segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Uma fugidinha para Gramado

          Morar numa cidade nova é sempre muito bom, porque você consegue fazer novos amigos com facilidade. E, na quinta-feira à noite saímos para o Rio Grande do Sul, com um grupo organizado pela Professora Vera da Silva e seu marido Celso Perotôni, o Pero. Reencontramos o Seu José e a Dona Helena, originários de Treze Tílias,  mas que têm um empreendimento em Capinzal, a Pedreira Capinzal. Quando viaja, o casal leva com eles filhos, genro e netos. É nossa terceira viagem com eles, incluindo um Cruzeiro pelo Nordeste, há dois anos. Todos muito simpáticos. Ainda, a família do Valdir Patzlaf, que conheci recetemente, empresário aqui de Joaçaba, e o Casagrande com a esposa, Silrlei, simpaticíssimos. . E a Dona Adelaide  (Lindner) Guerreiro, uma pessoa muito culta, elegante e gentil. Só gente boa no pedaço!

          Nosso foco era Gramado, o principal destino Turístico do Inverno Sul Brasileiro. Há poucos dias aconteceu ali o Festival de Cinema de Gramado, que reúne as melhores produções, diretores e atores do nosso Cinema. No momento estava acontecendo um Congresso de Mineradores de Carvão. Na cidade há uma constante programação de eventos de todos os gêneros e de todos os tamanhos. Há acomodações e restaurantes para todos os gostos e todas as possibilidades.

          É meu quarto tour por lá. O primeiro fiz com alunos da Escola Sílvio Santos, do Ouro, com as professoras Vanda Rech, Jane Doin de Oliveira e Jussara Bertola. Depois um com carro, hospedando-nos em Nova Petrópolis. Há seis anos, com um grupo de Prefeitos de nosso Vale do Rio do Peixe e, agora, outro com os amigos aqui de Joaçaba. Em cada visita,  mais novidades. Lugares exuberantes a conhecer, mais de 50 hotéis e 50 restaurantes somente em Gramado, bons hotéis e pousadas também em Caxias do Sul, Nova Petrópolis, Canela e Bento Gonçalves. Um comércio bastante diversificado na área do vestuário, chocolates e vinhos.Chocolate caseiro, confecções e malhas da produção local e vinhos de altíssima qualidade. Vinhos de parreiras de altitude, as europeias, e colonial, com as uvas americanas.  Tudo muito tentador.

          Houve grande evolução nos serviços oferecidos aos turistas em todas as cidades. O frio é um grande atrativo e acontece em todas as épocas do ano, principalmente em Gramado.  Lembro que uma vez, na Parada do Natal, estava muito frio na cidade. E, ainda, produzem neve artifical para o grande desfile que acontece em algumnas noites de dezembro. A cidade das hortênsias respira turismo.

          E todas as ações são muito bem articuladas ali. As pessoas sabem dar informações precisas, os atendentes das lojas, hotéis e restaurantes são muito atenciosos e conhecem bem a cidade onde trabalham. Ficamos hospedados no Hotel Sky, onde os serviços são de excelência e a climatização é muito boa. Em todo o ambiente interno era possível andar vestido com apenas uma camiseta, enquanto lá fora o clima estava com um frio próximo entre zero e dois graus. Já há 15 anos possuem um sistema integrado de informações pela internet que permitem que o cidadão descubra de há vagas para hospedagem, se houve desistências. Foi com isso que, em 2000, descobrimos uma vaga para a semana Santa, na Pousada Pinheiros, em Nova Petrópolis, quando um casal havia cancelado sua reserva. Ali acontece o Turismo bem profissional, efetivamente.

          Sobre algumas atrações de lá estarei escrevendo ainda nesta semana. E, por enquanto, continuo recomendando aos amigos a ida para a Serra Gaúcha. Quem não conhece ainda, procure conhecer. E, quem já foi, que volte, pois sempre há novidades.

Euclides Riquetti
26-08-2013

sábado, 24 de agosto de 2013

Onde anda você?

Onde anda você, que saiu a caminhar pelos trilhos dos raios de meu  sol?
Onde anda você, que ainda não disse a ninguém para onde foi e nem quando vai voltar?
Onde anda você, que me fitava com seu olhar de brilho sem igual?
Onde anda você, com seus belos olhos de cor do mar?

Onde anda você, que no meu frágil coração causa turbulências?
Onde anda você, que me encantou  com sua voz e rosto angelical?
Onde anda você, que na minha vida traçou as linhas da belevolência?
Onde anda você, com sua beleza ímpar, beleza sem igual?

Talvez eu possa encontrar você no meio das estrelas que cintilam
Talvez eu possa encontrar você andando nos raios de meu sol ameno
Talvez eu possa encontrar você nas noites de sereno...

Talvez eu possa encontrar você em meio às luzes que ainda brilham
Sim, porque você será o alento para minh´alma tão sofrida
Será, por certo, só você, pois só você será a luz de minha vida!

Euclides Riquetti
25-08-2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O sorriso da criança

Há, em cada criança, um sorriso especial
Expressão singela de ingenuidade
Há a beleza na sua infantilidade
Há a leveza de um olhar angelical.

O seu amanhecer, em cada dia que se inicia
Se reveste de carinho e de muito amor
Traz paz ao nosso mundo, lhe dá cor
Traz em cada gesto a sua indizível alegria.

Ah, crianças que são a grande dádiva de Deus
Crianças que são a alegria de nosso  mundo
Em cada abraço um afirmar profundo
Da lealdade e dos afetos seus...

Euclides Riquetti
23-08-2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

E, nosso planejamento, onde está?

          Fiquem um bom tempo sem ver os noticiários matutinos da TV brasileira. Mas, numa manhã desta semana, resolvi dar uma conferida para ver o que estão dizendo. E quanta decepção!

         Ouvi que a Câmara Municipal de Juazeiro do Norte consome açúcar, óleo de peroba e vassouras em quantias inimagináveis para tão poucos funcionários e tão pouca área física a manter. Também que 17 % das casas do Brasil não possuem água tratada. Imaginem, então, qual o percentual de casas sem o sistema de esgotamento sanitário. Mas isso não é novidade. Seria chover no molhado dizer que na história de nosso país não se investiu em redes de esgoto porque obras enterradas não " dão"  votos. E, a novidade dos desmandos e falcatruas em algumas (muuuuitas...) casas legislativas do Brasil não mais nos surpreende!

          E, uma notícia que se apresneta como muito preocupante, não é a de que o Governo vai trazer médicos cubanos para trabalhar no Brasil, pois isso é apenas  uma questão de tempo, sabemos da proximidade ideológica dos governos e que isso acabaria contecendo. Mas a não submissão destes às regras de validação de seus certificados   é uma questão muito séria. Irão trabalhar nas áreas onde há carência de médicos, possivelmente nessas cidades que não têm água tratada...

          O que me leva a escrever um pouco mais sobre isso é uma simples constatação: Os 400 médicos que virão de Cuba têm idade acima de 35 anos e um mínimo de 16 anos de atuação médica. Trinta e cinco (35)  menos 16 é igual a 19. No Brasil, mesmo aqueles que entram precocemente na Universidade, dificilmente formam-se antes dos 22, 23. E aí vem a residência, etc. etc...  Os cubanos vão passar por três semanas em curso, no idioma do nosso país, e depois serão levados ao trabalho.  Os seus ordenados, uma espécie de bolsa, serão repassados pelo Governo Brasileiro ao Governo Cubano, que repassará somente uma parte aos médicos... que virão. Os brasileiros, em sua maioria, também estão-se manifestando contrariamente a isso. Confisco do dinheiro deles...

          E, finalmente, a notícia que mexe com o meu, o seu, o nosso bolso: Os combustíveis terão que ser majorados por causa da alta do dólar. Aí vem a indagação: vendemos carros com generosos descontos para salvar os empregos e o crescimento econômico. Não temos estradas e ruas para suportarem o número de carros andando pr aí. Ficamos à mercê do preço internacional do petróleo porque não somos auto-sufientes na sua produção e temos que importar o que nos falta. Então, colocamos na rua mais carros do que ali cabem e não produzimos petróleo suficiente para movê-los. Isso denota uma tremenda falta de articulação, de consonância entre nossos ministérios e o Governo em si.  E,  nosso Planejamento, como anda?
Euclides Riquetti
23-08-2013 

Águas de Setembro

Vêm aí as águas claras de setembro
As águas das noites de primavera
Que precedem  as águas mornas de novembro
Anunciando que tem verão já em dezembro
E o Natal que a criança tanto espera!

Vêm aí os raios de sol mais dourados em outubro
Mês das crianças e de nossa Padroeira
Quando em suas tardes o céu se tinge de rubro
E em cada hora  um novo encanto eu descubro
No bailar da natureza dançadeira!

Vêm aí as  noites estreladas em  prataria
Que precedem os dias encalorados do verão
Quando do passado eu lembro com nostalgia...

Da infância que só meu trouxe a felicidade
E da juventude que vivi com intensa emoção
E das paixões em efervecente ebulição!

Euclides Riquetti
22-08-2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O que há no além?

          Quando eu era criança e ia à Catequese,  os catequistas me falavam no Mistério da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. E, sempre que a palavra mistério chegava até mim, vinha com muita força, dúvida, ensejando indagação... Como, realmente, teria começado o mundo? Por que, justamente aqui, neste Planeta Terra, existiu vida e, pelo que se sabia, somente aqui? E, sendo nosso planeta uma esfera, (e os demais possivelmente esferas por viverem a rodar e isso provoca, com os muitos anos, o alisamento das superfícies e, consequentemente o seu arredondmento,), pendurada ao nada, sendo tão pesada, por que não vai parar lá pra baixo? Mas, pra baixo de quê?

          E, o  "pra baixo de quê" me induzia a pensar também no "além de", ou seja, o que poderia haver além, depois, bem mais distante do que nossos planetas e todos os corpos celestes conhecidos... E, até hoje, estou sem resposta! E me conformo  porque você, leitor, leitora, também, em sua limitação igual  à minha, não tem nenhuma resposta. Também se deve ter indagado, muitas e muitas vezes, sobre o que há além do mundo conhecido...

          Mistério, tudo mistério, uma vastidão inexplorada e que, pensar nela, nos pode levar à loucura! Então, muito mais conveniente, confortável, é aceitar o mundo como nos é apresentado, conformando-se em ficar sem nehuma resposta, sem saber o que existe "além do além"!

          Mas, não é apenas essa condição que me atormenta. Há o pensar no futuro: o que será de nós quando nos mudarmos para o andar lá de cima, e nosso corpo voltar a ser pó, como muito bem propagado pelas Escrituras? E eu, que em meus versos proclamo a existência de minha alma, a que atribuo estados e adjetivos, abundantemente, ao tentar dar beleza aos meus poemas, o que penso que acontecerá com ela quando eu não estiver mais aqui para descrevê-la?  Pelo menos, para esta eu tenho uma crença, um norte, que me foi passado pela minha religião e mesmo por algumas filosofias: minha alma é imortal!  E eu acredito, fielmente, nisso!

          Sonho em um dia, quando eu me for, encontrar, lá no além, onde quer que esse além esteja, onde quer que se esconda, todas as pessoas com quem convivi e que um dia perdi. E passo a lembrar-me de meus pais, meu irmão, meus parentes e amigos que partiram antes de mim. E, se for verdade que seus espíritos estão por aqui, vendo-me e ouvindo, isso me é maravilhoso. Eu não sou um materialista, sou em espiritualista. Não sei  em que linha, filosofia, pensamento, eu possa me enquadrar, mas espero, firmemente, que realmente haja vida depois da morte. Quero continuar a viver. Quero ter a punição pelos meu erros, mas quero ter a compensação pelas minhas boas ações e pelas minnhas boas virtudes. Quero, sim!

E você, pensa o que sobre isso?

Euclides Riquetti
21-08-2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Passa o tempo, sutilmente, passa...

Passa o tempo, sutilmente  passa
Passa pra mim e  pra você  também
Infelizmente, nosso tempo passa
(E você não vem e não me abraça)
Rápido, mas quieto, ele vai além...

Passa pra mim e pra você o tempo
Manhã vem, tarde vai, noite vem mais uma vez
Passa o dia de sol, passa o cinzento
(E eu caminhando só, eu no  relento...)
Caminhando e pensando em você!

Passa o tempo como passa a vida!
Passa e nos deixa seus sinais
Há a hora da chegada, a hora da partida!
(A hora esperada, e a que quero esquecida...)
E há aquelas que eu quero mais e mais!

Euclides Riquetti
20-08-2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Vagam na noite pensamentos (sentimentos) mundanos

Vagam pensamentos na noite escura
Levam meus pecados até o seu coração
Vagam nas ondas da imaginação.
Sobrepõem-se às  turbulências, pedras e agruras
Vão buscar alento na imensidão.

Vagam meus pensamentos que se misturam aos seus
Levam-lhe os desejos que excitam minha  mente
Vagam sem amarras, abertamente
Levam aos seus lábios os beijos que são meus
Vão dizer a você o que minha alma sente.

Pensamentos entendem códigos indecifráveis
Têm a liberdade que o corpo não tem
E criam cenários inimagináveis.

Pensamentos, ah, pensamentos mundanos
Vaguem libertos até encontrarem meu bem
Alguém que possa entender meus sentimentos profanos.

Euclides Riquetti
19-08-2013

domingo, 18 de agosto de 2013

Alemão - (Waldemar Pilger) caminhos distanciados

          Há coisas que acontecem em nossa vida que nos surpreendem por demais. E, no afã de reencontrar antigos amigos,  tenho vasculhado seus nomes através do Doctor Google, meu grande companheiro nessa tarefa. Na quinta-feira, à noite, por alguma razão o nome de meu colega de Ginásio Padre Anchieta, Waldemar Pilger, me veio à  memória. Estudamos em 65 e 66, rspectivamente, na primeira e na segunda série do antigo ginasial. O "Alemão"  era de Lajeado Mariano, município de Piratuba, e trabalhava no Bar do Canhoto, em Capinzal.

          O meu amigo tinha uma irmã que era amiga  de minha irmã Iradi e de minhas primas. Ela morava com os Caldart, ali no Ouro. Lembro muito bem de ambos. Pela sua descendência germânica, eram pssoas de pele, olhos e cabelos claros. O rapaz tinha um bom porte físico, era dois anos mais velho do que eu.

          Mas o tempo separa, involuntariamente, as pessoas, e o Waldemar sumiu de nossa cidade. Em 1972, quando fui morara em Porto União da Vitória, , reencontrei-o. Parece-me que se virava trabalhando como pintor, mas com o tempo tornou-se professor.  Uma tia sua possuía um restaurante, o "Meu Cantinho", onde comprei marmitas por um ano, em 1975. Depois disso, nunca mais ouvi falar dele, ninguém me informava de seu paradeiro.

          Lembro que em nossa época de ginásio costumávamos jogar bola na quadra do Padre Anchieta durante o recreio e, no sábado,  fazíamos Educação Física. Nosso professor era o Frei Gilberto, de nome Giovani Tolu, padre vindo da Itália. O Alemão era de jogar bola com calças sociais, compridas e de uma cor cáqui muito clara. E camisa social branca. (Naquele tempo só uns raros universitários conseguiam ter uma calça Lee, importada. E agasalhos eram raridades...)

          No aniversário da Escola, em 1966 fizeram uma grande atividade recreativa, em dia letivo. . Lembro que fomos escalados para uma competição que consistia em nos amarrarem vendas nos olhos, tipo "gata-cega" e nos davam um pedaço de madeira roliça, como se um pedaço de cabo de vassoura. E tínhamos que ir, olhos vendados, até um cordão estendido ao longo da quadra, próximo do muro de pedras de contenção do acesso ao Hospital Nossa Senhora das Dores. Quando julgávamos estar no ponto certo,  tínhamos que bater, até derrubar uma lata e ajuntar. Nela havia um número e quem tivesse um que coincidisse com outro que havia na mesa da organização,  ganhava um prêmio.

          O Alemão foi lá e derrubou umas 5 latas e isso enfureceu o Frei, que era muito nervosinho,  e armou uma grande briga com ele. Pior que sua mãe tinha vindo vê-lo e encontrou-o na briga com o doublê de padre e diretor. Isso o deixou muito  envergonhado, ficando com a face bem vermelha, o que acontecia com todos nós quando em situações embaraçosas. Lembro que peguei a lata número 7 e ganhei um pequeno prêmio.

          Outros grupos tinham que calcular quantos grãos de feijão havia num vasilhame. Podiam pesar até 50 gramas e fazer um cálculo matemático que permitisse obter o resultado aproximado de grãos num Kg. Inventavam brincadeiras simples mas divertidas e inteligentes. Meu amigo Altivir Souza foi chutar bolas num pneu de jipe... Cada aluno chutava uma série de 5 bolas. Havia muitas boas brincadeiras que os professores prepararam, até uma gincana.

             Falei qu fiquei uns 40 anos sem notícias do Alemâo. Na semana, vibrei quando vi alguns perfis no facebook. Havia o de um jovem, Waldemar Pilger, que mora em Foz do Iguaçu e trabalha na Iatipu Binacional. E outro de uma senhora com uma foto junto com o marido, Waldemar. Mandei-lhes proposta de amizade no facebook e o jovem aceitou. Tão logo perebi isso perguntei-lhe se era filho de um Waldemar que trabalhou em Capinzal e Porto União e ele confirmou-me isso. Fomos trocando frases curtas e eu lhe disse que gostaria de ter contato com o amigo da adolescência, o Waldemar Pilger. Pedi se podia frnecer-me o número dos telefones celular e fixo e ele vacilou um pouco... algo o impedia! Mais umas tecladas e a informação que me emocionou e entristeceu:  "O Alemão Pilger faleceu em 03 de janeiro deste ano. Infarto fulminante, era diabético, aos 62 anos".

          Foi-me chocante, isso. Em pouco minutos, saí da situação de alegria por ter descoberto o paradeiro do colega, que vinha morando em Salto do Lontra, no Paraná, onde fez carreira como professor e aposentou-se. na msma época em que eu, para a de tristeza ao descobrir que ele foi morar no céu...

          E, dizia-me seu filho, partiu sem conhecer o quinto neto, que estava por chegar. Preferia não ter sabido dele, mas que tivesse permanecido entre seus familiares que o adoravam. Então comecei a lembrar de outros clegas de nossa turma que foram-se perdendo: O  Ézio (Bijujinha) Andrioni, o José Luiz Pelegrini, o Adelmir Costenaro (Gauchinho), que se foi numa tragédia em Treze Tílias, e o Vitalino Buselato. A vida é assim: uns vão, outros ficam. Mas, mesmo que passem, a figura e o jeito deles ficam eternizados em nossa mente. E, como desses outros que foram antes, ficou-me a do Alemão do Bar do Canhoto, o rapaz claro, que gostava de usar roupa clara, que foi nosso colega de escola.

          Nossos caminhos se distanciaram, tomos rumos deferentes, mas há algo de muito comum entre nós: Saímos da mesma regiâo, estudamos na mesma cidade (Capinzal), continuamos nossos estudos em Porto União da Vitória, casamo-nos por lá, torcemos pelo mesmo Vasco, tornamo-nos professores, aposentamo-nos com um ano de diferença, tínhamos pouca diferença em idade. E, certamente, tivemos muitos amigos em comum... Agora, apenas me resta rezar por ele! Deus o tenha, amigo Waldemar Alemão Pilger!

Euclides Riquetti
18-08-2013

sábado, 17 de agosto de 2013

Caminhar ao sol

Caminhar ao sol, sorver seus raios dourados
Deliciar-se ternamente, feliz, feliz contente
Raios brilhantes, luminosos e  brilhados
Bronzeando as peles, os ombros elegantes
Aquecendo a alma da pensativa caminhante.

Caminhar ao sol, a mente navegando bem distante
E perdida em pensamentos já morenos
Em pecados que guiam passos errantes
Deletando da alma todos os venenos
Que possam inpregnar-se nos espíritos serenos.

Caminhar ao sol nos últimos dias de frio intenso
Amenizá-lo, numa agradável sensação de bem-estar
Caminhar ao sol, num prazer imenso

Caminhar a sol, embeber-se de luz e de  paixão
Deixar o pensamento leve a navegar
Afagar a alma, acalentar o coração!

Euclides Riquetti
17-08-2013


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Os óculos de enxergar da mulher do Amílcar

          Ligo para o Amílcar para perguntar como tem passado desde nosso encontro, uma semana atrás. Eu queria agradecer pelo café que nos ofereceu, lá na Lanchonete de General Carneiro, na sexta passada. Nas primeiras tentativas de "fora de área", mas depois acabei me acertando com ele. Tinha ido levar mas ovelhas para engorda no sítio de um amigo. Ganhara uma na rifa da Capela e comprara outras no leilão de uma festa no final de semana.  

          O Amílcar é aquele me amigão que reencontrei em Canasvieiras em abril, na Semana dos Uruguaios, a que para nós é a Semana Santa. É aquela em que, no Uruguai, fazem uma semana de feriado para que as pessoas possam viajar, ir fazer turismo. E, pela proximidade, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os principais destinos deles.   Reencontrei o Amílcar na semana passada, quando estava de passagem por General. Combinei com ele enos encontramos.

          "Boa tarde, Riquetto! Come que tá o frio por aí? Minha véia disse que leu que você iscreveu alguma coisa sobre o sol, que aí não tinha sol hoje cedo! Ma aqui nun é diferente, amigo! Muito frio, de arripiá os cavei..."    Falei-lhe que ela deve ter lido meu blog e lido meu poema novo, "Vem, sol, vem!", que escrevi para chamar o sol. Ele compreendeu, disse "num intendo nada de brogue"e também não fiquei explicando isso pra ele, Conversa com ele tem que ser prática e mais objetiva.  

          Peruntei-lhe como foram seus últimos dias, o que tem feito além de tomar chimarrão. "Óia, Riquetto, num tá fácil a cosa aqui. Tenho que inventá até disculpa pra podê jogá um isnuquinho.. Digo que vô visitá meus cumpadre e vô cum eles jogá us taco no bar do Ziza, aqui em Palmas. Você sabe que sempre gostei de escorá o umbigo nas mesa de bilhá e num é agora que vô pará. Num posso isperá pa ficá veio im casa."

          Falei-lhe que tem razão, mas que não deve enrolar a mulher, que se ela desconfiar que ele está mentindo, vai passar a desconfiar de tudo o que ele disser. E, depois que perder a confiança dela, esá frito!

          Deu umas belas risadas, parecia-me ver seu jeitão. Perguntei-lhe como estava a esposa, que gostaria que viessem nos visitar, que ficaríamos muito contentes em recebê-los. E lá veio ele com essa conversa:"Ma nem te conto, Riquetto! Sabe que ela foi comigo consultá no Porto e comprô um par de óculos novo?. E eu que paguei o pato! Quando cheguemo im casa tava inxergando tudo, até demais. E começô a olhá pras parede, pro forro da casa, pras porta e janela e discobrio que tinha um mofo daqueles cinzento. I tudo sobrô pra mim. Me deu um baldo de áqua cum quiboa e um pano daqueles de pelúcia e me fez isfregá tudo aquilo, até tirá fora, deixá tudo branquino. Devia ter dexado ela orba que era meió pra mim. Capaiz de até vê coisa que num existe agora..."

         Tive que rir.  Disse-lhe que hoje em dia a gente precisa ajudar em casa e principalmente no inverno, que as faxineiras fazem, mas que isso tem um custo, uns oitenta reais por dia. Ele me disse que prefere fazer tudo sozinho, nem que leve dois dias,  e que o dinheiro que economiza dá pra comprar erva pra tomar chimarrão o mês inteiro e ainda para umas 30 fichinhas de bilhar.

          Conversa vai, conversa vem, disse-me  que ainda ontem estava olhando umas fotografias que tem guardadas numa caixinha de sapato, viu uma foto do tempo em que tínhamos aquele cabelão escuro, lá nos nossos 20 anos,  no Porto.  E começou a lembrar de uma vez que fomos no baile em São Miguel, Distrito do Porto, e que só deixavam entrar lá de terno e ele...Bem, isso é história pra outro dia!

Euclides Riquetti
16-08-2013


         

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vem, sol, vem!

Vem, sol, vem/ Vem clarear o céu de minha tarde/ Vem com seus raios tímidos, mas vem/ Vem clarear o céu de minha tarde/ Vem, sol que eu espero tanto, vem!/ Vem, sol, não te afugentes por causa dessas nuvens cinzas/ Vem brilhar sobre as ruelas e campinas/ Vem encostar-te em minha pele fogosa/ Vem acalmar minha alma triste e ansiosa/ Vem, sol, vem clarear o céu de minha tarde!/ Vem, vem trazer de volta o ânimo perdido/ Vem refazer meu coração ferido/ Vem, com o poder de seus raios regeneradores/ Devolve às tardes as belas e singelas cores/ Devolve a todos os corações os seus amores./ Vem, sol, vem/ Que eu estarei aqui a te esperar!/ Euclides Riquetti 15-08-2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Importam nas rosas os colores

Importam mais nas rosas os colores/ E os perfumes que deixam nas estradas/ Importa-me que permaneçam simples flores/ A encantar a vida que me foi traçada./ Importa muito que as rosas ali estejam/ A esperar-me com seus lábios sedutores/ Importa-me que os espinhos as protejam/ Em seus cenários belos, multicores./ Rosas, belas rosas, razão de minha vida/ Sou cravo que se perde na inconstância/ Inseguro diante de tanta exuberância./ Rosas, cingem de encantos cada canto, cada dia/ E me remetem a uma gostosa nostalgia/ A inundar a minha alma fugitiva./ Euclides Riquetti/ 14-08-2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vendo jogo do Vasco em Curitiba - Que alegria!

Quando era criança e jogava bola no campinho dos Masson, onde fica hoje a Cadeia Pública ali em Ouro, comecei a tomar gosto pelo Vasco da Gama, torcendo pela Associação Esportiva Vasco da Gama, de Capinzal, um clube amador que chegou a disputar um torneio na Argentina, o maior rival do Arabutã Futebol Clube, ambos daquela cidade onde nasci. Depois, ao crescer, fui tomar conhecimento da existência do Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro. Os "Coquiara", Ivanir, Valdir e Altivir Souza, mais meus primos Moacir e Cosme Richetti, eram torcedores deste, e acabei me tornando vascaíno. Posso dizer que "sou Vasco desde criancinha". Há coisas que acontecem por acaso, sem que planejemos. Eu já tinha em mente dar um pique no final de semana do Dia dos Pais, um giro rápido pelo Paraná. E, numa reunião do "Grupo Pensar Joaçaba", o Oliveira Júnior, da Rádio Catarinense, presenteou-nos com uma tabela do Campeonato Brasileiro. Quando a recebi, pensei: Vou ver que jogo bom tem em Curitiba e vou aproveitar para assistir. Abro a tabela e a agradável surpresa: Dia 11-08-2013, no Couto Pereira, em Curitiba, 16 horas, Coritiba x Vasgo da Gama. Nas mais de 50 vezes que fui para lá e nas mais de 100 que fui a Florianópolis, nunca coincidiu haver um jogo do time de meu coração numa delas. Vi muitos times, vi várias vezes jogarem Coritiba, Atlético, Paraná, Figueirense, Avaí, Joinville, Chapecoense, Internacional, Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Santos, Ponte Preta e outros, mas nunca o meu Vascão. Torcedor há mais de 50 anos e nunca me "esforcei para vê-lo". Na sexta tomei café com o Amílcar em General Carneiro, almocei com a família de minha irmã vascaína Iradi, em União da Vitória, e passei o sábado na casa da filha Michele, ( e do Daniel) em Ponta Grossa. Pois não é que ela já tinha pesquisado tudo sobre o jogo do Vasco e, dentre os presentes, dava-me o ingresso para o jogo. No domingo, ao meio-dia bati na casa do Tio Celso, (Kaminski), em Curitiba, e às 16 horas estava eu lá na arquibancada, enturmando-me com os torcedores "visitantes". Ali conheci o Elton de Souza, o Jean Rodrigo e o Bernardo (ambos Bianchi Heizen). Foi uma imensa alegria conhecer jovens tão simpáticos e prestativos. Até postaram nossa foto, juntos, no facebook. Quando se divide uma mesma paixão, tem-se a mesma meta comum a alcançar, o mesmo objetivo a atingir, e a amizade vem em questão de segundos. E, poucos minutos depois, já cantávamos, juntos, as músicas e os gritos de guerra do Vasco. Quando Diogo Silva, Fagner, Jomar, Rafael Vaz, Henrique, Abuda, Wendel, Juninho Pernambucano, Pedro Ken, Eder Luiz e Tenório entraram em campo, uma grande vibração, muita sinergia, muita emoção saindo de nossos corações. O Coxa do poderoso Alex era um time forte em casa, vencera o Grêmio em Porto Alegre, no meio da semana. E os novos amigos já mé disseram, tão logo tirei meu gorro da cabeça: "Seu Guiñazu, hoje vamos ver se você é pé quente!" Pois apenas quatro minutos depois, o Pedro Ken faz o gol da vitória! Custava-me a acreditar! Mas era real. E, em nossa arquibancada, um número que estimo em menos que mil torcedores, tínhamos fôlego para gritar contra os 21.000 torcedores do Coritiba. E resistir na quase uma hora e meia de pressão não é fácil. Mas tudo deu certo. Eu parecia uma criança que ganhara meu primeiro brinquedo, meu primeiro picolé. Mas estava lá. E a realidade nos favorecia, nos favoreceu desde o momento em que os corpos dos atletas começaram a bailar no majestoso gramado do antigo Belfort Duarte. Ali mesmo, onde há 40 anos assisti ao meu primeiro Atletiba, estava a comemorar: minha primeira presença num jogo do Vasco, minha estreia com vitória. E lembrava-me de alguns amigos vascaínos: Do primo Sérgio Riquetti, do Leandro Machado,que trabalha na Apae de Capinzal, do Sérgio Durigon, meu colega, do João Fagundes dos Passos, pai de minha nora Luana, do Nolberto Zulian, do saudoso Pedro Zaleski, do Nélito Colombo, da Celita e da Maria Luiza, Nair Perla Toigo, da Vanessa e da Carol, filhas do Ico, netas da Dona Dileta, do Jáder Colombo, do Alex Sandro Silva,de meu filho Fabrício, do Júlio César Dambrós, do Felipe Miqueloto, de meus irmãos Iradi, Hiroito, Vilmar e Edimar, de minhas filhas Caroline e Michele, e de tantos outros. Como eu gostaria que estivessem lá comigo. Obrigado aos amigos torcedores que estavam comigo lá no Couto Pereira. Foi, realmente, uma alegria havê-los conhecido! Euclides Riquetti 13-08-2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O protetor solar do Amílcar

          Passei por General Carneiro na sexta-feira. Estou impressionado com o volume de obras que estão sendo executadas na BR 153, próximo ao trevo de acesso à cidade. Estão contemplados com túnel e estradas  marginais. Investimentos altíssimos. Quem passar por lá, no máximo em seis meses, vai-se admirar pela exuberância do em empreendimento.

          Parei para olhar para aquela igreja com aquele telhado com cúpulas metálicas, provavelmente de confissões que seguem as da Ucrânia ou Rússia, ou até quem sabe polonesas. Parecida com a dos Ucranianos de União da Vitória. parei num Posto de Gasolina e fui para a Lanchonete onde me esperava um amigo que reencontrei este ano. Havíamos combinado por telefone e estava lá a me esperar o Amílcar.

          "Venha cá, Riquetto, que quero te quebra as costela!"  -  Foi aquele abraço fraternal do amigão que me acompanhava nas idas para o Clube "25", lá em Posto União, quando nas tardes de domingo íamos dançar ao som do "Disparo 70". O Cícero era  guitarrista e vocalista. Bom músico, durante a semana lavava carros e lubrificava no Posto Ipiranga, dos Ravanello, ali na Manoel Ribas, em União da Vitória. Ficamos muito amigos os três, lá pelo início da década de 1970. Íamos á tarde dançante e depois ao Cine Ópera. Havia muitas gatinhas sempre no 25, devem ser todas avós, hoje!

          Cumprimentou minha esposa, estava radiante em nos ver. Tomamos um cafezão e comemos pastéis de vento.  Perguntamos como estava a família e ele começou falar de sua netinha, que convidara para vir mas que ela não quis porque estava vendo o Nick Jr. na TV. Trouxe-me dois quilos de erva para me presentear e eu lhe dei um CD de músicas italianas que foi gravado pelo Grupo Píccola Itália Del' Oro, lá do Ouro. Ficou contentíssimo, deu-me mais um abraço.

          Conversamos amenidades, tomamos nosso café e eu disse que teria que seguir viagem. Precisava almoçar com minha irmã Iradi e o Luiz Fernando Ghidini, lá do Restaurante X Burguer.
Ele queria que ficássemos para almoçar na casa da filha e do genro, prometi que farei isso em outra oportunidade. Perguntei-lhe como estavam os negócios com a erva-mate e ele me disse que estão bons, que no inverno vendem bem e os preços compensam.

          Depois, veio com essa: "Sabe Riquetto, no inverno tudo é fácil. No verão, além do mercado ficá difícil  ainda tem as dispesa extra. Veja bem que agora ele têm que comprá até protetor solar pros tirador de erva na pranta! Num acho que isso seja de obrigação do patrón, mas se é lei temo que cumpri. No inverno, fatore 30 e no verão fatore 50. Mais tenho uma ideia. Como o 50 é muito caro, asso que dá pra compra um de 20 e um de 30 e misturá, que fica de 50."

          Minha patroa se segurava para não rir, disse que ia tomar uma ar puro, pediu licença e foi lá fora rir sozinha...

          Expliquei-lhe que não é assim, como uma conta de matemática. Se misturar os dois cremes, vamos ter um volume em dobro, mas o fator passa a ser 25, e não os 50. Ele disse que sempre me admirou porque além de eu escrever umas poesias  também tinha um razoável senso de lógica matemática. Mas que não se conformava que podiam economizar se fosse do jeito que ele pensava.

          Comecei a despedir-me e me fez prometer que o visitarei em Palmas, onde reside, e não em General, onde mora a filha. Disse-lhe que em novembro, quando eu for na Festa da Família Richetti/Riquetti, em Cascavel, passo por lá e o visitamos. Prometeu-me que vai fazer um "costelón" pros amigos e para nós. Para o almoço do dia 17 de novembro, para comemorar meu aniversário do dia 23. Certamente que  estaremos lá!


Euclides Riquetti