segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Ama, verdadeiramente, quem te ama!

 










Ama, verdadeiramente, quem te ama
Quem te ama, quem te respeita, quem te quer
Ama, verdadeiramente, quem te chama
Quem te chama e te valoriza como mulher.

Observa cada gesto, cada palavra que te chega
Não te iludas com promessas e  devaneios
A dor pode vir junto, sem que se perceba
Inserida nas falas  falsas  e nos vis galanteios.

Ama, verdadeiramente, o que julgares certo
Aquilo que é ditado pela tua intuição
Não procures longe o que pode estar bem perto.

Ama quem possa te trazer felicidade 
Aquele que pode ser filtrado  pela tua razão
Que te oferece amor, carinho, lealdade!

Euclides Riquetti

domingo, 12 de outubro de 2025

Mais uma rosa plantada

 



Mais uma rosa plantada

Cultivei-a com muito carinho

E ela me inspirou a poesia

Que eu compus para a guria

Do sorriso bonitinho...


Mais uma rosa cultivada

De cor viva, bem amarela

Para encantar os passantes

Para apaixonar os amantes

Perfumosa rosa singela.


Uma rosa desabrochada

Num pequeno terno jardim 

Para o sutil encantamento

Para atiçar seu pensamento

Pra que você goste de mim!


Euclides Riquetti

Anoitecer de domingo

12-10-2025

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Um par de sapatos com salto


 



Um par de sapatos com salto

bem alto.

Um corpo nu, longilíneo

Cabelos curtos, 

bem aparados

Olhos bem abertos, 

ou vendados?


Um segredo

Um toque fatal

sensual...


A coragem

o medo

de despertar

E não ter a quem querer

E não tem a quem amar.


Há  apenas vácuo

Vazio... ar.

E uma flor violeta!


Euclides Riquetti

Dia da Criança - 1963... Aconteceu em Capinzal e Ouro

 



 





Alunos da Escola Municipal Professor Guerino Riquetti -
Ouro - SC - com o professor Felipe Miqueloto

          No início da década de 1960, certamente que em 1963, meu pai, Guerino Riquetti,  era terceiranista do curso Normal do Colégio Mater Dolorum, em Capinzal, SC, que equivale à formação para o exercício do magistério em nível de Ensino Médio, hoje. Era o único homem dentre as mulheres. Lembro-me de algumas: Lourdes Eide Fronza, Noemi Zuanazzi, Estela Flâmia (Sfredo), Terezinha Bertaiolli (Dacás), Luinês Soares, Doraci Infeld, Inês Dalpizol, Alda Besbatti...

          Os alunos faziam trabalhos artesanais, dentro da disciplina de Trabalhos Manuais. Em outubro daquele ano, meu pai foi incumbido de produzir algo diferente para a época; uma placa alusiva à Semana da Criança. Embora o Dia da Criança tenha sido instituído no Brasil em 1924, somente em 1960 ele passou a ser comemorado, em razão de movimento propagado por uma fábrica de brinquedos (Estrela) e de outra que produzia material de higiene para crianças (Johnson & Johnson).  Três anos depois, eu via a primeira ação concreta em uma campanha em favor da criança, com placa produzida e fixada pelo meu pai ali onde se situa o Posto Dambrós, em Ouro. Foi justamente no ano em que o município foi criado.

           No local, havia uma barraquinha, uma espécie de bazar, construída e administrada por familiares de Viriato de Souza. Pouco após, num aterro, foi colocada a dita placa. Meu pai obteve a doação de uma placa já utilizada antes para outro fim, pelo Sr. Luiz Gonzaga Bonissoni, que no mesmo ano acabou elegendo-se Prefeito , pintou toda a base com tinta a óleo na cor branca e escreveu (desenhou) a mensagem com uma tinta cor "roxo-terra", semelhante a  um "vermelho  chassi", um pouco mais na cor terra. Indicava uma campanha que visava a conscientizar os motoristas sobre a importância de os motoristas terem cuidado com as crianças. Estava lá:

                                                   SEMANA DA CRIANÇA

                                              Motorista, seja amigo da criança!

                                                               20 Km

          Sim, a recomendação era para que os carros andassem bem devagar nas ruas das cidades de Ouro e Capinzal: apenas 20 Km por hora! Muitas vezes, ficávamos até duas horas sem que nenhum carro passasse pela Felip Schmidt. Havia alguns jipes Willys, principalmente na área rural, dois jeeps DKW, alguns Chevrolets e Fords americanos, meia dúzia entre fuscas e Aero-willys e poucos caminhões. Mas, já naquele tempo, havia a preocupação com a segurança das pessoas, em especial das crianças.

          Na época, aprendi que havia um "Dia da Criança" e nem se costumava receber presentes ainda. O anos se passaram, o mundo foi infestado de carros, gente equilibrada e também gente muito doida e irresponsável... Difícil de se imaginar, naquele tempo, que chegássemos ao ponto em que chegamos hoje.

          Então, amigos motoristas: Que Deus nos dê luz e proteção, tanto a nós condutores quanto às crianças, para que nada de rui  nos aconteça. Tenhamos, sempre, extremo cuidado.

E, a você, leitor, leitora, parabéns pela criança que está dentro de você!

Euclides Riquetti

Doces lábios de morango

 


 


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Beijo seus lábios doces de morango
De divina pele avermelhada
O delicioso aroma vai-me contagiando
Com o gosto de sua  essência adocicada.

Sorver seus lábios e sentir  seus olhos distanciados
Perdidos na planície que se estende  ao longe
Sentir seu coração aberto aos meus afagos
Tentando me levar pra não sei onde.

Ah, doces lábios de morango que me seduzem
Ah, corpo grácil que me aquece nesta tarde fria
Ah, mãos suaves que nas noites me conduzem

Morangos que bailam na música da grande orquestra
Que devolvem a minh' alma a nostalgia
Que fazem minha vida ser u'a grande festa!

Euclides Riquetti

Nossa Senhora dos Pedágios (do Paraná...)

 


 


  Se viajar pelo Paraná, reze por Nossa Senhora. Que ela nos acuda!




Nossa Senhora dos Pedágios
Protege os caminhoneiros
Livra-os dos concessionários
Que lhes tomam seus dinheiros!

Nossa Senhora das Estradas
Protege os heróis da boleia
Trabalham e não sobram nada
Pórco cán, porca miséria!

Nossa Senhora dos Borracheiros
Que consertam os pneus furados
Tenha dó desses  brasileiros
Que vivem tão  explorados!

Nossa Senhora dos Bons Motores
Faze sempre o melhor possível
Deixa limpos os bicos injetores
E segura o preço do óleo diesel!

Nossa Senhora do Bom Frete
Pede ao Governo pra que tape os buracos
Pois é a ele que compete
Conservar bem todo o asfalto!

E sempre que na banda da estrada
Tiver uma pequena gandaia
Fecha os olhos, não é nada
É apenas  uma boa parada...

Porque a vida não é só trabaio, tchó!

Euclides Riquetti

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Menino matreiro - Fabrício Guilherme!

 


 

                   Júlia, sobrinha; Luana, esposa; Beatriz e Ângelo,  filhos; Caroline; irmã. E Fabrício


Corre pra lá
Vira pra cá
Pula que pula
Volta a pular
Criança marota
Criança feliz
Adora nas plantas
Fazer seu xixi.

Sobe que sobe
Desce que desce
A noite vem logo
O céu escurece
Sorri como o sol
Sorriso matreiro
Mordendo o lençol
E o seu travesseiro.

Canta que canta
Cantigas de roda
Se finge de santa
Criança dengosa
Me conte  piada
Me conte menino
Você vai traçando
Seu jeito ladino.

Dorme que dorme
Bonito menino
Come que come
Vagar, vagarinho
Você é o anjo
Que me faz feliz
Você é o sonho
Que eu construí!

(Composta quando o Fabrício
tinha 8 anos)
Euclides Riquetti
09-03-1995

sábado, 11 de outubro de 2025

Dia da Criança muito feliz com netos - recordar

 


 




Júlia, Beatriz e Ângelo - foto de 4 anos atrás

      Tivemos um Dia da Criança muito feliz com o Fabrício, a nora Luana e os netos Ângelo, 3 anos, e Beatriz, 1 ano e meio. A distância não nos permitia isso, mas hoje estão hospedados em nossa casa, em Joaçaba. Muitas brincadeiras, correria pela casa, gramado e calçadas, brincadeirinhas... Agora mesmo a pequena Bia está aqui colocando o dedinho no teclado e me obrigando a ir corrigindo meu texto. O Ângelo está ajudando a Vóvis Mila e o seu papai na cozinha.

       A tarde foi maravilhosa. Passamos horas agradáveis no Pesque-pague Colina´s, em Luzerna. Pegamos umas tilápias que vão ser nossa janta de hoje. O Colina´s é uma estrutura fabulosa, localizada a 12 Km de nossa casa. Lá, foi brincar nos balanços, correr, gritar, vibrar com cada peixe fisgado. A vida nas cidades menores é bem melhor! 

       A Julinha foi passar o dia com o pai dela, em Água Doce. Está maior que a mãe, com seus 11 anos. Atleta! Agora é a Júlia, estudante do Superativo. O tempo passa, todo mundo vai crescendo e buscando ser feliz. A Caroline almoçou conosco, a Michele ligou-nos de Curitiba, o Fabrício está com a gente. A felicidade é poder ter o amor e poder retribuir. 

       Assim, parabenizo os filhos Michele, Caroline e Fabrício, os netos Júlia, Ângelo e Beatriz. E deixo um abraço carinhoso para a Luana, minha querida nora, que cuida bem de nosso filho e dos netos. Vale também pra Vóvis Mila. 

       E, para as crianças do Brasil e do mundo, o desejo que que possam ter uma vida saudável, feliz, com moradia digna e que nunca lhes falte camisa, agasalho e teto. 

Parabéns a todas as crianças!


Euclides Riquetti

Sonhando e... voltando no tempo - A infância de nossas crianças!

 


 






         Na madrugada para o dia de Corpus Christi, sonhei.  E, no sonho, voltei para minha cidade de origem, Ouro, aqui ao lado de Capinzal, Santa Catarina, onde nasci. Sempre digo que os sonhos não se explicam nem se justificam. Mas algo me fez voltar para lá e reviver uma situação muito agradável. Talvez de uns 25 anos no tempo. Foi como se eu tivesse ido para lá rever algo...

         No meu sonho, estava ali em nossa casa, um único terreno dentro de uma área maior, a gleba da família Miqueloto, entre as propriedades dos Masson e dos Campioni, ao lado da Rodovia SC 303, mas dentro do perímetro urbano, onde vivemos de fevereiro do ano de 1980 até setembro de 2008. Foram 28 anos de boa convivência e boa vizinhança com essas famílias, Vimos nossos filhos nascerem e crescerem ali, estudarem, indo constituir suas próprias famílias.

          Da tropinha de crianças, havia a Michele e a Caroline, nossas gêmeas, e o Fabrício, ainda bem pequeno na época de meus sonho, a quem eu e a Miriam cuidávamos com afinco.  Os vizinhos à direita, Felipe, Maxuel, Júnior  e Evelyn, filhos do Irenito e da Marta (Soccol). E a Aquidauana e o Thiago, filhos do Neri e da Zanete( Helt), padrinhos da Caroline, de parte dos Miqueloto. Na casa seguinte, a Janaína e a Cláudia, filhas do Rosito e da Amélia (Moschen), pelos Masson. À nossa esquerda, a Márcia, filha do Aldecir e da Vilma (Lovatel), de parte dos Campioni. E, na frente, o Kléber e a Carmencita, filhos do Oradil (Cafuringa) Azevedo, e da Eva. Do outro lado da rodovia, o Renato, filho do Antoninho e da Rosária (Zampieri), pelos Nora. Mais para o centro, a Hanna e a Sheila, da professora Suely (do Prado),  e do Gil Lunelli. Depois vieram outros e outros...

           Pois, voltando ao meu sonho, vi o Irenito cortando uma baita de uma melancia. Cortava pelo meio e as crianças vinham, iam pondo as mãozinhas e pegando pedaços daquela polpa vermelha deliciosa. Lambuzavam a boca toda, molhavam a roupa, deliciavam-se... E, lá na casa da Nona Ézide, que sempre cuidava de tudo pela janela da cozinha, o tio Neri ria, divertia-se vendo a festa das crianças que comiam melancia... Ele as plantava no sítio deles e colhia centenas, milhares delas. Grandes, pesadas... o que menos fazia era vendê-las. Trazia na caçamba do trator e deixava-as sob uma árvore, defronte o casarão deles. Os amigos passavam por ali, ele os presenteava com melancias, iam embora muito contentes.  Não sem antes uma boa conversa, um papo legal. Ao lado do monte de melancias.

           Vivemos muitas vezes essas cenas, ao longo dos anos. As crianças conviveram com o abate de animais no abatedouro, com a fabricação de salame, banha e torresmo. Faziam churrasquinho e em espetinho, assávamos pinhão na chapa do fogão ou no fogo de grimpas, colhidos nos pinheiros do potreiro. E comiam goiabas, bergamotas, laranjas, uva-japão... E conviviam com animais domésticos.

         Essas crianças foram criadas em contato com a lida diária comum. Aprenderam a "se virar", a criar e improvisar. A andar com carrinhos de rolamentos, andar de bicicleta na rua de chão  batido, a rezar terço com a presença da capelinha, a participar de reuniões de grupos de círculos bíblicos.

         Como me foi bom ter revivido todo o cenário e os acontecimentos daqueles bons tempos, sem precisar o tempo exato. Na lógica dos sonhos, não há uma lógica cronológica, nem matemática. Há uma lógica situacional, geográfica, mas atemporal. Há a lógica dos sentimentos, das saudades, das lembranças. Especialmente, das boas e memoráveis lembranças... Ah, quantas saudades!

Euclides Riquetti
27-06-2016

Nossa Senhora Aparecida - mãe de todos os brasileiros (Meu Poema)

 


 




Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os brasileiros
Mãe dos pobres sem dinheiro
Mãe das senhoras e das meninas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe dos fracos e oprimidos
Mãe dos doentes e desassistidos
Mãe das crianças desaparecidas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os pescadores
Mãe das mães, dos pais pecadores
Mãe das mulheres frágeis e sofridas.

Nossa Senhora Aparecida
Mãe protetora, negra, morena
Mãe divina, angelical, mãe serena
Mãe tua, mãe minha, mãe querida!

Euclides Riquetti

Mais do que ser poema


 


 




Mais do que ser poema

Mais do que ser canção

Ser a melodia suprema

Que te causa a emoção!


Forte como o carvalho

Elegante como pinheiro

Delicado como orvalho

Abençoado o ano inteiro.


Livre como a gaivota

Ligeiro como uma ema

Mas o que me importa

É viver sem problemas.


Amar por amar, amar-te

Em ti me perder perdido

Poetar, poetar, poetar-te

Nem que seja proibido!


Euclides Riquetti

Sensação de liberdade

 


 



Sensação de liberdade

De andar na rua ao encontro do nada

De poder ver rostos expressivos

Talvez fazer novas amizades!


Sensação de liberdade

De esperar solitário pela madrugada

De rosto coberto com máscara de tecido

E ficar esperando pela mulher amada!


Sensação de liberdade

De poder viver a vida intensamente

E poder vagar por todas as ruas da cidade

Calmamente!


Euclides Riquetti


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Quando me despedi das águas do mar

 





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Quando me despedi das águas do mar
Molhei meus pés nas suas espumas
E, na estrada me perdi entre brumas
Com o chuvisco frio a me incomodar.

E, nas areias macias que acariciavam
Meus pés ansiosos para te reencontrar
Desenhei corações que se buscavam
Que se fundiam na vontade de amar.

Nas horas que se seguem desde então
Meu pensamento vai encontrar o teu
Buscar em ti a mais doce ilusão...

E, nos outros dias que ainda virão
Buscar-te-ei para vir ao mundo meu
Para vivermos nossa grande paixão!

Euclides Riquetti


Tão gostosos quanto gasosa Cini ( beijos adocicados)




Você já tomou gasosa Cini? De qual sabor?

Cini Framboesa tem gosto de beijo caliente

O refrescante gasoso que tem cheiro de amor

E é capaz de contagiar o coração da gente!


Cini ou wimi, com sabores bem paranaenses

Maçã verde, laranja ou vermelha tradicional

Também é apreciada aqui pelos catarinenses

Sabores contagiantes, gosto bem natural.


Tão gostosos quanto seja uma Cini framboesa

São os beijos adocicados e de seu rosto os traços. 

A gasosa majestade, que com charme de princesa

Vai criando amigo, vai apertando novos laços!


Euclides (Celito) Riquetti

Deixe-me beijar teu sorriso largado

 


 






Deixe-me beijar o teu sorriso largado
Sentir o perfume dos teus cabelos escuros
Abraçar o teu corpo docemente adocicado
Acariciar os teus pensamentos puros...

Deixe-me apalpar a tua leve respiração
Afagar os teus olhos quando lacrimejam
Encostar meu peito ansioso no teu coração
Sentir teus sentimentos que marejam.

Deixe-me dizer-te palavras bem sensuais
E sentir a reação de teu íntimo entristecido
Sentir as sensações inesperadas e casuais

Deixe-me escrever-te versos livremente
Declarar-te o amor mais profundo já sentido
Deixe-me cortejar-te sempre, infinitamente.

Euclides Riquetti