domingo, 16 de março de 2025

Afaguei-te

 


 


Afaguei-te

Afaguei-te, rosa clara, na madrugada

Tão logo como a chuva começou a cair

Não há nenhum castelo de pedra para ruir

Apenas a mansão dos sonhos imaginada...


Desafiei-te a desafiar-me, bem agora!

Joguei-te palavras soltas, desconexas

Fizeste com elas frases tão complexas

Como relógio quebrado, dia sem horas!


Cortejei-te com coragem, corajosamente

Só para fazer-te este soneto desarrumado

Importa-me que o leias amadamente...


E, por fim, em teu corpo eu me deliciei

Eu, com meu coração já acalmado

Quis dormir e, mesmo tarde, te degustei!


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com



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