quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Verdes folhas

Verdes folhas


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Verdes folhas
Do ramo da rosa
Flutuam solitárias
Sobre as incertezas.

Pequenas bolhas
Na água inodora
Emergem crisálidas
Em sua leveza.

Nuvens densas
Confundem o dia
Mudam o céu
Escondem o sol.

Tardes imensas
Nos dão nostalgia
Da noite, do véu
Do céu arrebol.

Pequenas lembranças
As folhas nos trazem
Do tempo passado
Do longo caminho.

A vida balança
Na verde ramagem
No ramo quebrado
Na ponta do espinho.

E eu
Que sou eu
Que sou teu
Quero o amor que foi meu
E que nunca morreu.

Euclides Riquetti

Republicação do poema que consta no livro:
"Santa Catarina Meu Amor"-
Da ALB-SC em 2010.

Uma oração para você

Grama verde panorâmico no monte com nuvem e o céu azul. 3d render | Foto  Premium


Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudades...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Composto no inverno de 1973
e publicado no livros "Prismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).

Vem viver o calor do sol







Vem viver o calor do sol
Que traveste o inverno em primavera
Vem reanimar  o girassol
Que há tanto tempo a espera...

Vem afagar rostos sofridos
Que sentem as perdas doloridas
Vem para junto de seus queridos
Fazer as vidas deles bem coloridas...

Vem andar pelas nossas ruas
Pelos ladrilhos das calçadas
Traze todas as nuances tuas
Vem animar as madrugadas...

Vem...comemora...
E não digas nada
Apenas vem, sem demora...
E não digas nada...
Mas vem!

Euclides Riquetti

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Se está tudo certo...



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Se você disser que está tudo certo
É porque as coisas vão se arranjar
E mais ainda se você estiver por perto
Uma fada-madrinha a me ajudar.

Suas palavras são muito importantes
Um estímulo que vem pra me animar
Que seu sorriso venha cedo, venha antes
Que venha com seu brilho me afagar.

Almas boas e bonitas nos fazem bem
São necessárias em todos os  caminhos
Elas nos protegem e nos ajudam também
A sobrepor-nos às pedras e aos espinhos.

Se está tudo certo, tudo muito certo
Que Deus nos dê a sua Divina Proteção
Que nos proteja com seu abraços abertos
Que dê paz e harmonia a nossos corações.

Apenas isso, bem assim...
Quero cuidar de você
E que você cuide de mim!

Euclides Riquetti

Asfalto molhado


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Alfalto molhado, acinzentado
Palco de alegrias e de dilemas
Alfalto de brilho prateado
Inspira-me cantos e poemas.

Alfalto que se perde nas longas curvas
Onde somem  carros e vagam  os conflitos
Os corações despedaçados as almas turvas
As perdas, os abalos, os  aflitos.

Asfalto alongado a se perder de vista
É o vai-e-vem nas faixas de cada  pista
É o desafio ousado  e sedutor

É a provocação, a incerteza presente
É um palco de tragédias inclementes
É a vida ceifada de tanto sonhador...

Euclides Riquetti

Novos ventos, novos alentos



Trouxe-me o vento na morna noite novos alentos
A doce paz que meu coração há tanto procurava
Na verdade, eles amainaram meus sentimentos
Trouxeram conforto a uma alma que os buscava.

E os alentos que me revigoraram e me devolveram
Aquela energia que por dias havia desaparecido
Foram os bálsamos que de novo me fortaleceram
E me transportam a ti para novos sonhos revividos.

E, com eles, voltaram-me as esperanças ausentes
Que estavam navegando em estranhos universos
E me inspiraram a cantos românticos e repentes.

Ah, suaves alentos inebriantes que nesse novo dia
Me repõem toda a inspiração para meus versos
Obrigado por tanta  paz e pela renovada alegria!

Euclides Riquetti

Os lucros dos bancos, as miudezas no STF e os compromissos dos candidatos com Joaçaba





       Têm fundamento todas as críticas que os brasileiros, lúcidos, fazem ao sistema financeiro nacional. As notícias que nos chegam sempre informam que os bancos privados obtêm lucros astronômicos todos os anos. Durante pelo menos quatro décadas ouvimos a oposição ao Governo Federal bradar contra os bancos, contra o Mercosul e a Alca, contra as empresas multinacionais instaladas no país. E, unanimemente, diziam que, quando chegassem ao Poder, os bancos iriam parar no seu devido lugar, principalmente os bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e os bancos estaduais, estes últimos considerados uns cabides de empregos. A crítica sempre correu solta contra os bancos privados também, pois os resultados financeiros em seu favor sempre foram enormes.
       Hoje, por exemplo, os clientes do Banco do Brasil consideram que, sendo um banco público, deveria pegar menos pesado em seus correntistas. Banco virou o melhor negócio em nosso País. Investimentos no setor produtivo, principalmente na indústria, sempre se apresentaram  como de médio ou alto risco pelos empreendedores, dada a alta carga tributária e a própria burocracia. E muito se fala sobre atrair investimentos do capital estrangeiro, principalmente nos noticiosos televisivos. Mas nunca se cuidou, de verdade, de o quanto há de dinheiro brasileiro aplicado em bancos e empresas do exterior. Se os empreendimentos dos nossos patrícios tivessem a proteção que os estrangeiros têm, certamente que não teríamos tantas turbulências e oscilações. Aliás, dinheiro estrangeiro vem e vai como o vento e pouco deixam de efetivo por aqui. Eles não vêm para agradar, vêm para ganhar dinheiro e os lucros vão-se embora. 
       Em andamento dois processos de impedimento de governadores, um no Rio de Janeiro, contra o ex-juiz Wilson Witzel, e outro contra o ex-bombeiro Carlos Moisés, aqui de Santa Catarina. Entre idas e vindas, ambos estão buscando amparo junto ao STF para garantir-se no cargo ou, ao menos, que sejam submetidos a um julgamento justo. Aqui em Santa Catarina, o rito de condução do processo foi alterado substancialmente no início da semana e a Comissão que analisará a situação ficou composta por 11 membros, sendo 5 deputados e seis juízes. É justo que casos graves assim tenham o norte dado pelo STF, ao contrário de milhares de ações que por lá transitam, anualmente, as mais absurdas, como a que um partido político, que acionou o Supremo na tentativa de impedirem a emissão, pelo Banco Central, de notas de R$ 200,00 para circulação. O assunto foi parar nas mãos da ministra Carmen Lúcia, que solicitou informações e justificativas ao Banco Central. O partido alegou que, com notas de maior valor, ficaria mais fácil de os bandidos transportarem o produto de seus roubos, pelo menor volume  físico.  Mas lembro que a cédula maior hoje, de R$ 100,00, valia muito mais do que vale à época do lançamento, no mínimo umas 5 vezes. Enfim, a nova cédula acabou sendo lançada!
       As atribuições do Supremo Tribunal Federal estão sendo banalizadas há bastante tempo. Busca-se o mesmo para decidir sobre querelas paroquiais em toda a hora. Processos que envolvem decisões por conta de centavos, brigas entre genro e sogra, guarda de animais em separações de casais, e assim por diante. Mas, o que toma mais o tempo dos ministros, certamente, são as demandas dos partidos políticos, que não colocam na briga dos plenários as suas diferenças e buscam a Justiça, diretamente na instância maior. Isso sem contar com o ativismo político dos ministros, que nos dão motivos para críticas.
       No âmbito microrregional, muitos candidatos a prefeito pelos diversos partidos. E, a vereador, pessoas que não conseguem nem sequer interpretar um texto em nível básico, então imaginem a proposição ou aprovação de leis, de orçamentos, e assim por diante. Aos candidatos ao executivo de Joaçaba, vão as perguntas:  -  O que pensa sobre a implantação do contorno viário da cidade? Já teve a oportunidade, nos cargos em que ocupou, de defender a ideia? Participou de algum movimento ou discussão nesse sentido? Fez o que em favor da elaboração de um projeto para tal? Reivindicou, junto a parlamentares de seu partido, apoio para financiar um projeto ou para inclusão do da implantação do contorno viário de Joaçaba no orçamento estadual ou federal? Até a última terça-feira, tivemos a manifestação de Dioclésio Ragnini para a reeleição e de Jorge Pohl, ex SDR ao pleito como candidato a Prefeito. Ambos conhecem o problema, que é uma reivindicação antiga. E as perguntas se aplicarão a todos os demais que se apresentarem como candidatos ao Executivo, principalmente, e, num segundo plano, aos a Vereador.
Euclides Riquetti – Ex-Prefeito em Ouro – SC  (1989-1992) e escritor. www.blogdoriquetti.blogspot.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

O amor é atemporal




O amor é atemporal
A paixão é momentânea
Muitas vezes explosiva
Com infiltração subcutânea
Ou sobre a pele viva!


O amor vai através dos tempos
É indivisível
É perceptível
Ora mais leve, ora mais intenso
Mas, muito natural
O amor é atemporal!

Amor e paixão cega
Em caminhos divergentes
Buscando a estrada paralela
Ou a pedregosa ruela
Dos pensamentos convergentes!

O amor é permanente
Não importa onde o ser esteja
E nem com quem quer que seja
Estando bem perto ou ausente
Discreto ou fenomenal
O amor é atemporal...

Só não são atemporais os seres
Porque a vida deles passa
Seja motivada ou sem graça
Com débitos ou com haveres
Passa a vida natural...

Passa naturalmente
Porque só o amor é atemporal!

Euclides Riquetti
08-09-2020



Flores de Setembro



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Quando as flores de setembro chegarem
Meu pensamento estará junto a ti
Para te dizer tudo o que hoje  senti
Porque as flores de setembro voltaram.

Quando as flores de setembro chegarem
E eu me lembrar de teus olhos que brilham
De teus cabelos sedosos que cintilam
Viverei, de novo, as lembranças que ficaram.

Quando as flores de setembro chegarem
E, com sua harmonia, colorirem todas as praças
Perfumando e enfeitando os jardins com sua graça
Será tempo de me regozijar e de reviver.

E, quando as manhãs e tardes estiverem mais floridas
Ruas, praças e cidades muito mais coloridas
levantarei meus olhos para o céu porque
Estarei, de novo, rezando por você!

Euclides Riquetti

Quando o céu prateou


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Quando a super lua o céu prateou
Na noite dos enamorados
Quando o seu coração chorou
Por causa dos sonhos frustrados
O condor voou...

Quando você foi à janela espiar
Para ver o colorido do entardecer
E uma paisagem de beleza singular
Prenunciava o enluarado anoitecer
Eu fui sonhar...

Quando a super lua monopolizou
A atenção de toda a gente
Das pessoas a quem encantou
Com seu brilho fulgurante
Uma andorinha voou...

Voou pra levar um recado:
Foi pra dizer que em algum lugar
Vive um poeta inspirado
Que escreve poemas "de amar"
Pra você!

Euclides Riquetti

Lembranças dos desfiles de Sete de Setembro

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          Meu imaginário saudosista me leva de volta à infância em Capinzal. Anos: 1961 a 1964 - Os ensaios de marcha lá no Mater Dolorum, pela Rua Carmelo Zóccoli, em direção ao Sul, para os lados da Pagnoncelli & Hachmann, até as imediações da Fundição. Muitos ensaios, não havia professores de Educação Física ainda. As professoras nos orientavam e as freiras comandavam. E havia o José Carlos Souza que não pisava com o pé esquerdo na batida do Bumbo. A Irmã Terezinha ia à loucura, a professora Marilene Lando tentava insistir para que ele aprendesse. Acho que ele fazia de propósito para zoar com elas...

          Desfile pela Rua Felip Schmidt, no Distrito de Ouro, saindo do Posto de Gasolina que se localizava no meio da Rua da Praia, que depois virou Governador Jorge Lacerda. Indo em direção à Ponte Nova. Havia calçamento apenas até defronte à casa do Amélio Dalsasso. Depois, marchávamos no pó (ou no barro): Soldado que se prezava e amava  o Brasil era corajoso, valente,  e com muito garbo e peito firme marchava, sem olhar para os lados, sem piscar os olhos: "A fronte erguida, o olhar brilhante..." - como no Hino a Capinzal!

          Passávamos pela ponte, dobrávamos à direita defronte ao Cine Glória e íamos até o Campo de Futebol. Ali, um palco especialmente feito com tábuas cedidas pelos Hachmann, os alunos ouvindo os discuros. Uma menina magrela, cabelos escuros, saia azul e camisa social branca com uma logomarca à esquerda, na posição do bolso: BP, de Beliário Pena! A jovem Inelvis, filha do Joanin Serena, lia um texto enaltecendo nossa Pátria, pela qual deveríamos morrer se necessário fosse... E, garbosamente, cantávamos o Hino Nacional.

          Os alunos do Belisário Pena com seu uniforme azul e branco. Num daqueles anos fizeram-lhes umas camisas de brim Santista, azul marinho, com aquelas "golas de padres". O Rosito Masson, o Ademar Miqueloto, O Irenito, o Olino Neis, todos  com aquelas camisas bonitas. Nós, do Mater, também no azul e branco. Mas as Normalistas, ah, essas, sim, com aquelas saias bordô e as camisas marfim/bege, encantadoras. Meu pai, único homem em meio a elas, calça social preta e camisa branca... Mas, muito bonito, era o uniforme do Ginásio Padre Anchieta, com calça social preta ou azul marinho (bem escuro), e aquele uniforme paramilitar, com uns babados na frentes, umas franjas, e  quepe igualmente em azul-marinho. Simplesmente espetacular!

          Todos os estudantes eram obrigados a marchar. Nos anos anteriores ao Governo Militar e também durante. O espírito cívico era algo sagrado que havia em nós. Claro que isso não era unanimidade. Mas havia o respeito pela Pátria em cada um de nós. Podíamos não concordar com os governos, mas queríamos o melhor para nosso país... E querer o melhor para o Brasil era querer o melhor para nós mesmos, nossas famílias.

          E os alunos do Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado: Calça de Tergal verde e camisa branca. A maioria pessoas já adultas, que viram no ginásio noturno a oportunidade de estudar. Ah, para todos os uniformes, de todos os colégios, sapatos pretos. Em algumas situações, congas brancas, para algumas alas, especificamente.

          Minhas últimas lembranças de desfiles como estudante me remetem ao ano de 1971, quando concluí meu Técnico em Contabilidade pela então Escola Técnica de Comércio Capinzal: calças pretas e camisa social manga longa vermelho royal. A escola não costumava desfilar, mas convidada que foi, não queria recusar e a sugestão do Diretor Professor Antônio Maliska foi aceita: "Se é para aparecer, então vamos aparecer". E fomos com aquela roupa bem chamativa. Orgulhosos!

          E as fanfarras, muito bem ensaiadas, com os bumbos, caixas, taróis, pratos e cornetas. Lembro, com muita saudade. E, quando vejo fotos antigas daqueles tempos, sinto uma inefável saudade... não sei se dos sentimentos cívicos ou... da força de nossa juventude!

Euclides Riquetti

 Voltando no tempo 2.jpg

Abrace toda a chuva que cai






Abrace toda chuva que cai
E beije cada gotinha dela
Apenas é água que se vai
Mas que leva algo com ela.

De mim leva lembranças
Leva também emoções
Mas me traz as esperanças
De reviver boas paixões.

A mim me traz saudades
Saudades do que passou
Do que me deu felicidade
Também do que  magoou.

Abrace a chuva deliciosa
Que alisa seus cabelos
Que deixa a pele gostosa
Em seu corpo de modelo.

Que lave sua pele branca
Olhos que eu desejo vê-los
Que lave sua alma santa
Lábios que quero mordê-los.

Deixe que ela faça sua parte
Que cumpra com seu dever
Vivo minha vida com arte
Mas água eu preciso beber!

Euclides Riquetti

domingo, 6 de setembro de 2020

Eu queria tanto que chovesse


História Noite Chuvosa - História escrita por LibraRanish - Spirit Fanfics  e Histórias

Eu queria tanto que nesta noite chovesse
Porque a chuva faz bem pra alma...
Queria que nos viesse uma chuva leve, calma
Que me envolvesse...

Eu esperei tanto para que chovesse
Porque a chuva rega os corações
E até reanima as adormecidas paixões
Mas era preciso que isso acontecesse...

Eu queria tanto que a chuva viesse
Porque quando chega as coisas melhoram
Principalmente quando as plantas choram
E as tristezas, então a gente esquece!

Mas eu queria mesmo que a chuva chegasse
Porque setembro chegou e vem a Primavera
A estação pela qual a gente tanto espera:
Ah, se Deus com ela nos abençoasse!

(Na verdade, eu apenas queria que chovesse
para que as raízes da jabuticabeira ficassem
bem molhadas e, daqui a uns dias, produzis
se frutos deliciosos)

Euclides Riquetti
06-09-2020




Perfumes


Resenha - Perfume Miracle (Lancôme) | Conexão Chic

Sigo seu perfume doce, amadeirado
Que me alcança trazido pelo vento
Que me reporta a um recente passado
Pois lembrar é meu melhor alimento.

Sinto seu perfume que me envolve
Com suave e agradável fragrância
Meu corpo a procura enquanto pode
Com a minha energia e substância...

É um perfume que atinge o meu ser
Que me dá o norte para a encontrar
Talvez que possa reencontrar você
Logo ali, bem pertinho do azul mar.

Perfumes, ah, nos bons momentos
Todos em você a se impregnarem
Sonhos nas noites do calor intenso
Cheiro floral das verdes ramagens.

Euclides Riquetti
06-09-2020



Dormem o anjos

O bebé deve dormir às escuras ou com luz? - Mãe-Me-Quer


Dormem os anjos
Mas dormem vigilantes
O seu sono reconfortante
Dormem os anjos!

Dormem pensando nas crianças que precisam proteger
Dormem pensando nos velhinhos e em você!

Dormem os anjos o tenro sono da noite de geada
Dormem com as asas protegendo o peito
Porque assim, desse jeito
Também se protegem
Na madrugada.

Dormem angelicalmente...
Dormem na manhã nevoenta e cinzenta
Porque nas manhãs de sol
Precisam voar por aí
Protegendo os passarinhos
... e as borboletas!

Anjos de azul, de rosa, de branco
Anjos do sorriso franco
Anjos de nossa guarda
Que cuidam de nós... e de nossa casa
Cuidem também dos outros anjos
Enquanto dormem
Com seus olhos semiabertos!

Dormem os anjos docemente
Dormem os anjos pensando nas gentes!

Euclides Riquetti