segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Com meu corpo e minha alma

 


 




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Amar-te com meu corpo e minha alma
Querer-te com a força do desejo
Beijar teus lábios com meu doce beijo
Andar de mãos dadas pela praia calma...

Entregar-te os sonhos e os sentimentos
Tudo aquilo que já acumulamos
Alimentarmos tudo o que amamos
Eternizar todos os bons momentos...

Ganhar de ti o melhor dos abraços
Sentir teus dedos me acariciando o rosto
Fazer de teus seios meu porto de encosto
Buscando em ti alento ao meu cansaço...

E em cada música que eu ouvir no dia
Em cada verso que eu te escrever
Mostrar-te o quanto invades meu ser
E eu me embriago de tanta euforia...

Porque há mil razões para eu dizer "te amo"!

Euclides Riquetti

Quando os espinhos machucam

 





Quando os espinhos machucam
Nos ferem de dor extremada
Deixam a alma dilacerada
Deixam o corpo cansado...

Quando os espinhos machucam
Deixam a gente frustrada
Nossa vida conturbada
Nosso ânimo muito abalado...

Sim, eles nos machucam severamente
Com seu poder avassalador
Eles nos fazem sentir ódio e dor
Porque nos tratam dolorosamente.


Mas haverá o tempo para reagir
A defesa contra o maltrato e o insano
A energia que nos faz ressurgir
Pois isso é próprio do ser humano!

Euclides Riquetti

Um dia seremos, todos, apenas história!



                       Sarah Louise Held  - morte trágica da neta de meu amigo Olivaldo Helt



       Um dia  seremos, todos, apenas história! E, será que nossos descendentes terão orgulho, ou vergonha de nós? Nossas atitudes e iniciativas, em toda a nossa vida, nos abonam ou desabonam? Em nossas decisões, fomos justos ou injustos para com nossos semelhantes?

       Em tempos de ativismo, o mundo se pauta, em sua maior parte, pela comunicação entre os seres humanos. Os animais também se comunicam e, dizem, até as plantas, têm entendimento entre si. Os animais brigam por um pouco de comida. Ou para ocupar um ninho onde possam aninhar-se. O ser homem (e mulher), é inquieto, tem sentimentos, agride ou é agredido, tem paixões ou nutre ódios.

       Nos últimos 15 anos, com a expansão do uso de internet, com a criação de muitas mídias digitais, plataformas, e tudo o que as valha, toda a sorte de intrigas vem a publico. Autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário desafiam a inteligência humana, deitam e rolam, se ofendem e nos  ofendem, por conseguinte. Acreditar em quem? A mesma facilidade com que um ser pode agredir o outro, a este é oferecida. Chamam o ato de dizer bobagens de “democracia”. Tudo acontece em nome dela. Isso, de fato, é uma vergonha!

        Em minhas andanças “pelaí”, encontro amigos de longa data, muitos dos quais foram meus alunos. Nesta semana, indaguei a um deles: “Naquela vez que você ameaçou aquele rapaz com um espeto, você ia fazer aquilo, mesmo?! – Respondeu: “Eu não faria mal a uma mosca! Era tudo por causa de política”... Então a gente riu, comemoramos estar vivos, termos nossos filhos já adultos e bem sucedidos. Assim, temos que procurar ter cuidado com o que dizemos, o que fazemos...

       A anistia, a  anestesia, a dosimetria, a idolatria, a fuzarcaria, a politicaria, a babozeiria,  troco tudo por ... POESIA! Descanso para os ouvidos e os olhos.

       Meus presentes de Joaçaba para o próximo ano, em termos de área pública – Gostaria de ver alguns realizando-se, não apenas para mim, mas para a coletividade: 1. Implantação do Contorno Viário de Joaçaba,( e  Herval d´Oeste, e Luzerna). 2. Implantação de um Centro Dia, para a convivência dos Idosos, aqui em Joaçaba. (Há um em projeção e este será o maior feito de um prefeito para o atual milênio para nossa cidade). 3. Implantação de travessas (ruas) ligando vias  públicas de forma a distribuir melhor o trânsito. No aspecto pessoal: saúde para todos os de minha família, meus amigos e os demais.

       As perdas de vidas de jovens – Muito sentida a perda de Sarah Louise Held (Helt), capinzalense, atleta de karatê, 18 anos, campeã mundial em 2024, futura advogada, estudante do Terceirão da Unoesc. Faleceu um dia antes de sua formatura, em acidente de carro, entre Joaçaba e Lacerdópolis. Pérola cultivada pelo eficiente Sensei Valdecir Saretta, estudiosa, atleta dedicada e de sucesso. lamento por ela, pelos seus familiares. Uma desolação só. Amigos de longa datas, sonhos interrompidos, tristeza, luto!

       Que Deus dê muita força espiritual para o pai Deividi e a esposa. O avô, Olivaldo Helt, meu amigão e companheiro de lidas na Paróquia de São Paulo Apóstolo, de Capinzal,  e Escola Prefeito Sílvio Santos, esta em Ouro.

       A crucificação das filhas de Sílvio Santos – As suas herdeiras até que estão dando conta de tocar o  SBT e suas empresas, mas as críticas sobre algumas atitudes têm sido fortes. Não têm a habilidade que o pai tinha para lidar com a política e os negócios. A última aconteceu no último final de semana, ao inaugurarem o SBT News. Na cerimônia, convidaram autoridades de todos os naipes, ao molde de Sílvio Santos. Lula foi convidado, é o Presidente da República e assim tinha que ser. O mesmo aconteceu com o Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Mas apareceu lá o ministro do STF Alexandre de Moraes, que também discursou. Dizem que o convidado era Édison Fachin, que mandou o Moraes para o representar.

       O cantor Zezé di Camargo gravou vídeo lamentando a atitude das moças. E o show que já tinha gravado para atração de fim de ano do SBT não vai mais para o ar. Uma música recém lançada por ele estourou em execução nesta semana. E, para compensar a m... o apresentador Ratinho levou Flávio  Bolsonaro para ser entrevistado em seu programa. Ganhou um espaço enorme, promoveu-se mais do que se nada tivesse acontecido. Convidar ministros do STF, nesses tempos, para participar de eventos é um tiro no pé. Está faltando feeling para as meninas de Senor Abravanel. Acho que Ratinho, com o tempo, vira dono do SBT...

Eucides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Publicado no Jornal Cidadela - Joaçaba - SC

em 18-12-2025

Eu quisera ser... aquele que te encanta!

 


 


 



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Eu quisera ser
Aquele que te encanta
Que te faz tremer...
Enquanto cantas.

Eu quisera ser
Como o beija-flor
Que no alvorecer
Te beija com amor...

Eu quisera ser
Como o sol brilhante
Que te leva a ter
Calafrios a todo o instante...

Eu quisera ser
A canção que tu cantas
E poder te dizer
O quanto me encantas...

Eu quisera ser
Um poeta terno
E poder merecer
Teu amor eterno...

Eu quisera ser
O grande inspirador
E poder te dizer
Que sou teu único amor!

Euclides Riquetti

Nuvens que escondem as estrelas

 


 


 


 



Nuvens de breu escondem as estrelas de prata

Do piano o maestro tira as suaves melodias 

Os casais se embalam na dança na pista da sala

Os vocais entoam canções da maior nostalgia.


O vento adentra o lugar pela larga veneziana 

Vai soprar o dorso desnudo da senhora gentil

A sutileza dos gestos e modos ilustram a dama

Um cavalheiro conduz os passos de modo sutil.


Os garçons carregam bandejas elegantemente

Taças de espumante rosé procuram por lábios

A sede do meu desejo a procura contentemente.


Vai-se a noite, vem a chuva, e você me ignora

E já não ouço sinos tocarem lá no campanário

Nada mais me resta a não ser chorar e ir embora. 


Euclides Riquetti

domingo, 21 de dezembro de 2025

Um outro Sol






Há um outro sol em nossos dias, pois...

É aquele que na tarde vai embora

Que no inverno vai antes da hora

E, no verão, um pouco depois...


Termina o dia amarelado

(Embora tenha nascido avermelhado, alaranjado, ado... ado...)

Quando o céu deixa de ser azul (ado...ado...)

E se torna acinzentado

No leste e no sul.


Ah, dizem que é o mesmo que veio do Oriente

E que cumpre sua rotina de ir para o Ocidente!

Vem do Leste

Vai para o Oeste

(Eu digo que é para o Sudoeste).


Como acredito em ti

No google e no  dicionário

E nas doutrinas de Astronomia que já li

Nada posso dizer... em contrário!


Nosso Astro é um Rei

É uma divindade de escol

Cumpre, no universo, sua natural Lei:

Apenas ser um imponente astro-rei:

Nosso Rei Sol!


Sol da meia/noite lá,

Sol do meio/dia cá...


Euclides Riquetti

Estella, Estrela de Verdade

 


 



Estella, estrela de verdade

Bela, encantadora, renascida

Estella, só alegria e felicidade

Volta para casa restabelecida.


Nos rostos da mãe e do pai

Toda a sua natural alegria

Volta para casa, menina, vai

Teu semblante é pura poesia.


Vai, Estella, volta a estelar 

No jeito de amar e ser amada

Agora é hora de comemorar

Pela mão de Deus abençoada!


Euclides Riquetti

sábado, 20 de dezembro de 2025

A melhor parte da nossa história

 



Foste a melhor parte da minha história

Com todas as rimas e os elementos

Registro vivo em meu pensamento

Teu rosto gravado em minha memória!


Vieram milhares de versos escritos

Foram tantos os poemas completados

Todos devidamente aqui publicados

Vivos na mente com seu rosto bonito.


Foste a força que moveu os dedos

A tinta ejetada para a ilustração

Ativo e passivo, paixão e emoção

A vitória que superou meus medos.


Andaram lentas as horas dos dias

Mas tudo nos passou rapidamente

Anos a mais vividos num repente

Ficaram saudade, amor, nostalgia.


Euclides Riquetti

21-12-2025

www.blogdoriquetti.blogspot,com 


Caio Zortéa - as lembranças permanecem, 31 anos depois de ter-nos deixado... Parece que foi ontem!

 


 


 


       Não há como não lembrar! Mas as coisas vão mudando... os filhos cresceram, vieram os netos, virão outras pessoas. O tempo passará para todos nós. Mas não esquecerei, jamais, daquela tarde quente do primeiro dia de verão de 1994.


       Há pessoas que marcam a vida da gente. Pela sua maneira simples de ser, pela afabilidade com que nos tratam, pelo legado de honestidade que deixam para a humanidade. Os anos podem passar, mas as marcas profundas que provocam em nossa vida jamais se deletam. Ter sido colaborador e ter, da mesma forma, tido ele como colaborador, nos igualou. O jeito amigo de ser, a empatia sua característica, todas as suas qualidades pessoais, o ser humano incrível, tudo no Caio foi muito marcante para mim e minha família. São 30 anos hoje,,, Mas tudo parece que aconteceu ontem. Mais uma vez, reedito aqui minha homenagem ao Caio Zortéa. 

          Todos os anos, no dia 21 de dezembro, lembro-me do amigo Antônio Carlos Zortea Neto - o Caio. Conhecia-o da adolescência, quando perambulava pelas pacatas ruas de Capinzal, com os amigos de sua idade. Gostava de futsal nas quadras do Mater Dolorum e do Padre Anchieta, de teatrinhos, de brincadeiras ingênuas.  Dizem que, em casa, ajudava a cuidar dos irmãos pequenos, sabia até dar-lhes banho e trocá-los. Tinha sempre um sorrisinho discreto, de "bom menino". Esse sorriso se conservou por toda a sua vida, abreviada num acidente ocorrido na SC 303, ali onde passo todos os dias. E, em todas as vezes, lembro-me dele. A cada ano, nessa época, a paisagem de fundo se constitui pelo mesmo paredão de rochas e, acima, um milharal verdejante. Agora, muito mais verde após dias com chuvas...


           Quando voltei de União da Vitória para minha região e fui lecionar  em Duas Pontes como professor, fui convidado a trabalhar também na Zortéa Brancher, fábrica de compensados e esquadrias para os mercados nacional e internacional. O Caio era o Diretor Industrial, seu irmão Hilarinho Diretor Financeiro, o Pai Hilário Diretor Presidente, o tio Guilherme Brancher  Diretor Florestal, o primo Lourenço Diretor Comercial, o primo Aníbal Diretor Administrativo.

          Era muito fácil lidar com o Caio, uma figura humana extraordinária. Sempre fora  assim,  perdera a mãe ainda criança,  buscava nas pessoas a compreensão e o carinho. Tinha um Zoológico particular, com muitos animais. Não era de ostentações, tinha uma bela e elegante namorada, a Vera, que costumo chamar de "Moça Bradesco". Costumava contar algumas histórias como aquela do passarinho entre as mãos de um homem, uma metáfora possivelmente, para exemplificar e elucidar uma mensagem que quisesse passar para a gente.

          Mais adiante, trabalhou em minha campanha, foi meu colaborador, quando me elegi para um cargo público em Ouro, tínhamos até umas combinações em código para lidar com algumas situações, nos entendíamos muito bem.  Liderava, com a Vera, o Antônio Maria Hermes e outros, o Grupo Escoteiro Trem do Vale, do qual minhas filhas e os filhos deles e de muitos amigos faziam parte. Participava de gincanas, empenhando-se como se fosse a última batalha de sua vida. Dava o melhor possível para sua família, adorava suas belas crianças. Dócil, afetuoso, excelente pai e esposo. Cidadão honrado, honesto e exemplar. Tenho as melhores lembranças do amigo Caio. Guardo comigo, até hoje, o texto que, com emoção e dificuldade em controlar-me,  li na Missa de sua despedida, na Igreja Matriz.

          Na Primavera de 1994, Caio coloca uma placa num terreno dos Miqueloto, bem defronte a minha casa, com a seguinte frase: "Vera, Tibi, Deka, Manu e Greta - amo vocês mais do que ontem e menos do que amanhã!.  E, no primeiro dia do Verão, o acidente.

          Lembro-me que eu estava na regional de Educação, em Joaçaba, conversando com o Professor Sérgio Durigon, quando entrou um telefonema, do Valcir Moretto, dizendo-me que o Caio estava no Hospital São Miguel, ali pertinho, mas nada mais havia a fazer, tinha se acidentado e perdido a vida. Foi de cortar o coração. Ficamos muito chocados, abalados. E, em seguida, toda aquela sequência triste, com o corpo levado para sua casa e depois para o Ginásio Municipal de Esportes André Colombo, e para a definitiva morada ao lado da bela mãe, em Capinzal...

          Hoje passei pelo local da tragédia às 13 horas, mais ou menos o horário em que tudo aconteceu. São dezoito anos passados. Revivi tudo, como se fosse aquele dia. E senti saudades. Saudades que só sentimos por quem muito prezamos...

Euclides Riquetti

Redigido em 21-12-2012
Atualizado em 21-12-2025

Nas manhãs nubladas de domingo


 







Eu quisera que não chovesse
Nas manhãs nubladas de domingo
Pois eu queria que escolhesses
Andar de mãos dadas comigo...

Eu quisera que a chuva parasse
Para podermos andar por aí
E que o tempo hoje limpasse
Enquanto fico a esperar por ti...

Eu quisera pouco, muito pouco
Porque com pouco me contento
Não precisa ser algo muito louco
Pode ser algo lento, muito lento!

O que importa mesmo é ter paixão
É ter amor sadio, equilibrado
Tudo com calma, com moderação
Namoro simples, mas apaixonado!

Mas, se continuar a chuva agora
Chuva contínua, com intensidade
Não haverá como sair lá fora
Não há como andar pela cidade!

Porém, se aparecer uma proposta
Aceitá-la-ei com todo o prazer
Tens meu beijo como resposta
Então agora é só parar de chover!

Euclides Riquetti

História do Pescador Tchê! - crônica de memórias

 


 


Capinzal - SC -década de 1950

Para relembrar: Tchê, o grande e talentoso pescador de Capinzal
          O Tchê era uma figura muita conhecida em Ouro e Capinzal. Era um homem de tez morena, tinha como nome Laurindo, acho. Mas, conhecido mesmo, era por "O Pescador Tchê". Por que "Tchê"? você pode perguntar. Ora, porque esta era a expressão vocativa predileta dele, equivale ao tchô, ao chê, aqui do nosso Sul, que os urbanos de nosso Sudeste chamam de "cara", os britânicos e americanos de "guy". Parafraseando o Obama:  O "Tchê", sim, é o Cara!

          Pois nosso Tchê era uma figurinha carimbada no ambiente pesca. Conhecido nas voltas e travoltas do Peixe. Até as pedras o conheciam e respeitavam. Simplório, calmo, tinha uma bicicleta bonita, reluzente, com espelho retrovisor preso ao guidom.  E uma buzininha tipo fom-fom, que usava para fonfonar para as crianças onde passasse. Andava a uns dez por hora, mas tinha muito cuidado para não atropelar ninguém.  Morana na "Rua do Cemitério", em Capinzal. E  sempre viveu de pesca. Dizem que foi o primeiro a obter "carteirinha de pescador". E, o forte dele, mesmo, era a linha de mão. Sabia "sentir" o peixe chegando no anzol. Farejava cardumes, não sei se pelo movimento das nuvens, do sol ou das águas. Conhecia todos os segredos do Rio do Peixe, desde o Poço dos Moresco, ali logo acima da Siap, passando pelos dos Campioni, pela Ilha, pelo da represa dos Zortéa, até chegar no do Zuchello. Conhecia cada barranco, cada sarandi, cada angico, cada guaviroveira, cada caneleira, cada pinheiro e cada cedro que houvesse numa extensão de uns oito quilômetros, em ambas das margens do Rio do Peixe.

           Com o tempo, já maduro, foi morar no Parque Jardim Ouro. Era apadrinhado pelo Werner da Silva, pelo Luiz Bonissoni e outros. Mas, com o tempo, com a morte desses, foi fincar morada lá na Linha Savóia, bem na margem do rio. Tinha uma casinha, um bote, e um pequeno arsenal de pesca. E um cachorro, pra cuidar da casa.  Dizem que ele ia pescar lambaris com o Armando Viecelli e, era tão amigo do mesmo, que quando este  se distraía, o Tchê tirava punhados da própria sacola  e jogava na vasilha do Armando, sem que ele percebesse.  Quando iam embora, tinham uma quantidade parecida. Mas a proporção de fisgada era mais ou menos de cinco por um. Em favor do Tchê, é claro. Mas ele não contava isso pra ninguém, não era de contar vantagem.

 Uma vez fui lá visitá-lo, convidá-lo para que fosse palestrar para estudantes, para explicar sua profissão e sua arte. Recebeu-me muito bem. Estava lá, isolado, numa curva do Rio do Peixe, mas feliz, Lá, no começo do território do Poço do Zuchello. Sabemos, todos, que era tão habilidoso e sortudo na arte de pescar, que as pessoas chegavam ali, colocavam linha ou caniço perto da dele, e nada. Mas, na dele, sempre vinham os melhores, mais bonitos. E , os seus segredos, duvido que os tenha ensinado para alguém...

          Contam muitas histórias sobre ele. O Barzinho, Aderbal Meyer, era expert em inventar histórias de pescador e atribuir os feitos ao nosso Tchê. As histórias que o Barzinho contava, e que encantavam todos os que o ouvissem, eram sempre muito engraçadas. Lembro de uma delas em que relatava o esforço do nosso Tchê  para retirar um serpelo de um exemplar de Dourado do Poço do Zuchello:  "... e aí, não é que o bicho me judiava um monte, tchê?! Eu ia dando uma corda pra ele, depois puxava um pouquinho, despois soltava de novo, que era pra mor de fazê o bicho cansá. E, despois dele cansado, eu ia puxando até trazê  ele pra cima do bote. E num é que ele vinha tudo suado, tchê?!" Suava o Laurindo,  fora,  e suava o peixe dentro d´água...Saía todo suado".

          Pois agora temos muitos pescadores ainda por aí... Tem o Bruno Fávero, O Hilário Lemes, popular Hile, o Deonir Biavatti, conhecido como Becão, e tem muitos outros. Mas não sei se algum deles herdou a manha do Tchê! O Tchê foi como o Roberto Carlos: "Sempre imitado, mas nunca igualado"! Ele tinha a determinação de Alexandre Magno, a impulsão de nossa Natália Zílio, a habilidade do Neymar, os cabelos do Tarcísio Meira, a ginga e a energia de uma funkete, mas só ele era nosso Pelé  da pesca: Laurindo, nosso Pescador, nosso Tchê, nosso Pelé das pescarias.

Euclides Riquetti
15-06-2013

Quero divagar junto contigo


 



 



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Olhos nos olhos, peito no peito
Lábios nos lábios, coração com coração
Quero-te amar assim, desse nosso jeito
Quero-te querer com amor e paixão!

Quero divagar junto contigo
Viajar no tempo e te encontrar no espaço
Quero chorar no teu ombro amigo
E percorrer os caminhos que eu mesmo traço!

Quero-te beijar nas noites estreladas
Dar-te carinhos quando anoitece
E afagar teu corpo nas tardes nubladas.

E quando perceberes o quanto eu te amo
E notares que também pra ti o amor acontece
Guardarei os versos com que há muito te chamo!

Euclides Riquetti

Poema de fim de verão

 




Apenas um poema a mais

A letra de uma canção 

Pra não te perder jamais 

Meus versos de fim de verão.


Talvez apenas um poemeto

Ou uma redondilha maior

Quem sabe um belo soneto

Pra ser declamado de cor.


Importa tua sensibilidade

Um teu dar e um receber

A inspiração da saudade

Pra me ajudar a escrever,


Um poema bem discreto

Que pode tocar teu coração

Carregado de amor e afeto

Em que tu és a razão111


Euclides Riquetti

20-12-2025








Poema de fim de noite

 


 



Poema de fim de noite

Talvez alguma nostalgia

Não é chicote de açoite

Apenas saudades, guria!


Poema de fim de semana

Letras e versos incertos

Solidão na quente cama

Coração já bem desértico. 


Poema de fim de sábado

A deserção da inspiração

Cada um foi pro seu lado

Nada de amor no coração.


Último poema publicado

Amanhã é ficar dormindo

Curtir o dia mais sagrado

O dia de paz do domingo!


Euclides Riquetti

Naquela noite de fim de primavera

 


 



Naquela noite muito quente

De um fim de primavera

Eu te amei e, certamente

Foi tudo o que eu quisera.


Depois de um frio inverno 

De manhãs cinza nublada

Sem ti, que tanto eu quero

Perdi-me na longa estrada.


Tentei tanto te reencontrar 

Nas ruas movimentadas

E nem mesmo ali no mar

Também não te encontrava.


Foram dias, semanas, meses

Até eu poder me acostumar

E foram tantas, tantas vezes

Que até desaprendi a chorar. 


Agora, bem mais maduro

Entendo melhor tuas reações

Por isso, amor, agora eu juro

Tudo virou só  recordações.


Euclides Riquetti