quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Obrigado por me fazer feliz!





Obrigado por fazer-me sentir feliz
E isso vem do fundo de meu coração
Brota de meu âmago, de minha raiz
E transformo isso em inspiração!

Obrigado por me compreender
Por entender-me em minhas angústias
Porque a vida é ter um bem-querer
Não é um jogo de espertezas e astúcias.

Obrigado por me ouvir e por me ler
Nos poemas já escritos e nos que virão
A vida é sempre um dar e um receber
Mais que uma filosofia é uma razão.

Obrigado por sempre me acreditar
Por perceber todas as inquietações
Em mim sempre haverá um bom lugar
Onde eu possa guardar nossas aflições.

Deixe que os anos continuem passando
E venhas novos dias e novos ares
Se viver for amar, continuarei amando
Buscando você em todos os lugares!

Euclides Riquetti

Inquietação



Há uma inquietação que invade meu ser
Na manhã em que o sol não se faz presente
Na manhã em que tudo me parece indiferente...

Há algo que me perturba, que não sei dizer
Que me deixa indisposto, frágil, sonolento
Que me torna tão volúvel quanto o vento...

Há um mundo de infortúnios e impropérios
Que me assustaria, se não tivesse força pra encarar
Que te amedrontaria, se não tentasses enfrentar...

Mas, mesmo que tudo seja coroado de mistérios
Nada afrontará  meu ímpeto avassalador
Nada me afastará de teu brilho e teu esplendor!!!

Euclides Riquetti

Quando você cantou aquela canção de amor

 



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Quando você cantou aquela canção de amor
Mexeu muito comigo, revolveu meus sentimentos
Ora, é como se isso já fizesse tanto tempo!

Quando você cantou aquela canção de amor
Mas que mexeu muito comigo
Mesmo que parecesse não ter sentido...

Quando tentei dedilhar acordes no meu violão
Mas eu não sabia tocar nada, nada
Fiquei sem chão e sem estrada...

Quando tentei dedilhar acordes no meu violão
E eu percebia que as notas me escapavam
E que as palavras não combinavam...

Então deixei meu violão "Freedom" jogado sobre a cama
Esperando que alguém me ensinasse a tocar
Aquela cama macia em que você poderia deitar...

E meu "Freedom" vai ficar sobre a cama
Ocupando o seu devido lugar
Até que você venha para me reencontrar!

Euclides Riquetti

Por quê?

 

 






Dúvidas ensejam saber os porquês
Todos os porquês de isso e aquilo
Desejo  respostas apenas porque
Quero  satisfazer desejos antigos.

Dúvidas povoam as nossas mentes
De sofridos, remidos, perdoados
Dúvidas que nos vêm de repente
Sobre nossos infortúnios e pecados.

Dúvidas, muitas dúvidas até abalam
Os espíritos firmes e equilibrados
Sempre que nossas vozes se calam
Tentamos esconder nossos pecados.

Dúvidas que existem em mim e em ti
Que atormentam nossas almas inquietas
Imagine, então, como fico eu aqui
Com minha sensibilidade de poeta?

Euclides Riquetti

Choveu no início da noite

 



Choveu no inicio da noite e a chuva que lavou minha alma
Veio dócil, suave, fresca e calma!

Choveu para dar alento aos corações aflitos
Para dar muita paz aos seres em conflito!

Choveu pingos que pareciam gotas de cristal
E que se desmancharam  na pele de teu corpo escultural!

Choveu quando eu buscava a melhor das inspirações
Para compor-te um poema e expressar minhas emoções!

Choveu! ... e a chuva fina que molhou teus cabelos macios
Chamou-me a acariciar teus ombros belos e esguios!

E, enquanto chovia, e eu viajava pela imensidão do universo
Compus-te este poema simples, com estes meus versos...

Para ti!

Euclides Riquetti

De mãos e de braços dados

 



Dize-me que me amas e eu direi que te amo
Dize-me que me queres e eu direi que te quero
Dize-me que precisas de mim e direi que preciso de ti
Porque, na noite longa,  eu te procuro e te chamo
No dia claro eu te busco  e com saudades te espero
Adoro quando vibras, quando, alegre, me sorris!

Dize-me que não há espaço para as lamentações
E que em cada novo dia esperas por mais uma vitória
Dize-me que nossas almas e nossos corações
Já têm um caminho juntos, compartilham uma história
Dize-me que nossos caminhos levam-nos sempre a um lugar
Onde possamos nos termos e nosso desejo saciar.

E, se tudo o que desejarmos se tornar verdadeiro
Se nossos sonhos puderem  ser compartilhados
Se nos pudermos entregar  um ao outro por inteiro
E nossos ideais puderem,  sempre,  serem alcançados
Viveremos ainda dias muito animados e prazenteiros
E caminharemos  juntos, de mãos e de braços dados.

Euclides Riquetti

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Como folhas secas ao vento

 



Como folhas secas ao vento

Vai me pensamento

Sobre as paisagens das cercanias

Depois, pelas rodovias

E se perde no tempo!


Ele se vai para encontrar o seu 

Porque isso é um desejo meu...

Vai para dar-lhe minhas mãos

E encostar meu coração 

Abraçar o corpo que Deus lhe deu!


Sei que você também me espera

E que logo virá a primavera

Com todas as suas cores

Com suas belas e cândidas flores

Das plantas que nos dá a terra!


Bem assim...


Euclides Riquetti 

15-09-2021





Lembranças...

 



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Lembranças

É fácil falar do vento, que rima com o pensamento
Do ar, que vem do mar
Da flor, que revela o amor
Do sentimento, que remete no tempo...

É fácil falar do inverno, do amor eterno
Da desmedida paixão
Que explode no coração
E que leva do céu ao inferno!...

É fácil falar da terra, da alegria da primavera
Da planta que cresce
Do broto que floresce
Dos longos anos de espera!

É fácil falar de um porto e de um olhar absorto
Do dia do verão quente
Que queima a pele da gente
E do cansaço que mata o corpo!

É tudo muito belo !!!
Formosa inspiração !!!

Difícil
É lembrar de cada estação
Dia, mês, ano...
De cada beijo profano
De cada momento mundano
De corpo e alma em profusão...

E em cada olhar
Em cada pensar
Em cada lembrar
Querer que tu voltes
E não te ver voltar!...

Euclides Riquetti

Acabou...

 





Acabou, verbo regular, pretérito perfeito
Como o verbo amar, tão imperfeito...

Acabou, como acabam os sonhos leves
E os encantos sublimes, mas breves...

Acabou, do verbo acabar, de fácil conjugação
Como o verbo amar, que expressa tanta paixão...

Acabou, como se acabam os romances
Como acabam nas cores as nuances...

Acabou, como acabam as noites escuras
Como as almas perdem a sua brancura...

Acabou, como acaba a vida um dia
Como acaba, na decepção, a alegria...

Mas, que o acabar-se se torne recomeço
Sem caminhos espinhosos e sem tropeços...

Que o acabar-se torne-se o renascer
Como as flores amarelas costumam florescer...

Que o acabar-se ressurja como um iniciar-se
Como os ventos que, após as tempestades, conseguem

ACALMAR-SE!

Euclides Riquetti

Com todas as nossas culpas

 




Devolva-me, por favor, os meus poemas
Pague-os com juros e com correção
Principalmente aqueles cujos temas
Sejam minha alma e o seu coração!

Devolva-os embrulhados em papel azul
E, quem sabe, amarrados em fita rosa
Aqueles em que a imaginei lá no Sul
Entre as flores amarelas, bem formosa!

Devolva-me tudo o que a possa lembrar
De momentos bons e de infortúnios
Aqueles em que o poeta descreve o mar
Aqueles em que descreve nossos conluios!

Devolva-os grudados em galhos de roseira
Perfumados com os mais tenros odores
Para que a vida possa tornar-se alvissareira
E, de novo, se contemplar as flores!

Devolva-me o tempo que já foi perdido
E todas as estrelas que possa contar
O sol que brilhou e que perdeu o sentido
E toda a conjugação do verbo amar!

Devolva-me o sol, as estrelas, isso tudo
Todos os verbos, os adjetivos dos sonetos
As nefastas lembranças do outro entrudo
Meus versos solitários, os meus poemetos!

Devolva-me, com um pedido de perdão
E eu retribuirei com um pedido de desculpas
Faça por mim, ao menos uma doce oração
E eu ficarei com todas as nossas culpas!

Euclides Riquetti

Vinhos - a arte de produzir e conhecer


Ambiente muito acolhedor, além de vinhos e espumantes de alta qualidade, na Villágio Grando, aqui e Água Doce - SC. Vale a pena visitar

          Quem não gosta de um bom vinho? A resposta vem, naturalmente, de cada um de nós, e é difícil encontrar alguém que não aprecie um bom produto, seja ele de uvas americanas ou de europeias. Aqui no Vale do Rio do Peixe, duas cidades se destacam na produção de vinhos e espumantes: Pinheiro Preto e Tangará. Produtos bons, em marcas que ganharam fama nacional e internacional, com uvas americanas ou europeias. Em Campos Novos, com a supervisão de técnicos da Epagri, são produzidos bons vinhos de viníferas de altitude, bem como em São Joaquim, que vem conquistando nome no mercado nacional e internacional.

          Passei a interessar-me por vinhos, tentando entender os processos de fabricação, as varietais e a qualidade,  lendo muito sobre o assunto, vendo reportagens televisivas e mesmo participando de degustações. Apenas degustar, por si só, não nos ensina muito. Porém, quando a degustação vem acompanhada da avaliação e opinião de enólogos, você passa a perceber a diferença que há em cada um. Tenho aprendido gradativamente sobre eles.

          Quando criança, ajudei a fazer vinho lá no Leãozinho, no sítio de meu padrinho, João Frank, na casa de quem fui morar com apenas um ano, um mês e dezessete dias. (Nasceu minha irmã Iradi, que mora hoje em União da Vitória, e meus padrinhos João e Rachel, levaram-me gentilmente para morar com eles, onde permaneci até os oito anos de idade, quando voltei para a casa de meus pais, em Capinzal.)  Lá, ajudei, desde tenra idade, a produzir vinho, com a função de pisar a uva nas tinas de carvalho, amassando os grãos de uvas americanas brasileiras, a Bordô, a Isabel e a Francesa. Esta, por ter a casca fina, é mais recomendada para o consumo in natura. As outras, para a produção do vinho colonial, como o chamamos por aqui.

          A primeira vez que tive contato com gente que entendia de vinhos aconteceu na cidade de Catanduvas, na casa do colega Prefeito Saul Leovegildo de Souza, numa reunião de prefeitos, há 22 anos. Nosso colega Faustino Panceri, Prefeito de Tangará e produtor de bons vinhos, pegava garrafa por garrafa dos vinhos que o anfitrião nos oferecia e dava o veredicto: "Este Niágara (branco), que é de produção de minha vinícola, pode jogar fora. É "vinho morto!"  Todos olhavam, não entendiam por que se haveria de dispensar um vinho de uma garrafa que ainda não fora sequer aberta.  Então, ele a colocava diretamente junto a um facho de luz e nos mostrava. Não havia transparência no líquido. Depois, abria a garrafa, colocava numa taça. Abria outra, da mesma marca e variedade e comparava: "Vejam a diferença: o vinho morto está turvo. O outro está com sua cor natural, mas límpido, transparente". E constatávamos a grande verdade.

          A partir de então, comecei a ler tudo o que me aparecia à  frente em termos de literatura sobre vinhos, de todas as procedências e de todas as qualidades. Frequentei as Vinícolas Cordelier, Aurora e Miolo, na Serra Gaúcha, participei de degustações com enológos experientes, aprendi a entender o porquê de haver astronômicas diferenças de preços entre uma garrafa e outra, muitas vezes da mesma varietal e marca. Na Miolo, em Bento Gonçalves, um enólogo me disse que os vinhos da América do Sul produzidos em 2000 e 2002 eram os "medlha de ouro"; os produzidos em 2004, "medalha de prata"; e os de 2005, "medalha de bronze". Isso foi em 2007.

          Então, passei a analisar melhor os vinhos produzidos em Capinzal e Ouro, com uvas americanas: Casca Dura, Isabel, Bordô e Niágara. O Casca Dura da marca Monte Sagrado, produzido pelos meus primos Alceu e Josenei Rech, lá na Linha Sagrado, é de ótima qualidade. Assim como sabem produzir bom vinho colonial o Jamir Dambrós, o Ariston Lanhi e os Molin. em Capinzal. O Niágara, do Hilário Rech, com a marca Nono Saule, também lá no Sagrado, vale a pena ser consumido. E o Cabernet Sauvignon Bertolla, do amigo Joair, com uvas europeias, de altitude, sempre é muito bom! Mas há outros produtores que fazem vinho para o consumo próprio de muito boa qualidade. Conta para isso colherem a uva no tempo certo, com grãos saudáveis. E nos períodos de pouca chuva a uva é mais doce e gera vinho de melhor sabor. O cuidado na confecção e, sobretudo, a sua armazenagem, são fatores fundamentais para sua boa qualidade.

          Nos últimos anos, fui duas vezes à Vinícola Villaggio Grando, no Distrito de Herciliópolis, em Água Doce. Em ambas participei de degustações de seus vinhos de altitude. Ali ele tem parreirais com videiras que ele mesmo desenvolve, promove sua evolução genética. Maurício Grando era madeireiro e, segundo ele, quando ser madeireiro passou a significar "inimigo do meio ambiente", foi à Europa aprender sobre vinhos e parreirais. Aprendeu e trouxe suas ideias inovadoras para Água Doce. Fez parreirais e todos o chamavam de louco. Substituiu a serraria por uma cantina.  Hoje,  produz vinhos dos melhores do país, como o Canernet Sauvignon, o Sauvignon Blanc, o Chardonnay,  o Tannat e outros. Também seu exclusivo "Innominabile". 

          A fazenda do Maurício  Grando é algo difícil de descrever pela beleza paisagística e organização singulares. O capricho mora ali! . Seu projeto, que está implantando gradativamente, é fabuloso. Seus vinhos e espumantes são de altíssima qualidade e só são encontrados em algumas casas especializadas. Podemos afirmar, com toda a certeza, que o Sul do Brasil produz vinhos de qualidade igual às melhores marcas da França, Portugal e Itália.

          Então, você que gosta de um bom vinho, procure ler muito na literatura especializada e converse com enólogos ou bons apreciadores. Não com aqueles  que compram uma garrafa porque é cara, mas com aqueles que sabem identificar, realmente, o que é um bom vinho.

Euclides Riquetti
30-10-2013

Quando se é talismã

 



Quando se é talismã
Se é objeto de desejo
Tal qual o sol da manhã
Ou o sabor de um beijo...

Quando se é talismã
Se pode levar a boa sorte
Dar-lhe um cachecol de lã
Que lhe sirva até a morte...

Quando se é talismã
E se perde o que se tem
A vida se torna vã
E perde o sentido também...

Quando já não se é talismã
E se percebe que isso morreu
Busca-se com afã
Recuperar o que se perdeu!

Euclides Riquetti

Cantam os pássaros, festivamente!

 



Cantam os pássaros, festivamente!

Parecem prenunciar a primavera

Que volta em breve, depois da espera

De um verão, um outono, um inverno!


A natureza parece acordar docemente!

Jaz, aqui e ali, em todos os lugares

Nos verdes campos, nas águas dos mares

A vida é um serenar, um poema eterno!


Clareia o dia, vagarosamente!

Deixe que a pressa fique para os apressados

Para os afoitos, inquietos, afobados

E viva a sua vida, como eu, intensamente!


Euclides Riquetti

15-09-2021





Meu sorriso foi-se com o vento

 


 

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Foi-se embora meu sorriso, foi-se com o vento
Saiu de mim e foi-se de repente
Deixou-me no infortúnio e no lamento
Foi-se, assim, infelizmente!

Não sei onde meu sorriso foi campear
Mas sei que não voltou, desapareceu
Nada mais que me leve a comemorar
Onde será que ele se escondeu?

Foi-se meu sorriso, foi-se pra chorar
Ausente, oculto, sem a maior reação
Talvez buscando novo porto pra ancorar
Buscando um novo porto-coração!

Não sei se é ainda é possível recobrá-lo
O que fazer para que retorne, enfim
Mas bem que eu pretendia recuperá-lo
E tê-lo aqui bem junto a mim!

Euclides Riquetti

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Flores de Setembro

 






Quando as flores de setembro chegarem
Meu pensamento estará junto a ti
Para te dizer tudo o que hoje  senti
Porque as flores de setembro voltaram.

Quando as flores de setembro chegarem
E eu me lembrar de teus olhos que brilham
De teus cabelos sedosos que cintilam
Viverei, de novo, as lembranças que ficaram.

Quando as flores de setembro chegarem
E, com sua harmonia, colorirem todas as praças
Perfumando e enfeitando os jardins com sua graça
Será tempo de me regozijar e de reviver.

E, quando as manhãs e tardes estiverem mais floridas
Ruas, praças e cidades muito mais coloridas
levantarei meus olhos para o céu porque
Estarei, de novo, rezando por você!

Euclides Riquetti