sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Para as mulheres

 


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             "A mulher foi concebida naturalmente tão perfeita, que se fosse um árvore e perdesse as flores ainda continuaria charmosa; se perdesse as folhas,  tornar-se-ia  um corpo sublime; se perdesse os galhos, permaneceria sendo mulher; se lhe tomassem as raízes, restaria como um anjo, divina,  flutuante, elegante, frágil mas  forte,  exalando  amor e esperando respostas. Almas não se destroem: recompõem imagens, corpos, seres. Mulheres serão sempre perfeitas. Mulheres serão sempre mulheres, acima de tudo. E de todos!"

Minha homenagem a você, mulher!

Euclides Riquetti

Doces palavras

 





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Doces palavras, é bom ouvir
Como é bom sonhar acordado
Como é bom o luar prateado
Como é bom ver-te sorrir.

Adoráveis carícias, é bom sentir
Como é bom sentir o afago
Como é bom nadar no lago
Como é bom ficar perto de ti.

Tua voz que na noite me chama
Que vem no sonho bem real
Vem para animar meu astral
Vem pra me dizer que me amas.

Receber teu amor, como o poeta diz
Me ajuda   a viver contente
Me faz sentir-te sempre presente
É estimula a  viver e ser feliz!

Euclides Riquetti

Enquanto você dorme...

 


Mulher, Deitada, Sol, Pensando, Dormindo


Enquanto você dorme
As estrelas alçadas no céu decoram a noite
O brilho do luar encanta os namorados apaixonados
Enquanto você dorme...

Enquanto você dorme
O vento move as folhas e com seu suave delicado açoite
O universo abre-se para abrigar os seus sonhos alados
Enquanto você dorme...

Dorme como uma princesa encantada
Com sua beleza de mulher amada
Cortejada
Desejada...

Dorme como uma princesa já rainha
Um corpo de mulher
O sono de uma menina
Uma alma que diz que me quer
Que deseja ser minha...

Dorme e sonha o sonho do amor
Da mulher que espera pela flor
No dia do aniversário
Da aliança no noivado
E do beijo do enamorado
Enquanto dorme!

Euclides Riquetti

Doces lábios de morango

 


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Beijo seus lábios doces de morango
De divina pele avermelhada
O delicioso aroma vai-me contagiando
Com o gosto de sua  essência adocicada.

Sorver seus lábios e sentir  seus olhos distanciados
Perdidos na planície que se estende  ao longe
Sentir seu coração aberto aos meus afagos
Tentando me levar pra não sei onde.

Ah, doces lábios de morango que me seduzem
Ah, corpo grácil que me aquece nesta tarde fria
Ah, mãos suaves que nas noites me conduzem

Morangos que bailam na música da grande orquestra
Que devolvem a minh' alma a nostalgia
Que fazem minha vida ser u'a grande festa!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Historiador Euclides Riquetti recebe o título de Cidadão Honorário de Capinzal

 

  • Jorge Luiz Soldi
  • 29/09/2022 09:52
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A Câmara de Vereadores de Capinzal realizou na noite desta quarta-feira, dia 28, sessão solene para entrega do título de Cidadão Honorário ao historiador Euclides Celito Riquetti, de 69 anos.

Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente Rafael Tonial, com a presença dos demais parlamentares, vice-prefeita Noemia Bonamigo Pizzamiglio, amigos e familiares do homenageado.

A ausência dos vereadores Gilmar Junior da Silveira (motivos particulares) e Enio José Paggi (participando dos Jogos para Integração do Idoso), foi justificada na sessão.

O projeto

O Projeto de Decreto Legislativo, de autoria do vereador Rafael Tonial, foi aprovado no dia 20 de setembro. O parlamentar justificou que a honraria é uma forma de reconhecer os relevantes serviços prestados ao município por meio de seu envolvimento junto às entidades e ainda pela preservação da história da cidade.

Em seu pronunciamento, Tonial destacou o quanto é importante “que tenhamos pessoas como o historiador que, pelas obras lançadas, resgata a história da  nossa comunidade”.

Riquetti é professor aposentado, escritor, foi prefeito e secretário de administração do município de Ouro e integrou diversas entidades representativas nas duas cidades. Atualmente se dedica a carreira de historiador com dois livros lançados. O mais recente no dia 05 de setembro – Crônicas dos Antigos Rio Capinzal, Abelardo Luz, Ouro e Arredores.

O homenageado disse que foi muito gratificante receber esse reconhecimento e afirma que continuará se dedicando para resgatar a história de Capinzal. Riquetti afirmou que existem muitos arquivos a serem pesquisados. Entre outras situações citou a possibilidade de que um dos integrantes da dupla Rio Negro e Solimões tenha estudado no colégio Belisário Pena. Disse ainda que o reconhecimento foi nota mil.

Biografia

Euclides Celito Riquetti nasceu no território do município de Capinzal, mais precisamente na comunidade de Leãozinho, quando o Distrito de Ouro, em 23 de novembro de 1952.

Com um ano, um mês e 21 dias foi morar com seus padrinhos, enquanto seus pais e seus irmãos Ironi e Iradi moraram em Capinzal, na Rua Dona Linda Santos, numa casa localizada abaixo da residência atual de Sérgio Rossetti.

Casado com Miriam Carmignan, têm os filhos Michele, casada com Daniel Poletto Tesser, Caroline, solteira e Fabrício Guilherme, casado com Luana. E os netos Júlia, Ângelo e Beatriz.

Aos oito anos, em fins de 1960, a família mudou-se para o Distrito de Ouro, onde possui propriedade ainda hoje, na Rua Felipe Schmidt. Naquele ano, frequentou, informalmente, a escola isolada de Linha Savóia, onde começou a ser alfabetizado por seu pai.

Em 1961 passou a estudar no Colégio Mater Dolorum, tendo como primeira professora Judite Marcon, depois Mariza Calza, e Noemia Zuanazzi. Nos anos seguintes, foi aluno de Marlene de Mattos, Marli Sartori e Marilene Lando.

Em 1965 passou a estudar no antigo Ginásio Padre Anchieta, onde cursou as duas primeiras séries do curso ginasial.

Em 1967 e 1968 cursou a terceira e a quarta série do Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado, que funcionava à noite nas dependências da escola Básica Belisário Pena.

De 1969 a 1971 curso o Técnico em Contabilidade na Escola Técnica de Comércio Capinzal, vinculada ao Sistema CNEC, da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade.

Em 1972 mudou-se para União da Vitória, no Paraná, onde cursou Letras-Inglês, na Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras, e Inglês no Instituto de Idiomas Yázigy, naquela cidade, do qual tornou-se professor de Inglês em 1976.

Lecionou Língua Portuguesa no Curso Científico do Colégio Industrial Coronel Cid Gonzaga, em Porto União, no mesmo ano. 

Foi vice-presidente do Diretório Acadêmico Professor Alvir Riesemberg.

É pós-graduado em Gramática da Língua Portuguesa pela Faculdade Plínio Augusto do Amaral, em Amparo, estado de São Paulo.

Ingressou no Magistério Público Catarinense em 1977, na Escola Major Cipriano Rodrigues Almeida, em Duas Pontes, hoje Zortéa, onde passou a residir; e efetivou-se, por concurso, em 1978. 

Em 1980 passou a morar em Ouro, lecionando as disciplinas de sua área na Escola Básica Prefeito Sílvio Santos e, nos anos seguintes, também na CNEC e no Colégio Mater Dolorum, em Capinzal. Frequentou cursos de italiano em Curitiba e Florianópolis, com suporte do Consulado da Itália no Brasil, com mestres do padrão de Giovanni Freddi, da Universiade de Firenze ou Florença e Ângelo Chiuchiu, da Universidade de Perúgia, tendo lecionado italiano na Escola Sílvio Santos, em Ouro.

Trabalhou desde a sua infância e, na adolescência, foi balconista, ajudante de açougueiro e servente de pedreiro.

Na juventude, foi lavador de carros e frentista nos Postos Dambrós, em Ouro, e Ipiranga, em Capinzal.

Trabalhou na concessionária da Mercedes-Benz em União da Vitória, onde chegou a gerente de filial, na Zortéa Brancher S.A. – Compensados e Esquadrias, onde chegou a ser Assessor Administrativo e tradutor bilíngue.

Sempre foi muito atuante nas comunidades onde residiu. Em Capinzal, além de professor, foi secretário das agremiações Associação Esportiva Vasco da Gama e Arabutã Futebol Clube, vice-presidente e depois presidente do Conselho Administrativo da Paróquia de São Paulo Apóstolo, vice-presidente e depois presidente da APROC – Associação de Professores de Ouro e Capinzal, integrante do Grupo de Voluntários do Hospital Nossa Senhora das Dores, vice-presidente da APAE, vice-presidente da CNEC, palestrante nos cursos de noivos e de formação na Casa da Fé, membro do Corpo de Jurados da Comarca de Capinzal, chegando a participar, simultaneamente, de oito diretorias de entidades.

Associado do Clube da Colina, do Ateneu Clube do Clube Esportivo Floresta, em Ouro, e do Grêmio Esportivo Lírio, de Zortéa. Ainda, de diretorias de outras entidades de Capinzal e Ouro.

Palestrante em diversas escolas de Capinzal, Ouro, Zortéa e Joaçaba, bem como na Unoesc de Joaçaba, Campos Novos e Capinzal.

É proprietário-administrador do Blog do Riquetti, onde escreve e posta literatura nas formas de poemas, crônicas de cunho social, cultural, histórico e literário, artigos enfocando política, economia, gestão pública, cultura e turismo.

Seus artigos são publicados, semanalmente, no Jornal Cidadela, de Joaçaba, no qual é colunista.

Sua comunicação, por meio impresso ou digital, leva acontecimentos e personagens de nossa cidade para a região e o mundo.

Possui publicações em diversas coletâneas brasileiras e é autor de dois livros de crônicas onde Capinzal se faz presente com sua história, suas personagens, seu potencial econômico, sua gente e sua cultura.

Sempre presou serviços comunitários se preocupação com qualquer tipo de remuneração ou compensação.

 



Siga o perfil da Capinzal FM no Instagram.

Até as plantas choram

 


 


 


Até as plantas choram

Porque

Os tempos estão muito difíceis

Há incertezas

Perdas

Desolação...


Os sorrisos estão escondidos

Apagados

Ocultos

Decepção...


Vidas são perdidas

Ficam as saudades

Sonhos são destruídos

Há a impotência para a reação..


Só a fragilidade

Uma falta de perspectivas

Muitos Enganos

Difícil realidade...


Bem assim!


Euclides Riquetti


O levante do luar dourado

 









Levanta-se, no fim da tarde,  no eldorado
O luar dourado que resplandece
E, ao levitar sobre o mar,  extensamente ondulado
De um  prateado fulguroso se reveste
Para abençoar o horizonte santificado. 

Levanta-se, com a cor do ouro casto e polido
O luar fogoso a redesenhar o agreste
E, ao escalar as nuvens, no acorde sustenido
Energiza  os coqueirais perfilados do Nordeste
No quadro fantástico pela  natureza esculpido.

E os sonhos  dos amantes e dos enamorados 
Juntam-se no vagar das ondas da imaginação
Enquanto os ideais já  quistos e projetados
Juntam-se no eternizar do  poema e da canção
No concerto dos ventos gentis ali soprados. 


Euclides Riquetti

Coração desnudo



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Coração desnudo
Fragilizado
Coração mudo
Desacalentado.

Coração desnudo
Desprotegido
Coração escondido
No abismo escuro.

Desnudo  a  flutuar
Desnudo no abandono
Sem um porto para ancorar
Sem rumo e  sem dono.

Coração a navegar
Sem destinatário
Sem um corpo para ocupar
Desconsolado e solitário.

Coração em stand by
Relembra o  que já senti
Vai e vem, vem e vai
Apenas esperando por ti
Por ti
Por ti!
(E tu nãos vens...)


Euclides Riquetti

Como um leão faminto

 


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Muitas vezes eu me sinto
Tal qual pássaro sem voar
Ou como um leão faminto
Sedento por se alimentar.

Talvez como o cachorrinho
Que não recebeu teu afago
Ou como o medroso gatinho
Que espera pelo teu agrado.

Outras como o beija-flor
Que plana sobre o pomar
Que vai buscar em cada flor
O néctar pra se saciar.

Quero ser a águia poderosa
Que voa para te raptar
Com as garras portentosas
Que te leva pra te devorar.

Ou, simplesmente o ursinho
Que seguras para o ninar
Para te dar meu carinho
Que é meu jeito de te amar.

Te amar, adorar, te querer
Como um animal carente
Te desejar, beijar e te ter
Assim: perdidamente!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

No salto do teu verniz

 




Passas por mim com toda a elegância

Cenário jovial e doce encantamento

Perfume que espalha sua fragrância

Atração fatal e meu deslumbramento.


Levas em ti todo o charme e a beleza

E os predicados da mulher idealizada

Do alto dos ares de soberana realeza.

No salto do teu verniz, vai equilibrada. 


Fulminas-me com todo teu olhar crítico 

Miras-me de cima a baixo, altivamente

Condenas o sonhar, o meu sonho idílico.


Então só posso limitar-me na irrelevância

E a curvar-me diante de ti humildemente

Ou rebelar-me por minha insignificância!


Euclides Riquetti

Cuide bem do sol

 


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Cuide bem do sol
Cuide bem!
Porque hoje tem
Chuva e sol.

Porque hoje é sábado
Um dia encantado
De chuva e sol
De sol e de chuva
De vinho e de uva.

Porque é tarde quente
De sorvete napolitano
De coração que sente.

Cuide das gaivotas
No céu a voar
Mas cuide do sol
E cuide do mar.

Então, cuide bem do sol
E de meu coração espartano
Mas cuide bem do sol!

E, se quiser
E se você se dispuser
Também cuide de mim
Cuide de meu corpo, sim
Bem assim!

Euclides Riquetti

Uma chuvinha fresca

 



 




Uma chuvinha  fresca caiu na tarde quente

E colocou tudo em seu devido lugar

Só não apagou as mágoas da gente

Nem reduziu os conflitos que se sente

Nem me permitiu acalmar-me para ninar!


Foi uma chuvinha tristemente silenciosa

Que parecia estar com medo de cair

Molhou a roseira da rosa mais formosa

Animou as folhas da dália branca, cheirosa

Fez até a flor amarela do hibisco sorrir!


Ah, chuva da tardinha que veio abençoada

Que vai tornar minha noite muito mais amena

Que lavou os pecados da alma manchada

E confortou-me da tristeza ora alojada

Para devolver-me a alegria mais serena!


Euclides Riquetti

Esvazia teu coração

 



Esvazia teu coração do que não te faz bem

Joga fora tudo o que não serve pra ti
Despe-o de tudo o que acumulaste ali
Livra-te de tudo conforme te convém.

Esvazia teu coração cumulado de erros
Joga para a terra as experiências inservíveis
Despe-o das lembranças frágeis e sofríveis
Livra-te de tudo o que te causa os medos.

Coloca  dentro dele os  meus versos francos
Sinceros mensageiros que te levam conforto
Mistura-os com teus dotes e teus encantos.

E, quando constatares que já raiou a aurora
Quando perceberes que ele não está mais morto
Abre-o para receber novas  paixões de agora.

Euclides Riquetti

Uma roseira quebrada

 


 



Uma roseira quebrada

Que o vento danificou

Algumas rosas deitadas

É tudo o que dela ficou...


Mas a rosa rubra versátil

Tem a razoável reação

Pode sobreviver intáctil

Mesmo deitada no chão.


Ergo o galho espinhento

Escoro em varinha seca

O ramo deitado ao relento

Protejo, cubro com seda.


E assim salvarei a rosa

De minha roseira outonal

Vai colorir, bem formosa

Este meu cenário natural!


Euclides Riquetti

Roubaram-me os versos

 


 



Roubaram-me os versos e minha alegria
Na noite docemente enluarada
Roubaram-me as estrofes, o poema inteiro
Em que eu falava,  com nostalgia
De minha doce amada...

Roubaram-me os versos das redondilhas
Também os de meus alexandrinos
Do último ao primeiro
E minhas declamações ficaram maltrapilhas
Empobrecidos meus instintos libertinos...

Roubaram-me a expressão de meu lirismo
Tiraram-me a tela, a tinta e o pincel
Jogaram os meus clássicos num abismo.

Só não conseguiram me tirar o pensamento
Que mesmo sem caneta e sem papel
Permite-me expressar meus sentimentos.

Euclides Riquetti