terça-feira, 23 de maio de 2023

Meus medos e meus segredos


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Tenho medo de meus muitos medos
Não de meus segredos...
Tenho lá minhas preocupações
Vivo, intensamente, todas as emoções
Pois pra viver nunca é cedo!

Há uma fragilidade emocional
Algo que até  parece banal...
Não sei se é por zelo desnecessário
Se é cuidado extraordinário
Mas só quero nosso bem, não o mal!

Conflitos, que fiquem longe de mim
Que toda a confusão tenha fim...
Prefiro o sol que doura ao céu cinza
E que nenhum raio me atinja
Que cresçam as flores no jardim!

Sou apenas um ser comum
No contexto complexo, apenas mais um
Que quer viver normalmente
Nem sei quão intensamente
Aqui, ali, e ou em lugar algum

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquettios e meus segredos


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Tenho medo de meus muitos medos
Não de meus segredos...
Tenho lá minhas preocupações
Vivo, intensamente, todas as emoções
Pois pra viver nunca é cedo!

Há uma fragilidade emocional
Algo que até  parece banal...
Não sei se é por zelo desnecessário
Se é cuidado extraordinário
Mas só quero nosso bem, não o mal!

Conflitos, que fiquem longe de mim
Que toda a confusão tenha fim...
Prefiro o sol que doura ao céu cinza
E que nenhum raio me atinja
Que cresçam as flores no jardim!

Sou apenas um ser comum
No contexto complexo, apenas mais um
Que quer viver normalmente
Nem sei quão intensamente
Aqui, ali, e ou em lugar algum

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

Pecado é não querer amar alguém


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Pecado é não querer amar alguém
É vestir-se de conceitos e preconceitos
É não querer amar de nenhum jeito
É não querer entregar o coração pra ninguém.

Pecado é não  mais querer  sonhar
É dizer que perdeu sem ter perdido
É não perceber se venceu ou foi  vencido
É não mais querer ter o direito de me  amar.

Pecado é frear a beleza de sua  vida
É anular-se diante de todos os desafios
É vegetar enquanto o mundo anda e gira

Pecado é  olhar ao lado e não me encontrar
É não ver como correm as águas em nossos rios
É fingir não me querer, não me sentir, não desejar...

Euclides Riquetti 

Jeito de pecado

 



Mulher, Dança, Feminino, Mulher Bonita, Sensual


Foi de madrugada
Que pensei em você:
Senti algo no peito
Foi assim, do meu jeito
De gostar, de beijar, de querer.

Desejei o seu corpo
Elegante, maroto.
Beijei os seus lábios quentes
Acariciei seu cabelo envolvente
Amei você, perdidamente!

Fui atrevido, incontido bastante
Encantei-me com seu jeito elegante
E, entre pensamentos profanos
Meu coração cigano
Ficou transportado
Para o mundo desejado!

Desejei, ousei...
Pequei. Quis.
Quis ser feliz!...
E foi muito, muito bom!
Bom, mas com jeito de pecado!...

Euclides Riquetti

Caminhar, pensar, sonhar...




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Caminhar, pensar, sonhar...

 Caminhar juntos, depois afastar-se
Lembrar do sorriso, e  imaginar...
E então...   reencontrar-se!
Rever-se, entender-se,  com  apenas  um olhar
Caminhar juntos, em direção ao nada!
Caminhar juntos, pensar, sonhar..
E mais nada!

Sorrir o sorriso que diz tudo
Acenar o aceno da alma leve
Dar falas ternas ao coração que está  mudo
Não dizer adeus, pois a despedida fere...
Ver-nos-emos de novo, ao longo da estrada
Ver-nos-emos de novo, num momento breve
Em alguma estrada...

E, no encontro de todos os caminhos
Nos aclives e declives, com ou sem espinhos:
Você!
Mesmo quando tudo parecer longe, distante
A silhueta divina, doce, elegante:
De novo você!  Para caminharmos juntos
De novo
Eu e você! Só nós dois...

Euclides Riquetti

Numa transcendência abismal

 


 



Numa transcendência abismal

Minha mente voa leve e flutua

Vai, na noite clara, cortejar a lua

E, na manhã fresca e natural

Pousa no teu universo colossal.


Navega com a força do desejo

Vai dar asas aos meus instintos

Pelos ares dos mares mais distintos

E, na oportunidade do ensejo

Chegar em teus lábios o meu beijo...


E, no andar simples e dileto

Universalizam-se os meus versos

Pelos céus deste planeta dispersos

Verte-se o abstrato no concreto

E te dou meus escritos poéticos. 


Euclides Celito Riquetti

segunda-feira, 22 de maio de 2023

A paixão que entorpece

 




A paixão que entorpece
É aquela que inebria
O amor que incandesce
É aquele que delicia...

A volúpia que atiça
É aquela que entusiasma
Mas como areia movediça
Engole o que não se acalma...

O sangue que corre quente
É aquele que enrubesce o rosto
A saudade do amor ausente
Faz padecer a alma e o corpo...

A vida mundana
É aquela que embriaga
A atitude profana
Nos expõe e nos deprava...

O pecado cometido
É o que nos faz pedir perdão
O beijo proibido
Vale mais que um  milhão.

O teu olhar fatal
É aquele que me atrai
Tua beleza descomunal
É o que em ti mais me atrai...

O canto que enternece
É aquele que gosto de ouvir
A harmonia de cada prece
Me faz te querer, te sentir.

A distância abissal
É aquela que nos traz mais saudade
Nos mostra o sentimento real
Nos aproxima da realidade!

E minha realidade´
Posso dizer, nada me afeta
A não ser uma grande verdade:
Tenho alma de poeta!

Euclides Riquetti

Volta... vem pra mim!

 




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Volta...vem pra mim.
Estou com saudades
Saudades de verdade...
Deslocado, atrapalhado
Sem rumo, enfim!

Volta...eu estou aqui.
Estou pensando
Vendo o tempo passando
Sofrido, quase deprimido
Esperando por ti!

Volta...vem me ver
Estou precisando
Ver-te cantando.
De novo, como um bobo
Um bobo que precisa te rever.

Volta... estou muito ansioso
Há muito te querendo
Há muito pretendendo
Abraçar-te, amar-te 
Abraçar teu corpo cheiroso!

Euclides Riquetti

By the rivers os Babylon... (um tributo a Anna Anzolin Carmignan)


Anna, com a filha Miriam

        Uma chuva de pétalas de rosas... uma cortina que desce ... o choro, o lamento, a tristeza, a consternação! Não, o espetáculo da vida de Dona Anna não pode parar! Então, o ambiente é tomado pela música que ela costumava dançar. Foi assim no casamento dos filhos, dos netos, nas formaturas... O pranto dá lugar à alegria, com um embalo de saudades, um ritmo de muito movimento... Do sistema de som brotam os acordes muito sonantes. Filhos e netos transformam o auditório do "Vaticano", em Balneário Cambroriú, em pista de dança, ao embalo de:

By the rivers of Babylon, there we sat down

Yeah, we wept, when we remembered Zion

By the rivers of Babylon, there we sat down
Yeah, we wept, when we remembered Zion!


      Não importa o que a letra signifique, mas o encantamento, o contágio, o apelo romântico, a substituição do triste pelo alegre, a celebração da vida no momento da despedida.

       Dona Anna Anzolin Carmignan, 92 anos, gaúcha nascida em Erechim, que na juventude torcia para o Atlântico, deixou-nos na quinta-feira à noite, 18 de maio de 2023, após longa enfermidade. Depois de uma temporada em Florianópolis e outra em Itapema, (onde recebeu os melhores cuidados e teve sempre a atenção de suas filhas, filhos, genros, noras, netos, bisnetos e cuidadores), e  viveu  perto do mar, Anita ou  Aninha, como era chamada, teve seu corpo transformado em cinzas e seu espirito foi para outra  dimensão. 

  
     Anita vai repousar em algum lugar... Os que ficam, continuarão a viver os seus sonhos! 

       E nós choraremos (ou sorriremos) quando ouvirmos a canção já centenas de vezes ouvida pela Vó Ana:

       By the rivers of Babylon...

       Com um abraço carinhoso em Sirlei, Mirtes, Claudionor, Jorge, Beatriz, Nei, Miriam, Emílio Ângelo, Jorge e  nos netos, bisnetos e tataranetos. E as saudosas memórias de Sirio e Anilton.


Afetuosamente,

Euclides Riquetti
22-05-2023


       


      
 

Procure a felicidade



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Procure a felicidade com a força de seu coração
Busque-a nos lugares mais simples e escondidos
Busque-a nas praias, nas praças e nos caminhos
Busque-a com os meios que lhe oferece a razão...

Procure a felicidade nas horas do seu dia
Desde os primeiros  claros  da manhã
Faça dessa sua busca uma tarefa bem sã
Refute as tristezas e enalteça a  alegria.

Busque, em todos os invernos e  todos os verões
Busque  a sua felicidade que você tanto procura
Viva as mais belas de todas as emoções;

E, ao encontrar as respostas que você tanto quer
Retribua com carinho e com toda a sua doçura
Com seu jeito formoso de menina  e de mulher...

Euclides Riquetti

Em tempos de comunicação vexatória, frases marcantes!


                                                        Marcos Valnei - locutor de rádio 

 

      Temos ouvido tanta bobagem sendo dita, tanta coisa feia saindo da boca de pessoas, e isso vale para políticos, artistas, comentaristas, interneteiros e toda a sorte de gente que quer dizer alguma coisa, com acentuado e frequente atentado ao vernáculo, que volvo meu pensamento para algo que escrevi, um dia, no Blog do Riquetti, e que, diante do quadro atual, torna-se atual e até relevante. Vejam isso:

       "Tem gente que é tão pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro." (José Granado, leitor de um site noticioso, comentando uma notícia de que um casal armou um barraco muito grande num voo que saiu de São Paulo para Nova York em 28 de dezembro de 2016, causando tanta confusão, que o  avião teve que pousar no aeroporto de Brasília, antes de rumar para NY.

 

       Belas frases não precisam se constituir de pensamentos de filósofos e pensadores. Podem vir de pessoas simples, peças publicitárias, simples comunicadores de rádio ou TV.

        Lembro-me, seguidamente, das propagandas que eu escutava na minha adolescência nas rádios "Catarinense" e Herval D ´Oeste, ambas de Joaçaba, ou na Rádio Clube, de Capinzal, mas que funcionava no Ouro.  Aquelas propagandas das Casas Pernambucanas  cantadas, por exemplo: "Não adianta bater/Que eu não deixo você entrar. As Casas pernambucanas/É que vão... aquecer o meu lar" E seguia-se: "Vou comprar flanelas, lãs e cobertores, eu vou comprar, e não vou sentir/O inverno passar". Certamente que você, o leitor madurão, deve ter ouvido isso...

           Ivo Luiz Bazzo, duas vezes Prefeito em Ouro, SC, me introduziu à política. E me dizia: "Fazer o que se pode com o que se tem"! À época, isso parecia denotar certo acanhamento em ter arrojo. O tempo, depois, mostrou-me que esta é uma verdade insofismável. Se as pessoas, em sua família, em sua empresa, ou mesmo na Gestão Pública, assim agissem, talvez não tivéssemos, num primeiro momento, um desenvolvimento acelerado. Mas, com o tempo, observar-se-ia que "dar o passo conforme o tamanho das pernas", pode resultar num crescimento mais firme, seguro e sustentável. Não aconteceria o que acontece hoje, com tanta quebradeira de empresas, pessoas físicas e instituições públicas.

         O próprio prefeito Bazzo me contava de uma frase que  Sebastião Félix da Rosa, filho de escravos, o "Véio Borges", pioneiro do Bairro Navegantes,  costumava dizer: "Não cai uma folha de uma laranjeira sem que seja vontade de Deus". Fiquei com as frases de ambos em minha cabeça. Assim como já havia ficado quando o professor Francisco Filipak, na FAFI, em União da Vitória, nos falava de uma pequena paródia que fizera da famosa "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias: "Meu amigo passageiro/Quando a viagem lhe convenha/Pelo solo brasileiro/Vá e venha pela Penha"! E a usava para nos explicar as "redondilhas maiores" para nós, seus estudantes da disciplina de Teoria Literária.

           Como a beleza das frases não precisa ter época, podem ser atemporais, vou mencionar duas ainda, atualíssimas: a primeira, da Pedreira Joaçaba, que uma época constava numa faixa colocada perto de minha casa, em Ouro: "Nós movemos as pedras para construir seus sonhos"... Quanta beleza numa frase para fazer propaganda de pedras britadas. Bem que eu gostaria de saber quem foi o seu criador. Outra, vem de um locutor da Rádio Catarinense, aqui em Joaçaba, Marcos Valnei, que ao finalizar seu programa "Rádio Saudades", ao final da tarde, dizia: "Escreva no seu presente a história de suas futuras saudades". Marcos Valnei aposentou-se nesta semana dos serviços de comunicação na emissora onde trabalhava. Numa homenagem havida no programa Rádio Contato, uma mensagem de sua mãe, curta, objetiva e tocante;  e outra de um filho, com uma linguagem simples, mas comovente e mensagem muito criativa. Felicidades, Valnei!

Euclides Riquetti – Escritor –
www.blogdoriquetti.blogspot.com

 

Pequena sombra nubla os gramados

 


 


 





Pequena sombra nubla os gramados

Quando o sol se põe bem na vertical

No largo do bosque verde e colossal

De um cenário sutilmente desenhado


Nuvens de algodão no céu flutuantes

Sol dourando a pele frágil levemente

Pássaros coloridos voando contentes

Com as penas tinturadas por corantes.


E a gazela vai, ágil, veloz, encantadora

Corre, elegantemente, pelas cercanias

Exalando perfume de mulher sedutora.


Então, ao lufar do vento fresco matinal

Volta a meus braços com toda a alegria

Vem me beijar com seu aroma natural.


Euclides Riquetti

Registre, num caderno

 


 

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Registre, num caderno, tudo o que você sente
Abra espaços para todos os seus sentimentos
Não deixe de concretizar o que vai em sua mente
Escreva ali seus versos, poemas e pensamentos.

Torne-o amigo íntimo, um atencioso confidente
Divida com ele suas angústias e suas ilusões
Compartilhe as alegrias com quem está presente
E está ali para guardar-lhe todas as suas emoções.

Quando os anos passarem e você abri-lo calmamente
Verá quão importante foi deixar ali suas confissões
Revivendo cada cenário com amor, saudosamente.

E espero que eu ali esteja como eterna personagem
Companheiro de belas jornadas, parceiro nas paixões
Dividindo nossos momentos com alegria e coragem!

Euclides Riquetti

Estação alegria

 




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Estação alegria, onde prendo meu tempo
Estação esperança, onde paro esperar
Onde as horas longas me trazem alento
Enquanto olho, fixamente, para o mar!

Estação lealdade, onde há sinceridade
Estação harmonia, da saudade e nostalgia
Onde exercito o bem e a minha verdade
Onde tento ancorar minha alma fugidia.

Estações - todas as estações do mundo
Estações - todas as estações virtuais
Onde desperto um sentimento profundo
Mas meus sonhos são palpáveis  e reais:

Estação alegria!

Euclides Riquetti