Lá, onde mora o coração
Há mistérios infindáveis
Há enigmas indecifráveis
Há segredos inconfessáveis
Lá onde mora o coração.
Lá, onde mora o coração
Consegue chegar o pensamento
Vai pelo ar, com o vento
Vai livre, vai com o tempo
Lá onde mora o coração.
Lá , onde mora o coração
Há lábios certamente rosados
Há lábios por mim desejados
Há amor e há pecados
Lá onde mora o coração...
Euclides Riquetti
04-02-2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Nona Crônica do Antigamente
Recordar e Pensar é preciso. Principalmente nós, que somos antigos, temos, sempre, muito que recordar. E recordar nos traz à mente situações que vivemos e das quais temos saudades. De algumas delas nos orgulhamos e queremos revivê-las. Nem que seja apenas no imaginário. Outras, nosso subconsciente rejeita, ferrenhamente. Há uma pessoa que sempre me diz: "tem algumas coisas que minha mente quer apagar, nada há que me atraia a lembrar delas". E, mais: "O que é ruim já deletei de minha cabeça. De pessoas desprezíveis quero distância. Se fui pobre, nem lembro".
Concordo plenamente com ela, embora muitas vezes isso nem seja possível. Mas vale desviar o pensamento das coisas que nos desagradam, canalizando-o para aquilo que nos deleita, que nutre nossa alma, que incita nosso ânimo, que nos dá mais prazer. Uma pessoa, uma vez, me disse que seu analista recomendou que trabalhasse o domínio de sua mente para não sofrer, procurando evitar lembrar de tudo o que fosse desagradável, dirigindo a mente para algo que lhe confortasse, que fosse auspicioso. Tem razão, ela.
Mas, dentro de meus propósitos de ressaltar que sou antigo, muitas coisas me vêm à mente. Em 1988 estive candidato a um cargo político. Na época, em agosto, nasceu a Rumer Willis. Hoje ela tem 23 anos, é bonita, mora nos Estados Unidos. Meu filho, o Fabrício, tinha menos de um ano, e nós o levávamos para todos os lugares, principalmente às festas no interior do Ouro, onde se come churrasco de verdade nas festas das capelas. E a Michele sempre dava um jeito de, literalmente, cair na água de algum riacho, inverno ou verão. A Caroline vinha correndo chamar-nos. E, assim, lá pelas 14 horas, tínhamos que ir para casa...
Ontem, dia 2 de fevereiro, ao caminhar pela rua central do Ouro, lembrei de meu pai, de minha mãe, de meu irmão, de muitos amigos que já se foram. Pessoas de quem lembro com muito carinho. A procissão de Nossa Senhora dos Navegantes pelo Rio do Peixe remeteu-me à minha infância, quando meu pai e uns amigos, com seus botes, realizaram uma procissão com a imagem de nossa padroeira, vindo da "ilha" até o "açude" e depois trazendo a imagem até o Seminário. Recordei-me do Sr. Reinaldo Durigon, provavelmente o seu maior devoto, que faz aniversário neste dia. Também do Olivo Zanini, que todos os anos ajudava a carregar a imagem desde o Rio do Peixe até a rua. Do Rodrigo Parmalat, que ficava ao colo da mãe, enquanto a barca aportava em sua propriedade, e o João Antunes da Costa, seu pai, ajudava a organizar o local por onde a Santa passaria. Lembrei-me de histórias ouvidas da Dona Noemia Sartori, do Érico Dambrós, do Sr. Ivo Luiz Bazzo, do Pedro Zaleski, do Rozimbo Baretta, do Ivo Maestri e de outros, todas interessantes. Também imaginei o Afonsinho da Silva e sua esposa, Eleonora, ele balseiro e padeiro, estabelecido ali onde hoje é a Unidade Sanitária. Lembrei-me da história de que trouxe a imagem da Santa de Caxias do Sul, fez um capitel para ela, levado pela enchente. Mas, a imagem, intacta, foi encontrada por ele quando a água baixou, ali na margem do Rio do Peixe. Momentos assim nos trazem muitas saudades. São os momentos indeletáveis de nossa mente.
É, ser antigo nos dá privilégios, conhecem-se mais histórias. Ah, a Marjorie Estiano, a Manu, da Vida da Gente, está enveredando para os lados do Eriberto Leão, agora Gabriel, ele que foi o "devagar" Pedro, naquela novela filmada em Floripa. Com a concordância da Julinha...
Antes que eu esqueça, a Rumer Willis é filha do Bruce Willis. E da Demi Moore. É por isso que ela passa frio, lá nos "States", onde é inverno. Aqui, nós, calor de 35 graus e muito calor humano, para compensar.
Concordo plenamente com ela, embora muitas vezes isso nem seja possível. Mas vale desviar o pensamento das coisas que nos desagradam, canalizando-o para aquilo que nos deleita, que nutre nossa alma, que incita nosso ânimo, que nos dá mais prazer. Uma pessoa, uma vez, me disse que seu analista recomendou que trabalhasse o domínio de sua mente para não sofrer, procurando evitar lembrar de tudo o que fosse desagradável, dirigindo a mente para algo que lhe confortasse, que fosse auspicioso. Tem razão, ela.
Mas, dentro de meus propósitos de ressaltar que sou antigo, muitas coisas me vêm à mente. Em 1988 estive candidato a um cargo político. Na época, em agosto, nasceu a Rumer Willis. Hoje ela tem 23 anos, é bonita, mora nos Estados Unidos. Meu filho, o Fabrício, tinha menos de um ano, e nós o levávamos para todos os lugares, principalmente às festas no interior do Ouro, onde se come churrasco de verdade nas festas das capelas. E a Michele sempre dava um jeito de, literalmente, cair na água de algum riacho, inverno ou verão. A Caroline vinha correndo chamar-nos. E, assim, lá pelas 14 horas, tínhamos que ir para casa...
Ontem, dia 2 de fevereiro, ao caminhar pela rua central do Ouro, lembrei de meu pai, de minha mãe, de meu irmão, de muitos amigos que já se foram. Pessoas de quem lembro com muito carinho. A procissão de Nossa Senhora dos Navegantes pelo Rio do Peixe remeteu-me à minha infância, quando meu pai e uns amigos, com seus botes, realizaram uma procissão com a imagem de nossa padroeira, vindo da "ilha" até o "açude" e depois trazendo a imagem até o Seminário. Recordei-me do Sr. Reinaldo Durigon, provavelmente o seu maior devoto, que faz aniversário neste dia. Também do Olivo Zanini, que todos os anos ajudava a carregar a imagem desde o Rio do Peixe até a rua. Do Rodrigo Parmalat, que ficava ao colo da mãe, enquanto a barca aportava em sua propriedade, e o João Antunes da Costa, seu pai, ajudava a organizar o local por onde a Santa passaria. Lembrei-me de histórias ouvidas da Dona Noemia Sartori, do Érico Dambrós, do Sr. Ivo Luiz Bazzo, do Pedro Zaleski, do Rozimbo Baretta, do Ivo Maestri e de outros, todas interessantes. Também imaginei o Afonsinho da Silva e sua esposa, Eleonora, ele balseiro e padeiro, estabelecido ali onde hoje é a Unidade Sanitária. Lembrei-me da história de que trouxe a imagem da Santa de Caxias do Sul, fez um capitel para ela, levado pela enchente. Mas, a imagem, intacta, foi encontrada por ele quando a água baixou, ali na margem do Rio do Peixe. Momentos assim nos trazem muitas saudades. São os momentos indeletáveis de nossa mente.
É, ser antigo nos dá privilégios, conhecem-se mais histórias. Ah, a Marjorie Estiano, a Manu, da Vida da Gente, está enveredando para os lados do Eriberto Leão, agora Gabriel, ele que foi o "devagar" Pedro, naquela novela filmada em Floripa. Com a concordância da Julinha...
Antes que eu esqueça, a Rumer Willis é filha do Bruce Willis. E da Demi Moore. É por isso que ela passa frio, lá nos "States", onde é inverno. Aqui, nós, calor de 35 graus e muito calor humano, para compensar.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Calor
Calor?
Amor?
Fulgor?
Desamor?
Temor?
Dor?
Não:
Apenas o calor do sol no verão escaldante
Que difere do calor do coração amante!
Apenas o calor que conforta a alma atormentada
Não o calor que queima na tarde ensolarada.
O calor que harmoniza
É o mesmo que suaviza.
O amor que escraviza
É o mesmo que martiriza.
E as almas arredias
Que buscam as noites frias
O que são?
São espectros
Que vagam nos desertos
Nos caminhos incertos
Com olhos recobertos.
Ver pra quê?
Se não houver o que sentir
Se não houver um voltar depois de um partir
Se não há motivo para volta..
Vaga
Anda
Sente
Mas volta... volta...
Volta pra mim...
Sim.
Volta...
Amor?
Fulgor?
Desamor?
Temor?
Dor?
Não:
Apenas o calor do sol no verão escaldante
Que difere do calor do coração amante!
Apenas o calor que conforta a alma atormentada
Não o calor que queima na tarde ensolarada.
O calor que harmoniza
É o mesmo que suaviza.
O amor que escraviza
É o mesmo que martiriza.
E as almas arredias
Que buscam as noites frias
O que são?
São espectros
Que vagam nos desertos
Nos caminhos incertos
Com olhos recobertos.
Ver pra quê?
Se não houver o que sentir
Se não houver um voltar depois de um partir
Se não há motivo para volta..
Vaga
Anda
Sente
Mas volta... volta...
Volta pra mim...
Sim.
Volta...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Fim de tarde
Fim de tarde:
O sol começa a se por
O coração a se opor...
E as almas ardem.
É fim de tarde!
Fim de tarde:
As sobras da noite se libertam
E flertam...
Flertam comigo
Contigo
Flertam...
Fim de tarde: a noite vem.
Vem, como as demais
Quando cessam os pardais
E há o encontro dos pensamentos casuais
Na noite que vem
Escura...
Fim de tarde:
Da noite emergente é o prenúncio
Da manhã que vem é prévio anúncio
É mais um fim de tarde:
Como as demais
(Não voltará, não, nunca, jamais)
O que vai, não volta mais...
Apenas volta, no firmamento
A lembramça de ti em meu pensamento.
Mas, como a tarde, tu também vais
E não voltas...(mais!)
O sol começa a se por
O coração a se opor...
E as almas ardem.
É fim de tarde!
Fim de tarde:
As sobras da noite se libertam
E flertam...
Flertam comigo
Contigo
Flertam...
Fim de tarde: a noite vem.
Vem, como as demais
Quando cessam os pardais
E há o encontro dos pensamentos casuais
Na noite que vem
Escura...
Fim de tarde:
Da noite emergente é o prenúncio
Da manhã que vem é prévio anúncio
É mais um fim de tarde:
Como as demais
(Não voltará, não, nunca, jamais)
O que vai, não volta mais...
Apenas volta, no firmamento
A lembramça de ti em meu pensamento.
Mas, como a tarde, tu também vais
E não voltas...(mais!)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
É noite
É noite, dos pensamentos sem dono
É noite de novo...
É noite das estrelas prateadas
Das almas condenadas (perdoadas??).
Mas é noite!
É a noite dos namorados
É a noite dos sonhos encantados...
É a noite das orações
Das dores nos corações...
É, sim, é a noite!
A noite é dos amantes
Dos beijos provocantes
A noite é dos aflitos
Dos versos escritos e ditos
A noite é apenas a noite...
E, atrás daquela janela
Alguém se esconde.
Atrás da cortina singela
Uma voz responde:
Estou aqui...
Pensando em ti!
Somente em ti.
Em ti...
(Aqui...)
É noite de novo...
É noite das estrelas prateadas
Das almas condenadas (perdoadas??).
Mas é noite!
É a noite dos namorados
É a noite dos sonhos encantados...
É a noite das orações
Das dores nos corações...
É, sim, é a noite!
A noite é dos amantes
Dos beijos provocantes
A noite é dos aflitos
Dos versos escritos e ditos
A noite é apenas a noite...
E, atrás daquela janela
Alguém se esconde.
Atrás da cortina singela
Uma voz responde:
Estou aqui...
Pensando em ti!
Somente em ti.
Em ti...
(Aqui...)
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Tributo a um Campeão
Não, não me refiro ao Aírton Senna, nem ao Guga Kurten, embora tenha sido fã deles, nas memoráveis conquistas, nas pistas de Fórmula 1 e na Quadra de Roland Garros. O Rei de Mônaco foi num fatídico domingo de maio. O Rei do Saibro está ali, em Floripa, esperando o dia da chegada de um filho. Cada um Rei em seu Reino. Reinado construído sobre as bases da dedicação, do esforço, dos treinos.
Minha personagem, como ele mesmo me ensinou, chama-se Nelson. Mas há tantos Nelsons por aí: O lendário Nelson Rodrigues, das crônicas; o Nelson Mandela, ficura carismática e legendária na África. O Nelson Piquet, trouxe-nos importantes títulos no Automobilismo, mesmo com seu sorriso-limão. O Nelson do Cavaquino, o "Nerso da Tapitinga", e outros "nelsons e nersons", que nos fizeram rir ou chorar.
Falo do Nelson Sicuro, que no verdor de minha juventude foi meu professor, meu mestre na Faculdade, a FAFI, lá em União da Vitória. O professor Nelson Sicuro, marido da Neli, também professora universitária, ambos idealistas, carismáticos, bonachões. São daquelas almas que se encontram, se amam, se respeitam, e se propõem a superar todos os obstáculos que surgem em sua caminhada. Mencionei seu nome neste blog, no dia 06 de janeiro, Dia de reis, Dia da Gratidão. E eu nem sabia que ele partira em 28 de novembro último, dia do aniversário de meu filho, Fabrício, dia de aniversário do Ivan Casagrande, a quem telefonamos para parabenizar, pois que este sempre me ligava, parabenizando-me, em meus aniversários. A mim a aos nossos amigos. Obrigado, Bianco...
Nos últimos dias, resolvi buscar alguns de meus poemas 'perdidos". Liguei para a antiga FAFI, onde, solicitamente, a Rosane Torres enviou-me, escaneados, os meus primeiros poemas publicados, com ilustrações, em 1976, no livro Prismas, volume IV, da Coleção Vale do Iguaçu, organizado, articulado e publicado pelo Professor Nelson Sicuro. Não se pode dizer apenas "Professor Nelson", ou apenas "Professor Sicuro", tem que ser "Nelson Sicuro", nomes que se combinam, que combinam com a Literatura, a Gramática da Língua Portuguesa, a Fonética, a flauta, o francês, o latim, o inglês, o desenho... Nelson Sicuro foi juntar-se à amada Neli, que fora antes, em 25 de janeiro de 2010, exatos dois anos hoje, lá em cima....
Há alguns anos convidei-o a vir palestrar-nos no Sílvio Santos, ali em Ouro. Veio ele e a Neli. Não quiseram cobrar nada, apenas amizade... O professor que vem para atender um pedido de um ex-aluno, de quase duas décadas antes, para falar da língua portuguesa, mesmo depois de ter sofrido um derrame, do qual vinha se recuperando. Mas, mesmo assim, veio e deu o seu recado.
Não posso deixar de dizer o quanto foi importante para mim e meus colegas: ao final do curso de Letras, costumava convidar os acadêmicos a entregar-lhe uns poemas para editar um livro... Certamente, mais de 200 ex-acadêmicos iniciaram-se nas letras por suas mãos. E eu, orgulhosamente, desde o dia em que selecionou "Uma Oração para Você" e "Tu", para fazerem parte do livro "Prismas - volume IV", senti que eu poderia, sim, tornar-me escritor. E, com hiatos temporários, continuo a escrever até hoje. Aprendi com ele a importância de "sentir" a poesia, a escrever sonetos, compor versos livres e brancos, alexandrinos, redondilhas maiores e menores. Que, lá no céu, junte-se ao Boni, o Geraldo Felltrim, o Abílio Heis, e ao Filipak, que também está por lá... Que ele, com sua Neli, enturme-se com anjos e arcanjos! O mundo das artes literárias ficou menor sem o querido Nelson Sicuro, meu verdadeiro campeão. Minha sincera homenagem com o último verso de um poema que lhe entreguei, em 1975: "Ouço anjos cantando uma canção de acalanto"
Euclides Riquetti - Um seu criado!...
25-01-2012
Minha personagem, como ele mesmo me ensinou, chama-se Nelson. Mas há tantos Nelsons por aí: O lendário Nelson Rodrigues, das crônicas; o Nelson Mandela, ficura carismática e legendária na África. O Nelson Piquet, trouxe-nos importantes títulos no Automobilismo, mesmo com seu sorriso-limão. O Nelson do Cavaquino, o "Nerso da Tapitinga", e outros "nelsons e nersons", que nos fizeram rir ou chorar.
Falo do Nelson Sicuro, que no verdor de minha juventude foi meu professor, meu mestre na Faculdade, a FAFI, lá em União da Vitória. O professor Nelson Sicuro, marido da Neli, também professora universitária, ambos idealistas, carismáticos, bonachões. São daquelas almas que se encontram, se amam, se respeitam, e se propõem a superar todos os obstáculos que surgem em sua caminhada. Mencionei seu nome neste blog, no dia 06 de janeiro, Dia de reis, Dia da Gratidão. E eu nem sabia que ele partira em 28 de novembro último, dia do aniversário de meu filho, Fabrício, dia de aniversário do Ivan Casagrande, a quem telefonamos para parabenizar, pois que este sempre me ligava, parabenizando-me, em meus aniversários. A mim a aos nossos amigos. Obrigado, Bianco...
Nos últimos dias, resolvi buscar alguns de meus poemas 'perdidos". Liguei para a antiga FAFI, onde, solicitamente, a Rosane Torres enviou-me, escaneados, os meus primeiros poemas publicados, com ilustrações, em 1976, no livro Prismas, volume IV, da Coleção Vale do Iguaçu, organizado, articulado e publicado pelo Professor Nelson Sicuro. Não se pode dizer apenas "Professor Nelson", ou apenas "Professor Sicuro", tem que ser "Nelson Sicuro", nomes que se combinam, que combinam com a Literatura, a Gramática da Língua Portuguesa, a Fonética, a flauta, o francês, o latim, o inglês, o desenho... Nelson Sicuro foi juntar-se à amada Neli, que fora antes, em 25 de janeiro de 2010, exatos dois anos hoje, lá em cima....
Há alguns anos convidei-o a vir palestrar-nos no Sílvio Santos, ali em Ouro. Veio ele e a Neli. Não quiseram cobrar nada, apenas amizade... O professor que vem para atender um pedido de um ex-aluno, de quase duas décadas antes, para falar da língua portuguesa, mesmo depois de ter sofrido um derrame, do qual vinha se recuperando. Mas, mesmo assim, veio e deu o seu recado.
Não posso deixar de dizer o quanto foi importante para mim e meus colegas: ao final do curso de Letras, costumava convidar os acadêmicos a entregar-lhe uns poemas para editar um livro... Certamente, mais de 200 ex-acadêmicos iniciaram-se nas letras por suas mãos. E eu, orgulhosamente, desde o dia em que selecionou "Uma Oração para Você" e "Tu", para fazerem parte do livro "Prismas - volume IV", senti que eu poderia, sim, tornar-me escritor. E, com hiatos temporários, continuo a escrever até hoje. Aprendi com ele a importância de "sentir" a poesia, a escrever sonetos, compor versos livres e brancos, alexandrinos, redondilhas maiores e menores. Que, lá no céu, junte-se ao Boni, o Geraldo Felltrim, o Abílio Heis, e ao Filipak, que também está por lá... Que ele, com sua Neli, enturme-se com anjos e arcanjos! O mundo das artes literárias ficou menor sem o querido Nelson Sicuro, meu verdadeiro campeão. Minha sincera homenagem com o último verso de um poema que lhe entreguei, em 1975: "Ouço anjos cantando uma canção de acalanto"
Euclides Riquetti - Um seu criado!...
25-01-2012
Na chuva
Anda, na chuva
Caminha, na curva
Anda, no dia desensolarado
Cinzento, nublado
Mas anda na chuva.
Deixa que a água fresca encantarada
Molhe tua alma esbranquiçada.
Deixa que teu pensamento navegue, solto
Sobre um mar confuso e revolto
Mas anda na chuva.
Anda, na chuva da tarde, da noite, da madrugada
Caminha na manhã, esperançada.
Abre tua alma (alva) jazida em incertezas
Pensa em mim, pensa com leveza.
Pensa em mim, na curva, na chuva.
Mas pensa em mim!
Euclides Riquetti
25-01-2012
Caminha, na curva
Anda, no dia desensolarado
Cinzento, nublado
Mas anda na chuva.
Deixa que a água fresca encantarada
Molhe tua alma esbranquiçada.
Deixa que teu pensamento navegue, solto
Sobre um mar confuso e revolto
Mas anda na chuva.
Anda, na chuva da tarde, da noite, da madrugada
Caminha na manhã, esperançada.
Abre tua alma (alva) jazida em incertezas
Pensa em mim, pensa com leveza.
Pensa em mim, na curva, na chuva.
Mas pensa em mim!
Euclides Riquetti
25-01-2012
Eu te amo
O dia está nublado:
Eu te amo!
O dia parece encantado:
Eu te amo.
O dia parece emburrado:
Eu te amo...
O dia promete ser quente:
Eu te amo!
O dia é dia da gente:
Eu te amo.
O dia é o que a alma sente:
Eu te amo...
Cada dia é sempre um dia:
Eu te amo...
Cada dia é uma ousadia:
Eu te amo.
Cada dia é amor e alegria:
Eu te amo!
O dia, e cada dia, cada dia
Remetem a uma nova lembrança
A um mundo mágico, (uma dança)
Uma gostosa nostalgia...
Euclides Riquetti
25-01-2012
Eu te amo!
O dia parece encantado:
Eu te amo.
O dia parece emburrado:
Eu te amo...
O dia promete ser quente:
Eu te amo!
O dia é dia da gente:
Eu te amo.
O dia é o que a alma sente:
Eu te amo...
Cada dia é sempre um dia:
Eu te amo...
Cada dia é uma ousadia:
Eu te amo.
Cada dia é amor e alegria:
Eu te amo!
O dia, e cada dia, cada dia
Remetem a uma nova lembrança
A um mundo mágico, (uma dança)
Uma gostosa nostalgia...
Euclides Riquetti
25-01-2012
Uma Oração para Você
Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!
Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!
Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas, já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!
E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!
Euclides Riquetti
Composto em julho de 1973
e publicado no livros "Pismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!
Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!
Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas, já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!
E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!
Euclides Riquetti
Composto em julho de 1973
e publicado no livros "Pismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).
domingo, 22 de janeiro de 2012
Parodiando o poeta louco...
De poeta e de louco
Eu também tenho, sim, um pouco!
Tenho um pouco de cantador
Tenho um pouco de compositor
Apenas um pouco...
Tenho um pouco de profeta
Tenho um pouco de poeta:
O profeta prediz
O poeta diz
O louco - desdiz
Mas é feliz!
Euclides Riquetti
22-01-2012
E eu, que sou poeta
Nos poemas que eu já fiz
Escrevi as palavras certas
Pra mim e pra ti.
Escrevi!.
Eu também tenho, sim, um pouco!
Tenho um pouco de cantador
Tenho um pouco de compositor
Apenas um pouco...
Tenho um pouco de profeta
Tenho um pouco de poeta:
O profeta prediz
O poeta diz
O louco - desdiz
Mas é feliz!
Euclides Riquetti
22-01-2012
E eu, que sou poeta
Nos poemas que eu já fiz
Escrevi as palavras certas
Pra mim e pra ti.
Escrevi!.
Oitava Crônica do Antigamente
Sobre ser antigo ainda há muito a dizer. E, se tu ainda não o és, ainda o serás. A Marjorie Estiano, daqui a 30 anos, será bem antiguinha. Eu e a Vera Fischer também, porém um pouco mais do que ela. Seremos antigones.
O ator Jim Sturgees tem 30 anos, nasceu em Londres. Em meio ao "fog londrino". E, nem por isso virou "foggy". Foi aceito para alguns filmes nos Estados Unidos. A Evan Rochel Woods nasceu no Canadá, tem 24 anos, onde tem neve em todos os invernos. No Canadá. Aqui tem sol em todos os verões, em todos os meses do ano. A dupla estrelou o musical "Across the Universe", em que se apaixonam. Interpretam canções dos Beatles, o garotos de Liverpool que nos encantaram, a nós, antigos, e ao mundo, no início dos anos 60. Foram condecorados pela Rainha Elisabeth, da Inglaterra.
A Gabriela é muito educada. E bonita. Toca piano. E nos deliciamos com os acordes que ela tira dele. De graça para nós, seus vizinhos, que escutamos, (e nos deliciamos), sem sair de casa! E toca belas músicas clássicas. O Heitor toca violino. O Fernando Spessatto tira belas composições de seu teclado. Ele e o Heitor, juntos, são imbatíveis. O Pablo Rossi está melhorando sua condição de pianista no exterior, é um catarinense que nos orgulha muito.
Uma mulher que tem o nome Gilberta Tedeschi pouco nos diz. Mas se, seu prenome for Carla, aí a coisa melhora. Se disser que tem Bruni no primeiro sobrenome, tu já começas a pensar coisas. E, se descobrires que ela é filha de mãe e pai músicos, industriais, ricos, e que foi modelo de sucesso e cantora, tem o italiano como língua materna, fala e canta em inglês e francês, é atriz, tem 54 anos, estudou na França e na Suíça, cursou a Sorbone, tu já concluis que é ela mesma, a fera, casada com o Presidente da França, o Sarcozi: Carla Bruni, que não chegou onde chegou apenas por ser bonita, mas por ter alguns talentos e por ter frequentado as melhores escolas do mundo, orgulha os italianos e é bem quista pelos franceses.
O Negão toca gaita.O Valdir Bonato também. O Loide Viecelli também ajudava a animar as quadrilhas do Mater Dolorum nos invernos de minha adolescência. O velho Todeschini tocava uma Todeschini, lá na "Siap", que convencionaram chamar de Parque, mas que a maioria chama de Siap. Tem uma Senhora, amiga, lá na Linha Sete, que convencionaram chamar de Santa Lúcia, que toca gaita.
Ah, o Michel Teló também toca gaita. O Borghetti toca gaita-ponto. O Luan Santana nem precisa de gaita, só canta. Outros tocam por ele. Eu nem toco flauta, porque respeito os outros. Não toco flauta nem em flamenguista. Só quero que percam os jogos para o Vasco, mas não temos tido muito êxito contra eles.
O Teló arrumou uns padrinhos: O Neymar, jogador bem marqueteado; o Cristiano Ronaldo, jogador português que atua na Espanha, e está enfernizando os ouvidos deles, lá. Ainda bem que eles nem entendem bem aquelas letras chulas, bregas, que mais desdizem do que dizem. O Luan Santana tem uma rede de TV que é sua madrinha, faz sucesso. O Negão, Olindo Esganzerla, nosso, tocava de graça. O Bonato ainda ganhou uns dinheirinhos que lhe possibilitaram montar sua vidraçaria. O Todeschini morreu pobre, mas feliz. O Loide também foi morar no andar de cima. Tem o Tio Valério, meu vizinho, que dedilha o teclado com maestria, animou os bailinhos de antigamente no interior do Ouro e em Nova Petrópolis.
Acho que os compositores, aqui, têm contra si o Sol que, em vez de iluminá-los, cozinha-lhes os miolos, e dali saem muitas composições que não nos orgulham em nada. Lá com o "fog" ou a neve, os cérebros se ativam para coisas mais "bem elaboradas".
Ouvir canções dos Beatles, principalmente tendo o privilágio de conhecer suas letras, onde há canções de protestos, clamor pela paz e a propagação do amor, mesmo num rock pesado (para a época, pois agora isso já é clássico), e comparar com as bobagens gravadas atualmente no Brasil dispensa comentários. "Dear Prudence, see the sunny sky", (Querida Prudence, veja o céu ensolarado) cantaram Lucy e Jude (Evan e Jim), no "Across the Universe". E eu, antigo que sou, lembrei de "Lucy in the sky with diamonds", "Hei Jude", "Imagine", "Help" (I need somebody=Eu preciso de alguém) . E até chorei...
Euclides Riquetti
22-01-2012
O ator Jim Sturgees tem 30 anos, nasceu em Londres. Em meio ao "fog londrino". E, nem por isso virou "foggy". Foi aceito para alguns filmes nos Estados Unidos. A Evan Rochel Woods nasceu no Canadá, tem 24 anos, onde tem neve em todos os invernos. No Canadá. Aqui tem sol em todos os verões, em todos os meses do ano. A dupla estrelou o musical "Across the Universe", em que se apaixonam. Interpretam canções dos Beatles, o garotos de Liverpool que nos encantaram, a nós, antigos, e ao mundo, no início dos anos 60. Foram condecorados pela Rainha Elisabeth, da Inglaterra.
A Gabriela é muito educada. E bonita. Toca piano. E nos deliciamos com os acordes que ela tira dele. De graça para nós, seus vizinhos, que escutamos, (e nos deliciamos), sem sair de casa! E toca belas músicas clássicas. O Heitor toca violino. O Fernando Spessatto tira belas composições de seu teclado. Ele e o Heitor, juntos, são imbatíveis. O Pablo Rossi está melhorando sua condição de pianista no exterior, é um catarinense que nos orgulha muito.
Uma mulher que tem o nome Gilberta Tedeschi pouco nos diz. Mas se, seu prenome for Carla, aí a coisa melhora. Se disser que tem Bruni no primeiro sobrenome, tu já começas a pensar coisas. E, se descobrires que ela é filha de mãe e pai músicos, industriais, ricos, e que foi modelo de sucesso e cantora, tem o italiano como língua materna, fala e canta em inglês e francês, é atriz, tem 54 anos, estudou na França e na Suíça, cursou a Sorbone, tu já concluis que é ela mesma, a fera, casada com o Presidente da França, o Sarcozi: Carla Bruni, que não chegou onde chegou apenas por ser bonita, mas por ter alguns talentos e por ter frequentado as melhores escolas do mundo, orgulha os italianos e é bem quista pelos franceses.
O Negão toca gaita.O Valdir Bonato também. O Loide Viecelli também ajudava a animar as quadrilhas do Mater Dolorum nos invernos de minha adolescência. O velho Todeschini tocava uma Todeschini, lá na "Siap", que convencionaram chamar de Parque, mas que a maioria chama de Siap. Tem uma Senhora, amiga, lá na Linha Sete, que convencionaram chamar de Santa Lúcia, que toca gaita.
Ah, o Michel Teló também toca gaita. O Borghetti toca gaita-ponto. O Luan Santana nem precisa de gaita, só canta. Outros tocam por ele. Eu nem toco flauta, porque respeito os outros. Não toco flauta nem em flamenguista. Só quero que percam os jogos para o Vasco, mas não temos tido muito êxito contra eles.
O Teló arrumou uns padrinhos: O Neymar, jogador bem marqueteado; o Cristiano Ronaldo, jogador português que atua na Espanha, e está enfernizando os ouvidos deles, lá. Ainda bem que eles nem entendem bem aquelas letras chulas, bregas, que mais desdizem do que dizem. O Luan Santana tem uma rede de TV que é sua madrinha, faz sucesso. O Negão, Olindo Esganzerla, nosso, tocava de graça. O Bonato ainda ganhou uns dinheirinhos que lhe possibilitaram montar sua vidraçaria. O Todeschini morreu pobre, mas feliz. O Loide também foi morar no andar de cima. Tem o Tio Valério, meu vizinho, que dedilha o teclado com maestria, animou os bailinhos de antigamente no interior do Ouro e em Nova Petrópolis.
Acho que os compositores, aqui, têm contra si o Sol que, em vez de iluminá-los, cozinha-lhes os miolos, e dali saem muitas composições que não nos orgulham em nada. Lá com o "fog" ou a neve, os cérebros se ativam para coisas mais "bem elaboradas".
Ouvir canções dos Beatles, principalmente tendo o privilágio de conhecer suas letras, onde há canções de protestos, clamor pela paz e a propagação do amor, mesmo num rock pesado (para a época, pois agora isso já é clássico), e comparar com as bobagens gravadas atualmente no Brasil dispensa comentários. "Dear Prudence, see the sunny sky", (Querida Prudence, veja o céu ensolarado) cantaram Lucy e Jude (Evan e Jim), no "Across the Universe". E eu, antigo que sou, lembrei de "Lucy in the sky with diamonds", "Hei Jude", "Imagine", "Help" (I need somebody=Eu preciso de alguém) . E até chorei...
Euclides Riquetti
22-01-2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Amar
Mar...
Luar....
Olhar...
Sonhar! (Querer)
Flor...
Amor...
Calor...
Dor! (Sofrer)
Navegar
Divagar...
Namorar...
Amar! (Pretender)
Canção...
Paixão...
Emoção...
Coração! (Viver, viver!, viver!)
E, entre verbos e substantivos
Te ver... tecer... te ter...
E, entre versos (re) sentidos:
Teu ser...
Apenas te querer.
(Jamais te perder!)
Euclides Riquetti
21-01-2012
Luar....
Olhar...
Sonhar! (Querer)
Flor...
Amor...
Calor...
Dor! (Sofrer)
Navegar
Divagar...
Namorar...
Amar! (Pretender)
Canção...
Paixão...
Emoção...
Coração! (Viver, viver!, viver!)
E, entre verbos e substantivos
Te ver... tecer... te ter...
E, entre versos (re) sentidos:
Teu ser...
Apenas te querer.
(Jamais te perder!)
Euclides Riquetti
21-01-2012
Pra ti
Saí por aí
Sem ti...
Saio por aí
Sem ti...
Sairei por aí
Sem ti...
Saí por aí sem ti
E senti!
Sairei sem ti por aí...
E apenas pensarei em ti:
Em ti!
Depois retornarei
Pra ti
E mergulharei
Em ti
E então escreverei
Pra ti...
E tu lembrarás
De mim.
Euclides Riquetti
21-01-2012
Sem ti...
Saio por aí
Sem ti...
Sairei por aí
Sem ti...
Saí por aí sem ti
E senti!
Sairei sem ti por aí...
E apenas pensarei em ti:
Em ti!
Depois retornarei
Pra ti
E mergulharei
Em ti
E então escreverei
Pra ti...
E tu lembrarás
De mim.
Euclides Riquetti
21-01-2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sétima Crônica do Antigamente
O Doutor Google me informa que "antigo" significa que é "aquilo que existe ou que data de longo tempo, ou velho". Então, tô frito, cara!
E eu que achava que, por conseguir correr até 90 minutos na Pista Olímpica do Clube Comercial, não era um velho... Claro, corri isso diversas vezes já, mas em algumas delas acabei com os músculos distendidos. Aliás, correr, exercitar-se, todos os cientistas, médicos, professores de Educação Física e outros afins, dizem que é estimulador para o aparecimento de células novas em lugar das células velhas.
Fiquei contente em ouvir, ontem à tardinha, na sonzeira do carro, do Nelson Paulo, o Amarildo Monteiro e mais um colega deles, que as células antigas, diante dos exercícios, tornam-se autofágicas. Massa, cara! Isso me anima muito e você, amigo ou amiga, pode fazer com que suas células, mesmo aquelas que deixam você meio (a) pançudinho (a), possam autofagiar-se, ou seja, matarem a si mesmas, , devorarem-se. É animador porque surgirão outras, novinhas, envernizadas, virgenzinhas ainda, não crismadas e nem batizadas, que poderão deixar-nos, todos, mais jovens e joviais. Sim, joviais, porque os joviais são mais animados, alegres, entusiasmados do que os apenas jovens, pois estes, muitas vezes, já nascem velhos, embora não antigos. Quero ser cada vez mais antigo, sim, mas ficar velho é uma tarefa penosa que deixo para quem quiser ser...
E, quando falo em antigo, lembro-me de alguns personagens que ficaram bem registrados em minha mente, minha alma e meu coração: O Joaquim Casara, que rezava terços na Linha Bonita, com sua barba branca, cabelo branco, semblante angelical. A Vó Preta e o Vovozinho, nossos vizinhos ali em Ouro, pais da Ilerene, com sua simpatia e bondade infinita.Igualmente a dona Ézide, terceira avó de minhas filhas. Meu pai, Guerino e minha mãe, Dorvalina, pois pais são pais, dispensam comentários. O Novo Vitório e a Nona Severina, o Seu Ivo e a Dona Iracema (Bazzo), a Dona Noemia Sartori, o seu Oziris D´Agostini. O Pimba e a Doralva, filho e mãe unidos pela alma. Todos esses figuras simples mas bondosas. O tio Valentin e a tia Marietina, o tio Ambrozim e da tia Margherita, dois Barettas e duas Riquettis, o Seu Idalécio Antunes, e tantos outros. Ah, do Bijuja, do Rozimbo e do Bonissoni, essas figuraças, usarei um texto só para eles, oportunamente.
É, ser antigo nos possibilita termos mais lembranças. E mais lembranças ensejam mais histórias. Mais histórias nos incitam a lembrar de nossas próprias histórias, e assim o mundo gira, anda...e eu escrevo... e você lê. Ainda bem!
Ah, hoje nada direi sobre a Marjorie Estiano, a Manu. Nem sobre a Demi Moore, nem sobre a Sheron Stone. Nem sobre o Michel Teló. A(teló)go! Vejo vê outro dia.
Euclides Riquetti
19-01-2012
E eu que achava que, por conseguir correr até 90 minutos na Pista Olímpica do Clube Comercial, não era um velho... Claro, corri isso diversas vezes já, mas em algumas delas acabei com os músculos distendidos. Aliás, correr, exercitar-se, todos os cientistas, médicos, professores de Educação Física e outros afins, dizem que é estimulador para o aparecimento de células novas em lugar das células velhas.
Fiquei contente em ouvir, ontem à tardinha, na sonzeira do carro, do Nelson Paulo, o Amarildo Monteiro e mais um colega deles, que as células antigas, diante dos exercícios, tornam-se autofágicas. Massa, cara! Isso me anima muito e você, amigo ou amiga, pode fazer com que suas células, mesmo aquelas que deixam você meio (a) pançudinho (a), possam autofagiar-se, ou seja, matarem a si mesmas, , devorarem-se. É animador porque surgirão outras, novinhas, envernizadas, virgenzinhas ainda, não crismadas e nem batizadas, que poderão deixar-nos, todos, mais jovens e joviais. Sim, joviais, porque os joviais são mais animados, alegres, entusiasmados do que os apenas jovens, pois estes, muitas vezes, já nascem velhos, embora não antigos. Quero ser cada vez mais antigo, sim, mas ficar velho é uma tarefa penosa que deixo para quem quiser ser...
E, quando falo em antigo, lembro-me de alguns personagens que ficaram bem registrados em minha mente, minha alma e meu coração: O Joaquim Casara, que rezava terços na Linha Bonita, com sua barba branca, cabelo branco, semblante angelical. A Vó Preta e o Vovozinho, nossos vizinhos ali em Ouro, pais da Ilerene, com sua simpatia e bondade infinita.Igualmente a dona Ézide, terceira avó de minhas filhas. Meu pai, Guerino e minha mãe, Dorvalina, pois pais são pais, dispensam comentários. O Novo Vitório e a Nona Severina, o Seu Ivo e a Dona Iracema (Bazzo), a Dona Noemia Sartori, o seu Oziris D´Agostini. O Pimba e a Doralva, filho e mãe unidos pela alma. Todos esses figuras simples mas bondosas. O tio Valentin e a tia Marietina, o tio Ambrozim e da tia Margherita, dois Barettas e duas Riquettis, o Seu Idalécio Antunes, e tantos outros. Ah, do Bijuja, do Rozimbo e do Bonissoni, essas figuraças, usarei um texto só para eles, oportunamente.
É, ser antigo nos possibilita termos mais lembranças. E mais lembranças ensejam mais histórias. Mais histórias nos incitam a lembrar de nossas próprias histórias, e assim o mundo gira, anda...e eu escrevo... e você lê. Ainda bem!
Ah, hoje nada direi sobre a Marjorie Estiano, a Manu. Nem sobre a Demi Moore, nem sobre a Sheron Stone. Nem sobre o Michel Teló. A(teló)go! Vejo vê outro dia.
Euclides Riquetti
19-01-2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Flor-de-lis
Um dia você sonhou que era livre
Que voava como o pássaro feliz
Que seu mundo era tão grande, era infinito
Era paz, amor tão puro, Flor-de-lis...
Um dia você sonhou que era feliz
E andou pelos caminhos da paixão
De repente veio a sua decepção
E deixou murchar a bela Flor-de-lis.
Um dia você sonhou o impossível
Para um tempo em que convinham certas normas
E tornou sua vida um sonho tão sofrivel
E deixou que Flor-de-lis caísse fora.
Flor-de-lis foi das paixões a mais querida
Que tomou caminhos novos, diferentes
E a paixão que foi outrora amor ardente
Virou cinza, virou mágoa tão sentida.
Seus caminhos, Flor-de-lis, são diferentes
Mas alguma coisa forte ainda os prende
Ainda acende o seu romance tão bonito
Amor de amor, amor de sonho, sem conflito...
E eu, que nessa história tenho um pouco
Não me conformo em ver o rumo que tomou
Onde um amor de juventude, muito louco
Virou apenas a lembrança que ficou.
Euclides Riquetti
18-08-1993
(Poema para Sheila)
Que voava como o pássaro feliz
Que seu mundo era tão grande, era infinito
Era paz, amor tão puro, Flor-de-lis...
Um dia você sonhou que era feliz
E andou pelos caminhos da paixão
De repente veio a sua decepção
E deixou murchar a bela Flor-de-lis.
Um dia você sonhou o impossível
Para um tempo em que convinham certas normas
E tornou sua vida um sonho tão sofrivel
E deixou que Flor-de-lis caísse fora.
Flor-de-lis foi das paixões a mais querida
Que tomou caminhos novos, diferentes
E a paixão que foi outrora amor ardente
Virou cinza, virou mágoa tão sentida.
Seus caminhos, Flor-de-lis, são diferentes
Mas alguma coisa forte ainda os prende
Ainda acende o seu romance tão bonito
Amor de amor, amor de sonho, sem conflito...
E eu, que nessa história tenho um pouco
Não me conformo em ver o rumo que tomou
Onde um amor de juventude, muito louco
Virou apenas a lembrança que ficou.
Euclides Riquetti
18-08-1993
(Poema para Sheila)
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