O final do dia da terça-feira, 30, foi muito triste para algumas famílias de Joaçaba e região: Perdemos o Luiz Antônio Poletto, conhecido como o Poletto do INSS ou o grande jogador que brilhou no Oscar Rodrigues da Nova e todos os outros estádios do Vale do Rio do Peixe e arredores.
Conheci o Poletto há doze anos. Elegante, bom papo, simpatia extremada, era o tipo de pessoa em que você podia confiar tão logo conhecesse. Muitas vezes o vi em restaurantes, que costumava frequentar com sua família. Ontem, em seu sepultamento, seu corpo foi juntar-se ao de outros familiares, mas sua alma, pela sua história, pela sua maneira de ser, pelo bem que fez aqui na terra, certamente foi postar-se num belo lugar do paraíso, compensação eterna aos que só viveram a vida com amor e dignidade na vida terrena.
Em minha infância, sempre ouvia pelas rádios Catarinense e Herval D ´Oeste, jogos de clubes de Joaçaba, com os comentaristas tecendo elogios às destacadas atuações de Poletto. Provavelmente eu tenha atuado contra ele, pois tivemos diversos embates com clubes de veteranos de Joaçaba, quando jogávamos nos do Arabutã FC. Mas só o identifiquei há uns doze anos.
Há pouco mais de um ano, encontramo-nos na festa de aniversário de sua irmã Terezinha, ele já estava doente, mas ainda forte, falando calmo e pausadamente. Sentou-se bem à minha frente e conversamos muito sobre futebol. Contou-me sua história, que se dividiu entre o futebol, a paixão e o trabalho. O trabalho, no INSS, veio em função de não ter desejado seguir a carreira nos grandes centros, pois desejava ficar em Joaçaba, sua cidade, e o motivo principal e indiscutível era a paixâo que nutria pela namorada, com quem casou-se, fez família, e viveu feliz todos os anos. Agora, com 71, foi para a morada eterna. Sua esposa pode ter certeza de que tinha um marido discretíssimo, mas devotadamente apaoxonado.
Naquele almoço, perguntei-lhe o porquê de não ter seguido carreira no futebol, sabendo que fora um dos maiores talentos que nossa região produziu em sua história, habilidoso, sério, dedicado, um gentleman em meio a turrões. E veio a conversa:
"Estive no Grêmio de Porto Alegre, em minha juventude, treinei umas vezes com o competente Osvaldo Rolla, que gostou de meu futebol e pediu para a Diretoria contratar-me. Fiquei na casa do Lourenço Brancher, amigo e parente, que era doente pelo Grêmio, me acompanhou em treinos, e nos alojamentos do clube. À noite, ficava sem dormir, pensando na minha namorada, de quem eu gostava muito, e se lá ficasse iria sentir muitas saudades. Então recusei ficar, voltei, fiquei um pouco em Joaçaba e fui para Curitiba, treinar no Atlético Paranaense, onde tinha já uns conhecidos, e ficaria mais fácil pra vir a Joaçaba ver minha namorada. Mas a saudade foi maior, eu não queria ficar longe, então voltei, fui trabalhar no INSS e casei com ela, que é quem me cuida, tenho o apoio de meus filhos, me faz feliz, está comigo em todas as horas, devo muito a ela".
A história do futebol qualificado do Poletto, todas as pessoas da geração dele muito bem conhecem. Dia desses, falando com o Severino Dambrós, lá em Capinzal, ele me dizia que jogou como companheiro e como adversário dele, que era um verdadeiro jogador de futebol, não daqueles produzidos pela mídia. Era, sim, um verdadeiro craque. E não estou dizendo isso apenas porque ele partiu. Digo porque a sua história veio até mim ao longo dos anos, e nunca imaginava que na última tarde de outubro de 2012, silenciosamente, nos despedimos dele sob uma chuva calma, que bailava no ar , e que se colocava sobre a grama verde, ao redor de seu jazigo. E muitas flores estavam ali, colocadas pelo carinho das pessoas que conviveram com ele. Sobre uma grama verde vigorosa, como aquela que, em muitos campos, sentira o vagar suave de seus passos flutuantes conduzindo a bola...
Euclides Riquetti
01-10-2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
História do Xixo
O xixo é um alimento produzido basicamente com carne e muito popular na região Sul do Brasil. Em muitas cidades chamam de espetinho, ou espetinho de carne. Tem origem em países como a China, o Japão e a Russia, com 800 anos de história. Em cada lugar é feito com um tipo de carne, dependendo da preferência do consumidor, inclusive há casos de que misturam legumes em meio aos pedaços .Pejorativamente, chamam de "espetinho de gato" aquele que é vendido em praças públicas ou nas entradas de estádios. Mas é comum tendo gente vendendo xixo ao lado dos portões de cemitérios, em dias de finados.
A ideia de escrever sobre o xixo me veio ontem à noite, quando meu filho Fabrício, o Gustavo Andrade, (Filho da Nice, neto do Ivo Luiz Bazzo; e o Thiago Fagundes dos Passos, de Ibicaré, com suas respectivas noivas, estiveram preparando peixes recheados na nossa garagem/churrasqueira de mnha casa, em Joaçaba. Discutiam sobre como fazer um bom xixo.
Em minha infância, quando acompanhava meu pai, Guerino Riquetti, e seu inseparável e confidente sobrinho Rozimbo Baretta, nas festas em Ouro e Capinzal, percebia que os fabriqueiros (fabriccieri), dirigentes das capelas da Igreja Católica, retiravam os "miúdos", como coração e rins, dos animais, cortavam em pequenos pedaços e os assavam nos espetos para comer enquanto espetavam o churrasco e o punham ao fogo. Chamavam isso de aperitivo, que era ingerido junto com uma cachaça artesanal ou caipirinha de limão.
Em minha juventude, quando fui para a Faculdade, em Porto União da Vitória, conheci o vedadeiro XIXO. Deliciei-me. Era bom demais
Meus amigos Leoclides Fraron, Odacir Giaretta e Osvaldo Bet, meus companheiros na "República Esquadrão da Vida", convidaram-me para ir à Festa de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, onde, em 1972, iam acender uma fogueira com 39 metros de altura, com circuito acionado por controle remoto (um par de fios e um interruptor de luz). Lembro que o Grupo de Jovens do Bairro, liderados pelo Fernando Crestani, alguns anos, levantavam a grande fogueira. E o Sr. Carlos Ewaldo Unterstell, comerciante e benemérito, foi foi o que acendeu a fogueira, cujo fogo começaba lá no alto, e depois vinha descendo. Ao longo as pessoas viam aquele clarão que iluminava aquela parte de Porto União.
Mas, como nosso escopo é falar do xixo, digo que foi nessa festa que conheci. Faziam até 20.000 espetinhos, usando 2.000 Kg de canes. Era composto por coxão mole de bovinos, pernil de porco e coração de porco. Mas tinha um sabor inigualável. Os espetinhos eram de um arame de aço, assado em calhas de latao, e havia umas ripas na horizontal,defronte äs barracas, onde pregos sustentavam as argolas dos espetos, e íamos retirando os pedacinhos e devorando. Os espetos eram reutilizados. Você os podia comprar nos supermercados Passos e Unterstell, a bom preço.
Dez anos depois, quando morava em Ouro, meu cunhado Nei me visitou e propôs-me a fazermos um xixo. Utilizou, junto, filé de carne de frango.Eu não sabia que isso era possível. Mas ficou muito bom.
No início da década de 1980, o Fernado Crestani veio de Porto União para trabalhar no Bradesco, em Capinzal, e retomamos a amizade. E eu lecionava também na CNEC, que estava com problemas financeiros para pahar aluguel e salários de nós, professores. Sugerimos fazer uma fogueira e vender xixo. Antes, numa festa junina do Mater Dolorum, o Ruites Andrioni, da APP, mandou o Zó Boico com o gol azul da Jarp buscar100Kg de xixo em Porto Uniao, pois se entendia que só lá sabiam prepará-lo. E ele conhecera o xixo na casa do irmão dele, meu amigo Urtenilo Andrioni, o Nilo, que morava no Porto.
Na metade da festa, não havia mas xixo.
O Crestani ensinou-me a fórmula do xixo para vender nas promoções e ter lucro. Depois ensinei-a para o Guiomedes Proner, Neivo Ceigol e o Albino Baretta. E ficava uma delícia, todos elogiavam o tempero. Hoje muitos continuam a fazer xixo com uma única espécie de carne, de bovinos ou de suínos. Mas á outras fórmulas de composição.
Então, vejamos nosso procedimento: para terem-se 100 Kg de xixo e produzir de 900 A 1.00O espetinhos, utilizam-se:
- 35 Kg de carne bovinha de coxão mole, macia;
- 35 Kg de carne de pernil suíno, pura;
- 45 Kg de carne de coração de porco (retiras nervuras e gorduras);
- 3 litros de óleo comestível;
- 3 litros de vinho branco, seco;
- 3 Kg de sal fino;
- 3 pacotes de orégano;
- salsa, folhas de cebola, manjerona, hortelã -pimenta ou outros temperos verdes compatíveis.
Corte tudo e tempere. Com estas quantidades obterás um mínimo de 100 Kg de xixo, próprios para 1.000 espetinhos.
Lembrar das festas juninas deOuro, Capinzel e Porto União me remetem aos tempos e isso às saudades. Era muito bom levar as crianças para se deliciarem com o xixo, o cachorro-quente, os pés-de-moleque, cocadinhas, doces de batata ou de abóbora, e ver as danças das quadrilhas.
Euclides Riquetti
28-10-2012
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A ideia de escrever sobre o xixo me veio ontem à noite, quando meu filho Fabrício, o Gustavo Andrade, (Filho da Nice, neto do Ivo Luiz Bazzo; e o Thiago Fagundes dos Passos, de Ibicaré, com suas respectivas noivas, estiveram preparando peixes recheados na nossa garagem/churrasqueira de mnha casa, em Joaçaba. Discutiam sobre como fazer um bom xixo.
Em minha infância, quando acompanhava meu pai, Guerino Riquetti, e seu inseparável e confidente sobrinho Rozimbo Baretta, nas festas em Ouro e Capinzal, percebia que os fabriqueiros (fabriccieri), dirigentes das capelas da Igreja Católica, retiravam os "miúdos", como coração e rins, dos animais, cortavam em pequenos pedaços e os assavam nos espetos para comer enquanto espetavam o churrasco e o punham ao fogo. Chamavam isso de aperitivo, que era ingerido junto com uma cachaça artesanal ou caipirinha de limão.
Em minha juventude, quando fui para a Faculdade, em Porto União da Vitória, conheci o vedadeiro XIXO. Deliciei-me. Era bom demais
Meus amigos Leoclides Fraron, Odacir Giaretta e Osvaldo Bet, meus companheiros na "República Esquadrão da Vida", convidaram-me para ir à Festa de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, onde, em 1972, iam acender uma fogueira com 39 metros de altura, com circuito acionado por controle remoto (um par de fios e um interruptor de luz). Lembro que o Grupo de Jovens do Bairro, liderados pelo Fernando Crestani, alguns anos, levantavam a grande fogueira. E o Sr. Carlos Ewaldo Unterstell, comerciante e benemérito, foi foi o que acendeu a fogueira, cujo fogo começaba lá no alto, e depois vinha descendo. Ao longo as pessoas viam aquele clarão que iluminava aquela parte de Porto União.
Mas, como nosso escopo é falar do xixo, digo que foi nessa festa que conheci. Faziam até 20.000 espetinhos, usando 2.000 Kg de canes. Era composto por coxão mole de bovinos, pernil de porco e coração de porco. Mas tinha um sabor inigualável. Os espetinhos eram de um arame de aço, assado em calhas de latao, e havia umas ripas na horizontal,defronte äs barracas, onde pregos sustentavam as argolas dos espetos, e íamos retirando os pedacinhos e devorando. Os espetos eram reutilizados. Você os podia comprar nos supermercados Passos e Unterstell, a bom preço.
Dez anos depois, quando morava em Ouro, meu cunhado Nei me visitou e propôs-me a fazermos um xixo. Utilizou, junto, filé de carne de frango.Eu não sabia que isso era possível. Mas ficou muito bom.
No início da década de 1980, o Fernado Crestani veio de Porto União para trabalhar no Bradesco, em Capinzal, e retomamos a amizade. E eu lecionava também na CNEC, que estava com problemas financeiros para pahar aluguel e salários de nós, professores. Sugerimos fazer uma fogueira e vender xixo. Antes, numa festa junina do Mater Dolorum, o Ruites Andrioni, da APP, mandou o Zó Boico com o gol azul da Jarp buscar100Kg de xixo em Porto Uniao, pois se entendia que só lá sabiam prepará-lo. E ele conhecera o xixo na casa do irmão dele, meu amigo Urtenilo Andrioni, o Nilo, que morava no Porto.
Na metade da festa, não havia mas xixo.
O Crestani ensinou-me a fórmula do xixo para vender nas promoções e ter lucro. Depois ensinei-a para o Guiomedes Proner, Neivo Ceigol e o Albino Baretta. E ficava uma delícia, todos elogiavam o tempero. Hoje muitos continuam a fazer xixo com uma única espécie de carne, de bovinos ou de suínos. Mas á outras fórmulas de composição.
Então, vejamos nosso procedimento: para terem-se 100 Kg de xixo e produzir de 900 A 1.00O espetinhos, utilizam-se:
- 35 Kg de carne bovinha de coxão mole, macia;
- 35 Kg de carne de pernil suíno, pura;
- 45 Kg de carne de coração de porco (retiras nervuras e gorduras);
- 3 litros de óleo comestível;
- 3 litros de vinho branco, seco;
- 3 Kg de sal fino;
- 3 pacotes de orégano;
- salsa, folhas de cebola, manjerona, hortelã -pimenta ou outros temperos verdes compatíveis.
Corte tudo e tempere. Com estas quantidades obterás um mínimo de 100 Kg de xixo, próprios para 1.000 espetinhos.
Lembrar das festas juninas deOuro, Capinzel e Porto União me remetem aos tempos e isso às saudades. Era muito bom levar as crianças para se deliciarem com o xixo, o cachorro-quente, os pés-de-moleque, cocadinhas, doces de batata ou de abóbora, e ver as danças das quadrilhas.
Euclides Riquetti
28-10-2012
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Poeminha
Eu fiz pra ti este poema
Um poema de amar e querer bem
Eu fiz pra ti este poema
Apenas pra ti e pra mais ninguém.
Euclides Riquetti
24-10-2012
Um poema de amar e querer bem
Eu fiz pra ti este poema
Apenas pra ti e pra mais ninguém.
Euclides Riquetti
24-10-2012
sábado, 20 de outubro de 2012
Um Sofá para Hebe Camargo
Hoje faz três semanas que Hebe Camargo foi pro céu. Foram mais de 20 dias de reencontros, de sorrisos, de abraços, de trocas de elogios, de cremes faciais e, sobretudo, de distribuição de selinhos não postais, que não podem ser colocados nas coleções dos filatelistas. Distribuiu autógrafos, encantou-se ao rever um carnavalesco carioca e disse-lhe que nunca entendera porque ele era o "Joãosinho Trinta", com s e não com z, como os outros Joãozinhos, famosos ou não. Ele nem sequer respondeu, deve ter sido erro de cartório, e ficou tietando a loirona que sacolejava os braços e de longe se ouvia o tilintar das pulseiras de ouro de seu punho esquerdo. Agora podia usá-las livremente, sem medo de ser assaltada, pois lá no céu tem os olhos-câmeras dos anjos giuardiões e ninguém que está lá teria o costume de apoderar-se, indevidamente, das coisas dos outros. Os que fizeram afrontas e cometeram muitos pecados na vida terrena, certamente, estavam queimando no fogo de Lúcifer.
Por falar nisso, contaram-lhe que o tal do inferno nem é tão ruim assim, como lhe ensinaram na catequese. Mas lá não tem mordomia, lá o apenado precisa trabalhar para se sustentar. E nem deixam que use celular, iPhone ou tablets. Quando muito, há um orelhão em cada quadra, a maioria deles não funcionando e é difícil de encontrar cartão pra comprar. Então, imaginou,quem esá no mundo dos vivos é melhor que se comporte, para não precisar sofrer depois, se é que isso pode ser considerado sofrimento.
Na última semana, encontrou o antigo amigo Abelardo Barbosa, o Chacrinha, com uma buzina e umas rupas muito cafonas, buzinhando e gritando: "Terezinha!!!!!!" E um monte de mulatas teúdas e manteúdas respondiam, num grande coro"Üuuuu!".... E era tudo festa! O antigo sogro da Vanderléa, a ternurinha, estava muito bem cotado lá no céu, deu um abração na amiga e perguntou pelo Vasco. A Diva respondeu que o Vascão estava fora do G4 e que dificilmente vai conseguir vaga para a Libertadores, viu isso no iPhone 5, seu inseparável amigo do momento.
Depois de muita conversa e satisfação de suas curiosidades mútuas, São Pedro mostrou-lhe um ambiente impecavelmente iluminado, com luz natural, flores em meio aos gramados do chão, por entre as pedras, uma equipe de belas anjas vestidas de branco, com shorts curtinhos e pernas bem torneadas, que haviam sido assessoras do Abelardo, e disse-lhe:
"Ëssas serão suas colaboradoras a partir de agora. Aquele sofá macio, revestido de sedas, será seu único instrumento de trabalho por aqui. A produção já tem uma lista de ilustres convidados para que você entreviste, pessoas famosas e outras que são simples mas que têm muitas coisas interessantes para contar. Como assistente, está aqui o Valentino Guzzo, seu colega de SBT, que vivia a Vovó Mafalda na TV. Aqui no céu tem muita gente, de todas as épocas e lugares, e você poderá ter uma grande audiência no IBOPE se continuar dinâmica como nos tempos de SBT. Já escalamos uma equipe parea ajudar e a fila de pretendentes a entrevistas está muito grande".
Hebe achou que o sofá era bonitinho mas meio porqueirinha. Se fosse o Sílvio Santos, dar-lhe-ia um bem confortável.... É, nem no céu tudo é perfeito!
Euclides Riquetti
20-10-2012
Por falar nisso, contaram-lhe que o tal do inferno nem é tão ruim assim, como lhe ensinaram na catequese. Mas lá não tem mordomia, lá o apenado precisa trabalhar para se sustentar. E nem deixam que use celular, iPhone ou tablets. Quando muito, há um orelhão em cada quadra, a maioria deles não funcionando e é difícil de encontrar cartão pra comprar. Então, imaginou,quem esá no mundo dos vivos é melhor que se comporte, para não precisar sofrer depois, se é que isso pode ser considerado sofrimento.
Na última semana, encontrou o antigo amigo Abelardo Barbosa, o Chacrinha, com uma buzina e umas rupas muito cafonas, buzinhando e gritando: "Terezinha!!!!!!" E um monte de mulatas teúdas e manteúdas respondiam, num grande coro"Üuuuu!".... E era tudo festa! O antigo sogro da Vanderléa, a ternurinha, estava muito bem cotado lá no céu, deu um abração na amiga e perguntou pelo Vasco. A Diva respondeu que o Vascão estava fora do G4 e que dificilmente vai conseguir vaga para a Libertadores, viu isso no iPhone 5, seu inseparável amigo do momento.
Depois de muita conversa e satisfação de suas curiosidades mútuas, São Pedro mostrou-lhe um ambiente impecavelmente iluminado, com luz natural, flores em meio aos gramados do chão, por entre as pedras, uma equipe de belas anjas vestidas de branco, com shorts curtinhos e pernas bem torneadas, que haviam sido assessoras do Abelardo, e disse-lhe:
"Ëssas serão suas colaboradoras a partir de agora. Aquele sofá macio, revestido de sedas, será seu único instrumento de trabalho por aqui. A produção já tem uma lista de ilustres convidados para que você entreviste, pessoas famosas e outras que são simples mas que têm muitas coisas interessantes para contar. Como assistente, está aqui o Valentino Guzzo, seu colega de SBT, que vivia a Vovó Mafalda na TV. Aqui no céu tem muita gente, de todas as épocas e lugares, e você poderá ter uma grande audiência no IBOPE se continuar dinâmica como nos tempos de SBT. Já escalamos uma equipe parea ajudar e a fila de pretendentes a entrevistas está muito grande".
Hebe achou que o sofá era bonitinho mas meio porqueirinha. Se fosse o Sílvio Santos, dar-lhe-ia um bem confortável.... É, nem no céu tudo é perfeito!
Euclides Riquetti
20-10-2012
Alcedir Bebber e a Tv em Capinzal e Ouro
Quando eu tinha uns doze anos, eu ouvia falar que nas grandes cidades as pessoas tinham em sua casa um aparelho parecido com um rádio, maior, onde se viam outras pessoas que falavam, longe, até em outros países. Era o televisor e ele possibilitava que víssemos até jogos de futebol através de seu vídeo. Claro que o futebol, o jogo de domingo ä tarde, as pessoas conseguiam ver ali pela segunda-feira ä noite, bem tarde, quase terça. E com muitos grilos pulando na tela. Diziam que eram os chuviscos.
Lembrode quando e trabalhava com o Clarimundo Bazzi, ali em Ouro, no predinho do João Zaleski, e apareceu por lá o Leonardo Goelzer, que soube que o Bazzi tinha um desses aparelos, pois viera de São Paulo e se estabelecera com comércio em Ouro, em 1966. Estava mentalizando um projeto de instalar uma antena receptora/repetidora que possibilitaria assistirmos TV. O Bazzi se comprometeu a emprestar o aparelho para os testes, mas constatou-se que o mesmo estava "queimado".
O Goelzer aliou-se ao Alcedir Bebber, que junto com os irmãos tinha uma oficina de consertos de rádios, localizada sob a loja do Celso Farina, na Rua XV de Novembro, em Capinzal, ali onde fica o prédio do Cartório do Maliska. Iniciaram o arrojado projeto e instalaram a antena repetidora, como chamavam, nos altos do morro de Capinzal, aquele mesmo que abrigava o Colégio Mater Dolorum, mas num ponto bem mais alto, onde já havia a antena da antiga Rádio Sulina, provavelmente nas terras dos Lagni, ou pelo menos nas suas imediações.
Foram tempos de glória para nossa cidade. Os bares do Arlindo Henrique e do Canhoto tinham, num canto, ao fundo da sala, ao alto, um aparelho de TV, e os clientes assistiam à programação da época, o Telecatch Montilla, o Jota Silvestre, o Flávio Cavalcanti, a Hebe Camargo, em programação gerada pela Excelsior e pela Tupi. E havia filmes, noticiários, mas nada era em tempo real como agora.
As lojas do Farina, em Capinzal, e do Parizotto, em Ouro, passaram a vender televisores, além das geladeiras, rádios, máquinas de costura. E instalavam antenas com hastes de alumínio, nos telhados das casas. Conforme a localizacáo das casas se tinha melhor ou pior qualidade de imagens.
Durante 20 anos convivemos com isso. Nesse tempo, transferiu-se a antena para o morro de Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro, o que faciltaria a qualidade das imagens para Capinzal. E os que tinham aparelho, pagavam uma taxa de TV, nas prefeituras, que era para manter a torre e substituir as válvulas "Phlips"quando queimavam. E quem cuidava da antena e do aparelho retransmissor? O Alcedir Bebber, da Eletrônica Bebber, que recebia muitas ligações de reclamacão quando a TV não estava no ar. E lá subia com o seu fusca cinza para ver do que se tratava.E não foram raras as vezes em que vendavais colocaram a antena no chão.
Lembro bem que num domingo pela mannhã, em 1982, procurou-me para que fôssemos a Sede Sarandi, em Herval D 'Oeste, onde ficava a antena grande, que retransmitia a imagem recebida por satélite das geradoras até a repetidora de nossa cidade. Pegamos a rural azul e branca da Prefeitura, junoto com o Luciano Baretta, e lá fomos para ver o que acontecia. E o Alcedir, na época com seus 39 anos, subiu na torre e consertou o aparelho, substituiu válvulas, e ä tarde pudemos ver jogos de futebol. Nos domingos em que havia grenal, então, não podia faltar a imagem na TV. Nem quando era Vasco e Flamengo, ou Palmeiras e Corínthians. E, na semana, havia as mulheres que queriam ver as novelas...
Mas o auge de seu trabalho foi em 1986, quando trouxe as parabólicas da Amplimatic, fabricadas em São José dos Campos, e passou a vender. Lembro que ele e o José Dambrós foram os primeiros a terem a parabólica. Era um antenão, um círculo parabólico de almínio, com um pequeno aparelho receptor, que possibilitava receber mas de 20 canais de TV em casa. E custava uma fortuna. Era o mesmo valor que um autmóvel 1.6, de luxo, um Chevete ou um Gol.
E, posteriormente, o valor foi baixando, apareceram muitas marcas no mercado, vieram as TVs por assinatura, HDTV, essa evolução toda que você, leitor, leitora, bem conhecem.
O Alcedir nos deixou na manhã do dia 11 de outubro de 2012, véspera do Dias das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, o mesmo dia que o Sr. Ivo Luiz Bazzo. Deixou, como este, a marca de seu nome e de seu trabalho registrados em nossa história. E sua esposa, filhos, noras e netos, podem orgulhar-se del`. Não foi uma folha de papel em branco. Foi uma página com muitos registros no meio social, empresarial e cultural de nossas cidades. Nossa sincera homenagem ao amigo com quem convvemos muitos anos.
Euclides Riquetti
20-10-2012
Lembrode quando e trabalhava com o Clarimundo Bazzi, ali em Ouro, no predinho do João Zaleski, e apareceu por lá o Leonardo Goelzer, que soube que o Bazzi tinha um desses aparelos, pois viera de São Paulo e se estabelecera com comércio em Ouro, em 1966. Estava mentalizando um projeto de instalar uma antena receptora/repetidora que possibilitaria assistirmos TV. O Bazzi se comprometeu a emprestar o aparelho para os testes, mas constatou-se que o mesmo estava "queimado".
O Goelzer aliou-se ao Alcedir Bebber, que junto com os irmãos tinha uma oficina de consertos de rádios, localizada sob a loja do Celso Farina, na Rua XV de Novembro, em Capinzal, ali onde fica o prédio do Cartório do Maliska. Iniciaram o arrojado projeto e instalaram a antena repetidora, como chamavam, nos altos do morro de Capinzal, aquele mesmo que abrigava o Colégio Mater Dolorum, mas num ponto bem mais alto, onde já havia a antena da antiga Rádio Sulina, provavelmente nas terras dos Lagni, ou pelo menos nas suas imediações.
Foram tempos de glória para nossa cidade. Os bares do Arlindo Henrique e do Canhoto tinham, num canto, ao fundo da sala, ao alto, um aparelho de TV, e os clientes assistiam à programação da época, o Telecatch Montilla, o Jota Silvestre, o Flávio Cavalcanti, a Hebe Camargo, em programação gerada pela Excelsior e pela Tupi. E havia filmes, noticiários, mas nada era em tempo real como agora.
As lojas do Farina, em Capinzal, e do Parizotto, em Ouro, passaram a vender televisores, além das geladeiras, rádios, máquinas de costura. E instalavam antenas com hastes de alumínio, nos telhados das casas. Conforme a localizacáo das casas se tinha melhor ou pior qualidade de imagens.
Durante 20 anos convivemos com isso. Nesse tempo, transferiu-se a antena para o morro de Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro, o que faciltaria a qualidade das imagens para Capinzal. E os que tinham aparelho, pagavam uma taxa de TV, nas prefeituras, que era para manter a torre e substituir as válvulas "Phlips"quando queimavam. E quem cuidava da antena e do aparelho retransmissor? O Alcedir Bebber, da Eletrônica Bebber, que recebia muitas ligações de reclamacão quando a TV não estava no ar. E lá subia com o seu fusca cinza para ver do que se tratava.E não foram raras as vezes em que vendavais colocaram a antena no chão.
Lembro bem que num domingo pela mannhã, em 1982, procurou-me para que fôssemos a Sede Sarandi, em Herval D 'Oeste, onde ficava a antena grande, que retransmitia a imagem recebida por satélite das geradoras até a repetidora de nossa cidade. Pegamos a rural azul e branca da Prefeitura, junoto com o Luciano Baretta, e lá fomos para ver o que acontecia. E o Alcedir, na época com seus 39 anos, subiu na torre e consertou o aparelho, substituiu válvulas, e ä tarde pudemos ver jogos de futebol. Nos domingos em que havia grenal, então, não podia faltar a imagem na TV. Nem quando era Vasco e Flamengo, ou Palmeiras e Corínthians. E, na semana, havia as mulheres que queriam ver as novelas...
Mas o auge de seu trabalho foi em 1986, quando trouxe as parabólicas da Amplimatic, fabricadas em São José dos Campos, e passou a vender. Lembro que ele e o José Dambrós foram os primeiros a terem a parabólica. Era um antenão, um círculo parabólico de almínio, com um pequeno aparelho receptor, que possibilitava receber mas de 20 canais de TV em casa. E custava uma fortuna. Era o mesmo valor que um autmóvel 1.6, de luxo, um Chevete ou um Gol.
E, posteriormente, o valor foi baixando, apareceram muitas marcas no mercado, vieram as TVs por assinatura, HDTV, essa evolução toda que você, leitor, leitora, bem conhecem.
O Alcedir nos deixou na manhã do dia 11 de outubro de 2012, véspera do Dias das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, o mesmo dia que o Sr. Ivo Luiz Bazzo. Deixou, como este, a marca de seu nome e de seu trabalho registrados em nossa história. E sua esposa, filhos, noras e netos, podem orgulhar-se del`. Não foi uma folha de papel em branco. Foi uma página com muitos registros no meio social, empresarial e cultural de nossas cidades. Nossa sincera homenagem ao amigo com quem convvemos muitos anos.
Euclides Riquetti
20-10-2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
TRIBUTO A IVO LUIZ BAZZO
Na última quinta-feira, ao entardecer, perdemos uma pessoa que marcou forte presença na História do Município de Ouro, o Ex-prefeito Ivo Luiz Bazzo. O “Seu Ivo”, como era conhecido, era um apaixonado pela sua e nossa cidade. Entusiasta, em suas conversas com as pessoas costumava enaltecer a história dos que construíram nossa história, e de alguns episódios importantes de que fora protagonista, tendo, inclusive, ido “para a cadeia”, por defender os colonos que falavam o dialeto italiano, após a Segunda Guerra Mundial. Quando jovem, era bastante engajado na defesa das pessoas que julgava perseguidas, comprando as dores destas com facilidade.
Ele e seus irmãos tiveram que assumir as responsabilidades da casa de sua Mãe, Dona Lúcia, ainda jovens. Família numerosa, jamais perderam o rumo, solidificaram os laços entre mãe, irmãos e descendentes, viveram sucessos e adversidades, mas mantiveram-se solidaria e estritamente vinculados. Casou-se com a Dona Iracema Maestri, sua esposa e companheira de todos os dias e de todas as horas. Sua casa sempre foi um reduto de todos os descendentes da Dona Lúcia. Por décadas, tinha um campinho de futebol no terreno, em meio às muitas árvores frutíferas, onde seus familiares reuniam amigos para jogar aquele bolinha esperta nos finais de tarde e de semana.
Político muito sério, ocupou funções públicas no Município de Capinzal, na Administração de Horácio Heitor Breda. Um episódio forte e importante, na época, foi trazer a sede da Prefeitura do Município de Capinzal para o Ouro, tirando-a do Edifício Sanalma e instalando-a onde hoje funciona a Câmara Municipal, trazendo os pertences do Município numa carroça. Vejam bem, a sede do Município de Capinzal ficou funcionando na Distrito de Ouro, coisas da época, uma das muitas em que Bazzo foi protaginista.
Em 1962, atuou fortemente para a emancipação do então Distrito de Ouro, que reivindicou o direito de ser um município independente, o que acabou acontecendo em 23 de janeiro de 1963, pela Lei Estadual nº 870. Mas sua instalação ocorreu somente em 07 de abril do mesmo ano, dia da UDN – União Democrática Nacional – seu partido, com a posse do Prefeito interino Nelson de Souza Infeld. Aliás, encontrei o o Dr. Nelson, hoje desembargador aposentado e fazendeirto no interior de Zortéa, poucos dias antes da partida do Sr. Ivo. Faz compras num supermercado aqui em Ouro, seguidamente.
Em 1962, atuou fortemente para a emancipação do então Distrito de Ouro, que reivindicou o direito de ser um município independente, o que acabou acontecendo em 23 de janeiro de 1963, pela Lei Estadual nº 870. Mas sua instalação ocorreu somente em 07 de abril do mesmo ano, dia da UDN – União Democrática Nacional – seu partido, com a posse do Prefeito interino Nelson de Souza Infeld. Aliás, encontrei o o Dr. Nelson, hoje desembargador aposentado e fazendeirto no interior de Zortéa, poucos dias antes da partida do Sr. Ivo. Faz compras num supermercado aqui em Ouro, seguidamente.
Bazzo foi Prefeito em Ouro por duas ocasiões: de 31 de janeiro de 1969 a 31 de janeiro de 1973, tendo como seu Vice Saul Parizotto. E, de 01 de fevereiro de 1977 a 01 de fevereiro de 1983, tendo como Vice Sérgio Riquetti. Foi um gestor público de grandes realizações, administrando com austeridade e severidade os recursos públicos.
O lema de governar de Ivo Luiz Bazzo era: “Fazer o que se pode com o que se tem”. E, segundo esse princípio, executava aquilo que o dinheiro permitia, sem realizar endividamentos, em tempos que não existiam ainda as emendas parlamentares. Para as obras, buscava recursos através de parlamentares junto ao Governo do Estado, tendo tido apoio do Deputado Nelson Pedrini e por último de Gilson dos Santos.
O Seu Ivo foi quem me estendeu a mão quando cheguei em Ouro, em 1980, muito descrente de muitas coisas. E foi meu Padrinho Político, culminando com minha eleição para Prefeito, em 1988. Suas orientações éticas sempre me ajudaram e guardo em mim seus princípios e conselhos. Quando fui seu secretário, a partir de dezembro de 1980, vi o quanto ele era sério. Para mandar uma carta para uma Senhora, em Vitória da Conquista, Bahia, que cuidara de seu pai, fazia questão de que fossem utilizados envelopes que ele comprava e nos dava o dinheiro, que retirava delicadamente de sua carteira, para pagar o Correio.
O Seu Ivo foi quem me estendeu a mão quando cheguei em Ouro, em 1980, muito descrente de muitas coisas. E foi meu Padrinho Político, culminando com minha eleição para Prefeito, em 1988. Suas orientações éticas sempre me ajudaram e guardo em mim seus princípios e conselhos. Quando fui seu secretário, a partir de dezembro de 1980, vi o quanto ele era sério. Para mandar uma carta para uma Senhora, em Vitória da Conquista, Bahia, que cuidara de seu pai, fazia questão de que fossem utilizados envelopes que ele comprava e nos dava o dinheiro, que retirava delicadamente de sua carteira, para pagar o Correio.
O Seu Ivo nos deixa também a imagem de um homem realizador, grande líder político, excelente exemplo como esposo, pai, filho, irmão, avô e bisavo, e um cristão de Fé e boa índole. Com muitos amigos. E nosso Amigão. Amigo de verdade!
Um político de palavra, Bazzo era firme e resoluto em suas afirmações, mesmo que tivesse que desagradar a interlocutores.
Queremos registrar nossa homenagem ao mesmo, pelo que representa em nossa História, pelo que representa para a família dele, para minha família também.
Euclides Riquetti
16-10-2012
domingo, 14 de outubro de 2012
Encontro da Família Richetti/Riquetti em Cascavel
Participamos, neste feriadão, do Primeiro Econtro da Família Richetti/Riquetti em Cascavel, Paraná. Foi uma experiência emocionante e renovadora para mim. Fiquei sabendo que iria acontecer há três semanas, quando estava em viagem de férias pelo litoral catarinense e minha decisão de participar deu-se na mesma hora. Meu primo Jaime Richetti havia ligado para minha filha, Caroline, e ela informou-me sobre isso.
Viajamos na sexta-feira, 12, bem cedinho, e logo após o meio-dia, chegamos a Casavel, aquela progressista e bela cidade do Grande Oeste Paranaense. À tardinha fui ao local do Encontro, o salão de festas da Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, localizada nas proximidades da Rodovia BR 277, na saída para Curitiba. Os descendentes de meu tio, Marcelino Richetti, foram os pioneiros daquele ponto de Cascavel, onde iniciaram uma empresa e até hoje a maioria ali reside. Dos filhos dele, o Hilário e o Alcides deixaram seus entes e moram no Céu. É uma turma numerosa e a ideia de se realizar a festa veio justamente da Dilma, uma das filhas, e foi abraçada pelos filhos do Tio César que ali residem, no Parque São Paulo, o Jaime, o Juvelino e o Jânio. E recebemos muita atenção da Vero. Mas o time organizador estava muito forte e o evento teve um nível de organização excelente, tanto que, em 2013, vai-se repetir na mesma cidade.
Na chegada, encontrei muitos dos meus primos, de diversos graus, com os quais fui- me entrosando. Dentre eles estava o Dirceu, marido da Célia, o Alao, o Carlinhos, nosso fogueteiro e marido da Everly, o Geovani Fabian, marido da Cristiane. Alguns eu conhecia de redenet, como a Marinês e a Neiva, que casou-se com um italiano de Veneza, muito simpático e divertido. A Rosane, filha do Hilário e da Fiorentina, e irmã do Gilmar e do Altemio, fez o comentário na missa, em que foram homenageados a Irmã Zulmira e o tio Victório Richetti, o único filho vivo do Nono Frederico.
Reencontrei o Samir Machado, marido da prima Monalysa, o Celso Richetti de Paraí, que trouxe consigo o Danilo, filho do Guerino ( primo do Guerino meu pai ). Aliás, no meio de muitos reencontros, acabei descobrindo uma sobrinha dele, a Marli, descendente do Benjamim, e fiz a aproximação dos dois, pois nem sabiam da existência um do outro. Conheci o Ângelo Lourival Ricchetti, de Saão Paulo, escritor, de outro ramo familiar que não o dos descendentes de Pascoal, meu bisavô, que veio de Veneza. Conversei muito com o Reinildo Galvão, casado com uma prima, e que mora em Curitiba. E com os filhos do Surdi e da prima Deonilda, que vieram de Araucária, com a prima Iraci Durigon, de Toledo , com a prima Adiles e outras que vieram de Florianópolis. Reencontrei o Nilvo e o Juventino, filhos do Marcelino, meus primos com idade maior que a minha. Conversar e movimentar muito as mãos enquanto falamos, é uma característica presentes em todos nós.
É claro que não poderei falar de todos os que encontrei e conheci, mas para mim foi tudo muito gratificante.
Aconteceram apresentações arísticas que deram muito brilho à fesa, com danças típicas e até dança do ventre, com a jovem Vanessa.
Com apenas um mês desde a idealização e a realização, o acontecimento foi marcante, e todos os que trabalharam pelo seu sucesso merecem nosso aplauso e reconhecimento sincero. Agradeço pela oportunidade de participar e conclamo a todos os que não puderam fazê-lo desta vez, que o façam no dia 12 de outubro de 2013, quando teremos o Segundo Encontro da Família Richetti.
Uma curiosidade que percebi na lista telefônica do Hotel: O Juvelino Riquetti é irmão de Jaime e do Jânio Richetti. Bem, eu sou Riquetti neto do Frederico Richetti, tenho parentes com pelo menos quatro grafias distintas.
Um grande abraço aos cerca de 300 que estavam lá, gente bonita e inteligente, e que no próximo ano possamos reunir pelo menos uns 600. Agardeço à Marinês por ter-me mandado um e-mail bem bacana e que li ao chegar em casa.
Euclides Riquetti
14-10-2012
Viajamos na sexta-feira, 12, bem cedinho, e logo após o meio-dia, chegamos a Casavel, aquela progressista e bela cidade do Grande Oeste Paranaense. À tardinha fui ao local do Encontro, o salão de festas da Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, localizada nas proximidades da Rodovia BR 277, na saída para Curitiba. Os descendentes de meu tio, Marcelino Richetti, foram os pioneiros daquele ponto de Cascavel, onde iniciaram uma empresa e até hoje a maioria ali reside. Dos filhos dele, o Hilário e o Alcides deixaram seus entes e moram no Céu. É uma turma numerosa e a ideia de se realizar a festa veio justamente da Dilma, uma das filhas, e foi abraçada pelos filhos do Tio César que ali residem, no Parque São Paulo, o Jaime, o Juvelino e o Jânio. E recebemos muita atenção da Vero. Mas o time organizador estava muito forte e o evento teve um nível de organização excelente, tanto que, em 2013, vai-se repetir na mesma cidade.
Na chegada, encontrei muitos dos meus primos, de diversos graus, com os quais fui- me entrosando. Dentre eles estava o Dirceu, marido da Célia, o Alao, o Carlinhos, nosso fogueteiro e marido da Everly, o Geovani Fabian, marido da Cristiane. Alguns eu conhecia de redenet, como a Marinês e a Neiva, que casou-se com um italiano de Veneza, muito simpático e divertido. A Rosane, filha do Hilário e da Fiorentina, e irmã do Gilmar e do Altemio, fez o comentário na missa, em que foram homenageados a Irmã Zulmira e o tio Victório Richetti, o único filho vivo do Nono Frederico.
Reencontrei o Samir Machado, marido da prima Monalysa, o Celso Richetti de Paraí, que trouxe consigo o Danilo, filho do Guerino ( primo do Guerino meu pai ). Aliás, no meio de muitos reencontros, acabei descobrindo uma sobrinha dele, a Marli, descendente do Benjamim, e fiz a aproximação dos dois, pois nem sabiam da existência um do outro. Conheci o Ângelo Lourival Ricchetti, de Saão Paulo, escritor, de outro ramo familiar que não o dos descendentes de Pascoal, meu bisavô, que veio de Veneza. Conversei muito com o Reinildo Galvão, casado com uma prima, e que mora em Curitiba. E com os filhos do Surdi e da prima Deonilda, que vieram de Araucária, com a prima Iraci Durigon, de Toledo , com a prima Adiles e outras que vieram de Florianópolis. Reencontrei o Nilvo e o Juventino, filhos do Marcelino, meus primos com idade maior que a minha. Conversar e movimentar muito as mãos enquanto falamos, é uma característica presentes em todos nós.
É claro que não poderei falar de todos os que encontrei e conheci, mas para mim foi tudo muito gratificante.
Aconteceram apresentações arísticas que deram muito brilho à fesa, com danças típicas e até dança do ventre, com a jovem Vanessa.
Com apenas um mês desde a idealização e a realização, o acontecimento foi marcante, e todos os que trabalharam pelo seu sucesso merecem nosso aplauso e reconhecimento sincero. Agradeço pela oportunidade de participar e conclamo a todos os que não puderam fazê-lo desta vez, que o façam no dia 12 de outubro de 2013, quando teremos o Segundo Encontro da Família Richetti.
Uma curiosidade que percebi na lista telefônica do Hotel: O Juvelino Riquetti é irmão de Jaime e do Jânio Richetti. Bem, eu sou Riquetti neto do Frederico Richetti, tenho parentes com pelo menos quatro grafias distintas.
Um grande abraço aos cerca de 300 que estavam lá, gente bonita e inteligente, e que no próximo ano possamos reunir pelo menos uns 600. Agardeço à Marinês por ter-me mandado um e-mail bem bacana e que li ao chegar em casa.
Euclides Riquetti
14-10-2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Duas perdas < Ivo Luiz Bazzo e Alcedir Bebber
Ontem, 11 de outubro, perdemos duas pessoas que muito admirei em minha vida, Ivo luiz Bazzo e Alcedir Bebber. O Bebber faleceu pela manhã, e o Sr. Ivo ao final da tarde. Eu estava em casa depois de meu trabalho em Ouro quando recebi algumas chamadas de amigos relatando a morte do amigo Ivo e retornei para o Ouro. Ao chegar, enquanto esperava na Câmara Municipal a chegada do corpo dele, o amigo Shirlon me informava da perda do Alcedir. Consegui ver ambos, voltar para casa e, poucas horas depois, sair para Cascavel para o Encontro dos Riquetti e Richetti. Estou escrevendo num computador do Hotel e substituindo algumas palavras porque o teclado nâo me obedece. Estive no local da reunião e reencontreri muitos parentes que ainda nâo conhecia.
Ao retornar para casa deverei escrever algo sobre os dois amigos que perdemos num mesmo dia. Posso dizer que, neste dia consagrado a Nossa Senhora, eles devem estar muito bem em seu novo Lar, pois seus exemplos e amor aos familiares os credenciaram a um belo lugar junto a Nossa Mãe e o Grande Pai Celestial.
Aos familiares, nosso mais sentido pezar e o desejo de que Bebber e Bazzo sejam felizes na Eternidade.
Sinceramente,
Euclides Riquetti
Cascavel, 12 de outubro de 2012.
Ao retornar para casa deverei escrever algo sobre os dois amigos que perdemos num mesmo dia. Posso dizer que, neste dia consagrado a Nossa Senhora, eles devem estar muito bem em seu novo Lar, pois seus exemplos e amor aos familiares os credenciaram a um belo lugar junto a Nossa Mãe e o Grande Pai Celestial.
Aos familiares, nosso mais sentido pezar e o desejo de que Bebber e Bazzo sejam felizes na Eternidade.
Sinceramente,
Euclides Riquetti
Cascavel, 12 de outubro de 2012.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Hebe Camargo - Marcando Território no Céu
Passou-se mais de uma semana desde que Hebe Camargo chegou ao céu. O pessoal de lá, todos aqueles anjos de rosa e de azul enfileirados abriram passagem para que nossa Eterna Diva passasse até chegar ao grupo dos de branco, onde ela bateu uma boa caixa com o Anízio. O Anízio estava maravilhado com a chegada da Hebe, rendeu-lhe mensuras e mesuras, queria mais selinhos do que a cota que a Hebe tinha reservado para ele.
Os anjos, todos, vestidos nas cores já mencionadas, estavam um tanto receosos com a presença da ex-apresentadora, agora candidata a anja. Diziam que ela estava tendo privilégios, como tinha com o Sílvio Santos, quando trabalhava no SBT. Mais privilégios que ela teve, só mesmo os do Romário no Vasco e os do Imperador Adriano no Flamengo, onde tem a proteção da Patrícia Amorim, a vereadora-presidente que não conseguiu reeleger-se.
São Pedro, o Peter, alertou-lhe: "Hebe, gosto muito de você, mas não posso dar demonstração disso aqui no paraíso, porque as pessoas vão reclamar. O Jesus, que viveu há 2.000 anos, disse que vai registrar isso num papiro e pendurar lá naquela árvore bem antiga, aquele pé de maçã que causou tanta confusão com aquele casalzinho, o mais antigo daqui, o Adão e a Eva. Todo mundo que aqui chega dá uma passadinha para ler o que tem de recado e folhetins publicados naquela árvore". Hebe não se importou muito com isso e apenas respondeu-lhe: "Que gracinha!!!" - São Pedro ficou sem palavras.
Mais adiante, perguntou ao Santo sobre uma amiga que ali chegou em 2008 e de que tinha muitas saudades, pois a enttrevistara muitas e muitas vezes em seus programas. Aquela mesma que, em 1991, no Carnaval Carioca, desfilou pela Viradouro e, com 74 anos, vestiu uma deslumbrante fantasia de um vermelho de seda com detalhes prateados, com os seios à mostra. São Pedro disse que, por essas e outras, a Dercy Gonçalves estava alojada num departamento em separado, para onde vão aquelas pessoas que tinham pecados, mas que eram pecados "meia-boca", que deixavam as pessoas escandalizadas mas, por outro lado, deixavam muitos velhinos bem felizes. E, já pensou, se ela saíse por lá mostrando os peitões, o que iriam dizer? E, se encontrasse o João Paulo II, o que ele iria pensar? Então, como purgatório era uma pena um tanto pesada para ela, que sempre fez o bem aqui na Terra, criaram um "hall" para ela ficar, lá junto com outras, mas que logo elas vão ser retiradas dali e o "departamento" vai ser abolido, pois vai ter uma reforma administrativa, que ainda não foi possível de se por em votação, porque Assembleia dos Anjos não se reuniu ultimamente, todos estavam de olho em outras eleições, no Brasil, na Venezuela e nos Estados Unidos. Hebe disse entender bem dessas coisas e que as duas primeiras já se foram, que as acompanhou no seu iPhone 5, e a última ainda não aconteceu. Apenas quis registrar, numa postagem, que lamentou muito que o coleguinha Russomano não tivesse chegado ao segundo turno em Sampa,as mas que o Serra e o Haddad também são bons. Estava radiante porque o filho do amigo Ratinho, do SBT, fora para o segundo turno em Curitiba. Mas, o que mais a impressionou, foi ver que o Ronaldinho Gaúcho fez três gols pela Atlético Mineiro sobre o Figueirense, no sábado. Acha que o Mano poderia levar ele de volta para a Canarinho, como fez, agora, com o Kaká, seu antigo "queridinho".
Como prêmio de consolação, por não ter podido ver a Dercy, o Santo permitiu que ela desse um selinho no Jota Silvestre e no Flávio Cavalcanti, colegas que a abandonaram ainda antes que ela inventasse o tal, mas não era para deixar que os outros vissem, para não causar ciumeira. Era para ir ali, meio ao lado, e quando ninguém estivesse olhando, tascasse os selinhos.
Hebe está encantada com o que está aprendendo e vendo no céu. Os métodos, a organização disciplinar, em muito superam os nossos costumes. O que ela viu de mais interessante, por lá, e que aqui também praticam, fartamente, foi o "jeitinho brasileiro". Com um sorrisinho aqui e outro ali, vai poder divertir-se muito. Que gracinha!!!
Euclides Riquetti
08-10-2012
Os anjos, todos, vestidos nas cores já mencionadas, estavam um tanto receosos com a presença da ex-apresentadora, agora candidata a anja. Diziam que ela estava tendo privilégios, como tinha com o Sílvio Santos, quando trabalhava no SBT. Mais privilégios que ela teve, só mesmo os do Romário no Vasco e os do Imperador Adriano no Flamengo, onde tem a proteção da Patrícia Amorim, a vereadora-presidente que não conseguiu reeleger-se.
São Pedro, o Peter, alertou-lhe: "Hebe, gosto muito de você, mas não posso dar demonstração disso aqui no paraíso, porque as pessoas vão reclamar. O Jesus, que viveu há 2.000 anos, disse que vai registrar isso num papiro e pendurar lá naquela árvore bem antiga, aquele pé de maçã que causou tanta confusão com aquele casalzinho, o mais antigo daqui, o Adão e a Eva. Todo mundo que aqui chega dá uma passadinha para ler o que tem de recado e folhetins publicados naquela árvore". Hebe não se importou muito com isso e apenas respondeu-lhe: "Que gracinha!!!" - São Pedro ficou sem palavras.
Mais adiante, perguntou ao Santo sobre uma amiga que ali chegou em 2008 e de que tinha muitas saudades, pois a enttrevistara muitas e muitas vezes em seus programas. Aquela mesma que, em 1991, no Carnaval Carioca, desfilou pela Viradouro e, com 74 anos, vestiu uma deslumbrante fantasia de um vermelho de seda com detalhes prateados, com os seios à mostra. São Pedro disse que, por essas e outras, a Dercy Gonçalves estava alojada num departamento em separado, para onde vão aquelas pessoas que tinham pecados, mas que eram pecados "meia-boca", que deixavam as pessoas escandalizadas mas, por outro lado, deixavam muitos velhinos bem felizes. E, já pensou, se ela saíse por lá mostrando os peitões, o que iriam dizer? E, se encontrasse o João Paulo II, o que ele iria pensar? Então, como purgatório era uma pena um tanto pesada para ela, que sempre fez o bem aqui na Terra, criaram um "hall" para ela ficar, lá junto com outras, mas que logo elas vão ser retiradas dali e o "departamento" vai ser abolido, pois vai ter uma reforma administrativa, que ainda não foi possível de se por em votação, porque Assembleia dos Anjos não se reuniu ultimamente, todos estavam de olho em outras eleições, no Brasil, na Venezuela e nos Estados Unidos. Hebe disse entender bem dessas coisas e que as duas primeiras já se foram, que as acompanhou no seu iPhone 5, e a última ainda não aconteceu. Apenas quis registrar, numa postagem, que lamentou muito que o coleguinha Russomano não tivesse chegado ao segundo turno em Sampa,as mas que o Serra e o Haddad também são bons. Estava radiante porque o filho do amigo Ratinho, do SBT, fora para o segundo turno em Curitiba. Mas, o que mais a impressionou, foi ver que o Ronaldinho Gaúcho fez três gols pela Atlético Mineiro sobre o Figueirense, no sábado. Acha que o Mano poderia levar ele de volta para a Canarinho, como fez, agora, com o Kaká, seu antigo "queridinho".
Como prêmio de consolação, por não ter podido ver a Dercy, o Santo permitiu que ela desse um selinho no Jota Silvestre e no Flávio Cavalcanti, colegas que a abandonaram ainda antes que ela inventasse o tal, mas não era para deixar que os outros vissem, para não causar ciumeira. Era para ir ali, meio ao lado, e quando ninguém estivesse olhando, tascasse os selinhos.
Hebe está encantada com o que está aprendendo e vendo no céu. Os métodos, a organização disciplinar, em muito superam os nossos costumes. O que ela viu de mais interessante, por lá, e que aqui também praticam, fartamente, foi o "jeitinho brasileiro". Com um sorrisinho aqui e outro ali, vai poder divertir-se muito. Que gracinha!!!
Euclides Riquetti
08-10-2012
domingo, 30 de setembro de 2012
As Primeiras Impressões de Hebe Camargo no Céu
Hebe Camargo chegou lá no andar de cima no final da tarde do último sábado de setembro de 2012. Fora um setembro bem diferente dos demais. No Sul do Brasil ocorrera neve e geada na última semana do mês. A geada negra queimou folhas e brotos das videiras e outras frutas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Vamos ter menos vinho para beber no próximo ano.
Estava muito curiosa nossa Diva, pois nunca estivera lá antes. Havia muitas coisas diferentes. Não havia aqueles montões de concreto, aço e vidro que aqui chamamos de prédios. Nem aqueles bólidos que soltam fumaça num cano lá atrás, que dizem ser por causa do combustível que eles queimam para poder andar.
Apresentou-se, inicialmente a Saint Peter, um Senhor que carregava um molho de chaves grandes, daquelas bem antigas, de ferro, inventadas quando ainda não se conhecia o aço inoxidável. Este ficou muito contente em receber aquela Senhora sorridente, com os cabelos bem arrumados, trazendo flores vermelhas colombianas consigo. Hebe foi logo roubando um selinho do Santo Apóstolo e ganhou a confiança dele. Viu que alguns o chamavam de Pietro, outros de Pedro. Ficou curiosa, pois também o chamavam por outros nomes, em outras línguas, que ela nunca se importou muito em aprender aqui na terra. Sabendo o que se usasse no SBT, em Miami ou em Veneza, chegava. Mas concluiu que aquelas línguas diferentes deveriam ser dos países orientais, onde as línguas são bem diferentes das nossas. Só que lá no céu não tem esse negócio de que quando aqui é meio-dia, lá é meia noite. Lá sempre tem luz, porque quem lá chegou é gente iluminada e, por eles só, já são autosuficientes em energia.
Hebe ficou contente porque Mister Peter abriu logo o portão de entrada e encaminhou-a para um setor bacana, onde reencontrou a Nair Bello e a Wilza Carla, aquela que explodiu na Saramandaia. Foi abraço daqui, abraço dali, selinho aqui, selinho ali e muita alegria. Alegria mesmo! Seu marido, vai encontrar somente nos próximos dias, porque os homens estão todos de castigo por lá, porque só ficam falando de futebol e vaiaram muito o Mano Menezes nos jogos em que não fomos muito bem. Então, ficam de castigo e não podem receber as pessoas novas que lá chegam.
Mas Hebe, com aquele seu jeitinho especial, disse ao Peter que estava com muitas saudades de alguns e que nem todos deveriam ser punidos por questões banais. Então, contou-lhe o Peter que nesta semana recebera o Ted Boy Marino, o antigo lutador, que tinha muito crédito lá no céu, porque levou muita pancada do Jóia - o psicodélico nos tempos do Telecatch Montilla, das TVs Excelcior e Piratini. Tinha arrumado um lugarzinho bem legal para ele, junto com o Zacarias e o Mussum, dos Trapalhões. Ficaria um trio, com um bem moreno, um loiro e outro intermediário. Iam mostrar que no Brasil as pessoas estão acima das desiguldades raciais.
Nossa apresentadora achou tudo isso muito interessante, disse que se, na política, também usassem o bom senso e o entendimento, o respeito aos outros, muita encrenca seria evitada.
Mas tinha uma grande curiosidade, que precisava ser satisfeita de imediato: Precisava reencontrar o Jota Silvestre e o Flávio Cavalcanti. São Pedro coçou a barba e disse: "O Silvestre até que é mais fácil, está na ala dos anjos vestidos de azul, que são os que foram mais dóceis na Vida Terrena. Mas o Cavalcanti, por ter arrumado muita encrenca, está na ala dos que vestem rosa. Precisamos pensar em um modo de fazer com que você os veja. Mais uma vez pestanejou, recoçou a barba e encontrou uma solução. Ordenou a uns anjos que o assessoravam para que reunissem a tropa em filas, conforme as cores de seus vestidos: os de rosa ficariam perfilados à esquerda; os de azul á direita. Os de branco, lá na frente, olhando para a Hebe e o Chaveiro. E foi explicando: Os que vestem azul, o fazem porque á uma cor próxima do verde, a cor da esperança. São aqueles que ficaram a vida toda dando esperanças aos brasileiros: tem ali o Dilson Funaro, que com seu Plano Cruzado queria nos ajudar mas não conseguiu, o Pedro Collor (que só conseguiu lugar aqui porque credenciou-se dedurando o Fernando), e, no futuro, haverá lugar para seu patrão o SS, que tantas vezes abriu as Portas da Espenaça para os brasileiros, em seu programa dominical. Tem também o Mário Andreaza, o Médici, o Geisel e outros que você conhece. E, em meio a eles, lá estava o Jota Silvestre, colega da Hebe, fazendo um programete de auditório. Perguntava: "Quem foi o Pai dos Trabalhadores Brasileiros?" Um trabalhador anônimo, carteira assinada, respondia: "Getúlio Vargas!" E O Silvestre, com seu bordão conhecido, afirmava: "Absolutamente certo!!!". E, depois, ressaltando que "O Céu é o Limite", encorajava o participante a continuar a responder perguntas.
Na fileira rosa, da esquerda, alguns que deram muito serviço aos milicos. Explicava Peter que o rosa é a cor mais próxima da vermelha e que os que tinham "uma certa tendência revolucionária", então, eram instados usarem vestidos rosa, a ficarem do lado esquerdo. Ali estava o Flávio Cavalcanti, que uma vez teve seu programa tirado do ar porque enalteceu uma atriz que tinha ideais não compatíveis com os do Poder. O Flávio havia quebrado muitos discos "long plays" do Teixeirinha e do Valdick Soriano em seu "Programa Flávio Cavalcanti!, porque dizia que suas músicas eram umas porcarias e que não mereciam ser gravadas. Mas, porque foi considerado um homem justo, teve o céu assegurado.
Hebe e Peter foram passando em meio às fileiras de anjos rosas e azuis e se aproximaram dos brancos. Lá avistou Aírton Senna e, após o selinho, disse-lhe que a tia Viviane lhe mandara um forte abraço. E lá estava o antigo amigo Chico Anízio, com uma camisa branca e uma faixa diagonal preta, com uma cruz de malta encarnada bem próxima do coração. Chico era exceção, podia usar alguns detalhes que não fossem brancos, pois chegara recentemente e se tornara um pouco rebelde, disse que nos primeiros meses precisava ficar com a camisa do Vasco, porque era supersticioso e, naquele momento, o Vasco estava ganhando do Figueirense por 3 a 1, com grandes jogadas de Dedé e Juninho. São Pedro deu uma colher de chá pra ele. Se o Jô Soares já estivesse lá com eles, dar-lhe-ia uma caneca daquelas do Jô!
Deu pra ver que Saint Peter era bastante complascente, abria exceções, deixava os anjos muito à vontade, desde que cumprissem com suas obrigações, que era não cortar árvores, comer frutos e depois colocar as sementes e cascas nas composteiras, fazer a "sustentabilidade" do céu. Não precisavam de luz elétrica, a natureza lhes oferecia tudo e, melhor que tudo, os animais não atacavam ninguém. Nem o Leão da Receita Federal tinha qualquer poder por lá, mesmo porque lá não se tem salário.
A nossa Diva foi olhando tudo, aprendendo tudo, maravilhando-se com tudo. Depois, pegou ser I-phone 5 e, já domingo, viu o Padre Marcelo celebrando sua Missa de Corpo Presente, depois o Pelé, a Dilma, o Lula e muitos artistas acompanhando seu enterro lá no Morumbi. Ficou muito satisfeita com o novo brinquedo eletrônico e disse que poderá ser acessada, logo, logo, através do www.blogdahebenoceu.blogspot.com - Ah, e teve o selinho do patrão, Sílvio Santos também!
Euclides Riquetti
30-09-2012
Estava muito curiosa nossa Diva, pois nunca estivera lá antes. Havia muitas coisas diferentes. Não havia aqueles montões de concreto, aço e vidro que aqui chamamos de prédios. Nem aqueles bólidos que soltam fumaça num cano lá atrás, que dizem ser por causa do combustível que eles queimam para poder andar.
Apresentou-se, inicialmente a Saint Peter, um Senhor que carregava um molho de chaves grandes, daquelas bem antigas, de ferro, inventadas quando ainda não se conhecia o aço inoxidável. Este ficou muito contente em receber aquela Senhora sorridente, com os cabelos bem arrumados, trazendo flores vermelhas colombianas consigo. Hebe foi logo roubando um selinho do Santo Apóstolo e ganhou a confiança dele. Viu que alguns o chamavam de Pietro, outros de Pedro. Ficou curiosa, pois também o chamavam por outros nomes, em outras línguas, que ela nunca se importou muito em aprender aqui na terra. Sabendo o que se usasse no SBT, em Miami ou em Veneza, chegava. Mas concluiu que aquelas línguas diferentes deveriam ser dos países orientais, onde as línguas são bem diferentes das nossas. Só que lá no céu não tem esse negócio de que quando aqui é meio-dia, lá é meia noite. Lá sempre tem luz, porque quem lá chegou é gente iluminada e, por eles só, já são autosuficientes em energia.
Hebe ficou contente porque Mister Peter abriu logo o portão de entrada e encaminhou-a para um setor bacana, onde reencontrou a Nair Bello e a Wilza Carla, aquela que explodiu na Saramandaia. Foi abraço daqui, abraço dali, selinho aqui, selinho ali e muita alegria. Alegria mesmo! Seu marido, vai encontrar somente nos próximos dias, porque os homens estão todos de castigo por lá, porque só ficam falando de futebol e vaiaram muito o Mano Menezes nos jogos em que não fomos muito bem. Então, ficam de castigo e não podem receber as pessoas novas que lá chegam.
Mas Hebe, com aquele seu jeitinho especial, disse ao Peter que estava com muitas saudades de alguns e que nem todos deveriam ser punidos por questões banais. Então, contou-lhe o Peter que nesta semana recebera o Ted Boy Marino, o antigo lutador, que tinha muito crédito lá no céu, porque levou muita pancada do Jóia - o psicodélico nos tempos do Telecatch Montilla, das TVs Excelcior e Piratini. Tinha arrumado um lugarzinho bem legal para ele, junto com o Zacarias e o Mussum, dos Trapalhões. Ficaria um trio, com um bem moreno, um loiro e outro intermediário. Iam mostrar que no Brasil as pessoas estão acima das desiguldades raciais.
Nossa apresentadora achou tudo isso muito interessante, disse que se, na política, também usassem o bom senso e o entendimento, o respeito aos outros, muita encrenca seria evitada.
Mas tinha uma grande curiosidade, que precisava ser satisfeita de imediato: Precisava reencontrar o Jota Silvestre e o Flávio Cavalcanti. São Pedro coçou a barba e disse: "O Silvestre até que é mais fácil, está na ala dos anjos vestidos de azul, que são os que foram mais dóceis na Vida Terrena. Mas o Cavalcanti, por ter arrumado muita encrenca, está na ala dos que vestem rosa. Precisamos pensar em um modo de fazer com que você os veja. Mais uma vez pestanejou, recoçou a barba e encontrou uma solução. Ordenou a uns anjos que o assessoravam para que reunissem a tropa em filas, conforme as cores de seus vestidos: os de rosa ficariam perfilados à esquerda; os de azul á direita. Os de branco, lá na frente, olhando para a Hebe e o Chaveiro. E foi explicando: Os que vestem azul, o fazem porque á uma cor próxima do verde, a cor da esperança. São aqueles que ficaram a vida toda dando esperanças aos brasileiros: tem ali o Dilson Funaro, que com seu Plano Cruzado queria nos ajudar mas não conseguiu, o Pedro Collor (que só conseguiu lugar aqui porque credenciou-se dedurando o Fernando), e, no futuro, haverá lugar para seu patrão o SS, que tantas vezes abriu as Portas da Espenaça para os brasileiros, em seu programa dominical. Tem também o Mário Andreaza, o Médici, o Geisel e outros que você conhece. E, em meio a eles, lá estava o Jota Silvestre, colega da Hebe, fazendo um programete de auditório. Perguntava: "Quem foi o Pai dos Trabalhadores Brasileiros?" Um trabalhador anônimo, carteira assinada, respondia: "Getúlio Vargas!" E O Silvestre, com seu bordão conhecido, afirmava: "Absolutamente certo!!!". E, depois, ressaltando que "O Céu é o Limite", encorajava o participante a continuar a responder perguntas.
Na fileira rosa, da esquerda, alguns que deram muito serviço aos milicos. Explicava Peter que o rosa é a cor mais próxima da vermelha e que os que tinham "uma certa tendência revolucionária", então, eram instados usarem vestidos rosa, a ficarem do lado esquerdo. Ali estava o Flávio Cavalcanti, que uma vez teve seu programa tirado do ar porque enalteceu uma atriz que tinha ideais não compatíveis com os do Poder. O Flávio havia quebrado muitos discos "long plays" do Teixeirinha e do Valdick Soriano em seu "Programa Flávio Cavalcanti!, porque dizia que suas músicas eram umas porcarias e que não mereciam ser gravadas. Mas, porque foi considerado um homem justo, teve o céu assegurado.
Hebe e Peter foram passando em meio às fileiras de anjos rosas e azuis e se aproximaram dos brancos. Lá avistou Aírton Senna e, após o selinho, disse-lhe que a tia Viviane lhe mandara um forte abraço. E lá estava o antigo amigo Chico Anízio, com uma camisa branca e uma faixa diagonal preta, com uma cruz de malta encarnada bem próxima do coração. Chico era exceção, podia usar alguns detalhes que não fossem brancos, pois chegara recentemente e se tornara um pouco rebelde, disse que nos primeiros meses precisava ficar com a camisa do Vasco, porque era supersticioso e, naquele momento, o Vasco estava ganhando do Figueirense por 3 a 1, com grandes jogadas de Dedé e Juninho. São Pedro deu uma colher de chá pra ele. Se o Jô Soares já estivesse lá com eles, dar-lhe-ia uma caneca daquelas do Jô!
Deu pra ver que Saint Peter era bastante complascente, abria exceções, deixava os anjos muito à vontade, desde que cumprissem com suas obrigações, que era não cortar árvores, comer frutos e depois colocar as sementes e cascas nas composteiras, fazer a "sustentabilidade" do céu. Não precisavam de luz elétrica, a natureza lhes oferecia tudo e, melhor que tudo, os animais não atacavam ninguém. Nem o Leão da Receita Federal tinha qualquer poder por lá, mesmo porque lá não se tem salário.
A nossa Diva foi olhando tudo, aprendendo tudo, maravilhando-se com tudo. Depois, pegou ser I-phone 5 e, já domingo, viu o Padre Marcelo celebrando sua Missa de Corpo Presente, depois o Pelé, a Dilma, o Lula e muitos artistas acompanhando seu enterro lá no Morumbi. Ficou muito satisfeita com o novo brinquedo eletrônico e disse que poderá ser acessada, logo, logo, através do www.blogdahebenoceu.blogspot.com - Ah, e teve o selinho do patrão, Sílvio Santos também!
Euclides Riquetti
30-09-2012
sábado, 29 de setembro de 2012
Ídolos - Hebe Camargo
O Brasil perdeu, nesta tarde, a Primeira Dama da Televisão Brasileira. Hebe Camargo, a Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, primeira mulher a trabalhar como apresentadora de TV no Brasil, atuou na área artística como atriz, cantora e apresentadora durante mais de 60 anos. Na juventude, os cabelos deram lugar aos loiros, marca com a qual ficou identificada junto aos telespectadores brasileiros.
Ao final da década de 1960 e início da de 1970, Hebe dividia a liderança da audiência dentre o apresentadores de TV no Brasil com Jota Silvestre e Flávio Cavalcanti, através da TV Tupi. Jota Silvestre apresentava "O Céu é o Limite" e usava o bordão "absolutamente certo!" Isso quando as respostas dos interrogados em busca de prêmios se configuravam como certas. Já Flávio Cavalcanti, que costumava quebrar discos durante seus programas, de generos musicais de que não gostava e considerava bregas, dentre os quais o do cantor Valdick Soriano e do Teixirinha, foi o criador da expressão "fora de série", até hoje utilizada para designar coisas que se diferem das demais.
Nós costumávamos vê-los através da TV Piratini, de Porto Alegre, que retransmitia, com a tecnologia disponível da época, em preto e branco, para Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sabíamos que na TV Globo um apresentador chamado Sílvio Santos, cujo nome verdadeiro era Senor Abravanel, fazia sucesso em seus programas de auditório, mas só sabíamos disso porque líamos nas revistas de fotonovelas "Contigo", "Ilusão", "Capricho" e, mais adiante, na colorida "Sétimo Céu".
Mas, nos sábados à noite, era a Hebe Camargo que adentrava os lares brasileiros, com seu sorriso bonito, seus cabelos bem tratados, sempre elegantemente vestida em suas roupas e em seus modos. Os adereços e adornos também eram cuidadosamente escolhidos, sendo sempre uma apresentadora impecável. Sua linguagem, simples, de fácil compreensão pelos brasileiros, ajudava a atrair grande audiência.
Os primeiros contatos que tive com a imagem da Hebe na TV foram no Bar do Canhoto e no Bar do Arlindo Henrique, em Capinzal, quando íamos, eu e amigos, tomar um cafezinho e jogar um dominó, mais com o intuito de ver televisão, algo que não tínhamos em nossas casas. Meu colega, Altivir Souza, dizia que a Hebe tinha o jeito e a voz da Dona Valdomira Zortéa, nossa professora. Tinham o mesmo timbre de voz, o mesmo jeito amável de tratar as pessoas.
Milhares e milhares de artistas brasileiros passaram a ser conhecidos do público através do "sofá da Hebe", onde os deixava muito à vontade e costumava incitá-los a abrir sua intimidade, dividirem-se com o o público que os via. Passava muita confiança nos entrevistados, tinha muita habilidade em conduzir as entrevistas, em promover a interatividade entre os presentes em seus programas. Ainda, costumava colocar suas posições políticas de maneira clara, pouco se importando se estava contra ou a favor das tendências em dados momentos.
Hebe, que trabalhou na Tupi, na Bandeirantes e no SBT durante a maior parte de sua carreira, lutou contra um câncer nos últimos três anos. Deixou-nos hoje, aos 83 anos.
O Brasil reverencia, hoje, a memória da Diva de nossa Televisão Brasileira.
Euclides Riquetti
29-09-2012
Ao final da década de 1960 e início da de 1970, Hebe dividia a liderança da audiência dentre o apresentadores de TV no Brasil com Jota Silvestre e Flávio Cavalcanti, através da TV Tupi. Jota Silvestre apresentava "O Céu é o Limite" e usava o bordão "absolutamente certo!" Isso quando as respostas dos interrogados em busca de prêmios se configuravam como certas. Já Flávio Cavalcanti, que costumava quebrar discos durante seus programas, de generos musicais de que não gostava e considerava bregas, dentre os quais o do cantor Valdick Soriano e do Teixirinha, foi o criador da expressão "fora de série", até hoje utilizada para designar coisas que se diferem das demais.
Nós costumávamos vê-los através da TV Piratini, de Porto Alegre, que retransmitia, com a tecnologia disponível da época, em preto e branco, para Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sabíamos que na TV Globo um apresentador chamado Sílvio Santos, cujo nome verdadeiro era Senor Abravanel, fazia sucesso em seus programas de auditório, mas só sabíamos disso porque líamos nas revistas de fotonovelas "Contigo", "Ilusão", "Capricho" e, mais adiante, na colorida "Sétimo Céu".
Mas, nos sábados à noite, era a Hebe Camargo que adentrava os lares brasileiros, com seu sorriso bonito, seus cabelos bem tratados, sempre elegantemente vestida em suas roupas e em seus modos. Os adereços e adornos também eram cuidadosamente escolhidos, sendo sempre uma apresentadora impecável. Sua linguagem, simples, de fácil compreensão pelos brasileiros, ajudava a atrair grande audiência.
Os primeiros contatos que tive com a imagem da Hebe na TV foram no Bar do Canhoto e no Bar do Arlindo Henrique, em Capinzal, quando íamos, eu e amigos, tomar um cafezinho e jogar um dominó, mais com o intuito de ver televisão, algo que não tínhamos em nossas casas. Meu colega, Altivir Souza, dizia que a Hebe tinha o jeito e a voz da Dona Valdomira Zortéa, nossa professora. Tinham o mesmo timbre de voz, o mesmo jeito amável de tratar as pessoas.
Milhares e milhares de artistas brasileiros passaram a ser conhecidos do público através do "sofá da Hebe", onde os deixava muito à vontade e costumava incitá-los a abrir sua intimidade, dividirem-se com o o público que os via. Passava muita confiança nos entrevistados, tinha muita habilidade em conduzir as entrevistas, em promover a interatividade entre os presentes em seus programas. Ainda, costumava colocar suas posições políticas de maneira clara, pouco se importando se estava contra ou a favor das tendências em dados momentos.
Hebe, que trabalhou na Tupi, na Bandeirantes e no SBT durante a maior parte de sua carreira, lutou contra um câncer nos últimos três anos. Deixou-nos hoje, aos 83 anos.
O Brasil reverencia, hoje, a memória da Diva de nossa Televisão Brasileira.
Euclides Riquetti
29-09-2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Ídolos - Ted Boy Marino
Em nossa adolescência temos um predileção por colecionar ídolos. Há os do futebol, do automobilismo, do cinema, da política, da música. Em minha juventude, também tive alguns em especial. Primeiro foi o Pelé, que era quase que a unanimidade de minha geração. Admirei John F. Kennedy pela maneira com que apresentava ao mundo sua condição de estadista democrático. No automobilismo, Emerson Fittipaldi, nas letras Jorge Amado, influenciado pelo Gilberto D ´Agostini, o "Mora", que me sugeriu ler o "Capitães D´Areia". No cinema, havia muitos, e muitas (Kirk Douglas, Giuliano Gemma, Gina Lolobrígida, Brigitte Bardot, Claudia Cardinalle...). Na música, Paulinho Nogueira, instrumentista, e Ronie Von, cantor, além de Caetano Veloso, com sua "Alegria, Alegria", caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento...
Mas, na TV, no final da década de 1960, meu ídolo era um lutador de Telecatch, da TV Excelsior e apresentado também na Rede Tupi, através da TV Piratini, de Porto Alegre, que nos trazia os espetáculos no sábado à noite. Ted Boy Marino, o Mário Marino, que nasceu na Calábria, ao Sul da Itália, e que viveu sua juventude na Argentina, encenava lutas num bando de "bons e maus", até malvados lutadores do catch. E nós vibrávamos com eles. Discutíamos com os mais velhos, com o Tio Arlindo Baretta e o Olávio Dambrós, que diziam que aquilo tudo era fingimento, marmelada para enganar nós, trouxas. E nós, teenagers na época, revidávamos, diziamos que eles tinham inveja, não sabiam nada de luta nem de TV.
Quanta inocência e ingenuidade a nossa! Mas que boa a nossa inocente e pura ingenuidade, que nos enche de saudades...
Depois, na maturidade, vamos descobrindo todas as enganações que podem ocorrer no mundo da recreação, onde a suprarrealidade está mais presente do que a realidade. E que as brigas protagonizadas na TV pelo Verdugo, Jóia - o psicodélico, Fonatomas, Aquiles, Rasputim Barba Vermelha e La Múmia eram apenas números artísticos impecavelmente ensaiados, que ninguém apanhava, ninguém levada pontapés e socos de verdade. Alguns dedos nos olhos também eram pura enganação, afinal tinha tanto chuvisco na tela que nem com bombril amarrado na antena se podia ver direito.
Mas, que o Ted Boy Marino nos emocionou muito, ah, tenho absoluta certeza, emocionou. Pelo menos a mim, ao Altivir Souza, ao Ademir Mantovanello, ao Moacir Richetti.
Ted Boy Marino, que além de lutador foi apresentador de TV e integrante de "Os Trapalhões", deixou-nos ontem, dia 27-09-2012, após parada cardiorrespiratória em uma intervenção cirúrgica. Vai com Deus, meu ídolo de juventude!
Euclides Riquetti
28-09-2012
Mas, na TV, no final da década de 1960, meu ídolo era um lutador de Telecatch, da TV Excelsior e apresentado também na Rede Tupi, através da TV Piratini, de Porto Alegre, que nos trazia os espetáculos no sábado à noite. Ted Boy Marino, o Mário Marino, que nasceu na Calábria, ao Sul da Itália, e que viveu sua juventude na Argentina, encenava lutas num bando de "bons e maus", até malvados lutadores do catch. E nós vibrávamos com eles. Discutíamos com os mais velhos, com o Tio Arlindo Baretta e o Olávio Dambrós, que diziam que aquilo tudo era fingimento, marmelada para enganar nós, trouxas. E nós, teenagers na época, revidávamos, diziamos que eles tinham inveja, não sabiam nada de luta nem de TV.
Quanta inocência e ingenuidade a nossa! Mas que boa a nossa inocente e pura ingenuidade, que nos enche de saudades...
Depois, na maturidade, vamos descobrindo todas as enganações que podem ocorrer no mundo da recreação, onde a suprarrealidade está mais presente do que a realidade. E que as brigas protagonizadas na TV pelo Verdugo, Jóia - o psicodélico, Fonatomas, Aquiles, Rasputim Barba Vermelha e La Múmia eram apenas números artísticos impecavelmente ensaiados, que ninguém apanhava, ninguém levada pontapés e socos de verdade. Alguns dedos nos olhos também eram pura enganação, afinal tinha tanto chuvisco na tela que nem com bombril amarrado na antena se podia ver direito.
Mas, que o Ted Boy Marino nos emocionou muito, ah, tenho absoluta certeza, emocionou. Pelo menos a mim, ao Altivir Souza, ao Ademir Mantovanello, ao Moacir Richetti.
Ted Boy Marino, que além de lutador foi apresentador de TV e integrante de "Os Trapalhões", deixou-nos ontem, dia 27-09-2012, após parada cardiorrespiratória em uma intervenção cirúrgica. Vai com Deus, meu ídolo de juventude!
Euclides Riquetti
28-09-2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Preciso
Eu preciso do vento que vem do mar
Preciso da lembrança para me embalar
Preciso do sol nas tardes e manhãs
Preciso de ti nas tardes e manhãs
E no sonho tenro que a noite me traz.
Preciso afirmar minhas convicções
Rever conceitos que me vêm e apago
Conter meus impulsos e frear emoções
Preciso do alento de teus afagos...
Sou como a mão que alinha tijolos
Dispondo-os siametricamente
Como o profeta que prediz os sonhos
Sonhadamente
Como poeta que empilha versos
Livremente, harmoniosamente!
Mas preciso de ti para formatá-los
E só para ti lê-los decerto
E só tu os ouças por certo.
Preciso...
Euclides Riquetti
24-09-2012
Preciso da lembrança para me embalar
Preciso do sol nas tardes e manhãs
Preciso de ti nas tardes e manhãs
E no sonho tenro que a noite me traz.
Preciso afirmar minhas convicções
Rever conceitos que me vêm e apago
Conter meus impulsos e frear emoções
Preciso do alento de teus afagos...
Sou como a mão que alinha tijolos
Dispondo-os siametricamente
Como o profeta que prediz os sonhos
Sonhadamente
Como poeta que empilha versos
Livremente, harmoniosamente!
Mas preciso de ti para formatá-los
E só para ti lê-los decerto
E só tu os ouças por certo.
Preciso...
Euclides Riquetti
24-09-2012
Poemar
Fui poemar
Fui rabiscar umas letras
Na beira do mar
Fui poemar.
Poemei versos rimados
Poemei poemas e poemetos
Compus poemas em tercetos
Tentei alexandrinos compassados...
Compus o que a alma me pediu
Compus o que meu coração permitiu
Mas compus!
Fui poemar
Numa manhã com sol.
Encontrei nuvens chuvosas
Ondas volumosas
Gaivotas que voavam, ruidosas
Pranchas que surfavam, silenciosas.
Fui poemar
Lembrei, poemei, amei
Amei, lembrei, poemei
Poemei olhando pro mar
E encontrei você
No meu imaginar
Lá no mar...
Euclides Riquetti
24-09-2012
Fui rabiscar umas letras
Na beira do mar
Fui poemar.
Poemei versos rimados
Poemei poemas e poemetos
Compus poemas em tercetos
Tentei alexandrinos compassados...
Compus o que a alma me pediu
Compus o que meu coração permitiu
Mas compus!
Fui poemar
Numa manhã com sol.
Encontrei nuvens chuvosas
Ondas volumosas
Gaivotas que voavam, ruidosas
Pranchas que surfavam, silenciosas.
Fui poemar
Lembrei, poemei, amei
Amei, lembrei, poemei
Poemei olhando pro mar
E encontrei você
No meu imaginar
Lá no mar...
Euclides Riquetti
24-09-2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Vigésima Segunda Crônica do Antigamente
Buscar conhecimentos em cidades maiores sempre foi uma aspiração das pessoas das pequenas cidades. Na década de 1960, quando passei a entender o porquê disso, já muitas pessoas de minha cidade natal, Capinzal, buscavam cursar o antigo Colegial, hoje Ensino Médio, em cidades como Porto Alegre, Passo Fundo, Curitiba, Florianópolis, Ponta Grossa e Porto União. Para esta última cidade sei que foram, bem antes ainda, por exemplo, os saudosos Irineu Maestri e Élea Panis, esposa do Valdomiro. Ali havia bons colégios, como o Santos Anjos e o São José, o primeiro administrado por freiras, o segundo por freis.
Bem jovem, o Dr. Vítor Almeida foi para Florianópolis, os Macarini para Curitiba. Em Curitiba, Eulésia e Euclair Brambilla, capinzalenses, davam guarida aos conterrâneos, oportunizando-lhes empregos e incentivando-os aos estudos. Já na década de 1970, anualmente, dezenas de jovens saíram para o Colégio Agrícola de Ponta Grossa, dentre eles o Alcebides Baretta, meu Primo, que lá está até hoje, sendo galgado, inclusive, à condição de Diretor. Mas as grandes levas sucederam-se para Curitiba, primeiro, e depois Florianópolis, onde passaram a frequentar o antigo "Científico", realizaram os exames vestibulares e ingressaram nas Universidades, principalmente na Federal, por ser pública, gratuita, e com excelência nos cursos oferecidos. Engenharia Civil, Medicina e Direito eram os cursos mais procurados. No período de exceção, reduziu-se a procura pela Direito, retomada ao final da década de 1980.
Meu sonho de jovem também era buscar uma formação profissional em nível universitário, sonhava com duas alternativas possíveis: tendo cursado o Técnico em Contabilidade, em Capinzal, buscaria estudar Economia, possivelmentre em Lages, que era a cidade mais próxima onde esse curso era oferecido, ou iria para uma Capital estudar Inglês por 2 anos e depois iria para os Estados Unidos onde ficaria entre seis meses e um ano, praticando a Língua Universal. E, após isso, iria trabalhar em empresas de exportação e importação, ou mesmo na área do Turismo, esta ainda incipiente no Brasil, pois vendiamos uma imagem de miséria e desolação para o exterior, mostrando nos nossos noticiários apenas cenários das favelas das grandes cidades ou os flagelos nordestinos.
Como eu costumava dividir os sonhos com amigos e com meu pai, Guerino, este deu-me um rumo: Vá cursar uma faculdade para ser professor, que você não vai ganhar muito dinheiro com isso, mas vai ter emprego sempre. Depois, conforme tudo for acontecendo, você escolhe que caminho trilhar. Meu pai e eu éramos amigos do Teófilo Proner, um ex-seminarista, natural de Lacerdópolis, que veio lecionar em Capinzal e Ouro, no Mater Dolorum, no Nossa Senhora dos Navegantes (hoje Sílvio Santos) e no Juçá Barbosa Callado, em anexo ao Belisário Pena. O Teófilo aconselhou-me a ir para Porto União da Vitória, onde havia o curso de Letras/Inglês, e eu poderia estudar aquilo que pretendia e depois voltar para a cidade natal, ou redirigir meus rumos. Achei a ideia interessante, iria para o Porto, arranjaria alguma forma de trabalhar durante o dia e estudar à noite, faria meu curso superior.
Dei um jeito de comprar uma calça Lee, "importada", peça indispensável para qualquer estudante universitário naquela época. Comprar uma "Lee" custava os olhos da cara, mas eu consegui convencer um amigo, o Adelir Paulo Lucietti, a vender-me a dele. Paguei uma nota preta, soltei a barra, alarguei-a, tornando-a uma autêntica "boca-de-sino", que era a onda dos anos 70. Cabelos compridos, calça desbotada, boca de sino, camisa xadrez ou uma camiseta "University of Chicago ou University os Caliphornia". Depois, era conseguir uma jaqueta "US Army", ou "Marinner". Resolvi isso com umas jaquetas que o cabo Leoclides Fraron conseguiu para mim no 5º BE, o Batalhão de Porto União, comandado pelo Coronel Ricardo Gianordoli, e que eram dos lotes descartáveis. As jaquetas tinham seus botões oficiais do Exército retirados e podiam ser usadas por nós. Era para tingi-las de preto, mas a onda verde-oliva era muito forte e gostávamos de usar nessa cor. Mandei uma para meu pai, que recusou-se a tingi-la e, com orgulho, a usava para ir lecionar no Grupo Escolar Nossa Senhora dos Navegantes, onde tornou-se Diretor.
E fui como Teófilo para Porto União, hospedei-me no Hotel Central, inscrevi-me no Vestibular, fui aprovado "na gataria", matriculei-me e transferi-me para aquela cidade, esutando na Fafi, em União da Vitória.
Cheguei a uma cidade histórica, importante por ser um entroncamento ferroviário, um dos palcos da Guerra do Contestado. E, poucos dias antes, o Ministro dos Transportes, Mário David Andreazza havia inaugurado a Rodovia que ligava-nos a Curitiba, passando por São mateus do Sul e Lapa. Fiz grandes amizades e ali vivi por cinco anos. Brevemente, vou referir-me a minha "República Esquadrão da Vida", a meus estudos na Fafi e ao meu trabalho na Mercedes-Benz, do Jorge Ricardo Mallon.
Euclides Riquetti
12-09-2012
Bem jovem, o Dr. Vítor Almeida foi para Florianópolis, os Macarini para Curitiba. Em Curitiba, Eulésia e Euclair Brambilla, capinzalenses, davam guarida aos conterrâneos, oportunizando-lhes empregos e incentivando-os aos estudos. Já na década de 1970, anualmente, dezenas de jovens saíram para o Colégio Agrícola de Ponta Grossa, dentre eles o Alcebides Baretta, meu Primo, que lá está até hoje, sendo galgado, inclusive, à condição de Diretor. Mas as grandes levas sucederam-se para Curitiba, primeiro, e depois Florianópolis, onde passaram a frequentar o antigo "Científico", realizaram os exames vestibulares e ingressaram nas Universidades, principalmente na Federal, por ser pública, gratuita, e com excelência nos cursos oferecidos. Engenharia Civil, Medicina e Direito eram os cursos mais procurados. No período de exceção, reduziu-se a procura pela Direito, retomada ao final da década de 1980.
Meu sonho de jovem também era buscar uma formação profissional em nível universitário, sonhava com duas alternativas possíveis: tendo cursado o Técnico em Contabilidade, em Capinzal, buscaria estudar Economia, possivelmentre em Lages, que era a cidade mais próxima onde esse curso era oferecido, ou iria para uma Capital estudar Inglês por 2 anos e depois iria para os Estados Unidos onde ficaria entre seis meses e um ano, praticando a Língua Universal. E, após isso, iria trabalhar em empresas de exportação e importação, ou mesmo na área do Turismo, esta ainda incipiente no Brasil, pois vendiamos uma imagem de miséria e desolação para o exterior, mostrando nos nossos noticiários apenas cenários das favelas das grandes cidades ou os flagelos nordestinos.
Como eu costumava dividir os sonhos com amigos e com meu pai, Guerino, este deu-me um rumo: Vá cursar uma faculdade para ser professor, que você não vai ganhar muito dinheiro com isso, mas vai ter emprego sempre. Depois, conforme tudo for acontecendo, você escolhe que caminho trilhar. Meu pai e eu éramos amigos do Teófilo Proner, um ex-seminarista, natural de Lacerdópolis, que veio lecionar em Capinzal e Ouro, no Mater Dolorum, no Nossa Senhora dos Navegantes (hoje Sílvio Santos) e no Juçá Barbosa Callado, em anexo ao Belisário Pena. O Teófilo aconselhou-me a ir para Porto União da Vitória, onde havia o curso de Letras/Inglês, e eu poderia estudar aquilo que pretendia e depois voltar para a cidade natal, ou redirigir meus rumos. Achei a ideia interessante, iria para o Porto, arranjaria alguma forma de trabalhar durante o dia e estudar à noite, faria meu curso superior.
Dei um jeito de comprar uma calça Lee, "importada", peça indispensável para qualquer estudante universitário naquela época. Comprar uma "Lee" custava os olhos da cara, mas eu consegui convencer um amigo, o Adelir Paulo Lucietti, a vender-me a dele. Paguei uma nota preta, soltei a barra, alarguei-a, tornando-a uma autêntica "boca-de-sino", que era a onda dos anos 70. Cabelos compridos, calça desbotada, boca de sino, camisa xadrez ou uma camiseta "University of Chicago ou University os Caliphornia". Depois, era conseguir uma jaqueta "US Army", ou "Marinner". Resolvi isso com umas jaquetas que o cabo Leoclides Fraron conseguiu para mim no 5º BE, o Batalhão de Porto União, comandado pelo Coronel Ricardo Gianordoli, e que eram dos lotes descartáveis. As jaquetas tinham seus botões oficiais do Exército retirados e podiam ser usadas por nós. Era para tingi-las de preto, mas a onda verde-oliva era muito forte e gostávamos de usar nessa cor. Mandei uma para meu pai, que recusou-se a tingi-la e, com orgulho, a usava para ir lecionar no Grupo Escolar Nossa Senhora dos Navegantes, onde tornou-se Diretor.
E fui como Teófilo para Porto União, hospedei-me no Hotel Central, inscrevi-me no Vestibular, fui aprovado "na gataria", matriculei-me e transferi-me para aquela cidade, esutando na Fafi, em União da Vitória.
Cheguei a uma cidade histórica, importante por ser um entroncamento ferroviário, um dos palcos da Guerra do Contestado. E, poucos dias antes, o Ministro dos Transportes, Mário David Andreazza havia inaugurado a Rodovia que ligava-nos a Curitiba, passando por São mateus do Sul e Lapa. Fiz grandes amizades e ali vivi por cinco anos. Brevemente, vou referir-me a minha "República Esquadrão da Vida", a meus estudos na Fafi e ao meu trabalho na Mercedes-Benz, do Jorge Ricardo Mallon.
Euclides Riquetti
12-09-2012
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