segunda-feira, 26 de junho de 2023

No embalo dos sonhos

 


 

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No embalo dos sonhos, eu fui te encontrar
Nas vielas, nas ruas, na tua cidade
Doce, bela, com teus olhos a brilhar
Elegante, bonita, uma mulher de verdade!

No embalo dos sonhos em ti eu mergulhei
E juntos navegamos pelo espaço estelar
Uma verdadeira diva, por quem me encantei
Uma musa que me inspira e me faz sonhar...

No embalo dos sonhos eu te fiz uma canção
Uma canção de amor, plena de poesia
Com o intuito único de afagar teu coração
Uma obra  de arte, com toda a maestria!

Euclides Riquetti

À mulher amada...

 





À mulher amada...


À mulher, o poeta mandou flores vermelhas
E lhe deu paixão
Em centelhas.

Escreveu-lhe versos de amor
Que desenhou
Nas pétalas de uma flor.

Desenhou também um coração
E nele seus nomes pincelou
Com toda a sublime devoção:

A de amá-la, infinitamente
A de respeitá-la, eternamente
A de cortejá-la, docemente
A de valorizá-la, certamente.

E o poeta fez-lhe versos surpreendentes
Alegres
Bonitos
Românticos
Comoventes!

Pintou com suas palavras um retrato sem igual
Fantástico
Belíssimo
Magistral.

O poeta queria mandar-lhe um jardim todo.
Mas seria tolo
Se assim o fizesse.
Melhor que ele mesmo lhe dissesse:

Mando-lhe um ramalhete de cada vez
Assim me diz minha sensatez.

Educado,
Preciso fazer-lhe um agrado
Mostrar-lhe minha alegria
Um pouco de cada dia.

À mulher amada
A certeza de ser cortejada
Desejada
Endeusada!

Ao poeta
Que não é Deus nem profeta
Apenas uma certeza:
Poder descrever sua beleza
Infinita
De mulher bonita.

E fazê-la sentir-se, todos os dias
Muito bem amada
Pois é assim que ele a quer:
Feliz sempre, ter muita alegria
Pois todo o dia é dia
É Dia da Mulher!



Euclides Riquetti

Sejam as estrelas no céu minha inspiração

 


 





Sejam as estrelas no céu minha inspiração
Aqui a nos desafiarem estejam as roseiras
Nas manhãs ensolaradas, uma doce ilusão
Das almas que se entregam bem faceiras
Quando o fogo aquece todo meu coração.
Tardes em que me perco em pensamentos
Tua face risonha alimenta meus sentimentos.

Sinceras palavras vêm do íntimo do poeta
Trôpegas, ousadas, mas muito encantadoras
Mares de paixão fervilham na face discreta
Suavemente me afagam, belas e sedutoras.

Depois do êxtase, do meu mergulho em ti
Suave frescor toma conta de todo o meu ser
Cai do céu a tua beleza de que não esqueci
Tempos que nos motivam a amar e a viver!



Euclides Riquetti

Quero ser o poema perfumado

 


 



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Quero ser o poema perfumado

Quero ser o poema perfumado que você devora
A rima preferida que me abandonou
O soneto alexandrino que se foi embora
A alça da blusinha que a gente rasgou...

Quero ser o poema inspirado que você deseja
Ou a canção romântica que você cantava
Que escrevo e apago antes que você o veja
Ou as toalhas enroladas que você guardava...

Quero ser o sonho doce  que nós dividimos
A ousadia vivida, o perigo iminente
Não quero acreditar que nós  desistimos
Que lutamos muito, mas não o suficiente.

Quero ser o futuro que sorri muito contente
Que ri do passado sem lógica ou explicação
Quero ser o reencontro que volta neste presente
Que me embala no sonho das notas de sua canção.

Euclides Riquetti

Dia de poesia

 


 


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Todo o dia é dia
De fazer poesia
De escrever lembranças saudosas
De dizer palavras carinhosas.

Todo o dia é dia
De fazer poesia
De falar de sonhos vividos
De falar de amores sentidos.

Todo o dia é dia
De fazer poesia
De pensar nas breves ilusões
Que flecham os corações.

Todo o dia é dia
De lembrar com nostalgia
Dos momentos de nossos sonhos
De seus olhos morenos, risonhos.
Todo o dia...

Euclides Riquetti

domingo, 25 de junho de 2023

Nasci para ser poema, ser canção

 








Nasci para ser poema, ser canção
Vivi para ser poesia
Para te levar alegria
Afagar teu coração...

E, nascendo poema, cresci em versos
Nascendo poema, versos espalhei
E, pelas estradas onde andei
Deixei-te poemas dispersos...

Nasci para ser livre, voar
Com as asas de minha imaginação
E, em algum momento a emoção
Me fez por tua causa chorar...

Nasci poema, poema morrerei
Nasci poema, poemas escrevi
E neles, disse tudo o que eu senti
E, para ti, todos eles dediquei!

Euclides Riquetti

Mulher


 





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Mulher


 





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Mulher dos olhos amendoados
Encantados...
Mulher dos lábios rosados
Beijados...
Mulher dos cabelos castanhos
Que já não me são estranhos...
Dos pensamentos proibidos
Dos sentimentos bandidos...
Do corpo sensual
Da atitude magistral...

Teus abraços me despertam desmedida paixão
Teus beijos me levam à perdição!

E meus devaneios me conduzem ao infinito
Minhas palavras são apenas iguais a outras tantas.
Mas, quando as combino
E dou-lhes o romântico destino
Eu as torno santas
E elas me remetem ao teu rosto bonito.

Em minhas ilusões e em minhas turbulências
Tu te fazes presente
Vens, e somes de repente
E levas contigo o carinho que guardei
Nas horas em que esperei
Pra te ver de novo
Pois sou a madeira
E tu és o fogo...

Tu és demais!

Beijos!

Euclides Riquetti


Sonhos errados




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Sonhos errados


Sonhos errados que se tornam pesadelos
Sempre que sejam por nós sonhados
E, depois, não haverá como desfazê-los
Não haverá como serem apagados...

Sonhos errados, caminhos e rumos errados
Trajetória incerta, viagem sem direção
Decepção nos corações já abandonados
Perda da lógica, do equilíbrio, da razão...

Sonhos errados,  geram o arrependimento
Como fincarem-se estacas em areia movediça
Confusão nas ideias e nos pensamentos.

Sonhos errados, que geram os lamentos
Prisão perpétua com janelas de treliça
Sonhos herdados que nos legam sofrimentos!

Euclides Riquetti

Um menestrel dos pampas

 



Um menestrel dos pampas 


Sonhei ser um menestrel dos pampas

Um propagador dos costumes nossos

Isso foi desde meus tempos de criança

Acabei poeta, componho o que posso.


Arrancar uma flor cheirosa da roseira 

Entregar para a prenda muito catita

Desejar tê-la como fiel companheira

Fazer dela mãe da criançada bonita.


Sonhei muitas coisas para esta vida

A  maioria delas consegui conquistar

Foi com o estudo e o trabalho na lida

Com estas pernas consegui caminhar.


E se eu posso desfrutar de conforto 

É porque cuidei de tudo o que ganhei

Jamais fui como se um peso morto

Fui exitoso no caminho que trilhei. 


Voltei  para trovar nas  terras sulinas

Depois dos estudos  no bom Paraná

Aceite um abraço e um beijo, menina

Eu escolhi ser feliz vivendo por cá!


Euclides Riquetti

25-06-2023









Sonhei porque você me permitiu sonhar

 


Sonhei porque você me permitiu sonhar

 

Sonhei com você na noite estrelada
Sonhei o sonho que meu coração ditava
Foi desde o anoitecer, até de madrugada
E acho que você também sonhava...

Sonhei o sonho do fogo e da perdição
Sonhei com você que me queria demais
Foi um sonho de amor, de verdadeira paixão
Como eu nunca sonhara jamais....

Alimentamos nossos sonhos neste verão
E juntos bailamos um gostoso bailar
Embalados na melodia da doce canção.

Sonhei com você o sonho do meu desejo
Sonhei porque você me permitiu sonhar
Sonhei  com a alma, com o corpo e com beijos...

Euclides Riquetti

Quando estiveres sozinha


 


 

Quando estiveres sozinha


Quando estiveres sozinha, sentindo-te abandonada
Quando estiveres triste, como se o mundo tivesse desabado
E olhares para o céu, e te parecer que tudo está acabado...
Lembra-te de quem  um dia já esteve em tua estrada.

Quando estiveres deprimida,  sentindo-te desolada
Quando estiveres te sentindo como que num abismo profundo
E imaginares que pra ti não há mais ninguém no mundo...
Lmbra-te de alguém por quem podes ter sido amada.

Quando as noites de verão te parecerem frias como as do  inverno
Quando teu coração estiver se descompassando, nervoso e desorientado
E pensares que nada mais tem solução, e imergires no passado
Lembra-te que em algum momento alguém te prometeu  amor eterno...

Então, passa uma borracha sobre tudo o que te fez mal
Escolhe todas as coisas boas que tem guardadas em ti
Inicia uma nova jornada, constrói com elas um cenário real
Abraça-te num mundo novo, num novo amor que há de vir
E abraça-te em alguém que te possa fazer feliz!

Euclides Riquetti

Um vazio em nós


 


Um vazio em nós

O vazio que há em mim
Também há em ti.
É como um céu sem estrelas
É quando é  impossível vê-las
É como um mar sem fim.

O vazio que está em mim
Também está em ti.
É como uma árvore sem folhas
É como não ter escolhas
E não saber de onde eu vim.

O vazio que há em nós
É o vazio dos sós.
É como a rua sem gente
É como o espelho sem lente
Ou as renas sem trenós.

O vazio de cada alma
É inerte como a alga
É a hora sem o minuto
É a água sem o duto
É a sentença sem ressalva.

E eu penso em ti...

Euclides Riquetti

Vai, navegue nas alturas

 


 

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Vai, navegue nas alturas

Vai, navegue nas alturas infinitas
Flutue sobre as suaves nuvens brancas
Leve consigo as mais ternas lembranças
Das manhãs mais doces, das tardes mais bonitas...

Vai, busque lugares diferentes
Viaje pelas estradas ainda desconhecidas
Ande pelas ruas sinuosas ou pelas avenidas
Levando nossos sonhos de crianças e de adolescentes...

Vai, procure minha alma navegando
E, quando a encontrar, segure-a firmemente
Ela é como o sonho que vai e que volta contente
Que repousou no tempo e que acabou voltando...

Vai, siga todos os caminhos do universo
Abrace este meu poema com toda a devoção
Guarde-o com cainho bem dentro de seu coração
Beijo-a em cada palavra que escrevo,  em cada doce verso!

Euclides Riquetti

O vento sutil que afaga o rosto

 



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Afaga-me o rosto o vento sutil
Acaricia-me com a maciez de suas mãos delicadas
Beija-me com os aromas das flores encantadas
A suavidade da manhã primaveril
E vem nutrir de amor minha alma esperançada.

Inunda-me de desejo o pensamento que devaneia
E que me leva até a fonte que me inspira
Sob os acordes da sedutora lira
Que a harmonia pelos ares  e espaços semeia
Atiça o fervor de um coração que  delira.

Doce musa que provoca o acanhado poeta
Que lhe desperta os sentimentos  já esquecidos
Que remete aos momentos eternecidos
E agiganta os instintos na hora mais incerta
Vem, vem  animar os meus instintos adormecidos
Vem!!!

Euclides Riquetti

Bamerindus 1980: Assalto frustrado em Ouro!

 






Dr. Pedro Morosini - hoje advogado - à época 
era Delegado e Sargento da PM - SC
          Setembro de 1980, eu havia voltado há poucos meses ao Ouro.  Lecionava na Escola Sílvio Santos. Em setembro, a oportunidade de ganhar um dinheirinho extra. Fui contratado para trabalhar durante o mês  na execução do serviço de recenseamento de toda a área urbana do município. Lá fui eu, de casa em casa, mapa da cidade na mão, maletinha  do IBGE sob o braço.  Era a época ideal para isso, estávamos  fugindo do Inverno, prestes a chegarmos à Primavera.

          Meu supervisor era o Rogério Baretta. Fizemos, em agosto, o  treinamento nas dependências do antigo Ginásio Padre Anchieta, juntamente com o pessoal de Capinzal. Naquela cidade, lembro que havia o Bragato e o Régis Golin atuando. Eu tinha outros companheiros: o Dirceu Cadore, popular Cadorna, na ára rural, e Francisco Miquelotto, na região de Linha Sete de Setembro. Lembro bem desses.

          Eu havia ficado oito anos morando fora, entre Porto União da Vitória e Duas Pontes, hoje Zortéa. Muitas pessoas não me conheciam mais. Comecei pelo centro da cidade, fui para o Bairro Navegantes e depois para o Parque e Jardim Ouro. Havia, no máximo, trinta famílias somando-se os dois bairros.

          Tenho alguns  fatos que ficaram fortemente registrados em minha memória. Primeiro, quando fui fazer o censo na casa do João Tessaro, ali na Rua Pinheiro Machado, ao terminar, agradeci a atenção da Dona Jaci e ela foi cuidar de seus afazeres domésticos. Ao descer da escada, revestida com cacos de cerâmica, foi "um tombo só". Fui parar lá na rua. Olhei para todos os lados e não vi ninguém, graças a Deus. Ia ser uma vergonha para mim. Uns pequenos esfolões, mas o produto do meu trabalho estava salvo: a maleta preservada, com os formulários dentro. Os óculos, que voaram longe, também intactos. Bem, os esfolões seriam resolvidos com um pouco de mertiolate...

          Dias depois, o maior e mais inesperado ( e inusitado) acontecimento da história de minha cidade: o assalto ao Banco Bamerindus. Lá trabalhavam alguns amigos e alunos, dentre eles: Minha futura cunhada, Marise Früauf, a Zanete Helt (Miqueloto), que virou minha comadre, O Ladir Reina, filho do Texaco, o Ivan Vitorazzi, sobrinho de minha madrinha Raquel, e o vigia, Onorino da Silva, irmão do Terto, e outros. O gerente, Neldo Danzer, estava em seu horário de almoço e, ao retornar, percebeu o que estava acontecendo e acionou a Polícia, que veio de imediato, através do Delegado/Sargento Pedro Morosini.

          Três bandidos, sendo um  menor em idade, que vieram de São Paulo para trabalhar na construção de um frigorífico em Capinzal, realizaram o assalto ao Banco, no horário de almoço.  Lembro que fecharam alguns funcionários no banheiro. Minha cunhada estava voltando do almoço com meu irmão, Piro,  e viram que o assalto estava acontecendo. Tiveram sorte. Funcionários, como o Texaco e o Onorino, foram feridos.

          A notícia espalhou-se em instantes pela cidade.As pessoas colocaram um caminhão atravessado em cada saída da Felip Schmidt para que os assaltantes não pudessem fugir. Lembro que algumas pessoas atiravam contra o Banco, como o Sr. Santo Segalin, com espingarda, e o Rangel, conhecido como  "Alemão da Carlota",  com seu 38.

          Mas a bravura maior veio com o então Delegado de Polícia, Sargento Pedro Morosini, que adentrou à agência dando tiros nos bandidos. Até saía fumaça pela porta, de tantos tiros trocados. Quando acabaram as balas, de ambos os lados, os assaltantes partiram de faca para cima do amigo  Mosorini, que acabou sendo projetado por sobre um banco de corvin preto (aquele em que a gente senta na frente do gerente para pedir empréstimo...) e ficou  defendendo-se com os pés.  Levou golpes de  faca na cabeça, tendo, inclusive, restado uma ponta de faca alojada ali  próximo do cérebro. E alguns chumbos de tiros de espingarda restaram cravados em seu pé.

          Foi um grande e sangrento combate: Ao final, dois assaltante mortos, estendidos ao chão. E o menor, sendo conduzido a pé, pelo Carleto Póggere, que o segurava pelo pescoço com o braço esquerdo e carregava seu revólver na mão direita. Encontrei-o e ele me disse: "Esse não vai incomodar mais ninguém", e o levou para a Cadeia do Ouro. Este, depois, foi recambiado para São Paulo, terra de origem.

          O Delegado Morosini teve muitos ferimentos. Mas, com coturno nos pés, defendeu-se bravamente dos golpes de faca desferido contra ele. E teve muita sorte de sobreviver.

          Nos dias que se seguiram, o pânico rondava as casas. Mal escurecia e todos trancavam portas e janelas. O trauma levou muitos meses para ser amenizado. Eu lembro que, quando fui fazer o censo na casa do Serafim Andrioni, a esposa dele não queria abrir a porta porque não me conhecia. E, na época, a cidade tinha 6.000 habitantes. Só depois que eu disse que era o filho do Guerino Riquetti que havia estudado em Porto União e voltado para casa,  que ela concordou em abrir.

         Seguramente, o assalto  foi um fato que ficará registrado em nossa História. Já são 32 anos passados. Mas, coisas assim, a gente não esquece nunca...

Euclides Riquetti
11-03-2013