quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Poema de Natal

 


 


 




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É Natal...
Caminhos de luz se desenham no céu
De Noel
Ternos de renas saltitam ao léu
Acima das nuvens de claro de véu
Porque é Natal
Natal das crianças e de Noel!

É Natal
Inverno no Norte, verão no Sul
De céu anil,  azul.

Notas sonoras ecoam nas estradas
Articuladas.

No Polo Norte, anjos entoam cândidos  hinos
No outro, nas torres repicam o bronze dos sinos
Porque é Natal.

Lá, a neve matiza o verde nos pinos
Aqui, o bom velho abençoa os bons e os ladinos
Porque é Natal.

É o Natal dos velhinhos encurvados
Dos presentes desejados
Das crianças embevecidas
Das saudades mais sentidas
Mas é, de novo, Natal...

Natal de luvas, de barbas, de capuz
De sinos, de lembranças de Jesus
É tempo de amor, da cor vermelha que seduz
É, de novo, Natal.
De amor, de perdão, de  luz.

Euclides Riquetti

Bom dia de Natal


 


 



Bom dia de Natal!

Uma manhã bem especial

Dia do Jesus Menino

Filho de pais peregrinos

Maria e José, natural!


Bom dia das crianças

Felizes em sua infância

Dia de alegria imensa

De agitação muito intensa

Porque é Natal!


Bom dia, minha gente

Muita saúde e presentes

Muito amor no coração

Muitas asas pra paixão e...

Feliz Natal!


Euclides Riquetti

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

A canção do entardecer

 


 





A canção do entardecer

Me trouxe ternas lembranças

Foi saudade da criança

Que um dia morou em mim...


A canção do entardecer

Afagou meu rosto sofrido

Me parecia ser um gemido

Que sussurrava em mim...


A canção do entardecer

Me trouxe emoções esquecidas

Foi de mágoas bem antigas

Que ainda moram em mim...


A canção do entardecer

Também me convida a te seguir

E esperar pelo que há de vir

E te trará de novo pra mim.


Sim, a canção do entardecer! 


Euclides Riquetti


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Mergulhar em ti com ousadia


 


 



Todas as formas de arte muito me encantam

A dança, espetacularmente, me impressiona

A  poesia é a arte literária  que me emociona

As músicas que ouço me movem e agigantam.


Desenhos, pinturas, grafites por sua expressão

O movimento e as falas nos teatros sublimam

Os sonetos poéticos, magistralmente, rimam

E a natureza, por si, é um convite à emoção.


E, na arte, eu procuro, sempre, intensamente

Encontrar-te, com teus dotes e teus aributos

Ver, com os sentidos, o que te traz à mente.


Verdadeiramente, povoas sonhos e fantasias

Quero ser tua maçã e que sejas os meus frutos

Perder-me em ti, mergulhar em ti com ousadia!


Euclides Riquetti

Zanete Helt Miqueloto - uma perda muito sentida.

 



       Perdemos, na terça-feira, 16, Dona Zanete Helt Miqueloto. Nós a chamávamos de "Comadre Zanete"! Uma pessoa do bem, uma alma qualificada, um ser humano sensível e excepcional. Zanete, nossa vizinha em Ouro, mãe da Aquidauana e do Thago, esposa do Neri. Zanete do Cartório Moreira, da catequese na Casa da Fé, a pintora e artista, a Zanete assaltada no Bamerindus em 1980. A  jogadora de handebol, basquete e voley dos seus tempos de CNEC, foi colega de aula da Miriam, foi  pessoa simpática, empática e humilde. A Primeira Dama por duas vezes, que jamais ostentou e que sempre estendeu a mão para os humildes, para os vizinhos, para os seus parentes. Sim, uma pessoa admirável!

       Foram dezesseis anos de tratamento, algumas alegrias e alguns sofrimentos. Uma verdadeira guerreira, mas sobretudo uma mulher que teve forças para suportar as adversidades. Todas as lembranças que nos vêm à memória são de seu sorriso discreto, sua fala calma, seus gestos gentis. Jamais levantaria a voz para quem quer que fosse. Mas as muralhas fortes também desabam, não conseguem ser perenes. 

       Fomos vizinhos por pelo menos 25 anos. Um jubileu de prata em amizade, lealdade, confiança, admiração mútua. Parceria na Fé, na ação comunitária, na discrição. Zanete nos deixou, foi morar em outro plano. Admirada pela sua comunidade, sua morte foi muito sentida por todos. Estivemos lá na manhã de quarta, dia 17. Estávamos  em viagem, mas passamos lá para a despedida, para o abraço fraterno nos familiares, nos amigos. Revimos muito antigos amigos, conversamos, mas não havia ressentimentos, nem fortes lamentos. A velinha se apagou, sua alma se desprendeu do corpo, mas o ser "Zanete" ficou lembrado na memória de todos os que a conheceram e dos que trabalharam com ela, na Auto Elite, no Bamerindus, no cartório Moreira, nas escolas onde os filhos estudaram. Filhos doutores, ganharam o incentivo dos pais, honraram seus nomes e sobrenome. 

       Zanete e Neri deram abrigo ao nosso filho Fabrício nos tempos em que a Miriam ficava em Campos Novos, frequentando a UNOESC, na virada do milênio. Madrinha da nossa filha Caroline quando de sua Crisma em Capinzal. Apoiadora da Michele. Atenciosa, mais que uma vizinha, uma amiga. 

       Os últimos acontecimentos por todos nós compartilhados foram a formatura do Tiago e  o casamento da Aquidauana. Sobre este, assim me referi há uma década: 

       "A Aquidauana (Miqueloto) e o Odimar (Zanuzo Zanardi),  tiveram celebradas suas núpcias ao final da tarde deste sábado, 19, na Matriz São Paulo Apóstolo, em Capinzal. Cerca de 300 convidados participaram das cerimônias de seu enlace, primeiro na Igreja e depois no amplo e confortável salão de eventos da comunidade católica capinzalense e ourense, da qual a família Miqueloto faz parte como membra atuante.


          Pouco antes das 18 horas,  os dois jovens apresentaram-se diante do celebrante Frei David (Névio David Cole), que atua em Curitiba e é originário de nossa região. Frei David acompanhou a vida da Aquidauana desde que ela nasceu, sendo amigo dos seus pais, Neri e Zanete, e de seu irmão Thiago. David foi frequentador da casa da família, o casarão da Nona Ézide, no Ouro, por quase três décadas. Os pais de Odimar, que é natural de Frederico Westphalen, RS, Edevino José Zanardi e Ilza Maria, vieram a Capinzal com cerca de 50 convidados do Noroeste do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina. Gente muito simpática e bonita, que merece nossa maior consideração e digno respeito.

         Os noivos foram anunciados com os acordes da marcha nupcial, executada por um jovem pistonista,  e depois saudados pela canção da "Ave Maria", interpretada pela dupla Peterson e Suelen. A decoração da Igreja, simples mas significativa e muito harmoniosa, com flores brancas, proporcionou um clima de tranquilidade e leveza ao evento, cuja celebração presidida pelo Frei David foi impecável. Atuei como comentarista, onde citei versos de um de meus poemas românticos e ressaltei sobre a importância da união deles, jovens que buscaram formar-se em Engenharia Agronômica, na UDESC, da cidade de Lages, para depois cursarem seus mestrados e, agora, já são doutores em suas áreas, ele tendo obtido seu título de doutor em São Paulo e ela entre Viçosa, Minas Gerais, e nos Estados Unidos. Duas pessoas muito determinadas, que perseguiram conseguir seus objetivos, lutaram por seus ideais, foram exitosos e muito orgulham seus pais.

         A casa de Deus, que e a casa da comunidade, recebeu os noivos, os familiares, os padrinhos e os convidados para o ato em que firmaram compromisso de convivência nos ditames de sua religião e dos bons costumes das famílias, quando dois corpos, dois corações e duas almas se propuseram a vivem unidos até o fim de suas vidas.

         Após a cerimônia  religiosa, o memorável SIM e os procedimentos formais de consolidação do casamento na forma da Lei da Igreja Católica, recepcionaram-nos no salão, com um jantar delicioso e um ambiente com decoração primorosa. Tanto na Igreja quanto no salão a decoração esteve a cargo da Flor de Lis, de Capinzal, que possui uma equipe de promoções muito dedicada, atenciosa e eficiente. Ali  houve grande e alegre confraternização, oportunidade em que revimos muitos de nossos amigos, a maioria conhecidos desde nossa infância. É muito bom podermos nos encontrar em situações assim, onde nada há a lamentar, mas sim muito a comemorar.

         A alegria do Neri e da Zanete era visível. Imagino que o mesmo se passasse pelos corações de Edevino e Ilza. E os convidados puderam compartilhar disso, efusivamente.

          Parabéns, Aquidauana e Odimar, ela nossa vizinha durante todo o tempo em que residimos em Ouro. Nós também a vimos crescer, tornar-se uma jovem determinada e brava lutadora para a conquista de seus ideais. Que possam ser muitos felizes, com a proteção Divina e as bênçãos de todos os familiares e amigos!"

Euclides Riquetti
20-12-2015

       

Aos familiares, nossas mais sentidas condolências

Euclides Riqueetti e família

 24-12-2025

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Chove...

 


 

 







Chove...
E entre uma chuvinha e outra, vem o sol
Que reanima as plantinhas e os gramados
Enquanto meu pensamento retroage
Aos antigos sonhos sonhados!

Chove...
E pingos finos que escorregam pelo corpo
Eles que vão bailar nas pedras das ruas
Nos caminhos por onde você anda
Enquanto eu sorvo as lembranças suas!

Chove...
Enquanto mais horas passam e envelhecemos
Fazemos nossa história, e perseguimos ideais
Porque somos seres ansiosos e queremos
Perpetuar a vida e não morrer jamais!

Chove...
Caem pingos espaçados, caem levemente
Molham os rostos tristes e os semblantes risonhos
Somos todos iguais diante do imenso sol
Seres andantes que buscam realizar seus sonhos
Enquanto chove!

Euclides Riquetti

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Natal é uma festa!

 


 


 



Natal é...

Uma festa comercial

Tudo quase natural

Barba branca, artificial

No velhinho do Natal!


Papai Noel  é...

O das roupas coloridas

Da casaca encarnecida

Da calça envermelhecida

Da bota preta comprida.


Papai Noel também está:

Visivelmente cansado

Depois do card inventado

E do pix tanto usado 

É muito serviço pro coitado!


Ah se é!


Euclides Riquetti 

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O Natal que chega amanhã

 


 



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O Natal que chega amanhã
Chega, de novo, o Natal das Crianças
No mundo todo, o Natal de Jesus
O Natal das canções e das belas lembranças
O Natal das noites de luz.

O Natal que aguça a tua sensibilidade
O Natal do Menino envolto em mantos
Que enseja partilha e caridade
Mas também  saudades e copiosos prantos.

Vem o esperado Natal do presentes
Da Missa do Galo, das renas e dos trenós
No Norte o frio, no Sul as noites quentes
Natal do amor pleno ou dos corações sós...

Espero o Natal que chega amanhã
Dos docinhos, das uvas, peras e panetones
Das  ceias com aves, pêssegos e maçãs
De "emotions, emoções e emociones".

Que venha, pois,  o Papai Noel
Com a neve no Norte,  ou aqui tropical
A pé, em trenó, ou num carrossel
Só pra te dizer: Feliz Natal!

Oh, oh, oh, oh!!!

Euclides Riquetti

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Momentos mágicos do amor...

 


 


Momentos mágicos do a amor:



O amor nos traz os momentos mágicos

Nele, o inimaginável pode ser realizado

Mas também já ensejou eventos trágicos

Afinal, o imprevisível nunca é o esperado.


O amor pode ser simples ou  idealizado

Pode brotar em meio à aragem matinal

Ou vir na mente de um poeta apaixonado

Ou é o triunfo do bem na luta contra o mal.


O amor é a razão da existência humana

Está acima de todas as vãs filosofias

Sob o céu, na pele sacra ou na mundana.


O amor habita a alma do poeta sensível

A sonetar nas casas, palácios ou cercanias

Para quem ama, nada jamais é impossível. 

Euclides Riquetti

Ouro do sol e dos trigais ...


 


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          Ouro do sol e dos trigais/Ouro dos nossos laranjais... Os dois versos que iniciam o Hino do Município de Ouro bem refletem o que ele sempre representou em termos de cultura,  força de trabalho e grande celeiro agropecuário do Vale do Rio do Peixe, onde se localiza,  em território catarinense.
          Já no início do Século XX, começou a receber corajosas famílias de descendentes de italianos que vinham  da Serra Gaúcha, grande parte deles de Caxias do Sul e Farroupilha, e foi-se constituindo num lugar próspero que muito os atraía, em razão das características topográficas  semelhantes  às de seus lugares de origem, tanto na Itália como no Rio Grande do Sul.  Era uma paisagem que lhes trazia sempre as mais  saudosas lembranças.
          A vila que originou a cidade foi fundada em 20 de outubro de 1906, mas a ocupação das terras deu-se ainda antes, existindo aqui muitas famílias de caboclos, que eram chamados de “brasileiros”, sendo que alguns deles chegaram a possuir grandes áreas de cultivo. Depois  vieram os colonos, que desbravaram seu território montanhoso.
          Hoje, a cidade com pouco mais de sete mil habitantes e que está comemorando seu cinqüentenário,  tem sua economia assentada na produção de frangos, suínos,  bovinos, milho, leite e erva-mate. Pequenas manufaturas e agroindústrias, em sistemas associativos, tornaram Ouro a Capital Catarinense do Associativismo. O Turismo é uma atividade  com crescente importância no contexto local. Um balneário com águas termais e a belíssima e verdejante paisagem rural são fortes atrativos.
          Com bons índices em Educação e Saúde, sua população é alegre e acolhedora, uma  gente que trabalha com afinco e que busca sempre o melhor. A religiosidade, com predominância católica, é representada pela  Padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes..
          Vale a pena conhecer Ouro, uma cidade que tem grande importância no contexto histórico, social e econômico do Meio-oeste Catarinense.
Colaborou: Euclides Riquetti
Matéria publicada no Diário Catarinense, 
no Caderno Especial para o Meio-oeste
Catarinense, em 29-07-2013

Euclides Riquetti foi prefeito em Ouro de 1989n a 1992. Eleito 
aos 35 anos, foi o mais jovem eleito naquele município em eleição com 
mais de um candidato. 

Atualmente é morador de Joaçaba - SC - articulista de política, economia e
gestão pública do Jornal Cidadela. Presidente da Associação de Moradores 
do Bairro Jardim Cidade Alta, também é lenhador. Diverte-se e se entretém 
escrevendo poemas e crônicas que publica no seu www.blogdoriquetti.blogspot.com 
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A chuva sedutora que me faz sonhar

 


 








Uma chuva fresca, doce e sedutora
Nesta  cálida manhã de um pós-verão
Devolve-me a serenidade redentora
A calma que requer o meu coração!

Uma chuva de alento e promissora
Que reverdeja as folhas e os gramados
Das melancolias a tenaz reparadora
Instigadora dos encontros esperados.

Chuva que amaina almas turbulentas
Vem para refrescá-las e trazer alentos
Vem pra saciar nossas almas sedentas
Vem pra afagar os nossos sentimentos.

Vem, chuva suave que me faz lembrar
Da mulher amada que me faz sonhar!

Euclides Riquetti

Buscar-te na noite, embalado ao vento...

 


 

 


 



O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...

O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.

Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.

Pensar, sim, viajar pelo ignoto  firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te  na noite, embalado ao vento...

Euclides Riquetti

Nuvens que escondem as estrelas

 


 


 


 



Nuvens de breu escondem as estrelas de prata

Do piano o maestro tira as suaves melodias 

Os casais se embalam na dança na pista da sala

Os vocais entoam canções da maior nostalgia.


O vento adentra o lugar pela larga veneziana 

Vai soprar o dorso desnudo da senhora gentil

A sutileza dos gestos e modos ilustram a dama

Um cavalheiro conduz os passos de modo sutil.


Os garçons carregam bandejas elegantemente

Taças de espumante rosé procuram por lábios

A sede do meu desejo a procura contentemente.


Vai-se a noite, vem a chuva, e você me ignora

E já não ouço sinos tocarem lá no campanário

Nada mais me resta a não ser chorar e ir embora. 


Euclides Riquetti

Escrevi meus versos na areia branca

 



 



Escrevi meus versos na areia branca

Daquela praia onde você molhou seus pés

Depois copiei-os numa folha de papel

E quando os leio minha dor se espanta...


Escrevi meus versos inspirado em recordações

Dos bons momentos em que juntos nós vivemos

E as boas lembranças é o que de melhor nós temos

Dos afagos, dos carinhos e das muitas  emoções...


Escrevi meus versos pra poder eternizar

Pra que os leia e guarde sempre na memória

E, através deles, meu carinho registrar .


Eles são a prova de um amor que existe

E fazem parte de nossa bela história

Quanto mais o tempo passa, mais ele resiste!


Euclides Riquetti

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Noite de inquietude

 



 



É noite...
Noite de inquietude
De  escuridão, sem cor
Da perdição e de amor
Cor de negritude.
É noite dos corpos deitados
Nus, quentes, colados!

É noite dos amantes
Das vontades insaciáveis
Noite dos poetas e pensadores
Das almas vulneráveis.

É noite dos corações errantes
Que se despem sem pudores 
Que expõem suas fragilidades
E que buscam a felicidade
Ardentemente...
Incessantemente!

É a noite dos pecados
Que sucede as tardes e precede as  manhãs
Das negras almas vãs
Dos beijos trocados
Do corpo desejado
Noite, apenas mais uma noite
Em que eu me perco infinitamente
Ardorosamente
Em você!

Euclides Riquetti