sentido horário.  É um jogo que exige muito raciocínio rápido e agilidade com o corpo  e as mãos.

        Senti que todos se entusiasmaram muito com o jogo. Vou levar a ideia para minha região. E, todos aqueles que tinham medo de machucar os dedos quando jogavam, agora podem jogar sem se preocupar com isso. Garanto que o nível de recreação e ânimo é o mesmo que na modalidade convencional.

          Nossa turma é composta pela Liliana D ´Agostini, que comanda nossa delegação. Rose Balen Oliveira, do Grupo Alfredo Sigwalt. Faço parte do grupo Papa Francisco, juntamente com o Domingos Dassi, a Lurdes Bortoli, a Rosita Wieser Pancera  e a Zenaide Sganzerla. Aproveitei minha fala em público para ressaltar a importância do joaçabense Rogério Sganzerla (irmão da Zenaide), para o cinema brasileiro. É o produtor de "O Bandido da Luz Vermelha"  e outros 16 filmes brasileiros, 12 dos quais longa-metragens. Sempre que participo de algum evento, prouro destacar as pessoas e os empreendimentos da cidade onde moro.

          Nossa delegação foi  no mesmo ônibus que a de Concórdia, chefiada pela Cris. Fizemos amizade com eles e nos divertimos muito. Ganhamos em troca de conhecimentos e cultura, além de partilhar atividades de esportes e de lazer. Trocamos muitas informações. Algumas, que serão objeto de matéria futura, muito me sensibilizaram.

          Na manhã de sexta-feira, cada Unidade do SESC apresentou, num auditório, uma espécie de relatório sobre os prejetos sociais que os seus alunos desenvolveram em suas cidades. Todos fizeram direitinho sua parte. Fui convidado pela nossa coordenadora regional,. Liliana D ´Agostini, a apresentar minha atividade literária a todos os demais. Num telão, abriram meu blog e eu dei meu recado, enaltecendo o objetivo de minhas crônicas: Trazer a público e deixar registrada a história de muitas pessoas que viveram no anonimato e que nunca foram contempladas com seu nome num jornal, numa revista. mas que, hoje, com a internet, consigo relatar sobre a vida simples de muitas personagens das cidades onde vivi e colocar para que as pessoas as conheçam em muitos países do mundo.

           Na sexta à noite  fui declamar poemas de minha autoria no Show de Talentos. Representei o SESC de Joaçaba e fiquei muito contente em ter sido convidado para isso. No salão de festas Ilha do Campeche, após as apresentações culturais, um  bailinho. No sábado pela manhã, caminhada até a Casa das Bruxas, no alto do morro, depois muita atividade recreativa e física.

          Minha primeira experiência com Turismo Social foi magnífica. Gostei da ideia. E o SESC, em Santa Catarina está indo muito bem nessa área. Obrigado pela oportunidade de participar.



Euclides Riquetti
09-11-2013
          

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Sopa quente - ah, que delícia!

          De vez em quando me vêm à mente algumas situações muito agradáveis que vivi durante minha infância. Sinto que a bela fase pela qual todos nós passamos está sempre presente em meu imaginário e me volta constantemente. Dizem que a mente deleta as coisas ruins e nos traz à tona as coisas boas. Concordo plenamente que seja assim.

          Quantas e quantas vezes, ao degustar uma sopa, lembro-me, com muitas saudades, das sopas que,  carinhosamente,  preparava minha madrinha, Raquel, e sua filha Ladires, lá no Leãozinho. E que a Nona Baretta, a Severina, e as tias Iracema (Baretta Mazera) e Ivani (Baretta Dal Cortivo), com muito carinho, preparavam para os sobrinhos, muitos que éramos a visitá-las, em nossas férias escolares, lá na Linha Bonita. Também, de algumas que "devorei", na Casa do Tio Valentin (Baretta) e minha adorável Tia Marietina, irmã de meu pai,  ou na Tia Joana (Dambrós - Riquetti)  lá perto da Linha dos Frigo, onde meu pai tinha sua colônia de terras. E as sopas que minha sogra, Dona Ana (Anzolin Carmignan) , me oferecia lá em Porto União, naqueles tempos tão difíceis de estudante...  Sempre sopa de feijão, geralmente com macarrão ou arroz, tempero vegetal, muito gostosa. Eu adorava isso.  E as que minha mãe, Dorvalina,  nos preparava, com muito carinho, ali no Ouro. Saudades de todas...

          A simplicidade e o carinho com que faziam as sopas, uma maneira fácil, prática e econômica de alimentar mais de uma dezena de bocas, a cocção em fogão aquecido com lenha, esmaltado e floreado, deve estar também em sua lembrança, amigo leitor. Não nascemos em "berço de ouro", todos tinham que trabalhar, eram muitos em cada família. E a sopa, além de suprir tudo isso, era uma maneira de aquecer-nos no início das noites mais frias do inverno. Às vezes, umas colheres de vinho tinto misturado à sopa de feijão, davam-lhe um sabor especial e ajudavam a aquecer. E aquela tigela de queijo ralado, envelhecido, para sobrepor numa deliciosa camada, cheirosa, que nos atrai. Com generosas fatias de pão caseiro e uma rodelas de salame colonial bem curado, um copinho de vinho... ah, que delícia!

          Nossa vida não precisa de muitos "luxos" para ser boa. Alimentos preparados com muito carinho, com os temperos que a Nona ou a Mamma souberam combinar, e que foram ensinando às filhas, podem fazer nossa alegria todos os dias. Sopas, macarronadas, risotos, carnes assadas ao forno, saladas, tanta coisa boa, enfim. Comia boa e saudável, que enseja longa vida!

Euclides Riquetti
08-11-2013


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Canção para Eduarda

Ao cantar esta canção
Me lembro, com emoção
Da praaaaia!...

Foi lá que eu te conheci
Me encantei quando te vi
Na praaaaia!...

Encontrei-te junto ao mar
Com a  areia a te queimar
Da praaaaia!...

/Hoje eu canto esta canção/Que me traz tanta emoção/
Ao lembrar o som do mar/Ao lembrar o som do mar... do mar!/
(duas vezes)

Foi amor, foi alegria
Foi amor naquele dia
Na praaaaia!...

Eu me lembro bem feliz
Do ceú claro, azul aniz
Da praaaaia!...

Na verdade eu nunca tinha
Visto algo tão bonito
Na praaaaia!...

/Hoje eu canto esta canção/Que me traz tanta emoção/
Ao lembrar o som do mar/Ao lembrar o som do mar... do mar!/
(duas vezes)

Foi  minha vez primeira
A pisar naquela areia
Da praaaaia!...

Não me deste o telefone
Mas escreveste teu nome
Na areeeeia!...

Até hoje te procuro
Seja claro, seja escuro
Na areeeeia!...

/E hoje eu canto esta canção/Que me traz tanta emoção/
Ao lembrar o som do mar/Ao lembrar o som do mar... do mar!/
(duas vezes)

Nota:

Canção poética composta especialmente para a filha da prima
Vero Richetti, Eduarda, de Cascavel-PR. Decendente de meu Tio
Marcelino Richetti.
Euclides Riquetti
07-11-2013

O doce aroma que perfuma

Traz-me o vento que balança a cortina
O doce aroma do fruto goiaba
Que vem perpassando o vão da janela
E me lembra de sua cor linda,  amarela
Cobrindo a polpa vermelho-rosada
Ah, doce aroma que perfuma...e que me anima!

Traz-me de volta seus olhos fugidios
E leva meus lamentos pelas águas do rio.
Traz-me o vento lembranças gostosas
Lembranças que me fazem bem e me afagam
Lembranças verdes e maduras
Que dividíamos com ternura
(E que de min´alma meus pecados apagam...)
Das frutas tenras, macias e saborosas.

Traz-me de volta seus  olhos fugidios
E leva meus lamentos pelas águas dos rio.

Do rio que sai de mim
E que busca você.
Apenas dele...

Euclides Rquetti
06-11-2013




terça-feira, 5 de novembro de 2013

Amar com intensidade


Amar de todas as formas, de todas as maneiras
Amar com o coração, com os olhos, com as mãos
Amar com volúpia, ardor, e com a alma faceira
Amar, apenas amar, viver o amor, com muita paixão.

Viver o amor com toda a intensidade
Despertar sentimentos até já extintos
Descobrir alguém com muita afinidade
Atiçar, ainda,  os mais fortes instintos.

Amar sem limites e sem fronteiras
Amar os seres que nos querem bem
Amar a quem queremos  e que também nos queira.

Amar é poder dar respostas a quem nos espera 
É poder dar esperanças e esperar também
É seivar as  flores  em cada primavera.


Euclides Riquetti
05-11-2013



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Andante na noite, solitária

Andas, na noite, solitária
Como é solitária a lua.
Caminhas, na trajetória imaginária
Andas, vagueias na rua.
Buscas não sabes o quê, não sabes onde
Buscas algo que de ti apenas se esconde
Alguém que não ouve essa voz tão tua
Alguém que chamas, que ouve...
E não responde!

Solitária, andas na noite dos passantes
Dos namorados, dos casais, ou dos amantes
Mas andas.
Não sabes para qual porto queres ir
Apenas sabes que teu destino é o teu fingir.
E é o teu fugir
Para  tua liberdade
Com toda a tua...docilidade!

Mesmo assim
Andas na rua solitária
Imaginária
Temerária
Andas...
Vagas palas ruas direitas, pelas tortas
Pois andas em busca de respostas
Sem saber, ao menos
Aonde queres ir
Onde queres chegar:
Talvez... à beira do mar:
Chegar!
Euclides Riquetti
04-11-2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Voltaram os pecados

Voltaram os pecados que haviam saído
Que buscaram encontrar os pecados teus
Voltaram leves e punidos
Voltaram os pecados meus...

Passearam,  de mãos dados, os nossos pecados
Foram sonhar os sonhos permissíveis
Desejavam ser perdoados, depurados
Buscaram os perdões mais impossíveis.

Então  a flecha do cupido, a arma tão letal
Sacramentou o perdão de ambos os pecadores
E foi a vitória do bem perante o mal.

E, as negras tintas  foram  dissipadas
A alvas rosas abriram seus botões em flores
E Deus abençoou nossas almas já purificadas.

Euclides Riquetti
03-11-2013