Quero abraçar-te na manhã discreta
Beijar teus lábios, doce namorada
Poder dizer-te de forma direta
Que meu coração de escritor poeta
Pensou em ti durante a madrugada.
Quero escrever-te versos alinhados
Colocar romance nas palavras ditas
Poder dizer dos sonhos projetados
Que são aqueles por nós esperados
Pra nossas almas sempre tão aflitas.
Quero sentir-te em noites prateadas
Pousar no telhado de nosso castelo
Voar com asas brancas emplumadas
Andar nas nuvens das manhãs douradas
Botar amor no teu amor singelo.
Quero sonhar os sonhos mais bonitos
Amor eterno, firme e sem temores
Fazer poemas longos, belos e infinitos
Viver o amor sem riscos ou conflitos
Dar-te carinho muito mais que flores.
Euclides Riquetti
18-04-2015
sábado, 18 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Roubaram-me os versos
Roubaram-me os versos e minha alegria
Na noite docemente enluarada
Roubaram-me as estrofes, o poema inteiro
Em que eu falava, com nostalgia
De minha doce amada...
Roubaram-me os versos das redondilhas
Também os de meus alexandrinos
Do último ao primeiro
E minhas declamações ficaram maltrapilhas
Empobrecidos meus instintos libertinos...
Roubaram-me a expressão de meu lirismo
Tiraram-me a tela, a tinta e o pincel
Jogaram os meus clássicos num abismo.
Só não conseguiram me tirar o pensamento
Que mesmo sem caneta e sem papel
Permite-me expressar meus sentimentos.
Euclides Riquetti
17-04-2015
Na noite docemente enluarada
Roubaram-me as estrofes, o poema inteiro
Em que eu falava, com nostalgia
De minha doce amada...
Roubaram-me os versos das redondilhas
Também os de meus alexandrinos
Do último ao primeiro
E minhas declamações ficaram maltrapilhas
Empobrecidos meus instintos libertinos...
Roubaram-me a expressão de meu lirismo
Tiraram-me a tela, a tinta e o pincel
Jogaram os meus clássicos num abismo.
Só não conseguiram me tirar o pensamento
Que mesmo sem caneta e sem papel
Permite-me expressar meus sentimentos.
Euclides Riquetti
17-04-2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Versos ao vento...
Versos jogados ao vento
Desprotegidos e desconexos
Versos jogados ao tempo
Que flutuam dispersos...
Versos sem rimas e sem consequências
Palavras escritas sem consentimento
Jogadas ao vento...
Estrofes escritas sem alma, sem nenhum sentimento:
Apenas palavras e versos solteiros
Sem um poema hospedeiro
Sem endereço certo
De um poema perdido nos caminhos do universo...
Versos procurando sentido e razão de ser
Versos procurando quem os queira ler
Mas tu não os vês
E ninguém os lê.
Versos órfãos de autores e de leitores
Que, no anonimato
Escrevi e te mandei
Que se desintegraram dos meus sonetos
E de meus poemetos
Mas que teimam em te procurar
Nos caminhos do vento!
Euclides Riquetti
Desprotegidos e desconexos
Versos jogados ao tempo
Que flutuam dispersos...
Versos sem rimas e sem consequências
Palavras escritas sem consentimento
Jogadas ao vento...
Estrofes escritas sem alma, sem nenhum sentimento:
Apenas palavras e versos solteiros
Sem um poema hospedeiro
Sem endereço certo
De um poema perdido nos caminhos do universo...
Versos procurando sentido e razão de ser
Versos procurando quem os queira ler
Mas tu não os vês
E ninguém os lê.
Versos órfãos de autores e de leitores
Que, no anonimato
Escrevi e te mandei
Que se desintegraram dos meus sonetos
E de meus poemetos
Mas que teimam em te procurar
Nos caminhos do vento!
Euclides Riquetti
O botão da rosa
O botão da rosa tremeu
Quando você passou
Acho que foi seu perfume
Que o contagiou
(E seu balançar o emudeceu)...
O botão da rosa era vivo e galante
Portava-se como um príncipe virtuoso
Bonito, formoso!
O botão da rosa era predestinado
A tornar-se uma rosa encantada
Talvez branca
Talvez vermelha
Ou rosa matizada.
Mas quando você passou
Bonita e deslumbrada
Jogando sorrisos pra todo lado
Intimidou-se o rapagão
Que via-se ficar apenas botão.
Mas passou a tarde e a noite chegou
E caiu sereno na madrugada.
Então, na manhã azul chegou a fada
Com sua varinha abençoada
E o botão sentiu-se revigorado
E ficou todo prosa:
Um toque da varinha mágica
Era tudo de que precisava.
Então virou uma bela de uma rosa
Esplendorosa
Perfumada!
Que foi por você beijada
E levada...
O botão virou uma moça
Bela, risonha, cobiçada
Muito amada
Como você...
Euclides Riquetti
Quando você passou
Acho que foi seu perfume
Que o contagiou
(E seu balançar o emudeceu)...
O botão da rosa era vivo e galante
Portava-se como um príncipe virtuoso
Bonito, formoso!
O botão da rosa era predestinado
A tornar-se uma rosa encantada
Talvez branca
Talvez vermelha
Ou rosa matizada.
Mas quando você passou
Bonita e deslumbrada
Jogando sorrisos pra todo lado
Intimidou-se o rapagão
Que via-se ficar apenas botão.
Mas passou a tarde e a noite chegou
E caiu sereno na madrugada.
Então, na manhã azul chegou a fada
Com sua varinha abençoada
E o botão sentiu-se revigorado
E ficou todo prosa:
Um toque da varinha mágica
Era tudo de que precisava.
Então virou uma bela de uma rosa
Esplendorosa
Perfumada!
Que foi por você beijada
E levada...
O botão virou uma moça
Bela, risonha, cobiçada
Muito amada
Como você...
Euclides Riquetti
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Gabriela Weber - Uma História de amor!
A Gabriela Weber era uma jovem muito bonita. Estudiosa. Inquieta. Trabalhadeira. Caprichosa. Preocupada com o futuro. Responsabilíssima. Carinhosa. Generosa. Adorada pela família, pelo namorado, pelos amigos. Sonhadora, tinha os mesmos sonhos da maioria dos jovens de sua idade: Queria ser feliz!
Na manhã de 13 de outubro de 2011, saí de casa muito cedo para ir ao meu trabalho em Ouro. Passei, de carro, pela Escola do Bairro Nossa Senhora de Lourdes, fui em direção à BR 282. Também Passei diante de uma sequência de casas ao lado esquerdo da Avenida Santa Luzia, e de prédios ao lado direito. Eram poucos minutos antes das 6,30. De uma dessas casas, também, saiu com sua motocicleta a jovem Gabriela...
Gabriela tinha 18 anos, era terceiranista do Colégio Certi, aqui de Joaçaba. Trabalhava numa gráfica aqui na parte alta da cidade, 1 Km distante da sua casa. No dia anterior, Dia da Criança, Dia de Nossa Senhora Aparecida, recebeu um telefonema: Era para ir mais cedo do que o horário de costume para o trabalho, na manhã seguinte, pois com a proximidade do final do ano havia muito serviço a darem conta. Acordou muito cedo naquele dia pós-feriado, plena Primavera. Os dias já costumavam clarear mais cedo, as pessoas eram acordadas pelos cantos dos passarinhos. Próximo à casa de Gabriela, muitos deles nas árvores. Flores nas floreiras e nos jardins das casas. O vento, no entanto, sacudindo os eucliptos, as plantas pequenas, as árvores altas. O céu, naquela manhã, teimava em não clarear. Nuvens escuras o cobriam, havia perspectiva de tempestade, de turbulência.
Dona Rosa da Silva, a mãe da Gabi, não queria que ela saísse de casa, pois o tempo estava ameaçador, perigoso. Mas o senso de responsabilidade da jovem era muito grande. Tinha os sonhos a realizar, precisava ser assídua no trabalho, na escola. Nunca deixara de cumprir seus compromissos e não seria naquele dia que iria falhar.
Gabriela logo ia casar. Amava e era muito amada pelo namorado, o Jair da Silva. Queria estudar Pedagogia, ser professora, adorava crianças. Não gostava de ver criança chorando, aquilo lhe partia o coração. Tinha a vocação para o magistério, para a maternidade. Gostava de crianças, gostava de animais. Tinha seus gatos de estimação, não admitia que fossem maltratados. Duas semanas antes, o casalzinho havia sido padrinho de um casamento. O sonho deles era o do casamento também.
Gabriela gostava de jogar futebol e vôlei, de ir à praia. Viajar a encantava, principalmente quando o destino era estar nas areias das praias, nas águas do mar. Tinha planos, muitos planos. Trocar a motocicleta por um carro para se sentir mais segura era um deles.
Fazia amizades com facilidade, tinha amigos jovens, crianças, pessoas de todas as idades. Adorava festas sertanejas, que frequentava sempre que possível. Mas também gostava de estar em casa, junto com a família, escutado música ou vendo filmes na TV. A menina que gostava da cor pink e que tinha sonhos rosados e gostava da música "Sem ar", de D´Black (uma belíssima canção), também gostava do Grupo Roupa Nova, de Jorge e Matheus, Fernando e Sorocaba, e Paula Fernandes.
Mas naquela manhã em que saiu antes do horário de costume para o trabalho, a moça bonita, de pele macia, olhos brilhosos e cabelos castanhos, não imaginava o que estava a esperá-la: No trajeto para o trabalho, na Rua 12 de Outubro, paralela à BR 282, os fortes ventos partiram o tronco de uma árvore. Fatalmente, Gabriela Weber ia passando pelo local com sua moto. Atingida na cabeça, teve morte instantânea. Chamada, sua mãe, a Dona Rosa, foi a terceira pessoa a chegar ao local. Foi levada ao Hospital Universitário Santa Terezinha pelos Bombeiros Socorristas, mas lá já chegou sem vida.
A voz silenciou, o sorriso se apagou, seu rosto serenou... Gabriela partiu deixando uma legião de amigos e os familiares: Rosa e Osmar, seus pais; Carla Cristina, Daiane, Viviane e Douglas, seus irmãos; Vany, a cunhada, e os sobrihos. E Jair, o namorado, com quem pretendia realizar o sonho maior: O de viver, para sempre, sua História de Amor.
Dos muitos recados que lhe passaram pelas redes sociais, escolhi o postado por sua colega Bonnie, que sintetiza o que seus amigos pensavam dela:
"Gabi, eu gostaria de dizer que você era uma pessoa maravilhosa e que nunca irei te esquecer. Foi um imenso prazer ter te conhecido, nunca me esquecerei de nosso tempo juntas na escola, de como você era simpática e bonita. Nunca achei que isso iria acabar um dia, sempre achei que você teria um grande futuro... Adeus, Gabi, em sinto muito... sem palavras... ( de sua amiga Bonnie)".
Por dois anos eu passava diante daquela casa e via a figura solitária de uma senhora que olhava para a rua, para o céu, imóvel sentada numa cadeira da varanda. Ficava imaginando o que aquela família deveria estar passando. E, quando lia notícias de mães que perderam seus filhos, me comovia. Há uns meses subi a escada e fui conversar com aquela mulher simples e de aspecto tão triste. Apresentei-me, ouvi sua história, a da filha Carla Cristina, e pedi-lhes licença para escrever esta crônica sobre a Gabi. A Gabi, como tantos outros jovens que perderam a vida, não foi uma simples folha em branco. Teve seus sonhos, sua História. Amou e foi amada. Não partiu por vontade própria, mas a fatalidade a afastou de seus entes queridos.
Tenho em mim a lógica de que os filhos é que devem enterrar os pais. Infelizmente, como a Dona Rosa, muitas outras mães tiveram que passar por isso.
Que Deus tenha para a Gabriela um belíssimo lugar no paraíso. Que possa, com sua bondade e sorriso, ser luz para os que aqui ficaram e que sentem muita dor pela sua perda.
Esteja bem, tenha a certeza de que seus familiares e amigos muito a amaram também, Gabi!
Euclides Riquetti
Na manhã de 13 de outubro de 2011, saí de casa muito cedo para ir ao meu trabalho em Ouro. Passei, de carro, pela Escola do Bairro Nossa Senhora de Lourdes, fui em direção à BR 282. Também Passei diante de uma sequência de casas ao lado esquerdo da Avenida Santa Luzia, e de prédios ao lado direito. Eram poucos minutos antes das 6,30. De uma dessas casas, também, saiu com sua motocicleta a jovem Gabriela...
Gabriela tinha 18 anos, era terceiranista do Colégio Certi, aqui de Joaçaba. Trabalhava numa gráfica aqui na parte alta da cidade, 1 Km distante da sua casa. No dia anterior, Dia da Criança, Dia de Nossa Senhora Aparecida, recebeu um telefonema: Era para ir mais cedo do que o horário de costume para o trabalho, na manhã seguinte, pois com a proximidade do final do ano havia muito serviço a darem conta. Acordou muito cedo naquele dia pós-feriado, plena Primavera. Os dias já costumavam clarear mais cedo, as pessoas eram acordadas pelos cantos dos passarinhos. Próximo à casa de Gabriela, muitos deles nas árvores. Flores nas floreiras e nos jardins das casas. O vento, no entanto, sacudindo os eucliptos, as plantas pequenas, as árvores altas. O céu, naquela manhã, teimava em não clarear. Nuvens escuras o cobriam, havia perspectiva de tempestade, de turbulência.
Dona Rosa da Silva, a mãe da Gabi, não queria que ela saísse de casa, pois o tempo estava ameaçador, perigoso. Mas o senso de responsabilidade da jovem era muito grande. Tinha os sonhos a realizar, precisava ser assídua no trabalho, na escola. Nunca deixara de cumprir seus compromissos e não seria naquele dia que iria falhar.
Gabriela logo ia casar. Amava e era muito amada pelo namorado, o Jair da Silva. Queria estudar Pedagogia, ser professora, adorava crianças. Não gostava de ver criança chorando, aquilo lhe partia o coração. Tinha a vocação para o magistério, para a maternidade. Gostava de crianças, gostava de animais. Tinha seus gatos de estimação, não admitia que fossem maltratados. Duas semanas antes, o casalzinho havia sido padrinho de um casamento. O sonho deles era o do casamento também.
Gabriela gostava de jogar futebol e vôlei, de ir à praia. Viajar a encantava, principalmente quando o destino era estar nas areias das praias, nas águas do mar. Tinha planos, muitos planos. Trocar a motocicleta por um carro para se sentir mais segura era um deles.
Fazia amizades com facilidade, tinha amigos jovens, crianças, pessoas de todas as idades. Adorava festas sertanejas, que frequentava sempre que possível. Mas também gostava de estar em casa, junto com a família, escutado música ou vendo filmes na TV. A menina que gostava da cor pink e que tinha sonhos rosados e gostava da música "Sem ar", de D´Black (uma belíssima canção), também gostava do Grupo Roupa Nova, de Jorge e Matheus, Fernando e Sorocaba, e Paula Fernandes.
Mas naquela manhã em que saiu antes do horário de costume para o trabalho, a moça bonita, de pele macia, olhos brilhosos e cabelos castanhos, não imaginava o que estava a esperá-la: No trajeto para o trabalho, na Rua 12 de Outubro, paralela à BR 282, os fortes ventos partiram o tronco de uma árvore. Fatalmente, Gabriela Weber ia passando pelo local com sua moto. Atingida na cabeça, teve morte instantânea. Chamada, sua mãe, a Dona Rosa, foi a terceira pessoa a chegar ao local. Foi levada ao Hospital Universitário Santa Terezinha pelos Bombeiros Socorristas, mas lá já chegou sem vida.
A voz silenciou, o sorriso se apagou, seu rosto serenou... Gabriela partiu deixando uma legião de amigos e os familiares: Rosa e Osmar, seus pais; Carla Cristina, Daiane, Viviane e Douglas, seus irmãos; Vany, a cunhada, e os sobrihos. E Jair, o namorado, com quem pretendia realizar o sonho maior: O de viver, para sempre, sua História de Amor.
Dos muitos recados que lhe passaram pelas redes sociais, escolhi o postado por sua colega Bonnie, que sintetiza o que seus amigos pensavam dela:
"Gabi, eu gostaria de dizer que você era uma pessoa maravilhosa e que nunca irei te esquecer. Foi um imenso prazer ter te conhecido, nunca me esquecerei de nosso tempo juntas na escola, de como você era simpática e bonita. Nunca achei que isso iria acabar um dia, sempre achei que você teria um grande futuro... Adeus, Gabi, em sinto muito... sem palavras... ( de sua amiga Bonnie)".
Por dois anos eu passava diante daquela casa e via a figura solitária de uma senhora que olhava para a rua, para o céu, imóvel sentada numa cadeira da varanda. Ficava imaginando o que aquela família deveria estar passando. E, quando lia notícias de mães que perderam seus filhos, me comovia. Há uns meses subi a escada e fui conversar com aquela mulher simples e de aspecto tão triste. Apresentei-me, ouvi sua história, a da filha Carla Cristina, e pedi-lhes licença para escrever esta crônica sobre a Gabi. A Gabi, como tantos outros jovens que perderam a vida, não foi uma simples folha em branco. Teve seus sonhos, sua História. Amou e foi amada. Não partiu por vontade própria, mas a fatalidade a afastou de seus entes queridos.
Tenho em mim a lógica de que os filhos é que devem enterrar os pais. Infelizmente, como a Dona Rosa, muitas outras mães tiveram que passar por isso.
Que Deus tenha para a Gabriela um belíssimo lugar no paraíso. Que possa, com sua bondade e sorriso, ser luz para os que aqui ficaram e que sentem muita dor pela sua perda.
Esteja bem, tenha a certeza de que seus familiares e amigos muito a amaram também, Gabi!
Euclides Riquetti
Que bom te ver, te ouvir, te sentir...
Que bom te ver, te ouvir, te sentir
Que bom te querer, te querer, ter-se aqui!
Que bom ver o vento balançando as folhas
Que bom que a gente pode fazer escolhas!
Que bom escutar-te e poder responder-te
Que bom encontar-te e poder te abraçar
Que bom te dizer "te amo" e dest´arte
Sentir o teu sim estampado no olhar.
Que bom ver que o tempo é mais que lembrança
Que bom relembrar de nossa primeira dança!
Que bom apenas poder te dizer
Que bom apenas ouvir a melodia
E poder te dizer que também neste dia
Eu estou em ti e tu estás no meu ser.
Que bom escrever românticos poemas
Com palavras doces de que me lembro
Quando vagam no céu os trenós e as renas
No calor das tardes e manhãs de dezembro.
E eu, aqui pensando em parnasianos!...
Euclides Riquetti
Que bom te querer, te querer, ter-se aqui!
Que bom ver o vento balançando as folhas
Que bom que a gente pode fazer escolhas!
Que bom escutar-te e poder responder-te
Que bom encontar-te e poder te abraçar
Que bom te dizer "te amo" e dest´arte
Sentir o teu sim estampado no olhar.
Que bom ver que o tempo é mais que lembrança
Que bom relembrar de nossa primeira dança!
Que bom apenas poder te dizer
Que bom apenas ouvir a melodia
E poder te dizer que também neste dia
Eu estou em ti e tu estás no meu ser.
Que bom escrever românticos poemas
Com palavras doces de que me lembro
Quando vagam no céu os trenós e as renas
No calor das tardes e manhãs de dezembro.
E eu, aqui pensando em parnasianos!...
Euclides Riquetti
domingo, 12 de abril de 2015
Embalado na noite...
O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...
O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.
Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.
Pensar, sim, viajar pelo ignoto firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te na noite, embalado ao vento...
Euclides Riquetti
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...
O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.
Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.
Pensar, sim, viajar pelo ignoto firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te na noite, embalado ao vento...
Euclides Riquetti
sábado, 11 de abril de 2015
Primeiras Lembranças do Mater Dolorum
O Mater Dolorum chegou há 6 décadas e pouco... Chegou antes de mim. E, quando me dei por gente, estava ali, no alto do mesmo morro, impondo-se, sutilmente, sobre Capinzal. Um casarão de madeira com dois pavimentos, um sótão e um "porão". Um edifício muito estiloso, de elevado padrão de arquitetura para a época.
Em 1961, adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.
Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza, Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori, Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.
Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do Mater Dolorum em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó. Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.
Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.
Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba". Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás, a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.
Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964. E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!
Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!
Euclides Riquetti
31-08-2014
Em 1961, adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.
Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza, Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori, Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.
Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do Mater Dolorum em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó. Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.
Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.
Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba". Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás, a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.
Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964. E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!
Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!
Euclides Riquetti
31-08-2014
Acariciar seus cabelos
Apenas deixe-me secar seus cabelos
Deixá-los leves, macios, e sedosos
Cuidar deles com todo o meu zelo
Admirar seus ombros belos e formosos
Perder-me em sutilezas e em pecados.
Apenas deixe que eu os alise e afague
Com minhas mãos ansiosas de querer
E que de minha mente nunca se apague
A lembrança de cada olhar, de cada viver
E que por você eu me perca e me embriague...
Apenas diga que gosta de minhas carícias
E eu sou muito importante em sua vida
Que possamos dividir todas as delícias
Em cada beijo trocado e na paixão sentida
Sem ferimentos, sem dores, sem sevícias.
Euclides Riquetti
11-04-2015
Euclides Riquetti
Deixá-los leves, macios, e sedosos
Cuidar deles com todo o meu zelo
Admirar seus ombros belos e formosos
Perder-me em sutilezas e em pecados.
Apenas deixe que eu os alise e afague
Com minhas mãos ansiosas de querer
E que de minha mente nunca se apague
A lembrança de cada olhar, de cada viver
E que por você eu me perca e me embriague...
Apenas diga que gosta de minhas carícias
E eu sou muito importante em sua vida
Que possamos dividir todas as delícias
Em cada beijo trocado e na paixão sentida
Sem ferimentos, sem dores, sem sevícias.
Euclides Riquetti
11-04-2015
Euclides Riquetti
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Deixa que o perfume dos ventos te acaricie
Deixa que o perfume dos ventos te acaricie
Afague tua pele e beije teus lábios que eu tanto desejo
Erice teus cabelos macios e aplaque teus medos
Permite que o perfume dos ventos se delicie...
Deixa que a brisa da noite refresque teu corpo fogoso
Apalpe teus seios, teus braços, com toda a ternura
Que leve pra ti os aromas e toda doçura
E que a noite se transforme em algo sublime e gostoso.
Deixa-te navegar na distância numa viagem bonita
Ultrapassar as barreiras que te impedem de ser feliz
Voa pelos ares da mente na imensidão infinita
Deixa que teu rosto receba o carinho de minhas mãos
E sente o seu toque sensual que você sempre quis
Deixa-te trazer até mim, embalada pelo som da minha canção!
Euclides Riquetti
Afague tua pele e beije teus lábios que eu tanto desejo
Erice teus cabelos macios e aplaque teus medos
Permite que o perfume dos ventos se delicie...
Deixa que a brisa da noite refresque teu corpo fogoso
Apalpe teus seios, teus braços, com toda a ternura
Que leve pra ti os aromas e toda doçura
E que a noite se transforme em algo sublime e gostoso.
Deixa-te navegar na distância numa viagem bonita
Ultrapassar as barreiras que te impedem de ser feliz
Voa pelos ares da mente na imensidão infinita
Deixa que teu rosto receba o carinho de minhas mãos
E sente o seu toque sensual que você sempre quis
Deixa-te trazer até mim, embalada pelo som da minha canção!
Euclides Riquetti
quarta-feira, 8 de abril de 2015
À deusa adormecida
Repousa, qual deusa, qual princesa adormecida
Jazendo além das areias, além do casario
Como que a sonhar um sonho de menina
Na chuva do inverno, e no verão do estio
Repousa, majestosa, distante e altaneira
Moldurando a paisagem santa e praieira.
Estendida, inerte, plácida e soberana
Um corpo a se banhar ao sol que nos aquece
Uma alma a compor um ser que nos emana
A sensação de prazer que nos enternece
Estendida, a esperar pela clara noite de luar
Pelas estrelas no céu, pela brisa que vem do mar.
Nem o tempo a extingue, nem o frio a abala
Nem a chuva a destrói ou mesmo a amedronta
Nem mesmo o vento que as folhas embala
Lhe ousam desafiar com a mínima afronta
Enquanto que atiças, senhora, os meus dilemas
Senhora que inspira meus versos, meus poemas.
Euclides Riquetti
08-04-2015
Jazendo além das areias, além do casario
Como que a sonhar um sonho de menina
Na chuva do inverno, e no verão do estio
Repousa, majestosa, distante e altaneira
Moldurando a paisagem santa e praieira.
Estendida, inerte, plácida e soberana
Um corpo a se banhar ao sol que nos aquece
Uma alma a compor um ser que nos emana
A sensação de prazer que nos enternece
Estendida, a esperar pela clara noite de luar
Pelas estrelas no céu, pela brisa que vem do mar.
Nem o tempo a extingue, nem o frio a abala
Nem a chuva a destrói ou mesmo a amedronta
Nem mesmo o vento que as folhas embala
Lhe ousam desafiar com a mínima afronta
Enquanto que atiças, senhora, os meus dilemas
Senhora que inspira meus versos, meus poemas.
Euclides Riquetti
08-04-2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
No campo dos girassóis...
Procurei-te nas manhãs azuis de meu imaginário
Nas manhãs de ontem, de hoje e de amanhã
Procurei-te nas granas deliciosas da romã
Que têm o terno gosto de teus lábios...
Procurei-te por debaixo de teus tenros lençóis
Nos gramados, bosques e colinas
Procurei-te em todas as praças e avenidas
Mas só te encontrei no campo dos girassóis...
Procurei-te, mulher do sorriso contagiante
Que alimenta meus sonhos e pecados
E te encontrei moça, mulher, amada e amante...
Encontrei-te, fonte de meus sonhos e desejos
Encontrei-te, musa de meus versos declamados
Encontramo-nos, eu, os girassóis e nossos beijos.
Euclides Riquetti
Nas manhãs de ontem, de hoje e de amanhã
Procurei-te nas granas deliciosas da romã
Que têm o terno gosto de teus lábios...
Procurei-te por debaixo de teus tenros lençóis
Nos gramados, bosques e colinas
Procurei-te em todas as praças e avenidas
Mas só te encontrei no campo dos girassóis...
Procurei-te, mulher do sorriso contagiante
Que alimenta meus sonhos e pecados
E te encontrei moça, mulher, amada e amante...
Encontrei-te, fonte de meus sonhos e desejos
Encontrei-te, musa de meus versos declamados
Encontramo-nos, eu, os girassóis e nossos beijos.
Euclides Riquetti
Viver o sonho dos apaixonados!
Quisera te carregar com braços fortes
Beijar teus lábios róseos e formosos
Perder-me nos teus seios deliciosos
Esperar que de manhã sempre me acordes...
Quisera viver o sonho dos apaixonados
Dos amados, desejados, pecadores
Poder entregar muitos ramos de flores
Pra namorada que me faz agrados...
Quisera em todos os momentos breves
Realizar as nossas doces fantasias
E envolver-me em teus afagos leves
E alojar meu pensamento no teu ser
Mergulhá-lo em ti todos os dias
E no teu corpo esbelto me perder!
Euclides Riquetti
05-04-2014
Beijar teus lábios róseos e formosos
Perder-me nos teus seios deliciosos
Esperar que de manhã sempre me acordes...
Quisera viver o sonho dos apaixonados
Dos amados, desejados, pecadores
Poder entregar muitos ramos de flores
Pra namorada que me faz agrados...
Quisera em todos os momentos breves
Realizar as nossas doces fantasias
E envolver-me em teus afagos leves
E alojar meu pensamento no teu ser
Mergulhá-lo em ti todos os dias
E no teu corpo esbelto me perder!
Euclides Riquetti
05-04-2014
segunda-feira, 6 de abril de 2015
A música da noite...
A música da noite
Veio embalando a brisa suave
Entrou em meu quarto
E pousou junto de mim.
Foi algo assim
Indescritível
Incrível
A música da noite
Trouxe-me uma mensagem de amor
Uma mensagem de paz
Uma mensagem muito singela
Que veio pela janela
E me deu uma flor.
A música da noite
Trouxe-me a doce lembrança
De minha infância
E de um rosto com traços suaves.
Ah, quantas saudades
Dessa mulher criança!
Trouxe-me o céu estrelado
A lembrança do passado
Dos anos dourados e dos sonhos sonhados
Mas não realizados.
A música da noite me trouxe você!
E eu me apaixonei...
Euclides Riquetti
Entrou em meu quarto
E pousou junto de mim.
Foi algo assim
Indescritível
Incrível
A música da noite
Trouxe-me uma mensagem de amor
Uma mensagem de paz
Uma mensagem muito singela
Que veio pela janela
E me deu uma flor.
A música da noite
Trouxe-me a doce lembrança
De minha infância
E de um rosto com traços suaves.
Ah, quantas saudades
Dessa mulher criança!
Trouxe-me o céu estrelado
A lembrança do passado
Dos anos dourados e dos sonhos sonhados
Mas não realizados.
A música da noite me trouxe você!
E eu me apaixonei...
Euclides Riquetti
domingo, 5 de abril de 2015
A canção da tarde
Quando a canção da tarde de sol chegou até mim
Trazendo-me os acordes das ondas espumantes
E o verde das águas turbulentas fundiu-se no anil
Divaguei em sonhos de amor, em desejos extasiantes
Que saíram para se perder sobre o mar sem fim.
Quando as crianças sorriram seus sorrisos florais
E, sentadas na areia, construíram seus castelos
Com suas mãos delicadas e movimentos magistrais
Me contagiando com seus olhinhos ternos e singelos
Eu vi você presente em seus rostos angelicais.
Quando o balanço das marés replainou as areias
Também apagou os versos que nelas eu houvera escrito
E meu poema foi espalhar estrofes para as belas sereias
Que se refugiam nas águas do largo oceano infinito
Que na noite se ilumina com a luz das tímidas candeias.
Euclides Riquetti
05-04-2015
Trazendo-me os acordes das ondas espumantes
E o verde das águas turbulentas fundiu-se no anil
Divaguei em sonhos de amor, em desejos extasiantes
Que saíram para se perder sobre o mar sem fim.
Quando as crianças sorriram seus sorrisos florais
E, sentadas na areia, construíram seus castelos
Com suas mãos delicadas e movimentos magistrais
Me contagiando com seus olhinhos ternos e singelos
Eu vi você presente em seus rostos angelicais.
Quando o balanço das marés replainou as areias
Também apagou os versos que nelas eu houvera escrito
E meu poema foi espalhar estrofes para as belas sereias
Que se refugiam nas águas do largo oceano infinito
Que na noite se ilumina com a luz das tímidas candeias.
Euclides Riquetti
05-04-2015
Assinar:
Postagens (Atom)