quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Cuide do meu coração!

 




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Bela senhora dos olhos encantadores
Do sorriso envolvente
Do corpo atraente
Dos lábios rosados e desejados
De deliciosos beijos e sabores...

Bela senhora angelical
Que desperta meus desejos
Que acalma meus medos
Que afaga meu rosto amedrontado
E  me atiça com seu jeito  sensual...

Bela senhora que povoa meus sonhos de inverno
Que, elegante e divina  agita minha mente
Com seus olhos que me fitam docemente
Cuide de meu coração, não o deixe maltratado
Que em troca eu lhe darei o amor eterno...

Euclides Riquetti

Ama, verdadeiramente, quem te ama!

 


 



Ama, verdadeiramente, quem te ama
Quem te ama, quem te respeita, quem te quer
Ama, verdadeiramente, quem te chama
Quem te chama e te valoriza como mulher.

Observa cada gesto, cada palavra que te chega
Não te iludas com promessas e  devaneios
A dor pode vir junto, sem que se perceba
Inserida nas falas  falsas  e nos vis galanteios.

Ama, verdadeiramente, o que julgares certo
Aquilo que é ditado pela tua intuição
Não procures longe o que pode estar bem perto.

Ama quem possa te trazer felicidade 
Aquele que pode ser filtrado  pela tua razão
Que te oferece amor, carinho, lealdade!

Euclides Riquetti

Volte com o vento

 






Existe o vento, o vento, sim, existe

Para balançar os galhos com as suas folhas

Para nos lembrar de nossas escolhas

Dos acertos errados e dos sonhos que persistem!


Sopra o vento e ele não escolhe a hora

Não manda aviso, não escreve as cartas

Não lê, não fala, não expele farpas

Apenas vem,refresca, reanima, então se vai embora!


O vento é ágil, marcante, sonoro e transparente

Afaga nossos rostos e beija nossos lábios

Que nos traga novas animadoras, bons presságios

Que me devolva o seu olhar de menina sorridente!


E, mesmo que ele venha, fique pouco e se vá

Espero que volte e me traga seu perfume amadeirado

Que me devolva o seu beijo que me foi negado

Viver sem você, é impossível, volte já!


Volte com o vento!


Euclides Riquetti

Com seu canto de alento

 


 



Alimentar os pássaros eufóricos
Nas madrugadas melancólicas
Com seu canto de alento...

Alimentar as crianças indefesas
Colocar comida na mesa
Prover-lhes o sustento...

Mas, sobretudo, alimentar a alma
Com a meditação que acalma
Que ameniza o sofrimento...

E dar amor desmedido
A quem tenha sempre mantido
E preservado o sentimento...

Dar à vida o valor mais sagrado
Tê-la com todo o cuidado
Viver cada momento...

Enfim, amar quem nos  ama
Quem  mantém acesa a chama
Quem vive em nosso pensamento!

Euclides Riquetti

Partilhar sonhos de luz

 


  



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Busque a realização de seus sonhos
Não deixe que nada a  atrapalhe
Busque-os com seu rosto risonho
Pois sem eles a vida pouco vale.

Procure realizá-los com sabedoria
Com a astúcia e a calma necessária
A luta pelos sonhos que contagiam
Não deve ser isolada ou solitária.

Buscar os sonhos mas não deixar
Que eles se sobreponham ao real
Realidade e sonhos,  um belo par
Caminhando juntos em especial.

Quero viver os seus sonhos azuis
Contar na noite as estrelas do céu
Quero viver os seus sonhos de luz
Partilhar sonhos de luz e de véu.

Euclides Riquetti

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Tio Pé (Jorge Nepomuceno) - Meu personagem em "Dublê em entrevista"

 

 


Li, nesta madrugada que o Tio Pé, Jorge Nepomuceno, faleceu em São José, na Grande Florianópolis. Reedito o texto que escrevi sobre ele em 2013... 

          Quando voltei para passear um casa, num  feriado de 1972, fui à missa na Matriz de Capinzal, no domingo à noite. Depois, era ir ao Cine Glória, comprar um pacotinho de pipoca do carrinho do Gigi Gramázzio, e pegar um filme. Era o costumeiro programa de domingo. Formava-se uma extensa fila defronte ao cinema, todo mundo querendo comprar ingresso na mesma hora. Os mais espertos, já compravam o seu na sessão do sábado, para não se preocupar no domingo.

          Aquele domingo foi muito especial para mim, pois minha amiga Eloí Elisabete Santos, hoje Eloí Bocheco, escritora, colega na literatura, convidou-me para fazer uma das leituras da celebração. Deveria ler uma daquelas duas leituras que precedem o Evangelho, podia escolher a que quisesse. Tremi um pouco, mas procurei encorajar-me, pois sempre fora muito tímido. Teria de haver uma primeira vez. E eu não podia desapontar aquela bela e prendada colega, que cursava o Segundo Grau, recém inventado.

         Foi minha primeira leitura em público. Até uma freira veio conversar comigo, perguntou se eu sempre lia em missas, se eu queria fazer parte de um grupo litúrgico  formado por jovens. Agradeci, disse que não moarava mais na cidade. Eu era muito envergonhado, pois na escola sempre riam de mim quando eu lia. Mas aquela encarada ajudou-me a perder o medo, e já li milhares de vezes em público. Devo isso à Eloí, agora ela sabe!

         Tendo visto e ouvido minha leitura, após a missa,  vieram  o Márcio "Pimba" Rodrigues  e o Vilmar Nêne Matté e me fizeram uma proposta meio doida: O Arabutã tinha obtido uma bela vitória em Joaçaba, contra um time de lá, não lembro se o Comercial ou a ABCLESC e o Tio Pé, centroavante, tinha feito dois golaços. Queriam que eu desse uma entrevista dublando o Tio Pé para o programa de esportes  da Rádio Clube de Capinzal.

          Achei que isso era uma loucura, que as pessoas iriam ver que não era a voz dele e isso não ia dar certo. Argumentei também que eu não tinha visto o jogo, não sabia como foram os gols, etc. etc. Até me propus a dar uma orientação ao jogador, se eles me antecipassem as perguntas. Eu faria um treinamento com ele e era melhor uma entrevista fraca concedida pelo verdadeiro protagonista do que uma razoável respondida por um dublê. E os convenci a arrumarem outro dublê, mas ninguém aceitou esse desafio e acabaram eles mesmos, na segunda-feira, falando sobre a façanha do Tio Pé, filho do falecido Pé-de-angico.

          Pior que isso, somente aquela história que cotam sobre um jogador do Inter, o Claudiomiro, que costumava dar suas entrevistas recheadas de gafes. Uma vez, tendo jogado contra o Clube do Remo, no Pará, disse a um repórter que estava muito contente por ter jogado em Belém, a terra onde Jesus nasceu. Outra vez, escolhido melhor jogador em campo e tendo feito um gol, agradeceu à equipe esportiva de uma rádio de Porto Alegre por tê-lo escolhido como o melhor em campo, em especial por terem lhe dado uma "caixa de brahmas da Antáctica"...

Euclides Riquetti
22-02-2013

Amar com paixão

 


 


Amar com paixão


Busco, não sei onde, a resposta de que eu preciso
Para a pergunta simples, algo me parece faltar
Talvez uma nuvem clara, quem sabe o teu sorriso
Pois sinto-me um notívago, um andante a vagar.

Procuro nas estrelas, talvez nos vastos oceanos
Nas montanhas marrom-cinza, talvez nos verdes vales
Na perdição dos corpos, dos pensamentos mundanos
O remédio para minha dor, a cura para  meus males.

Busco, procuro, mas não encontro nenhuma resposta
Procuro, procuro, mas não tenho um endereço certo
A vida não é apenas um jogo, nem uma simples aposta.

A vida é sentir com os olhos, é ver com o coração
É perceber o calor no inverno, e ver água no deserto
É a entrega da alma e do corpo, é amar com paixão!

Euclides Riquetti


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Mãos mágicas

 


 





Mãos mágicas


Mãos mágicas, pintam os sonhos do poeta

Na tarde discreta

Quando brilha o sol

Ou quando a chuva é incerta!


Mãos mágicas afagam peitos

Acariciam ombros bem feitos

Moldados com a arte Divina

Com habilidosos jeitos...


Mãos mágicas

Afagam rostos de pele macia

Abanam com leveza e alegria

Acenam nas partidas doridas

Mas pintam vidas coloridas.


Mãos mágicas ternas e eternas

Sensuais

Magistrais

Suaves e ternas...


Mãos mágicas que escrevem poemas

Descrevem infortúnios e dilemas

Mas desenham flores

De todos os matizes e cores...


Mãos mágicas que já embalaram as crianças

Que nos trazem as mais saudosas lembranças:


Apenas mãos...

Mãos doces e santas

Mãos mágicas!


Euclides Riquetti


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Escolhi ser poeta...

 


 



Escolhi ser poeta...
Pintor de palavras articuladas
Harmônicas e bem cuidadas
Nem sempre as mais certas
Mas escolhi ser poeta!

Escolhi ser poeta, simplesmente
Pois posso, assim, dizer de meus sentimentos
Compartilhar minhas alegrias e meus sofrimentos
Tornar-me um homem diferente
Apenas sendo poeta!

Escolhi compor versos, estrofes e poemas
Dar,  às melodias, palavras românticas
Escolhi velejar  nos mais diversos temas
Sem traumas, medos ou dilemas
Sem me importar com a léxica e a semântica.

Escolhi ser poeta...
Porque isso me permite
Entrar nos corações mais fechados
Nos que se sentem tristes e abandonados
Nas horas mais tensas e mais difíceis...

Escolhi, simplesmente, ser poeta
Sem precisar de dar explicações lógicas
Para, apenas,  usando de minha inspiração própria
Poder levar um pouco de luz às almas mais inóspitas.

Escolhi, sim, ser poeta
E fazer disso meu grande ideal de vida!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Agarra-te aos teus sonhos...

 


 


 





Agarra-te aos teus sonhos,  firmemente
Não permitas que eles se afastem de ti
Sonha-os, nas tuas noites, alegremente
Transforma-os em realidade, docemente
Em abraços com todo o frenesi.

Lembra-te de que o tempo anda depressa
E que um novo dia pode não se repetir
Poderás não ver outra manhã como esta
A vida não é apenas um teatro, uma peça
Agarre o mundo que está a te sorrir.

Vive, com intensidade e emoção,  cada bom momento
Cada instante, cada hora, todos os dias.
Quisera eu que o tempo andasse muito lento
E que meus versos chegassem a ti através do vento
Levando-te meu amor, meu carinho, minha alegria.

Somente isso!

Euclides Riquetti

Rosa Champanhe

 




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Voltou minha rosa champanhe, voltou, sim
E eu a recebi com alegria, com muito gosto
Crescida ali num cantinho de meu jardim
Veio para enfeitar os dias do mês de agosto.

Uma rosa bonita, rosa linda, simplesmente
Que se ampara em galho verde e espinhoso
Foi plantada com carinho, verdadeiramente
Rosa delicada, com seu cheiro perfumoso...

Voltou, tinha que voltar, pois eu a esperava
E eu a abençoei com todo o  meu carinho
Veio me trazer o amor com que eu contava.

Uma rosa sublime, levemente encantadora
Seivada pelo amor, defendida pelo espinho
Rosa champanhe, sim, fortemente sedutora.

Euclides Riquetti

As dores dos espinhos do limoeiro

 





 

 
 
Tempos de incertezas, certamente
Dúvidas que afligem e atormentam
O amanhã que pode simplesmente
Apagar as chamas que alimentam...

Tempos de angústias e de medos
Futuro incerto, quase sem clareza
As vidas com seus enganos ledos
Toda alegria perdendo pra tristeza...

Tempos idos que talvez não voltem
Lembranças boas agora  já se vão
Se os  vulcões  as chamas cospem
Sofre muito mais meu coração!

As dores dos espinhos da roseira
Também dos que saem do limoeiro
Até o que brota da verde laranjeira
Machucam e me ferem por inteiro!

Perceba que no meu triste dilema
Da dor do espinho e da dor da alma
Resulta-me mais um triste poema
Nada mais me ajuda nem me acalma!

Euclides Riquetti

Nos campos de flores de alfazema

 


 



Far-te-ei os poemas mais alentadores
Aqueles românticos que te deleitarão
Falarei de gerânios, falarei de flores
De tempos que foram e dos que virão.

Dar-te-ei os versos de minhas lavras
Esculpidos com formão ou com pena
Os cultivados com minhas palavras
Nos campos das flores de alfazema.

Declamá-los-ei com o ardor da voz
Com toda minha energia e a emoção
Que brota de mim ao pensar em nós
Que sai do íntimo de meu coração...

Registrá-los-ei para se eternizarem
Para que se alojem dentro de teu ser
Versos escolhidos que farei rimarem
Versos simples que me fazem viver!!

Euclides Riquetti

Cabelos de tranças

 


 



Mulher dos cabelos de tranças
Que já foi menina, que já foi criança
Que já encantou meninos
E deixou lembranças...
Mulher da pele da cor do pinhão
Dos olhos da cor da noite
Que já teve todos sonhos
Do coração...

Mulher dos talentos incontáveis
Das palavras amáveis
Dos gestos irretocáveis...

Mulher das tardes nubladas e das manhãs ensolaradas
Mulher das noites estreladas
Que sonhou nas madrugadas...

Mulher que já foi menina, que já foi criança
Que já encantou meninos
E deixou lembranças...

Mulher: menina, moça, senhora
Hoje avó, criança outrora
Mas sempre mulher!

Mulher de sentimentos profundos
Da voz maviosa
Declamadora talentosa
Que nos sensibiliza:
Amiga, humilde, despreendida:
Amiga Amiga!

Euclides Riquetti

O suave barulho da chuva

 



Há um suave  barulho na chuva que cai lá fora
E que afaga suavemente meu pensamento
Enquanto o tempo segue  frágil e lento
Levando meus versos jogados ao relento
Na noite  fagueira que se vai  embora...

Há um barulho terno na chuva que cai
E um mergulhar no mar da imaginação
Que me transporta ao porto solidão
Ao cais do oceano da grande ilusão
Na busca do sonho que vem e que vai...

Ah, chuva que molha minha saudade
Chuva que apaga as marcas da nossa  vaidade
Que deixa seus cabelos úmidos e sensuais

Chuva que banha sua pele queimada
Que  refresca o cair da doce madrugada
Vem curar a dor dos meus ais!!!

Euclides Riquetti