quarta-feira, 1 de julho de 2026

Uma ousadia oculta que me incendeia





Cessam, na noite, os densos raios solares

Ilumina-se a lua e nosso planeta azulado

Elementos cósmicos cobrem os lares

Celestial desenho é ricamente detalhado

Alimentos à alma que sobrevoa os mares. 


Todas as notas das músicas do fresco vento 

Praias arenosas de um chão que se estende

Celebrando sonhos de cada pensamento

Pelos rumos curvos que a razão não entende

Brancas rosas desafiam meus sentimentos.


Sacodem-se as folhas da minha laranjeira 

Acodem os anjos minhas súplicas e anseios

Nas tardes de inverno me inspira a amoreira

Retinta meus instintos seu moreno seio

Uma ousadia oculta que me incendeia!


Euclides Riquetti

01- 07--2027














Conflitos da alma

 


 


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Conflitos da alma
Conflitos da alma nos geram dores
Marcas indeléveis, vãs, duradouras
Sofrimentos que vêm de desamores
Nos deixam cicatrizes imorredouras.

Conflitos da alma nos enfraquecem
Aniquilam, mutilam e deprimem
Muitas vezes até nos enlouquecem
Geram danos que não se redimem.

Conflitos, mesmo que com cuidados
Podem deixar feridas muito fundas
Mágoas que formarão o mau legado
Deixarão as marcas mais profundas.

Fazei, ó Deus, com que a harmonia
Se instale em cada um de nós dois
E que nuvens do amor e de alegria
Jamais nos permitam viver sós!

Euclides Riquetti


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Meu lado bem Paraná



 



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Meu lado bem Paraná
Eu tenho dentro de mim um lado bem Paraná
E sei bem quando angariei, sei bem como aconteceu
Foi algo que não morreu, de quando morei por lá
E ficou dentro de mim esse meu lado Paraná!

Ficou dentro de minha alma, gravou-se  na minha  memória
Misturou-se com meu sangue o vinho que fui tomar
Não me esqueço dos bons tempos ali em União da Vitória
E dos amigos que fiz, quando ali  fui estudar.

Pesquei no Rio Iguaçu, nadei em suas águas brandas
Li poemas do Furlani e os romances do Zé  Cleto
Tive aulas com Nelson Sicuro, professor naquelas bandas
E com o Geraldo Feltrin aprendi um  Inglês esperto.

Agora,  depois de décadas,  ali volto em meu pensamento
Pras dragas retirando areia e no fundo a verde paisagen
Lembranças da ponte do arco que resta  através do tempo
Do Cristo no alto do morro, protegendo a bela cidade.

Dos poetas herdei a veia que me tornou compositor
Com os colegas da Fafi eu aprendi a me portar
Nas danças dos domingos à tarde eu fui encontrar o amor
E tornei-me um verdadeiro Bicho do Paraná!

Euclides Riquetti

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Buscar-te na noite, embalado ao vento...

 


 


 



O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...

O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.

Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.

Pensar, sim, viajar pelo ignoto  firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te  na noite, embalado ao vento...

Euclides Riquetti

Deixa que o perfume dos ventos te acaricie

 


 

 



Deixa que o perfume dos ventos te acaricie
Afague tua pele e beije teus  lábios que eu tanto desejo
Erice  teus cabelos macios  e aplaque  teus medos
Permite  que o perfume dos ventos se delicie...

Deixa que a brisa da noite refresque teu corpo fogoso
Apalpe teus seios, teus braços, com toda a ternura
Que leve pra ti  os aromas  e toda doçura
E que a noite se transforme em algo sublime  e gostoso.

Deixa-te navegar na distância numa  viagem bonita
Ultrapassar as barreiras que te impedem de ser feliz
Voa pelos ares da mente na imensidão infinita

Deixa  que teu rosto receba o carinho de minhas mãos
E sente  o seu  toque sensual que você sempre quis
Deixa-te trazer até mim, embalada pelo som da minha canção!

Euclides Celito Riquetti

A deusa, a sereia, a musa...


 







Desenha a natureza o verde dos coqueirais
Desenha o céu o azul nas manhãs ensolaradas
Desenham o mar os recifes e os negros corais
Desenham o dia as brancas nuvens alvejadas.

O sol do ouro alaranjado doura a  morena pele
E o caminhante beija  o vento na manhã divina
A onda espumante que banha acaricia, não fere
O corpo que desafia minha  imaginação felina...

Desenha-se, no mar,  o mais perfeito dos cenários
A imensidão oceânica que colore e perfuma
E se transforma no mais sagrado dos sacrários.

Louva-se, no mar, a brisa que enternece a alma
Louva-se, no mar, a deusa, a sereia, a musa
Louva-se, no mar, o seu sorriso que seduz e acalma...

Euclides Riquetti

Beijo com sabor de canela


 




Dê-me um beijo com sabor de canela
Um beijo bem gostoso, bem adocicado
Quero sentir as sensações que revela
Um beijo ardente, um beijo demorado.

Dê-me um abraço carinhoso, apertado
Abraço delicioso, quente e  sensual
Deixe-me sentir o seu corpo perfumado
Abraço terno, que me levanta o astral.

Dê-me a alegria de senti-la e assim
Sentir a alegria de quem dá e recebe
Sentir você bem juntinho de mim.

Beijos, abraços, o que mais querer
Se são os prazeres que você me concede?
Beijos e abraços, que me fazem viver!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 29 de junho de 2026

De corpo e de alma

 




 

 

 

Passam os dias
Passam outros e outros
Vem nova semana
Vem outra, outra ainda
Longa, morosa, infinda:
Só tu não vens!

E chega um novo mês
Para animar
Meu coração já insano
Enquanto fico a  esperar
Que comece um novo ano
Que venham outros, muitos talvez, outra vez.

Passa o tempo, inclemente
Num repente!
Só não passa a dor no coração
De  quem  perdeu  algo precioso
Forte, imedível, inimaginável...
Passa simplesmente.

A vida corre  e o tempo passa
Enquanto sento na praça
Na espera da sorte
Que deveria vir do norte
Mas não vem...
Nem do Sul, nem de lá, nem de cá!

Todo o meu conforto
É imaginar-te em mim pensando
Acreditar que não me esqueceste
Que não te arrependeste
De ter sido minha de alma...
E de corpo!

Euclides Riquetti

Oração ao Monge São João Maria

 


 


 

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Estátua de João Maria, no Morro da Cruz, em Porto União - SC

Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençõe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!


Euclides Riquetti

O mar colossal

 



O mar é colossal
Move-se em suas ondulações francas
Gera e extingue as espumas brancas
De água e de sal.

O mar é imenso e colossal
É um oceano de águas turbulentas
Que balamça as mais  doces emoções
Que se quebram nas ondas que chegam lentas
Aos pés, corpos, peles, almas e corações.

O mar que me traz dos tempos de criança
As mais ternas lembranças
É o mar de todas as idades.

O mar que nos manda a brisa generosa
É aquele que embala a alma esperançosa
E que nos faz sentir saudades... saudades... saudades!

Euclides Riquetti

domingo, 28 de junho de 2026

Memórias de Cadichon

 



Porque Burro, mesmo, é quem não tem sensibilidade para a Arte Literária!

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          Quando estou a pensar no passado, e isso me inspira a escrever, procuro lembrar de situações que marcaram minha vida ou a de outras pessoas de minhas relações  e amizade. Entrei para o primeiro ano do antigo primário com 8 anos feitos, tinha vergonha por ser mais velho do que os outros. E passei por três professoras, Judite Marcon, que foi substituída por Mariza Calza, e depois Noemi(a) Zuanazzi, pois mudaram-me de sala, colocando-me numa turma um pouco mais adiantada.

          Na nossa condição e capacidade de julgar, da época, fazíamos a separação: Primeiro Ano Fraco e Primeiro Ano Forte. Neste, os alunos que cursaram o jardim da Infância. Naquele, "nosotros". Então, após alguns meses de aula, eu já estava razoável em leitura e escrita, então fui para a turma que estava além do a, e, i, o, u. Nós não estávamos errados em nossos conceitos...

          No segundo ano, em 1962,  lá pela metade do ano letivo, eu já lia bem, com alguma fluência, sem solavancos. Eu era muito privilegiado,  tinha professor em casa, meu pai, que estudou no Seminário São Camilo em São Paulo, até o primeiro ano de Folosofia. Então, eu já olhava as velhas revistas O Cruzeiro, mais as figuras do que as matérias. E, para as férias, as freiras, (provavelmente a Irmã Firmina ou a Terezinha)   disseram que quem fora bom aluno poderia levar um livro da Biblioteca para ler.

          Seriam  dias de encantamento ter um livro para ler. Retirei um volumoso para minha idade: 256 páginas, uma versão brasileira de uma obra da Condessa de Ségur, nascida em São Petersburgo, na Rússia, em 1799, com o nome de Sophie Rostopchine, mas que aos 18 anos foi para Paris, onde só publicou seu primeiro livro aos 58 anos de idade, em Francês. E adotou o sobrenome de seu marido.Eu peguei a nossa versão  de "Les Mémoires d´un âne", "Memórias de Um Burro".

           Fui para casa de meu padrinho, no Leãozinho, então município de Capinzal, para passar minhas férias de inverno, e com a ajuda das filhas dele, Catarina e Delcia, consegui ler tudinho. Elas me ajudavam a entender as sílabas complexas. Lembro que a personagem principal era um Burrinho, Cadichon, muito injustiçado no início, mas que ao longo da trama salva a menina Paulina e consegue ralizar outrs feitos, ganhando respeito e notoriedade, até.

          Quinze anos depois, em 1977, quando eu já lecionava em Duas Pontes, hoje Zortea, ao participar de um encontro de formação lá no Mater Dolorum entrei na Biblioteca e vi que todos os livros antigos tinham sido encapados. Havia centenas deles. Pedi se tinham "Memórias de Um Burro" e disseram-me que não sabiam. Pedi licença, fui para a prateleira, apanhei um daqueles com capa em papel pardo e abri: Era o primeiro livro que eu li. Fiquei emocionado, retirei-o, li e reli, contei pra todo mundo.
          Cadichon me ensinou que o dinheiro tem alguma  importância no contexto da vida, , mas não é a salvação para tudo. Ainda, que ter amor e amizade são itens fundamentais para vivermos bem. Ser honesto nos garante respeito e o respeito abre-nos as portas com facilidade. Vale a pena ser honesto. Era mais ou menos isso que me ensinava. E eu morria de pena dele porque fora muito maltratado.

          Deste este primeiro livro lido, o  hábito pela leitura colou em mim. Leio de tudo. Não costumo ler modismos, leio a literatura que me dê interesse. Revistas, jornais, folhetos e jornaizinhos de igrejas, rótulos de produtos, placas de sinalização, legendas de noticiários, textos nos sites. Cadastrei-me e tenho senha de alguns sites da grande imprensa nacional. Comento, sempre que julgo conveniente, nos sites locais. Comento. Sou moderado, sigo a linha socrateana que me deu a frase que está no do epitáfio de meu pai: "In médio virtus".

          Hoje, eu o indicaria para muitas pessoas:  gestores públicos,  agentes políticos, profissionais liberais, ambientalistas, engenheiros, veterinários, agrônomos, psicólogos, estudantes e meus colegas professores. E a todos aqueles que acham que a formação acadêmica já lhes deu tudo de que precisam.

         Principalmente, recomendo para pessoas sensíveis. Estas têm, nelas, um pouquinho de Cadichon.

Euclides Riquetti
04-03-2013

Salada de frutas: Banco Master, Conferência de Saúde, Mário Wolfart, Café Colonial, Adolfo Ziguelli...

 



       O Caso Banco Master traz à tona mais um aproveitador – Desta vez foi o Senador Jaques Wagner, eleito pela Bahia, estado do qual foi Governador. A Pol[cia Federal fez apreensões em domínios de Wagner e  afirmou que ele está muito envolvido em atos que, se não forem ilícitos, são imorais. E a constatação é a de que todo o embrião da corrupção do Master tem a ver com transações altamente duvidosas e condenáveis iniciadas na Bahia.

       O caso, protagonizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e que envolve figuras do Legislativo, Executivo e Judiciário nacionais é,  seguramente, o de maior corrupção já acontecido no Brasil e um dos mais repercutidos no mundo. Enquanto isso, já não se fala do roubo no INSS.

       O Ministro do STF André Mendonça conduz o processo, mas as investigações estão na autonomia da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República. É preciso que a PF tenha a pertinente independência para investigar a apontar os culpados. O Brasil precisa de seriedade e menos oportunismo, corrupção, narrativas e intrigas. Isso precisa ser substituído por decisões justas em que quem tiver culpa seja punido e quem for inocente seja absolvido. Enquanto isso, o bocudo e metido Glmar Mendes, continua se manifestando na imprensa com suas posições fajutas a respeito dos acontecimentos. Se guardasse tudo para si em vez de opinar sobre ações e decisões do colega André Mendonça, ajudaria na tentativa de se punir quem realmente deve.

         A Conferência Municipal de Saúde – Participei, na segunda, 22, da Sétima Conferência Municipal de Saúde de Joaçaba, realizada no auditório Afonso Dresch, na UNOESC, que foi conduzida pela presidente do CMS Paula Giovana Kléber. Com muita competência e habilidade na condução dos trabalhos, a experiente gestora de saúde mais uma vez nos mostra sua elevada capacidade de articulação e conhecimento dos negócios da saúde pública. O prefeito Vilson Sartori fez a abertura do evento, mostrando aos presentes a realidade do financiamento da saúde pública, em que o Governo Federal não cumpre com o que deveria cumprir.

       Vale destacar a participação do médico do ESF de Água Doce, Doutor Luiz Fernando Peruchini, que palestrou-nos sobre o SUS, mostrando que tem profundo conhecimento sobre o programa  oficial e, sobretudo, sobre os hábitos dos usuários dos serviços. O financiamento do Programa também foi enfocado e é uma preocupação de gestores e usuários. Sabemos que a tabela do SUS não é majorada há 18 anos. Tenho razoável conhecimento na área e posso asseverar que a tabela de pagamento dos fornecedores de serviços, e isso inclui profissionais de todos os níveis, nosocômios e laboratórios, já era ruim há 20 anos e em nada melhorou. A propaganda é grande, mas quem tem se ferrado para garantir assistência à população é o Município. Joaçaba orça 60 milhões de reais para seus compromissos no ano.

       Representantes de usuários e dos outros setores forqm escolhidos como delegados à Conferência Macrorregional, a qual acontecerá no próximo ano, em Videira. Estarei participando como um dos delegados representantes dos usuários.

       O falecimento do Doutor Mário Wolfart – Ex-prefeito do Piratuba e Delegado Regional de Polícia, Doutor Mário Wolfart faleceu na quinta-feira, 18, aqui em Joaçaba, onde residiu nas últimas décadas. Conheci-o há quatro décadas, cultivamos boa relação de amizade e entendimento nas questões públicas. Foi vereador e Presidente do Legislativo em Joaçaba, era delegado de polícia aposentado, gozava de grande prestígio no Meio-Oeste e Baixo Vale do Rio do Peixe.

       O Café colonial da Paróquia de Santa Terezinha -  realizado no Pavilhão Frei Bruno, no sábado, 20, promovido pela comunidade católica joaçabense, é o principal evento gastronômico de Joaçaba. Muito bem organizado e com alimentos doces e salgados de toda a sorte, regados a café ou chá, é uma programação imperdível para nossa população. Reconheci pessoas de outras cidades que estavam ali para, não apenas prestigiar os organizadores, mas para usufruir de guloseimas carinhosamente preparadas. Parabéns às senhoras e aos senhores que tiram de seu tempo para o trabalho comunitário desinteressado!

       A lombada eletrônica no Acesso Adolfo Ziguelli – Situada nas proximidades da Lanchonete Belotto`s, ela é muito necessária. Ajuda-nos à proteção contra os malucos que andam em velocidade acima do compatível com seus bólidos. Estando com a limitação de velocidade para 40 Kms por hora,  informaram-me de que a definitiva deverá ser definida em 50 Kms. Importante é que seja marcada a sinalização de solo, em meio às pistas, indicando a velocidade máxima permitida no local. A segurança dos cidadãos precisa estar acima de tudo e de todos. Já podem aproveitar para remarcar a sinalização divisória das duas pistas de subida, na curva do Cancelli, que em dias de chuva e à noite ficam imperceptíveis.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Me leva embora (com a chuva da tarde...)


 

 

Me leva embora


A chuva desta tarde cai leve, lentamente

E suas águas correm pelas valetas tristemente

E tal rolar, que vai suave, suavemente

Leva minhas dores a encontrar as tuas, certamente!


A chuva que cai me remete a um tempo saudoso

Às paixões juvenis, a um cenário silencioso

E, em meus adjetivos, que os escolho criterioso

Te qualifico como amor belo, lindo formoso!


A chuva cai como já caiu nas tardes de outrora

Como quando esconde nosso sol no raiar da aurora

Então eu rezo por ti, onde quer estejas agora

Vem, vem me buscar e me leva embora!


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Como as flores de novembro

 




Minhas flores de novembro

Cândidas e muito coloridas

Elas esperam por dezembro 

E enfeitam minha vida...


Flores são minha alegria

Por decorarem meu jardim

A natureza que me contagia

É um encanto sem fim...


Flores em tempo de advento

De um Natal que há de vir

Poucos dias para o evento

Que faz a criançada a sorrir!


Sorriem as mães carinhosas

Sorri a vovó, o vovô e o pai

E as lembranças saudosas 

Aliviam-me as dores e os ais.


Euclides Riquetti

Buscar-te na noite, embalado ao vento...


 


 



O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...

O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.

Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.

Pensar, sim, viajar pelo ignoto  firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te  na noite, embalado ao vento...

Euclides Riquetti