terça-feira, 15 de dezembro de 2020

O perfume dos ventos

 


  
 

 

Deixa que o perfume dos ventos te acaricie
Afague tua pele e beije teus  lábios que eu tanto desejo
Erice  teus cabelos macios  e aplaque  teus medos
Permite  que o perfume dos ventos se delicie...

Deixa que a brisa da noite refresque teu corpo fogoso
Apalpe teus seios, teus braços, com toda a ternura
Que leve pra ti  os aromas  e toda doçura
E que a noite se transforme em algo sublime  e gostoso.

Deixa-te navegar na distância numa  viagem bonita
Ultrapassar as barreiras que te impedem de ser feliz
Voa pelos ares da mente na imensidão infinita

Deixa  que teu rosto receba o carinho de minhas mãos
E sente  o seu  toque sensual que você sempre quis
Deixa-te trazer até mim, embalada pelo som da minha canção!

Euclides Riquetti

Pessoas que irradiam luz

 






          As pessoas, em si, têm a sua individualidade. Cada ser é um ser. E isso vale também para os animais...

          Há pessoas que irradiam luz! Há gente que tem um brilho muito próprio, algo muito pessoal, que as diferenciam das outras. Muitas vezes, isso causa inveja a outras. Mas, ter um belo sorriso, ter carisma, saber portar-se diante dos demais, andar com elegância, ter comedimento ao falar, saber movimentar as mãos com habilidade e elegância, cuidar bem de si, evitar que o sofrimento as abata, tudo isso ajuda homens e mulheres a tornarem-se pessoas que irradiam luz. E, se irradiam, também recebem!

        Há pessoas capazes de encantar as crianças, cativar os velhos, atrair os da mesma idade, de dar e receber carinho e amor. São pessoas muito especiais, que ajudam os outros, e por isso mesmo, quando precisam, recebem ajuda. Muitas vezes, de pessoas que mal as conhecem.

        O planeta Terra é habitado por seres humanos muito diferentes uns dos outros. Os que têm a bondade no coração, os que se abrem para com seus semelhantes, os que os tratam com respeito, certamente são irradiadores e recebedores de luz.

        Admiro gente assim. Não lhes importa o que os outros pensam, mas observam o que eles fazem. E, como resultado, sempre ficam inseridos no contexto dos que são admirados e respeitados. Parabéns a você, leitor, leitora, vocês que têm a valiosa capacidade de ajudar os semelhantes, capazes de irradiar muita luz. Vocês  são muito especiais!

Euclides Riquetti

Quando as pétalas se desprendem das rosas

 



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Quando as pétalas se desprendem das rosas
E vão enfeitar de cor os gramados
Quando as folhas se desprendem dos plátanos
E vão me fazer volver-me ao passado
Quando os gerânios envermelham as floreiras
E vão alimentar teus olhos amendoados
Quando o passaredo canta na manhã de sábado
Para dizer que um novo fim de semana é chegado
Eu me lembro de ti!

Quando a manhã promete sol escaldante
E eu te imagino correndo para o mar
Quando o suor corre no teu corpo esguio
E vai teus pés finos reidratar
Quando,  docemente,  me chamas de  "meu amor"
E eu fico assim a te admirar
Quando nos vejo felizes,  flutuando
Planando, livremente, no ar...
Em me transporto até ti!

E, quando o fim de tarde me chega de mansinho
Com teu rosto já estampado na mente
Quando a expectativa de estrelas cintilando
Me deixa feliz e muito contente
Quando tudo de bom já me aconteceu
E volto pra perto de ti novamente
Quando o dia valeu a pena por tua causa
E em nós germinou mais uma semente...
Percebo o quanto eu gosto de ti!

Porque as pétalas se desprendem das rosas
Mas sabem que outra vez vão voltar...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Enquanto chove...

 




Chove no asfalto
Onde o verde e o cinza
Compõem o retrato:
A natureza é a tinta
O pincel que pinta
As pedras, o rio, o mato.

Chove uma chuva fina e teimosa
Fria e silenciosa  (delituosa)...
Banha os animais que se aconchegam
Por debaixo das caneleiras frondosas
(As imbúias e os cedros o homem levou...)
Das árvores santas, restantes, bondosas
E chove!

Chove serena  minha alma
Chora sereno meu pensamento
E a chuva lava ( e leva )
A preocupação do momento.

Chove na manhã do dia que corre
E nas valas a água desliza mansa, mole
Enquanto chove.
E some...

Apenas não somem as lembranças
Que vão e voltam, que fazem pecar
Que transpõem os montes
Enquanto transbordam as águas ( e as mágoas)
Das fontes
E se perdem nos rochedos
Buscando ressonância
No tempo e na distância
Até chegar ao mar!

Ressonam nos corações benditos
Nos pensamentos infinitos
Nos pensamentos teus
Nos sonhos meus
Que vagam no ar.

Só não leva para ti os meus poemas
E meus dilemas
Que transformo numa única oração:
Apenas uma oração para ti
Enquanto chove!!!


Euclides Riquetti

Faltou luz, na antiga Rio Capinzal

 




          Posso considerar-me um sujeito privilegiado em termos de ter vivido, desde criança, em casas que tinham energia elétrica disponível. A partir de meus 13 meses de idade, já mencionei isso, fui morar com meus padrinhos no Leãozinho, João e Rachele (Vitorazzi) Frank,  à época uma colônia do Município de Capinzal, onde nasci. Lá tinham um rodão de água que acionava um dínamo. Alguns dos colonos daquela linha tinham desses rodões.

          Depois, aos oito anos, voltei a morar com meus pais, na sede do então Distrito de Ouro, onde havia energia. Na casa do Nono Victório Baretta e da Nona Severina, também tinham rodão, lá em, Linha Bonita. Havia aquelas lâmpadas incandescentes, de uma 25 "velas". O Nono Baretta tinha telefone na casa dele já na década de 1950, lá na colônia. Foi pioneiro. O aparelho está guardado com minha prima Celita Baretta Savaris, em Capinzal. É uma relíquia.  Na cidade, as de 60. Iluminavam mais que as velas e isso era um grande conforto.

          Na segunda-feira aconteceu um grande apagão por aqui, que chegou a atingir 11 estados brasileiros. Faltou luz! Em algumas cidades por alguns minutos, em outras por algumas horas. Assustei-me, pois vários equipamentos pararam de funcionar. Apenas as lâmpadas se mantiveram. Busquei informações num 0800 e a atendente, gentilmente, explicou-me que houvera um "apagão nacional".

          É nessas horas que a gente vê o quanto somos dependentes da energia elétrica em todos os nossos ambientes de convivência. Então, passei a lembrar-me dos tempos de infância em Capinzal em relação a isso, senão vejamos:

         Nossa cidade era atendida pela Usina da Família Zortéa, que se localizava ali no Ouro, no Rio do Peixe, à montane da Auto Mecânica Ouro. Havia uma edificação em alvenaria, que comportava uma turbina, acionada pela força hidráulica das águas que chegavam até ela através de um valo. Aos fundos da propriedade que hoje pertence ao Sr. Vitalino Bazzo, havia um muro de pedras que era chamado de "ladrão", por onde parte da água fugia do valo e voltava ao Rio do Peixe. A barragem, que chamávamos de açude, tinha uma comporta próximo de cada uma das margens do Rio. Este, embelezava nossas bucólicas cidades. Alguns botes, águas limpas, as senhoras, com seus lavadores, lavavam as roupas nas suas águas. E nós, nadávamos, pescávamos andavamos de bote. Qualquer moleque sabia nadar e pilotarbotes.

          Ainda na década de 1960 a cidade passou a receber energia da Companhia Hidrelétrica Piratuba. A usina dos Zortéa foi transformada pelo Clemente Zortea numa fábrica de pasta para papelão.  O Frigorífico Ouro, hoje BRF, tinha usina própria, na margem direita do Peixe. Adiante, com a chegada das portentosas redes de distribuição da Celesc, foi desativada. E o que é feito da usina dos Zortéa? -- Foi soterrada, está no mesmo lugar, embaixo da terra. Havia, lá bem embiaxo, um "carneiro", que impulsionava água para o clube Floresta nos anos 60, quem é do tempo sabe o que era isso. E a barragem continua ali, ligando Ouro e Capinzal, parcialmente destruída... Uma pena!!!

          A partir de 1967 a cidade ganhou ares de cidade importante. Os postes quadrados de madeira, que comportavam luminárias simples de lâmpadas incandecentes, passaram foram substituídos por postes de eucalipto tratado e receberm luminárias com lãmpadas fluorescentes, de 200 watts no mímino. A primeira rua a receber o benefício foi a Dona Linda Santos, a do Belisário Pena. "Parecia um  dia"  aquela rua. E nós, que saíamos da escola a pé, à noite, vibrávamos com aquela estupenda iluminação. Em menos de dois anos, as duas cidades, Ouro e Capinzal, contavam com a moderna e belíssima iluminação.

          Os anos se passaram, o Brasil possui um sistema "interligado", controlado por um operador nacional, um sistema "quase perfeito". Bah, não fosse esse quase e teríamos segurança em receber energia em casa e nas empresas sem riscos de faltar.

          A realidade é que ficamos muito dependente de suas formas de energia: a originada pelo petróleo, que movimenta os veículos; e a originada pelas hidrelétricas, alimentadas pela água em desnível, que gera força e é limpa e renovável. Consumimos mais do que precisamos. Fomos doutrinados a nos tornarmos consumidores de produtos e serviços que se acionam por energia. E não mais abrimos mão disso. Paralelamente, deveria haver a expansão da produção. Mas isso não vem ocorrendo, há entraves burocráticos e legaus a impedir. Além da flata de dinamismo dos órgãos de Governo, que até têm planejamento, mas são dirigidos por políticos de competência duvidosa... Laantável!

         Então, ter paciência, compreender as mudanças, entender a história e saber que sempre há uma possibilidade bastante razoável de termos imprevistos...

Euclides Riquetti
07-04-2014

Liberta-te das amarras que te prendem

 



Liberta-te das amarras que te prendem
De quem te sufoca, de quem te reprime
Livra-te das almas que não te entendem
De quem te confunde e também  te divide.

Busca encontrar quem te dê afeto
Quem te compreenda e te valorize
Busca encontrar o lugar certo
Onde possa ver que o céu azul existe...

Procura alguém  na multidão imensa
Que possa ter um belíssimo coração
Onde possa colocar tua energia intensa

Alguém que possa compreender teus sonhos
Que possa te dar amor e viver a paixão
E conquistar teus belos olhos... e teus  lábios risonhos...

Euclides Riquetti

"O Cadorna" - homenagem ao amigo e companheiro!

 




          A gente vai perdendo pessoas porque o tempo passa e nossa juventude e energia também vai-se indo. Nesta segunda-feira, pela manhã, foi a vez do Cadorna. O Cadorna teve este apelido que se derivou de seu verdadeiro nome. Uma corruptela de "Dirceu", do Dirceu Cadore. Sessenta e nove anos de muita amizade, muito carisma, muito trabalho, muita alegria distribuída por aí...

          Quando na minha adolescência, o Cadorna passava pela nossa Avenida Felip Schmidt com uma pick up Willys, das Indústrias Reunidas Ouro. Faltavam-lhe pelo menos uns três dedos da mãe esquerda, mas isso não o impedia de trabalhar. Sempre foi muito trabalhador. Era o lateral esquerdo do Arabutã Futebol Clube. Mais adiante, foi sucedido pelo Elói Dambrós. Depois, veio o Joe Bertola. E, muitos laterais esquerdos depois, o Cadorna foi lá pra Estância de São Pedro.

          Quando estávamos terminando o "Ginásio", no Juçá Barbosa Callado (no mesmo prédio do Grupo Escolar Belisário Pena, de Capinzal), ele foi nosso colega de aula. Havia o Chascove, o Osvaldino D ´Agostini, a Maria de Lourdes Savassi, a Erondina Moro, o Ivan Ramos, o Valdir Caresia, o Jair Nunes, o Jarmino Freitas, a Nelcinda Savi, a Soeli Penso (Moresco), os irmãos Nelci, José Carlos e Terezinha Andrioni, a Reanir, e muitos outros. Apareceu lá por uns tempos, mas não durou muito. Estudar não era com ele. Gostava, mesmo, era de dirigir carro. Mas era muito divertido, contava causos engraçados e piadas. Fazia piadas de sua mão em que faltavam dedos. Ria muito de si mesmo. Era uma pessoa bondosa, foi isso em toda a sua vida.

          As pessoas de minha geração, que viveram em Capinzal e Ouro, e muitos, muitos outro, conheceram muito bem o Cadorna. Sabem o que estou dizendo!

          Quando voltei de União da Vitória, onde fui morar para estudar, reencontrei-o. A partir de 1980, quando voltei ao Ouro, tornamo-nos companheiros na política. Foi militante em minha eleição, ajudou-me muito. Tinha muita amizade em todos os lugares do Município. Nunca pediu do  Poder Público nada para si. Viveu de seu trabalho, trabalhou até três dias antes de ser internado no Hospital e nos deixar. Nos últimos anos, trabalhou com a Família Cremonini, na Agropecuária Capinzal. Vendedor de produtos e insumos para a agropecuária, tinha as portas abertas em todas as casas da área rural onde  ia. Receber o Cadorna numa casa era só alegria. As crianças gostavam muito dele. Ele as chamava pelo nome.

          Poucas vezes o vi nos últimos cinco anos, depois que vim embora para Joaçaba. Antes, costumava encontrá-lo no Posto Dambrós,  no domingo pela manhã, ali no Ouro. Sempre tinha algo novo pra contar, tinha opinião sobre tudo, principalmente sobre política. Sabia respeitar a todos e era muito admirado por isso.

          O Cadorna fez a sua parte, não foi uma folha em branco. Escreveu sua história com trabalho, honradez e honestidade. Deixou os filhos Ana Paula, Dirceu Júnior e Ricardo. Os três foram meus alunos. Também a neta Letícia, as irmãs Margarida Salete, Irene e Ana Maria, e o  mano Alfeu.  Foi alegrar os companheiros e amigos que já estão no céu.

          Esteja com Deus, amigo!

Euclides Riquetti
27-01-2014

Despertando amor e paixão

 



Um encontro pode ser casual
Na rua, na praça, no cinema
Num shopping da área central
Ou apenas num telefonema...

Pessoas podem ter tropeços
Sonhos virando decepção
Mas pode  haver um recomeço
Após uma grande desilusão.

O que já  pareceu improvável
Algo inimaginável
Pode vir a acontecer:
O  mundo tem sutilezas
Que podem tornar-se boas surpresas...
Surpresas pra  mim, pra você.

Então, quando menos se espera
Surge alguém,  do nada
Que atiça o fogo apagado
Que anima o ser magoado
Despertando amor e paixão!

Euclides Riquetti

domingo, 13 de dezembro de 2020

Vai a gaivota voando sobre os mares




Vai a gaivota voando sobre os mares

Tenta encontrar respostas nas andanças  

Foge do ninho antigo, busca novos ares

Carregando consigo suas lembranças...

Sóis que brilham motivam o seu voar

Todos os dias buscando ter onde pousar.


Nuvens brancas cingem o céu azul

Noites escuras a animam a sonhar

Elegante, já decorou os céus do sul 

Doces memórias vai levando pelo ar

Alegre, sorri o sorriso leve e suave

Calma, plana pelo espaço como nave

Celebrando a vida bela e promissora

Vai em busca da felicidade redentora!


Tecendo rastros em toda a imensidão

Segue a inspirar-me com sua beleza

E a desafiar as rotas do universo!

Então minh´ alma lhe devota a afeição

Oh, verdadeira musa, mulher, realeza

A quem dedico todos estes versos!


Euclides Riquetti

13-12-20220





Sentindo-me feliz

 



Eu hoje estou contente
Sentindo-me feliz
Nem bem sei o porquê
O que será que eu lhe fiz
Mas algo assim, de repente
Me deixou muito feliz.

Eu hoje descobri
Aquilo que eu sempre sabia
Saudade é nostalgia
É uma dorzinha que contagia
Mas não me impede nadinha
De eu ser feliz, feliz...

Eu hoje encontrei você
Porém você não  me viu
Chamei pelo seu nome
Mas você não me ouviu

Então escrevi  um poema
Igual a tantos  que eu fiz
Declamei na madrugada
Pra deixar você feliz
Pois você em minha vida
É a musa que eu sempre quis
E você ouviu ali de longe
E como eu,  ficou  feliz!

Euclides Riquetti

Dezembro ...

 







Dezembro chegou, enfim
Chegou com os raios de sol
Ou com as chuvas  molhando os trigais
Com perfumes nos campos florais
Chegou dezembro, enfim
O dezembro das tardes... e das manhãs de sol.

Dezembro chegou com ares de dezembro mesmo
Dezembro chegou  porque era sua vez
Depois de novembro.

Dezembro veio para cobrir tua pele de verniz!

Chegou o dezembro tão esperado
O dezembro de Natal, do velhinho de vermelho
Do velhinho bom e animado
Que traz presentes pras crianças.

A chegada de dezembro suscita lembranças!
Doces e ternas lembranças
Da infância
Que todo mundo diz
Foi muito feliz!

Dezembro é o mês em que a cidade reluz
Para esperar...
O Menino Jesus!

(E eu espero você...)


Euclides Riquetti

Parabéns, felicidades, longa vida!

 



Parabéns, felicidades, longa vida!

Com a alegria de amar e ser amado

O amor sempre presente, eternizado

O viver feliz com a pessoa querida!


Os anos são rudes com nosso corpo

Mas grandes aliados da nossa mente

E, o que vale, certa e felizmente

É ficar ancorado no melhor porto!


A vida é um navegar em bons mares 

É lutar contra todas as turbulências

É o perfume vindo das boas essências

É o prazer de ouvir cândidos cantares!


O entender-se ao longo dos tempos

Vem da soma do amor com o amar

Da constante busca de nosso sonhar

De absorver os melhores  momentos!


Ah, velozes correm minutos e horas

Por isso mesmo, viver com intensidade

Usufruir do que nos traz a felicidade

Jamais deixar o amor  ir-se embora!


Parabéns, felicidades, vida feliz a dois

E que em nossos dias cresçam as flores

Que o amor supere traumas e dores

Que o amor vença no antes e no depois!


Para a Miriam, com carinho!

Euclides Riquetti

13-12-2020









Como se fosse uma antiga tarde de verão

 


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Como se fosse uma antiga tarde de verão
Com o calor causticante e avassalador
Limito-me a pensar nos dias que se vão
No tempo que passa rápido, assustador!

Pensar no tempo, isso até me amedronta
Pois a juventude vibrante vai indo embora
Vamos ficando no calendário que remonta
Nos anos que se passam, nos dias e horas.

Quantas flores já desabrochadas feneceram
Quantas folhas já afofaram a tênue terra
Quantas vezes meus versos se perderam...

Porque, talvez, você não quis dar atenção
E, assim, se passa mais uma primavera
Vai-se o tempo e nos sobra a vã solidão!

Euclides Riquetti

Meu coração inquietado

 



Meu coração muito inquietado

Foi isolar-se em claras areias

Buscou seu lindo  bronzeado

Foi procurar um corpo de sereia.


Em tempos de angústia, de dor

Levar a mente para passear

Porque a vida nos pede cor

A cor verde ou azul do mar.


Dar asas longas à imaginação 

Dar-lhes rumos para seguir

Fugir de nosso porto solidão

Ir ao encontro de um porvir.


Em tempos tão  inseguros

Aliviar as dores da mente

Buscar ares bem mais puros

Onde se possa viver contente.


Que meu coração inquietado

Possa reencontrar sua paz

 Devolvam-lhe o céu azulado

E coisas que só o amor refaz!


Euclides Riquetti

13-12-2020









Torta de morango com nata - poema de amor?

 


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Quero torta de morango, com nata
Quero comer a delícia
Com um pouco de malícia
E te fazer uma serenata.

Quero torta de morango, com nata
Quero devorá-la inteira
Na tarde prazenteira
Em que o amor me arrebata.

Quero que tenha chantili
Recheio de coco e  chocolate
Enquanto meu coração bate
De tanto amor que tem por ti.

De  morango avermelhado
Quero com doce de leite
Que me queira, que me aceites
Sou eterno namorado!

Euclides Riquetti