segunda-feira, 28 de junho de 2021

Frio no sul

 



Faz frio aqui no Sul do meu País

Temperaturas próximas de zero grau

Geada na previsão, o locutor diz

Manto branco no telhado e nos degraus.


Frio de assustar, de ferir, congelar

Corpos sedentos de fogo e de calor

Pinhão no fogão a se cozinhar

Chimarrão na cuia, erva verde e flor.


Frio, e nada de sol na manhã e tarde

Na janela passam nuvens que flutuam

No peito, a chama da paixão que arde

No sabor do chima, o habito que cultuam.


Frio e lembranças, o céu cinzento

E as esperanças, todas distantes

Vagando no céu, perdidas no tempo

Esperando tudo voltar a ser como antes. 


Euclides Riquetti

28-06-2021














As últimas rosas do outono


 

Foram-se as últimas rosas do outono
Foram-se as pétalas das bordôs e das vermelhas
Que do fogo da paixão foram centelhas
Mas  que imergiram na calmaria...

Foram-se para dar lugar a outras que virão
Foram-se para o reciclo que fertiliza
Nas manhãs de pouco sol e muita brisa
Foram-se nas minhas aliterações e nas sinestesias.

Deixou-me  deliciosas lembranças o sol morno
Que tímido volveu meu ser para o passado
Para um antigo outono cinzento,  mutilado
Que  deixou-te maltratar meu coração.

E,  enquanto minha mente se embaralha
E busca entender da rosa a natural ausência
Rezo para que m'a mande de volta a Providência
Que reste ali, formosa, rosa branca, clara.

Que volte para acalentar meu coração
Que volte ainda antes do verão!
Mas que volte...

Euclides Riquetti

Nasceu um girassol

 



Nasceu um girassol na beira da estrada
É  uma planta  divinamente colorida
Que me parece acompanhar, toda exibida
Uma mulher bonita, uma dama encantada.

Nasceu um girassol amarelo, um girassol
Com caule verde e sementes cheirosas
Com caule verde e sementes deliciosas
Um girassol amarelo da cor dourada do sol.

O girassol, do alto de sua soberana majestade
Olhou-me e sorriu seu sorriso largo e generoso
Convidou-me para um colóquio  de amizade.

O girassol me sorriu com sua sutil vaidade
Num gesto de garbo, gentil, carinhoso
Me fez lembrar de você com muita saudade...

Euclides Riquetti
31-05-2015

Quando o sol voltar a brilhar

 


Quando o sol voltar a brilhar
Voltará, com ele, o seu sorriso largo
Para encobrir o sentimento amargo
Do choro, do adeus, do soluçar.

Quando os pingos da chuva matinal
Rolarem nos galhos das laranjeiras
Lembrarei das passagens faceiras
E dos seus olhos brilhantes de cristal.

Quando meus pensamentos dispersos
Reencontrarem o caminho aberto
Voltarei a escrever eternos versos.

E,  quando o sol se por novamente
Declamarei o meu poema mais discreto
Da alma branca, do coração batente.

Euclides Riquetti

A maciez de tuas mãos




Quando toco a maciez de tuas mãos
E enlaço teus dedos longos e finos
Respiro fundo, são momentos divinos
Em que minha alma chega ao teu coração.

Quando  as sinto me fazendo carícias
Me mantendo vivo, firme e atento
Me deliciando em cada movimento
Me perco em devaneios e delícias.

Se  me tocas com tua leveza e magia
Ou se me acenas de longe a me sorrir
Teu gesto me anima e me contagia
Me entusiasma pelo novo que há de vir.

É bem assim: mãos de real divindade
Realeza que me encanta e motiva
Energia forte e altamente positiva
Minha luz e norte, minha felicidade.

Euclides Riquetti

domingo, 27 de junho de 2021

O luar da madrugada

 




Quando o luar da longa madrugada
Cobrir de prata toda esta  imensidão
Se eu estiver percorrendo uma estrada
Mesmo que sem rumo ou direção
Meu inefável pensamento e minha alma
Buscarão em ti o prazer da perdição.

Buscarei  encontrar caminhos que conduzem
Para além de onde se possa imaginar
Buscarei encontrar corpos que seduzem
Talvez jazendo na beira do mar...

Quando os primeiros raios de sol fulgurarem
E adentrarem pelas portas e pelas janelas
Banhando os seres nas ruas a desfilarem
Energizando as florinhas brancas e  amarelas
Será hora de nossos pensamentos se buscarem
E andarem de mãos dadas nas íngremes ruelas.

Buscarei encontrar-te onde quer que estejas
Não me importa a distância nem o tempo
Buscarei encontrar teus doces lábios de cerejas
E sentir teu perfume que me traz o vento!

Euclides Riquetti

Experiências vividas e presenciadas - crônica de passagens de minha vida.

 




         Sempre tive em mim que a experiência é um fator  fundamental em tudo. Quando era jovem ia jogar futebol e, sendo magro e alto, corria muito. Chegava à bola antes que os adversários. Mas, de posse dela, queria me livrar, pois tinha receio de que ma roubassem. Então dava chutões para a frente.



          Nos tempos do Grêmio Lírio, em Zortéa, comecei a jogar futsal junto com os colegas do GEMCRA (Grêmio Esportivo Major Cipriano Rodrigues Almeida), de nossa escola. Dois professores, eu e o Izaías Bonato. E alguns jovens, nem todos eram nossos alunos. Lembro do "Baxo"  (Leonildo de Andrade) e o irmão dele, Preto;  havia o Tarugo (Ulisses Gonçalves)  o Nene, irmão dele.  Eu tinha 24 anos e me achava velho. Era reserva. Um dia entrei ao final e dei dois passes perfeitos: foram dois gols e viramos para 2 a 1. Passei a ter confiança e a jogar bem. Mas,  no futebol de campo,  ainda era de me livrar da bola.

          Melhorei isso quando o Sady Brancher virou treinador do Grêmio Lírio. Ele foi um grande jogador do Arabutã FC em Capinzal, nos tempos do Campo Municipal, ali no centro da cidade. Viu-me no futsal e me convidou a treinar no campo. Eu era firme na marcação e desarme. Colocou-me na lateral direita. Joguel na posição por mais de 20 anos. Aprendi a dar os passes certos, a reter a bola e a bater escanteio na ponta esquerda, em curva. Eu resistia mais no gramado com 40 anos do que quando tinha 18, pois aprendi a dosar a energia e a distribuir melhor o jogo. Passei a valer-me da experiência!

          Na semana passada,  fui a uma borracharia para ver o que vinha acontecendo com um pneu do carro de minha filha. Estava anoitecendo e indicaram-me uma que atende depois da hora, ali na entrada da Vila Cordazo, em Joaçaba. Cheguei lá e havia um senhor moreno, de pequena estatura (do tamanho do Pedro Lima, nosso boiadeiro de Ouro e Capinzal), cabeleira cheia e se agrisalhando. Aparentava mais de 60 anos, o que vi confirmado adiante. Descobri que era irmão do Alduíno Silva Amora. Enquanto ele e o filho iam concluído o serviço já iniciado em pneus de duas motos, fui conversando e tentando descobrir fatos sobre a família deles. O Amora foi um dos pioneiros do Bairro São Cristóvão, em Capinzal. Adquiriu uma área onde era uma casa do pomar do saudoso Ermindo Viecelli e estabeleceu-se com sua "Recauchutadora Amora". De  origem humilde, trabalhou como borracheiro em Joaçaba e teve a visão empreendedora de estabelecer-se em capinzal, bem no local que mais cresceu nos últimos 30 anos, próximo à antiga Perdigão, agora BRF.




          Fiquei muito amigo dele quando eu era Presidente do Conselho da Paróquia de São Paulo Apóstolo, em Capinzal. Se precisássemos, nos trazia 20, 30 homens de confiança para prepararem o churrasco. Foi uma das mais fortes lideranças da história de Capinzal, embora não tenha vivido muitos anos. Numa das enchentes do Rio do Peixe, possívelmente em 1989, o Amora foi visitar uma filha em Lacerdópolis. Ao voltar, na ponte sobre o Rio lajeado dos Porcos, ali na propriedade dos Tessaro, na divisa entre Ouro e Lacerdópolis, a água havia passado sobre a ponte. Deixou a caminhonete no lado de Lacerdópolis e atravessou o pela água. Adiante, um Km mais ou menos, a então Rodovia SC 303 tem uma baixada onde sai uma estrada de chão para o Ramal Lovatel. O asfalto estava com mais de um metro de água e com correnteza. Três dias depois de dada sua falta, quando o rio baixou seu nível, foi encontrado lá, na sarjeta da rodovia, sem vida. vestia blusa de lã tricotada e botas de couro. No barranco, as marcas dos dedos das mãos tentando subir, salvar-se, mas não foi possivel...  Algum tempo depois, nova desgraça: Um incêncio destruiu a Recapadora Amora. (Isso motivou as lideranças a lutarem para a implantação do Corpo de Bombeiros de Capinzal e Ouro).

          Relembramos, saudosamente, com o Sr. Lauri, da família do "Amora". Disse-me que, há três anos, a viúva também faleceu. E que outro irmão também perdeu a vida por afogamento.

          E o pneu? Bem - o pneu - quando percebi, ele já estava afundando-o no tanque de água e mostrando-me que havia um furo por onde o ar saía. Perguntei-lhe por que os outros borracheiros diziam que o pneu estava bem, enchiam-no,  mas em uma semana ficava vazio, e ele respondeu-me: "É que a piazada nova coloca trinta libras e põe pra ver onde está vazando. Eu coloco sessenta libras. Se o pneu resiste, é seguro e aparece o furo. Depois que arrumo, coloco um "macarrão", baixo para trinta libras e o serviço fica garantido.



          Agora, lembro-me do primeiro dia de meu estágio no Colégio Estadual Túlio de França, em União da Vitória: Saí escrevendo no meio do quadro, não utilizei bem o espaço e coube uma observação do professor Breyer ( o do mel), secundada pelo professor  Geraldo Feltrin: "Cuide da distribuição da matéria no quadro!".




          Trinta e um anos escrevendo no quadro negro e  quadro-verde, mas sempre aproveitando bem o espaço. A experiência, no futebol, no trabalho, e nas emergências, conta muito! Por isso mesmo, não desprezar as pessoas que têm muitos anos de estrada... Ouvir o conselho dos mais velhos e observar como eles fazem as coisas.  Até o sermão do padre fica melhor com os anos!




Euclides Riquetti

Depois da chuva

 





Desarme seu coração, abra-o com doçura
Deixe-o receber o carinho que lhe proponho
Permita-lhe receber, com amor e com ternura
Um cesto de belas flores, um turbilhão de sonhos.

Desarme seu coração, dê-lhe asas para voar
Deixe-o navegar pelas vagas da calmaria
Permita-lhe conquistar o direito de sonhar
Viver sonhos de vida, de amor e de alegria.

A vida é imperfeita e os seres também o são
Temos nossos erros, guardamos muitas virtudes
Vivemos a realidade, mas também nossa ilusão.

Porém, depois da chuva, volta-nos o sol bonito
Volta com sua beleza, energia e magnitude
Para  animar nossa vida e dourar o azul do infinito.

Euclides Riquetti

Um poema universal

 





Emolduram-se no amanhecer as flores do pessegueiro
E as brancas das laranjeiras exalam seus olores
Perfumam meu dia, tornam-no claro e  prazenteiro
Infundem, em todo o meu ser, o encantamento das cores.

Celebram o dia bonito as orquídeas matizadas
Ilustram as horas as singelas flores do campo
Cinzem os jardins as rosas vermelhas e as rosadas
O sol abençoa a terra azul com seu dourado manto.

Expande-se,  pelo universo, a força de teu pensamento
Vai navegar por entre estrelas, meteoros e cometas
Vai para me encontrar em algum lugar do firmamento.

Coaduna-se, no cosmos, toda a energia sideral
Que vai sensibilizar os seres em todos os planetas
E que me inspira a te escrever um poema universal!

Euclides Riquetti

Geruza Irecila Mendes - a Doutora Geruza - mais uma ex-aluna vitimada pela Covid.

 





       Conheci a Geruza Irecila Mendes desde os tempos em que ela morava na Rua Formosa, em Ouro. Depois passou para a Senador Pinheiro Machado. Fila de Irineu Mendes, funcionário de ema empreiteira de obras e de Dona Gessi Gazaniga, uma ervalhense que tem salão de beleza em Ouro - SC. Irmã da Tânia.

       A menina de cabelos cacheados foi minha aluna de Inglês e Português na Escola Prefeito Sílvio Santos. Foi a responsável pela agência dos correios em Ouro, cursou Direito na UNOESC-Joaçaba, formou-se, cumpriu as etapas da OAB e passou a advogar. Foi Assessora Jurídica da Câmara Municipal de Vereadores em Ouro em 2013, na época em que o atual Prefeito da cidade, Claudir Duarte, foi presidente do Legislativo. Estabeleceu-se com seu escritório de advocacia na Rua Felip Schmidt, no centro de Ouro. Hoje, bem cedo, tomamos conhecimento da notícia que preferíamos não ouvir: A nossa amiga Geruza faleceu no início da noite de ontem, sábado, 267 de junho de 2021, vitimada pela Covid 19. É mais uma pessoa de nossa amizade que se vai, perdendo a vida para a perversa doença Covid 19. 

       No casamento da Geruza, tive a honra e a alegria de ser convidado para a função de cerimonialista, realizando os comentários na celebração da Igreja e conduzindo a agenda cerimonial no salão de festas do Clube Esportivo Floresta, em Ouro. 

       Geruza deixa uma filha, a Isadora, de 16 anos. 

Condolências à Família. 

Chove na tarde

 



Chove agora, chove copiosamente

Como já chovia logo no amanhecer

Um chover que desafia a minha mente

A compor um poema pra te entreter.


Chove e as pessoas estão descansando

Ou, quem sabe, brincam com crianças

E assim, mais um dia vai-se passando

Enquanto revivo as minhas lembranças.


Chove e a água vai regando as plantas

Vai reanimando os gramados aparados

Vai purificando as almas pouco santas


Chove, pois assim precisa a natureza

E eu peço que a ela lave meus pecados

E possamos reviver as velhas certezas!


Euclides Riquetti

27-06-2021



Por que alguns estados estão mais adiantados com a vacinação?- Você concorda com a maneira como os dados são divulgados?

 



       Quando você vê as estatísticas apresentadas nos gráficos da imprensa televisionada ou mesmo nos sites, verá que alguns estados estão com percentual menor e outros maior de pessoas vacinadas. Fica a impressão de que alguns estão relapsos e outros estão mais ágeis, mas a questão não é tão simples como parece.

      O Rio Grande do Sul e alguns estados do norte estão sempre com quase cinco por cento a mais que o Paraná e Santa Catarina. Ocorre que a quantidade de doses de vacinas enviadas para os estados pelo Ministério da Saúde são determinadas pelos números do IBGE. As estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam as faixas etárias da população. E os critérios da idade são o principal fator a influenciar na destinação das doses. Depois há todos os outros, como profissionais que atuam diretamente no combate à Covid 19, professores, pessoal da segurança pública, etc.

       O Rio Grande do Sul é o estado onde há maior longevidade e isso significa que a sua população é mais idosa do que a dos outros estados. Então, de início e na continuidade, teremos mais vacinados ali. Adiante, na reta final, as pontas estarão se ajuntando. Haverá pouca diferença nos percentuais lá pelo mês de setembro.

       A imprensa faz muita especulação e diz muita coisa sem pesquisar para ver como as coisas são realmente. E o pior que fazem é emitir a opinião sobre coisas que conhecem até menos do que eu e tantos amigos meus. Aliás, tenho alguns amigos que têm um posicionamento caótico sobre o assunto pandemia. A  realidade da pandemia é perversa.  Por exemplo, aqui em Santa Catarina, a NSCTV, que é afilhada à Rede Globo, divulga sempre que as cidades de Joinville, Blumenau e Itajaí são as onde há  o maior número de contágios. Se pegarem essas cidades e fizerem a conta sobre o número de infectados ou de óbitos para cada 100.000 habitantes, verão que os índices são baixos em seu território. Florianópolis, por exemplo, tem um nível de infecção bem menor que que a média estadual.  Itapema, Bombinhas e Porto Belo, índices baixíssimos. Mas de você pegar Erval Velho, Ouro, Jaborá e Joaçaba, aqui na nossa região,  verá que os números assustam, embora nas três últimas tenham decaído na última semana.  

       O esforço para que todos tomem as vacinas disponíveis é importante, não importando qual a origem ou qual laboratório produz. Os estados, alguns deles, têm critério para mudar a faixa de aplicação. Aqui em Santa Catarina, para descer da faixa de 50 a 54 anos, por exemplo, o município precisa ter aplicado as doses em 75% das pessoas nela enquadradas. Se não correrem atrás das pessoas, não atingem a meta e não podem baixar para a faixa de 45 a 49 anos. Então, façamos força para "empurrar" os familiares e amigos a tomarem sua vacina e, inclusive, a segunda dose. 

       Há ainda a competição entre as esferas de poder nos três níveis: federal, estadual e municipal. Todos divulgando calendários de vacinação baseados nas expectativas de receberem as doses do Ministério da Saúde. Falta de um planejamento considerando as estatísticas e as possibilidades de terem as doses à disposição. 

       Mas considero a briga competidora salutar. Briguem para ter mais vacinados e façam menos politicagem, todos! 

Euclides Riquetti

27-06-2021


Permita-me sentir saudades...

 



Permita-me sentir saudades
Volver meu pensamento até você
Viajar no tempo, fugir da realidade
Ensejar entre nós a cumplicidade
O desejo de amar e de querer.

Permita-me fazer-lhe uma oração
Rezar para que você fique sempre bem
Que tenha, realmente, a Divina Proteção
Muita paz e alegria em seu coração
Felicidade constante e amor também!

Permita-me desejar-lhe êxito em seus intentos
Que tenha sucesso naquilo que deseja
Que a Luz do Sol a guie e proteja
Livre-a de males e de sofrimentos
É o que meu coração tanto lhe almeja.

Permita-me olhar em seus olhos diretamente
Sentir a empatia e o brilho encantador
Fitá-los perdida e  infinitamente
Acariciar seu rosto e seu copo atraente
Rogar-lhe o direito de ter seu amor!

Mas, se de nada adiantarem meus sonhos
Permita-me,  ao menos, sentir saudades...

Euclides Riquetti

Pensa em mim!

 





Pensa em mim, que eu pensarei em ti
Escuta minha voz, que escutarei a tua
Reza por mim, que eu rezarei por ti
E te ouvirei ao sol e te ouvirei à lua...

Pensa em mim, vê os versos que te escrevo
Sente  meus poemas como eu sinto os teus
Quando penso em ti, me empolgo e me atrevo
A querer te levar todos os beijos meus.

Pensa em mim, com toda a força do teu sentimento
Abre teu coração em toda a tua singeleza
Que eu penso em ti, com a força de meu pensamento.

Pensa em mim, com toda a tua energia
E eu te direi, com todo o carinho e sutileza
Que eu te amo em todas as horas de meu dia.

Euclides Riquetti

Como se o tempo não tivesse passado

 


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É como se meu tempo não tivesse passado
E é como se tudo fosse um sonho eterno
Algo fascinante, algo encantador e terno
Que calou em mim; ficou aqui gravado..

É como se a vida fosse só o que foi vivido
É como se não houvesse um futuro adiante
Nada de novo, apenas o passado já distante
Apenas um livro diário já escrito,  antigo...

É como se tudo fosse estático, permanente
Apenas dias nublados, chuvas, tempestades
Ventos que sopram os fogos das vaidades
Como se tudo fora o passado sem presente...

É tudo muito confuso, escuro, sem clareza
É o céu na noite em que somem as estrelas
Em que se olha e não se pode percebê-las
É o futuro incerto e o presente sem certeza!

Euclides Riquetti