segunda-feira, 10 de março de 2025

Pedaços de amor (em teus sonhos, quero ser o primeiro)!

 

 



Amor em pedaços, quero mais, mais
Adoro tanto, que não me satisfaço
Quero amor com sabores  reais
Quero nozes, morangos, melaços
Quero sabores com amor, demais!
Quero um amor inteiro, de pedaço em pedaço!

Amor em fatias enormes, colossais
Amor da saudade que volta e que bate.
Quero o pedaço cheiroso que me atrai
A  polpa da maçã vermelha escarlate
E, da uva,  o suco bordô que se extrai
Pedaços de amor com sabor chocolate!

Quero, sim, nas noites de calor
Que busques os recheios no teu coração
Quero, sim, teus pedaços de amor
Que trazem os sabores da forte paixão
Apenas amor: em pedaços ou inteiro
E em teus sonhos, quero ser o primeiro!

Euclides Riquetti

domingo, 9 de março de 2025

Corpos e almas que se esculpem e se queimam

 


 

 




Corpos que se esculpem e se queimam
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...

Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...

Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...

Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na  razão
Vidas que navegam em  incertezas...
São corpos que envelhecem cedo,  cedo
São almas que levitam,  sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.

(E se vão embora!...)

Euclides Riquetti

A paixão que entorpece

 





A paixão que entorpece
É aquela que inebria
O amor que incandesce
É aquele que delicia...

A volúpia que atiça
É aquela que entusiasma
Mas como areia movediça
Engole o que não se acalma...

O sangue que corre quente
É aquele que enrubesce o rosto
A saudade do amor ausente
Faz padecer a alma e o corpo...

A vida mundana
É aquela que embriaga
A atitude profana
Nos expõe e nos deprava...

O pecado cometido
É o que nos faz pedir perdão
O beijo proibido
Vale mais que um  milhão.

O teu olhar fatal
É aquele que me atrai
Tua beleza descomunal
É o que em ti mais me atrai...

O canto que enternece
É aquele que gosto de ouvir
A harmonia de cada prece
Me faz te querer, te sentir.

A distância abissal
É aquela que nos traz mais saudade
Nos mostra o sentimento real
Nos aproxima da realidade!

E minha realidade´
Posso dizer, nada me afeta
A não ser uma grande verdade:
Tenho alma de poeta!

Euclides Riquetti

Sentir tua voz que vem de longe

 


 




Vim sentir tua voz que vem de longe

Perceber que ela ecoa nos rochedos

Vem de algum lugar onde te escondes

Vem para abraçar os meus segredos!


Vim ouvir os versos dos teus cantos 

As notas das canções que só tu cantas

A melodia que se abraça em teu pranto

E te conduz pelos lugares onde andas.


Se em redondilhas exalto ternamente

Os dotes que te trouxe a tua natureza 

É nos sonetos que te cortejo fielmente.


Mas é nos versos livres, soltos, brancos 

Que eu te falo com toda a afável sutileza

Que tua beleza é que me encanta tanto!


Euclides Riquetti

Na letra daquela canção

 









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Fique bem atenta
Preste toda a atenção
Cuide de todas as notas
E da letra daquela canção
Aquela que você canta
Quando o sol se levanta
Bem cedinho, de manhã...

Atente para cada verso
Cada palavra cantada
Cada pensamento desconexo
Cada sílaba pronunciada...

Não esqueça de sentir
Sentir com o seu coração
Que na letra daquela canção
Há um motivo pra sorrir
Há uma mensagem de paixão...

A canção que você canta
E que se harmoniza, se eterniza
Que foi inspirada na brisa
Ou no frescor da noite de outono
Quando perdi o sono
É a canção que a dor espanta
É a canção da madrugada santa...

Sim, preste bem atenção
Fique bem atenta
À  mensagem  daquela canção
Que traz uma declaração de amor!

Euclides Riquetti

Mais uma perda muito sentida: Valdir Roberto Prando

 


         O Valdir Prando era um menino muito feliz na nossa infância. Fomos colegas nos ginásios Mater Dolorum e no Anchieta. Jogamos bola em campinhos, nos divertimos muito. Na quadra do Mater e na do Padre Anchieta teve seus tempos de glória. Depois, nos ginásios de esportes, caso do Abobrão (André Colombo) e do Diletão (Prefeito Dileto Bertaioli). Nos campos de futebol do Vasco, em Capinzal,  e do Arabutã, em Ouro, e em dezenas de outros das redondezas.  Valdir sempre gostou muito de esportes. Deixou-nos neste sábado, 08, sendo sepultado neste domingo no Cemitério da Comunidade de São Roque, em Capinzal. 

       O pai dele era amigo de meu pai e estiveram internados na mesma época, em 1976, no Hospital de Caridade, em Florianópolis, em tratamento. Fui embora para Porto  União da Vitória em 1972, a fim de cursar  Letras na FAFI. Voltei para trabalhar e lecionar em Zortéa, em 1977. O Frango trabalhava em escritório de Contabilidade, e a partir da década de 1980 foi trabalhar no antigo BESC. Casou-se com a Dulcéa Bonadiman, que fez carreira na Celesc. 

      Prando manteve em toda a sua vida a mesma expressão facial de quando era criança. Na maturidade, uma pequena calvície, a barba grisalha, o mesmo "Frango" dos anos passados. Jogamos futebol no master do Arabutã, era um de nossos goleiros, tal como o Franquini, o Amantino Garcia dos Anjos, o Ademir Toigo, o Orlando Santiago e outros. Muitas alegrias, empatia, simpatia, bondade, tantas qualidades reunidas numa mesma pessoa. 

       Quando fui de Zortéa para Ouro e Capinzal, em 1980, ele fazia parte de um time de contadores da cidade, que reunia o Osvaldo Federle, o Nelson Chiocca, o Nelvir Franquini,  os saudosos Pedro Perotto, Sérgio Scarton e outros. Contrataram-me para lhes ministrar um curso básico de língua portuguesa, com noções de ortografia e concordância.  Era um dos líderes do grupo e tivemos bom êxito na empreitada. 

       Depois de muitos anos no BESC, aposentou-se, mas gostava de envolvimento com pessoas e empreendeu negócio com um carro de lanches, que estacionava à noite na área central de Capinzal e estava sempre ali presente. Foi nosso colaborador, atuando nas festas de São Paulo Apóstolo, padroeiro de nossa Paróquia. 

       Há 16 meses, porém, contraiu uma doença grave. Esteve internado aqui no Hospital Santa Terezinha, de Joaçaba, quando o visitei. Estava num apartamento, assistido pela excelente equipe do HUST, e com o apoio dos familiares e amigos. Conseguiu ter sobrevida e foi liberado para seu cuidado em casa pela família. Hoje tomamos conhecimento de sua partida definitiva, o que nos entristeceu sobremaneira. 

       O amor incontestável da esposa Dulcea, com quem viveu 44 anos em harmonia conjugal, dos filhos  Marcelo Roberto e do Eduardo, e das netas, e de muitos amigos, tudo isso gerou a grande motivação no período de 16 meses em que permaneceu em sua casa, após o internamento no Hust. 

       Sobre o Valdir, assim se manifestou a esposa Dulcea logo depois da irreparável perda:

"Assim que quero lembrar de você!!!

Obrigada pelos 44 anos de uma vida feliz!!![

Agora você descansou meu querido Valdir!!!"

Desejamos que os familiares superem a dor da perda e, como seu conforto, tenham a certeza de que fizeram tudo o que havia em seu alcance para que tivesse uma vida feliz. Só quem dá amor recebe-o de volta!

Euclides Riquetti e Família
09-03-2025

        

       

A mais inspiradora tarde de sol

 


 



A mais inspiradora tarde de sol - ensolarada

O céu mais azul de uma bela tarde inspiradora

A poesia nascendo, como a árvore plantada

A esperança de dias melhores, confortadora!


O sol brilhou e enfeitou a tarde do meu verão

Até nossas plantas ficaram mais enverdecidas

Foi como se despertasse aquela antiga paixão

E as melhores horas nunca fossem esquecidas!


Dias de sol dourado nos estimulam e animam

Movem-nos para a busca das mais férteis fontes

Até parecendo que novos sinos em nós repicam!


Então, que a noite nos seja auspiciosa e tentadora

Que sonhos nos acalantem nos longes horizontes

Que o despertar nos devolva a manhã encantadora!


Euclides Riquetti

Ficarei te esperando

 


 



Resultado de imagem para fotos homem sentado beira do mar

Ficarei te esperando
Na beira do Mar
Pra te ver mergulhando
Pra te ver nadar...

Serei como a areia
A afagar os teus pés
Bela e  doce sereia
Doce e  bela mulher...

Nas águas do Arroio, sim
Quando vais te banhar
Vais te lembrar de mim
De mim vais te lembrar...

Nas tardes mais quentes
Nas manhãs mais frias
Pensarás como sempre
Na nossa alegria...

Pois estarei te esperando
Na beira do Mar
Num Arroio  nadando
Pra poder te abraçar...

Euclides Riquetti

Uma manhã de um domingo lindo

 


 


 


Uma Manhã de um domingo lindo


Nesta manhã de domingo

Quero que venha um dia perfeito,  lindo

Virá o sol, virá ainda a chuva

E, para você que madruga

Um amanhecer fresco no verão.


Ontem choveu legal

E os gaúchos ficaram contentes

Assim como os catarinenses

Et... cetera e tal!


A noite me foi tão sonhosa

Com um claro sonho  de romance 

E eu tive uma bela chance

De dizer que você é lindosa

Com sua beleza natural.


Então , a inspiração procurada

Durante dias em vão buscada

Veio bater em minha porta:

Ah!, Como isso me conforta!


Então, desse jeito estrambótico

Com olho na tela e dedo no teclado

Quis, (com s),  compor um poema irado

E mesmo que eu pareça um idiótico

Sou um poeta apaixonado.


Não ria, eu quero sentir seu sabor:

Apenas entenda minha doideira

E sinta-se minha adorável companheira

Me dê devolva o seu sorriso, por favor!


Euclides Riquetti


Poemas de Riquetti, milhares deles, no 

Blog do Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Na noite fria e escura

 



 


Na noite fria e escura me agasalhei em você
Dividimos afagos e compartilhamos carinhos
Mandei embora meus medos, você sabe por quê
Nós buscamos nos sonhos reencontrar um caminho.

Na noite fria e escura eu rezei com você
Pedimos a Deus por nós dois, pela sua proteção
Rejeitamos viver o que nos faça sofrer
Juramos amor, muito amor, amor e paixão...

A noite fria e escura eu só queria que acabasse
Que as horas corressem bem rapidamente
E que um  dia  de sol de imediato voltasse

A noite é dos anjos, dos seus clarins e seus cânticos
É amiga dos namorados,  de quem se ama fielmente
É a hora do poeta compor os seus versos românticos.

Euclides  Riquetti

Quando o céu se transforma em poesia

 


 

 


 


 




Quando o céu, na manhã,  se transforma em poesia

Parece-me que até a terra lhe obedece

As plantinhas verdes crescem

O ar fresco me envolve e me embevece

Lembro-me de ti, e fica muito melhor o meu dia!


Quando as nuvens brancas flutuam levemente

E o vento acaricia rostos macios com seu lufar

Meus olhos te buscam em algum lugar

Desejam, ardentemente, te ver e  te encontrar

Na paz da tarde calma e silente!


E, quando a poesia já tiver engraçado meus versos

Corações pulsam seus pulsares harmoniosos

Olhos olham com seus brilhos, charmosos

Mas continuam meus pensamentos pecaminosos

Meus pensamentos mundanos que voam pelo universo!


Euclides Riquetti

sábado, 8 de março de 2025

Um porto seguro

 


 

 



Quando em seu coração houver turbulência
Estiver abalada, ferida de agonia
Busque reencontrar a calmaria
Faça seu pensamento navegar com maestria
E vá  buscar motivação para a existência.

Quando sentir que o céu de seu dia ficou escuro
E que o chão parecer ter-se aberto de repente
Cuide de analisar o que seu íntimo sente
Tome a atitude que precisar, firmemente
Para ir de volta ao seu porto seguro.

Busque encontrar quem lhe dê apoio
Irrestrito, amplo, incondicional
Pois quem ama, a ninguém quer o mal.

Procure agir de modo simples e natural
Na tarefa de separar o trigo do joio...

E se a tarefa lhe parecer difícil e espinhosa
Pense em mim, delicie-se com meus beijos
Na noite silenciosa, longa, silenciosa...

Euclides Riquetti

 

Poeta, poetisa

 


 


Seja você poeta ou poetisa

O que mais me importa

E isso  muito me conforta

É o que você realiza!


Claro que você tem 

Um caderninho rabiscado

Ou um papelzinho dobrado

Segredos escondidos tão bem!


Confessar sentimentos

Deixar tudo anotado

Tudo devidamente guardado

Os mais românticos momentos...


Um bom poeta, uma boa poetisa

Com rimas ou com "cem rimas"

Cuidando pra ter alta e autoestima

Com bênçãos, Deus lhe bendiga!


Então, por infortúnio ou por prazer

Se você escolheu ser poetiza (ou...)

Ser poeta com calça e camisa

Então valorize o seu saber...


Pois o que você faz é arte

Mesmo que não lhe renda dinheiro

Seu ofício é o mais prazenteiro

É realização por toda a parte!


Euclides Riquetti

Sobre um Pioneiro do Oeste Catarinense - memória histórica!

 


 

Reedição:




Joaçaba - 1942


          Já me referi ao cidadão José Waldomiro Silva, que nasceu no interior de Campos Novos, em 21 de junho de 1902, na fazenda do avô paterno, Jordão Francisco da Silva. Silva é um exemplo de pessoa simples, que deu a volta por cima, que podemos considerar um vencedor, com méritos. Um menino de fibra, que tornou-se um homem de fibra, um líder incontestável. Exerceu, em sua vida,  mais de uma dezena de ocupações. O menino que, aos 12 anos,  ajudava a defender o povoado de Rio Capinzal empunhando uma Winchester 44, mesmo pobre, conseguiu, pela sua maneira simples a carismática de ser, eleger-se duas vezes prefeito de Joaçaba e duas vezes Deputado Estadual. Mas sua biografia vale mais pela maneira como conduziu sua vida simples mas de sucesso do que pela carreira política.


          Aos sete anos mudou-se para as proximidades do Rio Pelotas, poróximo da hoje Zortea e em 1910 a família foi para Rio Uruguai, ali próximo de Marcelino Ramos. Acompanhou a chegada da linha férrea, sendo que seu pai vendia carne para os trabalhadores da mesma. Ficaram pobres depois que revolucionários que vinham do Rio Grande do Sul passaram pela propriedade da família e saquearam seus bens.  Viu a construção da ponte sobre o Rio Uruguai, ligando Santa catarina ao Rio Grande, em Marcelino Ramos.

          Em seu livro, "O Oeste Catyarinense - Memórias de um Pioneiro", ele conta toda a história de sua vida, com riqueza de detalhes sobre a construção da estrada-de-ferro, a enchente de 1911, o assalto ao trem pagador pelo grupo liderado por Zeca Vacariano e Manoel Francisco Vieira. Em 1912 foi  morar em São João do Triunfo (Paraná), voltando, em 1914, aos 12 anos, para Rio Capinzal.

          Sobre essa época,  faz uma minunciosa descrição do centro de Capinzal e dos acontecimentos de então,  sobre os conflitos entre os revoltosos do Contestado e os homens da madeireira Lumber. Conta sobre o acampamento de 500 soldados de uma Força Federal que ficaram acampados nas proximidades da estação Férrea de Rio Capinzal, para guarnecê-la,  na época. Interessante é saber que, naquele tempo,  a área situada à  margem esquerda do Rio do Peixe, chamada Rio Capinzal era ligada por uma balsa de Afonsinho da Silva à do lado direito, o então Distrito de Abelardo Luz, onde havia somente a rua central povoada, e hoje se localiza a cidade de Ouro, que pertencia ao Paraná, enquanto que a outra, Rio Capinzal,  pertencia a Santa Catarina.

           Vale muito a pena conhecer as descrições e narrações de José Waldomiro Silva, pois foi uma testemunha presencial dos conflitos em nossa região contestada.

          Das descrições em seu livro, citarei uma que julgo importante para todo o capinzalense conhecer, às páginas 21 e 22:   "O nome de Rio Capinzal se originou do seguinte fato: Segundo voz corrente na época, o fazendeiro-proprietário das terras de Capinzalo, de nome Antônio Lopes, cuja fazenda de campos e matos fazia fundos com o Rio do peixe na barra do rio que levou o nome de Capinzal. Para fazer pastagens e invernar suas criações, fez grande desmatação à  margem do Rio do peixe, da barra do lajeado ali existente, acima e, depois da queima, semeou capim melado ou capim gordura, cuja semente trouxe de São Paulo, para onde viajava seguidamente com tropas de muares que vendia em Itapetininga, tendo assim formado uma grande pastagem (capinzal)"

          Em 1917, quando da criação e instalação de Cruzeiro, no povoado de Limeira (hoje Joaçaba), eles foram morar ali, onde exerceu diversos ofícios, inclusive o de balseiro. Em 1921, morou em Rio do Peixe (Piratuba), depois em Irani, e voltando para Limeira 9Joaçaba), ao final de 1924 para exercer a função de Escrivão de Paz. No ano seguinte, foi para Itá como cartorário, voltando a Limeira em 1927.

         Em suas memórias, José Waldomiro Silva fala da Revolução de 1930, da Construção da Ponte Emílio Baungharten, entre Joaçaba e Herval, sobre a passagens dos comboios de trem, sobre a fundação do Clube 10 de maio, de Joaçaba, sobre a morte do pioneiro de Treze Tílias Andreas Thaler, sobre a fundação do Município de Concórdia, o Tiro de Guerra, a enchente de 1951, e outros fatos marcantes.

          Em 1947, já aposentado, foi morar em Ponta Grossa, mas foi convidado a voltar a Joaçaba para concorrer a Prefeito, tendo sido derrotado por oscar Rodrigues da Nova. Fez sua campanha montado em lombo de cavas emprestados pelos seus correligionários, visitando as fazendas de Herciliópolis e Irani.

            Novamente candidato, foi eleito Prefeito de Joaçaba, assumindo em 31 de janeiro de 1951, ficando até 1954, ano em que se elegeu Deputado estadual, sendo o mais votado do Estado, reelegendo-se em 1958. E, em 1960, elegeu-se novamente Prefeito de Joaçaba, vencendo ao jovem Paulo Stuart Wright por uma diferença de apenas 9 votos. Ao final da década de 1960 foi morar em Florianópolis e em 1987 lançou o seu livro de memórias.

           José Waldomiro Silva foi propriamente um cigano. Nas cidades onde morou frequentou escolas do antigo primário, mas sua evolução na escrita veio em razão de tê-la praticado muito na atividades cartoriais. Seu livro de memórias nos traz muitas informações valiosas, incluisive citando os nomes dos primeiros moradores dos povoados onde residiu. Vale a pena ler!






Joaçaba - foto atual - aos fundos, Herval d ´Oeste


Euclides Riquetti
14-09-2013

Depois do último café... do último beijo...

 


 


 



Depois do último café

Do último beijo

Do último abraço...

Da perdição

Do desejo

E do cansaço...


Depois do último olhar

Do passeio pela praia

Do nado no mar...


Depois do estresse da estrada

Das horas de insônia 

Na noite passada...


Depois do dia ensolarado

Do céu azul anilado

Do corpo perfumado...


Depois de tudo, sim

Faço pra ti este poeminha

Que parece desarrumado

Mas foi articulado

Pra ti,  por mim!


Euclides Riquetti