segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

O suave barulho da chuva

 



Há um suave  barulho na chuva que cai lá fora
E que afaga suavemente meu pensamento
Enquanto o tempo segue  frágil e lento
Levando meus versos jogados ao relento
Na noite  fagueira que se vai  embora...

Há um barulho terno na chuva que cai
E um mergulhar no mar da imaginação
Que me transporta ao porto solidão
Ao cais do oceano da grande ilusão
Na busca do sonho que vem e que vai...

Ah, chuva que molha minha saudade
Chuva que apaga as marcas da nossa  vaidade
Que deixa seus cabelos úmidos e sensuais

Chuva que banha sua pele queimada
Que  refresca o cair da doce madrugada
Vem curar a dor dos meus ais!!!

Euclides Riquetti

Nas incertezas de nosso tempo

 



 



Nas incertezas de nosso tempo

Tu também te perdes, mulher...

Tudo foge à lógica no momento

As coisas não são como se quer.


Visão de tristeza, de melancolia

Muito desânimo e até depressão

E esperar que nos volte a alegria

O sentir da vida, o amor, a paixão.


Que nos venha, logo, a esperança

O raiar da bela e colorida aurora

Energia pueril no rosto da criança.


Que a ciência nos dê os remédios

Que fiquemos aqui, sem ir embora

E a imaginação nos livre do tédio!


Euclides Riquetti

Conhecendo as maravilhas de Caldas Novas


 




       Recentemente, há menos de um mês, fomos para Caldas Novas e Rio Quente, em Goiás. Mais uma viagem de conhecimento e entretenimento. No domingo, depois de conco dias fora, iniciamos nosso retorno de Caldas Novas, Goiás, vindo em cerca de três dezenas de pessoas, em viagem de 27 horas, até o Baixo Vale do Rio do Peixe,  Gente de Capinzal, Lacerdópolis, Joaçaba e Herval d´Oeste, além de um casal de São José do Cerrito. Foi uma bela viagem, em que conhecemos mais um estado brasileiro. Tanto na ida quanto na volta, passamos por terras de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minhas Gerais e Goiás. 

      Nosso Sul e Centro-Oeste brasileiros são estupendos. São  regiões das formidáveis paisagens verdes, dos planaltos, de Mata Atlântica e de Cerrado, de laranjais, cafezais, milhos, soja, cana-de-açúcar, mandiocas e frutas. Belos rios caudalosos, lagos, usinas hidrelétricas, outras de açúcar e álcool. Nós podemos nos orgulhar muito por vivermos em lugares onde se trabalha, estuda, passeia, diverte-se.

       Nossa viagem ocorreu com um Superbus da Classe, aqui de Joaçaba e a tripulação foi composta pelos motoristas Marcos e André, com o monitoramento da representante da Gapen Turismo, de Capinzal, Tatiane Klos. Diversão, empatia e simpatia de todos e entre todos os viajores. Seis dias fora de casa, com dois pernoites no Hotel Lacqua di Roma V, um complexo hoteleiro de balneários de propriedade da hoje Deputada Federal Magda Mofatto. Além dos cinco conjuntos de edifícios, também empreendeu com outros nove hoteis, todos suntuosos e confortáveis.  Seus balneários são de estruturas fabulosas e os funcionários, respeitosos, tratam com maestria os visitantes. Tudo muito organizado e caprichado. 

       Magda, segundo um guia local, chegou em Caldas Novas em sua juventude para trabalhar como camareira. Com muito trabalho e estudo, construiu um verdadeiro império de turismo, em território onde as águas quentes correm nos rios e submergem da terra. Deputada Estadual, Prefeita daquela cidade, Deputada Federal, tem destacada atuação no Congresso Nacional, embora não seja uma caçadora de holofotes. 

       Nosso grupo era bem diversificado, com crianças, adolescentes, jovens e adultos, mas tudo na mais perfeita interação. Todos os locais de paradas muito bem organizados, banheiros limpos, alimentos diversos e souvenirs. Quero destacar o Restaurante Pratão, em Prata, Minas Gerais, onde paramos na ida e na volta. Nesta, no almoço, conversei com Raquel Cavalli, cujo pai foi fundador da empresa deles, saindo de Lajeado, Rio Grande do Sul e se estabelecendo nas margens da Rodovia BR 153, em território do Triângulo Mineiro. Os postos Pratão se estendem pela dita Rodovia e são lugar para parada segura, confortável e auspiciosa. (Agradeço à Raquel que me presenteou com um vidro de delicioso Doce de Leite.

       Nossa viagem foi divertida. No banco traseiro, uma casal joaçabense com origem do Distrito de Nova Petrópolis, Eliete (Casanova) e Dejair Tedesco. Praticamente o tempo todo conversamos em talian, o dialeto predominante em nossa região, mas com umas boas tiradas do italiano clássico, coisa que aprendo com eminentes professores de Peruggia e Firenze, Angelo Chiuchiu e Giovanni Freddi, em minha juventude. 

       Uma viagem auspiciosa, com a turma formada em sua maioria por pessoas de boa idade, mas com a presença de crianças adoráveis. No dia da chegada, cantamos "Parabenizamos" a menina graciosa Cecília, que completava sete anos no dia 11 de janeiro. 

       Uma semana depois da volta, Eliete e Dejair vieram a nossa casa para nos entregarem uma encomenda: mel puríssimo de abelhas, de sua própria produção. E mantivemos um papo bem legal. 

       Grande abraço em todos e que possamos nos encontrar em outras aventuras futuras. 

Euclides Riquetti

03-02-2025

Um novo tempo

 


 


 


Espero  por um novo tempo, um terno  novo dia
Uma nova e bela manhã, uma nova esperança
Um tempo de muito  amor, um tempo de alegria
Um tempo de colher, um  tempo de bonança...

Um belo novo ano, com êxito e sucesso
Saúde, paz e flores, rosas perfumadas
Poemas sem dilemas, versos e mais versos
Pecados absolvidos, almas perdoadas.

Um novo ano feliz,  com abraços e muitos beijos
Uma rosa vermelha, champanhe ou amarela
Lábios de cereja, de doce e de desejo...

Manhãs ensolaradas, tardes de céu azulado
Pensamentos profanos passando pela janela
Indo juntar aos teus, todos os meus pecados...

Euclides Riquetti

Vai levar os teus versos e os teus encantos

 


 


 



Levanta-te e vem caminhar comigo
Traze de volta o  ânimo em teu semblante
Trago-te alento, sou teu verdadeiro amigo
Quero que tenhas a força de um gigante.

Levanta-te, como se levanta o sol nas tuas manhãs
Abre teus braços e vem forte  me abraçar
Faze corar no teu rosto ambas as maçãs
Chama de volta o brilho no teu belo olhar.

Levanta-te,  na manhã ensolarada ou  na manhã chuvosa
Sai por aí distribuindo teu sorriso e teus  afagos
Dize ao mundo que a vida simples é prazerosa
Que em meio aos desertos podem esconder-se os lagos.

Vai, anda pelas ruas, cidades e campos
E, em cada canto,  vai cantar teu canto
Vai levar a todos os teus versos e os teus encantos!

Euclides Riquetti

Apanhar estrelas, semear sonhos

 


 








Vou sair por aí para apanhar estrelas
Eu e meus pensamentos medonhos
Apanhá-las-ei em toda a sua realeza
E as distribuirei nos meus sonhos...

Vou apanhar quase todas as estrelas
As prateadas, as grandes, as cadentes
Mas eu não saberei onde escondê-las
Tampouco aceito vê-las descontentes!

Quando já for pego um bom punhado
Escolherei a mais  dócil e mais catita
E voaremos, eu e meu  coração alado
Para deixar para você, mulher bonita.

Então, você poderá distribuir estrelas
Dar a todos os que lhe querem bem
Dê-lhes também sonhos em centelhas
Amar a todos eles e a mim também!

Euclides Riquetti

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Amor...saudade...gratidão!


 



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   Amor...saudade...gratidão!

Verto em palavras aquilo que sinto no meu coração

Idealizo os sonhos de amor, de gratidão e de lealdade
Pego a chama que invade a alma e queima meu peito.
Raios rabiscam o céu com seus riscos de luz e efeito
Dançam os anjos no céu e eu me revolvo em paixão
Afáveis lembranças me levam até você com saudade.

Naves de fogo cortam os ares e ilustram o firmamento
Reabrem-se espaços e caminhos para seguirem flutuando
Calmas e alvas, as  nuvens se afastam para a passagem...
Elevo minhas orações enquanto sobrevoo as paisagens
Por infinitos campos e florestas vai o meu pensamento
Reinado de encantos e vaidades, meus egos superando:
Voo que me leva até você, que busca amor, dá gratidão.

Placidamente, sobrevoo as montanhas, florestas e mares
Também absorvo as cores mais singelas da natureza
Claramente, vislumbro você nos mais diversos lugares
Cada som que ouço, traz a meus ouvidos os seus cantares
Toadas que nos embalam, cenários da mais rara beleza!

Assim busco você, procuro-a onde estiver!


Euclides Riquetti

visite o www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Acariciar seus cabelos

 





 
 

Apenas deixe-me secar seus cabelos
Deixá-los leves, macios, e  sedosos
Cuidar deles com todo o meu zelo
Admirar seus ombros belos e  formosos
Perder-me em sutilezas e em  pecados.

Apenas deixe que eu os alise e afague
Com minhas mãos ansiosas de querer
E que de minha mente nunca se apague
A lembrança de cada olhar, de cada viver
E que por você eu me perca e me embriague...

Apenas diga que gosta de minhas carícias
E eu sou muito importante em sua vida
Que possamos dividir todas as delícias
Em cada beijo trocado e na paixão sentida
Sem ferimentos, sem dores, sem sevícias.

Euclides Riquetti

Para beijar os lábios meus!

 


 

 


Quando o novo dia chegar
Eu vou poder te rever
Eu vou poder  te abraçar
Te abraçar e te querer
Quando o novo dia chegar...

Mas, antes do sol tem a noite
Tem os sonhos, tem as lembranças
Tem uma dor que se esconde
Num  coração que balança
Antes do novo dia chegar...

Quando o novo dia amanhecer
Quem sabe eu possa entender
Se tu me queres ou me rejeita
Se teu coração me aceita
Quem sabe eu possa saber.

O que me importa, no entanto
É que eu tenho teu coração
E que eu posso escutar o canto
Que vem suave dos lábios teus
Para beijar os lábios meus!

Euclides Riquetti

Nossa Senhora dos Navegantes - De Ouro e do Mar

 


          Em 02 de fevereiro várias cidades do Brasil e de Portugal comemoram o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes. Isso  acontece em Pelotas, Porto Alegre  e Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, destaque para Navegantes e Itajaí,  e para algumas praias. Em Salvador, na Bahia, é venerada como Iemanjá, a Rainha do Mar. No bairro do Rio Vermelho, 350 embarcações estarão participando de uma procissão e milhares de oferendas sendo jogadas ao mar. Se foram devolvidas, é porque não foram aceitas. Se o mar as levar, Iemanjá as aceitou.

          No Rio de Janeiro há grande reverência à Rainha do Mar em toda a orla marítima. Estas são as referências mais badaladas anualmente. Contudo, outras cidades pequenas, de menos visibilidade, também veneram a  Santa que está no coração de tantos e tantos. Para os católicos, Nossa Senhora dos Navegantes. Para os umbandistas, Iemanjá.

          Acompanho Nossa Senhora dos Navegantes desde minha infância. Em janeiro de cada ano, meu pai começava a preparar seu bote para ajudar na procissão que costumava acontecer no Rio do Peixe. Ele e os amigos gostavam de trazer a imagem vinda desde proximidades da Ilha, na antiga SIAP, pelas águas do Rio, até o valo que abastecia de água a usina hidrelétrica da família Zoréa, ali abaixo da barragem de pedras. E isso se repete até hoje. É uma magnífica procissão fluvial, ao anoitecer. Um belo show pirotécnico a recebe quando chega, em sua comitiva, próximo à ponte, onde é retirada das águas no portinho da família Costa, seguindo pelas ruas  Giavarino Andrioni,  Guerino Riquetti e Felip Schmidt, até a Praça Pio XII, onde acontece a Santa Missa. Lembro que o Sr. Olivo Zanini era um dos que sempre estavam ali esperando para ajudar a levar o seu andor.

          Padroeira do Município de Ouro, é venerada pela população, que, no dia que lhe é consagrado, feriado, costuma aglomerar-se por sobre a Ponte Nova, na ligação com Capinzal, para presenciar a chegada da imagem que foi esculpida em cedro na década de 1980, pelo escultor Paulo Voss, que residia no Bairro que leva o nome da Santa. Nos dias anteriores, celebra-se um tríduo nos bairros da cidade, em preparação para o dia culminante.

          Diz-nos a História local que o balseiro Afonsinho da Silva, logo após a Guerra do Contestado, construiu um pequeno capitel à margem direita  do Rio do Peixe, colocando uma imagem para sua proteção, próximo ao passo. Contudo, na enchente de 1939 as águas levaram a imagem mas, tendo implorado pela sua ajuda,  foi atendido, salvando-se num momento muito adverso, quando achava que isso já era impossível. Então, adquiriu outra, em Caxias do Sul, que acabou na primeira capela construída, aos fundos da atual Prefeitura e, depois, na esquina da Rua Formosa com a Pinheiro Machado. Atualmente, a imagem esculpida é exposta num belo capitel, na Praça Pio XII.

          Há pelo menos três  fatos que me marcaram a presença da Santa em minha vida: A primeira vez, na metade da década de 1980, eu estava em casa ouvindo no rádio as preocupações  em relação à estiagem que vinha ocorrendo e pensando em Nossa Senhora dos Navegantes. Lembrei que o amigo Reinaldo Durigon, que aniversaria no dia 02 de fevereiro, e era muito devoto dela. De repente, escuto um bater de palmas, é o Durigon vindo a minha casa, coisa que nunca havia acontecido antes. Adivinhei o que seria: veio propor-me realizarmos uma procissão, mexer com a imagem da Santa que, dizem, ajuda a movimentar as águas. Organizamos uma procissão levando a imagem desde a matriz, em Capinzal, até o Seminário, em Ouro, e logo depois choveu.

          Na segunda vez, a estiagem assolando nossas plantações, todo mundo desesperado e pedindo uma procissão para que chovesse. Aguentamos mais uma semana, até o dia 02, quando montamos um palco para celebração em cima de um caminhão do Ivo Maestri, na ponta do canteiro central, próximo do comércio de sua família. Bem na hora do Evangelho veio uma chuva tão intensa que todos foram abrigar-se embaixo das marquises das lojas. A Eliza Scarton trouxe uns guarda-chuvas  para o Frei David continuar a celebração. Restaram somente o Padre e algumas abnegadas senhoras para ajudar. Poucos restaram para receber a comunhão e para os ritos finais...

          Numa oportunidade mais recente,  estava participando da Festa de São Paulo Apóstolo, na área de Lazer, em Capinzal, quando o Sr. Pingo, o Pingo das Cocadas, veio falar comigo, queria autorização para vender seus doces na semana seguinte, dia da Procissão, na Praça Pio XII. Estava a explicar-lhe que a responsabilidade do evento, naquele ano, era da Capela do Bairro Navegantes, liderados pelo Rovílio Primieri. Dizia-lhe que era para falar com ele, que eu concordava, e tentava mostrar-lhe onde se situava a casa do mesmo, apontando com o dedo, para que o Pingo o procurasse lá. Nesse instante, uma mão tocou meu ombro: era o Rovílio. Queria saber porque estávamos olhando para seu bairro! E já se entenderam ali mesmo. Coincidência, ou presença de Nossa Senhora?

          Essas são apenas as minhas histórias, mas há as de outros. A grande verdade é que as pessoas acreditam, firmemente, que Nossa Senhora dos Navegantes tem poder e domínio sobre as águas dos mares e dos rios. Tem poder de regular as chuvas. E ajuda as pessoas a se defenderam das incertezas dos mares da vida. Como Iemanjá ou como Nossa Senhora dos Navegantes, o fato é que ela tem um elevado número de adeptos no país, principalmente nas cidades litorâneas. Então, todos os anos, no Dia da Padroeira, as pessoas   se reúnem para render-lhes graças. E, se for em tempo de estiagem, para pedir por chuva...
       

Euclides Riquetti

Oração para Nossa Senhora dos Navegantes

 

 


 


 


                                          Imagem esculpida em cedro pelo escultor Paulo Voss

                                          (Foto de divulgação do Município de Ouro)

Oração para Nossa Senhora dos Navegantes

Nossa Senhora dos Navegantes, amada padroeira 

Cobre, com teu sagrado manto, esses teus devotos

Sê, para os ourenses, a forte e virtuosa timoneira

Sê, de todos os navegantes, a mãe rainha altaneira

Rogamos-te pelos presentes, os ausentes, os ignotos.


Senhora dos Navegantes, Mãe gentil e Protetora

Não te esqueças das crianças, cuida bem dos idosos

Divindade que admiramos, és uma louvada genitora

Protege-nos com tuas mãos e tua alma pacificadora

Que tua luz ilumine os teus seguidores venturosos.


Nossa Senhora dos Navegantes, cara mãe Poderosa

Cuida dos doentes, dos fracos, e dos desassistidos

Há lugar para todos nós em tua barca tão generosa

Em nossas orações, pedimos tua bênção graciosa

Abençoa os seres justos, os de bem e os oprimidos!


Euclides Riquetti

Eu vim pra te fazer feliz!


 



Em termos de sentimentos
Já não sou nenhum aprendiz:
Aprendi  a sentir os ventos
A evitar os tormentos
A lembrar sempre de ti!

Em termos de emoções
Aprendi a lidar com elas:
Há, na vida, decepções
Há também desilusões
Quando menos se espera!

Em termos de felicidade
Digo sem nenhum receio:
Com toda a sinceridade
Amo-te bem de verdade
E jamais eu titubeio!

Eu vim pra te dar amor
Dar-te o melhor de mim:
Ofereço-te a vermelha flor
Ofereço meu mundo de cor
Eu vim pra te fazer feliz!

Euclides Riquetti

A canção do vento sul

 



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Aqui pertinho do mar azul
Limito-me a olhar com olhos de andorinha
A gaivota que  voa de mansinho
Que pousa na areia branquinha
( É um indefeso animalzinho...)
Enquanto escuto o  murmúrio do vento
Que sopra muito atento
E que vem do sul!

Aqui no mar das palmeiras
Passa a germânica de olhos de cristal
A morena nativa e sensual
A portenha dos cabelos crespos e castanhos
A uruguaia do rosto mais risonho
A mulata de corpo magistral
(Mulheres de todos os tamanhos)
E a as gaúchas mais guapas e faceiras.

E, enquanto me enterneço deliciosamente
Enquanto a água me banha carinhosamente
A canção que o vento sul me traz
Me traz sossego, enseja amor e me dá paz.

Eclides Riquetti

Bailam as nuvens cinzentas

 


 



Ver a imagem de origem

No céu tímido, bailam as nuvens cinzentas
Para comporem o cenário matutino celestial
Enquanto as horas caminham suaves e lentas
E eu me transporto no imaginário colossal.

Cantam os pássaros com a vinda do dia claro
Adornam com suas penas a paisagem natural:
É um amanhecer com aquele sentimento raro
Algo indescritível, novo, que nunca vi igual.

Passam os carros com seus ruídos e barulhos
E eu os ouço em todas as suas idas e vindas
Rangem suas latas e pneus nos pedregulhos.

Passam também meus pensamentos ousados
Passam em mim as paisagens verdes e lindas
Enquanto eu revivo meus sonhos já passados!

Euclides Riquetti

Feridas no coração

 



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Dores que não se acalmam
Vêm de feridas no coração
Que rapidamente se espalham
Causando angústia e aflição...

Dores vêm por algum motivo
E nos causam muita tristeza
Quando atacam um ser vivo
Trazem o sofrer e a incerteza.

Dores, é melhor nunca tê-las
São como pedras em desertos
Jamais serão luas ou estrelas
Nem me inspirarão os versos!

Dores, delas é difícil livrar-se
Pois dissabores elas nos dão.
Como de sofrimentos afastar-se
Se há dor em nosso coração?

Euclides Riquetti