O frio chegou
Quando a tarde começou
Chuvosa.
O frio veio lentamente
Anunciando-se sutilmente
Porque estava com saudades!
Queria apenas reencontrar
O seu velho lugar
Na minha mente saudosa.
Ele veio e pra ficar
E no inverno respirar
Nossos perfumes e nossos ares.
Quer apenas acariciar
E seu rosto beijar
Na tarde chuvosa
De lembranças, de saudades
Das saudades mais saudosas...
Das nossas saudosas saudades
Dos tempos eternos
Dos outros invernos.
Veio, como vieram outros tantos
De todos os nortes e de todos os cantos:
Ele veio de mansinho
Quietinho
Devagarinho
E quer apenas ficar!
Euclides Riquetti
24-05-2014
sábado, 24 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
The Scarlet Letter (A Letra Escarlate)
Adoro ver filmes. Raramente assisto a algum sem, primeiro, ver a sinopse. Não assisto a terror. Documentários e dramas, raramente. Na minha ordem de preferência, aparecem: romances, comédias, aventuras. Ficção, nos moldes como se produz hoje, nada.Considero-me um romântico, gosto de ser "da paz", não assisto se souber que não tem final feliz. Gosto de ver que o mocinho e a mocinha, ou os pais e os filhos, fiquem juntos ao final!
Conta-me, muito, o elenco das produções. Ator bom não aceita fazer filme que não seja bom, bem dirigido, bem produzido. Nesse contexto vi, ontem, "A Letra Escarlate", do Diretor Roland Joffé. É uma produção norteamericana ( e os americanos são ótimos em fazer cinema!), com um belissimo cenário, ambientado em Bay Colony, no Massachussetts, em 1966. Reproduz a história vivida por Hester Prynne e o reverendo Arthur Dimmesdale, numa época em que Estado e Igreja faziam o que queriam, mais do que podiam ou deveriam, em nome de Deus. Nos papéis principais, Demi Moore, à época com 32 anos, e Gary Oldman. A bela senhora chega ao local vindo da Inglaterra antes de seu marido, um médico, para encontrar um lugar ideal para morarem. Conhece um reverendo que se constitui num eloquente e habilidoso orador e se apaixonam.
Nesse tempo, o marido é sequestrado por índios antes de alí chegar e é dado como morto. A viúva, então, pelas leis puritanas fortemente defendidas no local, deveria esperar por sete anos em luto para só então ser considerada livre de seu vínculo matrimonial.
No entanto, Hester engravida do reverendo Arthur. Ambos estão perdidamente apaixonados e ela tenta esconder a gravidez. Quando as autoridades descobrem que está grávida, mandam-na para a prisão, o que não aconteceria se revelasse o nome do pai. Não o faz, pois se o fizesse, ele seria enforcado.
O filme tem contornos de romance e dramaticidade em relevância. Há os conflitos entre brancos e índios, uma sociedade altamente puritana. A Hester é dada a liberdade, porém dever usar, no peito, uma letra bordada em escarlate: um "A", de adúltera. Faz isso por sete anos, sofrendo toda a espécie de humilhação possível nas ruas e no pelourinho da cidade. No ápice da trama, reaparece, sem identificar-se para a sociedade, o marido que fora dado como morto, que começa a aterrorizar a bela esposa, por quem fora muito apaixonado.
Diferentemente do que traz a verdadeira história, a do livro "The Scarlet Letter", escrito em 1850 por Nathaniel Hawthorne, há um final deferente, bem ao meu gosto. E, se eu digo que é bom, é porque é bom. Gosto de filmes "cabeça", mas o que eu gosto, mesmo, é de me divertir. Então, não vou lhes tirar, leitores, o direito de ver o filme, participar das emoções, apiedar-se com o sofrimento das personagens, a inujriar-se contra as atrocidades das autoridades. Convido-os a verem a candura de Pearl, a filhinha de Hester e Arthur e a beleza da talentosa Demi Moore que, com 41 trabalhos no cinema e 9 na TV, aos 51 anos, cada vez mais nos encanta e nos fascina... Pelo talento, pela beleza, por tudo o que representa!
Abraços e bom filme!
Euclides Riquetti
24-05-2014
Conta-me, muito, o elenco das produções. Ator bom não aceita fazer filme que não seja bom, bem dirigido, bem produzido. Nesse contexto vi, ontem, "A Letra Escarlate", do Diretor Roland Joffé. É uma produção norteamericana ( e os americanos são ótimos em fazer cinema!), com um belissimo cenário, ambientado em Bay Colony, no Massachussetts, em 1966. Reproduz a história vivida por Hester Prynne e o reverendo Arthur Dimmesdale, numa época em que Estado e Igreja faziam o que queriam, mais do que podiam ou deveriam, em nome de Deus. Nos papéis principais, Demi Moore, à época com 32 anos, e Gary Oldman. A bela senhora chega ao local vindo da Inglaterra antes de seu marido, um médico, para encontrar um lugar ideal para morarem. Conhece um reverendo que se constitui num eloquente e habilidoso orador e se apaixonam.
Nesse tempo, o marido é sequestrado por índios antes de alí chegar e é dado como morto. A viúva, então, pelas leis puritanas fortemente defendidas no local, deveria esperar por sete anos em luto para só então ser considerada livre de seu vínculo matrimonial.
No entanto, Hester engravida do reverendo Arthur. Ambos estão perdidamente apaixonados e ela tenta esconder a gravidez. Quando as autoridades descobrem que está grávida, mandam-na para a prisão, o que não aconteceria se revelasse o nome do pai. Não o faz, pois se o fizesse, ele seria enforcado.
O filme tem contornos de romance e dramaticidade em relevância. Há os conflitos entre brancos e índios, uma sociedade altamente puritana. A Hester é dada a liberdade, porém dever usar, no peito, uma letra bordada em escarlate: um "A", de adúltera. Faz isso por sete anos, sofrendo toda a espécie de humilhação possível nas ruas e no pelourinho da cidade. No ápice da trama, reaparece, sem identificar-se para a sociedade, o marido que fora dado como morto, que começa a aterrorizar a bela esposa, por quem fora muito apaixonado.
Diferentemente do que traz a verdadeira história, a do livro "The Scarlet Letter", escrito em 1850 por Nathaniel Hawthorne, há um final deferente, bem ao meu gosto. E, se eu digo que é bom, é porque é bom. Gosto de filmes "cabeça", mas o que eu gosto, mesmo, é de me divertir. Então, não vou lhes tirar, leitores, o direito de ver o filme, participar das emoções, apiedar-se com o sofrimento das personagens, a inujriar-se contra as atrocidades das autoridades. Convido-os a verem a candura de Pearl, a filhinha de Hester e Arthur e a beleza da talentosa Demi Moore que, com 41 trabalhos no cinema e 9 na TV, aos 51 anos, cada vez mais nos encanta e nos fascina... Pelo talento, pela beleza, por tudo o que representa!
Abraços e bom filme!
Euclides Riquetti
24-05-2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Mãos
Mãos que tiram a roupa
Mãos que afagam o peito
São mãos que estendem a colcha
São mãos que preparam o leito.
Mãos que alisam o rosto
Mãos que abanam pra mim
São mãos que eu beijo com gosto
São mãos que arrumam o jardim.
Mãos que se estendem de pronto
Mãos que seguram a flor
São mãos que preparam o encontro
São mãos que se prendem no amor.
Mãos que seguram as mãos
Mãos que recebem presentes
São mãos que ajudam irmãos
São mãos que se movem contentes.
Mãos elegantes e ágeis
Mãos atraentes e belas
São mãos que parecem tão frágeis
São mãos tão macias e singelas.
Me ligo nas mãos carinhosas
Me ligo nas mãos da senhora
Que cuidam dos cravos e rosas
Que cuidam do filho que chora.
Mãos que afagam o peito
São mãos que estendem a colcha
São mãos que preparam o leito.
Mãos que alisam o rosto
Mãos que abanam pra mim
São mãos que eu beijo com gosto
São mãos que arrumam o jardim.
Mãos que se estendem de pronto
Mãos que seguram a flor
São mãos que preparam o encontro
São mãos que se prendem no amor.
Mãos que seguram as mãos
Mãos que recebem presentes
São mãos que ajudam irmãos
São mãos que se movem contentes.
Mãos elegantes e ágeis
Mãos atraentes e belas
São mãos que parecem tão frágeis
São mãos tão macias e singelas.
Me ligo nas mãos carinhosas
Me ligo nas mãos da senhora
Que cuidam dos cravos e rosas
Que cuidam do filho que chora.
Euclides Riquetti
quarta-feira, 21 de maio de 2014
A chuva que cai...
A chuva que cai
Transparente
Levemente
Molha corações e almas
Peles morenas e peles alvas.
A chuva que cai
Na relva verde, sensível
Que lembra seus olhos brilhantes
Fascinantes...
Traz-me a lembrança indizível!
A chuva cai
E você me inspira
Como os acordes na lira
E embala meu pensamento
Que se perde no vento
Que se vai no tempo...
A chuva que cai
E rola na calçada
Leva embora o presente
E meu coração traz à mente
As ternas lembranças passadas.
A chuva que cai
Molha você, molha a terra
Molha o sonho da espera
Pois logo vem a primavera
Mas a chuva cai!
( E eu penso em você...)
Transparente
Levemente
Molha corações e almas
Peles morenas e peles alvas.
A chuva que cai
Na relva verde, sensível
Que lembra seus olhos brilhantes
Fascinantes...
Traz-me a lembrança indizível!
A chuva cai
E você me inspira
Como os acordes na lira
E embala meu pensamento
Que se perde no vento
Que se vai no tempo...
A chuva que cai
E rola na calçada
Leva embora o presente
E meu coração traz à mente
As ternas lembranças passadas.
A chuva que cai
Molha você, molha a terra
Molha o sonho da espera
Pois logo vem a primavera
Mas a chuva cai!
( E eu penso em você...)
Euclides Riquetti
terça-feira, 20 de maio de 2014
Coração ferido
Há um coração ferido
Flechado pelo cupido
Que lhe pôs veneno
Na noite de sereno
E o deixou... ressentido!
Há um coração magoado
Triste e desolado
Com seu íntimo sofrido
E um ser desiludido
Num corpo... maltratado!
Há um corpo e um coração
Há uma alma em ebulição!
Mas, como diz o poeta
Uma coisa é certa:
Só o tempo apara as arestas
Só o tempo amaina os desalentos
Abafa e dilui os sofrimentos!
O tempo, sim, o tempo
É que ajuda a curar
O coração ferido.
Apenas ele!
Euclides Riquetti
21-05-2014
Flechado pelo cupido
Que lhe pôs veneno
Na noite de sereno
E o deixou... ressentido!
Há um coração magoado
Triste e desolado
Com seu íntimo sofrido
E um ser desiludido
Num corpo... maltratado!
Há um corpo e um coração
Há uma alma em ebulição!
Mas, como diz o poeta
Uma coisa é certa:
Só o tempo apara as arestas
Só o tempo amaina os desalentos
Abafa e dilui os sofrimentos!
O tempo, sim, o tempo
É que ajuda a curar
O coração ferido.
Apenas ele!
Euclides Riquetti
21-05-2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Rio do Peixe
Rio de todos os Peixes
Atrevido e valente
Sempre que a calmaria se ausente
O imponente e voraz Rio do Peixe
Desliza furiosamente...
Invade lares, prepotente
Arranca plantas portentosas
Causa avarias espantosas
Esse imperador inclemente!
Nas arenas montanhosas
Vence cada dobra, impiedoso
É um colosso vigoroso
Com suas águas belicosas...
Depois, apenas baila, mansamente
Valsa como o canto verso de um salmo
Então, sereno, paciente e calmo
Jaz, ali, docemente.
Rio do Peixe, nosso venerando Senhor
Ora anjo – uma canção de acalanto
Ora intrépido, despojado de encanto
No vale verde, é soberano gladiador!
Com seu visível poder, ou simplesmente ignoto
Deus Natural, Real Majestade
Orna o campo, enfeita a cidade
Sou teu súdito e fiel devoto...
Rendo-te homenagem, meu rio!
A ti, com tua força imedida
Jamais, em toda a minha vida
Eu ousarei propor-te desafio...
Bem conhecemos teu enredo, tua história
E bem sabemos de tudo o que és capaz
És um guerreiro muito forte, sempre audaz
Reverenciado, dou-te medalhas e glórias.
Tu, que já foste o lago de mi ´as pescas
Tu, que foste a raia de meu tenro nado
E serpenteias neste vale encantado
De Navegantes, foste palco em tantas festas.
Pelo açoite do chicote sem piedade
Peço-te, humildemente, perdão
Aceita esta breve oração
Garboso rio, Fluviosa Divindade!
PERDOA-NOS, RIO DO PEIXE!!!
Euclides Riquetti
domingo, 18 de maio de 2014
"Milico" minha personagem: Gente que faz!
Conheço o "Milico" há uns três anos, acho. Descobri, nas corridas e caminhadas na Pista Olímpica do Clube Comercial, aqui em Joaçaba, que ele era meu vizinho. Quando lhe perguntei o nome, disse que era melhor que o chamasse apenas de "Milico". Era militar aposentado.
Aos poucos, fui conhecendo bem o Milico. Tornamo-nos amigos. Eu corria na velocidade que minha idade me permitia. mas ele era um maratonista, na verdade. Esquecia-se de parar. Vinha de casa correndo, continuava correndo, ia embora correndo! Algumas vezes, vinha com seu carrinho, muito simples. Logo deu para perceber que ele é uma pessoa "do bem", confiável. Dava opinião aos mais jovens, orientava. E incentivava os mais velhos a correrem, caminharem, movimentarem-se. Só isso já é algo de muito bom que faz para a comunidade joaçabense.
Quando a Pista foi abandonada, em razão de que outro "cidadão do bem", o Sr. Djalma Ouriques, parou de capinar as ervas que cresciam na borda da pista, estas cresceram muito, e o local ficou muito feio. Vieram os PARAJASC e a Prefeitura fez uma bela limpeza. Passado o verão, estavam as ervas voltando, ficando feio de novo. Mas um dia, ao chegar lá, deparo-me com metade da pista de 400 metros já limpa, livre das ervas daninhas. Aparece-me, depois, o Milico, com uma enxada, e começa a realizar uma bela de uma limpeza. Em poucos dias, tudo estava bonito de novo.
Entendo o Milico. Ele é uma pessoa que sabe da importância que uma pista de atletismo tem para uma comunidade. Os paraatletas da ARAD treinam ali. No sábado, bem cedo, estavam lá treinando, preparando-se para competir nos PARAJASC e, daqui a poucos dias, no Rio de Janeiro. Cumprimentei todos eles, mãos estendidas e abraços em todos. São pessoas maravilhosas que, em vez de queixarem-se da vida, estão lá buscando a superação de suas limitações. Admiro-os e os incentivo. Dou-lhes palavras de ânimo e estimulo-os a continuarem progredindo, derrotando as limitações. No sábado, o Milico não estava lá. Estava ali, defronte a Escola Nossa Senhora de Lurdes, 3 minutos a pé de minha casa.
Parabenizei-o pelo trabalho que faz. Disse-me que não estava ajudando a comunidade, estava ajudando a si mesmo. A si, porque seu filho estuda naquela Escola e, por conseguinte, ele e sua família são beneficiados. Com uma daquelas "forcas", retirava todas as folhas, gravetos e papéis que estavam no meio das pedras britadas. Arrancava, com as mãos, todas as ervas, e colocava numa caixa de papelão, para depois depositar na lixeira. Naquela Academia ao Ar Livre, ao lado do Ginásio de Esportes, que está depredada e ainda não ganhou o merecido piso, embora prometido ainda em 2011 pelo Poder Público, recolheu as ferragens que estavam espalhadas e empilhou-as. Quem sabe isso "inspire" a quem de dever consertar o que foi estragado e que NUNCA teve manutenção!
Há muito tempo já vinha pensando em escrever sobre o trabalho social comunitário dele. Perguntei-lhe o nome: Francisco Birajara Pires de Souza. É natural de São Sepé, região central do Rio Grande do Sul. Veio de Palhoça, onde tem sua casa. A esposa, Denise, trabalha num Banco aqui, e aguarda transferência para a Grande Florianópolis. Tem 55 anos, muita vitalidade, cabelos grisalhos, corpo de atleta. Tem um sorriso permanente e uma disposição extraordinária de ajudar os outros. Mora perto do Comercial, gosta de cachorros, por isso mesmo não quer morar em apartamentos. Faz parte da Igreja da Congregação Cristã do Brasil, localizada na Rua Frei Rogério, aqui em Joaçaba. Tem notáveis e dignos pensamentos sobre a conduta do Ser Humano. Diz que as pessoas precisam pensar mais, refletir. A pressa as leva a atitudes inconsequentes. As pessoas precisam valorizar mais a vida e respeitar o próximo. Tenho absoluta certeza de que ele pratica aquilo que prega e defende.
Admiro muito o amigão Milico. Gostaria que ficasse morando aqui em Joaçaba. Pena que os projetos dele e sua família são para outra cidade. Mas reconheço nele um cidadão honrado e do bem. Admiro-o pela maneira como vive e pelo que faz. Grande abraço e parabéns, Francisco Birajara Pires de Souza!
Euclides Riquetti
Aos poucos, fui conhecendo bem o Milico. Tornamo-nos amigos. Eu corria na velocidade que minha idade me permitia. mas ele era um maratonista, na verdade. Esquecia-se de parar. Vinha de casa correndo, continuava correndo, ia embora correndo! Algumas vezes, vinha com seu carrinho, muito simples. Logo deu para perceber que ele é uma pessoa "do bem", confiável. Dava opinião aos mais jovens, orientava. E incentivava os mais velhos a correrem, caminharem, movimentarem-se. Só isso já é algo de muito bom que faz para a comunidade joaçabense.
Quando a Pista foi abandonada, em razão de que outro "cidadão do bem", o Sr. Djalma Ouriques, parou de capinar as ervas que cresciam na borda da pista, estas cresceram muito, e o local ficou muito feio. Vieram os PARAJASC e a Prefeitura fez uma bela limpeza. Passado o verão, estavam as ervas voltando, ficando feio de novo. Mas um dia, ao chegar lá, deparo-me com metade da pista de 400 metros já limpa, livre das ervas daninhas. Aparece-me, depois, o Milico, com uma enxada, e começa a realizar uma bela de uma limpeza. Em poucos dias, tudo estava bonito de novo.
Entendo o Milico. Ele é uma pessoa que sabe da importância que uma pista de atletismo tem para uma comunidade. Os paraatletas da ARAD treinam ali. No sábado, bem cedo, estavam lá treinando, preparando-se para competir nos PARAJASC e, daqui a poucos dias, no Rio de Janeiro. Cumprimentei todos eles, mãos estendidas e abraços em todos. São pessoas maravilhosas que, em vez de queixarem-se da vida, estão lá buscando a superação de suas limitações. Admiro-os e os incentivo. Dou-lhes palavras de ânimo e estimulo-os a continuarem progredindo, derrotando as limitações. No sábado, o Milico não estava lá. Estava ali, defronte a Escola Nossa Senhora de Lurdes, 3 minutos a pé de minha casa.
Parabenizei-o pelo trabalho que faz. Disse-me que não estava ajudando a comunidade, estava ajudando a si mesmo. A si, porque seu filho estuda naquela Escola e, por conseguinte, ele e sua família são beneficiados. Com uma daquelas "forcas", retirava todas as folhas, gravetos e papéis que estavam no meio das pedras britadas. Arrancava, com as mãos, todas as ervas, e colocava numa caixa de papelão, para depois depositar na lixeira. Naquela Academia ao Ar Livre, ao lado do Ginásio de Esportes, que está depredada e ainda não ganhou o merecido piso, embora prometido ainda em 2011 pelo Poder Público, recolheu as ferragens que estavam espalhadas e empilhou-as. Quem sabe isso "inspire" a quem de dever consertar o que foi estragado e que NUNCA teve manutenção!
Há muito tempo já vinha pensando em escrever sobre o trabalho social comunitário dele. Perguntei-lhe o nome: Francisco Birajara Pires de Souza. É natural de São Sepé, região central do Rio Grande do Sul. Veio de Palhoça, onde tem sua casa. A esposa, Denise, trabalha num Banco aqui, e aguarda transferência para a Grande Florianópolis. Tem 55 anos, muita vitalidade, cabelos grisalhos, corpo de atleta. Tem um sorriso permanente e uma disposição extraordinária de ajudar os outros. Mora perto do Comercial, gosta de cachorros, por isso mesmo não quer morar em apartamentos. Faz parte da Igreja da Congregação Cristã do Brasil, localizada na Rua Frei Rogério, aqui em Joaçaba. Tem notáveis e dignos pensamentos sobre a conduta do Ser Humano. Diz que as pessoas precisam pensar mais, refletir. A pressa as leva a atitudes inconsequentes. As pessoas precisam valorizar mais a vida e respeitar o próximo. Tenho absoluta certeza de que ele pratica aquilo que prega e defende.
Admiro muito o amigão Milico. Gostaria que ficasse morando aqui em Joaçaba. Pena que os projetos dele e sua família são para outra cidade. Mas reconheço nele um cidadão honrado e do bem. Admiro-o pela maneira como vive e pelo que faz. Grande abraço e parabéns, Francisco Birajara Pires de Souza!
Euclides Riquetti
sábado, 17 de maio de 2014
Versos perdidos
Perdi meus versos ao longo da estrada
Ficaram reversos em meio ao nada
Perdi meus versos na madrugada
Deletei-os, incertos: memória vaga!
Versos românticos, livres, ameaçados
Flechados por uma sanha enraivecida
Restou-me um poema mutilado
Numa página pelo tempo envelhecida.
Reencontro meus versos em meio às águas
(Nelas me liberto de doridas mágoas)
Ficaram no azul dos ladrilhos das piscinas...
Reencontro todos os versos perdidos
Os de aqui, os de ali, os lá escondidos
Impregnados nas tranças das morenas meninas.
Euclides Riquetti
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Horror, terror, irresponsabilidade
O mês de maio nos tem mostrado fatos que nos aterrorizam. Um volume de acontecimentos nos remetem a necessárias reflexões. Ações e atitudes com as quais nenhum ser humano pode concordar. Parece que se perderam a vergonha, os valores, a dignidade e o senso de humanidade. Tudo muito preocupante:
As investigações sobre o menino Bernardo, assassinado pela madrasta, com a cumplicidade de uma amiga e, provavelmente, com a anuência do pai, cujos resultados têm sido amplamente digulgados nas reportagens trazidas na imprensa escrita, falada, televisionada e digital, nos deixam perplexos. Tudo leva a indicar, segundo o MPE do Rio Grande do Sul, que o motivo que levou à atrocidade foi financeiro...
No Guarujá, em São Paulo, uma mulher foi linchada após ser confundida com uma acusada de sequestro para a prática de magia negra, por pessoas que foram induzidas por uma postagem inadequada na internet. Sem chances de se defender, foi assassinada. Religiosa, aquela mãe e esposa levava, dentro de sua inseparável Bíblia, a foto das filhas. Justiceiros, sem nenhuma certeza, apenas por suas deduções pessoais, praticaram uma barbaridade. O arrependimento deles, agora propalado, não a traz de volta...
Em Blumenau, nesta semana, um acadêmico de Direito da FURB foi agredido, covardemente, por três homens, na rua, quando saiu da casa de uma amiga, após assistir aulas naquela Faculdade. Arrebentaram a cara dele pensando que fosse um ladrão... Apenas porque tomaram conhecimento de que havia um ladrão pelas imediações. O primeiro jovem que encontraram na rua pagou pelo que não devia...
Aqui em Videira, 75 Km longe de Joaçaba, um pai, de 29 anos, tinha duas meninas, gêmeas, de um mês de idade. Há uma semana, esganou uma delas porque estava chorando de dor de ouvido... Ficou uma semana hospitalizada e faleceu... A outras criança também está internada com uma perna fraturada. Ele disse que "caiu um livro de uma estante sobre a criança"...
Em Recife, mesmo tendo acabado a greve dos Policiais, continuam saquendo supermercados e lojas de departamentos. Realizaram saques durante a greve e continuam realizando. É vergonhoso ver as pessoas, pela TV, saindo das lojas carregando aparelhos de TV e outras mercadorias. E, alguns, voltam para roubar mais...
Os cinco fatos absurdos que aconteceram, e que relato aqui, resumidamente, nos mostram a ganância e o desejo de as pessoas fazerem justiça com as próprias mãos. E o quanto a vida tem sido banalizada. Parece-nos que matar e roubar virou algo normal.
Em minha adolescência, convivi com jovens que tinham medo do PECADO. Íamos à catequese receber a formação religiosa e, em casa, recebíamos a educação que nossos pais nos davam. Alguns amigos diziam: "Quando eu for me confessar, direi ao Padre: Não matei, nem roubei. O resto eu fiz tudo"!
A escola nos dava a instrução, nossos pais a educação, como diz um amigo meu. Pura verdade! Adiante, fui formando minha opinião madura sobre as coisas. Continuo pensando como pensavam meus colegas, pouco alterando os conceitos que eu tinha. Defendo, ardorosamente, o que é meu. Não quero o que é dos outros. E, sobretudo, uma vida não tem preço! Independente de pecar ou não pecar, ninguém tem o direito de se apoderar do que não é de si, nem de tirar a vida de ninguém! Isso denotaria horror, terror, irresponsabilidade!
Euclides Riquetti
16-05-2014
A Copa do Mundo vai trazer muita dor de cabeça ao Brasil. Mas há um ditado que diz que "Depois de uma desgraça sempre pode vir outra. E, se vem, vem bem pior".
As investigações sobre o menino Bernardo, assassinado pela madrasta, com a cumplicidade de uma amiga e, provavelmente, com a anuência do pai, cujos resultados têm sido amplamente digulgados nas reportagens trazidas na imprensa escrita, falada, televisionada e digital, nos deixam perplexos. Tudo leva a indicar, segundo o MPE do Rio Grande do Sul, que o motivo que levou à atrocidade foi financeiro...
No Guarujá, em São Paulo, uma mulher foi linchada após ser confundida com uma acusada de sequestro para a prática de magia negra, por pessoas que foram induzidas por uma postagem inadequada na internet. Sem chances de se defender, foi assassinada. Religiosa, aquela mãe e esposa levava, dentro de sua inseparável Bíblia, a foto das filhas. Justiceiros, sem nenhuma certeza, apenas por suas deduções pessoais, praticaram uma barbaridade. O arrependimento deles, agora propalado, não a traz de volta...
Em Blumenau, nesta semana, um acadêmico de Direito da FURB foi agredido, covardemente, por três homens, na rua, quando saiu da casa de uma amiga, após assistir aulas naquela Faculdade. Arrebentaram a cara dele pensando que fosse um ladrão... Apenas porque tomaram conhecimento de que havia um ladrão pelas imediações. O primeiro jovem que encontraram na rua pagou pelo que não devia...
Aqui em Videira, 75 Km longe de Joaçaba, um pai, de 29 anos, tinha duas meninas, gêmeas, de um mês de idade. Há uma semana, esganou uma delas porque estava chorando de dor de ouvido... Ficou uma semana hospitalizada e faleceu... A outras criança também está internada com uma perna fraturada. Ele disse que "caiu um livro de uma estante sobre a criança"...
Em Recife, mesmo tendo acabado a greve dos Policiais, continuam saquendo supermercados e lojas de departamentos. Realizaram saques durante a greve e continuam realizando. É vergonhoso ver as pessoas, pela TV, saindo das lojas carregando aparelhos de TV e outras mercadorias. E, alguns, voltam para roubar mais...
Os cinco fatos absurdos que aconteceram, e que relato aqui, resumidamente, nos mostram a ganância e o desejo de as pessoas fazerem justiça com as próprias mãos. E o quanto a vida tem sido banalizada. Parece-nos que matar e roubar virou algo normal.
Em minha adolescência, convivi com jovens que tinham medo do PECADO. Íamos à catequese receber a formação religiosa e, em casa, recebíamos a educação que nossos pais nos davam. Alguns amigos diziam: "Quando eu for me confessar, direi ao Padre: Não matei, nem roubei. O resto eu fiz tudo"!
A escola nos dava a instrução, nossos pais a educação, como diz um amigo meu. Pura verdade! Adiante, fui formando minha opinião madura sobre as coisas. Continuo pensando como pensavam meus colegas, pouco alterando os conceitos que eu tinha. Defendo, ardorosamente, o que é meu. Não quero o que é dos outros. E, sobretudo, uma vida não tem preço! Independente de pecar ou não pecar, ninguém tem o direito de se apoderar do que não é de si, nem de tirar a vida de ninguém! Isso denotaria horror, terror, irresponsabilidade!
Euclides Riquetti
16-05-2014
A Copa do Mundo vai trazer muita dor de cabeça ao Brasil. Mas há um ditado que diz que "Depois de uma desgraça sempre pode vir outra. E, se vem, vem bem pior".
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Rindo da própria sorte
Na quarta-feira à tarde, em minha "aulinha" no SESC de Joaçaba, uma de nossas professoras, a Priscila, abriu a mesma propondo-nos uma "dinâmica de grupo". Devo aqui dizer que muitas coisas que deixei de fazer na minha infância, tenho feito agora. Adoro sentir-me "criança" de novo. Por ocasião da Páscoa, pintamos ovos de galinhas, fizemos uma colagem de sementes num "ovão" que a profe Simone havia desenhado. O ovão foi devidamente pendurado na porta da sala, fotografado pela Liliane e postado no facebook dela. Até gente "grande" gosta dessas coisas, né/ Ou vai dizer que você, leitor, leitora, não gostam disso também?...
Bem, a dinâmica consistiu, primeiro, em tomar nosso café, que ninguém é de ferro. Depois, apareceram lá umas bolachas. Na aula anterior, o Waldemar trouxe um bolo de chocolate, que foi freneticamente devorado por todos, igualitariamente. Depois de nosso "Café com Risadas", a dinâmica:
Sentamos num círculo (na verdade nas cadeiras...) e cada um tinha que contar uma gafe por que passou. Minha cabeça, na gora, volveu seu pensamento para o passado e começaram a vir lembranças engraçadas. Como sou muito falador (será mesmo??...), solicitei ficar por último.
A colega Zenaide relatou-nos que, numa dada vez, lecionando Filosofia, estava a imaginar um filósofo (seria daqueles que usam barba??...) e disse que este vivera há 25 Séculos. Uma aluna riu muito... outros se surpreenderam e, só depois, percebeu que, no entusiasmo da aula, nem sabe por que razão, dissera aquilo. O Waldemar contou sobre a noite que chegou em casa da missa com a chave do carro na mão e sem o mesmo, que deixara no estacionamento da Catedral. Voltou lá e o estacionamento já estava fechado. tece que buscá-lo na manhã seguinte. O Domingos pediu para "passar adiante", pois não lembrava de nenhuma gafe dele. Quando provoquei, perguntando se lá no INSS nunca lhe acontecera nada, ele se lembrou de uma e contou. Mas eu não entendi direito porque estava com meu pensamento distante. Vou pedir-lhe que me conte de novo. Priscila falou de uma vez que, ainda adolescente, tomou um ônibus num bairro para ir ao centro da cidade. Quando percebeu, distraída que fora, já estava lá em outro bairro. Era fim da linha.
Ri muito coma história da colega Lurdes. Dizia-nos que, quando saiu lá do Rancho Grande e foi morar na cidade, andava pela rua meio distraída e deu com a cara e os óculos num poste. Ficou indignada porque o poste estava no caminho dela. Contava e ria! A história dela me fez lembrar de algumas de minhas gafes também. A primeira ligada em poste, como a dela: Foi lá por 1968 que a Celesc começou a trocar a rede de iluminação de Capinzal e Ouro. Começaram pela Rua Dona Linda Santos, a do Belisário Penna e do Juçá Barbosa Callado, em que estudávamos à noite. Trocaram os postes de madeira quadrada por uns redondões, de eucalipto tratado, com luminárias a vapor de mercúrio, que para nós era invenção nova. Retiraram as velhas luminárias com lâmpadas incandescentes de 150 watts. E as noites viraram dias.
Pois depois a empreitada chegou à Rua XV, bem no centro de Capinzal. Abriam uns buracões para assentarem os postes. Uma tarde, bem ali na frente da Livraria Central, pertinho do Hotel do Túlio Manfredini, estava eu a olhar para a fila de postes já alinhada no sentido "altos da XV" quando caí dentro de um daqueles buracos. Eu tinha 15 anos e o buraco era meio metro mais fundo do que a minha altura. Uns pequenos esfolões, dei um jeito de sair do buraco, não sem antes olhar para os lados conferindo se alguém vira meu infortúnio. Tive sorte, ninguém viu.
E, de tombo em buraco para tombo em escadas, foi pra já: Doze anos depois, em setembro de 1980, estava eu fazendo o "Censo 80" em todo o perímetro urbano de Ouro. Quando cheguei na casa do João Tessaro, na Rua Senador Pinheiro Machado, a Jaci, sua esposa, me atendeu. Deu-me as informações, agradeci e saí de lá. Ao descer uma escava que me levaria à rua, levei um tombo escandaloso. Minha primeira reação foi olhar para os lados para ver se ninguém vira meu fiasco. Depois, catei os óculos, a pasta do IBGE, passei um pouco de saliva nos esfolões dos cotovelos e fui-me embora.
Alguns anos depois, uma senhora muito discreta, que era vizinha deles, contou-me, num evento público, que vira o tombo que eu levara muitos anos antes...
Lembrar do passado, ah como é bom! Até nossos atrapalhos nos fazem rir. E, poder dividi-los com os amigos e os leitores me deixa muito contente. Divirto-me só de lembrar! E você, vai querer me dizer que nunca cometeu gafes?
Euclides Riquetti
15-05-2014
Bem, a dinâmica consistiu, primeiro, em tomar nosso café, que ninguém é de ferro. Depois, apareceram lá umas bolachas. Na aula anterior, o Waldemar trouxe um bolo de chocolate, que foi freneticamente devorado por todos, igualitariamente. Depois de nosso "Café com Risadas", a dinâmica:
Sentamos num círculo (na verdade nas cadeiras...) e cada um tinha que contar uma gafe por que passou. Minha cabeça, na gora, volveu seu pensamento para o passado e começaram a vir lembranças engraçadas. Como sou muito falador (será mesmo??...), solicitei ficar por último.
A colega Zenaide relatou-nos que, numa dada vez, lecionando Filosofia, estava a imaginar um filósofo (seria daqueles que usam barba??...) e disse que este vivera há 25 Séculos. Uma aluna riu muito... outros se surpreenderam e, só depois, percebeu que, no entusiasmo da aula, nem sabe por que razão, dissera aquilo. O Waldemar contou sobre a noite que chegou em casa da missa com a chave do carro na mão e sem o mesmo, que deixara no estacionamento da Catedral. Voltou lá e o estacionamento já estava fechado. tece que buscá-lo na manhã seguinte. O Domingos pediu para "passar adiante", pois não lembrava de nenhuma gafe dele. Quando provoquei, perguntando se lá no INSS nunca lhe acontecera nada, ele se lembrou de uma e contou. Mas eu não entendi direito porque estava com meu pensamento distante. Vou pedir-lhe que me conte de novo. Priscila falou de uma vez que, ainda adolescente, tomou um ônibus num bairro para ir ao centro da cidade. Quando percebeu, distraída que fora, já estava lá em outro bairro. Era fim da linha.
Ri muito coma história da colega Lurdes. Dizia-nos que, quando saiu lá do Rancho Grande e foi morar na cidade, andava pela rua meio distraída e deu com a cara e os óculos num poste. Ficou indignada porque o poste estava no caminho dela. Contava e ria! A história dela me fez lembrar de algumas de minhas gafes também. A primeira ligada em poste, como a dela: Foi lá por 1968 que a Celesc começou a trocar a rede de iluminação de Capinzal e Ouro. Começaram pela Rua Dona Linda Santos, a do Belisário Penna e do Juçá Barbosa Callado, em que estudávamos à noite. Trocaram os postes de madeira quadrada por uns redondões, de eucalipto tratado, com luminárias a vapor de mercúrio, que para nós era invenção nova. Retiraram as velhas luminárias com lâmpadas incandescentes de 150 watts. E as noites viraram dias.
Pois depois a empreitada chegou à Rua XV, bem no centro de Capinzal. Abriam uns buracões para assentarem os postes. Uma tarde, bem ali na frente da Livraria Central, pertinho do Hotel do Túlio Manfredini, estava eu a olhar para a fila de postes já alinhada no sentido "altos da XV" quando caí dentro de um daqueles buracos. Eu tinha 15 anos e o buraco era meio metro mais fundo do que a minha altura. Uns pequenos esfolões, dei um jeito de sair do buraco, não sem antes olhar para os lados conferindo se alguém vira meu infortúnio. Tive sorte, ninguém viu.
E, de tombo em buraco para tombo em escadas, foi pra já: Doze anos depois, em setembro de 1980, estava eu fazendo o "Censo 80" em todo o perímetro urbano de Ouro. Quando cheguei na casa do João Tessaro, na Rua Senador Pinheiro Machado, a Jaci, sua esposa, me atendeu. Deu-me as informações, agradeci e saí de lá. Ao descer uma escava que me levaria à rua, levei um tombo escandaloso. Minha primeira reação foi olhar para os lados para ver se ninguém vira meu fiasco. Depois, catei os óculos, a pasta do IBGE, passei um pouco de saliva nos esfolões dos cotovelos e fui-me embora.
Alguns anos depois, uma senhora muito discreta, que era vizinha deles, contou-me, num evento público, que vira o tombo que eu levara muitos anos antes...
Lembrar do passado, ah como é bom! Até nossos atrapalhos nos fazem rir. E, poder dividi-los com os amigos e os leitores me deixa muito contente. Divirto-me só de lembrar! E você, vai querer me dizer que nunca cometeu gafes?
Euclides Riquetti
15-05-2014
Corpos e almas que se esculpem e se queimam
Corpos que se esculpem e se queimam
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...
Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...
Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...
Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na razão
Vidas que navegam em incertezas...
São corpos que envelhecem cedo, cedo
São almas que levitam, sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.
(E se vão embora!...)
Euclides Riquetti
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Feche seus olhos e responda
Feche seus olhos e me responda
Não quero que me diga que não me entende
Não quero que nada, nunca me esconda
Pois sei que se você quer, você me compreende.
Feche seus olhos e escute minha voz
Quero que ouça o que tenho a lhe dizer
Quero que saiba que eu estou muito só
E que em todos os momentos só penso em você.
Deixe que seu pensamento me busque e me encontre
Que venha juntar-se a meus sonhos românticos
Para que eles sejam entre nós uma doce ponte.
E, quando ouvir os anjos tocarem seus clarins
E eles orquestrarem os seus mais belos cânticos
Pensarei em você e espero que pense em mim....
EuclidesRiquetti
14-05-2014
Não quero que me diga que não me entende
Não quero que nada, nunca me esconda
Pois sei que se você quer, você me compreende.
Feche seus olhos e escute minha voz
Quero que ouça o que tenho a lhe dizer
Quero que saiba que eu estou muito só
E que em todos os momentos só penso em você.
Deixe que seu pensamento me busque e me encontre
Que venha juntar-se a meus sonhos românticos
Para que eles sejam entre nós uma doce ponte.
E, quando ouvir os anjos tocarem seus clarins
E eles orquestrarem os seus mais belos cânticos
Pensarei em você e espero que pense em mim....
EuclidesRiquetti
14-05-2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
O vazio que há em mim...
O vazio que há em mim
Também há em ti.
É como um céu sem estrelas
É quando é impossível vê-las
É como um mar sem fim.
O vazio que está em mim
Também está em ti.
É como uma árvore sem folhas
É como não ter escolhas
E não saber de onde eu vim.
O vazio que há em nós
É o vazio dos sós.
É como a rua sem gente
É como o espelho sem lente
Ou as renas sem trenós.
O vazio de cada alma
É inerte como a alga
É a hora sem o minuto
É a água sem o duto
É a sentença sem ressalva.
E eu penso em ti...
Euclides Riquetti
Também há em ti.
É como um céu sem estrelas
É quando é impossível vê-las
É como um mar sem fim.
O vazio que está em mim
Também está em ti.
É como uma árvore sem folhas
É como não ter escolhas
E não saber de onde eu vim.
O vazio que há em nós
É o vazio dos sós.
É como a rua sem gente
É como o espelho sem lente
Ou as renas sem trenós.
O vazio de cada alma
É inerte como a alga
É a hora sem o minuto
É a água sem o duto
É a sentença sem ressalva.
E eu penso em ti...
Euclides Riquetti
13-05-2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Uma estrela na escuridão
Há uma estrela singular em meio à escuridão
Uma nuvem branca em meio à turbulência
Uma doce musa que me traz a inspiração
Uma presença que compensa todas as ausências.
Há um gemido de prazer que vem de uma janela
Um sussuro no ar que me chama à atenção
Um reencontro provável depois de longa espera
Um aceno de olhar, uma provável paixão.
Há uma esperança renovada, uma nova luz que brilha
Uma retomda de caminho, uma possibilidade
Para uma alma frágil, débil, maltrapilha.
Mas há uma força que me levanta, impele e anima
E que me devolve a uma bela realidade:
A de lutar por quem meu coração sugere e determina!
Euclides Riquetti
12-05-2014
Uma nuvem branca em meio à turbulência
Uma doce musa que me traz a inspiração
Uma presença que compensa todas as ausências.
Há um gemido de prazer que vem de uma janela
Um sussuro no ar que me chama à atenção
Um reencontro provável depois de longa espera
Um aceno de olhar, uma provável paixão.
Há uma esperança renovada, uma nova luz que brilha
Uma retomda de caminho, uma possibilidade
Para uma alma frágil, débil, maltrapilha.
Mas há uma força que me levanta, impele e anima
E que me devolve a uma bela realidade:
A de lutar por quem meu coração sugere e determina!
Euclides Riquetti
12-05-2014
domingo, 11 de maio de 2014
Mãe
Mãe - das dadivosas mãos, mãe
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.
Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.
Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.
Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.
Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.
Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.
Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.
Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.
Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.
Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.
Euclides Riquetti
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.
Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.
Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.
Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.
Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.
Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.
Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.
Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.
Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.
Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.
Euclides Riquetti
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