segunda-feira, 24 de abril de 2023

Voltar a sorrir




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Voltar a sorrir

Hoje eu busquei sorrir um sorriso largo
O sorriso do meu adeus às turbulências
O sorriso que deveria ter recebido afago
De mãos que nos suprem as deficiências.

Talvez não seja aquele sorriso costumeiro
Mas é o melhor que eu posso obter
O sorriso do frágil coração hospitaleiro
O sorriso da estima e do bem-querer.

Mas, se o sorriso que tanto eu procuro
Aquele que quero para encontrar o meu
Esconde-se num mundo triste e escuro
Talvez me seja inútil ir buscar o seu...

Apenas isso...bem assim!

Euclides Riquetti

A autonomia (necessária) da mulher



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         Sempre fui um razoável observador do comportamento humano. Posso dizer que, por ter vivido um considerável tempo,  já vi de tudo na vida. Vi maridos e namorados desestimulando as esposas (ou namoradas) a dirigirem carros, a estudarem, a terem um trabalho que lhes permita uma independência financeira e outras coisas mais. A autonomia de muitas mulheres vai sendo tolhida com o tempo e, com o passar deste, acabam inseridas num contexto de dependência e até de submissão. As mulheres já são maioria em muitos cursos universitários. Nos de formação para atividades da educação, são maioria esmagadora.

         Mesmo com todo o espaço que é dado ao tema no meio televisivo, especialmente nos debates que proporcionam, a situação de dependência, ou relativa dependência,  é uma realidade gritante dentre os casais. A tolerância exagerada acaba afunilando isso para uma situação nada agradável, nada conveniente para a mulher, que na ordem das coisas acaba fragilizada e com isso dominada pelo parceiro. Mas...

         Mas é sempre,  e há sempre, o tempo para jogar tudo pro alto e começar vida nova.  Claro, dar um basta na submissão! E buscar a necessária autonomia. Ter suas próprias coisas, sem depender do marido, ter uma boa renda e uma previdência que lhe permita viver com dignidade na maturidade ( a parte mais difícil...), ter liberdade para buscar a universidade, os cursos técnicos de formação profissional, poder juntar-se às amigas para comemorações ou simplesmente divertir-se. E dirigir seu carro, ora essa! E, o pior, é que muitas vezes o tal carro foi comprado com o dinheiro da mulher (ou parte dele).

        Minha solidariedade a todas as mulheres que se agigantam para buscar sua autonomia. Parabéns e vão à luta, amigas!

Euclides Riquetti

No silêncio da madrugada

 





No silêncio da madrugada

Recolho-me ao silêncio da madrugada
Espero, calmamente, pelo novo dia
Por uma intensa e harmoniosa jornada
Para  que ela me traga paz e alegria.

Traga-me em pequenas doses o sucesso
E pitadas de êxito nos meus intentos
Porções de vitórias, mas sem excesso
E a medida certa em todos os eventos.

E que todos os que comigo partilham
Seus anseios e vontade de crescer
Saiam-se bem naquilo que imaginam
Se deem bem em seu desejo de vencer.

E que, em toda a madrugada silenciosa
Haja motivo para dias mais promissores
Que nossa bandeira seja toda vitoriosa
 E que a vida se pinte em belas cores.

Euclides Riquetti

Por que tanto chora o anjo da noite, chora?

 



Por que tanto chora o anjo da noite, chora?

Porque, em teus pensares, nunca o chamas

Para que vele por ti enquanto estás na cama

Porque, por causa de teu ego, tu o ignoras!


Por que lamenta o anjo da tua noite, lamenta?

Seria porque te esqueceste dele já há tempos

Ou, então, porque não entendes seus lamentos

Ou seria porque o afago dele não te sustenta?


Chora teu anjo, que na madrugada ora cordado

Porque não lhes sente a falta em tua suficiência

Não te importas que esteja longe ou ao teu lado...


Volves-te nos  movimentos sob brancos lençóis

Perdes a inspiração que seria da tua excelência 

Pareces procurar outros universos ou novos sóis!


Euclides Riquetti

24-04-2023





domingo, 23 de abril de 2023

Sou apenas o verso...





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Sou apenas o verso...

Imagino ser, na madrugada, a estrela da vastidão infinita
Ser apenas o verso tímido que teimas em não escrever
Ser uma folha de papel branco que espera pela tua escrita
Ser  a resposta à pergunta que fiz e não queres responder.

Imagino ser uma das árvores tristes da imensa floresta
Que apenas contempla o alegre passaredo em revoada
Que vai de galho em galho comemorar, em grande festa
Que se harmoniza em orquestra na manhã abençoada.

Imagino que bem que poderias me dar um breve aceno
Dizer-me: estou aqui, estou esperando-te com saudade
Dizer-me: espero sempre por ti e por tua doce amizade...

Imagino poder pegar em tuas mãos e dizer bem sereno:
Segura meu coração que eu também quero segurar o teu
Dá-me todo o teu amor, pois quero que seja somente meu!

Euclides Riquetti

Abraçando a lua

 

                                                               Arte de Nur Kury Abdalla

Abraçando a lua

Eu, você, o céu azul e o infinito
Ao amanhecer, colher uma rosa
Um belo dia, com versos e prosa 
 Um soneto simples, bem bonito!

Veja que a árvore abraça a lua
Que há tons róseos perceptíveis
Choram as flores na noite nua
Ao sonharmos sonhos incríveis.

Na noite chegada, finda um dia
Os pensamentos flutuam no ar
É hora de descansar, ler poesia.

Cria o artista a sua nobre arte
Sempre inimitável é o seu criar
Propaga o talento em toda parte!

Euclides Riquetti
23-04-2023



Um novo tempo, a bela vida!

 





Buscar um novo tempo, viver a bela vida
Sem traumas, sem tropeços, com alegria
Rejeitar os infortúnios e toda a dor sentida
Sorver, deliciosamente,  o sol do novo dia.

Buscar a paz pra nossa alma, buscar o alento
Jogar para o alto a tristeza, a dor que angustia
Viver intensamente em cada bom momento
Livrar-se de tudo que nos preocupa em cada dia.

Dar lugar apenas àqueles que já mostraram
Que são nossos amigos, amigos verdadeiros
Não se esquecer daqueles que nos amaram
Daqueles que já foram leais e companheiros.

Dar vida à vida dos que nos estendem a mão
Olhar com olhos justos os seres que merecem
Nunca rejeitar quem sabe amar de coração
Viver a alegria sem as dores que entristecem!

Euclides Riquetti 

Nas ondas do sonho

 



Nas ondas do sonho
Ganhei  teu abraço
Um beijo gostoso
Um olhar carinhoso
Depois do cansaço...

Nas ondas do sonho
Enrolaste-me em laço
Entreguei-me de todo
A teu corpo cheiroso
Perdi-me em seus braços!

Mulher carinhosa
Na tarde de verão
Na tarde gostosa
Me atacas fogosa
Roubas meu coração.

E nas ondas do sonho
Me levas embora
Com teus beijos de fogo
De amor e de gozo
Me levas, senhora
Me levas embora.

E eu
Por minha própria vontade
Me deixo levar!

Leva-me
Para algum lugar
Onde possas me amar
E me fazer sonhar.
Leva-me
E não me deixes voltar!

Euclides Riquetti

Nunca deixe um amor morrer... (um amor de verdade!)

 


Nunca deixe um amor morrer
Nem tire da flor a sua candura
Procure sempre compreender
Laços de carinho e de ternura.

Nunca mate uma esperança
Nem feche as portas já abertas
Nunca troque a boa lembrança
Por estradas rudes e incertas.

Não abandone jamais a razão
E nem renuncie à realidade
Os problemas do seu coração
Precisam de afeto de verdade.

Haverá sempre um horizonte
Um céu azul, um sol brilhante
Alguém que sempre lhe aponte
Um caminho nunca distante.

A vida não precisará seguir
Uma lógica certa e definitiva
Quererei de você sempre ouvir
Palavras de amor e de vida!

Euclides Riquetti

Crônica de Domingo: Amigos desde sempre - alegria de reencontrar!

 

                             Domingos Dassi - Euclides Riquetti - Severino Dambrós - Vilmar Adami

       Na terça, 18, encontrei, no Supermercado Passarela, em Herval d´Oeste, amigos de longa data. É sempre motivo de muita alegria, para mim, reencontrar pessoas com quem convivi ao longo de meus anos de vida. Já na terça anterior, havia encontrado, no mesmo local, o Engenheiro Dirlei Contessoto e sua esposa, a Psicóloga Alana (Dal ´Orsoleta) e sua filhinha. No mesmo dia, até demos uma caminhada de mais de duas horas aqui pelo meu Bairro, eu e o Dirlei (meu antigo aluno de Inglês na Escola Prefeito Sílvio Santos, em Ouro, mas agora morador de Joaçaba), conversando e fazendo observações sobre o seu desenvolvimento e o potencial do mesmo para residências, comércio e indústrias. 
 
       O Vilmar Adami veio de Soledade, Rio Grande do Sul, e morou perto de nossa casa, em Ouro, na área central. Estudamos juntos no Primário, no Mater Dolorum, em Capinzal, trabalhamos juntos no Posto Dambrós, em Ouro, e foi ele que me deu dicas para aprender a dirigir carro. Numa ida a uma festa em Marcelino Ramos, em 1970, ele caiu do trem, esfolou-se todo, mas nada de grave, além dos rasgos em sua camisa vermelha.

       Depois, cada um tomou seu rumo, ele formou-se em Técnico Agrícola e eu fui para União da Vitória. Poucos dias depois de eu ter-me casado, ele e sua namorada, hoje esposa, Maria de Lourdes,  apareceram em minha casa, no Bairro São Bernardo, vieram trazer-me um presente de casamento que um convidado mandou por ele desde Ouro. Adiante, acabamos morando nas cidades gêmeas, eu em Ouro e ele em Capinzal. É aposentado como funcionário da BRF. Eu o havia visto há poucos meses, no encontro havido na AABB, em Ouro, por ocasião da  reunião dos Abrigueiros de Rio Capinzal. 
 
       O Severino Dambrós eu conhecia desde que era adolescente e ele jogava no Arabutã, em Capinzal, quando ainda jogavam no campo da Rede Ferroviária. Também atuou pela Associação Esportiva Vasco da Gama, daquela cidade, e disputou um estadual com o Comercial, aqui de Joaçaba, num campeonato em nível de profissional. Quando voltei a morar em Ouro, em 1980, ele ainda jogava no Arabutã, tinha muita vitalidade e energia. Logo depois tornou-se Diretor de Futebol e até Presidente daquele Clube. Jogamos juntos na categoria de masters do Arabutã por mais de 20 anos. Era um médio volante audacioso, sabia proteger a bola como ninguém, tinha chute portentoso e ótima qualidade no passe. 

       O Severino, além de granjeiro produtor de soja e outros grãos, trabalhou como motorista da Santos Almeida, era homem de confiança de Sílvio Santos. Uma vez, na primeira metade da década de 1970, encontrei-o ali em União da Vitória, ele fora levar Dona Lides Empinotti Santos para visitar os familiares naquela cidade. Estavam naquele Landau de cor bordô, com teto de vinil preto. 
  
        No dia que nos reencontramos, ele estava com a esposa Marília (Calza), sua companheira de todas as horas, que tem uma história bonita e importante legado deixado na APAE daquela cidade. Recentemente, comemoramos, com o Gringo, o Encontro de Gerações, com ex-atletas do Arabutã, no  estádio da Baixada Rubra, em Ouro. 

       O Domingos Dassi conheço há nove anos, fomos colegas no cursinho de informática do SESC, aqui em Joaçaba. Sua saudosa esposa, Judit Barea Dassi, era professora de música, proprietária de um  Conservatório Musical, nesta cidade. A simpatia do Domingos é tanta, que até se pode encontrar alguém tão afável e agradável quanto ele, mas jamais um que supere o nível de empatia desse cidadão que foi funcionário do INSS e está aposentado. É natural de Getúlio Vargas, onde estudou em Colégio Marista, fez o serviço militar no Batalhão de Cavaçaria, de Alegrete, RS, e veio para Joaçaba aos 19 anos, onde trabalhou e conheceu a esposa, a saudosa Judit. 

       O Domingos e a filha, Leila, são meus amigos muito confiáveis, inclusive foram comigo em excursões que eu  costumava organizar, para Bituruna, Faxinal do Céu e Porto União da Vitória, e na região de Nova Bassano, Nova Prata, Veranópolis, Serafina Correa e Paraí, no Rio Grande do Sul. Ele sempre tem uma nova piada, uma nova brincadeira, algo para animar grupos quando se reúne. 
 
        Aos amigos mencionados, todos eles, um grande e carinhoso abraço, desejando saúde, felicidades e vida longa para todos nós!

Euclides Riquetti
23-04-2023



       

Versos perdidos



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Perdi meus versos ao longo da estrada
Ficaram reversos em meio ao nada
Perdi meus versos na madrugada
Deletei-os, incertos: memória vaga!

Versos românticos, livres, ameaçados
Flechados por uma  sanha enraivecida
Restou-me um poema mutilado
Numa página pelo tempo envelhecida.

Reencontro meus versos em meio às águas
(Nelas me liberto de doridas  mágoas)
Ficaram no azul dos ladrilhos das piscinas...

Reencontro todos os versos perdidos
Os de aqui, os de ali, os lá escondidos
Impregnados nas tranças das morenas meninas.


Euclides Riquetti

Como a luz de um farol (inspiradora musa...)

 



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Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!

Também brilha na noite
Com sua roupa platinada
E, na madrugada
Brilha intensamente!

Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!


Como um raio de luz
Você me seduz
E eu me encanto
Com seu sonho santo!

Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!

E o seu brilho dourado
Que na noite é prateado
Torna você minha musa
Inspiradora musa!

Euclides Riquetti

Bom dia, sol, bom dia, lua!

 



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Bom dia, sol, bom dia, lua!
Prazer em conviver com vocês
Prazer em louvar vocês
E abraçar crianças na rua!

Bom dia para ambos, bom dia!
Muito contente em saber
Que vocês, eternamente
Estarão ali no céu, firmemente
Para nos dar alegrias!

Bom dia, astros siderais!
Prazer em absorver a energia
Que me emanam com maestria
Para aliviar os meus ais!

Bom dia, senhores celestiais!
Mais um belo dia pra viver:
Cuidem bem das estrelas dali
Que eu cuidarei bem das daqui
E não as abandonarei jamais!

Euclides Riquetti

Quando a saudade bater à porta





Quando a saudade bater em sua porta
Talvez você nem mesmo se dê conta
Mas isso agora já pouco nos importa
Pois  a realidade já não amedronta...

Quando a saudade fizer sentir a dor
A dor da perda sem ter a reparação
É porque ainda em nós resta o amor
E só o amor nos dará compensação...

Sempre que retornar aquela tristeza
Aquela que vem com dor e saudade
Que vem por causa de nossa frieza
Ela nos alerta para uma realidade...

O mundo é mais do que gosto e prazer
É feito para o amor e o entendimento
A alegria deve sobrepor-se ao sofrer
É preciso dar asas ao bom sentimento!

Euclides Riquetti

Faça de cada manhã...


 



Faça de cada manhã mais que o início de uma jornada
Faça com que pareça algo que já vem de tempos
Faça como a andorinha que espera pelos ventos
Para planar suas asas na planície azulada.

Faça de cada tarde mais do que uma parte de seu dia
Faça com que ela se torne um momento adorável
Faça como a senhora  do sorriso inefável
Que nos  sorri, amável e  que nos  contagia.

Faça de cada noite a espera por alguém
Faça com que esse alguém sinta falta de você
Faça como a namorada que espera quem não vem...

Mas faça tudo significar que vale a pena
Pois  que no mundo sempre se  haverá de crer
Que a vida será  bela se a alma  permanecer serena.

Euclides Riquetti