Voltam a repicar os sinos que anunciam o Natal
É dezembro no país tropical!
As cidades se embelezam para receber o bom velhinho
Que virá no trenó com renas, ou montado num burrinho.
Os olhos das crianças brilham de alegria
As mães correm atrás de meninos e meninas
Que querem andar no trenzinho
Que querem ganhar um brinquedinho.
As vitrines das lojas com aquele visual atentador
A atiçar a imaginação do consumidor...
"Mamãe, pede pro Papai Noel trazar pra mim
Um ursinho grandãããão assim!..."
Não faltarão festas nem presentes
Nem rostinhos bonitos e risonhos
Nem mensagens bonitas, certamente
Nem corações cheios de sonhos:
Pois o Natal está chegando, minha gente!
Euclides Riquetti
11-12-2013
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
A maioridade de Zortea!
Zortea está comemorando idade nova. Maioridade muito bem conquistada: 18 anos de um novo Município. Emancipado de Campos Novos, o antigo Distrito de Duas Pontes, mas que era conhecido como Zortea por comportar, em seu território, a emprea Zortea Brancher S/A, está localizado entre as cidades catarinenses de Capinzal e Campos Novos, e ainda confronta com o Rio Pelotas/Uruguai, na região do Município de Machadinho, no Rio Grande do Sul. Foi emancipado pela Lei Estadual nº 10.051, em 29-12-1995. Sua população, hoje, é de pouco mais de 3.000 habitantes.
Há cinquenta anos, Zortea Brancher S/A - Compensados e Esquadrias, tinha uma fábrica e seu escritório no centro de Capinzal, nas ruas Dona Linda Santos e XV de Novembro, respectivamente, fundada que foi por Antônio Zortea Primo e Guilherme Brancher. Ainda, dentre seus sócios, teve Pedro Domingos de Paoli e Nadir Susin. Na região era chamada de " a poderosa!", poius era uma grande produtora e empregadora, expandindo suas atividades para a área agropastoril. Em 1979 abriu uma indústria em em Rondônia.
Fui morar em Zortéa em fins de fevereiro de 1977, com o intuito de lecionar na Escola Básica Major Cipriano Rodigues Almeida, convidado que fui pela Diretora Vitória Leda Brancher Formighieri, traabalhando com as disciplinas de Língua Nacional (Portuguesa), e Língua Estrangeira Moderna - Inglês. Ainda completei a carga com Preparação para o Trabalho e Educação Física. Ingressei na condição de efetivo no Magistério Estadual, por haver prestado Concurso Público, em 1978.
Paralelamente, trabalhei na empresa, primeiro no Departamento Financeiro de depois no Administrativo.A Escola tinha um quadro de professores extraordinário, a maioria com formação em nível superior ou cursando-o. Vivíamos como uma grande família. Escola/Igreja/Grêmio Esportivo Lírio era o trinômio social e cultural. A economia se centrava na produção de madeira compensada e esquadrias, numa planta inudstrial que contava com cerca de 550 colaboradores. Produziam entre 25 e 30 mil portas e ainda 1.000 metros cúbicos de compensado por mês.
Com a redução da oferta de madeira e a alteração substancial na Legislação Brasileira, a empresa foi reduzindo as suas atividades, chegando à paralisação por completo. As granjas de produção de grãos, notadamente a soja, o trigo e o milho, passaram a garantir a economia local, bem como o comércio que, com a emancipação do Distrito, fortaleceu-se a partir de 1996. Com a expansão das atividades da antiga Perdigão Agroindustrial, em Capinzal, a mão-de-obra disponibilizada em razão da queda na atividade madeireira passou a ser canalizada para o abate de frangos, em Capinzal. Loteamentos da Família Santos, em terrenos favoráveis para a construção de casas residenciais, oportunizaram que as pessoas fossem fixando-se ali. Uma população de cerca de 1.200 pessoas em 1977 passa a ser de 3.000 atualmente.
Com a formação do novo Município, a atividade pública passa a ter grande importância na sua economia e hoje a cidade está muito bem estruturada em seu serviço público, com créditos às administrações de Alcides Mantovani, Remilton Andrioni e Paulo Franceschi. Estes foram meus alunos.
Zortea tem um território muito privilegiado, com áreas favoráveis para o plantio, construção de empreendimentos comerciais e industriais e mesmo residências familiares. Muitos de seus jovens estudaram nas faculdades de Joaçaba, Campos Novos e Capinzal. Outros saíram para estudar fora, inclusive no exterior, e não mais voltaram. Foram buscar espaço na atividade pública ou privada em diversas cidades e estados brasileiros. Foram honrar sua origem, sua família, sua pequena cidade. O nível intelectual de seus habitantes é muito bom. Diversos de meus ex-alunos cursaram doutorado fora do país.
Zortea não precisará ( e nem é bom que isso aconteça) tornar-se uma cidade populosa. Interessa, sim, que possa o Poder Público dar ótimas condições de Educação e Saúde aos seus moradores e eles, mesmos, sem nenhuma tutela, vão saber encaminhar-se com independência.
Uma das coisas que os zorteenses sabem fazer muito bem é o delicioso churrasco. A sfestas que ali acontecem são, sempre, muito concorridas.
Pessoalmente, considero o município a "Capital Catarinense das Águas Superficiais". Quase que uma dezena de cascatas e cachoeiras se localizam em áreas do município pouco habitadas, no Rio Agudo, com destaque para o Itaimbé, a maior delas, o que poderá se tornar um grande atrativo turístico.
Minhas filhas, gêmeas, Michele e Caroline, nasceram ali. Foi uma grande alegria para nós termos vivido e participado, ativamente, das atividades culturais, esportivas, religiosas e sociais em Zortea, lugar de que gaurdo belas e saudosas lembranças, principalmente da Ecola com seus alunos e professores, e de meus colegas de futebol e de empresa.
Ao povo zorteense, meu grande abraço nestes tempos em que estão prestes a alcançar a maioridade.
Euclides Riquetti
10-12-2013
Há cinquenta anos, Zortea Brancher S/A - Compensados e Esquadrias, tinha uma fábrica e seu escritório no centro de Capinzal, nas ruas Dona Linda Santos e XV de Novembro, respectivamente, fundada que foi por Antônio Zortea Primo e Guilherme Brancher. Ainda, dentre seus sócios, teve Pedro Domingos de Paoli e Nadir Susin. Na região era chamada de " a poderosa!", poius era uma grande produtora e empregadora, expandindo suas atividades para a área agropastoril. Em 1979 abriu uma indústria em em Rondônia.
Fui morar em Zortéa em fins de fevereiro de 1977, com o intuito de lecionar na Escola Básica Major Cipriano Rodigues Almeida, convidado que fui pela Diretora Vitória Leda Brancher Formighieri, traabalhando com as disciplinas de Língua Nacional (Portuguesa), e Língua Estrangeira Moderna - Inglês. Ainda completei a carga com Preparação para o Trabalho e Educação Física. Ingressei na condição de efetivo no Magistério Estadual, por haver prestado Concurso Público, em 1978.
Paralelamente, trabalhei na empresa, primeiro no Departamento Financeiro de depois no Administrativo.A Escola tinha um quadro de professores extraordinário, a maioria com formação em nível superior ou cursando-o. Vivíamos como uma grande família. Escola/Igreja/Grêmio Esportivo Lírio era o trinômio social e cultural. A economia se centrava na produção de madeira compensada e esquadrias, numa planta inudstrial que contava com cerca de 550 colaboradores. Produziam entre 25 e 30 mil portas e ainda 1.000 metros cúbicos de compensado por mês.
Com a redução da oferta de madeira e a alteração substancial na Legislação Brasileira, a empresa foi reduzindo as suas atividades, chegando à paralisação por completo. As granjas de produção de grãos, notadamente a soja, o trigo e o milho, passaram a garantir a economia local, bem como o comércio que, com a emancipação do Distrito, fortaleceu-se a partir de 1996. Com a expansão das atividades da antiga Perdigão Agroindustrial, em Capinzal, a mão-de-obra disponibilizada em razão da queda na atividade madeireira passou a ser canalizada para o abate de frangos, em Capinzal. Loteamentos da Família Santos, em terrenos favoráveis para a construção de casas residenciais, oportunizaram que as pessoas fossem fixando-se ali. Uma população de cerca de 1.200 pessoas em 1977 passa a ser de 3.000 atualmente.
Com a formação do novo Município, a atividade pública passa a ter grande importância na sua economia e hoje a cidade está muito bem estruturada em seu serviço público, com créditos às administrações de Alcides Mantovani, Remilton Andrioni e Paulo Franceschi. Estes foram meus alunos.
Zortea tem um território muito privilegiado, com áreas favoráveis para o plantio, construção de empreendimentos comerciais e industriais e mesmo residências familiares. Muitos de seus jovens estudaram nas faculdades de Joaçaba, Campos Novos e Capinzal. Outros saíram para estudar fora, inclusive no exterior, e não mais voltaram. Foram buscar espaço na atividade pública ou privada em diversas cidades e estados brasileiros. Foram honrar sua origem, sua família, sua pequena cidade. O nível intelectual de seus habitantes é muito bom. Diversos de meus ex-alunos cursaram doutorado fora do país.
Zortea não precisará ( e nem é bom que isso aconteça) tornar-se uma cidade populosa. Interessa, sim, que possa o Poder Público dar ótimas condições de Educação e Saúde aos seus moradores e eles, mesmos, sem nenhuma tutela, vão saber encaminhar-se com independência.
Uma das coisas que os zorteenses sabem fazer muito bem é o delicioso churrasco. A sfestas que ali acontecem são, sempre, muito concorridas.
Pessoalmente, considero o município a "Capital Catarinense das Águas Superficiais". Quase que uma dezena de cascatas e cachoeiras se localizam em áreas do município pouco habitadas, no Rio Agudo, com destaque para o Itaimbé, a maior delas, o que poderá se tornar um grande atrativo turístico.
Minhas filhas, gêmeas, Michele e Caroline, nasceram ali. Foi uma grande alegria para nós termos vivido e participado, ativamente, das atividades culturais, esportivas, religiosas e sociais em Zortea, lugar de que gaurdo belas e saudosas lembranças, principalmente da Ecola com seus alunos e professores, e de meus colegas de futebol e de empresa.
Ao povo zorteense, meu grande abraço nestes tempos em que estão prestes a alcançar a maioridade.
Euclides Riquetti
10-12-2013
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Vou ser o sol que você esperou
Vou ser o sol que você esperou
Que desejava que viesse para bronzear sua pele
Vou ser o sol que você desejou
Liberar o desejo que minha mente impele.
Vou ser o sol que energiza sua alma
Que dará a cor às flores nas plantinhas
Da rosa champagne à branca palma
Para levar a você a menssagem minha.
E se não for sol, então serei, ao certo
O romance vivido, a letra da canção
A estrofe do poema, a palavra do verso.
Mas se não for verso, e nem for romance
Quererei apenas sentir-me na ilusão
De ter sido seu sol, quando eu tive a chance!
Euclides Riquetti
09-12-2013
Que desejava que viesse para bronzear sua pele
Vou ser o sol que você desejou
Liberar o desejo que minha mente impele.
Vou ser o sol que energiza sua alma
Que dará a cor às flores nas plantinhas
Da rosa champagne à branca palma
Para levar a você a menssagem minha.
E se não for sol, então serei, ao certo
O romance vivido, a letra da canção
A estrofe do poema, a palavra do verso.
Mas se não for verso, e nem for romance
Quererei apenas sentir-me na ilusão
De ter sido seu sol, quando eu tive a chance!
Euclides Riquetti
09-12-2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
Homenagem ao Negão Esganzela, o Moço da Gaita!
O Negão dedilhava o teclado de sua gaita com elegância e maestria. Tirava dela, desde moço, qualquer tipo de moda da tradição gaúcha: música nativista, xote, vanerão, valsa, chamamé, qualquer coisa
que lhe pedissem. Gostava de trajar calça social, preferencialmente cinza ou azul, e camisa com colarinho, normalmente branca ou de uma cor muito clara. Dobrava os punhos da camisa de manga longa para melhor movimentar os braços nas alças de sua gaita. Sabia as notas das músicas "de cor e salteado".
Colocava seu coração corinthiano a mover suas mãos e a incitar seu cérebro, tirando os mais belos acordes. Era convidado a participar de festas sociais e animar eventos de escolas.
Competimos em trincheiras opostas na campanha política de 1988, quando ele se elegeu vereador. Naquele dia 16 de novembro de 1988, ao final do dia, encontrei-o ali na Rua XV, em Capinzal, defronte ao "Edifício Sanalma" Ainda pela manhã havíamos recebido o resultado das urnas. Eu tivera êxito em minha postulação e ele também. Veio correndo e me abraçou: "Ganhamos, Riquetti! Vou apoiar você!" - eu jamais iria esperar isso de um adversário, mas aconteceu. E demos início a uma amizade que foi-se consolidando aos poucos e durou por 25 anos. Viramos, adiante, colegas de trabalho, até aliados na política.
Enaltecer a humildade dele, a habilidade que tinha na conversa com as pessoas, seu alto nível de educação, não faz jus às suas inefáveis qualidades. Mas dizer que ele foi uma grande, sincero e verdadeiro amigo, isso sim é ser justo e honesto com sua memória. Estivemos juntos em bons e em maus momentos. Confiava-me muitos de seus segredos, tinha absoluta confiança em mim e eu tinha nele. Há pouco mais de um anos, fiz um poema para ele, imprimi e fui levar a sua casa. Colou na parede, queria mostrar para os amigos que o visitassem que eu era verdadeiramente amigo dele. E, se o compus, é porque ele era merecedor. Queria que ele soubesse, em vida, o quanto eu o prezava.
Consegui conversar com ele pelo menos em três das seis vezes que o visitei aqui no Hospital Santa Terezinha, em Joaçaba. Estava muito debilitado, mas muito lúcido. Lembramos de alguns bons momentos de nosso convívio e ele me agradeceu pelo poema. A gente sentia que sua vida estava chegando ao fim, mas só falávamos com otimismo, ensejando a sua recuperação. Há uma semana, disse-lhe que iria viajar e que quando voltasse o visitaria já em sua casa, recuperado... E, na noite de ontem, ainda ausente da cidade, recebi a informação de que ele havia partido...
Vereador do primeiro dia de 1989 ao primeiro de 1997, em duas Legislaturas, portou-se sempre com retidão, não usou do cargo para favorecer-se. Prestou concurso para o cargo de Vigia Noturno em 1989 e tirou primeiro lugar, efetivando-se no Município de Ouro. Adiante, ocupou funções de Diretor de Obras e Urbanismo. Há oito anos foi acometido de doença e "veio levando a vida". Eu sempre mencionava para meus familiares que o Negão deveria ter um coração muito forte, resistente, na proporção de sua bondade. E, tenho certeza, foi isso que permitiu que tivesse uma sobrevida de pelo menos uns três anos.
O Olindo Esganzela deixa a Rosa, o Eduardo, o Ewerton, a Vitória, a Lilian e a Iliane.Voltou, neste sábado de sol, a morar no Engenho Novo, ao lugar onde nasceu. Estava com 55 anos. Seu corpo agora ali repousa, inerte. Mas sua alma foi animar, com seu talento, uma legião de anjos e arcanjos. Num cortejo celestial, foi tocando sua acordeona em meio ao coro de anjos, numa celebração da nova vida. Ao Negão Esganzela, pela sua bondade e pela sua fraterna e simpática maneira de ser, nosso desejo de que esteja bem no Paraíso!
Euclides Riquetti e Família
07-11-2013
que lhe pedissem. Gostava de trajar calça social, preferencialmente cinza ou azul, e camisa com colarinho, normalmente branca ou de uma cor muito clara. Dobrava os punhos da camisa de manga longa para melhor movimentar os braços nas alças de sua gaita. Sabia as notas das músicas "de cor e salteado".
Colocava seu coração corinthiano a mover suas mãos e a incitar seu cérebro, tirando os mais belos acordes. Era convidado a participar de festas sociais e animar eventos de escolas.
Competimos em trincheiras opostas na campanha política de 1988, quando ele se elegeu vereador. Naquele dia 16 de novembro de 1988, ao final do dia, encontrei-o ali na Rua XV, em Capinzal, defronte ao "Edifício Sanalma" Ainda pela manhã havíamos recebido o resultado das urnas. Eu tivera êxito em minha postulação e ele também. Veio correndo e me abraçou: "Ganhamos, Riquetti! Vou apoiar você!" - eu jamais iria esperar isso de um adversário, mas aconteceu. E demos início a uma amizade que foi-se consolidando aos poucos e durou por 25 anos. Viramos, adiante, colegas de trabalho, até aliados na política.
Enaltecer a humildade dele, a habilidade que tinha na conversa com as pessoas, seu alto nível de educação, não faz jus às suas inefáveis qualidades. Mas dizer que ele foi uma grande, sincero e verdadeiro amigo, isso sim é ser justo e honesto com sua memória. Estivemos juntos em bons e em maus momentos. Confiava-me muitos de seus segredos, tinha absoluta confiança em mim e eu tinha nele. Há pouco mais de um anos, fiz um poema para ele, imprimi e fui levar a sua casa. Colou na parede, queria mostrar para os amigos que o visitassem que eu era verdadeiramente amigo dele. E, se o compus, é porque ele era merecedor. Queria que ele soubesse, em vida, o quanto eu o prezava.
Consegui conversar com ele pelo menos em três das seis vezes que o visitei aqui no Hospital Santa Terezinha, em Joaçaba. Estava muito debilitado, mas muito lúcido. Lembramos de alguns bons momentos de nosso convívio e ele me agradeceu pelo poema. A gente sentia que sua vida estava chegando ao fim, mas só falávamos com otimismo, ensejando a sua recuperação. Há uma semana, disse-lhe que iria viajar e que quando voltasse o visitaria já em sua casa, recuperado... E, na noite de ontem, ainda ausente da cidade, recebi a informação de que ele havia partido...
Vereador do primeiro dia de 1989 ao primeiro de 1997, em duas Legislaturas, portou-se sempre com retidão, não usou do cargo para favorecer-se. Prestou concurso para o cargo de Vigia Noturno em 1989 e tirou primeiro lugar, efetivando-se no Município de Ouro. Adiante, ocupou funções de Diretor de Obras e Urbanismo. Há oito anos foi acometido de doença e "veio levando a vida". Eu sempre mencionava para meus familiares que o Negão deveria ter um coração muito forte, resistente, na proporção de sua bondade. E, tenho certeza, foi isso que permitiu que tivesse uma sobrevida de pelo menos uns três anos.
O Olindo Esganzela deixa a Rosa, o Eduardo, o Ewerton, a Vitória, a Lilian e a Iliane.Voltou, neste sábado de sol, a morar no Engenho Novo, ao lugar onde nasceu. Estava com 55 anos. Seu corpo agora ali repousa, inerte. Mas sua alma foi animar, com seu talento, uma legião de anjos e arcanjos. Num cortejo celestial, foi tocando sua acordeona em meio ao coro de anjos, numa celebração da nova vida. Ao Negão Esganzela, pela sua bondade e pela sua fraterna e simpática maneira de ser, nosso desejo de que esteja bem no Paraíso!
Euclides Riquetti e Família
07-11-2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Dona Mirian Doin - mais uma perda inesperada
Recebi, exatamente às 9 horas e 37 minutos desta sexta-feira, 06, um telefonema de meu irmão Edimar, o caçula da Dorvalina e do Guerino. Estava caminhando e, por causa do sol, nem percebera a origem da ligação. "Bom dia, Euclides! Aconteceu algo aqui. A Doa Mirian (Doin) morreu. Os bombeiros acabam de retirar o seu corpo da casa".
Realmente, uma notícia que me causou surpresa, pois a Dona Mirian sempre foi uma pessoa saudável, participante das lides do Grupo da Terceira Idade Bella Vita, sempre muito ligada aos filhos e netos, ocupada, movimentando-se. Mas a vida é assim mesmo e, infelizmente, nossa Comunidade de Ouro e Capinzal perde mais uma de suas pessoas tradicionais e que honrou as cidades onde viveu..
Quando fui colega de seu filho Zezo (Antônio José), no Colégio Mater Dolorum, de 1961 a 1964, eu a conhecia apenas de vista. Eu tinha bastante conhecimento sobre seu marido, o Guilherme Odil Doin, Agente de Estatística, órgão que, adiante, passou a fazer parte do IBGE. Além de mãe do Zezo, era tia do Urbem Correa da Silva, nosso colega e grande amigo. O "Nego Doin", como era carinhosamente chamad por todos os amigos, jogava no Arabutã, era um excelente "camisa oito", habilidoso e muito batalhador em campo. Deixou-nos faz já um bom tempo.
Quando se aproximou a hora de colocar os filhos para estudar fora, a família montou, em Ouro, ali numa sala alugada pelo tio Victório Richetti, uma casa comercial, a "Casa Agropecuária Mirian Doin". Dona Mirian era auxiliada pelo marido quando não estava em serviço. E pelos filhos Zezo e Joathan. A Tânia e a Jane eram pequeninas. Isso lá por 1968. Adiante, adotou a Fafi, a quem educou da mesma forma que os filhos.
Em pouco tempo a Dona Mirian já era uma habilidosa comerciante, vendia medicamentos paraanimas, sementes e fertilizantes. Com o crescimento do movimento, compraram aquela Ford F-100 verde e branca para a entrega dos produtos, alugaram uma sala maior, depois uma segunda sala para comercializar máquinas e implementos agrícolas e, finalmente, seu prédio próprio.
Com o tempo os filhos foram-se encaminhando e o Sr. Doin não podia mais fazer esforço físico, então parou com os negócios. Mas a Dona Mirian, sempre batalhadora e esforçada, abriu a sua "Sorveteria Vó Mirian", em que produzia o sorvete artesanal. Na época das uvas, guardava bastante polpa da mesma para fazer sorvete. Sorvete de uva da Vó Mirian, ah, que delícia. A grande maioria da população de sua cidade a conheceu essoalmente.
Os anos se passaram e ela passou o ponto pra frente, ficando apenas no apoio à Jane e ao Amir que lhe deram mais uma neta por que a Vó nutria grande paixão.
A determinação e a firmeza eram características muito presentes nela. Justa, não bajulava ninguém. Era autêntica e lutava para atingir os seus objetivos. Uma pessoa de grande valor que nos deixou hoje, mas que, certamente, deixará saudades a seus familiares e amigos. Uma pessoa justa e que merece viver, agora, o eterno sono dos justos.
Nossas sentidas condolências aos familiares e amigos!
Euclides Riquetti
07-12-2013
Realmente, uma notícia que me causou surpresa, pois a Dona Mirian sempre foi uma pessoa saudável, participante das lides do Grupo da Terceira Idade Bella Vita, sempre muito ligada aos filhos e netos, ocupada, movimentando-se. Mas a vida é assim mesmo e, infelizmente, nossa Comunidade de Ouro e Capinzal perde mais uma de suas pessoas tradicionais e que honrou as cidades onde viveu..
Quando fui colega de seu filho Zezo (Antônio José), no Colégio Mater Dolorum, de 1961 a 1964, eu a conhecia apenas de vista. Eu tinha bastante conhecimento sobre seu marido, o Guilherme Odil Doin, Agente de Estatística, órgão que, adiante, passou a fazer parte do IBGE. Além de mãe do Zezo, era tia do Urbem Correa da Silva, nosso colega e grande amigo. O "Nego Doin", como era carinhosamente chamad por todos os amigos, jogava no Arabutã, era um excelente "camisa oito", habilidoso e muito batalhador em campo. Deixou-nos faz já um bom tempo.
Quando se aproximou a hora de colocar os filhos para estudar fora, a família montou, em Ouro, ali numa sala alugada pelo tio Victório Richetti, uma casa comercial, a "Casa Agropecuária Mirian Doin". Dona Mirian era auxiliada pelo marido quando não estava em serviço. E pelos filhos Zezo e Joathan. A Tânia e a Jane eram pequeninas. Isso lá por 1968. Adiante, adotou a Fafi, a quem educou da mesma forma que os filhos.
Em pouco tempo a Dona Mirian já era uma habilidosa comerciante, vendia medicamentos paraanimas, sementes e fertilizantes. Com o crescimento do movimento, compraram aquela Ford F-100 verde e branca para a entrega dos produtos, alugaram uma sala maior, depois uma segunda sala para comercializar máquinas e implementos agrícolas e, finalmente, seu prédio próprio.
Com o tempo os filhos foram-se encaminhando e o Sr. Doin não podia mais fazer esforço físico, então parou com os negócios. Mas a Dona Mirian, sempre batalhadora e esforçada, abriu a sua "Sorveteria Vó Mirian", em que produzia o sorvete artesanal. Na época das uvas, guardava bastante polpa da mesma para fazer sorvete. Sorvete de uva da Vó Mirian, ah, que delícia. A grande maioria da população de sua cidade a conheceu essoalmente.
Os anos se passaram e ela passou o ponto pra frente, ficando apenas no apoio à Jane e ao Amir que lhe deram mais uma neta por que a Vó nutria grande paixão.
A determinação e a firmeza eram características muito presentes nela. Justa, não bajulava ninguém. Era autêntica e lutava para atingir os seus objetivos. Uma pessoa de grande valor que nos deixou hoje, mas que, certamente, deixará saudades a seus familiares e amigos. Uma pessoa justa e que merece viver, agora, o eterno sono dos justos.
Nossas sentidas condolências aos familiares e amigos!
Euclides Riquetti
07-12-2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
A Canção do Vento Sul
Aqui pertinho do mar azul
Limito-me a olhar com olhos de andorinha
A gaivota que voa de mansinho
Que pousa na areia branquinha
( É um indefeso animalzinho...)
Enquanto escuto o murmúrio do vento
Que sopra muito atento
E que vem do sul!
Aqui no mar de Canasvieiras
Passa a germânica de olhos de cristal
A morena nativa e sensual
A portenha dos cabelos crespos e castanhos
A uguguaia do rosto mais risonho
A mulata de corpo magistral
(Mulheres de todos os tamanhos)
E a as gaúchas mais guapas e faceiras.
E, enquanto me enterneço deliciosamete
Enquanto a água me banha carinhosamente
A canção que o vento sul me traz
Me traz sossego, enseja amor e me dá paz.
Eclides Riquetti
06-12-2013
Limito-me a olhar com olhos de andorinha
A gaivota que voa de mansinho
Que pousa na areia branquinha
( É um indefeso animalzinho...)
Enquanto escuto o murmúrio do vento
Que sopra muito atento
E que vem do sul!
Aqui no mar de Canasvieiras
Passa a germânica de olhos de cristal
A morena nativa e sensual
A portenha dos cabelos crespos e castanhos
A uguguaia do rosto mais risonho
A mulata de corpo magistral
(Mulheres de todos os tamanhos)
E a as gaúchas mais guapas e faceiras.
E, enquanto me enterneço deliciosamete
Enquanto a água me banha carinhosamente
A canção que o vento sul me traz
Me traz sossego, enseja amor e me dá paz.
Eclides Riquetti
06-12-2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O que sua mãe lhe deixou, amiga?
"Que legado uma mãe pode deixar para uma filha? Que tipo de lembranças, de lições, ensinamentos?"
Imagino que a amiga leitora deve estar remetendo seu pensamento de volta ao seu tempo de criança. Às saudosas lembranças daquele ser que a pôs no mundo, deu-lhe educação, orientou-a, ajudou-a de alguma fora. Até a amparou na hora em que teve filhos. Muitas, felizmente, ainda as têm por perto, muitas vezes dividindo com elas o mesmo teto. Mas mesmo meninos e rapazes seguem os ensinamentos de suas mães, pois são elas que estão presentes na maioria do nosso "tempo de criança".
Perguntei a uma jovem senhora que lembranças ela tinha de sua mãe, que hoje já está velhinha:
"Minha mãe teve uma presença muito forte e marcante em minha vida, embora eu tenha saído de casa muito jovem, antes de meus dezoito anos. Ela me deixou alguns príncípios e valores que sempre procuro seguir. Respeitar as pessoas e dar-lhes o devido valor. Não ter nada do que não é legitimamente nosso. E, se alguém nos der algo, fazer um serviço para retribuir. Oferecer-se para fazer-lhe alguma coisa. Todos podem pagar por aquilo que recebem".
Certamente que, seguindo essas orientações, ela se deu bem, constituiu sua familia, estudou, trabalhou e pode-se considerar uma pessoa realizada e feliz. Claro que também aprendeu os afazeres do lar, os cuidados com a casa, com a comida, com as roupas. E, aquilo que se aprende com a mãe se internaliza, fixa, preserva-se.
Ora, como é bonito ver uma pessoa dizer: "Esta cuca me faz lembrar das cucas que minha nona fazia. E que, depois, minha mãe também fazia!" E, agora, certamente que esta mãe, que pode já estar também sendo avó, ensinará suas filhas ou netas a fazer. Mas também poderia dizer em relação à macarronada com seu delicioso e incomparável molho, o bolo de anivesário carinhosamente preparado ou enfeitado, a bolacha pintada com açúcar cristal colorido ou com aqueles chumbinhos de confeitos. Ou a toalha bordada, o jogo de cama bordado e crocheteado, a blusa tricoteada, a toalha franjeada.
Por falar em toalha, quando fui para a Faculdade e mudei-me para Porto União, minha mãe me fez uma toalha de algodão com uma belas franjas bem trabalhadas. Era macia, gostosa, linda! Mas, naquele tempo, eu não entendia muito desse valor que as coisas têm, que trazem na sua elaboração o carinho das mãos dadivosas ou mesmo as lágrimas de uma saudade que ainda virá... E, para mim, veio, muitas, muitas vezes, fazendo brotarem-me lágrimas de saudades!
Ah, cara leitora, que bom ter tido uma mãe presente, mesmo que morando longe dela! Ou podido partilhar com ela todas as emoções de ter gerado os filhos, ver chegarem os netos!
Pois convido você a meditar. A voltar ao passado. A lembrar, relembrar. A analisar, com profundidade, quantas e quantas belas lições ela lhe deixou. Quantas vezes foi ombro para você chorar e, com sabedoria, ensinou-lhe a dar tempo ao tempo, aguardar a chegada de soluções para os problemas, respostas para suas angústias? E, se ela não está mais aqui, faça-lhe uma bela e silenciosa oração. Deixe seu coração rezar por você. Se ainda vive, ligue pra ela, agradeça por aquilo que ela lhe deixou e lhe ensinou. Ou, se ela está perto de você, dê-lhe um abraço, enregue-lhe uma flor, deixe que ela perceba que você é aquela filha que ela quis ter.
Hoje, em especial, da forma que for possível, dê-lhe seu mais profundo carinho!
Euclides Riquetti
05-12-2013
Imagino que a amiga leitora deve estar remetendo seu pensamento de volta ao seu tempo de criança. Às saudosas lembranças daquele ser que a pôs no mundo, deu-lhe educação, orientou-a, ajudou-a de alguma fora. Até a amparou na hora em que teve filhos. Muitas, felizmente, ainda as têm por perto, muitas vezes dividindo com elas o mesmo teto. Mas mesmo meninos e rapazes seguem os ensinamentos de suas mães, pois são elas que estão presentes na maioria do nosso "tempo de criança".
Perguntei a uma jovem senhora que lembranças ela tinha de sua mãe, que hoje já está velhinha:
"Minha mãe teve uma presença muito forte e marcante em minha vida, embora eu tenha saído de casa muito jovem, antes de meus dezoito anos. Ela me deixou alguns príncípios e valores que sempre procuro seguir. Respeitar as pessoas e dar-lhes o devido valor. Não ter nada do que não é legitimamente nosso. E, se alguém nos der algo, fazer um serviço para retribuir. Oferecer-se para fazer-lhe alguma coisa. Todos podem pagar por aquilo que recebem".
Certamente que, seguindo essas orientações, ela se deu bem, constituiu sua familia, estudou, trabalhou e pode-se considerar uma pessoa realizada e feliz. Claro que também aprendeu os afazeres do lar, os cuidados com a casa, com a comida, com as roupas. E, aquilo que se aprende com a mãe se internaliza, fixa, preserva-se.
Ora, como é bonito ver uma pessoa dizer: "Esta cuca me faz lembrar das cucas que minha nona fazia. E que, depois, minha mãe também fazia!" E, agora, certamente que esta mãe, que pode já estar também sendo avó, ensinará suas filhas ou netas a fazer. Mas também poderia dizer em relação à macarronada com seu delicioso e incomparável molho, o bolo de anivesário carinhosamente preparado ou enfeitado, a bolacha pintada com açúcar cristal colorido ou com aqueles chumbinhos de confeitos. Ou a toalha bordada, o jogo de cama bordado e crocheteado, a blusa tricoteada, a toalha franjeada.
Por falar em toalha, quando fui para a Faculdade e mudei-me para Porto União, minha mãe me fez uma toalha de algodão com uma belas franjas bem trabalhadas. Era macia, gostosa, linda! Mas, naquele tempo, eu não entendia muito desse valor que as coisas têm, que trazem na sua elaboração o carinho das mãos dadivosas ou mesmo as lágrimas de uma saudade que ainda virá... E, para mim, veio, muitas, muitas vezes, fazendo brotarem-me lágrimas de saudades!
Ah, cara leitora, que bom ter tido uma mãe presente, mesmo que morando longe dela! Ou podido partilhar com ela todas as emoções de ter gerado os filhos, ver chegarem os netos!
Pois convido você a meditar. A voltar ao passado. A lembrar, relembrar. A analisar, com profundidade, quantas e quantas belas lições ela lhe deixou. Quantas vezes foi ombro para você chorar e, com sabedoria, ensinou-lhe a dar tempo ao tempo, aguardar a chegada de soluções para os problemas, respostas para suas angústias? E, se ela não está mais aqui, faça-lhe uma bela e silenciosa oração. Deixe seu coração rezar por você. Se ainda vive, ligue pra ela, agradeça por aquilo que ela lhe deixou e lhe ensinou. Ou, se ela está perto de você, dê-lhe um abraço, enregue-lhe uma flor, deixe que ela perceba que você é aquela filha que ela quis ter.
Hoje, em especial, da forma que for possível, dê-lhe seu mais profundo carinho!
Euclides Riquetti
05-12-2013
Nas areias do mar...
Na praia deserta, somente você... e o mar
Mas no céu, as gaivotas se esbaldam a planar
E eu me encanto
Com seu manso gaivotar
Enquanto descanso
Sob o sol que bronzeia
E há apenas um par de corpos
Jazendo na areia
Sob um sol a queimar
Ao lado do mar!
É ainda de mannhã, é cedinho
Vêm as espumas da imensidão
É manhã de sol que vem devagarinho
Pra por bronze nas peles
Das mulheres
Que virão
E que espalharão
Os perfumes, os cabelos, os olhares
Por todos os lugares
Onde passarem
Deixando marcadas nas areias douradas
As marcas de suas passadas
Sensuais
Magistrais
Angelicais!
E meus desejos poéticos
E meus sonhos proféticos
Buscam tornarem-se reais.
Buscam, infinitamente
Encontrarem seu olhar fatal
Seu corpo escultural
Que não sei onde está
Mas que, certamente, daqui a pouco virá
Para deitar-se, sutilmente
Nas areias do mar!
Euclides Riquetti
04-12-2014
Mas no céu, as gaivotas se esbaldam a planar
E eu me encanto
Com seu manso gaivotar
Enquanto descanso
Sob o sol que bronzeia
E há apenas um par de corpos
Jazendo na areia
Sob um sol a queimar
Ao lado do mar!
É ainda de mannhã, é cedinho
Vêm as espumas da imensidão
É manhã de sol que vem devagarinho
Pra por bronze nas peles
Das mulheres
Que virão
E que espalharão
Os perfumes, os cabelos, os olhares
Por todos os lugares
Onde passarem
Deixando marcadas nas areias douradas
As marcas de suas passadas
Sensuais
Magistrais
Angelicais!
E meus desejos poéticos
E meus sonhos proféticos
Buscam tornarem-se reais.
Buscam, infinitamente
Encontrarem seu olhar fatal
Seu corpo escultural
Que não sei onde está
Mas que, certamente, daqui a pouco virá
Para deitar-se, sutilmente
Nas areias do mar!
Euclides Riquetti
04-12-2014
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Amanhã de manhã
Amanhã de manhã
Vou andar por aí sem destino
Vou procurar em ti o abrigo
O afago de que tanto preciso
Amahã de manhã...
Amanhã de manhã
Vou pegar a caneta e papel
Vou levar também tinta e pincel
Desenhar o teu lábio de mel
Amanhã de manhã...
Amanhã de manhã
Vou sair pela estrada cinzenta
Vou vagar pela estrada barrenta
Dar um beijo em tua alma sedenta
Amanhã de manhã...
Vou buscar teu olhar contagiante
Abraçar o teu corpo dourado
Na manhã do céu azulado
Na manhã escaldante
Do encontro emocionante
Do encontro esperado
Desejado
Vou buscar, sim, os teus lábios rosados
Amanhã de manhã...
Euclides Riquetti
03-12-2013
Vou andar por aí sem destino
Vou procurar em ti o abrigo
O afago de que tanto preciso
Amahã de manhã...
Amanhã de manhã
Vou pegar a caneta e papel
Vou levar também tinta e pincel
Desenhar o teu lábio de mel
Amanhã de manhã...
Amanhã de manhã
Vou sair pela estrada cinzenta
Vou vagar pela estrada barrenta
Dar um beijo em tua alma sedenta
Amanhã de manhã...
Vou buscar teu olhar contagiante
Abraçar o teu corpo dourado
Na manhã do céu azulado
Na manhã escaldante
Do encontro emocionante
Do encontro esperado
Desejado
Vou buscar, sim, os teus lábios rosados
Amanhã de manhã...
Euclides Riquetti
03-12-2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
A palma cor de rosa
Solitária como a branca flor dos campos de cevada
Jaz ali, recostada, uma bela palma rosa
Formosa, singela, extremamente sossegada
Recostada numa coluna vigorosa
Descansa na manhã a palma de branco e rosa matizada
Esperando a luz do sol... maravilhosa!
E giram no mundo as naus da nostalgia
Que me trazem o clarear de um novo dia.
Param, na estradinha, os passantes abismados:
A mão de Deus passou ali nas noites e nos dias
Desenhou a flor com seus pincéis enamorados
Tingiu o ar com a beleza e a alegria
E emoldurou todo o cenário num amplo e belo quadro
Como há muito tempo ali eu não via.
E, a mente do menestrel, mergulha na paisagem colossal
E a caneta do poeta pinta um quadro magistral
Enquanto jaz, ali, a a branca e rosa palma, sem igual!
Euclides Riquetti
02-12-2013
Jaz ali, recostada, uma bela palma rosa
Formosa, singela, extremamente sossegada
Recostada numa coluna vigorosa
Descansa na manhã a palma de branco e rosa matizada
Esperando a luz do sol... maravilhosa!
E giram no mundo as naus da nostalgia
Que me trazem o clarear de um novo dia.
Param, na estradinha, os passantes abismados:
A mão de Deus passou ali nas noites e nos dias
Desenhou a flor com seus pincéis enamorados
Tingiu o ar com a beleza e a alegria
E emoldurou todo o cenário num amplo e belo quadro
Como há muito tempo ali eu não via.
E, a mente do menestrel, mergulha na paisagem colossal
E a caneta do poeta pinta um quadro magistral
Enquanto jaz, ali, a a branca e rosa palma, sem igual!
Euclides Riquetti
02-12-2013
sábado, 30 de novembro de 2013
Dezembro chegou
Dezembro chegou, enfim
Chegou com os raios de sol
Ou com as chuvas molhando os trigais
Com perfumes nos campos florais
Chegou dezembro, enfim
O dezembro das tardes... e das manhãs de sol.
Dezembro chegou com ares de dezembro mesmo
Dezembro chegou porque era sua vez
Depois de novembro.
Dezembro veio para cobrir tua pele de verniz!
Chegou o dezembro tão esperado
O dezembro de Natal, do velhinho de vermelho
Do velhinho bom e animado
Que traz presentes pras crianças.
A chegada de dezembro suscita lembranças!
Doces e ternas lembranças
Da infância
Que todo mundo diz
Foi muito feliz!
Dezembro é o mês em que a cidade reluz
Para esperar...
O Menino Jesus!
(E eu espero você...)
Euclides Riquetti
01-12-2013
Chegou com os raios de sol
Ou com as chuvas molhando os trigais
Com perfumes nos campos florais
Chegou dezembro, enfim
O dezembro das tardes... e das manhãs de sol.
Dezembro chegou com ares de dezembro mesmo
Dezembro chegou porque era sua vez
Depois de novembro.
Dezembro veio para cobrir tua pele de verniz!
Chegou o dezembro tão esperado
O dezembro de Natal, do velhinho de vermelho
Do velhinho bom e animado
Que traz presentes pras crianças.
A chegada de dezembro suscita lembranças!
Doces e ternas lembranças
Da infância
Que todo mundo diz
Foi muito feliz!
Dezembro é o mês em que a cidade reluz
Para esperar...
O Menino Jesus!
(E eu espero você...)
Euclides Riquetti
01-12-2013
Contemplas, com teu olhos brilhantes, as rosas
Contemplas, com teus olhos brilhantes, as rosas
As que adornam o jardim de tua casa
Plantaste-as com tuas mãos carinhosas
E as regaste com a água abençoada.
Tens o dedo verde e mágico que escolhe as mudas
Põe-nas na terra, apõe-lhes as adubações.
E cuidas para não deixá-las desnudas
Transfere a elas desmedidas paixões...
Plantas as roseiras espinhosas
Que te darão as mais belas das flores
As rainhas dos jardins, esplendorosas.
Plantando-as dá-lhes o tempo de espera
Para que possam nos brindar com belas cores
Que vêm para enfeitar a primavera!
Euclides Riquetti
30-11-2013
As que adornam o jardim de tua casa
Plantaste-as com tuas mãos carinhosas
E as regaste com a água abençoada.
Tens o dedo verde e mágico que escolhe as mudas
Põe-nas na terra, apõe-lhes as adubações.
E cuidas para não deixá-las desnudas
Transfere a elas desmedidas paixões...
Plantas as roseiras espinhosas
Que te darão as mais belas das flores
As rainhas dos jardins, esplendorosas.
Plantando-as dá-lhes o tempo de espera
Para que possam nos brindar com belas cores
Que vêm para enfeitar a primavera!
Euclides Riquetti
30-11-2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Olhos nos olhos (quero divagar contigo...)
Olhos nos olhos, peito no peito
Lábios nos lábios, coração com coração
Quero-te amar assim, desse nosso jeito
Quero-te querer com amor e paixão!
Quero divagar junto contigo
Viajar no tempo e te encontrar no espaço
Quero chorar no teu ombro amigo
E percorrer os caminhos que eu mesmo traço!
Quero-te beijar nas noites estreladas
Dar-te carinhos quando anoitece
E afagar teu corpo nas tardes nubladas.
E quando perceberes o quanto eu te amo
E notares que também pra ti o amor acontece
Guardarei os versos com que há muito te chamo!
Euclides Riquetti
29-11-2013
Lábios nos lábios, coração com coração
Quero-te amar assim, desse nosso jeito
Quero-te querer com amor e paixão!
Quero divagar junto contigo
Viajar no tempo e te encontrar no espaço
Quero chorar no teu ombro amigo
E percorrer os caminhos que eu mesmo traço!
Quero-te beijar nas noites estreladas
Dar-te carinhos quando anoitece
E afagar teu corpo nas tardes nubladas.
E quando perceberes o quanto eu te amo
E notares que também pra ti o amor acontece
Guardarei os versos com que há muito te chamo!
Euclides Riquetti
29-11-2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Para os olhos teus!
Teu caminho deveria ser uma estrada
Pavimentada
Não com paralelepípedos, nem asfaltada
Mas apenas uma estrada
Muito bem calçada!
(Não apenas pedras na estrada)
Teu caminho deveria ser
Uma estrada que conduz
Que leva ao infinito no amanhecer
E que me seduz
Até o entardecer
Com seu trilho de luz.
Teu caminho é o que me leva até os teus olhos verdes
Onde mato minha sede.
É o caminho que devemos trilhar
Sem os dias no calendário
E que, no final, um sacrário
Está a nos esperar
Para perdoar
Nossos pecados.
Apenas tu e eu
E os poemas meus
Que fiz... para os olhos teus!
Euclides Riquetti
27-11-2013
Pavimentada
Não com paralelepípedos, nem asfaltada
Mas apenas uma estrada
Muito bem calçada!
(Não apenas pedras na estrada)
Teu caminho deveria ser
Uma estrada que conduz
Que leva ao infinito no amanhecer
E que me seduz
Até o entardecer
Com seu trilho de luz.
Teu caminho é o que me leva até os teus olhos verdes
Onde mato minha sede.
É o caminho que devemos trilhar
Sem os dias no calendário
E que, no final, um sacrário
Está a nos esperar
Para perdoar
Nossos pecados.
Apenas tu e eu
E os poemas meus
Que fiz... para os olhos teus!
Euclides Riquetti
27-11-2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Zé Dirceu deverá trabalhar no Hotel St Peter
O Hotel Saint Peter virou notícia nesta terça-feira no Brasil. Sua administração contratou, no dia 22 de novembro, o político José Dirceu para trabalhar no mesmo. Dirceu está preso em regime semiaberto na Capital da República, Brasília, por conta do "caso mensalão", em que foi condenado depois de processo que correu no STF. Carteira assinada, vai receber R$ 20.000,00 mensais, dinheiro que será utilizado para o sustento da família do apenado e o restante para ressarcir custos públicos. Dirceu apresentou neste dia 26 o pedido de autorização para trabalhar à Vara de Execuções Penais, anexando contrato de trabalho a carteira de trabalhador já assinada.
A notícia fez minha mente voltar ao ano de 2002, quando o Município de Ouro, através do Prefeito Durigon, recebeu o Prêmio Mário Covas de Município/Prefeito Empreendedor. Eu mesmo redigi e apresentei ao SEBRAE o "case" que denominamos "Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável", em que relatamos as ações empreendedoras que vinham acontecendo naquele Município.
Na oportunidade, conheci a Dra. Zilda Arns, à época indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelas suas ações em favor da Pastoral da Criança, criando a multimistura. Trocamos cartões com número de telefone convencional, endereço e celular. Nossa conterrânea catarinense ficou muito contente em que uma cidade pequena estava lá a receber a honraria.
Eu e o Ademir Pedro Belotto, da Rádio Capinzal, acompanhávamos o Prefeito e ficamos hospedados num apartamento executivo do Hotel Saint Peter, que hoje cobra R$ 550,00 pela diária, incluindo o café da manhã, para um triplo. Lembro que as torneiras dos banheiros eram douradas, parecendo banhadas de ouro. Granitos e vidros blindex pretos harmomizavam-se nos banheiros. A vista da janela dava para a Esplanada dos Ministérios.
Acostumado a satisfazer minha curiosidade previamente, tomei conhecimento do empreendimento. O proprietário era o Construtor e Deputado Sérgio Naia, o que fez o edifício "Palace II", que desabou no Rio de Janeiro, fazendo muitas vítimas. No momento do café da manhã no suntuoso restaurante, o Belotto mostrou-me: Veja aqueles dois ali, parecem conhecidos. E ele mesmo constatou: O Naia e o CR Almeida, o Cecílio Rego Almeida. Estavam conversando ao lado do buffet das frutas..
Aproximei-me, cumprimentei-os e em poucos minutos estávamos em papo firme. Cheguei a perguntar-lhe sobre os problemas dele com a Justiça por causa do Palace, elogiei o hotel. Ele era proprietário também do Saint Paul, ao lado do Saint Peter. Lembro que, adiante, a Justiça tirou-lhe o Saint Paul para indenizar vítimas do Palace II. Comportam cerca de 800 hóspedes cada um. Lembro-me que o CR Almeida tinha cabelo como o do Walmor Chagas e o Sérgio Naia vestia um terno de um verde acinzentado de fino tecido, tudo muito bem combinado com camisa e gravata em tons próximos e mocassin marrom.
Agora, 11 anos depois, se você for a Brasília, certamente que naquele mesmo restaurante do Saint Peter vai encontrar o Zé Dirceu. É um dos hotéis onde os políticos costumam hospedar-se... Também, com aquelas torneiras...
Euclides Riquetti
27-11-2013
A notícia fez minha mente voltar ao ano de 2002, quando o Município de Ouro, através do Prefeito Durigon, recebeu o Prêmio Mário Covas de Município/Prefeito Empreendedor. Eu mesmo redigi e apresentei ao SEBRAE o "case" que denominamos "Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável", em que relatamos as ações empreendedoras que vinham acontecendo naquele Município.
Na oportunidade, conheci a Dra. Zilda Arns, à época indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelas suas ações em favor da Pastoral da Criança, criando a multimistura. Trocamos cartões com número de telefone convencional, endereço e celular. Nossa conterrânea catarinense ficou muito contente em que uma cidade pequena estava lá a receber a honraria.
Eu e o Ademir Pedro Belotto, da Rádio Capinzal, acompanhávamos o Prefeito e ficamos hospedados num apartamento executivo do Hotel Saint Peter, que hoje cobra R$ 550,00 pela diária, incluindo o café da manhã, para um triplo. Lembro que as torneiras dos banheiros eram douradas, parecendo banhadas de ouro. Granitos e vidros blindex pretos harmomizavam-se nos banheiros. A vista da janela dava para a Esplanada dos Ministérios.
Acostumado a satisfazer minha curiosidade previamente, tomei conhecimento do empreendimento. O proprietário era o Construtor e Deputado Sérgio Naia, o que fez o edifício "Palace II", que desabou no Rio de Janeiro, fazendo muitas vítimas. No momento do café da manhã no suntuoso restaurante, o Belotto mostrou-me: Veja aqueles dois ali, parecem conhecidos. E ele mesmo constatou: O Naia e o CR Almeida, o Cecílio Rego Almeida. Estavam conversando ao lado do buffet das frutas..
Aproximei-me, cumprimentei-os e em poucos minutos estávamos em papo firme. Cheguei a perguntar-lhe sobre os problemas dele com a Justiça por causa do Palace, elogiei o hotel. Ele era proprietário também do Saint Paul, ao lado do Saint Peter. Lembro que, adiante, a Justiça tirou-lhe o Saint Paul para indenizar vítimas do Palace II. Comportam cerca de 800 hóspedes cada um. Lembro-me que o CR Almeida tinha cabelo como o do Walmor Chagas e o Sérgio Naia vestia um terno de um verde acinzentado de fino tecido, tudo muito bem combinado com camisa e gravata em tons próximos e mocassin marrom.
Agora, 11 anos depois, se você for a Brasília, certamente que naquele mesmo restaurante do Saint Peter vai encontrar o Zé Dirceu. É um dos hotéis onde os políticos costumam hospedar-se... Também, com aquelas torneiras...
Euclides Riquetti
27-11-2013
Assinar:
Postagens (Atom)