terça-feira, 14 de setembro de 2021

Joia rara

 


 


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Você é uma preciosidade
É como uma joia rara
Tem lábios doces como demerara
Tem pele morena clara
Uma verdadeira beldade!

Você é uma verdadeira raridade
Um ser encantador
Como um botão de rosa flor
Que exala perfume e cor
Um mar de serenidade!

Você é uma pessoa fascinante
Que tem o poder de me animar
Tem carinho e amor pra dar
Tem olhos bonitos como o mar
Uma mulher exuberante!

Você me traz a felicidade
Me atrai com seu modo de ser
Com seu jeito grácil de viver
Com tudo o que há de bom em você
Com seu amor e... sensualidade!

Euclides Riquetti

Deve estar escrito... bem assim!

 

 

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Deve estar escrito em algum lugar
Que você não me quer amar...
Deve estar escrito num caderno
Que você não quer um amor eterno...

Deve estar escrito na letra da canção
Que você não se importa com meu coração...
Deve estar escrito no verso do poema
Que você não quer saber de meu dilema...

Deve estar escrito num outdoor
Que você conhece meus lamentos de cor...
Deve estar escrito em sua alma encantada
Que você  não se importa com nada...
Não se importa com o que me acontece
Se me ajuda ou me entristece...
Não se importa com a realidade
Se me faz sentir amor ou saudade...

 Não se importa se o sol brilha na manhã
Ou se chove sobre a terra chã...
Não se importa se as flores permanecem coloridas
Ou se fenecem com poucos dias de vida...

Não se importa se o luar ainda continua prateado
Ou se ele já não anima os namorados...
Não se importa em dar a esperança
A quem de você tem as melhores lembranças...

Apenas isso... bem assim!

Euclides Riquetti

Como um beija-flor

 






Qual beija-flor, vou planando por aí
De planta em planta, de flor em flor
Qual beija-flor, preciso e quero sentir
Da rosa e do cravo o delicioso sabor.

Qual beija-flor, busco seus lábios
E trago-lhe os néctares mais divinos
Busco-me inspirar em velhos adágios
Para lhe compor versos bambinos.

Qual beija-flor, degusto suas plantas
Todas elas, das cravilhas  às roseiras
Ouço a canção que você ouve e canta
Pois quero amá-la pela vida inteira.

E, quando andar, animada nas ruas
Sinta que sou um beija-flor presente
Alimentado pelas lembranças suas
Uma avezinha solta, feliz e contente!

Euclides Riquetti

Nascem belas flores

 





Calmamente, passam-se os dias, meses e anos
Saudades vão marcando as trilhas percorridas
Licores perfumados embalam rostos risonhos
Vai-se o tempo e ficam as lembranças vividas
Trazendo-nos prazer em reviver nossos sonhos.

Nascem belas flores nos jardins e nas floreiras
Crescem lindas nos vasos ricamente adornados
Percebo os seus olhos claros de mulher faceira
Tento entender o presente analisando o passado
Quando me recordo das noites mais fagueiras.

Hoje há um mundo novo a viver-se intensamente
Procuro seu olhar em meio à multidão inquieta
Luto para conquistar seu sorriso tão envolvente
Bato palmas pra vida que me sorri e me liberta
Amo o céu, o mar, o sol, você, verdadeiramente!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Enquanto a chuva cai

 





Enquanto a chuva cai, vem copiosamente
E tem caído assim, intensa, todos os dias
Meu coração busca o teu, incessantemente
Quer ser contagiado com nacos de alegria...

Enquanto as nuvens escuras nos cobrem
Como um manto negro, até acinzentado
As águas dos rios, raivosamente, sobem
Serpenteando correntes no vale inundado.

Vão, levam embora minhas preocupações
Vão inundar os campos, as roças e estradas
Vão inspirar poemas, crônicas instigadas...

Enquanto espero pelo sol que se ausentou
Que foi esconder-se em sua quente morada
Fico esperando os beijos que me negou!

Euclides Riquetti

Gente que fez: Universidade do Vale do Iguaçu - (FAFI - UNIUV - União da Vitória - PR

 



                                   Avenida Manoel Ribas, União da Vitória - PR - foto da época
          No início da década de 1970, quando ingressei da FAFI, em União da Vitória, iniciava-se, na cidade, uma forte campanha para que a cidade pudesse se desenvolver. Até então, vivia-se em função da industrialização da madeira com fornecimento para o mercado interno e para exportação. Havia madeireiras poderosas na cidade. Serragem e beneficiamento de pinheiro araucária,   imbuias e outras madeiras nativas garantiam a economia.

           Na época, pelo menos dois fatores deram um "baque" na economia local: Com a guerra de Israel e os Países Árabes, em outubro de 1973, houve alta nos preços dos combustíveis, em especial a gasolina. Não se conhecia ainda o etanol e havia muitos caminhões acionados a gasolina, elevando os custos de produção. O óleo diesel era mais barato e a solução foi os proprietários irem comprando motores a diesel e adaptando-os aos caminhões Ford  e Chevrolet. Em  seguida, veio uma "proibição" da exportação de madeiras e a economia de Porto União da Vitória foi muito abalada. Lembro-me do desespero de empresários com menos poder de fogo e dos operários com medo de perderem o emprego e dos caminhoneiros perderem seus fretes.

          Talvez antevendo isso tudo, algumas pessoas influentes na cidade começaram a planejar a implantação de uma instituição de ensino superior forte, que viesse a alavancar o desenvolvimento de Porto União da Vitória: a criação da Universidade do Vale do Iguaçu, cujo embrião foi a FACE - Faculdade de Administração e Ciências Econômicas, com o empenho de pessoas dedicadas como José Nelson Dissenha, Moacir de Melo, Hélio Bueno de Camargo, o Professor Raul Bortolini, Odilon Muncinelli, Sérgio Ângelo Francisco Mattioli e alguns colaboradores.

         Lembro de uma reunião havida, possivelmente no Clube Apollo,  em que a ideia da nova Universidade nos foi trazida. A FAFI disponibilizava, então, Letras, Pedagogia, História e Geografia, que se transformou em Geociências. Na memorável reunião, o Dr. Mattioli, Juiz de Direito, falou da importância de termos a Universidade do vale do Iguaçu e de que precisávamos unir nossa força moral e intelectual, com apoio do empresariado e da classe política, para que isso acontecesse. Naquela noite, uma pequena mensagem nos era passada, impressa num pedacinho de papel: "Universidade do vale do Iguaçu - Não somos tão ricos que nada possamos receber, nem tão pobres que nada possamos dar" - guardo isso muito bem em minha memória...

         Os anos passaram, a maioria dos cursos sonhados na época já estão funcionando na UNIUV, a cidade sobreviveu a algumas enchentes, tem um comércio  e a prestação de serviços bastante diversificada, uma "capacidade intelectual instalada" forte e sempre em ascensão.

          As cidades não podem deixar de reconhecer a importância que as pessoas que mencionei acima, e muitas outras, tiveram para seu desenvolvimento e sua sustentabilidade. Parabéns a essas pessoas por terem plantado as primeiras sementes, lá atrás.

Euclides Riquetti
18-07-2015

Ventos que vêm e que vão

 

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Ventos que vêm e que vão
São como as águas que correm
Que caem do céu e que somem
Nos sulcos de nosso chão.

Ventos que sopram gentis
Balançam as árvores frondosas
Afrontam as peles cheirosas
Das mulheres índias tupis...

Ventos que na noite barulham
Atiçando este lobo faminto
Que quer saciar seu instinto
Enquanto as estrelas brilham...

Ventos dos cenários bonitos
Que me trazem a doce melodia
Me fazem aprazível companhia
E se dispersam no infinito!

Euclides Riquetti

Cuide de me amar, cuide de mim





Olhe, escute, já está amanhecendo
Tudo calmo, sequer vento soprando
Os passarinhos já estão cantando
Minha alma poderia estar doendo.

Olhe, sinta tudo com sua atenção
Apenas escute os sons da natureza
Perceba que ela age com sutileza
Escute com sua alma e seu coração.

Olhe, cuide de tudo, simplesmente
Cuide de meus sonhos inquietos
Cuide  de minha aflição aparente.

Cuide de me amar, cuide de mim
Cuide de meus conflitos discretos
Cuide-me sempre, cuide-me, sim!

Euclides Riquetti

O som da alma que canta





O som da alma que canta

É como uma história já contada

É como a canção já cantada

Enquanto o sol se levanta...


É um som que vem de mim

E que some lá no horizonte

Que se sobrepõe à ponte

No azul do infinito sem fim!


É como a discrição do poema

Que exala perfumes discretos

Com versos brancos seletos

Perfumados de alfazema!


O som que se espalha no ar

Na noite da doce melodia

Flutua na leveza da harmonia

E vai buscar nosso mar!


Euclides Riquetti


Homenageando as saudosas amigas Laurita Zaleski e Maria Isabel Recalcatti em Ouro

 

Os 4 anos de sua partida...

        


          Ouro perdeu, na madrugada de hoje, a Laurita Zaleski. Laurita foi minha amiga "da vida toda". A gente nutria uma amizade sincera e verdadeira. Sempre bem humorada, nos encontrávamos em celebrações religiosas e eventos culturais.

          A Laurita sempre foi uma moça simpática, cordata, com um sorriso franco estampado no rosto. Seu grande hobby era cantar no grupo Píccola Itália del Oro. A última vez que conversei com ela foi no dia 22 de abril deste ano, no IV Encontro da Família Richetti/Riquetti, em Capinzal. Foi juntar-se, no espaço celestial, aos pais e aos irmãos Itacir, Darcy, Pedro Casemiro e Juarez, que se foram antes.

          Ontem, dia 10, perdemos a jovem senhora Maria Isabel Recalcatti, a Isa do Parque e jardim Ouro, esposa do Neguinho. Isa foi presidente da APP da Escola Felisberto Vilarino Dutra, no Parque e Jardim Ouro, onde exercia forte liderança junto à Capela de São João Batista. Costumava pixar os cantos, executando violão, nas missas e cultos do Bairro onde residia. Foi minha aluninha de Inglês no tempo de adolescência na Escola Prefeito Sílvio Santos, em Ouro.

       A ambas, minhas orações e, aos familiares, um afetuoso abraço meu e de minha família.

       Carinhosamente

Euclides Riquetti
11-09-2017

Garimpando os raios de sol

 





Garimpando os raios de sol

Na manhã de domingo, vou garimpando os primeiros raios de sol.
Os primeiros que chegaram, cortando as nuvens cinzentas que encobriam a vista de minha janela.
Recolho-os para guardar em minha alma. Recolho-os para depositar em meu coração...
Recolho-os para que possa dar a você quando você acordar!

Dormes o sono calmo da noite e da madrugada, enquanto fico acordado planejando a vida.
Dormes como dormem as multidões na manhã do domingo santo.
E eu, com minhas vontades de poeta, penso em você...
Enquanto imagino versos que ainda porei no papel
E, quem sabe, entregarei a você!

Na manhã do domingo que sucede o sábado auspicioso
E que precede uma semana de ócio (ou de trabalho?)...
Rezo para que Deus coloque muita luz em seu caminho
E que todos os seus projetos se sucedam com pleno êxito
Porque nós escolhemos nossos caminhos, com gramados, pedras ou flores
E deveremos caminhar por eles enquanto nós existirmos, com ou sem conflitos...

Assim, vou recolhendo os primeiros raios de sol, que vou guardar
E que deixarei bem protegidos, para dar, junto com todo o meu amor e meu carinho
Para você!

Euclides Riquetti

Sobre te amar

 



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Sobre te amar, te amo
Sobre te querer, te quero
Sobre te esperar, te espero...

Sobre chorar, não choro
Sobre sofrer, não sofro
Sobre morrer, não morro...

Sobre sorrir, sorrio:
Sorrio com espontaneidade
Sorrio feliz, de verdade!

Sei viver a noite e o dia
Sei viver com muita alegria
Sei viver no claro, sem lama!

Sei viver sem dramas
Sem nenhuma tristeza
Te amar com a sutileza...

Te amar com energia
Te amar com vitalidade
Te amar e sentir saudades...

Te amar com nostalgia
Com toda a sinceridade
Te amar com amor...e lealdade!

Euclides Riquetti

domingo, 12 de setembro de 2021

Rosas de Setembro

 


Rosas de Setembro


E setembro chegou...
O arvoredo ficou bem tinturado de verde natural
Os ipês amarelos coloriram a primeira tarde da pré-primavera
O roxos contrastaram com o alaranjado das corticeiras
O outono esqueceu-se de derrubar algumas folhas que já feneceram
E o perfume das flores das pereiras, laranjeiras e pessegueiros colore cada quintal:
Setembro chegou!

E, com ele, as roseiras abriram seus brotos e nos contemplaram com as rosas
Seus espinhos desapareceram, ficaram ocultos atrás de pétalas e folhas
Rosas champanhe, vermelhas, rosadas e majentas
Cravos vinhos, brancos, rosa-branco matizados
Azaleias rosa-vivas,  brancas e  beijos multicores
Cravilhas  e  calanchuês esperam, ansiosos, pelas margaridas!

Já vieram as florinhas amarelas do campo, as sempre-vivas
As orquídeas se grudaram nos troncos apodrecidos
Os copos-de-leite se avolumaram junto aos agriões do riacho...
Calêndulas e crisântemos enfeitam jardins e girâneos as floreiras das sacadas
Mas  eu espero os girassóis, os girassóis são meus sóis...

É setembro
É tempo de alegria, vibração
É tempo de agitar o coração
Setembro, é apenas setembro
O meu setembro, o teu setembro, o nosso setembro...


Euclides Riquetti

Sombras da alma inquieta

 


 

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Afastai-vos, sombras negras, da alma inquieta
Ide atormentar outras freguesias
Afastai-vos, sombras negras, do pobre poeta
Deixai-o livrar-se de suas melancolias.

Afastai-vos, ide, galopai sobre os pampas
Buscai outras almas para mutilar
Afastai-vos, sombras negras, todas tantas
E deixai meu espírito para levitar.

Afastai-vos, mantos negros da noite de breu
Buscai outros planetas, outros universos
Deixai que me corpo busque encontrar o teu
Para que eu te possa sussurrar  meus versos!

Euclides Riquetti

No dourado da tarde...

 




Na última noite de lua cheia de novembro
Ela veio correndo
E tomou o lugar do sol.
Trazia estampado o seu sorriso
Aquele de que eu tanto preciso.
E era muito bonito
Do tamanho do infinito
Tão largo como o do girassol.

Na noite da lua plena
Minha alma me ordena
A escrever-lhe algo encantador:
Pode ser um verso, simplesmente
Mas tem que ser bem caliente...
Ou um poema inteiro
Bem real e verdadeiro
Com centenas de  palavras de amor.

E, nas outras noites,  quando andar pelas ruas
Verá que em todas as luas
Há beleza e charme.
Sim, porque elas nos trazem belas lembranças
De seu sorriso maroto, ou de criança
Dos sorrisos e de canções cantadas
Das amenidades e das gargalhadas
Na manhã azul, ou no dourado da tarde.

Apenas isso..
Bem assim!

Euclides Riquetti