Liguei, ontem à noite, para o Amílcar. Tinha um objetivo muito nobre: Convidá-lo a nos encontrarmos, daqui a alguns dias, na praia de Canasvieiras, onde já nos encontramos em abril. Desta vez, a intenção é de que ele leve também a sua Nena. Ficaríamos numa pousada, a Pousada do Professor, um confortável local de lazer de nossa ACP. E lá aproveitaríamos para por nossa conversa em dia e relembrar de nossos tempos de Porto União da Vitória, quando lá moramos em nossa juventude.
Entabulei a conversa inicial, mas ele logo me foi pergundando: "Ô, Riquetto, come que tá? Num foi fazê proposta pra comprá Petróio no Pré-sal? Pensei que tu tava rico e tivesse ido lá também!"
Tive que rir. É claro, e ele bem sabe que no meu bule não tem café pra isso. De petróleo, apenas para por no tanque do carro e ainda só usar quando necessário. Mas em se tratando do Amílcar tudo se pode esperar. Disse-lhe isso e ele falou que só estava brincando, que sabe muito bem quem eu sou e quais as minhas condições. Mas falou-me que estava confuso com o que viu no Jornal Nacional e com o que a Presidente da República falou em Rede Nacional, logo após este.
\
"'Óia, Riquetto, a zente num sabe nem im quem mais acreditá. Durante todo o dia as rádia, até a Colmeia do Porto, divulgarum que tavum protestando no Rio de Zanero porque que iam vendê nosso petróio. Me alembrei que o Montero Lobato uma veiz disse que ö petróio é nosso. E sempre pensei que assim fosse, que a Petrobrais era nosso e o petróio também. I agora falum im um trilhão de reais pra mór de o governo arrecadá cum tanto petróio de lá do Campo de Libra. mais me pergunto: Se é tudo tom fácile anssim porque que num tirum sozinho sem precisá de sociedade com os chineis e franceis? Minha cabeça asso que num tá mais funcionando direito, Riquetto. Num consigo absorvê umas cosas que dizem na tevê e nas rádia. Asso que tô me emburrecendo."
"Olha,amigão, então somos os dois a emburrecer porque pelo que o Governo fala äcabou-se a pobreza", vamos ter muito dinheiro, 75% para a Educação e 25% para a Saúde. Claro que isso não é coisa para acontecer de uma hora para outra. Nós já vimos quantas coisas que no passado nos pareciam boas e que depois não eram tanto, como algumas provatizações. O dinheiro foi sendo mal gasto e o patrimônio nosso foi-se deteriorando,como por exemplo o caso de nossa estrada de ferro."
Lembrei a ele de que, em 1972 um superintendente da Petrobrás que dirigia a implantação da Usina do Xisto, em São Mates do Sul, veio dar-nos uma palestra na Fafi, em União da Vitória. E ele disse-nos que o Brasil produzia 600 mil barris de petróleopor dia mas que o consumo poderia ser de um milhão. Agora estamos produzindo 4 vezes o que produzíamos e não temos o suficiente, tendo que importar. Uma política equivocada de fazer desenvolvimento e geração de empregos através da indústria automoilística, faz com que não produzamos o suficiente. E o o homem disse que as reservas de petróleo conhecidas no Brasil e no mundo dariam para 10 anos e as reservas prováveis por mais 10. Concluí que o petróleo acabaria em 1992 e agora, 21 anos depois, estamos aí a comemorar nossas reservas do Pré-sal.
"Ma, será que vão isminuí o precio da gasolina, intón? porque com tanto petróio dá pra fazerem isso... Veza que quando tem muito tomate e batatinha o precio vai lá para basso..""
Falei que os nossos produtos vão por essa política da oferta e da procura, mas que os do Governo são controlados por ele. Então nem esperando sentados não vamos ver isso acontecer.
Loroteamos mais um pouco e tive que dar andamento ao fim da conversa. Prometeu-me que trará a sua Nena para irmos passar uma semana na praia. Quer andar de escuna pirata. Vamos fazer isso nesste verão. E vamos deixar para ver o que acontece com o nosso petróleo. Enquanto isso, o cadáver de nosso nacionalista Monteiro Lobato vai-se revirando lá no seu túmulo...
Euclides Riqueti
22-10-2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Diaga-me apenas uma palavra bonita
Diga-me apenas uma palavra bonita
Mas que brote de seus lábios rosados
Que se perca em meio aos raios dourados
Na imensidão infinita.
Do céu, este teto belo e azulado
Que abençoa essas praias benditas:
Sempre ternas e hospitaleiras
Santas e belas, prazenteiras.
Diga-me apenas uma palavra sedutora
Que venha lá do fundo de sua alma pura
(Algo assim, sensual, provocadora...)
Que me traga a suavidade e candura.
Mas se a palavra, porém, lhe faltar
Faça com que me chegue um recado
Mande-me pelo murmúrio do mar
O seu coração acalentado.
Que esperarei, esperarei...
Como sempre tenho esperado!
Euclides Riquetti
21-10-2013
Mas que brote de seus lábios rosados
Que se perca em meio aos raios dourados
Na imensidão infinita.
Do céu, este teto belo e azulado
Que abençoa essas praias benditas:
Sempre ternas e hospitaleiras
Santas e belas, prazenteiras.
Diga-me apenas uma palavra sedutora
Que venha lá do fundo de sua alma pura
(Algo assim, sensual, provocadora...)
Que me traga a suavidade e candura.
Mas se a palavra, porém, lhe faltar
Faça com que me chegue um recado
Mande-me pelo murmúrio do mar
O seu coração acalentado.
Que esperarei, esperarei...
Como sempre tenho esperado!
Euclides Riquetti
21-10-2013
domingo, 20 de outubro de 2013
O homem que matutava e os ombros da Letícia Sabatella
O Apolinário matutava. Não era jeca, não era analfabeto. Tinha até pós-alguma coisa, acho que graduação, mas matutava. De vez em quando matutava e falava, baixinho, que era para que ninguém percebesse e não o achasse louco. Louco não era. Era normal como todos os outros meio anormais que estão por aí, matutando. Pensava no seu time que andava perdendo muitas. Não havia treinador que desse certo. O caso era de pouco sebo nas canelas. E a gurizada não quer mais saber de por o sangue nos olhos. Todo mundo quer sombra e água fresca, mesmo que seja à noite.
Matutava o Apolinário. Não que matutar fosse sua predileção. matutava por matutar. E, enquanto matutava, contava. Não era o "contar causo", era o contar de fazer contas, contas "de mais" como a professora ensinou muito bem na primeira série. Na segunda, já as contas eram bem maiores, com mais algarismos. Algarismos são aqueles pequenos desenhos que hoje chamam de dígitos. E, matuta vai, matuta vem, e nada de respostas para suas indagações. Pensava na novela do horário das sete, "Sangue Bom". E constatava em sua matutice que pouco havia de bom no sangue daquela tropinha chamada elenco. Não nas pessoas deles, mas de suas personagens. Ah, que vontade de dar uma surra na Damáris. Podia ser na Gládis, aquela desavergonhada da irmã dela que está tentando o Lucindo...Não! Esses três fazem a parte boa, a engraçada da novela. Não merecem nehum castigo. Seria um sortilégio fazer isso, Santo Deus!
Estava o Apolinário a matutar. Não havia outra coisa a fazer enquanto caminhava. As moçoilas e os rapazotes passavam, iam pra frente, pra trás. Certamente que não matutavam, não precisavam disso, nem tinham tempo para isso, tinham que falar ao telefone celular: " E aí, mano?! Vamos fazê umas quabrada na náite?! O Apôli não entendeu nada. Nem queria entender aquela falação sem graça. As "mâna", então, grudadas no seu Infinity-pré, também de nhém nhem: "Oooooiiiii, lindaaaaa! Como cê tá massa! - e o Apolinário, definitivamemente, nem queria ficar perto de gente assim. Continuava a pensar na novela: Quanta gente aquela Maiara/Amora, Amora/Maiara enganou antes de descobrirem todas as sacanagens que aprontou na novela! Pior que ela, só a mãe dela, a Bárbara Hellen. Elas são duas tranqueiras, bem que se merecem. Bonitinhas, mas ordinárias, como diria o Nélson Rodrigues... Mas tem o Bento que é gente boa. Tem sangue bom!
Tendo matutato já um tantão, o Apolinário pensou em virar o pensamento para outro lado. Uma psicóloga, uma vez, dissera para sua namorada que, quando ela tivesse um pensamento runho, era pra tentar pensar num pensamento bom, algo que deleitasse, que desse prazer. Então, ele começou a pensar nas personagens boas da novela e fixou-se na Verônica. A verônica, pra quem não sabe, é a mesma Palmira Valente que deixa seus afazeres de publicitária para exercitar seu hobby, cantar no Cantaí. E como ela canta! Com certeza seu vídeo vai bombar na internet. Mas a parte melhor, mesmo, a que mais toca o coração desapegado do amigo fica por conta dos ombros da Letícia Sabatella. Ah, que ombros! Você já reparou? Não? Então veja a novela e depois você vai ver se o Apolinário não tem razão. É um navio de areia para o seu caminhãozinho. Ah, se é! Como são belos os ombros da Letícia Sabatella.
Euclides Riquetti
20-10-2013
Matutava o Apolinário. Não que matutar fosse sua predileção. matutava por matutar. E, enquanto matutava, contava. Não era o "contar causo", era o contar de fazer contas, contas "de mais" como a professora ensinou muito bem na primeira série. Na segunda, já as contas eram bem maiores, com mais algarismos. Algarismos são aqueles pequenos desenhos que hoje chamam de dígitos. E, matuta vai, matuta vem, e nada de respostas para suas indagações. Pensava na novela do horário das sete, "Sangue Bom". E constatava em sua matutice que pouco havia de bom no sangue daquela tropinha chamada elenco. Não nas pessoas deles, mas de suas personagens. Ah, que vontade de dar uma surra na Damáris. Podia ser na Gládis, aquela desavergonhada da irmã dela que está tentando o Lucindo...Não! Esses três fazem a parte boa, a engraçada da novela. Não merecem nehum castigo. Seria um sortilégio fazer isso, Santo Deus!
Estava o Apolinário a matutar. Não havia outra coisa a fazer enquanto caminhava. As moçoilas e os rapazotes passavam, iam pra frente, pra trás. Certamente que não matutavam, não precisavam disso, nem tinham tempo para isso, tinham que falar ao telefone celular: " E aí, mano?! Vamos fazê umas quabrada na náite?! O Apôli não entendeu nada. Nem queria entender aquela falação sem graça. As "mâna", então, grudadas no seu Infinity-pré, também de nhém nhem: "Oooooiiiii, lindaaaaa! Como cê tá massa! - e o Apolinário, definitivamemente, nem queria ficar perto de gente assim. Continuava a pensar na novela: Quanta gente aquela Maiara/Amora, Amora/Maiara enganou antes de descobrirem todas as sacanagens que aprontou na novela! Pior que ela, só a mãe dela, a Bárbara Hellen. Elas são duas tranqueiras, bem que se merecem. Bonitinhas, mas ordinárias, como diria o Nélson Rodrigues... Mas tem o Bento que é gente boa. Tem sangue bom!
Tendo matutato já um tantão, o Apolinário pensou em virar o pensamento para outro lado. Uma psicóloga, uma vez, dissera para sua namorada que, quando ela tivesse um pensamento runho, era pra tentar pensar num pensamento bom, algo que deleitasse, que desse prazer. Então, ele começou a pensar nas personagens boas da novela e fixou-se na Verônica. A verônica, pra quem não sabe, é a mesma Palmira Valente que deixa seus afazeres de publicitária para exercitar seu hobby, cantar no Cantaí. E como ela canta! Com certeza seu vídeo vai bombar na internet. Mas a parte melhor, mesmo, a que mais toca o coração desapegado do amigo fica por conta dos ombros da Letícia Sabatella. Ah, que ombros! Você já reparou? Não? Então veja a novela e depois você vai ver se o Apolinário não tem razão. É um navio de areia para o seu caminhãozinho. Ah, se é! Como são belos os ombros da Letícia Sabatella.
Euclides Riquetti
20-10-2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
O vento sutil que afaga o rosto
Afaga-me o rosto o vento sutil
Acaricia-me com a maciez de suas mãos delicadas
Beija-me com os aromas das flores encantadas
A suavidade da manhã primaveril
E vem nutrir de amor minha alma esperançada.
Inunda-me de desejo o pensamento que devaneia
E que me leva até a fonte que me inspira
Sob os acordes da sedutora lira
Que a harmonia pelos ares e espaços semeia
Atiça o fervor de um coração que delira.
Doce musa que provoca o acanhado poeta
Que lhe desperta os sentimentos já esquecidos
Que remete aos momentos eternecidos
E agiganta os instintos na hora mais incerta
Vem, vem animar os meus instintos adormecidos
Vem!!!
Euclides Riquetti
19-10-2013
Acaricia-me com a maciez de suas mãos delicadas
Beija-me com os aromas das flores encantadas
A suavidade da manhã primaveril
E vem nutrir de amor minha alma esperançada.
Inunda-me de desejo o pensamento que devaneia
E que me leva até a fonte que me inspira
Sob os acordes da sedutora lira
Que a harmonia pelos ares e espaços semeia
Atiça o fervor de um coração que delira.
Doce musa que provoca o acanhado poeta
Que lhe desperta os sentimentos já esquecidos
Que remete aos momentos eternecidos
E agiganta os instintos na hora mais incerta
Vem, vem animar os meus instintos adormecidos
Vem!!!
Euclides Riquetti
19-10-2013
Ouro do Sol e dos Trigais
Ouro do sol e dos trigais/Ouro dos nossos laranjais... Os dois versos que iniciam o Hino do Município de Ouro bem refletem o que ele sempre representou em termos de cultura, força de trabalho e grande celeiro agropecuário do Vale do Rio do Peixe, onde se localiza, em território catarinense.
Já no início do Século XX, começou a receber corajosas famílias de descendentes de italianos que vinham da Serra Gaúcha, grande parte deles de Caxias do Sul e Farroupilha, e foi-se constituindo num lugar próspero que muito os atraía, em razão das características topográficas semelhantes às de seus lugares de origem, tanto na Itália como no Rio Grande do Sul. Era uma paisagem que lhes trazia sempre as mais saudosas lembranças.
A vila que originou a cidade foi fundada em 20 de outubro de 1906, mas a ocupação das terras deu-se ainda antes, existindo aqui muitas famílias de caboclos, que eram chamados de “brasileiros”, sendo que alguns deles chegaram a possuir grandes áreas de cultivo. Depois vieram os colonos, que desbravaram seu território montanhoso.
Hoje, a cidade com pouco mais de sete mil habitantes e que está comemorando seu cinqüentenário, tem sua economia assentada na produção de frangos, suínos, bovinos, milho, leite e erva-mate. Pequenas manufaturas e agroindústrias, em sistemas associativos, tornaram Ouro a Capital Catarinense do Associativismo. O Turismo é uma atividade com crescente importância no contexto local. Um balneário com águas termais e a belíssima e verdejante paisagem rural são fortes atrativos.
Com bons índices em Educação e Saúde, sua população é alegre e acolhedora, uma gente que trabalha com afinco e que busca sempre o melhor. A religiosidade, com predominância católica, é representada pela Padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes..
Vale a pena conhecer Ouro, uma cidade que tem grande importância no contexto histórico, social e econômico do Meio-oeste Catarinense.
Colaborou: Euclides Riquetti
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
É noite...
É noite...
Uma noite qualquer
Como tantas outras:
Com sofá
Com janela
Com luar...
É a noite mais bela
Com um homem pensando...
Numa linda mulher: você!
É noite...
Noite da saída discreta
Secreta!
Noite dos pecados perdoáveis
Imagináveis
Confessáveis
Mas pecados
Pelos corpos desejados
Pelos beijos roubados
Pecados!
Apenas pecados... perdoáveis... perdoados!
E, balançam no céu as estrelas prateadas
Com fios transparentes
Estrelamente estreladas
No teto do céu... penduradas.
Esperando que termine esta noite
Que voltem as manhãs azuis
E as tardes douradas
E, de novo, a noite
Prateada...
Euclides Riquetti
17-10-2013
Uma noite qualquer
Como tantas outras:
Com sofá
Com janela
Com luar...
É a noite mais bela
Com um homem pensando...
Numa linda mulher: você!
É noite...
Noite da saída discreta
Secreta!
Noite dos pecados perdoáveis
Imagináveis
Confessáveis
Mas pecados
Pelos corpos desejados
Pelos beijos roubados
Pecados!
Apenas pecados... perdoáveis... perdoados!
E, balançam no céu as estrelas prateadas
Com fios transparentes
Estrelamente estreladas
No teto do céu... penduradas.
Esperando que termine esta noite
Que voltem as manhãs azuis
E as tardes douradas
E, de novo, a noite
Prateada...
Euclides Riquetti
17-10-2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Voltando às aulas!
Dei um tempo em minhas lides de trabalho. Optei por viver bem minha vida e cuidar melhor de mim. Passei a escrever sistematicamente, compondo poemas e crônicas, publicando no meu blog. E emitindo muitos comentários em portais e blogs de outros. Escrever no Jornal Cidadela, que nas sextas-feiras traz meu artigo na coluna "Do Alto da Cidade", também me entretém. Gosto do que faço!
Porém, eu estava precisando desafiar-me, buscar algo que me permitisse ocupar minha mente ativamente, mas recebendo algo para agregação de conhecimentos. Fui matricular-me no SESC, aqui em Joaçaba. Agora estou fazendo parte do projeto "Idoso Empreendedor" Estou-me deliciando com minhas aulas. Nunca pensei que voltasse a frequentar uma escola, de qualquer espécie que fosse, mas surgiu a oportunidade e estou aproveitando. Preciso aprender algumas técnicas em Informática, melhorar meu domínio sobre a máquina computador para que esta não venha a exercer seu poderoso domínio sobre mim.
Em minha aula experimental assisti a uma contação de histórias com a professora Rita Baratieri. Fiquei contente em ver que muitas coisas que eu fiz há trinta anos, agora são colocadas em prática sistematicamente e efusivamente. Ficamos lá, todos, vendo-a contar, em seu monólogo, pelo menos três belas histórias. Até lembrei-me de uma ocasião em que fui com meus colegas da Mercedes-Benz vem uma “peça de teatro” no Cine Ópera, em Porto União. O “patrão”, Jorge Mallon, tinha adquirido ingressos para todos os funcionários e deu-nos gratuitamente. Éramos vendedores de peças, de caminhões, escriturários e mecânicos. Mais de 2/3 não tinha mais que o primário. Todos foram ao Ópera imaginando divertir-se, rirem muito.
Ocorre que não havia um grande elenco para representar. O artista era um senhor madurão, que falava portunhol, mas perfeitamente compreensível para nós. Ao passarem os minutos, lá pelos 20, no máximo, alguns de nós começaram a cochilar. Alguns nem sequer viram ou ouviram o final da história. Quando tudo terminou, saímos, educadamente, todos dizendo que haviam gostado. Porém, no dia seguinte, no intervalo do almoço, antes de pegar no pesado, quando costumávamos nos reunir na sombra do pátio para trocar bobagens, o mecânico Padilha perguntou-nos o que tínhamos achado do teatro. Foi uma chiadeira geral. O que assistíramos era apenas um monólogo, com um narrador que recitava. Não havia personagens, a história não era interessante, era muito enfadonha. Então, um a um os presentes começaram a malhar o programa que lhes foi gentilmente patrocinado.
De minha parte, eu até hoje estou sem opinião sobre isso, pois duvido que minha maturidade, na época, me pudesse levar a entender aquilo. Não sei se o cunho do monólogo era político, social, literário ou histórico. Para mim, apenas me serviu para aprender o que era um “monólogo”. Agora, quando vejo que há algum monólogo sendo apresentado em algum lugar, mantenho distância. Sou de interagir, de ver pessoas interagirem, movimentar-se, representar, fazerem acontecer. Meu perfil pessoal é assim. Não sou um parado, tanto que estou voltando a freqüentar aulas no campo da informática. Como diria o saudoso Ivo Luiz Bazzo, o que sei aprendi “a facón” e agora preciso receber método de trabalho.
Mas, como disse, estou-me engajando num novo desafio. E já estou colhendo os resultados. Reencontrei amigos de longa data, como a Liliane D'Agostini, que é uma das "more" ali na Instituição. Tenho como professoras a Tatiane Ferreira e a Simone França. E novos amigos: o Waldemar Caldart, o Sr. Irado Schinato, a Rosita Wieser, a Lourdes Bortoli, a Joana Trombetta, a Lurdes Persch, o casal Domingo Dassi, e a Zenaide Sganzerla, irmã de nosso saudoso cineasta brasileiro/joaçabense Rogério Sganzerla, produtor e diretor do consagrado "O Bandido da Luz Vermelha". A equipe do SESC é muito competente e amável.
Mas, como disse, estou-me engajando num novo desafio. E já estou colhendo os resultados. Reencontrei amigos de longa data, como a Liliane D'Agostini, que é uma das "more" ali na Instituição. Tenho como professoras a Tatiane Ferreira e a Simone França. E novos amigos: o Waldemar Caldart, o Sr. Irado Schinato, a Rosita Wieser, a Lourdes Bortoli, a Joana Trombetta, a Lurdes Persch, o casal Domingo Dassi, e a Zenaide Sganzerla, irmã de nosso saudoso cineasta brasileiro/joaçabense Rogério Sganzerla, produtor e diretor do consagrado "O Bandido da Luz Vermelha". A equipe do SESC é muito competente e amável.
Estou muito contente em fazer parte da família SESC, onde tenho colegas com quem convivo e troco idéias. Bem, agora tenho que sair para ler o e e-mail com o "tema de casa" para fazer minha obrigação de aluno. Preciso sforça-me para ser exemplar. Não posso decepcionar minha profe!
Euclides Riquetti
16-10-2013
Euclides Riquetti
16-10-2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Professor, cuide de cada criança como se fosse um filho seu!
Defenda com severidade aquilo que você faz
Cuide de cada criança como se fosse um filho seu
Busque aperfeiçoar-se naquilo que lhe apraz
Faça pelos outros tudo de que for capaz
Exerce o que no juramento um dia prometeu.
Coloque seu saber em favor de quem precisa
E ofereça-lhes todas as suas habilidades
Seja claro como o sol que o energiza
(Não espere reconhecimento de quem não o valoriza...)
Faça pelo justo e pela sua vontade.
O reconhecimento virá em forma de gratidão
Pelas mãos e palavras de quem você ajudou
A quem se dedicou com toda a devoção
E os anos vão mostrar-lhe com muita exatidão
O quanto de bom você neles já plantou.
Euclides Riquetti
15-10-2013
Cuide de cada criança como se fosse um filho seu
Busque aperfeiçoar-se naquilo que lhe apraz
Faça pelos outros tudo de que for capaz
Exerce o que no juramento um dia prometeu.
Coloque seu saber em favor de quem precisa
E ofereça-lhes todas as suas habilidades
Seja claro como o sol que o energiza
(Não espere reconhecimento de quem não o valoriza...)
Faça pelo justo e pela sua vontade.
O reconhecimento virá em forma de gratidão
Pelas mãos e palavras de quem você ajudou
A quem se dedicou com toda a devoção
E os anos vão mostrar-lhe com muita exatidão
O quanto de bom você neles já plantou.
Euclides Riquetti
15-10-2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
A Branca Flor da minha Primavera
Repousa, uma palma branca, solitariamente
Em meio a um vasto campo, abandonada
Por entre os cachos de granos da cevada
Repousa, dócil e serena, docemente.
Espera, com seu gladíolo verde,a branca palma
Que venha contemplá-la a andorinha
Ou que lhe toquem os dedos da menininha
Espera, placidamente, terna e calma.
Ser uma flor, apenas uma flor perdida em meio ao pasto
Uma flor a exalar o seu perfume
Longe do mundo vil, mundo nefasto.
Ah, como são gloriosas as manhãs de espera
Em que jaz ali, na paz e na quietude
A branca flor que adorna minha primavera.
Euclides Riquetti
14-10-2013
Em meio a um vasto campo, abandonada
Por entre os cachos de granos da cevada
Repousa, dócil e serena, docemente.
Espera, com seu gladíolo verde,a branca palma
Que venha contemplá-la a andorinha
Ou que lhe toquem os dedos da menininha
Espera, placidamente, terna e calma.
Ser uma flor, apenas uma flor perdida em meio ao pasto
Uma flor a exalar o seu perfume
Longe do mundo vil, mundo nefasto.
Ah, como são gloriosas as manhãs de espera
Em que jaz ali, na paz e na quietude
A branca flor que adorna minha primavera.
Euclides Riquetti
14-10-2013
domingo, 13 de outubro de 2013
Feche os olhos sinta (o cheiro do vento...)
Feche os olhos e sinta
O cheiro do vento que barulha as folhas
E da água que se gaseifica em bolhas
Perceba que a natureza se retinta.
Feche seus belos olhos... e sinta!
Feche os olhos e abra seu coração!
Fique segura, dê-me sua mão
Frágil, mas terna, elegante e macia,
Que me passa uma deliciosa energia
A energia doce, que brota do seu coração!
Feche os olhos e escute a orquestra
Que embala uma suave canção:
É a canção do vento, que traz a harmonia do universo
Que vem no momento mais sublime e certo
Vem trazer-me a paz da longa imensidão.
Vem...
Euclides Riquetti
13-10-2013
O cheiro do vento que barulha as folhas
E da água que se gaseifica em bolhas
Perceba que a natureza se retinta.
Feche seus belos olhos... e sinta!
Feche os olhos e abra seu coração!
Fique segura, dê-me sua mão
Frágil, mas terna, elegante e macia,
Que me passa uma deliciosa energia
A energia doce, que brota do seu coração!
Feche os olhos e escute a orquestra
Que embala uma suave canção:
É a canção do vento, que traz a harmonia do universo
Que vem no momento mais sublime e certo
Vem trazer-me a paz da longa imensidão.
Vem...
Euclides Riquetti
13-10-2013
sábado, 12 de outubro de 2013
Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças
Os brsileiros comemoram, em 12 de outubro, dois eventos muito importantes em seu calendário: o Dia da Criança e o Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Tanto que a data se constitui en feriado nacional.
Comemorar, com alegria, o Dia da Criança, distribuindo doces, presentes e, ainda lembrando de Cosme e Damião, deixa todo mundo contente, não apenas as crianças mas também todos nós, que guardamos, em nosso interior, algo muito sublime, que é nosso espírito de criança. Só quem o tem e o percebe sabe de sua importância.
Crescemos comemorando a data, mas precisávamos de que ela se tornasse "um dia de folga", coisa de que muito gostamos. E, a partir de 1980, através da Lei nº 6.802/80, nosso país pode comemorar num belo feriado, em razão de ser também consagrado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
O Dia da Criança está-se transformando num grande evenmto comercial. Antigamente, davam doces de presente. Hoje os catarinenses pretendem, segundo pesquisas dos lojistas, gastarem R$ 150,00 em média para presentar seus filhos. Técnicamente e legalmente, são consideradas crianças, no Brasil, as pessoinhas que ainda não completaram 12 anos, que passam, a partir de então, a ser tratados como adolescentes. Meu amigo Frei Luiz Wolf, que foi vigário em Capinzal, me dizia que que ninguém gosta de ser considerado "adolescente", então ele os chamava de mini-jovens. Uma saída inteligente e criativa de nosso Frei que, com maestria tocava seu violão na Matriz e com sua bela voz nos encantava em suas missas.
Aqui na região, em Ouro acontece a procissão Motorizada, que costumeiramente sai de Capinzal e vai até Linha Sul, com sua imagem conduzida num caminhão do Corpo de Bombeiros. Ali é celebrada uma missa muito concorrida e, após, ocorrem os festejos, com gostoso churrasco ao meio-dia.
As famílias Viganó, Maté, Baretta e Dambrós são as mais antigas dali e lideram a organização do evento. Os moradores mais recentemente chegados também fazem parte do grupo que faz acontecer a bela festa.
Mas a maior procissão que acontece em Santa Catarina é realizada em Campo Novos, no Planalto Catarinense, onde cerca de 70.000 fiéis de todo o Brasil se fazem presentes, num percurso de 4 Km desde a Matriz, no Centro, até seu Santuário, no Bairro Nossa Senhora Aparecida.
A devoção dos brasileiros para com Nossa Senhora Aparecida é muito forte. Nossa "Mãe do Céu Morena", como é cantada, teve sua imagem encontrada no Rio Paraíba, em 1717, por três pescadores. e foi declarada e proclamada, em 16 de julho de 1980, como Padroeira do Brasil, pelo Papa Pio XI.
Então, com muita alegria, comemoremos nosso "Dia das Crianças" e o "Dia de Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil", com nossa homenagem a nossas "crianças grandes", Michele, Caroline e Fabrício. Também às crianças de nossa rua, Pietra, Maria Eduarda, José Antônio, Mariane e Maria Clara.
E, em especial, a nossa neta Júlia!
Euclides Riquetti
12-10-2013
Comemorar, com alegria, o Dia da Criança, distribuindo doces, presentes e, ainda lembrando de Cosme e Damião, deixa todo mundo contente, não apenas as crianças mas também todos nós, que guardamos, em nosso interior, algo muito sublime, que é nosso espírito de criança. Só quem o tem e o percebe sabe de sua importância.
Crescemos comemorando a data, mas precisávamos de que ela se tornasse "um dia de folga", coisa de que muito gostamos. E, a partir de 1980, através da Lei nº 6.802/80, nosso país pode comemorar num belo feriado, em razão de ser também consagrado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
O Dia da Criança está-se transformando num grande evenmto comercial. Antigamente, davam doces de presente. Hoje os catarinenses pretendem, segundo pesquisas dos lojistas, gastarem R$ 150,00 em média para presentar seus filhos. Técnicamente e legalmente, são consideradas crianças, no Brasil, as pessoinhas que ainda não completaram 12 anos, que passam, a partir de então, a ser tratados como adolescentes. Meu amigo Frei Luiz Wolf, que foi vigário em Capinzal, me dizia que que ninguém gosta de ser considerado "adolescente", então ele os chamava de mini-jovens. Uma saída inteligente e criativa de nosso Frei que, com maestria tocava seu violão na Matriz e com sua bela voz nos encantava em suas missas.
Aqui na região, em Ouro acontece a procissão Motorizada, que costumeiramente sai de Capinzal e vai até Linha Sul, com sua imagem conduzida num caminhão do Corpo de Bombeiros. Ali é celebrada uma missa muito concorrida e, após, ocorrem os festejos, com gostoso churrasco ao meio-dia.
As famílias Viganó, Maté, Baretta e Dambrós são as mais antigas dali e lideram a organização do evento. Os moradores mais recentemente chegados também fazem parte do grupo que faz acontecer a bela festa.
Mas a maior procissão que acontece em Santa Catarina é realizada em Campo Novos, no Planalto Catarinense, onde cerca de 70.000 fiéis de todo o Brasil se fazem presentes, num percurso de 4 Km desde a Matriz, no Centro, até seu Santuário, no Bairro Nossa Senhora Aparecida.
A devoção dos brasileiros para com Nossa Senhora Aparecida é muito forte. Nossa "Mãe do Céu Morena", como é cantada, teve sua imagem encontrada no Rio Paraíba, em 1717, por três pescadores. e foi declarada e proclamada, em 16 de julho de 1980, como Padroeira do Brasil, pelo Papa Pio XI.
Então, com muita alegria, comemoremos nosso "Dia das Crianças" e o "Dia de Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil", com nossa homenagem a nossas "crianças grandes", Michele, Caroline e Fabrício. Também às crianças de nossa rua, Pietra, Maria Eduarda, José Antônio, Mariane e Maria Clara.
E, em especial, a nossa neta Júlia!
Euclides Riquetti
12-10-2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Não permitas que não te deixem sonhar
Não permitas que não te deixem sonhar
Nem que te impeçam de viver a tua infância
Vive este tempo que jamais voltará
Vive, intensamente, a alegria de ser criança.
Sempre que puderes abrir o teu sorriso franco
Faze-o com toda a tua amável sutileza
Distribui-nos teu carinho e teu encanto
Que de tua alma brotam com nobreza.
Ama teu pai, tua mãe e quem te protege
Respeita teus professores e teus colegas
Reza por Deus que te ilumina e rege...
Tem em ti a proteção do anjo que não falha
E que retribui pela oração com que te entregas
O anjo que te ama e que te guarda!
Euclides Riquetti
Nem que te impeçam de viver a tua infância
Vive este tempo que jamais voltará
Vive, intensamente, a alegria de ser criança.
Sempre que puderes abrir o teu sorriso franco
Faze-o com toda a tua amável sutileza
Distribui-nos teu carinho e teu encanto
Que de tua alma brotam com nobreza.
Ama teu pai, tua mãe e quem te protege
Respeita teus professores e teus colegas
Reza por Deus que te ilumina e rege...
Tem em ti a proteção do anjo que não falha
E que retribui pela oração com que te entregas
O anjo que te ama e que te guarda!
Euclides Riquetti
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
A cama do Amílcar
O Amílcar estava indignado ontem. Dormiu quase que a tarde inteira. Quase chegando a hora de tomar "cimarrón" e veio a véia e lascou;" Levante, véio! Num vê que a loça tá tuda incima da pia pra lavá?!" Ele estava curando a ressaca de ontem, por causa de umas caipirinhas do fim de tarde anterior...
Houve muita revolta no coração dele. Só não dá pra dizer que "houve choro e ranger de dentes" porque isso seria plagiar uma máxima já bem difundida, mas que, certamente, houve ranger de dentes e um pouco de chororô, ah, isso houve! Quando tinha que trabalhar, era porque tinha que trabalhar, pagar a Fafi pra filha, o aparelho para os dentes dela, o celular "cum internética" e outras mordomias. Agora que todo mundo está encaminhado, ninguém está rico, mas dá pra ir levando sem muito "istresse" vem a Véia Nena e começa a pegaçón no pé.
" Me dá um sussego, Nena! Dá um táime aí que mais tem Deus pra dá do que o diabo pra tirá, Nena! I o mundo num foi feito tudo num dia. Foi sete dia pra fazê o mundo!"
Dia antes ele tinha ido com o "zenro" pro Porto. Enquanto este ia entregar erva-mate, o Amílcar foi ver uma cama nova que disseram que é muito boa, que nem dor na coluna não deixa dar. Viu muitas camas. Não sabia que tinham criado tantos modelos e tantas cores de camas. Telefonou para sua Nena muito admirado:
"Óia, Nena! O mundo tá virado num cumunismo de bom! Num é mais como antigamente, que a zente tinha que desfiá as páia do milho pra enche o paión e de manhan tinha que revirá ele pra dá volume. Agora tem as "cama bósqui" que son uma beleza. Umas cama de dois andar que despois de uma semana a zente vai zirando o andar de cima pra non intortá, nun ficá uma valeta no meio. Dizem que tem até material da Nasa, mais eu num acredito, imazine que a Nasa vai dexá eles pôrim as ispuma deles na cama dos brasilero. Os brasilero eles querem só ispiá no satélite e mais nada."
E o Amílcar foi contando para a sua Nena de como foi bom voltar lá pro Porto e rever alguns amigos, comprar uns Steinhagger Doble W, dar uma olhadinha na estação do trem, que agora virou Câmara de Vereadores porque nem trem mas passa por lá. Também comprou uns remédios numa farmácia e voltou para o posto de gasolina onde tinha marcado encontrar-se com o genro. Voltaram para General Carneiro na casa da filha e de lá rumou para Palmas. A Nena estava esperando com os limões, o acúcar e o gelo para fazer a deliciosa caipirinha com o Steinhager Doble W.
Retirou a carteira do bolso, colocou em cima da geladeira, entregou para a Nena os remédios que comprou. Uma dúzia de frascos de plástico com Omeprazol Genérico. A véia foi ä loucura:
"Pra que tanto remédio pro istômego, seu asno?
"Pra tu, Nena! Tu sabe que tem aquela gastura no istômego, sua potranca! Tava in promoçón por R$ 9,90 cada cacinha. Intón fiz bem in comprá, né, véia? I me faça a caipira que hoze tô pro crime!"
Esse é nosso Amílcar!
Euclides Riquetti
10-10-2013
Houve muita revolta no coração dele. Só não dá pra dizer que "houve choro e ranger de dentes" porque isso seria plagiar uma máxima já bem difundida, mas que, certamente, houve ranger de dentes e um pouco de chororô, ah, isso houve! Quando tinha que trabalhar, era porque tinha que trabalhar, pagar a Fafi pra filha, o aparelho para os dentes dela, o celular "cum internética" e outras mordomias. Agora que todo mundo está encaminhado, ninguém está rico, mas dá pra ir levando sem muito "istresse" vem a Véia Nena e começa a pegaçón no pé.
" Me dá um sussego, Nena! Dá um táime aí que mais tem Deus pra dá do que o diabo pra tirá, Nena! I o mundo num foi feito tudo num dia. Foi sete dia pra fazê o mundo!"
Dia antes ele tinha ido com o "zenro" pro Porto. Enquanto este ia entregar erva-mate, o Amílcar foi ver uma cama nova que disseram que é muito boa, que nem dor na coluna não deixa dar. Viu muitas camas. Não sabia que tinham criado tantos modelos e tantas cores de camas. Telefonou para sua Nena muito admirado:
"Óia, Nena! O mundo tá virado num cumunismo de bom! Num é mais como antigamente, que a zente tinha que desfiá as páia do milho pra enche o paión e de manhan tinha que revirá ele pra dá volume. Agora tem as "cama bósqui" que son uma beleza. Umas cama de dois andar que despois de uma semana a zente vai zirando o andar de cima pra non intortá, nun ficá uma valeta no meio. Dizem que tem até material da Nasa, mais eu num acredito, imazine que a Nasa vai dexá eles pôrim as ispuma deles na cama dos brasilero. Os brasilero eles querem só ispiá no satélite e mais nada."
E o Amílcar foi contando para a sua Nena de como foi bom voltar lá pro Porto e rever alguns amigos, comprar uns Steinhagger Doble W, dar uma olhadinha na estação do trem, que agora virou Câmara de Vereadores porque nem trem mas passa por lá. Também comprou uns remédios numa farmácia e voltou para o posto de gasolina onde tinha marcado encontrar-se com o genro. Voltaram para General Carneiro na casa da filha e de lá rumou para Palmas. A Nena estava esperando com os limões, o acúcar e o gelo para fazer a deliciosa caipirinha com o Steinhager Doble W.
Retirou a carteira do bolso, colocou em cima da geladeira, entregou para a Nena os remédios que comprou. Uma dúzia de frascos de plástico com Omeprazol Genérico. A véia foi ä loucura:
"Pra que tanto remédio pro istômego, seu asno?
"Pra tu, Nena! Tu sabe que tem aquela gastura no istômego, sua potranca! Tava in promoçón por R$ 9,90 cada cacinha. Intón fiz bem in comprá, né, véia? I me faça a caipira que hoze tô pro crime!"
Esse é nosso Amílcar!
Euclides Riquetti
10-10-2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Apenas um raio de sol no seu caminho
Permita-me ser um raio de sol no seu caminho
Apenas um, mesmo que tímido e acanhado.
Um pequeno esplendor, bem pequenininho
Um raio luminoso em sua pele jogado.
Um raio de sol como outro raio qualquer
Singelo, dourado, simplesmente fenomenal
A brilhar sobre seu corpo perfeito de mulher
Algo terno, admirável, sublime e sensual.
E que seus olhos de esmeralda possam me encontrar
Em horizontes plácidos nas paisagens airosas
Enquanto beijo a brisa suave que vem do mar.
E, nesta primavera e verão sulinos
Que os ventos nos tragam os aromas das rosas
E as notas emanadas das cordas de um violino.
Euclides Riquetti
09-10-2013
Apenas um, mesmo que tímido e acanhado.
Um pequeno esplendor, bem pequenininho
Um raio luminoso em sua pele jogado.
Um raio de sol como outro raio qualquer
Singelo, dourado, simplesmente fenomenal
A brilhar sobre seu corpo perfeito de mulher
Algo terno, admirável, sublime e sensual.
E que seus olhos de esmeralda possam me encontrar
Em horizontes plácidos nas paisagens airosas
Enquanto beijo a brisa suave que vem do mar.
E, nesta primavera e verão sulinos
Que os ventos nos tragam os aromas das rosas
E as notas emanadas das cordas de um violino.
Euclides Riquetti
09-10-2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Um recado
Recebi um recado
Do brilho prateado
Do luar:
Vem comigo
Vem meu amigo
Vamos passear!
Vamos andar pela via láctea
Conhecer a imensidão intacta
Do espaço sideral
Andar pelo Universo
Em frente e verso
Pelo mundo colossal!
Recebi um recado alvissareiro:
Vou andar pelo universo inteiro
Com a sua companhia.
Vou com seus olhos claros
Pelos recantos mais raros
Vou com toda a alegria
Vou, sim. Vou com você, querida!
Euclides Riquetti
08-10-2013
Do brilho prateado
Do luar:
Vem comigo
Vem meu amigo
Vamos passear!
Vamos andar pela via láctea
Conhecer a imensidão intacta
Do espaço sideral
Andar pelo Universo
Em frente e verso
Pelo mundo colossal!
Recebi um recado alvissareiro:
Vou andar pelo universo inteiro
Com a sua companhia.
Vou com seus olhos claros
Pelos recantos mais raros
Vou com toda a alegria
Vou, sim. Vou com você, querida!
Euclides Riquetti
08-10-2013
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