quarta-feira, 2 de maio de 2018

Se eu soubesse pintar...

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Se eu soubesse pintar
Começaria pelo teu rosto contente
Pincelaria teu corpo envolvente
Poria vermelho nas unhas de  teus pés...

Se eu pudesse pintar
Pintar-te-ia com roupas pretas
Que te tornam bonita, atraente
Que te deixam morena fascinante...

Se eu soubesse pintar
Pintar-te-ia como és:
Com toda a tua exuberância
Com tua beleza e elegância.

Se eu pudesse pintar
Pintaria teu rosto com tinta clara
Cor da primavera que chegara
E o próprio verão cobrir-te-ia com verniz...

Mas,  todo o teu corpo
Idealizado, desejado
Eu jamais conseguiria concretizar!
Não eu, nem outro:
Ninguém conceberia o ideal de tua perfeição...

Mas teu beijo
Sensual, gostoso, (ardoroso?)
Eu levaria!
Tuas palavras
Doces, amáveis, (adoráveis?)
Eu também as levaria!

E teus olhos fugidios teriam que fitar os meus e dizer:
"Eu te amo!"

Euclides Riquetti
02-07-97

Quando os primeiros frios chegarem


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Quando os primeiros frios  chegarem
Nas noites sedutoras  do mês de abril
Depois de um dia de sol e céu de anil
E nossos pensamentos se encontrarem...

Quando, depois da jornada cansativa
Estiver exausta, sentindo a dor no corpo
E se perder no seu pensamento absorto
Lembre de que, além de sua janela,  há vida.

Seja flexível com as coisas de seu coração
Inquieta, busque alivio para sua alma
Criativa para encontrar formas de solução.

Busque, incessantemente a sua felicidade
Conduza sua vida pela estrada calma
Viva com alegria e com intensa paixão.

Euclides Riquetti

terça-feira, 1 de maio de 2018

Num sábado de sol e de cor

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Sábado de sol e de cor
Dia de alegria desmedida
De andar livre na vida
Nada de trizteza, nem dor.

Sábado com muita euforia
Dia das doces sensações
De dar asas às emoções
Nada de melancolia.

Sábado dos corpos sarados
Dos corações atirando setas
Dos corações sendo flechados.

Dia de comemoração
Nas almas de todos os poetas
Que escrevem com amor e paixão!

Euclides Riquetti

Todos os poemas que eu te fiz

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Todos os poemas que eu te fiz durante anos
Com os versos verdadeiros e  sentimentais
Um poema cor de rosa e todos os demais
Alguns bem românticos, outros mundanos...

Todos os poemas com rosas lindas, amarelas
E aqueles em que as rimas bem se definem
Ou em que elas se escondem, se comprimem
Guarda-os, não os jogues pelas tuas janelas...

Atrás da janela do tempo deves guardá-los
Como eu os guardo dentro de meu coração
Pois com rosas champanhe eu quero  dá-los
Para quem me legou a mais forte paixão...

Porque ninguém irá  te amar como te amei
E ninguém te fará todos os versos que eu fiz
Ninguém te dará as doces palavras que te dei
Ninguém te desejará tanto que sejas feliz!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Ayrton Senna do Brasil - 24 anos de sua morte


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          Num domingo pela manhã, 1º de maio de 1994, Dia do Trabalhador, o determinado piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna da Silva, à época convivendo com a bela modelo Adriane Galisteu, fazia, como era de costume, mais uma corrida com bela performance. O Autódromo de Ímola, na Itália, onde se realizava o Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1,  tinha os olhos do mundo, através das maiores redes de Televisão. Mas havia um peça defeituosa em seu bólido e, logo adiante, a curva do Tamburelo Quando voava a 300 Km por hora, chocou-se contra um muro desprotegido. Ali, em 1987, acidentou-se outro brasileiro, Nelson Piquet. E, dois anos depois, Gerhart Berger, que só foi salvo de morrer queimado pela rápida ação dos fiscais de pista. .

          O narrador Galvão Bueno, da TV Globo, um apaixonado por corridas de automóveis e fã ardoroso do nosso Piloto "Ayrton Senna do Brasil", emudeceu de repente, perplexo. Parecia não conseguir dizer mais as palavras, que ficavam presas na sua garganta, de onde não fluía sua portentosa voz.  O Brasil parou diante da Televisão no momento daquela sétima fatídica volta. Algo de muito trágico poderia ter acontecido.  E começamos a chorar.

          De nada adiantou a rápida intervenção dos apoiadores, bombeiros, médicos e paramédicos. O capacete do Banco Nacional estava curvado sobre o volante. Dentro dele, o cérebro acostumado a se articular e a levar a decisões que, por décimos ou centésimos ou até milésimos de segundo, poderiam dar-lhes vitórias nas competições, parado. O corpo, imóvel, estático, fragilizado, jazia sem vida.

          Pouco tempo depois a condução até um hospital, e a notícia: "O Piloto Brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna da Silva acaba de falecer!

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          Aí, sim, começamos a chorar. Choramos o domingo, a segunda, a terça. Vimos todos os canais de TV ficarem repetindo, por dias, semanas, meses, aquelas imagens tristes. As revistas e jornais trazendo aquela imagem do piloto no carro, sem vida. E esta é a imagem que ficou gravada em nossa mente e coração, é a imagem que nos volta em cada Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador.

          Na segunda-feira, eu lecionava  na Escola Sílvio Santos, em Ouro, e não havia como conter os alunos. Queriam ver televisão. Choravam. Escoravam-se uns aos outros e se abraçavam como se tivessem perdido alguém que muito amassem, de sua própria família.

          Perdemos, todos, com a morte de nosso piloto. Perdemos um cidadão exemplar, que tinha uma postura cidadã e cristã. perdemos um piloto que, em 20 anos, não conseguimos substituir. Mas ficou-nos a lembrança de um cidadão que merce nomear ruas, autódromos, escolas e o quer que seja. Não um herói produzido por programas de televisão. Apenas um ser que, mais do que um piloto determinado, foi um cidadão que nos deixou memoráveis lembranças e os melhores exemplos.

          "Primeio de maio de 2018 - 24  anos sem o Ayrton Senna do Brasil!"

Euclides Riquetti

Teu segundo sol


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Eu quero ser o teu segundo sol
E que tu sejas minha segunda lua
Ficar garboso como um girassol
E ter o charme e a confiança tua.

Eu quero ser elemento importante
E fazer parte de tua vida agitada
Não um desassossego delirante
Mas a harmonia por ti desejada.

Ser teu sol em momento carente
Ser a inspiração para tua poesia
Ser a seiva que te deixa contente
Ser o responsável por tua alegria.

E, sendo teu segundo sol dourado
Poder contar com a reciprocidade
Ter o prazer de viver ao teu lado
Uma vida plena de felicidade!


Por isso eu quero apenas ser
O teu segundo sol
E que tu sejas
Minha segunda lua!

Euclides Riquetti
30-04--2018












Se tiver que chorar...


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Pare, pense, e se tiver que chorar, então chore
Cante, encante, e se tiver que sorrir, sorria
Faça tudo o que tiver que fazer, não demore
Sempre é tempo de recuperar a alegria!

Lembre, relembre, e talvez precise recomeçar
Volte, revolte-se, e se não está se sentindo bem
Procure novas formas de reviver e de amar
Pois, se estiver, alguém pode estar também.

Busque a harmonia em tudo o que for fazer
Exale leveza e cortesia em todas as suas ações
Não machuque corações, não os faça sofrer.

Jamais esqueça de que retroceder é virtude
Melhor voltar atrás do que sofrer desilusões
Melhor ver o mundo com a devida amplitude.

Euclides Riquetti
07-02-2016

domingo, 29 de abril de 2018

Acabou...

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Acabou, verbo regular, pretérito perfeito
Como o verbo amar, tão imperfeito...

Acabou, como acabam os sonhos leves
E os encantos sublimes, mas breves...

Acabou, do verbo acabar, de fácil conjugação
Como o verbo amar, que expressa tanta paixão...

Acabou, como se acabam os romances
Como acabam nas cores as nuances...

Acabou, como acabam as noites escuras
Como as almas perdem a sua brancura...

Acabou, como acaba a vida um dia
Como acaba, na decepção, a alegria...

Mas, que o acabar-se se torne recomeço
Sem caminhos espinhosos e sem tropeços...

Que o acabar-se torne-se o renascer
Como as flores amarelas costumam florescer...

Que o acabar-se ressurja como um iniciar-se
Como os ventos que, após as tempestades, conseguem

ACALMAR-SE!

Euclides Riquetti

Quando lavavam as roupas nos rios...

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Foto Antoninho Sartori - década de 1950
Jornal O Tempo - Capinzal - SC 

(Histórias de Rio Capinzal)


          Quando de minha infância, ainda não havia rede de distribuição e fornecimento de águas em Rio Capinzal. Destarte, as senhoras tinham que buscar locais onde huvesse água em abundância para fazer o serviço de lavar roupas. Poucas famílias possuíam máquinas de lavar para esse serviço. E, as máquinas existentes, a maioria de madeira, umas espécies de tinas, não eram dotadas de dispositivos que lhe permitissem o enxágue, a centrifugação ou pré-secagem da roupa, antes de que fosse estendida no varal. E poucas pessoas conheciam sabão em pó, o famoso "Rinso".

         Lembro que as donas de casa buscavam a beira dos rios para o serviço. Tinham uns "lavadores" de madeira, uma espécie de "rampa" que era colocada na margem, escorados em pedras, com uma base para o ajoelhar-se e um detalhe  retangular onde era depositada a pedra de sabão para que não deslizasse e fosse perder-se nas águas.  Muitas vezes, quando o sabão escapava das mãos das lavadeiras, eram o filhotes que buscavam recuperá-lo nas águas. Crianças pequenas, de sete ou oito anos, nadavam bem e tinham domínio das águas. Eu mesmo recuperei muitos para as senhoras. Em alguns lugares, onde havia pedras, as lavadeiras gostavam de bater e esfregar as roupas sobre elas, o que ajudava muito para que ficassem bem limpas.

          O Rio do Peixe era muito frequentado, havia alguns lugares próprios, onde o barranco era menor, áreas preparadas pelas pessoas para que as senhoras pudessem colocar seus lavadores e ainda para a ancoragem de botes, que ficavam amarrados em angicos ou mesmo em sarandis. Quando o rio ficava sujo por causa das chuvas, fazer o que? Fácil. Sempre tinham um tonel que recebia a água das calhas e tinha água armazenada, da chuva. E ainda grande parte das casas tinham cisternas, onde armazenavam grande estoque de água. Quem não as tinha, guardava água em tonéis.

          Mas, pelo menos cinco  destinos eram, principalmente, os mais utilizados para lavarem roupas: O valo da Usina Hidrelétrica da Família Zortéa; os rios  Capinzal e Coxilha Seca, afluentes do Peixe;  e as duas margens deste, tanto na Sede Municipal quanto no Distrito de Ouro, nas localizações abaixo da barragem de pedras.

          No Rio Capinzal, desde a foz junto ao do Peixe, até onde ele adentrava o perímetro urbano, no Loteamento Santa Terezinha, havia muitos pontos onde as roupas pudessem ser lavadas. As águas eram limpas, havia lambaris, jundiás, joanas e carás habitando-as. E, ali, logo abaixo do Grupo escolar Belisário Pena, havia um grande pomar de caquis, de propridade da família  Soccol, onde a margem facilitava muito o trabalho das senhoras. Havia diversos pontos utilizados em todo o curso do rio.

          Na margem direita do Peixe, logo após a entrada ao "Valo da Usina" , havia outro ponto bastante utilizado. Lembro que minha mãe, Dorvalina, ainda a Dona Aurora Stopassola, a Dona Iracema Surdi, minhas Tia Elza Baretta e Maria Lucietti Richetti, e outras tantas, tinham seus lavadores,colocados  imediatamente acima de uma comporta para brecar o excesso de água a alimentar a usina, que depois transformou-se numa fábrica de pasta mecânica, para a produção de papel e  papelão.

          E, no Rio do Peixe, logo abaixo da barragem, nas duas margens, dezenas de locais próprios para serem colocados os lavadores, até o limite Sul da cidade. centenas de senhoras se alinhavam, com seus cestos de roupas e lavadores, próximo do rio. Depois, já em casa, com baldes de água bem limpa retirada dos poços, com anil adicionado, enxaguavam as peças brancas para que tomassem uma cor mais alva. Nessa época também começaram a utilizar "Q Boa", a única água sanitária então conhecida.

          Com o tempo, felizmente, veio o serviço de captação, tratamento e distribuição de águas  pelo Simae, no início da década de 1970, quando eram prefeitos, respectivamente, Apolônio Spadini e Adauto Colombo, em Capinzal e em Ouro. Mas, infelizmente, as águas de nosso Rio do Peixe deixaram de ser as mesmas. Houve o cresimento das cidades à montante e,  com isso,  a implantação de muitas indústrias, desde Caçador. E as lavouras da bacia hidrográfica passaram a utilizar defensivos agrícolas. Também se perdeu muito do respeito que se tinha pelas águas. E nossos rios ficaram  poluídos, sobraram poucos peixes. Também, com a danificação da barragem, menos água passou a ficar retida ali. E a paisagem perdeu muito de sua beleza.

          Gosto de lembrar e registrar essas atividades, pois refletem, além da história, as dificuldades que as pessoas tinham para algumas atividades que hoje são muito facilitadas pelas tecnologias. Bem melhor acionar o botão do automático da máquina de lavar do que ficar, algumas tardes por semana, ajoelhadas, com o corpo arcado sobre o lavador...

Euclides Riquetti
13/04/2013

Por quê?

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Dúvidas ensejam saber os porquês
Todos os porquês de isso e aquilo
Desejo  respostas apenas porque
Quero  satisfazer desejos antigos.

Dúvidas povoam as nossas mentes
De sofridos, remidos, perdoados
Dúvidas que nos vêm de repente
Sobre nossos infortúnios e pecados.

Dúvidas, muitas dúvidas até abalam
Os espíritos firmes e equilibrados
Sempre que nossas vozes se calam
Tentamos esconder nossos pecados.

Dúvidas que existem em mim e em ti
Que atormentam nossas almas inquietas
Imagine, então, como fico eu aqui
Com minha sensibilidade de poeta?

Euclides Riquetti

sábado, 28 de abril de 2018

Quando você cantou aquela canção de amor



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Quando você cantou aquela canção de amor
Mexeu muito comigo, revolveu meus sentimentos
Ora, é como se isso já fizesse tanto tempo!

Quando você cantou aquela canção de amor
Mas que mexeu muito comigo
Mesmo que parecesse não ter sentido...

Quando tentei dedilhar acordes no meu violão
Mas eu não sabia tocar nada, nada
Fiquei sem chão e sem estrada...

Quando tentei dedilhar acordes no meu violão
E eu percebia que as notas me escapavam
E que as palavras não combinavam...

Então deixei meu violão "Freedom" jogado sobre a cama
Esperando que alguém me ensinasse a tocar
Aquela cama macia em que você poderia deitar...

E meu "Freedom" vai ficar sobre a cama
Ocupando o seu devido lugar
Até que você venha para me reencontrar!

Euclides Riquetti

Você é feia, mas...

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Você é feia
Mas há algo em você que me anima
Você é feia
É feia, assim, desde menina.

Magricela, rosto comprido
Corpo sem nehum atrativo
Mas você me fascina.

Desejo você, ardentemente
Quero você aqui presente
Pois você me fascina
Mesmo feia, assim, desde menina!

Você cresceu
Seus olhos escuros se sobressaem em seu rosto fino
Seus cabelos, sem graça,
Dão-lhe charme desmedido.

Você cresceu feia, sem atrativos
Mas despertou em mim
A paixão pelo desconhecido...

Despertou-me os instintos
Adormecidos
Você, mesmo feia, assim, desde menina...

São tantas, tantas as qualidades que lhe faltam
Que parece uma ninguém
Em meio a tantas.

Mas alguma coisa há em você
Que me encanta, me encanta.
Não é mesmo a simpatia com que me trata
(Desiderata)

Nem há elegância em seu andar
Não há atenção para chamar.

É tão difícil entender o que se passa.
Mas, confesso, há um todo em você
Que me atrai loucamente
Que me enche de desejo
Profundamente...
Que me faz querer seus beijos
Deliciosos
Que me faz amar seus olhos
Melancólicos
Que me faz querer você, perdidamente
Apaixonadamente
Amorosamente...

Euclides Riquetti

Balada para Ângelo e Júlia

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Quero compor uma balada
Para Ângelo e Júlia
Uma balada sentimental
Para Júlia e Ângelo.

Quero falar de sentimentos
De antigas histórias vividas
Nada de dor ou sofrimentos
Apenas coisas boas da vida.

Quero compor uma balada
Para Ângelo e Júlia
Uma balada bem legal
Para Júlia e Ângelo.

Quero falar de infância
Quero falar de juventude
De altruísmo e confiança
Da vida com plenitude.

Quero compor uma balada
Para Ângelo e Júlia
Uma balada sensacional
Para Júlia e Ângelo.

Quero falar de amor e paz
Falar de paz com amor
De alegrias que a vida traz
Do perfume que vem da flor.

Quero que a minha balada
Para Júlia a para Ângelo
Seja por vocês cantada
Para a alegria de ambos!

Euclides Riquetti
27-04-2018










sexta-feira, 27 de abril de 2018

Histórias com Torcedores do Vasco e do Arabutã (Capinzal e Ouro)


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Masters do Arabutã FC - década de 1980 : Treinador Valdomiro
Correa - Zucco - Altair Secchi - Ademir Rech - Euclides Riquetti
(eu mesmo) - Vicente Gramázzio (Sabará) e Malmir Padilha (Mazo)
Agachados: Domingos dos Santos (Mingo Barbina) - Valencio
J de Souza - Braga Júnior -Carmelino Nora e Ségio Scarton -
time de peso...


          Sabe aquelas pessoas que têm características especiais e que escolhem ter suas paixões, simples paixões, mas as defendem como seu direito mais sagrado e absoluto? Pois elas existem e marcam nossa vida da maneira mais simples, mas são inesquecíveis.

Voltando no tempo.jpg

D esquerda para a direita, em pé: Nelson Catalan, Marcelo Bonamigo, Sady Brancher, Sueli Caliari, Inês Pelizzaro, Loiva Ferro, Darci Fincato, Taginho. Matos, Santo Golin, Hiran Zocoli. Agachados: Valfrido Vieceli, Tonico da Rosa, Mogica, Guilherme Odil Doin, João Alves (Calçudo), e Sergio Spadini; O mascote é Airton Bertaioli, hoje médico em Três de Maio - RS
Foto de Antoninho Sartori e Jornal O Tempo - Capinzal - Ouro - SC - década de 1960


          Quando eu era criança e ia ao campo municipal da antiga Rio Capinzal, torcia por todos os times da cidade. Desde que o jogo fosse contra os times de fora. Mas eu tinha meu time do coração: O Vasco da Gama. E, agora, eu lembro com saudades de cenas que presenciei por causa do fanatismo, da paixão que tira as pessoas de sua normalidade por causa do seu time de coração. E também lembro de torcedores folclóricos, sobre os quais falarei.



          Numa dada oportunidade, havia um jogo dos aspirantes do Vasco contra o Arabutã. O juiz tinha um time de preferência, mas estava atuando com imparcialidade. Chovia e o campo, pelo intenso uso, estava careca de gramado. O árbitro protegia-se com um portentoso guarda-chuva. Um torcedor do Arabutã, Etelvino, inconformado com uma decisão do juiz, pulou a cerca de madeiras, tomou o guarda-chuva do mesmo e deu-lhe na cabeça...
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Em 1965 A.E. Vasco da Gama excursionou ao Paraguai, disputando um torneio do clube local e
o San Juan, de Posadas - Argentina.

          Pois que havia a Dona Dileta, dona da Barraquinha do Café, onde servia um delicioso pastel  na Estação Ferroviária, vascaína fanática, só não invadiu o campo para entrar na briga deles  porque outros torcedores a detiveram. Os filhos Ico e Binde jogavam no Vasco e ela ficou fula da vida com o Etelvino. Mas com a turma do "deixa disso" os ânimos foram serenados.

          De outra feita, no clássico em que o Arabutã venceu o Vasco por 3 a 1, depois de 10 anos sem se enfrentarem, duas professoras minhas, das torcidas rivais, entraram em "rota de colisão" por causa de seu fanatismo. E, na semana seguinte, na escola, era só constrangimento...

         E não esqueço dos torcedores folclóricos do Arabutã, que iam a pé até a Baixada Rubra, ver os jogos do Arabutã:  o Bugre, que ia ao campo acompanhado de toda a numerosa prole, todos com as suas camisas e bandeira alvi-rubras.  Ficavam na arquibancada, torciam sem alvoroços, ficavam reunidos ali. E, quando a coisa apertava para a Casa, o Bugre fechava os olhos e fazia suas silenciosas orações. Devia ter suas inimagináveis convicções e a inabalável Fé. E davam resultado. Se não davam, dizia: "Deus assim  quis!" ou "Foi a vontade do Pai do Céu".

          Outro  torcedor muito  marcante foi o Mário Borges da Rosa, o "Ferro". Era tão fanático que saía cedo de casa, passava pelos bares, pelas casas, parava os carros, ia a pé. Camisa vermelha, do Arabutã. Levava muitas horas para fazer poucos quilometros. Mas, na hora do jogo, estava lá ele, de pé, ao lado do alambrado, cobrando dos jogadores e reclamando do juiz. Parecia que estava em outro mundo, olhava para a torcida na arquibancada, fazia gestos, erguia os bravos,  mas não perdia a noção do jogo. Depois, ia embora pela estrada, reptindo o método da ida, e resmungando, sabendo que ganhamos ou perdemos. A cidade toda o conhecia.

          O Mário "Ferro", há uns 7 anos, foi para Joinville visitar uma filha, adoeceu e foi pro céu. Pois quando estava construindo minha casa, em Joaçaba, não é que me passa na rua um senhor bem igualzinho ao Mário?! E com camisa vermelha, mesmo tipo de chapéu e calçado. Magro igual, alto igual, pele igual, movimentos de corpo e de mãos iguais.  O perfeito sósia do Mário. Entabulei conversa e descobri que Seu Antônio, o "Pato", era primo do Mário e do saudoso Tchule. Torcedor do Internaciobal e fã da dupla Teodoro e Sampaio, cantores. Que coisa! Viramos amigos, somos quase que vizinhos. E sempre, ao vê-lo na rua, lembro-me do "Ferro".

          Saudades, elemento sempre  presente na vida de todos nós...Saudades das pessoas simples que cruzaram nossa vida!

Euclides Riquetti
02-04-2013

Deve estar escrito... bem assim!

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Deve estar escrito em algum lugar
Que você não me quer amar...
Deve estar escrito num caderno
Que você não quer um amor eterno...

Deve estar escrito na letra da canção
Que você não se importa com meu coração...
Deve estar escrito no verso do poema
Que você não quer saber de meu dilema...

Deve estar escrito num outdoor
Que você conhece meus lamentos de cor...
Deve estar escrito em sua alma encantada
Que você  não se importa com nada...

Não se importa com o que me acontece
Se me ajuda ou me entristece...
Não se importa com a realidade
Se me faz sentir amor ou saudade...

 Não se importa se o sol brilha na manhã
Ou se chove sobre a terra chã...
Não se importa se as flores permanecem coloridas
Ou se fenecem com poucos dias de vida...

Não se importa se o luar ainda continua prateado
Ou se ele já não anima os namorados...
Não se importa em dar a esperança
A quem de você tem as melhores lembranças...

Apenas isso... bem assim!

Euclides Riquetti