segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Na harmonia do universo

 



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Pássaros azuis prateados vagam na noite enluarada
Seguem o caminho onde passam os cavalos alados
A estrela maior cintila soberana na manta sagrada
Que cobre o sol ausente e o esconde no outro lado.

Cantigas saudosas flutuam em leves ondas sonoras
E em alfa e centauro flertam com o cruzeiro do sul
Navegam, discretas, nas mentes ágeis e prodigiosas
E afagam as almas puras que rondam todo céu azul.

Partículas estáticas se desprendem dos astros soltos
Que se perdem no ar e se espalham pelo céu infinito
E se curvam diante das divindades e ídolos revoltos.

E, na harmonia do universo meus olhos te procuram
Buscam encontrar teu corpo moreno e o rosto bonito
Pois no leste e no oeste os sonhos nascem e perduram!

Euclides Riquetti

Receba meus versos como se fossem rosas

 


 



Aceite meus versos como se fossem  rosas delicadas
Leia-os com o doce sabor de seus lábios vermelhos
Livre como as garças que voam elegantes e encantadas
Alente seu coração, acalente e alma e alimente os desejos
Seja mais que  a musa que inspira as canções eternizadas....

Apenas abra-se a eles, sem nenhuma condição a impor
Receba-os com amor, frutos de  minha  tênue  inspiração
Creia nos propósitos, nas palavras, nos sonhos do sonhador
Dono  de sentimentos nobres que se transformam em paixão .
Antes de fechar seus  olhos para seu  sono reparador
Atice os seus pensamentos que navegam na imensidão
Diga, então, que também me quer,  e me deseja com ardor.

Idealizada, imaginada, concebida com elegância extremada   
Divinamente descrita nos versos mais bonitos e singelos
Avalanche de amor, de sedução, uma pintura redesenhada
Discretamente, mando-lhe rosas vermelhas ou lírios amarelos
Andante do universo estrelado, musa bela e encantada
Dádiva de Deus a semear beleza a enfeitar,  a perfumar castelos...

Euclides Riquetti

Aquela canção de que você gostava tanto

 



Aquela canção de que você gostava tanto

E a outra que você cantarolava no chuveiro

Tem aquela do cantor perdido em prantos

E todas as outras de todos os cancioneiros,


Têm as que lembram um antigo carnaval

E as que você ouviu naquele verão distante

Todas as  de primavera e outras de natal

De "Casa de Bamba" até a "Amada Amante!


As canções marcaram todas as nossas épocas 

Deixaram marcas nos corações e na memória

As badaladíssimas  do rádio e as mais discretas

Todas elas fazem parte de nossa história...


Histórias de amor se constroem com cinema

Filmes românticos e canções para dançar

Mas a nossa eu construo com mil poemas

Com vagões de rimas, com o amar e o sonhar!

Euclides Riquetti

01-01-023









Mais um poema de amor

 



Componho-te mais um poema de amor

Novo ano é sempre tempo de comemorar

Alguns, apenas ficam a lamentar

Outros, vivem um mundo de muita cor.


Nossa visão sobre o mundo é diferente

Ela depende do modo como tudo encaramos 

Contentarmo-nos com o que temos no presente

Mas buscar algo melhor para os próximos anos. 


Almejar dias melhores é algo que se impõe

Querer o bem dos outros, desejar felicidade

Vitórias e conquistas é o que se supõe

E que se torne melhor toda a Humanidade.


Cantar canções de amor e declamar poemas

Mas do que ser uma simples fantasia

Isolar-se dos conflitos e dos dilemas

E, se tiveres que chorar, que seja de alegria!


Euclides Riquetti

01-01-2024







Porque a vida não é perfeita

 



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O ser humano não é perfeito
Como não é perfeita sua vida
Tem suas virtudes e defeitos
Há a instabilidade desmedida.

As imperfeições são evidentes
Os nossos íntimos vulneráveis
Muitas vezes são tão aparentes
No âmago dos corpos frágeis.

Reações calmas ou violentas
Ou simplesmente inesperadas
Angústias nas almas sedentas.

Emoções em seres conturbados
E a esperança sempre buscada
Na imensidão do céu azulado.

Euclides Riquetti

Afrescos e vitrais - o poema

 


 

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Por detrás das altas paredes palacianas
Na suntuosidade dos afrescos e vitrais
Nos dias claros ou nas noites profanas
Bailas em meio a candeias e castiçais.

A leveza do vestido escuro e decotado
Sapatos revestidos de seda, vermelhos
Brincos de ouro, colar, tudo adornado
Um belo corpo se reflete em espelhos!

Valsas na doce harmonia da orquestra
Bela, majestosa, deliciosa, provocante
Exalas charme, és uma alma desperta!

E, numa dança atemporal que se repete
Desfila a silhueta de um corpo elegante
O presente ao teu passado me remete!

Euclides Riquetti

Nona Crônica do Antigamente - reprisando a série...



                                                         Rumer Willis 


          Recordar e Pensar é preciso. Principalmente nós, que somos antigos, temos, sempre, muito que recordar. E recordar nos traz à  mente  situações que vivemos e das quais temos saudades. De algumas delas nos orgulhamos e queremos revivê-las. Nem que seja apenas no imaginário.  Outras, nosso subconsciente rejeita, ferrenhamente. Há uma pessoa que sempre me diz: "tem algumas coisas que minha mente quer apagar, nada há que me atraia a lembrar delas". E, mais:  "O que é ruim já deletei de minha cabeça. De pessoas desprezíveis quero distância. Se fui pobre, nem lembro".

           Concordo plenamente com ela, embora muitas vezes  isso nem seja possível. Mas vale desviar o pensamento das coisas que nos desagradam, canalizando-o para aquilo que nos deleita, que nutre nossa alma, que incita nosso ânimo, que nos dá mais prazer. Uma pessoa, uma vez, me disse que seu analista recomendou que trabalhasse o domínio de sua mente para não sofrer, procurando evitar lembrar de tudo o que fosse desagradável, dirigindo a mente para algo que lhe confortasse, que fosse auspicioso. Tem razão, ela.

          Mas, dentro de meus propósitos de ressaltar que sou antigo, muitas coisas me vêm à mente. Em 1988 estive candidato a um cargo político. Na época, em agosto, nasceu a Rumer Willis. Hoje é bonita, mora nos Estados Unidos. Meu filho, o Fabrício, tinha menos de um ano, e nós o levávamos para todos os lugares, principalmente às festas no interior do Ouro, onde se come churrasco de verdade nas festas das capelas. E a Michele sempre dava um jeito de, literalmente, cair na água de algum riacho, inverno ou verão. A Caroline vinha correndo chamar-nos. E, assim, lá pelas 14 horas, tínhamos que ir para casa...

          Ontem, dia 2 de fevereiro, ao caminhar pela rua central do Ouro, lembrei de meu pai, de minha mãe, de meu irmão, de muitos amigos que já se foram. Pessoas de quem lembro com muito carinho. A procissão de Nossa Senhora dos Navegantes pelo Rio do Peixe remeteu-me à minha infância, quando meu pai e uns amigos, com seus botes, realizaram uma procissão com a imagem de nossa padroeira, vindo da "ilha" até o "açude" e depois trazendo a imagem até o Seminário. Recordei-me do Sr. Reinaldo Durigon, provavelmente o seu maior devoto, que faz aniversário neste dia. Também do Olivo Zanini, que todos os anos ajudava a carregar a imagem desde o Rio do Peixe até a rua. Do Rodrigo Parmalat, que ficava ao colo da mãe, enquanto a barca aportava em sua propriedade, e o João Antunes da Costa, seu pai, ajudava a organizar o local por onde  a Santa passaria. Lembrei-me de histórias ouvidas da Dona Noemia Sartori, do Érico Dambrós, do Sr. Ivo Luiz Bazzo, do Pedro Zaleski, do Rozimbo Baretta, do Ivo Maestri e de outros, todas interessantes. Também imaginei o Afonsinho da Silva e sua esposa, Eleonora, ele balseiro e padeiro, estabelecido ali onde hoje é a Unidade Sanitária. Lembrei-me da história de que trouxe a imagem da Santa de Caxias do Sul, fez um capitel para ela, levado pela enchente. Mas, a imagem, intacta, foi encontrada por ele quando a água baixou, ali na margem do Rio do Peixe.   Momentos assim nos trazem muitas saudades. São os momentos indeletáveis de nossa mente.

          É, ser antigo nos  dá privilégios, conhecem-se mais histórias. Ah, a Marjorie Estiano, a Manu, da Vida da Gente, está enveredando para os lados do Eriberto Leão, agora Gabriel, ele que foi o "devagar" Pedro, naquela novela filmada em Floripa. Com a concordância da Julinha...

          Antes que eu esqueça, a Rumer Willis é filha do Bruce Willis. E da Demi Moore. É por isso que ela passa frio, lá nos "States", onde é inverno. Aqui, nós, calor de 35 graus e muito calor humano, para compensar.
 
Euclides Riquetti
03-02-2015

Atualização - Rumer Willis tem, atualmente, 35 anos

A voz que veio da lua

 



A voz que veio da lua

A voz que veio da lua
E que chegou mansa e suave
Veio pelos trilhos do vento
Ou então pelas pedras da rua
Talvez embarcada numa nave
Que flutuou no firmamento...

A voz que veio na noite
Trouxe-me paz, me acalmou
Deu-me o sono reparador.
Fez como a água em seu açoite
Que na minha pele se lançou
E que amainou minha dor...

Tua voz veio na noite estrelada
Sussurrar em meus ouvidos
Trazer-me do gozo o gemido
Fazer-me a carícia esperada.

E então meu sonho te abraçou
Te beijou...
Te amou!

Te amou de verdade!

Euclides Riquetti

História do Pescador Tchê! Escrevi 'há dez anos atrás!"


 


Capinzal - SC -década de 1950

Para relembrar: Tchê, o grande e talentoso pescador de Capinzal
          O Tchê era uma figura muita conhecida em Ouro e Capinzal. Era um homem de tez morena, tinha como nome Laurindo, acho. Mas, conhecido mesmo, era por "O Pescador Tchê". Por que "Tchê"? você pode perguntar. Ora, porque esta era a expressão vocativa predileta dele, equivale ao tchô, ao chê, aqui do nosso Sul, que os urbanos de nosso Sudeste chamam de "cara", os britânicos e americanos de "guy". Parafraseando o Obama:  O "Tchê", sim, é o Cara!

          Pois nosso Tchê era uma figurinha carimbada no ambiente pesca. Conhecido nas voltas e travoltas do Peixe. Até as pedras o conheciam e respeitavam. Simplório, calmo, tinha uma bicicleta bonita, reluzente, com espelho retrovisor preso ao guidom.  E uma buzininha tipo fom-fom, que usava para fonfonar para as crianças onde passasse. Andava a uns dez por hora, mas tinha muito cuidado para não atropelar ninguém.  Morana na "Rua do Cemitério", em Capinzal. E  sempre viveu de pesca. Dizem que foi o primeiro a obter "carteirinha de pescador". E, o forte dele, mesmo, era a linha de mão. Sabia "sentir" o peixe chegando no anzol. Farejava cardumes, não sei se pelo movimento das nuvens, do sol ou das águas. Conhecia todos os segredos do Rio do Peixe, desde o Poço dos Moresco, ali logo acima da Siap, passando pelos dos Campioni, pela Ilha, pelo da represa dos Zortéa, até chegar no do Zuchello. Conhecia cada barranco, cada sarandi, cada angico, cada guaviroveira, cada caneleira, cada pinheiro e cada cedro que houvesse numa extensão de uns oito quilômetros, em ambas das margens do Rio do Peixe.

           Com o tempo, já maduro, foi morar no Parque Jardim Ouro. Era apadrinhado pelo Werner da Silva, pelo Luiz Bonissoni e outros. Mas, com o tempo, com a morte desses, foi fincar morada lá na Linha Savóia, bem na margem do rio. Tinha uma casinha, um bote, e um pequeno arsenal de pesca. E um cachorro, pra cuidar da casa.  Dizem que ele ia pescar lambaris com o Armando Viecelli e, era tão amigo do mesmo, que quando este  se distraía, o Tchê tirava punhados da própria sacola  e jogava na vasilha do Armando, sem que ele percebesse.  Quando iam embora, tinham uma quantidade parecida. Mas a proporção de fisgada era mais ou menos de cinco por um. Em favor do Tchê, é claro. Mas ele não contava isso pra ninguém, não era de contar vantagem.

 Uma vez fui lá visitá-lo, convidá-lo para que fosse palestrar para estudantes, para explicar sua profissão e sua arte. Recebeu-me muito bem. Estava lá, isolado, numa curva do Rio do Peixe, mas feliz, Lá, no começo do território do Poço do Zuchello. Sabemos, todos, que era tão habilidoso e sortudo na arte de pescar, que as pessoas chegavam ali, colocavam linha ou caniço perto da dele, e nada. Mas, na dele, sempre vinham os melhores, mais bonitos. E , os seus segredos, duvido que os tenha ensinado para alguém...

          Contam muitas histórias sobre ele. O Barzinho, Aderbal Meyer, era expert em inventar histórias de pescador e atribuir os feitos ao nosso Tchê. As histórias que o Barzinho contava, e que encantavam todos os que o ouvissem, eram sempre muito engraçadas. Lembro de uma delas em que relatava o esforço do nosso Tchê  para retirar um serpelo de um exemplar de Dourado do Poço do Zuchello:  "... e aí, não é que o bicho me judiava um monte, tchê?! Eu ia dando uma corda pra ele, depois puxava um pouquinho, despois soltava de novo, que era pra mor de fazê o bicho cansá. E, despois dele cansado, eu ia puxando até trazê  ele pra cima do bote. E num é que ele vinha tudo suado, tchê?!" Suava o Laurindo,  fora,  e suava o peixe dentro d´água...Saía todo suado".

          Pois agora temos muitos pescadores ainda por aí... Tem o Bruno Fávero, O Hilário Lemes, popular Hile, o Deonir Biavatti, conhecido como Becão, e tem muitos outros. Mas não sei se algum deles herdou a manha do Tchê! O Tchê foi como o Roberto Carlos: "Sempre imitado, mas nunca igualado"! Ele tinha a determinação de Alexandre Magno, a impulsão de nossa Natália Zílio, a habilidade do Neymar, os cabelos do Tarcísio Meira, a ginga e a energia de uma funkete, mas só ele era nosso Pelé  da pesca: Laurindo, nosso Pescador, nosso Tchê, nosso Pelé das pescarias.

Euclides Riquetti
15-06-2013

Dá-me teu sorriso e te darei uma flor

 



Dá-me teu sorriso e te darei uma flor

Sempre que a noite vem chegando

Vejo-me a pensar no novo dia a raiar

E meu pensamento vai navegando

Meu curso é único e me leva ao mar!


A força dele é o que me impulsiona

Não há limites pra minha imaginação

Em cada minuto que o relógio soma 

Pulsa bem mais forte o meu coração.


De estar perto de ti é minha vontade

De ouvirmos juntos o mar que canta

De sentir as ondas que o mar levanta. 


Então, rendo a ti o amor e a lealdade

De poeta de mil poemas compositor

Dá-me teu sorriso e te darei uma flor!


Euclides Celito Riquetti

Um poema que não seja pra te falar de amor

 



Tu me pedes que te escreva um poema
Talvez romântico, falando-te  da flor
Confesso: Não sei usar nenhum outro tema
Que não seja pra te falar de amor...

Tu me pedes, com teu jeitinho todo gentil
De senhora adorável,  de  musa menina
E eu me encanto com teu sonho juvenil
E bebo de tua alma que me atiça e ilumina...

Apenas me pedes, com teu olhar sedutor
E me provocas com tuas palavras carinhosas
A que eu me rendo com desejo em verdor.

E, então, meu pensamento sai a encontrar-te
Vai buscar em  ti as  carícias deliciosas
Levar-te meus versos, meu amor, minha arte!

Euclides Riquetti

Esvazia teu coração

 



Esvazia teu coração


Esvazia teu coração do que não te faz bem

Joga fora tudo o que não serve pra ti

Despe-o de tudo o que acumulaste ali

Livra-te de tudo conforme te convém.


Esvazia teu coração cumulado de erros

Joga para a terra as experiências inservíveis

Despe-o das lembranças frágeis e sofríveis

Livra-te de tudo o que te causa os medos.


Coloca  dentro dele os  meus versos francos

Sinceros mensageiros que te levam conforto

Mistura-os com teus dotes e teus encantos.


E, quando constatares que já raiou a aurora

Quando perceberes que ele não está mais morto

Abre-o para receber novas  paixões de agora.


Euclides Riquetti

Com saúde, paz, alegria! - Salve 2024

 


 




Saúde – Paz – Alegria - Que assim seja nosso 2024!  -  Com saúde, paz

 e alegria, teremos forças e ânimo para o trabalho, o lazer e 

as comemorações. Que tudo isso seja realidade no Novo Ano!

 Euclides Riquetti –  www.blogdoriquetti.blogspot.com  -  

 

 

Eu te amei!

 


 


Eu te amei!


Sim, eu te amei e ainda eu te amo

Tenho absoluta certeza sobre isso

Amar-te é meu maior compromisso

É verdade, não há nenhum engano!


Deus me deu a capacidade de amar

E, com isso, ser também amado

Com equilíbrio, jeito de apaixonado

E ainda ser poeta para poder poetar!


Aprendi a combinar paixão e razão

E isso só se ganha com a maturidade

A vida nos remete à responsabilidade

A ditar as autorregras para o coração!


Enfim, adequar nossos sonhos e o real

Navegar nas nuvens, mas fixar raízes

Ser muito feliz e fazer outros felizes

E, pra ti,vai este poema fraternal!


Euclides Riquetti

Feliz ano novo!




 

Feliz ano novo!


Alegria, muita alegria

Nada de decepções

Nada de desilusões

Apenas alegria

Muita alegria!


Alegria que brota do coração

Alegria que se propaga

Que chega acalmar a alma

Alegria de montão

A vida em comemoração!


Muita alegria para mim

Pra ti, pra nós

Jamais ficarmos sós

Simples assim:

Alegria pra ti e pra mim!


Alegria que impulsiona

Que leva a novos caminhos

Sem dores e sem espinhos:

A alegria que se soma

Se eterniza e tem aroma!


Alegria com aroma de flor

De beleza e muita cor

Alegria com muita paz

A alegria que a vida  nos traz:

A alegria de ter o teu amor.


Feliz ano novo!


Euclides Riquetti