Embora no Brasil tenhamos excelentes arquitetos, é unanimidade considerarmos Oscar Niemeyer o "Arquiteto do Brasil". Foi o introdutor da Arquitetura Moderna no país, com seus trabalhos iniciados ainda ao final da década de 1930, pois em 1939 já trabalhou em conjunto com engenheiros na projeção do prédio do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, construído sobre pilotis, com a participação do Portinari assinando os azulejos e Roberto Burle Marx projetando a jardinagem. Burle Marx é o que projetou o paisagismo do Aterro da Baía Sul, em Florianópolis.
Em 1940 projetou para Juscelino Kubitschek o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, e em 43 a Igreja de São Francisco de Assis. O diferencial de Niemeyer foi trabalhar o concreto armado com formas sinuosas, inspirado nas montanhas, nos rios sinuosos, nas curvas sensuais
. De lá para cá, foram centenas de obras espalhadas pelo mundo, dentre as quais a participação no projeto da sede da ONU, nos Estados Unidos, em 1947, o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, em 1954 e, a partir de 1957, o conjunto de obras públicas de Brasília, a nova Capital do Brasil, com o Palácio do Planalto, o Édifício do Congresso Nacional, abrigando a Câmara e o Senado, o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Suas obras, hoje, espalham-se pela França, Espanha, Argélia, Itália e Alemanha, todas dando destaque à capacidade criativa de Niemeyer e da Moderna Arquitetura Brasileira.
Nascido em 15 de dezembro de 1907, casou-se aos 21 anos com a italiana Anita baldo, 18, e, após seu falecimento, casou-se novamente com sua secretária, de 60 anos, em 2004. Recentemente, perdeu sua única filha, com 82 anos.
Sua carreira acadêmica inclui a formatura como Arquiteto, em 1935, na Escola Nacional de Belas Artes. Em 2945 filiou-se ao PCB, por sua ligação com Luís Carlos Prestes. No período do Governo Militar, viveu autoexilado, na França.
No início da década de 1960, no Distrito de Ouro, era construída uma casa, de propriedade de Nízio Baretta, na rua que dava continuidade à chegada após a ponte Irineu Bornhausen, a suntuosa "ponte nova", que liga o agora município a Capinzal. É a Rua Professor Guerino Riquetti e a casa foi construída ao estilo do Palácio da Alvorada, tanto é que, por muito anos, a rua era chamada de Brasília, antes de ter nome oficial. Não menos suntuosa e exuberante era a casa. Aliás, havia duas casas diferenciadas nas cidades gêmeas do Baixo Vale do Rio do Peixe: a de Nízio Baretta, em Ouro, e a de Sílvio Santos, Capinzal. A primeira era inspirada nos padrões arquitetônicos de Niemeyer.
Mesmo com sua extraordinária participação no universo da Arquitetura, compondo seus projetos junto com os mais renomados artistas plásticos e paisagistas brasileiros, sempre exercitou sua humildade, não se apegando ao dinheiro. "Não me sinto importante. Arquitetura é o meu jeito de expressar meus ideais: ser simples, criar um mundo igualitário para todos, olhar as pessoas com otimismo. Eu não quero nada além da felicidade geral."
Um grande homem, humilde, discreto, correto. Um bom exemplo para todos nós, que vemos tantos "bacanas" por aí posando de bons mocinhos...
No dia 15 de dezembro deverá completar 105 anos, muito bem vividos e partilhados. Está internado, muito doente. Se estiver vivo, plublicarei esta homenagem que redigi no dia 20-11-2012. Se o perdermos antes, publicá-la-ei no mesmo dia.
Euclides Riquetti
20-11-2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Decorshop - 15 anos
Há 15 anos, nascia em Ouro, uma empresa que se propunha a levar requinte, beleza e conforto a lares e ambientes de convivência e de trabalho. Entendiam seus idealizadores que, qualquer ambiente, por mais simples que seja, quando bem preparado, pode ser alçado a padrões de sofisticação apenas com a introdução de alguns acessórios, desde que criteriosamente sugeridos, escolhidos e adequadamente dispostos. Pode-se, assim, obter ambientes leves, confortáveis e de elevado padrão, sem muitos investimentos.
Então, com conceitos pré-estabelecidos, concebeu-se uma empresa que viria a proporcionar não apenas bons negócios para os proprietários e clientes, mas sim a satisfação de ambos, por entenderem que quem investe, quem compra, quer receber em troca bens e serviços que justifiquem seus investimentos e, ainda melhor, que os resultados superem as expectativas geradas.
Assim, nascia ao final de 1997 a DECORSHOP, uma empresa de iniciativa familiar, liderada por Marize e Hiroito Riquetti, que funcionou em Ouro até o ano de 2005, quando, buscando um espaço maior, transferiu-se para o alto da Rua XV de Novembro, em Capinzal.
Oferecendo produtos exclusivos das melhores marcas e de altíssima qualidade, a empresa vem angariando clientes de várias regiões brasileiras, em especial os que visitam o Baixo Vale do Rio do Peixe. Dessa forma, Marize, Naiana, Hiroito e as colaboradoras Simone e Taila oferecem um atendimento personalizado, sugerindo produtos que mantêm os ambientes leves e elegantes. A satisfação do cliente é a proposta da equipe que forma a família DECORSHOP.
DECORSHOP 15 ANOS - Parabéns à empresa, sua rede de clientes e à família Riquetti. Vocês estão ajudando a tornar mais satisfeitas as pessoas que buscam viver em belos ambientes.
Euclides Riquetti
06-12-2012
Então, com conceitos pré-estabelecidos, concebeu-se uma empresa que viria a proporcionar não apenas bons negócios para os proprietários e clientes, mas sim a satisfação de ambos, por entenderem que quem investe, quem compra, quer receber em troca bens e serviços que justifiquem seus investimentos e, ainda melhor, que os resultados superem as expectativas geradas.
Assim, nascia ao final de 1997 a DECORSHOP, uma empresa de iniciativa familiar, liderada por Marize e Hiroito Riquetti, que funcionou em Ouro até o ano de 2005, quando, buscando um espaço maior, transferiu-se para o alto da Rua XV de Novembro, em Capinzal.
Oferecendo produtos exclusivos das melhores marcas e de altíssima qualidade, a empresa vem angariando clientes de várias regiões brasileiras, em especial os que visitam o Baixo Vale do Rio do Peixe. Dessa forma, Marize, Naiana, Hiroito e as colaboradoras Simone e Taila oferecem um atendimento personalizado, sugerindo produtos que mantêm os ambientes leves e elegantes. A satisfação do cliente é a proposta da equipe que forma a família DECORSHOP.
DECORSHOP 15 ANOS - Parabéns à empresa, sua rede de clientes e à família Riquetti. Vocês estão ajudando a tornar mais satisfeitas as pessoas que buscam viver em belos ambientes.
Euclides Riquetti
06-12-2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
O Caos da mobilidade
Os anos vão passando e nós, que nos vamos adiantando na idade, estamos presenciando coisas que jamais imaginaríamos em nossa infância. Costumávamos andar tranquilamente nas ruas das cidades, cuidando-nos dos carros, sim, mas nos metiam mais medo os cachorros que perambulam do que os carros, tão diminuta era a sua quantidade. As ruas, mesmo não sendo grandes avenidas, comportavam o trânsito de carroças movidas a boi ou muares, e todos os carros de cada cidade.
Veio a indústria automobilística, incentivada pelo Presidente JK, ficamos muitos anos limitados a nos oferecerem duas marcas de carros americanos (Ford e Chevrolet) e uma alemã, Volkswagen, sendo que, ao final da década de 1970 recebemos a Fiat, italiana. Somente depois da década de 1990, quando aquele Presidente falou que andávamos em carroças, abrimos os mercados para outras marcas, de modo que foram tantas, com tantos modelos tentadores, bonitos, ágeis, confortáveis, econômicos, abarrotados de tecnologias, que vimos, em duas décadas, nossas ruas infestadas de lata, vidros e borracha.
Agora, num momento em que todos estão endoidecidos, estressados, revoltados porque têm que enfrentar o engarrafamento no trânsito, ainda temos o privilégio de contarmos com generosos descontos, a famosa "redução do IPI", que nos permite comprar mais carros ou fazer as trocas sonhadas.
Mesmo que a intenção da redução dos tributos dos carros esteja entre as mais nobres e belas, que é a de manter os empregos dos trabalhadores na indústria metalúrgica, não podemos esconder que o número de automóveis nas ruas está nos oferecendo o caos na mobilidade. Verifica-se que, mesmo que as cidades algumas), tenham buscado melhorar essa questão, ainda há muito por fazer.
Lembro bem que quando o Jaime Lerner começou a agir efetivamente em Curitiba, abrindo novas avenidas, indenizando casas e prédios para implantá-las, criando o melhor e mais articulado sistema de transporte coletivo do país, muitos aplaudiram e tentaram copiar, inclusive o Rio de Janeiro e até cidades asiáticas buscaram sua consultoria. E muitas cidades empurraram seus problemas com a barriga, não realizaram as obras na época em que os custos com indenizações seriam bem menores, e agora estão com o abacaxi nas mãos.
A questão da mobilidade me veio em mente novamente, após uma experiência que vivi ontem, na Capital Catarinense. Para não ir de carro da Praia de Fora até o Centro de Florianópolis, evitando o estresse e os riscos, tomei um ônibus. Foram quase duas horas de percurso, pois o mesmo entrava e saía de todas as ruas e ruelas de Santo Amaro da Imperatriz, Palhoça, São José e do Continente. A volta, ao meio-dia, foi tranquila: Apenas uma hora e vinte minutos. Então, as pessoas que saem da Enseada do Brito para a Capital e voltam ao final da tarde, outra hora de elevado fluxo, ficam 4 horas, diariamente, dentro de ônibus.
E, diariamente, ouço e leio notícias sobre projetos de mobilidade para a Região Metropolitana de Florianópolis. E isso já faz muito tempo. Ouço de terceira ponte, de túnel subaquático, de transporte marítimo, de transporte intermodal. Mas, com exceção do discurso e das tentativas do Prefeito Ronério, de Palhoça, pouco vejo de efetivo na questão. É preciso que as lideranças se dispam de vaidades, que se reúnam e botem pessoas competentes para projetarem articuladamente, a mobilidade de cidades conurbadas. E que se tomem as medidas em conjunto, no menor espaço de tempo possível.
Fico com muita pena de ver pessoas cozinhando-se, apinhando-se, sofrendo dentro de ônibus sem conforto, num calor insuportável, cuno único ar "condicionado" é o que vem pela janela quando fica aberta.
E continuamos a comprar carro "com desconto", a sair com ele para as ruas mais movimentadas das cidades, gerando o caos do qual não se vislumbram perspectivas de extinção.
Euclides Riquetti
05-12-2012.
Veio a indústria automobilística, incentivada pelo Presidente JK, ficamos muitos anos limitados a nos oferecerem duas marcas de carros americanos (Ford e Chevrolet) e uma alemã, Volkswagen, sendo que, ao final da década de 1970 recebemos a Fiat, italiana. Somente depois da década de 1990, quando aquele Presidente falou que andávamos em carroças, abrimos os mercados para outras marcas, de modo que foram tantas, com tantos modelos tentadores, bonitos, ágeis, confortáveis, econômicos, abarrotados de tecnologias, que vimos, em duas décadas, nossas ruas infestadas de lata, vidros e borracha.
Agora, num momento em que todos estão endoidecidos, estressados, revoltados porque têm que enfrentar o engarrafamento no trânsito, ainda temos o privilégio de contarmos com generosos descontos, a famosa "redução do IPI", que nos permite comprar mais carros ou fazer as trocas sonhadas.
Mesmo que a intenção da redução dos tributos dos carros esteja entre as mais nobres e belas, que é a de manter os empregos dos trabalhadores na indústria metalúrgica, não podemos esconder que o número de automóveis nas ruas está nos oferecendo o caos na mobilidade. Verifica-se que, mesmo que as cidades algumas), tenham buscado melhorar essa questão, ainda há muito por fazer.
Lembro bem que quando o Jaime Lerner começou a agir efetivamente em Curitiba, abrindo novas avenidas, indenizando casas e prédios para implantá-las, criando o melhor e mais articulado sistema de transporte coletivo do país, muitos aplaudiram e tentaram copiar, inclusive o Rio de Janeiro e até cidades asiáticas buscaram sua consultoria. E muitas cidades empurraram seus problemas com a barriga, não realizaram as obras na época em que os custos com indenizações seriam bem menores, e agora estão com o abacaxi nas mãos.
A questão da mobilidade me veio em mente novamente, após uma experiência que vivi ontem, na Capital Catarinense. Para não ir de carro da Praia de Fora até o Centro de Florianópolis, evitando o estresse e os riscos, tomei um ônibus. Foram quase duas horas de percurso, pois o mesmo entrava e saía de todas as ruas e ruelas de Santo Amaro da Imperatriz, Palhoça, São José e do Continente. A volta, ao meio-dia, foi tranquila: Apenas uma hora e vinte minutos. Então, as pessoas que saem da Enseada do Brito para a Capital e voltam ao final da tarde, outra hora de elevado fluxo, ficam 4 horas, diariamente, dentro de ônibus.
E, diariamente, ouço e leio notícias sobre projetos de mobilidade para a Região Metropolitana de Florianópolis. E isso já faz muito tempo. Ouço de terceira ponte, de túnel subaquático, de transporte marítimo, de transporte intermodal. Mas, com exceção do discurso e das tentativas do Prefeito Ronério, de Palhoça, pouco vejo de efetivo na questão. É preciso que as lideranças se dispam de vaidades, que se reúnam e botem pessoas competentes para projetarem articuladamente, a mobilidade de cidades conurbadas. E que se tomem as medidas em conjunto, no menor espaço de tempo possível.
Fico com muita pena de ver pessoas cozinhando-se, apinhando-se, sofrendo dentro de ônibus sem conforto, num calor insuportável, cuno único ar "condicionado" é o que vem pela janela quando fica aberta.
E continuamos a comprar carro "com desconto", a sair com ele para as ruas mais movimentadas das cidades, gerando o caos do qual não se vislumbram perspectivas de extinção.
Euclides Riquetti
05-12-2012.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Turismo e Encontro de Reiki(anos) em Lacerdópolis
Estávamos com expectativas em relação a viajar, no domingo, para o litoral catarinense. O contato com o mar, as energias que ele emana, o sol, a areia massageando nossos pés, a brisa, a conversa com pessoas diferentes, o ato de fazer novos amigos, conhecer culturas diferentes através destes, é algo muito aprazível. E, ficar longe dos problemas do cotidiano, melhor ainda. Vale muito aquele ditado: "O que os olhos não veem o coração não sente". Ampliando o entendimento, buscando conotar isso, podemos perceber a diferença em estar num ou outro lugar. Principalmente para nós, que geramos muita dependência nos outros para com nossas lides diárias, no trabalho. Ausentar-se é a maneira de fazer com que as pessoas de nossas relações, sejam quais forem, tenham que ir em busca de soluções para as suas situações de trabalho ou de suas simples relações humanas. Mas um simples convite alterou nossa rotina do sábado, felizmente.
Convidados por uma filha, fomos a Lacerdópolis para participar de uma reunião de reikianos. Muito já ouvíramos falar sobre o Poder de Cura (as maiúsculas são propositais, mesmo), do Reiki. Chegamos ao anoitecer à Comunidade de São Luiz, ali após o São Roque, na Linha Prando. O caminho se torna exótico já quando se passa ao lado da belíssima Igreja Matriz, dos padres católicos, na sede da cidade. Foi restaurada recentemente e, fora uma pequena "barbeiragem" do responsável pela reforma, que fez substituir uma porta de madeira, histórica, por uma de vidro temperado, está uma verdadeira obra de arte. A arquitetura, gótica, e tudo o que uma igreja costuma comportar, estão impecáveis.
As propriedades rurais, nesse município que se desmembrou de Ouro em 1963, são muito bem estruturadas. Há um padrão de "capricho" que não se vê em qualquer outro lugar. Não existem hiatos de padrão, há uma homogeneidade, não de características, mas de qualidade. São pessoas que trabalham muito, têm seu merecido conforto. A estrada rural de acesso tem 60% de seu leito asfaltado, já há três décadas pelo menos. E estão asfaltando outras estradas dali, aos poucos, com um sistema em que o município mesmo realiza os serviços da base, barateando o custo. As cidades pequenas têm sempre um diferencial: Como não têm dinheiro à vontade, precisam gatá-lo bem.
Não nos surpeeendemos com as atividades que vimos realizarem, mas sim com as presenças ao evento. Reencontramos lá muitos amigos, alguns que não víamos de longa data, como a Ruth Baretta Dambrós, nossa eterna cartorária de Capinzal, que continua com o mesmo semblante que tinha há quatro décadas, quando, com o Vilson, já bailava tangos, valsas e boleros no Ateneu e no Floresta. Ela que realizou o Registro de Nascimento de pelo menos 80% de quem nasceu em Capinzal e Ouro.
Retomando ao assunto, à chegada, uma fogueira, ao lado da estrada. Pessoas bacanas, que nos recebiam com entusiasmado abraço, a maioria vestindo camisetas brancas, com inscrição nas costas: "Reiki - Energia de cura - Luz e Amor". E, estava estampado no rosto e configurado no comportamento de todos eles o quanto estavam felizes por estar ali. Também fiquei muito feliz, porque vi pessoas que encontro no dia-a-dia e jamais pensei que tirassem de seu tempo para atividades desse gênero. É, quando olhamos as pessoas e as conceituamos apenas pelo que vemos delas no âmbito exterior, não imaginamos o que se passou ou o que se passa no interior de cada uma delas. Mas constatei o quanto elas foram ajudadas pelo Reili. Elas canalizando suas energias e a dos elementos naturais para sentirem-se e verem-se curadas de seus males físicos, espirituais e emocionais. Posso asseverar que quem busca melhorar sua vida no Reiki, consegue.
Além de tudo o que vimos e do que usufruímos, com palestras, coquetel, música e dança, numa saudável confraternização, também percebemos o quanto aquela colônia de São Luiz, de descendentes de italianos, está evoluindo para o Turismo: Um centrinho de convivência construído com a maior parte do material em costaneiras e bambus, combinados com alvenaria. Muita higiene na bodega, cozinha e banheiros. Uma natureza esplendorosa, muito verde, um campo de futebol iluminado para jogo à noite, muito espaço para estacionarem os carros e, sobretudo, pessoas altamente civilizadas, bonitas, alegres, joviais, com quem dá gosto conviver. E a incontestável liderança de pessoas como a família do Sr.Romano Prando e seus filhos, Paulo, Renato e Rosalino, do Amarildo Proner e de outros. Já estive duas vezes na propriedade do Prando, que produz aguardente de excelente qualidade, e mudas de plantas. Sobre a propriedade deles, em si, e o que vêm estruturando para receberem pessoas, voltarei a escrever.
Parabéns aos mais de 200 presentes no encontro de reikianos. Soube que em Capinzal e Ouro já há centenas deles. Enquanto o mundo está aí com tudo conspirando conra a felicidade das pessoas, há quem esteja relizando o processo ao contrário, graças a Deus. E a eles mesmos!
Euclides Riquetti
03-12-2012
Convidados por uma filha, fomos a Lacerdópolis para participar de uma reunião de reikianos. Muito já ouvíramos falar sobre o Poder de Cura (as maiúsculas são propositais, mesmo), do Reiki. Chegamos ao anoitecer à Comunidade de São Luiz, ali após o São Roque, na Linha Prando. O caminho se torna exótico já quando se passa ao lado da belíssima Igreja Matriz, dos padres católicos, na sede da cidade. Foi restaurada recentemente e, fora uma pequena "barbeiragem" do responsável pela reforma, que fez substituir uma porta de madeira, histórica, por uma de vidro temperado, está uma verdadeira obra de arte. A arquitetura, gótica, e tudo o que uma igreja costuma comportar, estão impecáveis.
As propriedades rurais, nesse município que se desmembrou de Ouro em 1963, são muito bem estruturadas. Há um padrão de "capricho" que não se vê em qualquer outro lugar. Não existem hiatos de padrão, há uma homogeneidade, não de características, mas de qualidade. São pessoas que trabalham muito, têm seu merecido conforto. A estrada rural de acesso tem 60% de seu leito asfaltado, já há três décadas pelo menos. E estão asfaltando outras estradas dali, aos poucos, com um sistema em que o município mesmo realiza os serviços da base, barateando o custo. As cidades pequenas têm sempre um diferencial: Como não têm dinheiro à vontade, precisam gatá-lo bem.
Não nos surpeeendemos com as atividades que vimos realizarem, mas sim com as presenças ao evento. Reencontramos lá muitos amigos, alguns que não víamos de longa data, como a Ruth Baretta Dambrós, nossa eterna cartorária de Capinzal, que continua com o mesmo semblante que tinha há quatro décadas, quando, com o Vilson, já bailava tangos, valsas e boleros no Ateneu e no Floresta. Ela que realizou o Registro de Nascimento de pelo menos 80% de quem nasceu em Capinzal e Ouro.
Retomando ao assunto, à chegada, uma fogueira, ao lado da estrada. Pessoas bacanas, que nos recebiam com entusiasmado abraço, a maioria vestindo camisetas brancas, com inscrição nas costas: "Reiki - Energia de cura - Luz e Amor". E, estava estampado no rosto e configurado no comportamento de todos eles o quanto estavam felizes por estar ali. Também fiquei muito feliz, porque vi pessoas que encontro no dia-a-dia e jamais pensei que tirassem de seu tempo para atividades desse gênero. É, quando olhamos as pessoas e as conceituamos apenas pelo que vemos delas no âmbito exterior, não imaginamos o que se passou ou o que se passa no interior de cada uma delas. Mas constatei o quanto elas foram ajudadas pelo Reili. Elas canalizando suas energias e a dos elementos naturais para sentirem-se e verem-se curadas de seus males físicos, espirituais e emocionais. Posso asseverar que quem busca melhorar sua vida no Reiki, consegue.
Além de tudo o que vimos e do que usufruímos, com palestras, coquetel, música e dança, numa saudável confraternização, também percebemos o quanto aquela colônia de São Luiz, de descendentes de italianos, está evoluindo para o Turismo: Um centrinho de convivência construído com a maior parte do material em costaneiras e bambus, combinados com alvenaria. Muita higiene na bodega, cozinha e banheiros. Uma natureza esplendorosa, muito verde, um campo de futebol iluminado para jogo à noite, muito espaço para estacionarem os carros e, sobretudo, pessoas altamente civilizadas, bonitas, alegres, joviais, com quem dá gosto conviver. E a incontestável liderança de pessoas como a família do Sr.Romano Prando e seus filhos, Paulo, Renato e Rosalino, do Amarildo Proner e de outros. Já estive duas vezes na propriedade do Prando, que produz aguardente de excelente qualidade, e mudas de plantas. Sobre a propriedade deles, em si, e o que vêm estruturando para receberem pessoas, voltarei a escrever.
Parabéns aos mais de 200 presentes no encontro de reikianos. Soube que em Capinzal e Ouro já há centenas deles. Enquanto o mundo está aí com tudo conspirando conra a felicidade das pessoas, há quem esteja relizando o processo ao contrário, graças a Deus. E a eles mesmos!
Euclides Riquetti
03-12-2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
O mundo vai acabar dia 21??!!
A indagação soa cômica mas, assim como existem, especialmente aqui no Vale do Rio do Peixe, pessoas que ainda compram bilhetes premiados de loteria, não é difícil de se imaginar quantos andam preocupados com o fim do mundo, que vai acontecer no próximo dia 21. Na semana passada, uma coitadinha de um velhinha viu seu mundo quase acabar ao dar mais de vinte mil por um bilhetre premiado. Virou notícia, os internautas comentaram barbaridades sobre a ganância das pessoas. Ficou lograda e mal falada, a agora pobre velhinha.
Para o Joelmir Betting, jornalista renomado e muito bem versado em Economia, o mundo acabou anteontem. Virou cinzas. E, para quantos outros ainda vai acabar nas três semanas que nos restam...
Quando saí para o trabalho, bem de madrugadinha, fui observando a paisagem, as pedras e as árvores que margeiam as rodovias, as fábricas, as casas, e imaginando como tudo isso vai ficar depois do fatídico dia 21 do novo mês, tão temido, capaz de tirar o sono de tantos e de tantas, (ou de tontos e de tontas), quando o mundo vai acabar. Transitei na frente de dois motéis e aventei com a possibilidade de que muitos estejam aproveitando para gastar seu dinheirinho ganho com tanto suor por ali mesmo, suando o suor do prazer, bem melhor do que o outro, o do trabalho...
Muitos amigos estão discutindo, exaustivamente, a questão der o mundo acabar. O Ademir Belotto escreveu no jornal A Semana que até cancelou ou adiou suas férias, marcadas para o dia 20, embora entenda que isso não vai acontecer. Claro que ele está apenas zoando.
Lembrei-me de que quando eu tinha uns oito ou nove anos, estavam construindo a casa do Valdemar Baréa, dentista, em Capinzal, e fomos, com meu primo Dinho Casara e o Chiquinho Biavatti, espiar os buracos abertos para os pilares, que já continham água. E já corria a conversa de que o mundo iria acabar por aqueles dias. Iria vir uma escuridão de sete dias e sete noites. Eu não entendia porque haveria escuridão de noite se a noite já era bem escura, mas fiquei com muito medo. Não queria ficar sem meu pai, minha mãe, meus irmãos... Meus amigos gastaram seus dinheirinhos, notas de um e dois cruzeiros, comprando pés-de-moleque, picolés, caquis, e indo ao Cine Glória. Não valia a pena correr o risco de não gastar e perder tudo se o mundo acabasse nos dias seguintes. As notícias no rádio eram assustadoras. Por via das dúvidas, deixei uns três cruzeiros para a eventualidade de continuar existindo, o que acabou se concretizando. Quem gastou, ficou liso, leso e louco, com o dizíamos na época.
De minha parte, proponho levar minha vida normalmente nas próximas três semanas. Até já programei uma belíssima viagem para o início do ano, vou conhecer novos lugares, aqui pertinho, na América do Sul mesmo, vou deleitar-me em mordomias, afinal, trabalhei tantos anos e mereço uma compensação, um presente que vou dar a mim mesmo. Vou amaciar meus tênis correndo todos os dias, nadar, assistir a bons filmes românticos e comédias, tomar muito sorvete, comer chocolate Diamante Negro, igualzinho daquele que havia no Bar Avenida, em Ouro, na minha infância, mas que eu não podia comprar porque o dinheiro era curto. Vou comer, também, chocolate branco, crocante, bombons artesanais iguaizinhos daqueles de Treze Tílias e de Gramado. E tomar uns vinhos de altitude, Cabernet Sauvignon ou Sauvignon Blanc, a mãe das uvas do mundo. Pode também ser Chardonay, mas as safras têm que ser 2000, 2002, 2004 e 2005, preferencialmente nessa ordem, pois foram as melhores da década passada. Quero ir de novo para Curitiba, nem que seja para comer aqueles salgadinhos ali daquelas ruas que cruzam a Rua das Flores, que os chineses fazem, apenas isso. Ah, não posso esquecer-me de algo muito importante: vou internetar muito, muito!
Mas há algumas coisas que me fazem matutar, diante da possibilidade de algo estrondoso (poder ser um grande estrondo) vir a acontecer. E, se tudo se confirmar, o Palmeiras não vai precisar disputar a série B. E todos aqueles prefeitos e vereadores que se elegeram, vão passar em branco, sem posse, mesmo tendo conquistado, legitimamente, seu cargo. E o Obama, vai continuar Presidente?
E você, está fazendo o quê? Como vai encarar isso? Já se programou? Tem também um Plano B para o caso de que o mundo não acabe?
Se acabar, vai ter algumas vantagens: Não vai precisar renovar o seguro do carro, pagar IPVA, licenciamento, Plano de Saúde.
Quando o mundo acaba, o seguro paga os prêmios a quem, se todos vão morrer? Será que os donos das seguradoas têm seguro para si, sua casa, seus carros e seus aviões? Sim, porque, teoricamente, dono de seguradora pode ter um avião, diferente de nós, simples mortais, que no máximo andamos neles, muitas vezes à custa de 10 vezes no cartão...
E todos aqueles carros que foram comprados com a redução do IPI, vão ficar esmagados, ou vão virar pó? As moças que se casaram agora vão ser devolvidas ao vento sem terem conhecido os dois lados do casamento? As promoções nas lojas, que valem até dia 31 de dezembro, como ficam depois do dia 21? E as sogras, vai acontecer o que com elas?
O négócio, mesmo, é esperar para ver o que acontece. Vou fazer como quando era criança: Não vou sair por aí gastanho todos os meus trocos. Vai que o mundo não acabe?
Euclides Riquetti
30-11-2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A Identidade Visual de Nossas Cidades
Você poderia me dizer que elemento identifica a cidade em que nasceu ou onde mora? Há, por acaso, uma fotografia que, quando alguém vê, permite identificar sua cidade? Difícil, né? Penso que isso ocorre porque não há a devida preocupação com esse item importante para a sua divulgação. Além disso, mais do que ter significação para os seus cidadãos, deve tê-la para potenciais visitantes, que ajudam a mover a economia local. Investem-se recursos na propaganda do nome da cidade, sem muitos resultados, quando a identidade visual pode proporcionar uma divulgação com pouco custo. Publicitários e designers criam marcas, logos, para a identidade visual das cidades, como fazem para caracterizar certos eventos. Mas estas, dificilmente emplacam.
Mas somos unânimes em identificar algumas cidades ou países do mundo que têm algo bem característico, e que isso está aliado ao seu aspecto histórico ou mesmo por qualquer outra convenção. São muitos os exemplos:
O Coliseu (Colosseo), identifica facilmente, Roma., na Itália. O Templo de Atenas, a Capial da Grécia. A Ponte Hercílio Luz, Florianópolis. A torre Eiffel, Paris. Um cidadão de bigode, com um chapéu de confeiteiro ou cozinheiro na cabeça, Portugal. Uma ponte com o Empire States ao fundo, e a Estátua da Liberdade, Nova York. Buenos Aires tem a sua Casa Rosada, de cuja sacada Evita Perón falava aos descamisados. Amsterdam, ou a Holanda, tem os Moinhos de Vento e as Tulipas Vermelhas. Veneza, as pontes arcadas sobre as águas, e as gôndolas. Londres, a torre da ponte o fog, as edificações sobre o Thames. O Kremlin, a Rússia.
O Pão-de-Açúcar, o Maracanã, o Cristo, identificam nosso Rio de Janeiro. As carataras com um mirante, Foz do Iguaçu. Brasília, tem o conjunto da Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, todos ali, bem projetados e articulados pelo nosso centenário Oscar Niemeyer. São João del Rei, suas Igrejas. Salvador, o seu Pelourinho. Treze Tílias, nossa vizinha, tem todas aquelas casas tirolesas. Blumenau, as construções em enxaimel, próximas do Rio Itajaí-açu. Joinville, a Rua do Príncipe, com suas imponentes e históricas palmeiras. Ponta Grossa, com os arenitos de Vila Velha. Manaus tem o seu Teatro Nacional, majestoso, imponente. União da Vitória, a ponte com arcos, construída em 1944. Irani, tem seu monumento ao Contestado.
Não estou falando de identificações através somente de algumas edificações, como o caso de São Paulo, com sua Catedral da Sé. É mais fácil identificar São Paulo ou Rio de Janeiro? Caxias do Sul, tem um monumento ao Colono/Imigrante, mas são poucos que sabem dele. Porto Alegre tem o Parque Farroupilha, a Usina do Gasômetro, mas é difícil que alguém, no mundo, a identifique por estes bens. Curitiba, algo que me marca é a Ópera de Arame, mas, segundo uma amiga, é o Jardim Botânico, embora tenha seu zoológico, o Teatro Guaíra, e diversas edificações históricas, como a da Universidade Federal, no Centro.
Capinzal tem a Igreja Matriz e, junto com Ouro, a Ponte Pênsil. Joaçaba, a catedral Santa Terezinha e o monumento a Frei Bruno. E nossas outras cidades têm o que para chamar nossa atenção?
Agora, pense e me diga, leitor (a), que outra cidade, quando você vê uma imagem dela na TV ou uma foto na revista ou jornal, já fica sabendo qual é?
Ter algo que se apresenta como a característica visual de uma cidade, algo que realmente a identifique, que não seja uma produção de mídia, ajuda muito na sua divulgação. E para atrair turistas e, com isso, movimento na economia.
Euclides Riquetti
28-11-2012
Mas somos unânimes em identificar algumas cidades ou países do mundo que têm algo bem característico, e que isso está aliado ao seu aspecto histórico ou mesmo por qualquer outra convenção. São muitos os exemplos:
O Coliseu (Colosseo), identifica facilmente, Roma., na Itália. O Templo de Atenas, a Capial da Grécia. A Ponte Hercílio Luz, Florianópolis. A torre Eiffel, Paris. Um cidadão de bigode, com um chapéu de confeiteiro ou cozinheiro na cabeça, Portugal. Uma ponte com o Empire States ao fundo, e a Estátua da Liberdade, Nova York. Buenos Aires tem a sua Casa Rosada, de cuja sacada Evita Perón falava aos descamisados. Amsterdam, ou a Holanda, tem os Moinhos de Vento e as Tulipas Vermelhas. Veneza, as pontes arcadas sobre as águas, e as gôndolas. Londres, a torre da ponte o fog, as edificações sobre o Thames. O Kremlin, a Rússia.
O Pão-de-Açúcar, o Maracanã, o Cristo, identificam nosso Rio de Janeiro. As carataras com um mirante, Foz do Iguaçu. Brasília, tem o conjunto da Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, todos ali, bem projetados e articulados pelo nosso centenário Oscar Niemeyer. São João del Rei, suas Igrejas. Salvador, o seu Pelourinho. Treze Tílias, nossa vizinha, tem todas aquelas casas tirolesas. Blumenau, as construções em enxaimel, próximas do Rio Itajaí-açu. Joinville, a Rua do Príncipe, com suas imponentes e históricas palmeiras. Ponta Grossa, com os arenitos de Vila Velha. Manaus tem o seu Teatro Nacional, majestoso, imponente. União da Vitória, a ponte com arcos, construída em 1944. Irani, tem seu monumento ao Contestado.
Não estou falando de identificações através somente de algumas edificações, como o caso de São Paulo, com sua Catedral da Sé. É mais fácil identificar São Paulo ou Rio de Janeiro? Caxias do Sul, tem um monumento ao Colono/Imigrante, mas são poucos que sabem dele. Porto Alegre tem o Parque Farroupilha, a Usina do Gasômetro, mas é difícil que alguém, no mundo, a identifique por estes bens. Curitiba, algo que me marca é a Ópera de Arame, mas, segundo uma amiga, é o Jardim Botânico, embora tenha seu zoológico, o Teatro Guaíra, e diversas edificações históricas, como a da Universidade Federal, no Centro.
Capinzal tem a Igreja Matriz e, junto com Ouro, a Ponte Pênsil. Joaçaba, a catedral Santa Terezinha e o monumento a Frei Bruno. E nossas outras cidades têm o que para chamar nossa atenção?
Agora, pense e me diga, leitor (a), que outra cidade, quando você vê uma imagem dela na TV ou uma foto na revista ou jornal, já fica sabendo qual é?
Ter algo que se apresenta como a característica visual de uma cidade, algo que realmente a identifique, que não seja uma produção de mídia, ajuda muito na sua divulgação. E para atrair turistas e, com isso, movimento na economia.
Euclides Riquetti
28-11-2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Morando em República - Um bom modo de viver
Morar em repúblicas de estudantes, principalmente quando se tem regras de convívio bem definidas e, sobretudo, quando as pessoas se entendem, é muito auspicioso. Posso falar disso de cadeira, pois morei numa dessas em plena juventude, em União da Vitória.
Cheguei ali no final de fevereiro de 1972 e, após ficar três dias num hotelzinho, busquei uma pensão de custos compatíveis com minhas possibilidades. Encontrei a "Pensão Nova", ao lado da Prefeitura de Porto União, que de nova só tinha o nome. A primeira providência foi comprar um daqueles espelhos de moldura de madeira cor laranja, tão tradicionais, mais para ver minha cara de tristeza do que para corte de barba. Hoje, ainda fazem daqueles espelhos, iguaizinhos, só que com "soada" de plástico em vez de madeira.
Os primeiros dias naquela cidade foram deprimentes. Ainda bem que as aulas começaram de imediato. Ia para a Fafi, ali na Praça Coronel Amazonas e, ao passar na frente de dois sobrados idênticos, visualizava uma placa" "República Embaixada do Sossego". No térreo, depois, implantaram a lanchonete X Burguer. Imaginava que seria um sonho poder morar numa república, ter colegas e fazer amigos para conversar, trocar conhecimentos, viver alegremente. Lembrei-me de que em Capinzal havia uma, a dos funcionários do Banco do Brasil, e nela moravam, dentre eles, dois colegas e um professor meu: Valdir Marchi, Itamar Peter e Wolfgang Behling, o Professor Wolf. Este, era muito compenetrado em nos ensinar Matemática, sendo que ás vezes, distraído, colocava o giz entre os lábios e o cigarro punha entre os dedos, para escrever no quadro-negro.
Meu sonho de morar em República tornou-se realizado graças ao Cabo Leoclides Frarom, meu amigo capinzalense que estava servindo no 5º BE. Eu andava na calçada, defronte à Casa do Bronze, na Rua Matos Costa, quando passou uma viatura do Éxercito e escutei aquela voz conhecida que gritou: "Rua Professora Amazília, 408 - no Paraná" Passe lá amanhã! . Fui!!!
Veio o convite: "Quer morar conosco?" - Convite feito, convite aceito! Fui morar na "República Esquadrão da Vida", colegas muito leais e divertidos. Uma vez mandaram cartão de Natal com a mensagem: "Nós, da República Esquadrão da Vida, neste Natal e Ano Novo, estaremos alertas e vigilantes" Era a senha para sua proteção e o cumprimento natalino.
Já nos primeiros meses mudamos para o nº 322, da mesma rua. Morar quase 4 anos com a turma foi muito bacana! Quanto aprendi, quanto socializei-me! Primeiro, fui corrigindo minhas pronúncias erradas das palavras. Depois, alguns hábitos. Minha parte Jeca foi ficando de lado...
Fiz lá amigos que jamais esquecerei, pois muito me ajudaram: O Cabo Dionízio Ganzala, que me deu suas chuteiras de presente e um livro de Inglês Básico. O Osvaldo Bet, que tinha já na época poucos cabelos, era faixa laranja no judô, e lá adiante conquistou a preta. O Cabo Backes, que era nativo do Lajeado Mariano, que num final de domingo, após um jogo do Iguaçu, matou a galinha que a Dona Lídia criava numa gaiolinha e cozinhou sem retirar todas as penas, mas que matou nossa fome. O Evaldo Braun, que estava se despedindo, indo embora para São Paulo.
Havia o Aderbal Tortatto, da Barra do Leão, que trabalhava no Banco do Brasil, a quem chamávamos de "Pala Dura, o Impecável", porque se arrumava muito bem para ir encontrar-se com a fotografa de "A Fotocráfica", com quem se casou. O Tortatto, quando foi Cabo do Exército, atuava com jóquéi no final de semana para melhorar a renda... O Odacir Giaretta, marceneiro, palmeirense e coxa fanático, que tinha um sonho: Ser contador. Virou contador e foi montar escritório próximo ao estádio do Coxa, em Curitiba. E vieram o João Luiz Agostini (Milbe), que depois trouxe o Carlinhos, seu irmão. E o Eduardo, irmão do Osvaldo, que chamávamos de Betinho. O Mineo Yokomizo, o Japa, que me deu um sapato 39 (o meu era 42, mas usei mesmo assim...), trabalhava no Banco do Brasil, era meu colega de turma.O Francisco Samonek, que o Japa chamava de "Sabonete", ex-seminarista, do BB, agora lidera ações sociais na Amazônia. O Ludus, Luoivino Pilattri, de Tangará, era eventual e tocava violão.
Mais adiante os cabos Godoy (de Caçador, Odacir Contini (de Concórdia) e Maciel, também de Concórdia, com quem eu praticava meu Inglês. E o Cabo Figueira, que nos dias de temperatura abaixo de zero tomava banho frio, às 5 da manhã, para ter disposição durante o dia. E o Frei Guilherme Koch, parente do tenista Thomas Koch, parceir de Edson Mandarino. O Frei era Diretor do Colégio São José. Viera aprender como era a vida real. O "Boles", cujo nome era Boleslau, que tinha um táxi, viera de Cruz Machado. O Celso Lazarini, o "Breca" de Lacerdópolis, que fora goleiro do Igauçu. O Celestino Dalfovo, o Funilha, que não gostava de enxugar os pés, era da região dos arrozeiros de Rio do Sul.
E o Frarom era nosso "Administrador", controlava as despesas da Mercearia, o ordenado da cozinheira, o aluguel. O convite dele foi muito bom, muou minha vida.
Lá, no Esquadrão da Vida, tínhamos uma geladeira que não funcionava. Tomávamos café preto da garrafa térmica, amanhecido, e comíamos pães franceses com margarina (cada um comprava a sua). Todos os dias tínhamos feijão, arroz e um ovo, mas seguidamente tínhamos bifes (um para cada um). De vez em quando saía uma limonada. Ganhávamos gelo para colocar no Q Suco e no Q Refresco, da mãe do Neomar Roman (primo do Odacir Giaretta), que hoje é médico. Assistíamos às corridas do Emeron Fittipaldi na F1 pela janela. A mesma Senhora deixava a janela da sala dela aberta para vermos TV. Nos revezávamos em nossa janela para ver os "lances" da corrida. Ah, e no domingo, além de frango, tínhamos maionese... Que delícia, que mordomia! Como valorizávamos o pouco de que dispúnhamos!
Foram esses, sim, os melhores anos de minha juventude. Ter morado com esses e mais alguns, foi uma grande realização pessoal. Vivi, aprendi, vivi. Um bom modo de viver. E há, ainda, muito para contar, oportunamente.
Euclides Riquetti
27-11-2012
Cheguei ali no final de fevereiro de 1972 e, após ficar três dias num hotelzinho, busquei uma pensão de custos compatíveis com minhas possibilidades. Encontrei a "Pensão Nova", ao lado da Prefeitura de Porto União, que de nova só tinha o nome. A primeira providência foi comprar um daqueles espelhos de moldura de madeira cor laranja, tão tradicionais, mais para ver minha cara de tristeza do que para corte de barba. Hoje, ainda fazem daqueles espelhos, iguaizinhos, só que com "soada" de plástico em vez de madeira.
Os primeiros dias naquela cidade foram deprimentes. Ainda bem que as aulas começaram de imediato. Ia para a Fafi, ali na Praça Coronel Amazonas e, ao passar na frente de dois sobrados idênticos, visualizava uma placa" "República Embaixada do Sossego". No térreo, depois, implantaram a lanchonete X Burguer. Imaginava que seria um sonho poder morar numa república, ter colegas e fazer amigos para conversar, trocar conhecimentos, viver alegremente. Lembrei-me de que em Capinzal havia uma, a dos funcionários do Banco do Brasil, e nela moravam, dentre eles, dois colegas e um professor meu: Valdir Marchi, Itamar Peter e Wolfgang Behling, o Professor Wolf. Este, era muito compenetrado em nos ensinar Matemática, sendo que ás vezes, distraído, colocava o giz entre os lábios e o cigarro punha entre os dedos, para escrever no quadro-negro.
Meu sonho de morar em República tornou-se realizado graças ao Cabo Leoclides Frarom, meu amigo capinzalense que estava servindo no 5º BE. Eu andava na calçada, defronte à Casa do Bronze, na Rua Matos Costa, quando passou uma viatura do Éxercito e escutei aquela voz conhecida que gritou: "Rua Professora Amazília, 408 - no Paraná" Passe lá amanhã! . Fui!!!
Veio o convite: "Quer morar conosco?" - Convite feito, convite aceito! Fui morar na "República Esquadrão da Vida", colegas muito leais e divertidos. Uma vez mandaram cartão de Natal com a mensagem: "Nós, da República Esquadrão da Vida, neste Natal e Ano Novo, estaremos alertas e vigilantes" Era a senha para sua proteção e o cumprimento natalino.
Já nos primeiros meses mudamos para o nº 322, da mesma rua. Morar quase 4 anos com a turma foi muito bacana! Quanto aprendi, quanto socializei-me! Primeiro, fui corrigindo minhas pronúncias erradas das palavras. Depois, alguns hábitos. Minha parte Jeca foi ficando de lado...
Fiz lá amigos que jamais esquecerei, pois muito me ajudaram: O Cabo Dionízio Ganzala, que me deu suas chuteiras de presente e um livro de Inglês Básico. O Osvaldo Bet, que tinha já na época poucos cabelos, era faixa laranja no judô, e lá adiante conquistou a preta. O Cabo Backes, que era nativo do Lajeado Mariano, que num final de domingo, após um jogo do Iguaçu, matou a galinha que a Dona Lídia criava numa gaiolinha e cozinhou sem retirar todas as penas, mas que matou nossa fome. O Evaldo Braun, que estava se despedindo, indo embora para São Paulo.
Havia o Aderbal Tortatto, da Barra do Leão, que trabalhava no Banco do Brasil, a quem chamávamos de "Pala Dura, o Impecável", porque se arrumava muito bem para ir encontrar-se com a fotografa de "A Fotocráfica", com quem se casou. O Tortatto, quando foi Cabo do Exército, atuava com jóquéi no final de semana para melhorar a renda... O Odacir Giaretta, marceneiro, palmeirense e coxa fanático, que tinha um sonho: Ser contador. Virou contador e foi montar escritório próximo ao estádio do Coxa, em Curitiba. E vieram o João Luiz Agostini (Milbe), que depois trouxe o Carlinhos, seu irmão. E o Eduardo, irmão do Osvaldo, que chamávamos de Betinho. O Mineo Yokomizo, o Japa, que me deu um sapato 39 (o meu era 42, mas usei mesmo assim...), trabalhava no Banco do Brasil, era meu colega de turma.O Francisco Samonek, que o Japa chamava de "Sabonete", ex-seminarista, do BB, agora lidera ações sociais na Amazônia. O Ludus, Luoivino Pilattri, de Tangará, era eventual e tocava violão.
Mais adiante os cabos Godoy (de Caçador, Odacir Contini (de Concórdia) e Maciel, também de Concórdia, com quem eu praticava meu Inglês. E o Cabo Figueira, que nos dias de temperatura abaixo de zero tomava banho frio, às 5 da manhã, para ter disposição durante o dia. E o Frei Guilherme Koch, parente do tenista Thomas Koch, parceir de Edson Mandarino. O Frei era Diretor do Colégio São José. Viera aprender como era a vida real. O "Boles", cujo nome era Boleslau, que tinha um táxi, viera de Cruz Machado. O Celso Lazarini, o "Breca" de Lacerdópolis, que fora goleiro do Igauçu. O Celestino Dalfovo, o Funilha, que não gostava de enxugar os pés, era da região dos arrozeiros de Rio do Sul.
E o Frarom era nosso "Administrador", controlava as despesas da Mercearia, o ordenado da cozinheira, o aluguel. O convite dele foi muito bom, muou minha vida.
Lá, no Esquadrão da Vida, tínhamos uma geladeira que não funcionava. Tomávamos café preto da garrafa térmica, amanhecido, e comíamos pães franceses com margarina (cada um comprava a sua). Todos os dias tínhamos feijão, arroz e um ovo, mas seguidamente tínhamos bifes (um para cada um). De vez em quando saía uma limonada. Ganhávamos gelo para colocar no Q Suco e no Q Refresco, da mãe do Neomar Roman (primo do Odacir Giaretta), que hoje é médico. Assistíamos às corridas do Emeron Fittipaldi na F1 pela janela. A mesma Senhora deixava a janela da sala dela aberta para vermos TV. Nos revezávamos em nossa janela para ver os "lances" da corrida. Ah, e no domingo, além de frango, tínhamos maionese... Que delícia, que mordomia! Como valorizávamos o pouco de que dispúnhamos!
Foram esses, sim, os melhores anos de minha juventude. Ter morado com esses e mais alguns, foi uma grande realização pessoal. Vivi, aprendi, vivi. Um bom modo de viver. E há, ainda, muito para contar, oportunamente.
Euclides Riquetti
27-11-2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Dirce Adriane Scarton - a amiga que já deixa saudades.
A jovem mãe e professora Dirce Adriane Scarton vai, sim, deixar-nos muitas saudades. É mais uma vítima de nosso trânsito nas estradas. Como muitos outros amigos que já perdemos, a Adri, como os familiares e pessoas mais chegadas a chamavam, também virou uma estrelinha e foi misturar-se às outras milhões, bilhões que marcam nosso universo, e decoram, com seu brilho tenro, suave, nossa paisagem celestial nas nossas noites. A Adri tornou-se uma estrelinha prateada, com sua luz discreta, como era de seu jeito. E buscou seu lugar com elegência, charme, meiguice, que é o que dela mais nos marcou... Tinha uma gama de qualidades virtuosas que é difícil enumerar. Foi juntar-se ao pai, Hermes, e à mãe, Dona Dometila. Desta, herdou todas as virtudes, muitas, incontáveis.
Ontem, por volta das 22 horas, ligou-me meu filho Fabrício para dar-me uma notícia que seria a última que eu poderia esperar: Sua professora, Dirce Scarton, de quem ele muito gostava, tinha perdido a vida em acidente de carro. Não queria acreditar que isso aconteceu. Ficamos chocados também nós, aqui de casa. Todos tínhamos muito apreço e admiração por ela. Foi minha aluna no Mater Dolorum, em Capinzal, professora de nossos três filhos, na CNEC, nossa colega como professora de Matemática e Física, na Sílvio Santos, em Ouro. Nossa mente volta ao tempo, quando era aluninha no Mater, muito estudiosa, disciplinada, meiga, bonita, com seu cabelo castanho cacheado, comprido. Mais adiante, sai de cena e volta já jovem, frequentando a piscina do Clube da Colina, na dela. Era a época em que eu levada nossas crianças para nadar. Ela era uma garota que aparentava certa timidez, mas sempre simpática e atenciosa.
E, poucos anos depois, vira professora dessas mesmas crianças, vira nossa colega, divide conosco as mesmas angústias, quer que seus alunos aprendam, calculem, raciocinem. E, com sua habitual maneira delicada, doce, habilmente os conduz para o raciocínio e a aprendizagem.
Além da profisional competente, a colega engajada, foi defensora de nossos ideais, solidária nas reivindicações de nossa classe, a dos professores, muitas vezes tão maltratados que fomos.
A tragédia nos tira uma grande amiga, que deixa seu companheiro, seu filho, suas irmãs e irmãos, seus sobrinhos. Temos elevado apreço por todos os seus familiares, que honram a descendência do Hermes e da Dometila.
Adri, não vou vê-la. Recuso-me, terminantemente, a mudar a imagem singela que tenho de você. Junte-se a tantos amigos em comum que tivemos aqui na terra. Diga a todos eles que, mesmo que não tenham vivido longos anos, valeu a pena viver. Diga-lhes que nós temos muitas saudades, que o mundo é bom, mas que nem tudo anda como nosso desejo, e que as vidas ceifadas não são motivo para que os esqueçamos. Um grande abraço, amiga! Que Deus lhe dê as devidas compensações . Seus entes queridos e nós, seus amigos, temos muito orgulho de você!
Euclides Riquetti
25-11-2012
Ontem, por volta das 22 horas, ligou-me meu filho Fabrício para dar-me uma notícia que seria a última que eu poderia esperar: Sua professora, Dirce Scarton, de quem ele muito gostava, tinha perdido a vida em acidente de carro. Não queria acreditar que isso aconteceu. Ficamos chocados também nós, aqui de casa. Todos tínhamos muito apreço e admiração por ela. Foi minha aluna no Mater Dolorum, em Capinzal, professora de nossos três filhos, na CNEC, nossa colega como professora de Matemática e Física, na Sílvio Santos, em Ouro. Nossa mente volta ao tempo, quando era aluninha no Mater, muito estudiosa, disciplinada, meiga, bonita, com seu cabelo castanho cacheado, comprido. Mais adiante, sai de cena e volta já jovem, frequentando a piscina do Clube da Colina, na dela. Era a época em que eu levada nossas crianças para nadar. Ela era uma garota que aparentava certa timidez, mas sempre simpática e atenciosa.
E, poucos anos depois, vira professora dessas mesmas crianças, vira nossa colega, divide conosco as mesmas angústias, quer que seus alunos aprendam, calculem, raciocinem. E, com sua habitual maneira delicada, doce, habilmente os conduz para o raciocínio e a aprendizagem.
Além da profisional competente, a colega engajada, foi defensora de nossos ideais, solidária nas reivindicações de nossa classe, a dos professores, muitas vezes tão maltratados que fomos.
A tragédia nos tira uma grande amiga, que deixa seu companheiro, seu filho, suas irmãs e irmãos, seus sobrinhos. Temos elevado apreço por todos os seus familiares, que honram a descendência do Hermes e da Dometila.
Adri, não vou vê-la. Recuso-me, terminantemente, a mudar a imagem singela que tenho de você. Junte-se a tantos amigos em comum que tivemos aqui na terra. Diga a todos eles que, mesmo que não tenham vivido longos anos, valeu a pena viver. Diga-lhes que nós temos muitas saudades, que o mundo é bom, mas que nem tudo anda como nosso desejo, e que as vidas ceifadas não são motivo para que os esqueçamos. Um grande abraço, amiga! Que Deus lhe dê as devidas compensações . Seus entes queridos e nós, seus amigos, temos muito orgulho de você!
Euclides Riquetti
25-11-2012
Reencontros em União da Vitória
O imprevisto, justamente por ser uma fato ou uma situação de que não sabemos que vai acontecer, muda nossos rumos e planos muito rapidamente. Por isso mesmo, dizem, e eu digo também, precisamos deixar em nossa pauta diária um vazio, quem sabe de uns de 20%, ou seja, temos um planejamento do que vamos fazer, mas durante a atividade profissional ou mesmo nas ações pessoais do dia-a-dia, novos acontecimentos podem ditar o ritmo ou a condução de nossos afazeres. Mas há aqueles que nos fazem mudar 100%.
Há menos de um mês, num domigno, acabado o almoço, recebemos um comunicado de que um tio, João Anzolin, falecera em Erechim, e o sepultamente ocorreia três horas depois. Saímos em 15 minutos e pudemos dar nosso abraço de solidariedade a seus familiares, nossos parentes, a maioria dos quais nem conhecíamos. Nesta sexta-feira, final de tarde, minha irmã Iradi, que mora em União da Vitória, ligava-me de Curitiba para dizer que estava lá, com sua sogra, Dona Honorina Ghidini, 90, que falecera em razão de problemas cardíacos. Saímos eu e meu irmão, Hiroito (Tio Piro), ontem, bem cedinho, e fomos para cidades gêmeas do Iguaçu, onde nos juntamos aos seus familiares para as últimas homenagens àquela Senhora. Ela foi a fundadora, com seus filhos, há quase 40 anos, da Lanchonete X-Burguer, hoje restaurante, pioneira no X-Salada naquela cidade.
Quando situações assim acontecem, acabamos por reencontrar muitos conhecidos, pessoas que não vemos há muitos anos, às vezes décadas, mas que fizeram parte de nossa história. E, ontem, não foi diferante. Depois do cumprimento aos familiares, a percepção de que todos estavam bastante tranquilos, pela consciência do dever filial cumprido, por terem cuidado bem da mãe e avó, por terem compartilhado sua vida estreitamente com ela. Isso é muito bom. Não remorsos, não há arrependimentos. A lógica é essa, os filhos cuidarem e, um dia, que nunca se quer que chegue, enterrarem os pais. Quando essa situação se inverte, revestida de tragédias, nada há que possa consolar os que ficam. Por isso mesmo, sempre que somos convidados a uma festa reunindo amigos, fazemos todo o possível para participar, para comemorar a alegria do reencontro, em momentos de muita felicidade.
No caso de ontem, especificamente, reencontrei lá o Rubão, que me contou que o amigo Piu-piu, Milton José Branco, colega de faculdade, está por lá, aposentado, casado, fazendo parte da Igreja dos Mórmons, ali da Rua Paraná, em frente da qual passei muitas vezes quando morava ali perto, entre 1972 e 1976. Reencontrei o Carlinhos Agostini, bitorunense, agora empresário, irmão do João Luiz "Milbe", com quem partilhamos nossa juventude no tempo de nossa "República Esquadrão da Vida", ali da Rua Professora Amazília, no início da década de 1970. Conversamos muito, contou-me de fatos ocorridos, que entristeceram muito o Milbe e sua família, que foi a perda de um filho, jovem médico. Falamos de nossos filhos, de sua coragem "reforçada" pelos pais, que têm mais oportunidades do que no nosso tempo. É muito gratificante reencontrar pessoas como o Carlinhos...
Ao meio-dia, reencontrei o Seu Moacir, 74, dono da San Diego Auto Peças, cabelinho e bigode branco. Conheci-o há exatos 40 anos. Não mudou nada, está elegante como sempre, saudável, atencioso. Não me reconheceu, pois não nos víamos há 35. Estive na loja dele, conversamos, lembramos de muitos negócios que fizemos quando eu trabalhava na Mallon.
Há meia quadra dali, a empresa "Quero Mais", da colega Alda Roseli Meyer, que chegamamos de Rose. Cheguei lá, encontrei o Miro, que também não me reconheceu. Ele também mudou, está grisalho, mas guarda todos os traços da juventude, quando ele vinha buscar a namorada no portão de entrada de nossa FAFI. Mencionei sobre ele, Amir Jacob, que chamamos de Miro. Lembramos do Munir Cador, de quem fui segundo Vice-presidente, no Diretório Acadêmico Alvir Riesemberg, com muitas saudades. Então chega a Rose, com sua caminhonetinha branca, elegante, não me reconhece. Mas, daí há pouco, já estávamos reapresentados, alegremente, como nos tempos de juventude. Mostrou-me as fotos dos filhos, todos bonitos, bem encaminhados. Lembramos de nossos colegas, da Sheila Arnt, casada com o Dr. Leo Gonçalves, que mora em Treze Tílias. Do Floriano Guérios, que está no Positivo há mais de 30, da Fátima Caus Morgan, minha comadre, e de outros mais. Foi muito bem ter encontrado o casal Miro e Rose, que casou no dia 6 de dezembro de 1975, exatamente um sábado antes do que eu. Lembramos que no dia 13, também casaram o amigo capinzalense Roque Manfredini, saudoso, com a Regina Menezes.
Á meia-tarde, nos despedimos de dona Honorina, deixada com o marido e o filho Sérgio, no jazigo da família. Visitamos o de Romeu da Silva, o Português, nosso paizão lá na Mercedes, que era vendedor muito competente de caminhões. E também o da família do Dr. Barbozinha, que está lá, com sua esposa e três filhos, todos bonitos nas fotos, e que perderam a vida naquela tragédia de 20 de junho de 1982...
Então, leitor (a), veja como os imprevistos podem mudar a pauta de qualquer um, de redefinir nossas ações, rumos, nossas condutas, até nossos comportamentos.
Tio João e Dona Honorina estão lá no céu. Curtam, ali, as merecidas recompensas. E nós continuamos a registrar nossas ações e impressões aqui na Terra. Abraços!
Euclides Riquetti
25/11/2012.
Há menos de um mês, num domigno, acabado o almoço, recebemos um comunicado de que um tio, João Anzolin, falecera em Erechim, e o sepultamente ocorreia três horas depois. Saímos em 15 minutos e pudemos dar nosso abraço de solidariedade a seus familiares, nossos parentes, a maioria dos quais nem conhecíamos. Nesta sexta-feira, final de tarde, minha irmã Iradi, que mora em União da Vitória, ligava-me de Curitiba para dizer que estava lá, com sua sogra, Dona Honorina Ghidini, 90, que falecera em razão de problemas cardíacos. Saímos eu e meu irmão, Hiroito (Tio Piro), ontem, bem cedinho, e fomos para cidades gêmeas do Iguaçu, onde nos juntamos aos seus familiares para as últimas homenagens àquela Senhora. Ela foi a fundadora, com seus filhos, há quase 40 anos, da Lanchonete X-Burguer, hoje restaurante, pioneira no X-Salada naquela cidade.
Quando situações assim acontecem, acabamos por reencontrar muitos conhecidos, pessoas que não vemos há muitos anos, às vezes décadas, mas que fizeram parte de nossa história. E, ontem, não foi diferante. Depois do cumprimento aos familiares, a percepção de que todos estavam bastante tranquilos, pela consciência do dever filial cumprido, por terem cuidado bem da mãe e avó, por terem compartilhado sua vida estreitamente com ela. Isso é muito bom. Não remorsos, não há arrependimentos. A lógica é essa, os filhos cuidarem e, um dia, que nunca se quer que chegue, enterrarem os pais. Quando essa situação se inverte, revestida de tragédias, nada há que possa consolar os que ficam. Por isso mesmo, sempre que somos convidados a uma festa reunindo amigos, fazemos todo o possível para participar, para comemorar a alegria do reencontro, em momentos de muita felicidade.
No caso de ontem, especificamente, reencontrei lá o Rubão, que me contou que o amigo Piu-piu, Milton José Branco, colega de faculdade, está por lá, aposentado, casado, fazendo parte da Igreja dos Mórmons, ali da Rua Paraná, em frente da qual passei muitas vezes quando morava ali perto, entre 1972 e 1976. Reencontrei o Carlinhos Agostini, bitorunense, agora empresário, irmão do João Luiz "Milbe", com quem partilhamos nossa juventude no tempo de nossa "República Esquadrão da Vida", ali da Rua Professora Amazília, no início da década de 1970. Conversamos muito, contou-me de fatos ocorridos, que entristeceram muito o Milbe e sua família, que foi a perda de um filho, jovem médico. Falamos de nossos filhos, de sua coragem "reforçada" pelos pais, que têm mais oportunidades do que no nosso tempo. É muito gratificante reencontrar pessoas como o Carlinhos...
Ao meio-dia, reencontrei o Seu Moacir, 74, dono da San Diego Auto Peças, cabelinho e bigode branco. Conheci-o há exatos 40 anos. Não mudou nada, está elegante como sempre, saudável, atencioso. Não me reconheceu, pois não nos víamos há 35. Estive na loja dele, conversamos, lembramos de muitos negócios que fizemos quando eu trabalhava na Mallon.
Há meia quadra dali, a empresa "Quero Mais", da colega Alda Roseli Meyer, que chegamamos de Rose. Cheguei lá, encontrei o Miro, que também não me reconheceu. Ele também mudou, está grisalho, mas guarda todos os traços da juventude, quando ele vinha buscar a namorada no portão de entrada de nossa FAFI. Mencionei sobre ele, Amir Jacob, que chamamos de Miro. Lembramos do Munir Cador, de quem fui segundo Vice-presidente, no Diretório Acadêmico Alvir Riesemberg, com muitas saudades. Então chega a Rose, com sua caminhonetinha branca, elegante, não me reconhece. Mas, daí há pouco, já estávamos reapresentados, alegremente, como nos tempos de juventude. Mostrou-me as fotos dos filhos, todos bonitos, bem encaminhados. Lembramos de nossos colegas, da Sheila Arnt, casada com o Dr. Leo Gonçalves, que mora em Treze Tílias. Do Floriano Guérios, que está no Positivo há mais de 30, da Fátima Caus Morgan, minha comadre, e de outros mais. Foi muito bem ter encontrado o casal Miro e Rose, que casou no dia 6 de dezembro de 1975, exatamente um sábado antes do que eu. Lembramos que no dia 13, também casaram o amigo capinzalense Roque Manfredini, saudoso, com a Regina Menezes.
Á meia-tarde, nos despedimos de dona Honorina, deixada com o marido e o filho Sérgio, no jazigo da família. Visitamos o de Romeu da Silva, o Português, nosso paizão lá na Mercedes, que era vendedor muito competente de caminhões. E também o da família do Dr. Barbozinha, que está lá, com sua esposa e três filhos, todos bonitos nas fotos, e que perderam a vida naquela tragédia de 20 de junho de 1982...
Então, leitor (a), veja como os imprevistos podem mudar a pauta de qualquer um, de redefinir nossas ações, rumos, nossas condutas, até nossos comportamentos.
Tio João e Dona Honorina estão lá no céu. Curtam, ali, as merecidas recompensas. E nós continuamos a registrar nossas ações e impressões aqui na Terra. Abraços!
Euclides Riquetti
25/11/2012.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Parabéns, Aline!
Aline Rocha é para-atleta joaçabense. Cadeirante, a jovem Aline, treinada pelo namorado e professor Fernando, conquistou duas medalhas de Ouro nos Jogos Abertos do Interior de São Paulo, na quarta-feira, 21, competindo pela cidade de São Caetano, nas provas de 100 e 400 metros. E já vem colecionando medalhas em competições há muito tempo. Ela ficou paraplégica ainda na adolescência, em razão de um acidente.
Hoje, 23, começa sua participação nos Parajasc, em Brusque, SC. E, no início de dezembro, estará na Terceira Etapa Nacional do Circuito Loterias Caixa em Fortaleza. Seu sonho é representar os Brasil nas Paraolimpíadas de 2016, aqui no Brasil. Treinou com muito afinco e determinação nas últimas semanas para conseguir seu intento. E brilhou!
Conheço a Aline há dois anos. Ela treina, com sua cadeira/bicicleta, na pista do Clube Comercial, aqui em Joaçaba. Cobra muito de si e de seu paciente treinador. Formam um belo casal, educados e atenciosos. Vários são os portadores de necessidades especiais que são treinados pelo Fernando. São muito alegres, treinam, riem, contam piadas, zoam uns dos outros. Vivem mais intensamente e alegremente do que muitas pessoas que têm tudo e não sabem valorizar o que têm.
A Aline é patrocinada pelo Laboratório Pasteur, de Joaçaba, que tem como slogan: "Tecnologia Sustentável. Socialmente Responsável". Lembro que esse Laboratório estendeu suas mãos à Aline quando ela não obtinha apoios na cidade. E a determinada atleta, com sua dedicação, simpatia e encanto, vai obtendo suas conquistas.
Parabéns, Aline e Fernando, pelas suas conquistas. Temos muito orgulho de vocês.
Euclides Riquetti
23-11-2012
Hoje, 23, começa sua participação nos Parajasc, em Brusque, SC. E, no início de dezembro, estará na Terceira Etapa Nacional do Circuito Loterias Caixa em Fortaleza. Seu sonho é representar os Brasil nas Paraolimpíadas de 2016, aqui no Brasil. Treinou com muito afinco e determinação nas últimas semanas para conseguir seu intento. E brilhou!
Conheço a Aline há dois anos. Ela treina, com sua cadeira/bicicleta, na pista do Clube Comercial, aqui em Joaçaba. Cobra muito de si e de seu paciente treinador. Formam um belo casal, educados e atenciosos. Vários são os portadores de necessidades especiais que são treinados pelo Fernando. São muito alegres, treinam, riem, contam piadas, zoam uns dos outros. Vivem mais intensamente e alegremente do que muitas pessoas que têm tudo e não sabem valorizar o que têm.
A Aline é patrocinada pelo Laboratório Pasteur, de Joaçaba, que tem como slogan: "Tecnologia Sustentável. Socialmente Responsável". Lembro que esse Laboratório estendeu suas mãos à Aline quando ela não obtinha apoios na cidade. E a determinada atleta, com sua dedicação, simpatia e encanto, vai obtendo suas conquistas.
Parabéns, Aline e Fernando, pelas suas conquistas. Temos muito orgulho de vocês.
Euclides Riquetti
23-11-2012
A Falta da Cultura de Participação em Joaçaba
Joaçaba é uma bela cidade, localizada no Meio-oeste Catarinense, separada de Herval D ´Oeste pelo sinuoso Rio do Peixe. Tão sinuoso quanto o são as curvas que ispiraram o Arquiteto Oscar Niemeyer a projetar edificações com sua Arquitetura Moderna, no Brasil, a partir de 1939 e até recentemente, antes de adoecer.
Mas nossa cidade, conurbada com aquela e ainda com Luzerna, tem seu maior problema na falta de mobilidade, pois, ao longo de sua história, essa preocupação não colocou o tema na pauta das discussões públicas, do planejamento de seu crescimento. Temos um Plano Diretor bem detalhado, elaborado de julho d 2005 a novembro de 2006, e que agora está em vias de sofrer algumas alterações no que diz respeito ao zoneamento, aos recuos das edificações e algo, tímido, com relação às áreas verdes dos desmembramentos.
Na noite de ontem, participamos de uma Audiência Pública, numa sala de eventos da ACIOC, quando tomamos conhecimento e votamos seis propostas de alteração do Plano Diretor, propostas através do COMDEMA, sempre com o intuito de melhorar nossa cidade. Acho que as sugestões, se chegaram em nível de propostas, é porque foram bem analisadas, pensadas, refletidas, e seus impactos estudados. Participei, efetivamente, de algumas discussões, não acaloradas, e manifestei minha preocupação com o futuro da cidade, das gerações que nos sucederem, e a razão principal disso é que, na ocasião, tínhamos menos do que 25 votantes no plenário que, para um universo de 25.000 habitantes, aproximadamente, representa 0,1%, o que considero muito pouco, se verificarmos que nossas aprovações podem mexer, direta ou indiretamente, com a vida de toda uma população. Ressaltei e reiterei que, em Joaçaba, não existe a cultura da participação, e que suas Audiências Públicas são muito tímidas, a população não participa, as entidades representativas não se fazem presentes.
Além da Equipe Técnica, composta pelos Engenheiros Cássio e Ricardo, que bem se posicionaram e procuraram, da maneira mais didática possível, explicitar as mudanças propostas, havia a Advogada Giovana, que conduziu a AP, e mais um time de apoio e um Secretário representando o Executivo. O Conselho se fez representar pelo Engenheiro Gilson (Vasconcelos).
As mudanças propostas para o PD, acredito, deverão contemplar mais do que isso, pois não vejo uma definição ou posição das autoridades com relação a atitudes CORAJOSAS `que precisarão ser tomadas quanto à mobilidade, assunto que abordarei em outro comentário, especificamente, e que não são apenas problema de Joaçaba, mas de todas as cidades.
Outra questão que motivou manifestar-me, publicamente, na AP, foi a questão do percentual de permeabilidade nos terrenos que receberão edificações no centro, onde se verifica que residências unifamiliares nos bairros precisam preservar 30% do terreno, e na área central, dos grandes edifícios, apenas 6%.
Diante disso, remeto-me à reflexão, e convido você, leitor, a também refletir sobre isso, mesmo que não venha a resultar em nada. Mas, no futuro, não precisemos nos condernar a nós mesmos por temos sido omissos, pelo menos em nosso pensamento, mesmo que não maniefestemos nossas preocupações e adotemos posições.
Euclides Riquetti
22-11-2012
Mas nossa cidade, conurbada com aquela e ainda com Luzerna, tem seu maior problema na falta de mobilidade, pois, ao longo de sua história, essa preocupação não colocou o tema na pauta das discussões públicas, do planejamento de seu crescimento. Temos um Plano Diretor bem detalhado, elaborado de julho d 2005 a novembro de 2006, e que agora está em vias de sofrer algumas alterações no que diz respeito ao zoneamento, aos recuos das edificações e algo, tímido, com relação às áreas verdes dos desmembramentos.
Na noite de ontem, participamos de uma Audiência Pública, numa sala de eventos da ACIOC, quando tomamos conhecimento e votamos seis propostas de alteração do Plano Diretor, propostas através do COMDEMA, sempre com o intuito de melhorar nossa cidade. Acho que as sugestões, se chegaram em nível de propostas, é porque foram bem analisadas, pensadas, refletidas, e seus impactos estudados. Participei, efetivamente, de algumas discussões, não acaloradas, e manifestei minha preocupação com o futuro da cidade, das gerações que nos sucederem, e a razão principal disso é que, na ocasião, tínhamos menos do que 25 votantes no plenário que, para um universo de 25.000 habitantes, aproximadamente, representa 0,1%, o que considero muito pouco, se verificarmos que nossas aprovações podem mexer, direta ou indiretamente, com a vida de toda uma população. Ressaltei e reiterei que, em Joaçaba, não existe a cultura da participação, e que suas Audiências Públicas são muito tímidas, a população não participa, as entidades representativas não se fazem presentes.
Além da Equipe Técnica, composta pelos Engenheiros Cássio e Ricardo, que bem se posicionaram e procuraram, da maneira mais didática possível, explicitar as mudanças propostas, havia a Advogada Giovana, que conduziu a AP, e mais um time de apoio e um Secretário representando o Executivo. O Conselho se fez representar pelo Engenheiro Gilson (Vasconcelos).
As mudanças propostas para o PD, acredito, deverão contemplar mais do que isso, pois não vejo uma definição ou posição das autoridades com relação a atitudes CORAJOSAS `que precisarão ser tomadas quanto à mobilidade, assunto que abordarei em outro comentário, especificamente, e que não são apenas problema de Joaçaba, mas de todas as cidades.
Outra questão que motivou manifestar-me, publicamente, na AP, foi a questão do percentual de permeabilidade nos terrenos que receberão edificações no centro, onde se verifica que residências unifamiliares nos bairros precisam preservar 30% do terreno, e na área central, dos grandes edifícios, apenas 6%.
Diante disso, remeto-me à reflexão, e convido você, leitor, a também refletir sobre isso, mesmo que não venha a resultar em nada. Mas, no futuro, não precisemos nos condernar a nós mesmos por temos sido omissos, pelo menos em nosso pensamento, mesmo que não maniefestemos nossas preocupações e adotemos posições.
Euclides Riquetti
22-11-2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Transcendendo
Transcendo
Saio do conforto daqui
Liberto-me de meu céu imaginário
Navego no mundo, solitário
E vou pra perto de ti., de ti, de ti...
Transcendo
Busco as respostas que ainda não tenho
Volto no tenro passado
Projeto-me o futuro desejado
Viajo, vou e venho...
Transcendo
Porque acomodar-me é covardia
Porque omitir-me é vergonhoso
Não combina com meu ser impetuoso
Há a desafiar-me, sempre, a ousadia.
Transcendo
É a maneira que tenho para estar contigo
De tocar tuas mãos e beijar teus lábios
De dizer-te os versos mais raros
De chorar em teu ombro amigo.
Transcendo
Para exercitar minha rebeldia
Para dizer-te de meu encantamento
Para, com todo o arrebatamento
Abrir-te minha alma, guria...
Transcendo...
Euclides Riquetti
21-11-2012
Saio do conforto daqui
Liberto-me de meu céu imaginário
Navego no mundo, solitário
E vou pra perto de ti., de ti, de ti...
Transcendo
Busco as respostas que ainda não tenho
Volto no tenro passado
Projeto-me o futuro desejado
Viajo, vou e venho...
Transcendo
Porque acomodar-me é covardia
Porque omitir-me é vergonhoso
Não combina com meu ser impetuoso
Há a desafiar-me, sempre, a ousadia.
Transcendo
É a maneira que tenho para estar contigo
De tocar tuas mãos e beijar teus lábios
De dizer-te os versos mais raros
De chorar em teu ombro amigo.
Transcendo
Para exercitar minha rebeldia
Para dizer-te de meu encantamento
Para, com todo o arrebatamento
Abrir-te minha alma, guria...
Transcendo...
Euclides Riquetti
21-11-2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Zortéa - Tempos que não voltam mais
Uma parte de minha vida, do início de 1977 ao final 1979, morei no Distrito de Zortéa, que pertencia ao município de Capos Novos. Lá eu convivia com três segmentos sociais distintos: Havia os professores e alunos da Escola Básica Major Cipriano Rodrigues Almeida; meus colegas de escritório da Zortéa Brancher S/A - Compensados e esquadrias; e a turma do futebol, que atuava numa quadra de esportes com piso de cimento e no campo gramado do Grêmio Esportivo Lírio.
Na condição de professor, eu atuava pela manhã e noite e, à tarde, no Departamento Financeiro da empresa, na função de controlar os débitos para com fornecedores e redigir correspondências. Traduzia as que chegavam do exterior e vertia para o Inglês as que eram enviadas para o Reino Unido, Argentina, Haiti, Iraque, Arábia Saudita, dentre outros. E ainda emitia faturas pro-forma para a venda de compensados nas exportações. Foi uma época em que muito aprendi e muito me diverti. As pessoas, lá, eram muito felizes.
Em 1978 a comunidade católica recebeu os Padres Missionários, com quem fizemos muita amizade. Havia o Padre Mantovani, que chamávamos de Gringo, era natural de Lacerdópolis, muito carismático, conseguiu envolver, com seus colegas, a comunidade local para a religião, para a busca do bem. E o envolvimento vinha com a escola, a família, a comunidade, e até a empresa, que realizava turnos de trabalho diferenciados de forma que os empregados pudessem participar das Missões.
Bem, acabei envolvido de tal maneira que me tornei celebrante de cultos religiosos. Fiz isso durante dois anos. Mas, paralelamente, jogava minha bolinha, treinando nos finais de tarde e jogando aos sábados e domingos, preferencialmente futebol de campo. E, aí, me vem uma história que me faz rir:
Marcamos um jogo dos professores e maridos das professoras contra os alunos, para um domingo de manhã, às 10 horas. E, naquele domingo, era minha vez de celebrar o culto. Cheguei cedo à Capela, deixei meu fusca branco, novinho, estacionado "em ponto de bala" na estradinha ao lado dela, com meu kichutte na bolsa. Tão logo terminasse o culto, eu iria para o campo jogar.
Fiz minha parte na celebração e quando eram nove e quarenta anunciei o canto final. E, enquanto cantavam, saí, liguei o fusca e desci para o campo. Jogamos alegremente, numa boa.
Na segunda-feira, bem cedo, o amigo Darci Zílio, que era Ministro da Ecaristia, procurou-me: " O que aconteceu que você não deu a bênção final e saiu de fuque, sem terminar o culto?" Argumentei que eu acabara o culto, anunciara o canto e saíra para o jogo.
O Darci me cai na gargalhada: "Seu maluco, você esqueceu de dar a bênção final!" Todos ficaram um bom tempo esperando. Achavam que você tinha se sentido mal e saído às pressas. Como você não voltou, eu mesmo dei a bênção!" Que vergonha!...
Bem, há poucos instantes eu soube, pelo seu filho, Vanderley, via facebook, que o Darci já morreu há 8 anos...
É, fiquei devendo uma pro amigo Zílio, que me ajudou naquela. Agora, é rezar um pouco pra que ele tenha a recompensa, lá em cima, por tudo o que sempre fez pelos amigos e comunidade de Zortéa.
Euclide Riquetti
20-11-2012
Na condição de professor, eu atuava pela manhã e noite e, à tarde, no Departamento Financeiro da empresa, na função de controlar os débitos para com fornecedores e redigir correspondências. Traduzia as que chegavam do exterior e vertia para o Inglês as que eram enviadas para o Reino Unido, Argentina, Haiti, Iraque, Arábia Saudita, dentre outros. E ainda emitia faturas pro-forma para a venda de compensados nas exportações. Foi uma época em que muito aprendi e muito me diverti. As pessoas, lá, eram muito felizes.
Em 1978 a comunidade católica recebeu os Padres Missionários, com quem fizemos muita amizade. Havia o Padre Mantovani, que chamávamos de Gringo, era natural de Lacerdópolis, muito carismático, conseguiu envolver, com seus colegas, a comunidade local para a religião, para a busca do bem. E o envolvimento vinha com a escola, a família, a comunidade, e até a empresa, que realizava turnos de trabalho diferenciados de forma que os empregados pudessem participar das Missões.
Bem, acabei envolvido de tal maneira que me tornei celebrante de cultos religiosos. Fiz isso durante dois anos. Mas, paralelamente, jogava minha bolinha, treinando nos finais de tarde e jogando aos sábados e domingos, preferencialmente futebol de campo. E, aí, me vem uma história que me faz rir:
Marcamos um jogo dos professores e maridos das professoras contra os alunos, para um domingo de manhã, às 10 horas. E, naquele domingo, era minha vez de celebrar o culto. Cheguei cedo à Capela, deixei meu fusca branco, novinho, estacionado "em ponto de bala" na estradinha ao lado dela, com meu kichutte na bolsa. Tão logo terminasse o culto, eu iria para o campo jogar.
Fiz minha parte na celebração e quando eram nove e quarenta anunciei o canto final. E, enquanto cantavam, saí, liguei o fusca e desci para o campo. Jogamos alegremente, numa boa.
Na segunda-feira, bem cedo, o amigo Darci Zílio, que era Ministro da Ecaristia, procurou-me: " O que aconteceu que você não deu a bênção final e saiu de fuque, sem terminar o culto?" Argumentei que eu acabara o culto, anunciara o canto e saíra para o jogo.
O Darci me cai na gargalhada: "Seu maluco, você esqueceu de dar a bênção final!" Todos ficaram um bom tempo esperando. Achavam que você tinha se sentido mal e saído às pressas. Como você não voltou, eu mesmo dei a bênção!" Que vergonha!...
Bem, há poucos instantes eu soube, pelo seu filho, Vanderley, via facebook, que o Darci já morreu há 8 anos...
É, fiquei devendo uma pro amigo Zílio, que me ajudou naquela. Agora, é rezar um pouco pra que ele tenha a recompensa, lá em cima, por tudo o que sempre fez pelos amigos e comunidade de Zortéa.
Euclide Riquetti
20-11-2012
sábado, 17 de novembro de 2012
Evita Perón - A História de um Mito (primeira parte)
Quatro décadas após sua morte, Maria Eva Duarte de Perón, a Evita (07-05-1919 - 26-07-1952), ainda fascina poetas, escritores e diretores do cinema mundial. O fato de ela ter morrido de câncer, aos 33 anos, quando era a Primeira Dama da Argentina e estava no auge de sua popularidade, muito contribuiu para a propagação de seu nome. Evita foi tema recorrente nos noticiários radiofônicos e televisivos do mundo pelo menos por duas décadas após a sua morte. E, até hoje, seus fãs, como eu, lembram dela com emoção.
Em minha infância e juventude, muito ouvia falar de "Evita", a "Santa Evita", protetora dos descamisados e das mulheres da Argentina. Evita, que fora esposa do Presidente Juan Domingo Perón, tornou-se um mito, mais pelo seu carisma e talento político do que por seus dotes artísticos. Mas, até hoje, o povo argentino chora sua morte... Meu primeiro contato efetivo com sua história ocorreu em 1979, quando recebi a incumbência de um amigo e patrão, Lourenço Brancher, de traduzir a ópera-rock que foi produzida em sua homenagem. Era um álbum com disco de vinil e a letra impressa de "Evita". Encantei-me com sua história, comecei a pesquisar sobre sua vida e fui lendo tudo o que pude encontrar sobre ela. Mais adiante, com o sucesso de uma música em sua homenagem, passei a emocionar-me em todos os momentos que a ouvi. Evita era bonita, mas muito mais bonita era sua história...
Eva Duarte era filha de Juana Ibarguren, a bela amante de um fazendeiro do povoado de Los Toldos, localizado ao sul de Junin, Província de Buenos Aires. Juana fora adquirida pelo estancieiro, a troco de uma carroça e um jumento...Ela e mais quatro irmãos, um menino e três meninas, foram criados na fazenda, ao mesmo tempo que seu pai, Juan Duarte, vivia com sua família e seus outros seis filhos legítimos, em Junin. O pai dava assistência aos filhos que teve com Juana, até que ele morreu. E os filhos de Juana eram constantemente humilhados por serem bastardos. Depois, a família, desprotegida, quando Eva tinha 11 anos, foi morar em Junin.
Evita era obstinada em tornar-se atriz famosa e, aos 15, com seu irmão Juancito, a sonhadora foi trabalhar em Buenos Aires, levada pelo cantor de tangos Agustín Magaldi, onde pretendia fazer carreira como atriz de teatro e cinema.
Desde criança, Eva sonhava em ser atriz, inspirando-se em Norma Shearer, americana. Queria ser igual a ela, ter as mesmas coisas belas que ela tinha, morar em casas como ela morava. Evita era uma sonhadora, tando que, ainda menina, dizia: "Só me casarei com um príncipe ou um presidente!"
Conseguiu um papel no filme "Segundos Afuera", em 1937, e passou a integrar elencos de radionovelas, fazendo com que, aos poucos, fosse tornando-se conhecida em Buenos Aires.
Seu conto de fadas, no entanto, começou a ganhar corpo em 1944, quando o então Coronel Juan Domingo Perón, Vice-presidente da República da Argentina, e Ministro do Trabalho e da Guerra, promoveu um evento artístico no Ginásio Luna Park, em, Buenos Aires, para angariar fundos para as vítimas de um terremoto. Eva aproveitou-se da situação em que uma atriz que acompanhava o Coronel levantou-se e sentou-se em seu lugar, ao seu lado. Encantada que era com seu ídolo, disse-lhe, francamente, e do fundo de seu coração: "Coronel, obrigada por existir!"
Dali para seu casamento com ele, no ano seguinte, foi apenas uma questão de tempo. Apaixonaram-se e, aos 25 anos, tornara-se esposa do político de grande influência em seu país, por defender as classes operárias. Ela, igualmente, defendia os pobres e as mulheres. Sofrera humilhações na infância e não queria o mesmo para seus compatriotas. Perón, em razão de suas posições fortes em favor dos operários, foi preso pelos militares conservadores. No entanto, a luz de Evita começa a brilhar mais fortemente, liderando comícios e manifestações em favor do amado, e ele é libertado. E, em 1946, é eleito Presidente da Argentina, com o incondicional apoio de sua Evita.
Evita consegue o direito de voto às mulheres e luta pelos seus "descamisados". Torna-se um mito. É idoltrada e venerada pelos argentinos, e suas aparições na sacada da Casa Rosada atraem uma grande massa de seguidores. O sonho de mocinha que queria ser atriz é substituído pelo carisma e habilidade política. Suas palavras alentam e dão esperança de dias melhores para todos os que a admiram e ouvem. E, em apenas sete anos, a menina de Los Toldos transforma-se numa poderosa líder, a Líder Espiritual dos Argentinos, tornando-se parte integrante de sua vida e de sua história...
Euclides Riquetti
17-11-2012
Em minha infância e juventude, muito ouvia falar de "Evita", a "Santa Evita", protetora dos descamisados e das mulheres da Argentina. Evita, que fora esposa do Presidente Juan Domingo Perón, tornou-se um mito, mais pelo seu carisma e talento político do que por seus dotes artísticos. Mas, até hoje, o povo argentino chora sua morte... Meu primeiro contato efetivo com sua história ocorreu em 1979, quando recebi a incumbência de um amigo e patrão, Lourenço Brancher, de traduzir a ópera-rock que foi produzida em sua homenagem. Era um álbum com disco de vinil e a letra impressa de "Evita". Encantei-me com sua história, comecei a pesquisar sobre sua vida e fui lendo tudo o que pude encontrar sobre ela. Mais adiante, com o sucesso de uma música em sua homenagem, passei a emocionar-me em todos os momentos que a ouvi. Evita era bonita, mas muito mais bonita era sua história...
Eva Duarte era filha de Juana Ibarguren, a bela amante de um fazendeiro do povoado de Los Toldos, localizado ao sul de Junin, Província de Buenos Aires. Juana fora adquirida pelo estancieiro, a troco de uma carroça e um jumento...Ela e mais quatro irmãos, um menino e três meninas, foram criados na fazenda, ao mesmo tempo que seu pai, Juan Duarte, vivia com sua família e seus outros seis filhos legítimos, em Junin. O pai dava assistência aos filhos que teve com Juana, até que ele morreu. E os filhos de Juana eram constantemente humilhados por serem bastardos. Depois, a família, desprotegida, quando Eva tinha 11 anos, foi morar em Junin.
Evita era obstinada em tornar-se atriz famosa e, aos 15, com seu irmão Juancito, a sonhadora foi trabalhar em Buenos Aires, levada pelo cantor de tangos Agustín Magaldi, onde pretendia fazer carreira como atriz de teatro e cinema.
Desde criança, Eva sonhava em ser atriz, inspirando-se em Norma Shearer, americana. Queria ser igual a ela, ter as mesmas coisas belas que ela tinha, morar em casas como ela morava. Evita era uma sonhadora, tando que, ainda menina, dizia: "Só me casarei com um príncipe ou um presidente!"
Conseguiu um papel no filme "Segundos Afuera", em 1937, e passou a integrar elencos de radionovelas, fazendo com que, aos poucos, fosse tornando-se conhecida em Buenos Aires.
Seu conto de fadas, no entanto, começou a ganhar corpo em 1944, quando o então Coronel Juan Domingo Perón, Vice-presidente da República da Argentina, e Ministro do Trabalho e da Guerra, promoveu um evento artístico no Ginásio Luna Park, em, Buenos Aires, para angariar fundos para as vítimas de um terremoto. Eva aproveitou-se da situação em que uma atriz que acompanhava o Coronel levantou-se e sentou-se em seu lugar, ao seu lado. Encantada que era com seu ídolo, disse-lhe, francamente, e do fundo de seu coração: "Coronel, obrigada por existir!"
Dali para seu casamento com ele, no ano seguinte, foi apenas uma questão de tempo. Apaixonaram-se e, aos 25 anos, tornara-se esposa do político de grande influência em seu país, por defender as classes operárias. Ela, igualmente, defendia os pobres e as mulheres. Sofrera humilhações na infância e não queria o mesmo para seus compatriotas. Perón, em razão de suas posições fortes em favor dos operários, foi preso pelos militares conservadores. No entanto, a luz de Evita começa a brilhar mais fortemente, liderando comícios e manifestações em favor do amado, e ele é libertado. E, em 1946, é eleito Presidente da Argentina, com o incondicional apoio de sua Evita.
Evita consegue o direito de voto às mulheres e luta pelos seus "descamisados". Torna-se um mito. É idoltrada e venerada pelos argentinos, e suas aparições na sacada da Casa Rosada atraem uma grande massa de seguidores. O sonho de mocinha que queria ser atriz é substituído pelo carisma e habilidade política. Suas palavras alentam e dão esperança de dias melhores para todos os que a admiram e ouvem. E, em apenas sete anos, a menina de Los Toldos transforma-se numa poderosa líder, a Líder Espiritual dos Argentinos, tornando-se parte integrante de sua vida e de sua história...
Euclides Riquetti
17-11-2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Poe(a)mei Perfeito
Poe(a)mei um dia
Poe(a)maste também
Poe(a)mou a menina que lia
Poe(a)mamos como ninguém.
Poe(a)mastes, gurias
Poe(a)maram aqui, e além...
Um simplesTempo Perfeito
Um Indicativo de Modo refeito
Algo frágil, despretensioso
Mas um gesto carinhoso...
Com acanhado jeito
Vou ordenando palavras
Pretas, cinzas, alvas
Com ou sem (d)efeito.
É assim meu modo de compor
De meus versos dispor
De passar meu recado.
De expressar meu amor
De esconder minha dor
De amar... e ser amado!
Euclides Riquetti
16-11-2012
Poe(a)maste também
Poe(a)mou a menina que lia
Poe(a)mamos como ninguém.
Poe(a)mastes, gurias
Poe(a)maram aqui, e além...
Um simplesTempo Perfeito
Um Indicativo de Modo refeito
Algo frágil, despretensioso
Mas um gesto carinhoso...
Com acanhado jeito
Vou ordenando palavras
Pretas, cinzas, alvas
Com ou sem (d)efeito.
É assim meu modo de compor
De meus versos dispor
De passar meu recado.
De expressar meu amor
De esconder minha dor
De amar... e ser amado!
Euclides Riquetti
16-11-2012
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