quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Viva a vida intensamente

 




Viva a vida intensamente
Viva tudo com muita alegria
Pois tudo pode acabar de repente
E você ficar só na nostalgia.

Viva a vida em todas as horas
Em todas as horas de seu dia
Não deixe o tempo ir-se embora
Que fique a canção sem melodia.

Viva a vida simplesmente
Agarre todas as suas emoções
Jogue o jogo do contente
Curta a beleza das paixões.

Viva a vida em cada momento
Exale amor, propague a amizade
Nada a atrapalhar seu pensamento
Apenas busque a felicidade!

Euclides Riquetti

Onde está minha Canção de Acalanto? - Reviver e agradecer a quem me influenciou a escrever poemas e crônicas!

 


 



       Em1972, quando ingressei no curso de Letras-Inglês da Fafi - Fundação Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória - Paraná, mergulhei nos meus estudos e na minha principal determinação, que era aprender Inglês a qualquer preço. Para reforçar minha aprendizagem e principalmente para garantir uma boa proficiência em conversação, paralelamente ao curso universitário matriculei-me no curso do Instituto de Idiomas Yázigy, que era de propriedade de meu professor Geraldo Feltrin.

       Eu estava muito motivado a aprender e devorava os materiais do Yázigy e de meus professores Geraldo, de Inglês, e de Francisco Boni, em Literatura Inglesa e Norte-americana. No cursinho, tínhamos os discos compactos com as lições em Inglês Americano. Eu procurava verificar as diferenças de pronúncia e também de algumas grafias entre o British English e o American English. 

       Logo no meu primeiro ano, o professor Geraldo nos trouxe uns discos com os sucessos internacionais daquela época. Dentre eles, o disco de B.J.Thomas, com seu sucesso Rock and Roll Lullaby. Fizemos a tradução em grupo. Dei algumas cópias datilografadas e outras manuscritas para alguns amigos.

       No decorrer do meu curso, tínhamos como professor de Português o Nelson Antônio Sicuro, que muito me incentivou a escrever poemas. Aprendi muita teoria literária também com o professor Francisco Filipak. Literatura Brasileira como o professor Nivaldo, que vinha de Curitiba e usava camisa Volta ao Mundo amarela. 

       No último ano,1975, eu já tinha um bom domínio em todas as matérias. Já conseguia compor poemas com razoável qualidade, conhecia as técnicas de métrica e rimas. Quando conheci os alexandrinos, sonetos com 12 sílabas fonéticas em cada verso, fiquei encantado e me desafiei. Então compus meu primeiro soneto, ainda por cima alexandrino, com o título "Uma canção de acalanto", e me inspirei na música de B.J.Thomas.

     De meus poemas de adolescência  juventude nada me estou. Não guardei sequer uma redação, um caderno, nem que fosse de Matemática. À medida que ia vencendo as séries, ia eliminando tudo. Só me restaram os dois poemas que estão no livro Prismas Volume IV que o Nelson Sicuro publicou em 1976, na Coleção Vale do Rio Iguaçu, com os títulos "Tu" e "Uma Oração para Você. Na época, comprei 5 deles, doei para familiares ou amigos e não tenho nenhum para mim.  Aqui estou colando a canção que me inspirou, que fez parte de minha vida e que fez muita gente chorar, quem sabe mesmo você, querida leitora.>

Rock And Roll Lullaby

She was just sixteen and all alone
When I came to be
So we grew up together
My mama child and me
Now things were bad and she was scared
But whenever I would cry
She'd calm my fears and dry my tears
With the rock and roll lullaby

And she sing sha na na na na na na na
It will be all right sha na na na na na
Sha na na na na na na na
Now just hold on tight

Sing it to me mama (mama mama ma)
Sing it sweet and clear, oh!
Mama let me hear that old rock and roll lullaby

You made it through the lonely days
But Lord the nights were long
And we'd dream of better moments
When mama sang her song
Now I can't recall the words at all
It don't make sense to try
'Cause I just knew lots of love came thru
In that rock and roll lullaby

And she sing sha na na na na na na na
It will be all right
Sha na na na na na na na
Now just hold on tigh

I can hear you mama, mama, mama, mama
Nothing loose my soul
Like the sound of the good old rock and roll lullaby

Rock de Ninar

Ela tinha apenas 16 anos e completamente só
Quando eu passei a existir
Então nós crescemos juntos
Minha mamãe criança e eu
Agora as coisas estavam ruins e ela estava assustada
Mas sempre que eu chorava
Ela acalmava meus medos e enxugava minhas lágrimas
Com um rock n' roll de ninar

E ela cantava sha na na na na na na na
Vai ficar tudo bem sha na na na na na
Sha na na na na na na na
Agora apenas aguente firme

Cante para mim mamãe, (mamãe, mamãe, ma)
Cante doce e claro, oh!
Mamãe deixe-me ouvir aquele velho rock de ninar

Você conseguiu atravessar aqueles dias solitários
Mas Senhor as noites eram longas
E nós sonhávamos com momentos melhores
Quando mamãe cantava a canção
Agora eu não consigo lembrar todas as palavras
Não faz sentido tentar
Pois eu só sabia que muito amor vinha através
Daquele rock n' roll de ninar

E ela cantava sha na na na na na na na
Vai ficar tudo bem
Sha na na na na na na na
Agora apenas aguente firme

Eu posso ouvir você mamãe, mamãe, mamãe
Nada liberta minha alma
Como o som do bom e velho rock n' roll de ninar...


Euclides Riquetti - 

Dia do Escritor - 25 de Julho. Leio, portanto escrevo! - homenagem a quem me ajudou a tornar-me escritor!

 


 

 



 
Euclides Riquetti - Declamando para crianças no Centro de Educação Infantil Mundo Encantado - Joaçaba - SC

 Declamando num dos eventos de Canto, Arte e Poesia - Capinzal - Ouro - SC 
 
          De tanto me chamarem de  escritor, acabei até acreditando que o fosse. Ou que o seja ..  Não sou lá de dar muita importância a publicar livros, até tive poemas editados em coletâneas, mas nunca tirei o tempo para organizar um sequer, embora tenha material para pelo menos uma dúzia deles: uns oito de poemas, três de crônicas e um de História, esta relatando acontecimentos do Município de Ouro desde a sua colonização, época em que seu território era denominado Distrito de Abelardo Luz, pertencendo à Colônia de Palmas, Paraná.

           Minha predileção, em termos de poemas, é pelo soneto. Fui influenciado pelo meu saudoso e competentíssimo professor Nelson Sicuro, na FAFI, em União da Vitória, em que me formei em Letras/Inglês no ano de 1975.  Influenciado pelo também saudoso professor Francisco Boni, li dezenas de livros de Literatura Inglesa e Norte-americana. Tudo foi-me ajudando a formar meus conceitos e meu estilho. Escrevi, em 1974, um soneto "Uma Canção de Acalanto". Não guardei cópia, não memorizei. Tinha conseguido compor um "alexandrino" com rimas ricas, raras e métrica perfeita, isorrítmico. Que pena! Até compus um poema com o mesmo título, mas nunca próximo daquele.

          Em 1960 eu estava prestes a completar 8 anos e não ia à aula regular ainda. Eu voltara a morar com a família, já disse aqui no blog, depois de ter saído de casa (levado, né?...) com menos de 14 meses de vida, quando nasceu minha irmã,  Iradi. Meu pai me levava com ele,  uma ou duas vezes  por semana,  até a Escola de Linha Savóia, em Capinzal, onde ele lecionava. Era a maneira que a família tinha de me tirar de casa. E ele me ensinava a escrever minhas primeiras sílabas.  Eu gostava de ouvir os alunos lerem a cartilha em voz alta e achei que iria aprender a ler também. E isso de ler me aconteceu nos dois primeiros anos de aula no Mater Dolorum, em Capinzal também.

      Pois que, no dia 25 de julho daquele ano, houve a  realização do primeiro Festival do Escritor Brasileiro, acredito que em São Paulo, organizado pela  União Brasileira de Escritores. O escritor  João Peregrino Júnior era o seu presidente, e Jorge Amado o vice-presidente, e eles criaram, então,  o Dia do Escritor, numa homenagem a todos aqueles que têm habilidades ( e vocação...) para, através das palavras articuladas, escrever  relatos, histórias, fantasias, sentimentos e vivências. Sou sentimentalóide e saudosista. Imaginei, um dia, tornar-me escritor. Acho que estou conseguindo.  Li e  escrevo muito, Sou, portanto, escritor!

          Tenho meus ídolos. Não leio livros badalados, leio aqueles cujos autores considero que merecem ser lidos. Desde  a Condessa de Ségur, passando por  Machado de Assis, Jorge Amado, Cecília Meirelles, Charles Dickens, Edgar Alan Poe, Camões e Camilo Castello Branco,  Abílio Diniz, Ivonisch Furlani, José Cleto, Eloí E. Bochecho,  e Vítor Almeida, não importa se famosos ou não, leio-os. E por ler muito, escrevo muito.

         Então, neste Dia do Escritor Brasileiro, desejo homenagear a todos os que, de uma ou outra forma, expressam seus sentimentos e relatam os fatos que lhes são ditados pela vivência e o conhecimento. Ainda veremos o povo brasileiro transformado em leitor, mesmo morando num país onde até um ex-presidente disse, uma vez, que não gostava de ler...

Euclides Riquetti
25-07-2015
Dia do Escritor!


Palestrando para alunos do Colégio Mater Dolorum em Capinzal - SC

Com uma leitora, no CMD - em Capinzal - SC

Volte pelo mesmo caminho

 






Volte pelo mesmo caminho, mas volte
Ultrapasse os obstáculos e barreiras
Deixe que seu coração dengoso se solte
Que busque a sua realidade verdadeira...

Volte pelo caminho em meio às flores
Mesmo que no rude tapete de betume
Deixe-se invadir num mundo de cores
Feliz e  faceira como um vagalume...

Volte, e no seu caminho me reencontre
Onde quer que eu esteja me procure
Passe pelas estradas, passe pelas pontes
Que a trazem de volta vinda de alhures.

De Sul, de Norte, do ensolarado Leste
Venha mergulhar neste pequeno mundo
Ou, então,  me volte pelo lado do Leste
Venha para me dar o seu amor profundo.

De qualquer lugar, por qualquer estrada
Desde que volte porque quer voltar
Venha, sim, venha minha musa encantada
Para meus sonhos de novo embalar!

Euclides Riquetti

Houve um dia um sol

 


 

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Houve um dia um sol que brilhou em você
Mas que, talvez, por alguma razão
Com o tempo apagou-se e foi embora
Um sol que nasceu em seu coração
Isso já faz tanto tempo, é coisa de outrora...

Houve um dia um sol que cativou você
Mas que se traduziu apenas numa mera ilusão
Talvez seus raios não fossem tão fortes
E acabaram deixando-a sem chão
Assim perdida, sem rumo e sem norte...

Acho que foi um sol de inverno com raios tímidos
Ou de verão com os raios agressivos
Só não foi o sol que aqueceu você...

Acho que foi um sol falso, sem firmeza, nem cor
Não foi o da beleza, nem  o da franqueza
Que não lhe deu amor, que não lhe deu amor
Apenas dor, decepção,  muita dor...

Mas poderão vir outros dias de sol e de fulgor
Trazendo alegria, carinho e  afeto
Nas manhas amenas e nas tardes de calor!
O carinho esperado, o afago certo:
O sol que vai merecer você!

Euclides Riquetti

Andar nas nuvens

 





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Fui andar nas nuvens,flutuar
Buscar não sei o quê
Fui nem sei por quê
Mas fui passear!

Seria o  passeio dos justos
Ou da desolação?
Seria preocupação
Ou vazão a instintos brutos?

Fui andar perto do céu azul
Fui encontrar a paz
Pois é assim que se faz
Aqui no meu amado Sul...

Seria a busca das verdades
Das respostas escondidas
Para as dores sentidas
Para as aflições e as vontades?

 Fui com propósitos e propostas
Fui flutuar nas nuvens brancas
Procurar almas tão santas
Que me dessem as respostas!

E, agora, já sei o porquê
De ter ido buscar ali
Remédio pra dor que senti:
Encontrar você!

Euclides Riquetti

Quando tudo parecer ruir

 


 


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Quando tudo parecer ruir, como que a desabar
Quando sumirem os nossos sonhos acalentados
Porque, talvez, nunca foram bem alimentados 
E nosso mundo, trêmulo, nos parecer desandar...

Quando tudo parecer impossível, difícil demais
E as coisas estiverem muito longe, inatingíveis
Como que se os céus se tornassem incoloríveis
E virmos  que as esperanças não retornam mais...

Quando as cortinas alvas deixarem de balançar
Porque foram trocadas por panos escurecidos
E os cantos dos pássaros forem todos substituídos
Dando lugar à desafinação de uma tempestade...

Quando se dissiparem os nossos largos sorrisos
Porque nossos rostos se perdem nas lembranças
E, mesmo as crianças, perceberem as mudanças
Diante de nossos olhares frios  e entristecidos...

Então deverá nos vir a Mão do Mestre Divino
Sobrepondo-se a nosso corpo e nossa alma
Trazendo a bênção que nos anima e acalma
E que mandará embora nossos desatinos!

Euclides Riquetti

Morre meu tio Arlindo Baretta (Ouro - Capinzal)

 

 




(Rose, Tia Elza, Tio Arlindo e netos)

       Notícia do início da noite: Faleceu, há pouco, Arlindo Baretta, antigo comerciante e açougueiro aposentado, morador da cidade de Ouro - SC, na casa dos 91 anos de anos de idade. Seu Arlindo era irmão de minha mãe, Dorvalina, e deixa a esposa Dona Elza, as filhas Salete, Celita, Sirlei e Roselei. 

       Além de ter muita admiração por ele, fui seu empregado ao final da década de 1960, quando eu ainda era adolescente, como auxiliar de balconista em armazém de secos e molhados, e açougue. Seu comércio era localizado na Avenida Felip Schmidt, centro da cidade de Ouro, em edificação de nossa família. 

       Nascido em Linha Bonita, antigo Distrito de Rio Capinzal, era filho do comerciante Victório Baretta e de Severina Coltro Baretta. Casou-se com Elza Dambrós e moraram na comunidade natal, em Linha Dambrós e depois na área central da cidade. Em Linha Dambrós, trabalhava nos cuidados de um chiqueirão de Severino Baretta e, posteriormente na cidade, no açougue da Comercial Baretta, localizado na Rua Giavarino Andrioni. A partir de 1967 passou a trabalhar com negócio próprio e, adiante, como açougueiro dos supermercados Barcella e  Supermercado Dona Amália, da família D Agostini, em Capinzal. 

       Muito habilidoso em seus serviços profissionais, uma pessoa muito forte, era muito conhecido nas cidades gêmeas, Ouro e Capinzal. Gozava dos cuidados e do carinho de seus familiares, que sempre estravam presente em sua casa. A última vez que lá estive, foi em março de 2020, quando lhes entreguei um convite para o lançamento de meu segundo livro de crônicas. 

       A todos os filhos e netos o carinho meu e de minha família. Semrpe admiramos o casal Arlindo e Elza, duas pessoas muito queridas e acolhedoras. 


Carinhosamente,


Euclides Celito Riquetti

22-09-2021

Azul como o som do mar

 



Azul como o som do mar
É o céu azul
Do norte...do sul
Do universo estelar.

Castanhos como a estrada
São seus olhos pequenos
E tudo o que nós temos
É uma alma esperançada.

Verdes são as folhas
Que no outono amarelam
E que as águas levam
Junto com nossas escolhas.

Vermelha é a rosa
Com pétalas de veludo
O amor é tudo
E a vida é formosa.

A cor da noite é cinzenta
A da bebida é transparente
E causa num repente
A nossa sonolência.

Lábios de suave rosado
Alma de branca alvura
Eu, você e a doce doçura
O amor doce, o amor amado!

Azuis são nossos sonhos
Azuis como o som do mar!

Euclides Riquetti

Rosas de Setembro

 





E setembro chegou...
O arvoredo ficou bem tinturado de verde natural
Os ipês amarelos coloriram a primeira tarde da pré-primavera
O roxos contrastaram com o alaranjado das corticeiras
O outono esqueceu-se de derrubar algumas folhas que já feneceram
E o perfume das flores das pereiras, laranjeiras e pessegueiros colore cada quintal:
Setembro chegou!

E, com ele, as roseiras abriram seus brotos e nos contemplaram com as rosas
Seus espinhos desapareceram, ficaram ocultos atrás de pétalas e folhas
Rosas champanhe, vermelhas, rosadas e majentas
Cravos vinhos, brancos, rosa-branco matizados
Azaleias rosa-vivas,  brancas e  beijos multicores
Cravilhas  e  calanchuês esperam, ansiosos, pelas margaridas!

Já vieram as florinhas amarelas do campo, as sempre-vivas
As orquídeas se grudaram nos troncos apodrecidos
Os copos-de-leite se avolumaram junto aos agriões do riacho...
Calêndulas e crisântemos enfeitam jardins e girâneos as floreiras das sacadas
Mas  eu espero os girassóis, os girassóis são meus sóis...

É setembro
É tempo de alegria, vibração
É tempo de agitar o coração
Setembro, é apenas setembro
O meu setembro, o teu setembro, o nosso setembro...


Euclides Riquetti

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Morre meu tio Arlindo Baretta (Ouro - Capinzal)

 




(Rose, Tia Elza, Tio Arlindo e netos)

       Notícia do início da noite: Faleceu, há pouco, Arlindo Baretta, antigo comerciante e açougueiro aposentado, morador da cidade de Ouro - SC, na casa dos 93 anos de anos de idade. Seu Arlindo era irmão de minha mãe, Dorvalina, e deixa a esposa Dona Elza, as filhas Salete, Celita, Sirlei e Roselei. 

       Além de ter muita admiração por ele, fui seu empregado ao final da década de 1960, quando eu ainda era adolescente, como auxiliar de balconista em armazém de secos e molhados, e açougue. Seu comércio era localizado na Avenida Felip Schmidt, centro da cidade de Ouro, em edificação de nossa família. 

       Nascido em Linha Bonita, antigo Distrito de Rio Capinzal, era filho do comerciante Victório Baretta e de Severina Coltro Baretta. Casou-se com Elza Dambrós e moraram na comunidade natal, em Linha Dambrós e depois na área central da cidade. Em Linha Dambrós, trabalhava nos cuidados de um chiqueirão de Severino Baretta e, posteriormente na cidade, no açougue da Comercial Baretta, localizado na Rua Giavarino Andrioni. A partir de 1967 passou a trabalhar com negócio próprio e, adiante, como açougueiro dos supermercados Barcella e  Supermercado Dona Amália, da família D Agostini, em Capinzal. 

       Muito habilidoso em seus serviços profissionais, uma pessoa muito forte, era muito conhecido nas cidades gêmeas, Ouro e Capinzal. Gozava dos cuidados e do carinho de seus familiares, que sempre estravam presente em sua casa. A última vez que lá estive, foi em março de 2020, quando lhes entreguei um convite para o lançamento de meu segundo livro de crônicas. 

       A todos os filhos e netos o carinho meu e de minha família. Semrpe admiramos o casal Arlindo e Elza, duas pessoas muito queridas e acolhedoras. 


Carinhosamente,


Euclides Celito Riquetti

22-09-2021

Um porto seguro


 


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Quando em seu coração houver turbulência
Estiver abalada, ferida de agonia
Busque reencontrar a calmaria
Faça seu pensamento navegar com maestria
E vá  buscar motivação para a existência.

Quando sentir que o céu de seu dia ficou escuro
E que o chão parecer ter-se aberto de repente
Cuide de analisar o que seu íntimo sente
Tome a atitude que precisar, firmemente
Para ir de volta ao seu porto seguro.

Busque encontrar quem lhe dê apoio
Irrestrito, amplo, incondicional
Pois quem ama, a ninguém quer o mal.

Procure agir de modo simples e natural
Na tarefa de separar o trigo do joio...

E se a tarefa lhe parecer difícil e espinhosa
Pense em mim, delicie-se com meus beijos
Na noite silenciosa, longa, silenciosa...

Euclides Riquetti

Primavera chegou

 


A nova primavera chegou há pouco, bem devagarinho

Foi um dia de céu anil, chumaços flutuantes de algodão

Eram nuvens animadoras, mostrando, por antecipação

Que o amanhã será promissor, abrir-se-ão os caminhos.


A primavera costuma vir bela e sempre muito agradável

Faz com que nos animemos mais, que o dia se alongue

Já até o pôr-do-sol se colore ao oeste, muito mais afável

Porque, em pouco tempo, o sol do dia, de novo se esconde.


E eu buscarei orientação segura, seguirei a estrela guia

Navegarei até te encontrar, muito além de tudo, além

Para onde repousas, para me esperar por mais um dia.


E a encontrarei, porque esta é a minha determinação 

Estar perto de ti, te abraçar, afagar, e beijar-te também

Encostar meu peito no teu, sentir o pulsar do coração!


Euclides Riquetti

22-09-2021







Águas de setembro

 


Águas de setembro


Mergulho nas chuvas das primeiras águas de setembro
Que descem dos cântaros que se deitam no céu escuro
Já fiz isso em outras épocas, nos tempos que relembro
E, em cada novo ano, eu  navego na mente e te procuro.

Regam as águas as terras, as gramíneas e os arvoredos
Molham e atiçam o solo dos campos brotados, floridos
Rolam pelas encostas cinzentas e cortam os vilarejos
Reverdejam os pastos que a geada deixou enegrecidos.

As águas de setembro nos remetem aos saudosos dias...
Elas chegam, lavam os perfumes dos corpos e das almas
Mas não conseguem apagar as saudades, nem as alegrias.

As águas de setembro nos remetem ao passado distante
E afagam as peles lisas e caem brandas nas flores alvas
E eu te componho versos a toda a hora, a todo o instante!

Euclides Riquetti

Quando o coração manda meus olhos te procurarem

 





Quando meu coração manda meus olhos te procurarem
Nas ruelas ou vielas de alguma cidade
E eles se alam para te buscarem
É porque ele já sente saudade...

Quando meus olhos saem para te ver em algum lugar
E se vão seguindo apenas alguns rastros
De perfumes que exalas para que eu os possa cheirar
Apenas sigo os brilhos que emanam os astros.

Quando meu corpo encontra o teu e o deseja abraçar
Para te dar os afagos e carinhos de que precisas
E minha canção encontra a tua alma que vem pelo ar
Os anjos abençoam nosso dia e nossas vidas..

Então eu faço uma oração para que continuem nos abençoando
Em todos os dias e em todos os lugares
Porque meus olhos sabem que precisam continuar sempre te procurando
Onde houver desertos, florestas ou mares.

Porque precisam levar-te meu recado:
"Eu te amo!"

Apenas isso... bem assim!

Euclides Riquetti