terça-feira, 22 de março de 2016

Saí para encontrar os raios de sol


Saí para encontrar os raios de sol
Numa das primeiras tardes outonais
Sentindo os aromas dos florais
Sonhando envolvê-la em meu lençol...

Saí para encontrar o seu sorriso
Beijar os seus lábios de cor rosada
Encontrá-la  na tarde ensolarada
E isso é tudo de que eu preciso...

Saí pra sentir o seu corpo elegante
Afagar o seu rosto de pele macia
E dizer-lhe que você me é importante.

Olhar no espelho da verdade
Matar os desejos que eu tanto sentia
Entregar-me a você por saudade.

Euclides Riquetti

Meus oito medos


Meu primeiro medo: Medo de te perder.
Meu segundo medo: Medo de me perder.
Meu terceiro medo: Medo de não te perder.
Meu quarto medo: Medo de não me perder.
Meu quinto medo: Medo de te perder e não te encontrar.
Meu sexto medo: Medo de me perder e não me encontrar.
Meu sétimo medo: Medo de que nos percamos e não nos encontremos mais.
Meu último medo: Medo de perder o medo.

Não quero que te percas de mim
Não quero me perder de ti
Jamais!...

Euclides Riquetti

Acordar feliz

Acordar feliz, ser feliz, viver feliz...
Assim quero que seja
Como o poema que diz:
Tudo vale a pena
Se a gente tiver como lema
Acordar feliz, ser feliz, viver feliz!

Acordar sabendo que se ama e é amada
Que se desperta desejos
E que se é desejada...

Acordar com a alma lavada
Dar e receber muitos beijos
Da pessoa amada...

Acordar com o sorriso nos olhos
No rosto
Nos lábios...

Acordar irradiando luz nos olhos
No rosto
Nos lábios!

Acordar feliz, ser feliz, viver feliz
Amando e sendo amada...
Amando e sendo amado
Sendo feliz
Muito feliz!

Euclides Riquetti
22-03-2016





segunda-feira, 21 de março de 2016

A primeira chuva no outono

A primeira chuva do outono veio pra lavar
Minha alma com todos os matizes de pecado
No momento certo que escolhi pra te louvar
Pra te entregar o meu futuro e meu passado.

A primeira chuva de outono nos traz frescor
Ela e todas as suas gotículas suaves e sagradas
E nos convida para viver os tempos de amor
A caminhar livremente por todas as estradas.

Caminhemos, então, lado a lado, exultantes
Dando glórias ao Deus que nos presenteia
Com belas tardes, com manhãs brilhantes.

Enquanto flutuo e me embalo na sua realeza
E louvo a tudo o que me anima e me rodeia
Me perco a divagar em sua notável beleza!

Euclides Riquetti
21-03-2016




Lu Darga - a amiga que virou estrelinha...

          O que dizer da perda da Lu Darga, nascida Lucimeri Aparecida Darga, a menina que foi nossa aluna ao final da década de 1970 em Zortéa e, adiante, no Colégio Mater Dolorum, em Capinzal?  Pois nossa cara Lu nos deixou na semana passada e, como costumamos dizer às crianças pequenas, "virou uma estrelinha" e está lá no céu, enfeitando o firmamento.

          Não há como não ficar lembrando da menina do sorriso bonito, jovial, disposta e determinada, eu costumávamos encontrar nas ruas de Capinzal, ou na área de lazer daquela cidade, normalmente sozinha e andando muito rápido. Espalhar o seu belo sorriso pela cidade não era imposição, era algo que brotava dela naturalmente, ela o distribuía a quem quer que fosse, quem quer que encontrasse na rua.
  
         Lu, como era conhecida,  oi funcionária da Prefeitura de Capinzal, mas com o tempo desligou-se e veio trabalhar em Joaçaba, atuando como vendedora de carros, o que fazia com competência e dispensava muita simpatia aos clientes, não importando que idade tivessem, nem a sua condição social. A Lucimeri era sempre a mesma pessoa, em qualquer lugar e circunstância.

         E o relembrar me transportou aos tempos em eu ela era uma criança, filha do "Seu Darga", um trabalhador muito simpático, dedicado e conceituado, de quem fomos colegas de trabalho nos tempos da Zortéa Brancher, no final da década de 1970. Agora, então jovem, elegante e bela senhora, despede-se de nosso mundo terreno e deixa consternados todos os seus amigos. Tinha muita facilidade em fazê-los, ia muito a festas, shows, gostava de frequentar bons e agradáveis ambientes, com suas amigas.

          A notícia de sua parida, tão prematura, tomou de tristeza a grande legião de amigos. Lu foi morar no céu, foi na corrida, assim, sem se despedir... Deixou-nos numa sentida melancolia, pois a separação definitiva nos entristece, faz com que busquemos respostas que não nos vêm, abre-se uma lacuna que não há como ser preenchida.

         Fique bem, fique com deus, amiga Lu Darga. Com um carinhoso abraço e muitas orações da família Riquetti.

Euclides Riquetti
21-03-2016

Quando a solidão bater à sua porta

Quando a tristeza bater à sua porta
Mande-a campear em outro lugar
Quando a melancolia bater à sua porta
Mande-a embora para não mais voltar...

Quando a dor bater à sua porta
Mande-a buscar outro ser pra torturar
Quando o sofrimento bater à sua porta
Mande-o navegar em outro e longe mar...

Quando a saudade bater à sua porta
Mande-a vagar na prata do luar
Quando a solidão  bater à sua porta
Diga-lhe não e não a deixe mais entrar...

Mas quando eu bater em sua porta
Por favor, me convide pra ficar..
Porque se o amor bate em nossa porta
É tempo de se viver e se sonhar...

Apenas isso...
Nada mais que isso!

Euclides Riquetti
20-03-2016



domingo, 20 de março de 2016

Enquanto chove


Chove no asfalto
Onde o verde e o cinza
Compõem o retrato:
A natureza é a tinta
O pincel que pinta
As pedras, o rio, o mato.

Chove uma chuva fina e teimosa
Fria e silenciosa  (delituosa)...
Banha os animais que se aconchegam
Por debaixo das caneleiras frondosas
(As imbúias e os cedros o homem levou...)
Das árvores santas, restantes, bondosas
E chove!

Chove serena  minha alma
Chora sereno meu pensamento
E a chuva lava ( e leva )
A preocupação do momento.

Chove na manhã do dia que corre
E nas valas a água desliza mansa, mole
Enquanto chove.
E some...

Apenas não somem as lembranças
Que vão e voltam, que fazem pecar
Que transpõem os montes
Enquanto transbordam as águas ( e as mágoas)
Das fontes
E se perdem nos rochedos
Buscando ressonância
No tempo e na distância
Até chegar ao mar!

Ressonam nos corações benditos
Nos pensamentos infinitos
Nos pensamentos teus
Nos sonhos meus
Que vagam no ar.

Só não leva para ti os meus poemas
E meus dilemas
Que transformo numa única oração:
Apenas uma oração para ti
Enquanto chove!!!


Euclides Riquetti

Na primeira manhã de outono

Quando você acordar
Na primeira manhã de outono
E abrir a janela de seu quarto morno
Para que entre o frescor do ar...

Quando você perceber que  a manhã outonal
Não é diferente das do verão que se foi
E que haverá um tempo para amar depois
Mas que talvez seja uma manhã sem igual...

Quando você lembrar
Que no seu sonho eu estava desperto
Que eu a buscava e chegava tão perto
E você fugia sem poder me abraçar...

Quando você constatar
Que sempre há um novo dia em qualquer estação
Seja inverno, primavera ou verão
Mesmo ao ver o outono começar...

Então pense em mim...
Me queira
Pense assim
De qualquer maneira
Mas pense em mim
Nesta manhã de dia morno
Neste primeiro dia de outono.

Apenas isso
Nada mais!

Euclides Riquetti
20-03-2016




sábado, 19 de março de 2016

Preciso do vento que vem do mar


Eu preciso do vento que vem do mar
Preciso da lembrança para me embalar
Preciso do sol nas tardes e manhãs
Preciso de ti nas tardes e manhãs
E no sonho tenro que a noite me traz.

Preciso afirmar minhas convicções
Rever conceitos que me vêm e apago
Conter meus impulsos e frear emoções
Preciso do alento de teus afagos...

Sou como a mão que alinha tijolos
Dispondo-os siametricamente
Como o profeta que prediz os sonhos
Sonhadamente
Como poeta que empilha versos
Livremente, harmoniosamente!

Mas preciso de ti para formatá-los
E só para ti lê-los decerto
E só tu os ouças por certo.
Preciso...

Euclides Riquetti

No último dia deste verão

No último dia deste insólito  verão
Quando a luz da nova manhã brilhou
Mergulhei-me em profunda regressão
E fui buscar aquele perfume que ficou...

No último dia do verão que ora acaba
Procuro escrever versos consistentes
Para falar do tudo e também do nada
Para escrever-te um poema diferente...

Talvez deva falar do teu sorriso tanto
Da alegria que ele provoca em mim
Eu, que contemplo os teus encantos...

Talvez, que no transcorrer das horas
Eu possa me reencontrar em ti, isso sim
E no meu sonho te reencontrar agora!

Euclides Riquetti
19-03-2016









Um outro sol


Há um outro sol em nossos dias, pois...
É aquele que na tarde vai embora
Que no inverno vai antes da hora
E, no verão, um pouco depois...

Termina o dia amarelado
(Embora tenha nascido avermelhado, alaranjado, ado... ado...)
Quando o céu deixa de ser azul (ado...ado...)
E se torna acinzentado
No leste e no sul.

Ah, dizem que é o mesmo que veio do Oriente
E que cumpre sua rotina de ir para o Ocidente!
Vem do Leste
Vai para o Oeste
(Eu digo que é para o Sudoeste).

Como acredito em ti
No google e no  dicionário
E nas doutrinas de Astronomia que já li
Nada posso dizer... em contrário!

Nosso Astro é um Rei
É uma divindade de escol
Cumpre, no universo, sua natural Lei:
Apenas ser um imponente astro-rei:
Nosso Rei Sol!

Sol da meia/noite lá,
Sol do meio/dia cá...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 18 de março de 2016

Ousadia



O toque gentil  de tuas mãos em meu rosto
O toque sutil de minhas mãos em teus ombros
O toque melódico de tuas palavras em meus ouvidos
O toque romântico de meu ser em teus sentidos...

O toque delicado de teus braços em meu corpo
O toque suave de minha pele em tua pele alva
O toque perfumado de teu peito em meu peito
O toque dadivoso de meu olhar em teu olhar.
O toque de teus beijos ardorosos em meus lábios
O toque de meus beijos em teus lábios rosados.

O toque sensível do tudo de mim em ti
O toque inimaginável do tudo de ti em mim
A perdição do momento desejado
A perdição no pecado
O amor consumado
Sem fim...

Tu estás em mim e eu estou em ti
Sem nenhum medo:
Apenas paixão, amor segredo!

Desejo de mim por ti, por ti, por ti
Desejo de ti por mim, por mim
Desejo imedível, ousado
Pecado, imersão, pecado!

Euclides Riquetti

Sabor de uva rosada

Beijo com sabor de uva tardia
Na tarde quente e ensolarada
Beijo de verdade, nada de utopia
Beijo com sabor de uva rosada.

Beijo com sabor de uva, beijado
Sabor sorvete gelatto napolitano
Beijo com o frescor, adocicado
Beijo de amor caliente e profano.

Beijo com abraço e carinho
Desde que com sabor de uva
Ou então com sabor de vinho
Mesmo que na noite de chuva.

Beijo com ardor e com abraço
De mergulho, gozo e perdição
Beijo pra aliviar meu cansaço
E volver meu poema em canção.

Mas sempre com sabor uva
Uva de mesa, rosada!

Euclides Riquetti
18-03-2016





quinta-feira, 17 de março de 2016

Ênio Azevedo - homenagem ao amigo que nos deixou

          Ouro e Capinzal perderam, ontem, uma figura muito carismática e que fez história nas cidades. Conheci-o quando voltei de União da Vitória para Zortéa. Ele era muito ligado ao médico Dr. Celso Carlos Ribeiro dos Santos, um dos proprietários da Zortéa Brancher S!A, empresa em que trabalhei de 1977 ao início de 1980.

           Natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 14 de agosto de 1932, morou em Ponta Grossa a partir de seus 20 anos,  onde foi bancário,  e Joaçaba,  antes de fixar-se em Capinzal. Por aqui, atuou como massagista junto a hospitais da região e, mais adiante, em sua própria casa ou atendendo em domicílio. Segundo seu filho Aldo, Ênio teve 432 afilhados, tendo, como exímio nadador, salvado 23 pessoas de afogamento. Sempre estava disposto a acolher e ajudar as pessoas, sendo muito admirado e querido pela comunidade.

          Azevedo também marcou a história de Capinzal e Ouro no início da década de 1970, quando enfrentou, no palco do Cine Glória, em Capinzal, o lutador Príncipe Cigano, que fazia parte do elenco de um circo que estava instalado em Ouro, onde hoje se encontra o Posto Dambrós, sagrando-se vitorioso. Assisti a essa luta e o Ênio Azevedo foi muito superior ao adversário. O Cinema lotou e muita gente nem conseguiu ver a luta por falta de lugar.  Depois, mais adiante,  enfrentou outro desafiante, do mesmo circo, o chamado "Tarzan - Rei das Selvas", vencendo este também., agora em Piratuba.  Tarzan era um lutador muito forte, mas o Ênio o derrotou. Após a luta, Tarzan acabou virando amigo do adversário.

         Verdadeiro desportista, foi atleta em atletismo e no futebol de campo. Em nossas cidades, atuou como zagueiro no Arabutã e no Vasco da Gama.

          Há que se afirmar que foi uma pessoa honestíssima, bondosa, muita querida pelas crianças e respeitada pelas demais pessoas.  Passou o melhor sentido de educação aos filhos e netos, que, certamente sentirão muitas saudades dele. Ele foi amigo de meu pai logo que foi morar em Capinzal e eu fui professor de sua esposa, Dona Ezilda, e dos filhos Berenice, Ênio Olímpio e  Carla, na Escola Sílvio Santos, no Ouro,  e grande amigo do Aldo, conhecido como o Ligeirinho do jornal o Tempo. 

          Deixo as condolências minhas e de minha família a todos os seus familiares e, certamente, farei muitas orações por ele. Que tenha a merecida felicidade eterna!

Euclides Riquetti
17-03-2016







 

Olhe pro céu azul...

Olhe pro céu azul que é nosso.
Meu e seu
Seu e meu:
Nosso!

O céu que nos cobre
É nosso manto.
É o cobertor mais nobre:
É natural e santo!

Então, olhe bem para o azul intenso
E para os algodões que flutuam
No infinito firmamento.

E sinta o soprar dos ventos
Que por certo atenuam
Meus pecados em pensamentos!

Pensamentos que voam
Apenas porque
Eles buscam você
No mesmo céu em que ecoam!

Apenas isso!
Somente isso!

Euclides Riquetti
17-03-2016