terça-feira, 5 de junho de 2018

As últimas rosas de outono

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Foram-se as últimas rosas de outono
Foram-se as pétalas das bordôs e das vermelhas
Que do fogo da paixão foram centelhas
Mas  que imergiram na calmaria...

Foram-se para dar lugar a outras que virão
Foram-se para o reciclo que fertiliza
Nas manhãs de pouco sol e muita brisa
Foram-se nas minhas aliterações e nas sinestesias.

Deixou-me  deliciosas lembranças o sol morno
Que tímido volveu meu ser para o passado
Para um antigo outono cinzento,  mutilado
Que  deixou-te maltratar meu coração.

E,  enquanto minha mente se embaralha
E busca entender da rosa a natural ausência
Rezo para que m'a mande de volta a Providência
Que reste ali, formosa, rosa branca, clara.

Que volte para acalentar meu coração
Que volte ainda antes do verão!
Mas que volte...

Euclides Riquetti

Eu preciso de uma palavra

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Eu preciso de uma palavra
Que me falta
Não para escrever um soneto
Nem para compor um concerto
Mas para te fazer um poema...

Eu preciso de uma palavra
Que não esteja no dicionário
Mas que pode estar num sacrário
Que se esconde num coração!

Eu preciso de uma palavra
Que eu nunca a tenha encontrado
Que nenhum poeta tenha usado
Para compor uma canção!

Eu preciso encontrar a palavra certa
Que me deixe uma porta aberta
Para chegar até você...

Uma palavra envolvente
Que possa me levar, lentamente
Para dentro de você...

E, mesmo que na longa distância
Eu possa transpor as barreiras
E de uma ou outra maneira
Chegar perto de você...

( Distância,  palavra cruel
Que inspira o menestrel
Mas que tortura os amantes
E que nem os mundo andantes
Não conseguem superar ).

Distância que leva à loucura
Que nos maltrata e tortura
Aqui e em qualquer lugar
Mas que não impede meu pensamento
De em seu íntimo  aportar...


Euclides Riquetti

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A Implantação do Alvorada/Costa do Sol em Ouro

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          Alvorada é um lugar de vista maravilhosa, de onde se pode contemplar um belíssimo cenário. Olhando-se para o Norte visualiza-se o serpenteio de nosso Rio do Peixe, que nasce em Calmon, perto de Matos Costa-SC. Nosso rio tem suas formosas corredeiras, algumas ilhotas e muito verde em suas margens. Ao chegar em Ouro, faz uma curva acentuadíssima, como o desenho de uma ferradura. Participei ativamente das lidas de implantação do Alvorada e do Costa do Sol, ali ao lado do Parque e Jardim Ouro.

          Em 1988, na época do Prefeito Domingos Boff, na cidade de Ouro - SC, idealizou-se um projeto para a construção de um conjunto habitacional através da COHAB, órgão vinculado ao Ministério da Habitação. Vivia-se uma turbulência econômica no país, a inflação causando muitos transtornos e a população de baixa renda vendo seus salários corroídos. Dar casa para as famílias morarem era uma grande ajuda que o Poder Público podia fazer. Até porque a inflação facilitava a vida dos Estados e Municípios, que não podem pagar juros sobre débitos empenhados. Mas torturava trabalhadores de baixa renda!

          A Prefeitura adquiriu e loteou uma área em local alto e relativamente plano,  de propriedade da família Campioni, representada pelo Sr. Aldecir. Organizaram e apresentaram projeto ao Governo Federal, obtendo uma boa soma de recursos para a compra de materiais para o início da sua execução. O regime a ser adotado para a construção das casas foi o de "mutirão", com os beneficiários executando a construção das casas.

          Vieram as eleições e, logrando resultado favorável,  coube-nos, após nossa posse como Prefeito, dar andamento a isso. De imediato reunimos a equipe de trabalho:  o Secretário de Obras Ademar Zócolli, o de Administração Caio Zortéa , a Secretária de Educação e Saúde Celita Colombo e os Diretores Neri Miqueloto e Amantino dos Anjos. Esta era a equipe que o Município comportava e que nos assessorava, conjuntamente, na execução dos projetos. E os beneficiários tinham seus representantes: Antônio Vilmar Varela, Antoninho Coeli, Itamar Zanchet, Airton Lorega Duarte e Antoninho Córdova, dentre outros. Este contratado como funcionário da Prefeitura e se constituindo em seu primeiro morador. Fizeram a primeira casa e o colocaram lá parar morar, acompanhar os trabalhos e cuidar dos materiais.

          Quando assumimos, havia muito trabalho a ser feito e o desafio era grande: Dar continuidade a algo iniciado pela administração anterior, sem alterar os rumos e o planejamento. As pessoas que estavam sendo contempladas trabalhavam aos sábados e domingos, e muitas vezes à noite, para erguer suas casas. Foram valentes e determinados. Uns ajudavam aos outros.

          Ao final da obra, faltaram recursos para a compra de outros materiais necessários à conclusão do projeto, mas com os esforços do Poder Público e dos interessados,  tudo foi resolvido da melhor maneira e, ao final, as 50 casas foram concluídas, algumas já com ampliações. Pusemos rede de água em parceria com o Simae  e de energia elétrica com a Celesc. Com recuros do Município de Ouro, implantamos a iluminação pública. E, junto à antiga Telesc, conseguimos a instalação de um telefone público. Na época não existiam ainda os telefones celulares e nem havia cabo telefônico até o local. Apenas um fio para o fone público.

          Mas o novo Bairro precisava de um local para os eventos sociais e culturais. Fizemos um projeto e apresentamos ao então Secretário de Estado da Habitação, Afonso Dresch, que liberou a verba com que foi construído o Centrinho Comunitário e uma cancha de bochas. Fundaram um time de Futebol, o Grêmio Alvorada, organizaram-se, melhoraram o padrão de suas casas e, no início da década de 1990 suas ruas receberam pavimentação com pedras irregulares, na Administração do Prefeito Sérgio Durigon. Também houve a  implantação, em anexo, o Bairro Costa do Sol I. E, da Administração de José Camilo Pastore, o Costa do Sol II, concluído na da Neri Luiz Miqueloto. Miqueloto, por sua vez, implantou ali o Centro de Apoio ao Trabalhador da Agricultura Familiar - Pronat - e iniciou a execução de um projeto de asfaltamento da rua principal.

          Das pessoas mais "maduras" dentre os primeiros moradores, lembro, pelos nomes como eram chamados, da Dona Júlia, que era benzedeira; do Seu Juca, do Guerino Coeli e do Carmozino de Jesus;  do Tio Bila; do Dinarte João Pedro; do Seu Nelson; do Auri BR; do Marianinho; do Alemão Schmitt, pai da Rose dos Anjos; da Tonha; da Ero Schwantes; da Dora e do Laerci Duarte; do Rovaldino.

          O Bairro Alvorada/Costa do Sol está com cerca de 100 famílias atualmente. Passaram-se 25 anos desde o início dele até o presente momento. Muitas famílias venderam suas casas e mudaram de cidade. Pessoas idosas faleceram e vieram seus sucessores. Mas podemos asseverar que o pdrão de vida de todos foi melhorando desde a fundação. Os filhos  foram para a escola, tornaram-se profissionais em diversas áreas e,  com isso,  a sociedade local se fortaleceu. Gente humilde, mas determinada. Gente que não esperou que nada caísse do céu. Trabalharam num sistema muito bom de mutirão e hoje ainda se unem para fazerem as promoções para algumas melhorias. Se o mesmo sistema fosse utilizado em todo o país, certamente que com o dinheiro gasto em Habitação se teria o dobro do número de casas construídas.

Euclides Riquett07-05-2013

Espalhe seu perfume no ar

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Espalhe seu perfume no ar
Deixe-o impregnar-se  em mim
Deixe sua fragrância eu tragar
Para que a possa sentir bem assim.

Eu quero me perder calmamente
Poder me envolver em suas carícias
Me deixar seduzir levemente
Por seus beijos de sabores e delícias!

E, mesmo nesta manhã turbulenta
Me convide ao carinho e ao afago
Me dê sua alma faminta e sedenta.

Me abrace, me roube, me tenha
Me prenda, me segure ao seu lado
Me enlace, me amarre,  me queira.

Euclides Riquetti

domingo, 3 de junho de 2018

No dourado do sol

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No dourado do sol, eu vejo apenas um brilho
Igual ao  seu sorriso
Que como o seu rosto liso
Eu gostaria de apalpar...

Nas estrelas da noite, vejo  a prata brilhar
Igual aquele olhar
Que eu tanto admiro
E de que eu tanto preciso...

No luar que nos cobre e nos abençoa
E na voz que sorri e que diz que perdoa
Navega o meu pensamento...

Numa tarde quente e ensolarada
Caminhando absorto, numa longa estrada
Procurando-a no tempo...

Em todas as horas, em todos os momentos
Procurando-a no vento...
Sim!

Euclides Riquetti
06-03-2016

sábado, 2 de junho de 2018

Poema-cor-de rosa







De rosa e de santa vi
Vi seu rosto de santa, rosa
Vi seu roso de rosa de santa
Seu rosto de santa eu vi rosa.

De rosa seu corpo vi
Vi seu corpo vestido de rosa
Vi vestido de rosa de santa
Seu corpo de santa vi rosa.

De rosa-morango eu a vi
Vi seus lábios morango-rosa
Vi seus lábios de rosa-morango
Seus lábios morango eu vi rosa.

De rosa de amor eu a vi.
Vi seu coração cor-de-rosa
Vi de rosa-amor seu coração
Seu coração de amor eu vi rosa.

De rosa e de flor eu vi
Vi você de flor e rosa
Vi você de rosa flor
Seu ego de flor e de rosa.

No dia dos namorados vi
Vi seu sorriso de rosa
Vi, menina, seu sorriso
Seu sorriso vi de rosa.

Pois foi tão bom que eu a vi
Com sua roupa cor-de-rosa
Com sua roupa de rosa-cor
Com todo o esplendor de uma rosa.

E do pouco que eu a vi
Ficou-me a lembrança rosa
Ficou-me a rosa lembrança
Do amor que vivi, cor-de-rosa.


(Dedico este poema a todas as pessoas
sonhadoras que veem no amor a cor das rosas)

Euclides Riquetti
14-06-1993.

Dona Holga Brancher - reeditando

A partida de Dona Holga, 5 anos depois...

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           Na noite de quinta-feira,  fomos surpreendidos pela notícia do falecimento da professora, colega, vizinha e amiga Dona Holga Maria Siviero Brancher. Ficamos entristecidos pela sua partida, que é nossa reação lógica e primeira diante da perda de alguém que estimamos muito e que tornou-se nossa amiga.

          Nossa Dona Holga sempre foi uma pessoa muito determinada em conquistar seus objetivos. Conheci-a ainda pequeno,  pois passava defronte nossa casa, ali no Distrito de Ouro,  com suas crianças, indo  para Capinzal, a pé. Os mais velhos me  diziam: "Aquela ali é da Dona Holga, professora lá no Belisário Pena". Era uma mulher muito bonita!

          Mais adiante, lembro-me de quando eu era adolescente e estudava no Ginásio Padre Anchieta e, numa manhã, logo após nosso recreio, escutamos seus gritos ali em sua casa, quando corria para a rua: "Mataram o Dr. Vilson (Bordin)!" Aquilo me marcou. Foi o acontecimento da década na pacata cidade. Eu já a conhecia bem, fui colega de uma das filhas, Anamar, no terceiro ano primário, 1963, no Colégio Mater Dolorum. Meu pai era amigo dela e do Seu Sady, o marido. Depois, em 1967 e 1968,  foi minha professora no Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado, do qual era também Diretora. Era nossa professora de Matemática, Português e Didática. Estava grávida da Vanusa e vinha para a Escola trabalhar com muita energia. E encontrava tempo para deslocar-se a Passo Fundo, onde fazia seu Curso Superior. Tomava caronas com alguns que iam para lá esduar Direito, iam de jipe, pelas estradas poeirentas, dentre eles os Srs. Nízio Baretta e  Antônio Maliska Sobrinho.

          Terminado o ginasial perdi o contato com ela, que só restabeleci em 1977. Morávamos  em Duas Pontes, município de Campos Novos, hoje Zortéa, onde fora lecionar e trabalhar,  e os assuntos relativos à Educação eram tratados aqui em Joaçaba, na 9º UCRE. Quando estavam implantando a Rodovia Joaçaba/Ouro/Capinzal, a Estrada da Amizade, havia muitos atoleiros e, nos dias chuvosos tínha-se que vir por "Linha Sete". Lembro que certa vez tive que dirigir seu Corcel no retorno, pois estava exausta. Era de levantar de madrugada e trabalhar até quase 11 horas da noite.  E, a partir de 1978, nos tornamos colegas na Escola Major Cipriano Rodrigues Almeida, nas Duas Pontes. Minha antiga professora já se tornara nossa grande amiga e vizinha. Foi pioneira em ir ao encontro da educação em nível superior.

          Tinha uma concepção das coisas muito adiante dos costumes de seu tempo. Era uma revolucionária. Buscava participar de congressos onde quer que acontecessem. Em qualquer lugar do Brasil. Era apaixonada por História.  Para ela, não havia fronteiras. E nos dizia: "Falo demais e às vezes me complico por isso, mas é tudo verdade. Acho que sou meio subversiva!"...

          Tinha uma forte liderança perante seus alunos. Programava viagens e ia buscar apoio junto a empresas e ao Poder Público. Em dezembro de 1980 levou os alunos Contadorandos da CNEC para conhecer Florianópolis. Queria levá-los para ver os fortes, mas os eles  queriam praia! Então ela os levou para conhecer o Palácio Cruz e Souza, que era Sede de Governo,  a Praça XV, com sua imponente Figueira, a Majetosa Ponte Hercílio Luz e a Marinha. Também as dunas brancas na Joaquina e as finas areias do Campeche.  Depois, como prêmio, a ida para Balneário Camboriú, para conhecer a praia mais famosa do Sul do Brasil. Recomendava que "os filhotes" não ficassem expostos ao sol, coisa de mãezonha. Ao final, porém, todos com o couro bem vermelho! Acho que dos mais de 40, nenhum ainda conhecia o mar. Ela proporcionava isso a eles! Levava-os para conhecer in loco aquilo que ensinava da sala de aula, quanto aos aspectos históricos e a paisagem natural de Santa Catarina.

           Nossa vizinha, deu-nos muito apoio quando nasceram nossas meninas, dava-nos conselhos, nos orientava, afinal criara sete filhos. Trazia-nos  roupas bonitas quando de suas viagens a São Paulo. Organizava jantares para os alunos "do ônibus", uma vez que, morando em Zortéa, descia algumas noites para lecionar em Capinzal. Ia e voltava no ônibus dos alunos. Parecia uma "aluna maiorzinha" em meio aos demais. Na Escola, uma vez, com ajuda da Miriam, fez um jantar  surpresa para os professores em dia de reunião pedagógica. Era também habilidosa cozinheira.

          Aposentada, começou a aprofundar suas pesquisas para sua monografia de História, disciplina com a qual tinha muita afinidade, e que lecionou a maior parte de sua vida, principalmente no Belisário Pena e CNEC, mas também com passagens pela Sílvio Santos e Major Cipriano Rodrigues Almeida e outras. Em razão disso, escreveu um livro sobre a História Sócio-econômica de Capinzal. Ia às Prefeituras para ver os registros das empresas antigas, à Agência de Estatística, à Casa da Cultura, em Campos Novos, às Exatorias e Coletorias das cidades gêmeas e daquela.

          O lançamento de seu livro aconteceu no Centro Educacional Prefeito Celso Farina, com cerimônia presidida pelo amigo Ademir Pedro Belotto. Lembro bem que ele falou daquilo que realiza o Ser Humano: "Ter filhos, Plantar uma Árvore e Escrever um Livro". E ela estava cumprindo isso! Foi um evento muito concorrido. Deixou uma marca importantíssima com isso. É uma ótima referência bibliográfica de nossa História. Autografou-me um exemplar.

          Há uma década nos encontramos em Toledo, no Paraná, na Festa da Família Durigon, lá realizada. Lá moravam a Ana Leonor e o filho Cássio. Foi, para nós, uma grande surpresa tê-la reencontrado. Depois disso, avistei-a apenas mais uma vez, em Capinzal. Passamo-nos alguns recados pelo facebook e, para nossa surpresa, a notítica de sua partida. Imaginamos que pessoas que nos foram caras um dia devessem ser eternas.

          Uma pessoa muito adiante dos costumes de seu tempo, porque ousava buscar o conhecimento, mrgulhar no desconhecido, sem medo. Isso  num tempo em que as mulheres, em sua maioria, ainda não trabalhavam fora. Foi mãe de sete filhos e os encaminhou todos para frequentarem as universidades, fato que pode ser considerado quase que exceção à regra geral, uma vez que poucas famílias conseguiam fazer isso. Criou, com muito amor,  respeito e exemplo, todos os seus, e fez muito pelos filhos dos outros. Ana Leonor, Anamar, Ana Lice, Antônio João, Maurício, Cássio e Vanusa podem orgulhar-se da mãe que tiveram. Falar de seus filhos era seu maior orgulho. Minha esposa sabe o nome deles e as suas características pelo que a Dona Holga os descrevia em suas falas.

          A manifestação de seus ex-alunos nas redes sociais atesta o quanto foi querida por todos. Quando tivesse que tomar partido em uma situação, ficava ao lado do aluno, o que lhe deu credibilidade e confiança perante ele. Ter sido seu aluno, colega, vizinho e amigo foi um grande privilégio. Fica sua imagem eternizada no pensamento de cada um de nós.  Esteja feliz num lugar muito bonito  mrecido,  Dona Holga!

Euclides Riquetti
25-05-2013


Que teu ser mergulhe em mim


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Divina paisagem matinal
Em que o vento balança as folhas da palmeira
E as plantas  jazem sob o azul do manto celestial
De onde vem-me o doce aroma da cidreira.

Pássaros pousados nos galhos que se embalam
Bailam na harmonia  em  realeza
E seus belos cantos nos ares se propagam
Numa grande sinfonia da natureza.

Eu me transporto para o enlevo de teus braços
E me alento no desejo de estar junto de ti
Buscando apenas os teus beijos e teus abraços.

Preciso, ardentemente, mergulhar no teu divino ser
E quero que teu ser mergulhe em mim
E no teu corpo me envolver e  me perder.

Euclides Riquetti

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Trilhas no céu

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As estrelas no céu marcam as trilhas
Pelas quais eu deva passar
Para andar muitas milhas
Para eu poder te encontrar!

O sol esconde todas as estrelas
Que esperam a noite chegar
Para que possamos vê-las
Quando a noite de novo voltar!

A noite esconde as incertezas
Que habitam a alma bendita
E o dia mostra tua beleza
O teu corpo de mulher bonita!

Mas em todos os minutos e horas
Meu pensamento te procura
Pois minha alma te busca e chora
No dia claro como na  noite escura!

Euclides Riquetti
01-06-2018


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Louane Emera e "A Família Bélier"


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          Numa tarde de sábado, há dois anos, assisti ao filme francês "A Família Bélier", lançado em 2014. Emocionei-me!

          Filme românticos e similares me contagiam. Assim como me contagiam as belas canções. As belas fotografias, as belas pinturas também me seduzem. Mas, no filme, o que  me contagiou foi o enredo e atuação de todos os atores. É a história de uma adolescente, Paula, estudante, filha de um casal de fazendeiros surdos. Tem um irmão, que também é surdo. Paula, interpretada por Louane Emera, cujo nome original é Anne Peichert, nascida em Hénin - Beaumont, em 26 de novembro de 1996, sagitariana como eu, é muito ligada em sua família. Como consegue ouvir e falar, a bela garota atua como intérprete de seus familiares, ajudando a administrar sua fazenda e ainda nos negócios.

          Louane é cantora e atriz, mora na França e projetou-se por tornar-se finalista do "The Voice, la plus belle voix", e ainda pela sua atuação no filme em pauta. Com apenas 19 anos de idade, já conquistou prêmios importantes no cinema, tendo conquistado o prêmio César de melhor atriz revelação, justamente pela performance em "A Família Bélier". No ano passado, lançou um álbum de canções, "Chambre 12", que fez muito sucesso na França.

         No filme, Paula Bélier é descoberta por seu professor como um talento para a música. Participa de uma audição musical em Paris e, aprovada, ganha bolsa de estudos para estudar na capital francesa. Seus familiares, eu muito têm dependência dela e a adoram, muito gostariam  que permanecesse com eles. Mas...  Ah, e tem mais: ela tem um namoradinho... Bem, não vou tirar de vocês o prazer de verem o filme.

        Mas peço sua atenção para esta jovem atriz. Assim como a Anne Hathaway, Brigitte Bardot, Julie Andrews, Sophia Loren e Cláudia Cardinale, Louane Emera  mostra talento desde bem jovem. Bonita, rostinho limpo de brotinho, certamente vai fazer muito sucesso ainda.

Parabéns, Louane Emera!

Euclides Riquetti
Reeditado em 31-05-2018

Gosto de você


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Gosto de você desde há muito tempo
De quando você tinha cabelos compridos
De quando nos chamávamos por apelidos
De quando tínhamos leves pensamentos.

Gosto, sim, como que no céu há estrelas
Nas noites agradáveis,  muito inspiradoras
Porque temos manhãs azuis e promissoras
Que nos valem pelo prazer de tê-las.

Gosto de você porque você gosta de mar
De ondas, de areias, de águas espumosas
De sol, de sereias, de tardes glamorosas
De ternos perfumes que flutuam no ar.

Gosto de você, gosto muito...bem assim
Gosto de você pelo que você foi e pelo que é
Gosto de você, porque é uma bela mulher
Gosto de você porque você gosta de mim!

Euclides Riquetti
31-05-2018








Os doces ventos de março

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Os doces ventos de março voltaram
E, com eles, as belas recordações
E, por aqui, parece que ficaram
Trazendo-nos as ternas emoções...

Os doces ventos de março sopraram
E animaram as brasas certas
Aquelas que antes se ocultaram
Em praias distantes e desertas...

Os doces ventos de março reacenderam
Paixões há muito adormecidas
As almas frias se reaqueceram
E as noites tristes foram banidas...

Porque nos voltaram os doces ventos
Que há muito deixaram de soprar
E apagaram velhos ressentimentos
Que foram se extinguir no mar!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Toda a hora é hora pra sonhar

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Toda a hora é hora pra sonhar
Hora de andar nas nuvens brancas
De lembrar das canções que sempre cantas:
O pensamento mergulhado nas lembranças
Hora de embalar o teu ninar.

Toda a noite foi feita pra se dormir
E os mais belos sonhos ensejar
Nas praias onde balança o verde mar
Onde o vento nos vem  acalentar
Acariciar o teu rosto a me sorrir.

Todo o dia é dia do sol brilhar
De bronzear a tua pele delicada
Que eu mordisco na noite enluarada
Olhando para a imensidão estrelada
Enquanto sinto o teu coração a pulsar.

E, em todas as horas das  noites e dos dias
Não importando onde quer que  estejas
Meu coração se envolta em alegria
Pois é apenas a ti  que ele quer e deseja:
Musa que me traz à nostalgia
De te  dar minha alma que te corteja...

Euclides Riquetti

Economia combalida, saúde doente!





       O Governo do Presidente Temer teria vindo para devolver a esperança aos brasileiros. Iniciou propondo reformas, algumas das propostas foram aprovadas e a da Previdência Social ficou em banho-maria. Propagou-se, no início deste ano, um otimismo quanto à retomada do crescimento, com elevação do nível de empregos e inflação baixa. No entanto...

       O quadro atual não nos traz alentos, mas sim preocupações.  Temer fragilizou-se politicamente, está com baixíssima popularidade e sem credibilidade.  Está cercado de ministros que são alvos de denúncias e investigações policiais, e alguns fatores externos estão ajudando a afundar-nos de novo. O preço do petróleo chegou a US$ 80,00 para o barril do Brent na semana que passou. E, na “prática nacional”, houve sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis. O Brasil compra o Brent, que é o petróleo de melhor qualidade, para produzir combustível que precisa entregar a países vizinhos, por preços contratados nos últimos anos, para cumprir com essas obrigações contratuais. Não consegue produzir com o nosso petróleo e estamos perdendo dinheiro, vendendo a preço menor do que pagamos. O governo concedeu a exploradores privados os melhores lençóis petrolíferos e ficou com os piores do Pré-sal para si.

        Ainda, há uma acentuada desvalorização cambial, com o dólar chegando a ser vendido a mais de R$ 4,00 no mercado paralelo, designativo termo para o antigo “câmbio negro”. Além disso, o número de pessoas subocupadas  no Brasil,  segundo fontes não oficiais, passa dos 27 milhões de pessoas. Bem mais do que mostram os índices oficiais. Temos uma dívida pública assustadora, baixa produtividade na produção, pouco investimento e baixo índice de poupança. Enquanto isso, o Governo propagandeia a recuperação da Petrobras, que vem encima dos altos preços que cobram pelos combustíveis.

       Além disso, dentro das empresas, muitas pessoas estão produzindo menos do que deveriam, com empresários segurando emprego para trabalhadores dos quais teria que se desfazer, na esperança de que as coisas melhorem logo e estejam preparados para atender as necessidades do mercado consumidor. Estão financiando seu prejuízo.

        Enquanto isso, crescem as denúncias de corrupção, os cidadãos cegam-se em razão das preferências partidárias, não temos nenhum candidato a Presidente que inspire grande confiança, e nos deparamos com uma série deficiências em diversos setores da administração pública. Temos níveis de educação vergonhosos, filas nas casas de saúde, pouco dinheiro, gestão fraca e pouca criatividade no setor da saúde. A saúde está doente! Enquanto isso, em Capinzal, cidade aqui vizinha, a Prefeitura está tomando em aluguel o prédio do desativado Hospital São José, que atendeu por 70 anos e acabou fechando por amargar prejuízos. Vão poder instalar a Unidade Central de Saúde, melhorando o nível de atendimento dos usuários do SUS, com melhor padrão de atendimento e a possibilidade de instalação de mais equipamentos. Projetos para aquisição de equipamentos, quando bem elaborados, são bem sucedidos para a liberação de dinheiro por parte do Ministério da Saúde. Algumas cidades têm mostrado boa capacidade de gestão e criatividade para melhorar o padrão de administração. Outras, estão com equipes apenas de apadrinhados, com baixo ou nenhum conhecimento técnico, que pouco resultado dão aos municípios.


Euclides Riquetti – Escritor – Membro da ALB/SC

        
Para o Jornal Cidadela, de Joaçaba - SC
25-05-2018

terça-feira, 29 de maio de 2018

No embalo dos sonhos

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No embalo dos sonhos, eu fui te encontrar
Nas vielas, nas ruas, na tua cidade
Doce, bela, com teus olhos a brilhar
Elegante, bonita, uma mulher de verdade!

No embalo dos sonhos em ti eu mergulhei
E juntos navegamos pelo espaço estelar
Uma verdadeira diva, por quem me encantei
Uma musa que me inspira e me faz sonhar...

No embalo dos sonhos eu te fiz uma canção
Uma canção de amor, plena de poesia
Com o intuito único de afagar teu coração
Uma obra  de arte, com toda a maestria!

Euclides Riquetti