quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Pele com cheiro de avelã



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Paira algo  muito doce e  gostoso  no ar
É algo tão terno, difícil de se descrever
Talvez um verso novo para me encantar
Talvez uma estrofe que você possa ler.

Um poema de luz no céu é derramado
Com que eu  a proclamo e abençoo
No vasto universo de estrelas decorado
O céu abre lugar para seu cândido voo.

Venha, espalhe  pelos ares seu perfume
Traga-me suas palavras e sua candura
Seja no dia meu norte, na noite meu lume.

Traga seus lábios com gosto de hortelã
E a sua voz com aromas e com doçura
Quero beijar sua pele com cheiro de avelã.

Euclides Riquetti

Um novo tempo

02/09/2017 – Deus promete um novo tempo para nós (MDD) | Sou Mais ...


Espero  por um novo tempo, um terno  novo dia
Uma nova e bela manhã, uma nova esperança
Um tempo de muito  amor, um tempo de alegria
Um tempo de colher, um  tempo de bonança...

Um belo novo ano, com êxito e sucesso
Saúde, paz e flores, rosas perfumadas
Poemas sem dilemas, versos e mais versos
Pecados absolvidos, almas perdoadas.

Um novo ano feliz,  com abraços e muitos beijos
Uma rosa vermelha, champanhe ou amarela
Lábios de cereja, de doce e de desejo...

Manhãs ensolaradas, tardes de céu azulado
Pensamentos profanos passando pela janela
Indo juntar aos teus, todos os meus pecados...

Euclides Riquetti

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Pequena Beatriz, menina feliz!


Visualização da imagem

Pequena Bia é carinha de alegria
Aos quatro meses de nascimento
Cresce forte, com muita energia
Passa a todos seu encantamento
Como todo o seu jeito de Beatriz:
Uma menina amada, menina feliz!

Pequena Bia, criança vencedora
Vinda para a felicidade dos pais
Para o Ângelo, euforia duradoura
Algo para não acabar-se jamais
Felicidade muita, menina Beatriz
Você bem merece ser muito feliz!

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Pequena Bia, ainda não a conheci
Porém uma hora tudo vai passar
Espero ansioso a Primavera vir
Para ver todos e depois encontrar
A nossa pequena e vivaz Beatriz
Menina vinda para nos fazer feliz!

Euclides Riquetti
19-08-2020

Olhos nos olhos (quero divagar contigo...)


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Olhos nos olhos, peito no peito
Lábios nos lábios, coração com coração
Quero-te amar assim, desse nosso jeito
Quero-te querer com amor e paixão!

Quero divagar junto contigo
Viajar no tempo e te encontrar no espaço
Quero chorar no teu ombro amigo
E percorrer os caminhos que eu mesmo traço!

Quero-te beijar nas noites estreladas
Dar-te carinhos quando anoitece
E afagar teu corpo nas tardes nubladas.

E quando perceberes o quanto eu te amo
E notares que também pra ti o amor acontece
Guardarei os versos com que há muito te chamo!

Euclides Riquetti

Genghis Khan Moscow - Quantas saudades!

Brazilian Genghis Khan - Brazilian Genghis Khan (1984): Amazon.com ...


          A partir de 1979 os programas de auditório da Televisão Brasileira apresentavam um grupo dançante/musical chamado Genghis Khan. No ano seguinte, as rádios não paravam de tocar suas músicas, já estava no auge de sua carreira, sendo integrado por dois homens e duas mulheres: Jorge Danel  (Thor) líder do grupo; Omar Leon (Genghis), vocalista; Heloísa Nascimento (Tuly):  e Tânia Souza (Tânia). Tinham um visual bastante exótico e atraente, que ajudava muito a fazerem sucesso.

          Na verdade, o conjunto brasileiro ( e pouca gente sabia na época), era um grupo "cover" do autêntico Dschinghis Khan, da Alemanha, que fazia sucesso com a música  "Moskau", e cujas traduções de sua letra pouco têm a ver com a significação original:  "Moscow, Queen of the Russian land/ Built like a rock to stand, proud and divine..."  E os temas de todos os seus sucessos musicais revernciavam o Mongol Genhis Khan, que viveu entre 1162  1227, grande líder e guerreiro da época.

          Mas, o conjunto habilmente treinado para coreografias, fazia dublagem das canções originais, principalmente de "Moscow" e "Genghis Khan". Mais adiante, gravaram com sua própria voz o grande sucesso infantil "Comer Comer", e outras canções em português, que os ajudaram a vender milhares de discos e à contratação para infindável número de shows. Tinham que viajar com aviões fretados,  tantos eram os shows para os quais eram contratados. Faziam sucesso em todo o território nacional.

          A segunda metade da década de 1970  comportou uma grande onda de hits disco-dance, com bandas como Boney M, que projetou-se mundialmente com "Brown girl in the ring" e "Rivers of Babylon" e a norteamericana  Village People, com  "Macho Man", "Y.M.C.A", "In the Navy" e "Go west",  sendo também  executadas em todas as pistas de danças e no rádio brasileiro. A Genghis Khan veio complementar a onda.

          Infelizmente, em 1994,  a banda brasileira então chamada Brazilian Genghis Khan perdeu seu Genghis, Omar Leon, que morreu infartado dentro de um avião, e Tuly, vitimada por câncer, no ano seguinte. Foi uma grande perda para o grupo. O próprio grupo original, da Alemanha, perdeu dois de seus integrantes, um de aids e outro de câncer, mas conseguiram nova formação e conseguem atuar ainda, agora com o nome de "The Lagacy of Dschinghis Khan", mas sempre executando o sucesso "Moskau".


           Danel, com o apoio de Tânia, tentou novas formações para a Banda, mas de real, mesmo, só nos restam as lembraças do som discotheque, que bombou e animou as noites nas casas de show e bailes da última geração jovem que precedeu o presente milênio.

          Tenho, sempre, muitas saudades daquele tempo em que músicas bonitas embalavam nossos sonhos e ilusões, eram agradáveis de se ouvirem, bem melhor do que o muito lixo que hoje é produzido em termos de música.


Euclides Riquetti
13-11-2012

Corrigido em 19-08-2020 quanto o falecimento de Tuly (Tule) e Omar.

O caminhão azul do Nono Savaris


Homenagem póstuma a Silvino Savariz


 


        Conheci o Selvino Savaris e sua prole em 1977, quando ele morava no Pouso Alto, uma comunidade lindeira ao Rio Pelotas, então pertencente ao Município de Campos Novos, ali pra cima da Volta Grande. Foram vindo seus netos, a família foi crescendo e, no início da década de 1980, adquiriu propriedade no Bairro Parque e Jardim Ouro, em Ouro. Com dupla residência, com o passar dos anos, acabou ficando por ali, até o seu falecimento, que se deu recentemente.

       Nascido em 21 de dezembro de 1933, na comunidade conhecida como Caravággio Velho, no Distrito de Ouro (que antes fora Distrito de Abelardo Luz), pertencendo ao município de Cruzeiro (hoje Joaçaba), casou-se, na juventude, com Dona Amélia Bazzo, numa união muito feliz, da qual nasceram oito filhos, o Vítor Antônio (in memorian), Hilário, Aurora, Ivo, Iraci (in memorian), Dirceu, Célio e Oscar. Tornou-se uma forte liderança no âmbito do esporte, da religião católica e do cooperativismo agropecuário.

       As histórias com o Nono Savaris são muitas e algumas delas eu mesmo vivenciei. A primeira foi na época em que eu fui morar em Duas Pontes, hoje município de Zortéa, para lecionar Inglês e Português na Escola Básica Cipriano Rodrigues de Almeida, convidado que fui pela Diretora Vitória Leda Brancher Formighieri, esposa do compadre Aníbal. Eu jogava nos aspirantes do Grêmio Esportivo Lírio, tinha 24 anos e atuava como lateral direito. Me chamavam de Orlando, porque eu era cabeludo, cultivava razoável barba, era alto e magro, muito parecido com o Orlando, saudoso craque que jogou no Coritiba, no Grêmio e no Vasco. Orlando era companheiríssimo de Oberdan, que jogaram muito no Coritiba e no Grêmio, fechando as porteiras da defesa daqueles clubes. O Nono era gremista histórico e convicto. No Pouso Alto, organizaram um time de futebol, com titulares e aspirantes, construíram um campo de futebol... Nome do time: Grêmio do Pouso Alto, com camisa tricolor, em listras verticais, igualzinho ao de Porto Alegre.

       Fomos lá para jogar contra eles, nosso treinador era o  Pedro Raimundo Hilguert, conhecido comi Pedro Camomila, um dos melhores jogadores produzidos por Capinzal, ao final da década de 1960. Camomila me escalou na lateral direita e lá fomos nós... O jogo estava bem disputado e o Nono Savaris era o árbitro. Apitava do jeito que sabia e conseguia, mas era respeitado pelos jogadores e pela comunidade. Quando marcava uma falta, lá no meio do campo, e um jogador reclamava da marcação, ele dizia: "Foi falta, sim. Não reclame porque senão dou penalte contra voceis!". E os jogadores bem sabiam que ele era capaz de mudar o local da falta, levando para a marca do pênalti!

       O Nono Savaris tinha um caminhão azul, um Mercedes-Benz, modelo 1113, com caçamba basculante ou tombeira, com o qual transportava a areia que ele e seus filhos retiravam do Rio Pelotas e insumos agrícolas. Nas portas, havia um adesivo da Cooperzal, cooperativa à qual ele era associado.

       No início do segundo tempo, eu cometi uma falta dentro da área. Pensei: "Vou medir barreira e me postar, para ver o que acontece! Medi nove passos, chamei mais 4 colegas e formamos a barreira. O Nono olhou bem pra mim e autorizou a cobrança da penalidade com barreira. Disseram-me, depois, os colegas de bola, lá, que eu tinha a fama razoável de conhecer sobre o futebol e suas regras, pois quando eu morava em União da Vitória, eu acompanhava muito as atuações da AA Iguaçu nos campeonatos do Paraná, jogos contra Coritiba, Atlético, Colorado, Pinheiros, Londrina, Maringá, Pontagrossense, Cascavel e outros. Eu costumava falar dos jogadores que vi jogar, como o Orlando e o Oberdan, Krüger, Kosilek, Tião Abatiá, o Coutinho (companheiro de Pelé no Santos), Mengálvio, Picasso, Gainete, Aladin, Zé Roberto e tantos outros.

       Outro fato muito importante aconteceu em 1978, quando os padres missionários, dentre eles o Padre Gringo Mantovani (que era nativo  de Lacerdópolis), vieram para celebrar as missões na Capela de Zortéa e adjacências. Num evento final, a celebração foi na Capela de Santa Catarina, para onde afluíram moradores de toda a região, desde o Agudo até a Volta Grande. E os missionários costumavam pacificar as comunidades, inclusive acertar as pontas entre líderes das capelas. Pois o Nono chegou lá com seu caminhão Mercedes-Benz azul, carregado de gente. Alguns vieram em suas rurais, mas a grande maioria veio embarcada no caminhão. Quando os padres deram a oportunidade para os fieis se pronunciarem, o Nono levantou o braço, pediu a palavra e disse que ele não concordava que todo o dinheiro do dízimo da Capela do Pouso Alto fosse para a paróquia de São Paulo Apóstolo e para a Mitra Diocesana de Joaçaba. Ele dizia que sua comunidade era pequena e que precisavam ficar com uma parte do dinheiro lá para ser investida e nas melhorias da capela local.

       Já na segunda metade da década de 1980 morava no Parque e jardim Ouro, em Ouro. O mesmo espírito comunitário que tinha em Pouso Alto também desenvolveu no seu Bairro. Os Savaris foram a maior influência à proliferação de torcedores do Grêmio no parque e Jardim Ouro. Muito apoiou o time de futebol do Parque e Jardim Ouro e o Grêmio do Bairro Alvorada. Seu caminhão, que  antigamente transportava areia, passou a servir para a entrega de lenha e os produtos da loja de materiais de construção dos filhos, a atual SAS Materiais de Construção, e lenha que cortava num picador ali na sua propriedade, onde se situou a garagem dos veículos deles.

       O Nono Savaris merece minha homenagem e o aplauso de nossa família, pois deixou uma descendência que sabe respeitar os outros, pessoal muito empreendedor e bem sucedido. Parabéns aos familiares por terem a alegria e o orgulho de serem filhos ou netos do Nono e da Amélia.

Euclides Riquetti
19-08-2020


     

Quando nasce uma flor







Quando nasce uma nova flor
Meu  jardim se enche de alegria
E um divino mundo de cor
Nos cerca de encanto e magia.

Flores são dádivas abençoadas
Que amo com verdadeira paixão
Brancas, vermelhas ou rosadas
A acalentar meu coração.

Quando nasce uma nova flor
Mesmo que em canteiro acanhado
Não importa  onde for
Dê-se-lhe amor e cuidado.

Ah, flores, muitas flores
Nas praças e nas avenidas
Cravos e rosas multicores
Para alegrar nossa vida!

Euclides Riquetti

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Não me importa qual o perfume das flores

Flores para Jardim: Modelos de Flores e Jardins para Inspirar Vocês


Não me importa qual o perfume das flores
Todas elas me atraem  e me seduzem
Não importa quais sejam as suas cores
Mas sim os encantos que produzem...

Não importam quais as mãos que as plantaram
Todas o fizeram com amor e com carinho
Não importa com quais  águas as regaram
Ou se tenham ramos ternos  ou de espinhos...

Importa-me, sim, que sejam flores, apenas isso
Que possam deleitar-nos com sua doce singeleza
E que possam sorrir  com todo o garbo e todo o viço...

Flores de todas as cores, matizes e perfumes
Flores que inspiram os poetas por sua beleza...
Flores que te entrego porque tu  me seduzes...

Euclides Riquetti

Vem beber no cálice da paixão

Blog do Riquetti: Vem beber do cálice da paixão


Vem beber no cálice da paixão
Vem beber do vinho que nos excita
Vem beber de minha alma e de meu coração
Vem beber-me  com tua boca bonita...

Vem, e traz com ela teu corpo sedutor
Os teus olhos amendoados
Delicados...
A tua pele macia
E tua  voz de poesia...

Traz também as tuas mãos carinhosas
As tuas pernas formosas
O teu rosto divinal
O teu corpo colossal.

Vem beber de meus sonhos
De meus lábios risonhos
Vem banhar-te em meu suor
Declamar-me versos de cor.

Vem. Te espero...
Vem beber no cálice da paixão!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Todas as ruas da cidade


Pousada Baleia Franca Canasvieiras

Todas as ruas da cidade
Nos trazem lembranças
De alegria, felicidade
Das vivências e andanças
Das personagens marcantes
Dos tempos mais vibrantes...

Eu hoje trocaria as ruas
Pegaria em troca o seu mar
Ficaria com as carícias suas
Com o seu jeito de cantarolar
Aquelas canções agradáveis
Das lembranças memoráveis...

Hoje tudo parece impossível
Nada mais é como dantes
Houve mudanças perceptíveis
Mas as mentes ainda amantes
Ainda conseguem inspirar-se
Mesmo sem o mar pra banhar-se!

A vida é mesmo assim...
E ele ainda segue nos trilhos
Porque dentro de mim
Pensamentos maltrapilhos
Dilaceram uma alma dorida
Por causa da razão sumida...

Que foi esconder-se no mar!

Euclides Riquetti
17-08-2020



















Ruas da cidade, ruas da saudade...



Ruas da saudade, por onde os seres andam
Por onde pisamos  nas calçadas
Ladrilhadas...

Ruas de nossas cidades, onde as saudades cantam
E te fazem lembrar das tardes ensolaradas
Ou chuviscadas...

Rua das cidades por onde andamos
Rua das cidades em que moramos
Ruas tortas ou direitas:
Quem se importa se são estreitas
Se trazem saudades minhas e tuas?

São apenas ruas...são acentuados aclives
São desesperados declives...

Ruas que permitem aos passantes
De todas as espécies, de todas as idades
Ruas que já nos marcaram antes
Por onde já nos movemos com liberdade...

Ruas não são apenas ruas
São, de lembranças, itinerários
São, das bem-aventuranças, o sacrário
São as histórias minhas, as histórias tuas.

Ruas por onde trafegam gentes
Carros, outros passantes
Por onde andaram os queridos entes
Por onde andaste em passadas elegantes
Por onde andam nossos espíritos e mentes
Por onde andei... e andaste antes:

Ruas, apenas ruas...
Das lembranças...
Das amenidades
Das andanças...
Das saudades!

Euclides Riquetti

De sol, de Canasvieiras, de areia...(Agora apenas relembrar, com saudades...)

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De sol, de Canasvieiras, das águas do mar
De cangas nas areias, de cor e de bronzear
De tranças, de morenice, de céu todo azul
De sabores, de brejice, dos ventos do Sul.

De ritmos, de danças, perfumes e de cantos
De istmos, de balanços, flores e de encantos
De toalhas brancas e de sandálias rasteiras
De maiôs vermelhos e de saias de rendeiras.

E assim se define a tarde quente e ensolarada
Assim se embeleza a vasta praia emoldurada
Redesenhada em todos os sorrisos e na beleza
Colorida por mulheres sensuais e incertezas!

Euclides Riquetti

domingo, 16 de agosto de 2020

Nos dias depois das chuvas




 
Sol de uma manhã esperançosa



                                                Águas que lavam a alma e as mágoas...
 
 
Dissiparam-se as turbulências
Foram-se embora as águas  turvas
Perderam-se nas corredeiras e nas curvas
Foram banhar outras querências.

Rebrilhou meu sol e meu  céu revestiu-se de azul
A natureza nos devolveu os seus encantos
Recoloriu-se o mundo aqui no Sul
Enxugaram-se as lágrimas dos prantos.

A euforia e os ânimos se repuseram
Nos sorrisos dos rostos róseos, dentes brancos
Nas almas que já não se desesperam...

Nos dias depois das chuvas eu te busquei
E deliciei-me em admirar os  seus encantos
Nos dias depois das chuvas... eu te reencontrei!!

Euclides Riquetti

O sorriso da criança



Ângelo - neto - filho do Fabrício e da Luana- 

Há, em cada criança, um sorriso especial
Expressão singela de ingenuidade
Há a beleza na sua infantilidade
Há a leveza de um olhar angelical.

O seu amanhecer, em cada dia que se inicia
Se reveste de carinho e de muito amor
Traz paz ao nosso mundo, lhe dá cor
Traz em cada gesto a sua indizível alegria.

Ah, crianças que são a grande dádiva de Deus
Crianças que são a alegria de nosso  mundo
Em cada abraço um afirmar profundo
Da lealdade e dos afetos seus...

Euclides Riquetti

Uma janela entreaberta



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Uma janela entreaberta
Uma porta fechada...
Haverá uma  hora certa
De sair para a calçada?

Um coração aberto
Uma alma delicada!
Qual será o seu pecado
Morena da pele bronzeada?

Uma lágrima sentida
Um olhar muito distante.
Por que assim, desiludida
Se a vida é tão importante?

Um pensamento guardado
Uma voz suave e bonita.
O seio me incita ao pecado...
Haverá uma palavra não dita?

Uma atitude que falta
O temor a uma paixão...
Por que não tirar a alça
Que prende o seu coração?

Uma manhã de sol quente
Uma tarde de verão.
Por que não ficam noite sempre
Noite de amor e paixão?

Um jardim com poucas plantas
Poucas flores, poucas rosas...
Por que não cultivá-las, tantas
Iguais a você, tão formosa???


Euclides Riquetti
Composta em 14-03-1995, no
Dia da Poesia.