terça-feira, 12 de abril de 2016

Quando fecho os olhos




Quando fecho os olhos, vejo você, sinto você , sinto...
Vejo quão deliciosamente você sorri
Quão alegremente você fala:
Fala com os lábios e com as mãos delicadas!

Quando fecho os olhos, sinto um perfume discreto, sinto...
E vejo quão docemente você sorri
Quão suavemente você fala:
Fala com seu coração e sua voz delicada!

Quando fecho os olhos, e faço isso porque eu gosto...
Porque gosto do cheirinho de sua pele que vem a mim
Porque gosto do que você diz, do que faz, enfim!

Fecho os olhos para imaginá-la altiva e contente
Acenando-me delicadamente...
Ou eu acariciando-a levemente.

E, falando de nossos amores
Falando em cultivarmos flores
Porque é disto que eu gosto..

Apenas gosto, nada mais:
Gosto muito de flores
De todas as cores.

Mas, eu gosto mesmo´..
É  de você!

Euclides Riquetti

12-04-2016








segunda-feira, 11 de abril de 2016

Cantarte em Ouro

Amigos leitores, vejam o que garimpei...

"terça-feira, 1 de maio de 2012


POETA E ESCRITOR:EUCLIDES RIQUETTI

Poetano na CANTARTE
 
          Na terça-feira, 03/04/2012, realizamos, em Ouro, a 5ª CANTARTE - Noite do Canto, Arte e Poesia. Na verdade foi a 4ª edição, mas, por um atrapalho meu, publicamos como 5ª, mas o que nos importa mesmo é que esta aconteceu, e foi por nós idealizada no primeiro ano da Administração Neri Miqueloto, da qual faço parte. Aliás, o evento foi possível pelo apoio que o Prefeito nos deu, pelo Rogério Baretta e a Márcia Campioni, da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, que nos deram a estruturação. E pelo emprenho de nossa Presidente da APECOZ - Associação dos Poetas e Escritores de Capinzal, Ouro e Zortea, a escritora ourense (e catarinense, por enquanto...), Maria Helena Bazzo, que liderou a organização, buscou patrocínios, e ainda atuou, com competência, na apresentação dos declamadores e dos músicos.
 
         Obrigado também à Rose Vilarino e sua colega, que atuaram na base de apoio. Já na chegada ao Clube Floresta, a surpresa pela belíssima decoração, assinada pela Hellen Crippa, de nossa cidade. Tudo bem articulado, harmônico, bonito, combinando com arte. (No hall de chegada, quadros de pinturas em óleo e mandalas, produzidos por artistas locais).
 
           A CANTARTE é o evento sucessor de diversos outros dos quais participamos ou ajudamos a acontecer nos últimos 20 anos em Ouro e Capinzal. Começamos com os Recitais de Poesias, em que alunos e alguns professores declamavam poesias, lá no auditório do Mater Dolorum. Lembro que algumas pessoas que hoje atuam no Jornalismo, e que foram nossos alunos no Sílvio Santos e Belisário Pena foram instados a fazer a locução dos primeiros eventos, como o Eder Luiz, que hoje é detentor do site mais acessado do Vale do Rio do Peixe, o "ederluiz.com", no qual costumo comentar notícias semanalmente, e o Marlo Matiello, do "vejaovale.com.br" e da Rádio Capinzal.
 
          Temos muitas boas lembranças daqueles recitais, onde os alunos declamavam, na maioria, poemas de sua própria autoria. Tenho uma lembrança triste, também, uma vez que, em 1998, poucos meses após declamar poesias de sua autoria, o André Franquini, meu aluno do Ensino Médio no Sílvio Santos, perdeu a vida num acidente, na Rodovia SC 303. Na noite anterior, fizera-me perguntas interessantes, na aula de Língua Portuguesa, justamente a última que eu havia ministrado. E, no outro dia, ao voltar de Joaçaba, deparei-me com uma multidão aglomerada na estrada, no PJO, e soube da tragédia que levou-nos o talentoso André Luiz Franquini... Mais adiante, a Alzira Pimenta passou a organizar os eventos "Ziza.1", "Ziza.2", e assim por diante.
 
         Quando ela foi embora, não podíamos deixar que o projeto morresse, e criamos, em 2009, a CANTARTE, que a cada ano se fortalece e ganha em qualidade, não repetindo formatos. Neste ano, com a entrada da escritora Maria Helena Bazzo, melhoramos ainda mais, que, alías, teve uma de suas obras sendo encenada pelo Daniel,Thiago e Lainir, dirigidos pelo também competente e talentoso Luiz Alcides Dambrós, o Timus, com muita graça, talento, singeleza...
          Os presentes foram contemplados pela audição de declamações de poemas pelos próprios autores, com a participação de Evanir Riffel (Capinzal-Piratuba), Ramiro Vieira Neto (Ipira), Denize Ceccatto Bee (Pinheiro Preto), Jaime Telles (Joaçaba), Jorge Augusto da Silva (Ouro - gaúcho recém chegado), e este que vos escreve, Euclides Riquetti. Além de toda a arte poética expressa nos poemas e na encenação, fomos brindados pela presenta do uruguaio radicado em Concórdia, "Ramón Borges" e seu companheiro Leonel, que desfilaram um repertório musical de alto nível, encantando todos os presentes e sendo aplaudidos.
         Ao final, ao agradecer a presença deles, possibilitada pela escritora Maria Helena, falei: "Quem tem Ramón Borges e Leonel não precisa de Michel Teló!!!", e fui secundado por risos e aplausos,. mostrando que os quase 200 presentes ao evento conhecem muito bem a verdadeira arte de cantar. Aliás, êta público qualificado. Nem os pequeninos deixavam de apreciar tudo, aplaudir tudo. E isso é muito gratificante, anima o poeta, o escritor, o músico verdadeiro, aqueles que cultivam e preservam a arte. Obrigado a todos os que ajudam a preservar a verdadeira arte, em especial a poesia!
 
Euclides Riquetti,OURO SC. 05-04-2012 "
 

Quando a lua prateada voltar




Quando a lua cheia de novo chegar
Para por romance nos corações dos namorados
E voltar-nos o seu  brilho lunar prateado
Estarei esperando por seus olhos encantados
Que me fazem viver, sentir, respirar...

Quando, solitário,  eu ouço a suave sinfonia
Da natureza que repousa abençoada
Que me cobre com seu manto sagrado
E eu olho para a imensidão estrelada
Sou arrebatado por tênue nostalgia.

Ah, doce sensibilidade de poeta
Vem me confortar com sua inspiração
Vem me animar a alma e o coração
Vem trazer-me a palavra certa
Que me faz rimar amor com paixão.

Vem ensinar-me a esperar
A lua prateada  voltar!
 
Euclides Riquetti

Perdi o poema...



Perdi o poema, não sei onde coloquei
Eu não o jogaria fora, certamente
Mas já não me lembro se o guardei
Ou se me desfiz dele, simplesmente.

Quem sabe ele não tinha importância
Ou não lhe foi dado o devido valor
Ou ele tinha apenas pouca substância
Não expressava um verdadeiro amor.

Mas, certamente, que está perdido
E já não tenho como o encontrar
A não ser que estivesse num arquivo
Ou  se espalhado nas águas do mar.

Não, não tenho o poema na memória
Ali guardo apenas as boas lembranças
Se algo me entristece, na vida inglória
Procuro trocar por bem-aventuranças.

Perdi o poema, faço outro, bem bonito
Que possa encantar um terno coração
Jogo palavras no papel ou no infinito
Tudo o que faço, faço com  paixão...

Apenas isso
Bem assim!

Euclides Riquetti
11-04-2016





Terceiro canto

    



 
 
Sonhei contigo, sonhei , sonhei,  amei
Sonhei  contigo, amei,  sonhei, sonhei
Sonhei contigo, nas noites em que as estrelas adormeceram...
E nas noites em que elas reviveram:
Sonhei contigo, sonhei, amei, sonhei!...

 
 
Euclides Riquetti

domingo, 10 de abril de 2016

Segundo canto

          




Beijar-te-ei com ardor, eternamente
Perder-me-ei  em ti,  perdidamente
E em ti me inspirarei para compor
Por ti exaltarei o meu amor
Para  ti escreverei por hoje e sempre...
 

      Euclides Riquetti

Primeiro canto







Preciso roubar um beijo teu
Por isso eu quero estar perto de ti
Quero que tu sintas o beijo meu
Quero te sentir, sentir, sentir...


Euclides Riquetti

Parabéns, feliz aniversário, 'Tio Piro" ou "Tanjoubi omedetou",Tio Piro!



        O Hiroito é meu irmão "japonês". Fez 60 anos no dia 6. Quando era pequeno e lhe perguntavam o nome, respondia: "Hiroito Imperador do Japão". Meu pai lhe ensinou a dizer assim...

         Até hoje, quando vai a algum lugar, a uma consulta médica, por exemplo, o médico diz: "Eu esperava um japonês e me aparece um italiano! O que é que é isso?!" E vêm os risos...  É simples: meu pai é quem escolhia os nomes, lá em casa: Ironi, o primeiro filho. Euclides (que me toca de ser eu...), fiquei Cride porque, quando nasci, o velho Guerino estava lendo "Os Sertões", de Eucides da Cunha. Será que é por isso que virei um aspirante a escritor?! A minha  irmã, Iradi Lourdes, ganhou o primeiro nome dos causa da prima Iradi (Casara), a Ira, do salão, de Capinzal, e a Nossa Senhora de Lourdes, a Santa das grutas, e nós morávamos perto da gruta de Leãozinho, na antiga Rio Capinzal, quando nascemos... Os nomes seguintes, do Vilmar e do Edimar, fui eu que sugeri e foi aceito pelos demais da família, quando eles nasceram. E o Tio Piro, ficou Hiroito por quê? Acho que é porque meu pai admirava muito a inteligência e a seriedade dos japoneses...

        Fomos convidados por ele para sua festa. Foi lá no sítio da família Gratt, atrás da indústria deles, em Capinzal. Fomos recebidos por eles, pessoas com que temos amizade há mais de duas décadas. Agora, estando noivos a Naiana, filha do Tio Piro e da Marise (Fruhauf) com o Everton, filho do Bernardo (Gratt) e da dona Salete, a festa tinha que ser em família. Veio a Iradi, de União da Vitória, a Tia Rose, irmã da Marise, com o Fernando, a Dona Neli (sogra do Tio Piro), uma irmã da Salete e o marido (aqui de Joaçaba) e o Vilmar Rech, padrinho da Naiana. Tivemos que degustar ovelha e leitão da produção do sítio, e um delicioso churrasco, preparado pelo Everton.

        O Tio Piro estava muito animado. Teve problemas de saúde e deu a volta por cima. Participei do drama, mas tudo acabou bem, graças a Deus a aos bons médicos que dele cuidaram. Reunir-se com gente da família e amigos é sempre muito agradável. Contamos e ouvimos histórias, Relembramos de muitos causos, foi muitíssimo bom comemorar o aniversário juntos. E, em tempo: Hiroito rimava com pirolito, que foi o primeiro apelido dele. E, dali para Piro e "Tio Piro', foi apenas uma questão de tempo. Ou seria de léxica/ Ou de semântica?!

         Ao Piro e aos seus familiares, muitas felicidades. E que possamos, juntos, comemorar muitas datas de aniversários  ainda.

Tanjoubi omedetou!

Euclides Riquetti
10-04-2016

       

A chuva sedutora que me faz sonhar



 
 
Uma chuva fresca, doce e sedutora
Nesta  cálida manhã de um pós-verão
Devolve-me a serenidade redentora
A calma que requer o meu coração!

Uma chuva de alento e promissora
Que reverdeja as folhas e os gramados
Das melancolias a tenaz reparadora
Instigadora dos encontros esperados.

Chuva que amaina almas turbulentas
Vem para refrescá-las e trazer alentos
Vem pra saciar nossas almas sedentas
Vem pra afagar os nossos sentimentos.

Vem, chuva suave que me faz lembrar
Da mulher amada que me faz sonhar!

Euclides Riquetti
10-04-2016



Encontrei isso na web:

EUCLIDES CELITO RIQUETTI - PRESIDENTE DA ALB/SC MUNICIPAL DE OURO - DIPLOMAÇÃO EM 13/03 NA CIDADE DE ZORTÉA



Biografia



Euclides Celito Riquetti
Nascimento: 23-11-1952 – Capinzal – Santa Catarina

Formado em Letras/Inglês pela Fundação Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras, de União da Vitória – Paraná.
Especialização em Língua Portuguesa pala Fundação Plínio augusto do Amaral – Amparo – São Paulo.
Técnico em Contabilidade pelo colégio Cenecista Padre Anchieta – Capinzal – Santa Catarina

Prefeito do Município de Ouro de 1989 a 2002.
Atualmente é Professor Aposentado e Secretário Municipal de Administração e Fazenda do Município de Ouro-SC.]


Professor de Inglês, Literatura e Língua Portuguesa nas seguintes escolas da rede pública estadual de Santa Catarina:
Colégio Industrial Coronel Cid Gonzaga – Porto União – SC
Escola Básica Major Cipriano Rodrigues de Almeida – Zortéa – SC
Escola de Educação Básica Prefeito Sílvio Santos – Ouro – SC

Na rede particular de ensino:

Instituto de Idiomas Yázygy – União da Vitória – PR
Colégio Mater Dolorum – Capinzal – Santa Catarina
Colégio Cenecista Padre Anchieta – Capinzal – Santa Catarina

Palestrante nas áreas de: formação humana, meio ambiente, administração pública, desenvolvimento econômico regional.

Pesquisador da História do Município de Ouro e estudioso da Guerra do Contestado, está produzindo um livro de História e outro de poesias.

Escreve poemas e crônicas desde a adolescência. Seus primeiros poemas publicados: “Tu” e “Uma Oração Para Você”, publicados no livro “Prismas Volume IV”, em União da Vitória – Pr.

Crônicas publicadas no Jornal “A Semana – Capinzal - SC” : “Mr. Safik” e “Futebol no Céu”.
Poema publicado no Jornal O Tempo (Capinzal-SC) e em O Balainho (Unoesc Joaçaba): “O Vôo da garça”

Poema publicado no jornal A Semana – Capinzal – SC em fevereiro/2010: “Anda”

Declamador de poesias de sua própria autoria em eventos culturais do Baixo Vale do Rio do Peixe.

sábado, 9 de abril de 2016

Último canto

  



         Último canto

Há uma cumplicidade entre nós dois
Uma palavra que rima com felicidade
Há uma pequena distância que não conta
Porque depois, depois da saudade
Vem sempre o reencontro, o amor de verdade

Euclides Riquetti

Alcedir Bebber e a Tv em Capinzal e Ouro



          Quando eu tinha uns doze anos,  eu ouvia falar que nas grandes cidades as pessoas tinham em sua casa um aparelho parecido com um rádio, maior, onde se viam outras pessoas que falavam, longe, até em outros países. Era o televisor e ele possibilitava que víssemos até jogos de futebol através de seu vídeo. Claro que o futebol, o jogo de domingo ä tarde, as pessoas conseguiam  ver ali pela segunda-feira ä noite, bem tarde, quase terça. E com muitos grilos pulando na tela. Diziam que eram os chuviscos.

          Lembrode  quando e trabalhava com o Clarimundo Bazzi, ali em Ouro, no predinho do João Zaleski, e apareceu  por lá o Leonardo Goelzer, que soube que o Bazzi tinha um desses aparelos, pois viera de São Paulo e se estabelecera com comércio em Ouro, em 1966. Estava mentalizando um projeto de instalar uma antena receptora/repetidora que possibilitaria assistirmos TV. O Bazzi se comprometeu a emprestar o aparelho para os testes, mas constatou-se que o mesmo estava "queimado".

          O Goelzer aliou-se ao Alcedir Bebber, que junto com os irmãos tinha uma oficina de consertos de rádios, localizada sob a loja do Celso Farina, na Rua XV de Novembro, em Capinzal, ali onde fica o prédio do Cartório do Maliska. Iniciaram o arrojado projeto e instalaram a antena repetidora, como chamavam, nos altos do morro de Capinzal, aquele mesmo que abrigava o Colégio Mater Dolorum, mas num ponto bem mais alto, onde já havia a antena da antiga Rádio Sulina, provavelmente nas terras dos Lagni, ou pelo menos nas suas imediações.

          Foram tempos de glória para nossa cidade. Os bares do Arlindo Henrique e do Canhoto tinham, num canto, ao fundo da sala, ao alto, um aparelho de TV, e os clientes assistiam à programação da época, o Telecatch Montilla, o Jota Silvestre, o Flávio Cavalcanti, a Hebe Camargo, em programação gerada pela Excelsior e pela Tupi. E havia filmes, noticiários, mas nada era em tempo real como agora.

        As lojas do Farina, em Capinzal, e do Parizotto, em Ouro, passaram a vender televisores, além das geladeiras, rádios, máquinas de costura. E instalavam antenas com hastes de alumínio, nos telhados das casas. Conforme a localizacáo das casas se tinha melhor ou pior qualidade de imagens.

          Durante 20 anos convivemos com isso. Nesse tempo, transferiu-se a antena para o morro de Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro, o que faciltaria a qualidade das imagens para Capinzal. E os que tinham aparelho, pagavam uma taxa de TV, nas prefeituras, que era para manter a torre e substituir as válvulas "Phlips"quando queimavam. E quem cuidava da antena e do aparelho retransmissor? O Alcedir Bebber, da Eletrônica Bebber, que recebia muitas ligações de reclamacão quando  a TV não estava no ar. E lá subia com o seu fusca cinza para ver do que se tratava.E não foram raras as vezes em que vendavais colocaram a antena no chão.

          Lembro bem que num domingo pela mannhã, em 1982, procurou-me para que fôssemos a Sede Sarandi, em Herval D 'Oeste, onde ficava a antena grande, que retransmitia a imagem recebida por satélite das geradoras até a repetidora de nossa cidade. Pegamos a rural azul e branca da Prefeitura, junoto com o Luciano Baretta, e lá fomos para ver o que acontecia. E o Alcedir,  na  época com seus 39 anos, subiu na torre e consertou o aparelho, substituiu válvulas, e ä tarde pudemos ver jogos de futebol. Nos domingos em que havia grenal, então, não podia faltar a imagem na TV. Nem quando era Vasco e Flamengo, ou Palmeiras e Corínthians. E, na semana, havia as mulheres que queriam ver as novelas...

          Mas o auge de seu trabalho foi em 1986, quando trouxe as parabólicas da Amplimatic, fabricadas em São José dos Campos, e passou a vender. Lembro que ele e o José Dambrós foram os primeiros a terem a parabólica. Era um antenão, um círculo parabólico de almínio, com um pequeno aparelho receptor, que possibilitava receber mas de 20 canais de TV em casa. E custava uma fortuna. Era o mesmo valor que um autmóvel 1.6, de luxo, um Chevete ou um Gol. 
         E, posteriormente, o valor  foi baixando, apareceram muitas marcas no mercado, vieram as TVs por assinatura, HDTV, essa evolução toda que você, leitor, leitora, bem conhecem.

          O Alcedir nos deixou na manhã do dia 11 de outubro de 2012, véspera do Dias das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, o mesmo dia que o Sr. Ivo Luiz Bazzo. Deixou, como este, a marca de seu nome  e de seu trabalho registrados em nossa história. E sua esposa, filhos, noras e netos, podem orgulhar-se del`. Não foi uma folha de papel em branco. Foi uma página com muitos registros no meio social, empresarial e cultural de nossas cidades. Nossa sincera homenagem ao amigo com quem convvemos muitos anos.

Euclides Riquetti
20-10-2012

Uma Oração para Você



 
 
Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Desenhei teu coração na areia


 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sobre um Pioneiro do Oeste Catarinense


 

 Antiga Rio Capinzal - foto de arquivos pessoais do Dr. Vítor Almeida

          Já me referi ao cidadão José Waldomiro Silva, que nasceu no interior de Campos Novos, em 21 de junho de 1902, na fazenda do avô paterno, Jordão Francisco da Silva. Silva é um exemplo de pessoa simples, que deu a volta por cima, que podemos considerar um vencedor, com méritos. Um menino de fibra, que tornou-se um homem de fibra, um líder incontestável. Exerceu, em sua vida,  mais de uma dezena de ocupações. O menino que, aos 12 anos,  ajudava a defender o povoado de Rio Capinzal empunhando uma Winchester 44, mesmo pobre, conseguiu, pela sua maneira simples a carismática de ser, eleger-se duas vezes prefeito de Joaçaba e duas vezes Deputado Estadual. Mas sua biografia vale mais pela maneira como conduziu sua vida simples mas de sucesso do que pela carreira política.

          Aos sete anos mudou-se para as proximidades do Rio Pelotas, poróximo da hoje Zortea e em 1910 a família foi para Rio Uruguai, ali próximo de Marcelino Ramos. Acompanhou a chegada da linha férrea, sendo que seu pai vendia carne para os trabalhadores da mesma. Ficaram pobres depois que revolucionários que vinham do Rio Grande do Sul passaram pela propriedade da família e saquearam seus bens.  Viu a construção da ponte sobre o Rio Uruguai, ligando Santa catarina ao Rio Grande, em Marcelino Ramos.

          Em seu livro, "O Oeste Catyarinense - Memórias de um Pioneiro", ele conta toda a história de sua vida, com riqueza de detalhes sobre a construção da estrada-de-ferro, a enchente de 1911, o assalto ao trem pagador pelo grupo liderado por Zeca Vacariano e Manoel Francisco Vieira. Em 1912 foi  morar em São João do Triunfo (Paraná), voltando, em 1914, aos 12 anos, para Rio Capinzal.

          Sobre essa época,  faz uma minunciosa descrição do centro de Capinzal e dos acontecimentos de então,  sobre os conflitos entre os revoltosos do Contestado e os homens da madeireira Lumber. Conta sobre o acampamento de 500 soldados de uma Força Federal que ficaram acampados nas proximidades da estação Férrea de Rio Capinzal, para guarnecê-la,  na época. Interessante é saber que, naquele tempo,  a área situada à  margem esquerda do Rio do Peixe, chamada Rio Capinzal era ligada por uma balsa de Afonsinho da Silva à do lado direito, o então Distrito de Abelardo Luz, onde havia somente a rua central povoada, e hoje se localiza a cidade de Ouro, que pertencia ao Paraná, enquanto que a outra, Rio Capinzal,  pertencia a Santa Catarina.

           Vale muito a pena conhecer as descrições e narrações de José Waldomiro Silva, pois foi uma testemunha presencial dos conflitos em nossa região contestada.

          Das descrições em seu livro, citarei uma que julgo importante para todo o capinzalense conhecer, às páginas 21 e 22:   "O nome de Rio Capinzal se originou do seguinte fato: Segundo voz corrente na época, o fazendeiro-proprietário das terras de Capinzalo, de nome Antônio Lopes, cuja fazenda de campos e matos fazia fundos com o Rio do peixe na barra do rio que levou o nome de Capinzal. Para fazer pastagens e invernar suas criações, fez grande desmatação à  margem do Rio do peixe, da barra do lajeado ali existente, acima e, depois da queima, semeou capim melado ou capim gordura, cuja semente trouxe de São Paulo, para onde viajava seguidamente com tropas de muares que vendia em Itapetininga, tendo assim formado uma grande pastagem (capinzal)"

          Em 1917, quando da criação e instalação de Cruzeiro, no povoado de Limeira (hoje Joaçaba), eles foram morar ali, onde exerceu diversos ofícios, inclusive o de balseiro. Em 1921, morou em Rio do Peixe (Piratuba), depois em Irani, e voltando para Limeira 9Joaçaba), ao final de 1924 para exercer a função de Escrivão de Paz. No ano seguinte, foi para Itá como cartorário, voltando a Limeira em 1927.

         Em suas memórias, José Waldomiro Silva fala da Revolução de 1930, da Construção da Ponte Emílio Baungharten, entre Joaçaba e Herval, sobre a passagens dos comboios de trem, sobre a fundação do Clube 10 de maio, de Joaçaba, sobre a morte do pioneiro de Treze Tílias Andreas Thaler, sobre a fundação do Município de Concórdia, o Tiro de Guerra, a enchente de 1951, e outros fatos marcantes.

          Em 1947, já aposentado, foi morar em Ponta Grossa, mas foi convidado a voltar a Joaçaba para concorrer a Prefeito, tendo sido derrotado por oscar Rodrigues da Nova. Fez sua campanha montado em lombo de cavas emprestados pelos seus correligionários, visitando as fazendas de Herciliópolis e Irani.

            Novamente candidato, foi eleito Prefeito de Joaçaba, assumindo em 31 de janeiro de 1951, ficando até 1954, ano em que se elegeu Deputado estadual, sendo o mais votado do Estado, reelegendo-se em 1958. E, em 1960, elegeu-se novamente Prefeito de Joaçaba, vencendo ao jovem Paulo Stuart Wright por uma diferença de apenas 9 votos. Ao final da década de 1960 foi morar em Florianópolis e em 1987 lançou o seu livro de memórias.

           José Waldomiro Silva foi propriamente um cigano. Nas cidades onde morou frequentou escolas do antigo primário, mas sua evolução na escrita veio em razão de tê-la praticado muito na atividades cartoriais. Seu livro de memórias nos traz muitas informações valiosas, incluisive citando os nomes dos primeiros moradores dos povoados onde residiu. Vale a pena ler!

Euclides Riquetti
14-09-2013