quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Pra dizer que eu te amo





Pra dizer que eu te amo moverei o mundo
Dar-te-ei as flores de todas as estações
Mostrar-te-ei meu amor sincero e  profundo
Colocarei peito a peito os nossos corações.

Pra dizer que eu te amo farei mil loucuras
Dar-te-ei os versos de minhas canções
Mostrar-te-ei com beijos de infinita doçura
Viverei contigo as mais fortes emoções.

E, se tu me amas, dize-me com franqueza
Entrega-me teu corpo em desmedida paixão
Mostra-me com teus olhos de candura e beleza...

Se me amas de verdade, vem me acariciar
Vem trazer alento para o meu coração
Traze-me tua alma que eu a quero afagar....

Euclides Riquetti

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Temperatura máxima do Parque Central de Joaçaba - e a participação na Festa do Mate em Bituruna


PARQUE CENTRAL DE JOAÇABA
Foto: Construtora Andrade


Temperatura máxima no Parque Central de Joaçaba:  vem aí mais um verão!

       Estive no último final de semana conduzindo um grupo de pessoas de nossa região para o Centro Sul do Paraná. Visitamos, inicialmente, a Primeira Festa da Erva-mate, em Bituruna. Lá pudemos observar o que a criatividade da equipe do prefeito Claudinei de Paula Castilhos permitiu que fosse feito para que a festa agradasse as cerca de 10.000 pessoas que se fizeram presentes ao Centro de Exposições daquela cidade. Uma estrutura muito bem preparada, instalações adequadas para esse tipo de evento. Isso fez-me lembrar do início da década de 1990, quando vínhamos a Joaçaba para expor os produtos dos municípios da AMMOC no CPJ, coisa que nos resta apenas na memória. Bituruna  tem promovido,  sistematicamente, o seu vinho e sua erva-mate. Além de stands de diversas ervateiras, os de fornecedores de equipamentos para a produção e o consumo do mate. Ali funcionou também  a “escola do mate”, shows artísticos e culturais, feira e muitas novidades em gastronomia ligada ao mate. Para o jantar de abertura, na quina, ofereceram costeletas de porco com crostas de erva-mate, sorvete, tortas, docinhos e até chope com sabor do verde mate natural.

      No hotel Grezelle, onde nos hospedamos, havia tortas de erva-mate. Muito bem articulada e promovida a festa deles. Do meio político, a presença de Euclides Miazzi, ex-prefeito de Lacerdópolis; César Prando, vereador em Ouro; Nelson D ´Agostini, ex-Vice-prefeito de Herval d ´Oeste e o empresário Ivo Jorge Seganfredo, de Capinzal, ex-Vereador de Ouro. E este que vos escreve. Ainda, empresários e professores.

       Em Pinhão, visitamos o Jardim Botânico Faxinal do Céu, onde nossos convidados puderam conhecer árvores das mais diferentes espécies, dentre elas a Ginkgo Biloba, que existe há mais de 150 milhões de anos, sobrevivendo à Bomba de Hiroshima. Atualmente, o Faxinal está com 152 hectares de maravilhas naturais, onde se desenvolveram, até o momento, 103 variedades de azaleias. Impossível ter-se uma noção do que aquele Jardim Botânico comporta, numa idealização e ação liderada pelo Engenheiro Florestal Mário Torres, que atua ali há 40 anos.

       Enquanto isso, aqui em Joaçaba, está virando motivo de piada a situação do Parque Central. Dizem, por exemplo: “Quer ver temperatura máxima? Então vá, depois do almoço, dar uma voltinha no parque. O bom exemplo do Faxinal do Céu bem que poderia ser seguido...

       Em Florianópolis, nesta semana, encontrei um empresário do ramo de transportes coletivos que costuma trafegar, diariamente, no trecho desde o trevo do Chocodinho até a cidade de Luzerna. Disse que a estrada está uma pouca vergonha e que os reparos executados na serra de Capinzal, usando o mesmo tipo de matéria, ficaram perfeitos, e que aqui o serviço foi muito mal executado. Aliás, há sinalização horizontal precaríssima e a vertical é inexistente no trecho entre a antiga Rodoviária de Joaçaba e a cidade de Luzerna. Se a gente não consegue ter um leito de estrada (ou rua urbana) decente, o que esperar do contorno viário de Joaçaba, Herval e Luzerna? “Sonhar é impreciso”. Realizar é preciso, no duplo sentido de sua interpretação!

       Enquanto isso, o esperado plantio de árvores no local da antiga arquibancada do extinto Estádio Oscar Rodrigues da Nova não aconteceu. E, desse jeito, no futuro, continuaremos vivendo em clima de temperatura máxima, sem aspas, no nosso Parque, que tem muito concreto e pouco verde. Se agora está insuportável andar por lá nas horas de sol, imaginem quando o verão chegar! Vai ser, realmente, temperatura máxima!

Euclides Riquetti   -  Escritor, membro da ALB/SC    www.blogdoriquetti.blogspot.com


 

O que seria das rosas, se todos gostassem de girassóis?



 


 
         O Sr. Girassol estava resplandecente no mês de maio. Olhava, alegre, para todos os passantes, de todas as idades, credos...  Reinava, garboso e absoluto em seu reduto, um verdadeiro "dono do pedaço". O veranico o deixara forte, saudável, belo e formoso. Energia trazida pelas raízes que sugavam a água e os fertilizantes da terra. Energia oferecida pelos intensos raios solares em tempos de outono quente. Ninguém ousaria desafiar sua Majestade. Majestoso, sim, orgulhoso por demais, respeitado pelas flores e pelos fiores.

          Dona Rosa, tímida, acanhada, tivera abalos constantes desde abril. Ora o calor da atmosfera abafada, ora o frio ameaçador, as turbulências outonais. A inconstância climática, ameaçadora. O maio prazenteiro, festivo, dócil, não fora suficiente para atribuir-se a sensação de ânimo de que tanto precisava. Dona Rosa,  que já se travestiu de amarela, branca, lilás, azul, champanhe, rosa, pink, bordô, decidiu que seria vermelha. Vermelha escarlate, vermelha como lábios de morango, como faces de cereja. Vermelha!

          Girassol, sempre soberbo e acostumado a ser o centro das atenções, estava preocupado. Junho lhe seria perverso, certamente. Sem espinhos para defendê-lo,  não adaptado ao frio sulino, corria sérios riscos. E seu ciclo, curto, não lhe garantia sobrevida. Foi aconselhar-se com algumas florinhas pouco significantes que se avizinhavam. Havia beijos, dentre elas. Bonitas, mas frágeis. Sua insignificância contava pelo pouco poder de resistência, não por lhes faltarem charme e beleza. Tentavam consolá-lo com palavras animadoras e otimistas: "Olha, amigo, você  esteve ali, majestoso e poderoso ( e mais todos os outros "osos" que existem), enquanto que a Comadre Rosa aguentava, mesmo frágil, todas as ações das intempéries". Você não tem nada a fazer. Deixe que o colham e que as sementes que caírem por aí se transformem numa nova planta...

          E veio o junho dos namorados, de Santo Antônio, de São João, de São Pedro, dos folguedos juninos, das muitas calorias e dos  poucos exercícios. Ficou para trás o maio das noivas e das mães. Dona Rosa, reenergizada, veio com  tudo. Encantou, deslumbrou, sorriu, Viu-se, novamente, princesa. Uma princesa que também nos deixará energizados, encantados,  felizes e sorridentes, enquanto o amigo feneceu e boa parte de suas sementes misturaram-se à terra. Ficarão em dormência, esperando por uma boa temporada para que se transformem, novamente, em belíssimos girassóis. Muitos deles...

E penso: O que seria das rosas se todos gostassem dos girassóis?


Euclides Riquetti

O doce amargo do mate


 
O doce amargo do mate
Brota de teus lábios de luz
Vem de teu beijo escarlate
Que me excita e me seduz.

O doce amargo do mate
Que me acaricia e envolve
É sensação que me invade
Me anima e me absorve.

O doce  amargo do mate
Me abranda no chegar do dia
Quando espero que me abraces
Com muito amor e alegria.

O doce amargo do chimarrão
Que tomo no alvorecer
Vem pra alegrar meu coração
Me delicia e me dá prazer.

O doce  amargo do chimarrão
Tem o sabor do açúcar mascavo
É tão doce quanto a ilusão
Gostoso como o vinho rosado.

Ah,  doce amargo do chimarrão
Ah, amargo doce de charrua
Tem o sabor da divina paixão
Tem a graça da mulher nua!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Quando os sonhos se esfarelam








Quando nossos  sonhos se esfarelam
É como se o mundo tivesse desabado
É como quando as estrelas se quebram
É como se tudo tenha dado errado...

Quando os nossos sonhos se esfarelam
Porque nossos planos não deram certo
Parece que os infortúnios que se sublevam
Nos fazem nadar num  inóspito deserto...

Quando nossos sonhos se esfarelam
E tudo parece ter ruído e ido ao chão
Então aparecem mãos que nos elevam
Que reconfortam o carente  coração...

O mundo é assim: há o hoje e o amanhã
O ontem turbulento que queremos apagar:
Mas podemos reencontrar uma vida sã
Se soubermos a quem deveremos amar...

Reconstruir sonhos,  transpor as paredes
Erigir fortalezas onde nos blindarmos
Aplacar os desânimos e nossas sedes
Então viver, sorrir, voltar a sonharmos!

Jamais chorar!

Euclides Riquetti
03-04-2016

domingo, 30 de setembro de 2018

Vem, abre tuas asas


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Vem, abre tuas asas, voa, vem
Sobrevoa as nuvens, banha-te ao sol, vem
Traze teu corpo, teu charme, tua elegância
Vem me acariciar, vem me fazer sonhar!

Vem, com tua magnitude e exuberância
Vem pra me seduzir
Vem pra e fazer sentir
Vem pra me querer, vem pra me amar!

Vem, supera os obstáculos, as montanhas, as florestas
Sobrevoa as planícies e os desertos
Vem pra escutar a voz das ondas, o ruído do mar
Vem pousar nas areias brancas a te esperar!

Deita-te na maciez da areia clara
Morena-te sob os raios dourados
Curte a singeleza desta paisagem rara
E deixa-me admirar teu corpo bronzeado!

Vem...


Euclides Riquetti
01-10-2018


O Girassol






O girassol, com seu charme e sua beleza
Reina soberano, uma majestosa planta
Absoluto em sua portentosa realeza
Posta-se numa paisagem que se levanta
E dá ares festivos  à santa  natureza
A mesma que nos atrai e que nos encanta.

O girassol,  que colore campos e gramados
Também colore teus pensamentos de princesa
E se protege um pouco além dos cercados
Para esperar por teus olhares, na certeza
De ter os teus caprichos, os  teus cuidados
De sentir o teu perfume, cara Alteza.

Nosso Rei, porém, também não é eterno!
Há um tempo em que ele perde sua reverência
Com a chegada do rigoroso inverno.
Recolhe-se, reclusa-se,  em cândida dormência
Vai acalentar  suas sementes em solo fraterno
Para voltar, adiante, com galhardia e excelência.

Girassol, flor que sorri... como você!

Girassol, flor de meu encantamento, de  minha inspiração!

Euclides Riquetti

Love stories (minha índole romântica)






     Histórias de amor, quem não gosta de ouvi-las? Histórias de todas as eras, buscadas nos livros os vistas nos filmes, sempre me encantaram e, acredito firmemente, até o mais rude ( e fingido) dos mortais, tem o seu lado romântico. Por conveniência, (ou por machismo), alguns o escondem, disfarçam, mas isso sempre acaba vindo à percepção das pessoas.

          Ah, quantos livros tu leste, leitor (a), em tua juventude, em que o foco romântico estava presente, em primeiro plano? Quantas revistas compraste ou trocaste, como as "Capricho", "Ilusão", ou "Sétimo Céu"? Depois, adiante, quantas garotas não leram "Sabrina"? E, quantos de nós, não lemos os livros de Camilo Castelo Branco, José de Alencar, ou os apimentados romances de Jorge Amado? Tu vais, certamente, lembrar de dezenas, centenas de outros autores...


          Mas, as histórias que vimos nos filmes, em nossa juventude, jamais esqueceremos. Além daqueles  românticos musicais, normalmente estrelados por jovens atores/cantores italianos, tu lembrarás de outros dois grandes sucessos do cinema: Romeo and Juliet (1968) e Love Story (1970), que viste no Cine Glória, de Capinzal, no Odeon ou no Ópera, de Porto União, no Avenida ou no Vitória, de Joaçaba, ou ainda no Marrocos, de Lages, nas salas de cinema de Curitiba ou Florianópolis.  Que belas histórias de amor esses cinemas nos ofereceram! Esses e outros, que em sua maioria viraram templos, lojas, supermercados ou até hotéis...

          Hoje, porém, quero  indicar-te  um filme muito bonito, para ti que gostas de romance, de paixões arrebatadoras, ou mesmo de tenros  contos românticos: Assisti, há instantes, ao filme do diretor franco-americano Iann Samuell, uma das revelações do gênero, a "My Sassy Girl", que tem tradução em Português como "Ironias do Amor", mas que poderia  ser mais ou menos assim: "minha garota doidinha".

           "Ironias do Amor", de 2008, é mais uma daquelas produções que os americanos fazem para encantar o mundo. Conta a história de Jordan (Elisha Cuthbert - 30-11-1982, canadense), e Charlie (Jesse Bradford - 28-05-1979, norteamericano). Charlie salva Jordan de morrer, atropelada por um  trem de metrô, fazem uma amizade de 33 dias e, depois, pactuam afastar-se por um ano... Depois de um ano e um dia, encontram-se, e vem uma grande surpresa.  Apesar de muito jovens, a bela Elisha e o tímido Jesse, têm uma filmografia que inclui mais de 20 trabalhos cada um entre cinena e TV.

          Entretanto, a história romântica vivida pelos dois, não vou tirar o prazer de que a descubras, tu mesmo (a), no google ou nas locadoras. É de mexer com os corações mais duros,  e de roubar lágrimas de todas as que ao filme  assistirem.

         É, os tempos passam para todos nós. Mas as  coisas bonitas ficam. Alguém, numa poesia que escrever, num romance que editar, num filme que produzir, vai remeter-te ao sensível e profundo mundo do amor, do sentimento, da percepção romântica. Eu, estou nessa há muito, muito tempo...

Euclides Riquetti
02-07-2012

Morre Ângela Maria, a Rainha do Rádio Brasileiro

      

       Ângela Maria, cantora considerada a Rainha do Rádio no Brasil, também carinhosamente chamada de "Sapoti", morreu na noite deste sábado, aos 89 nos, num hospital de São Paulo. Nasceu em 1929, na cidade de Macaé, Rio de Janeiro, tendo como nome Abelim Maria da Cunha. Com 70 anos de carreira exitosa, 114 discos gravados, e mais de 60 milhões eles vendidos, deixa uma enorme legião de fãs no Brasil.

       Embora tenha gravado mais de 400 músicas, destaco aqui as de minha preferência: "Foi Deus", "Gente Humilda" e "Ave Maria do Morro".

      A cantora conviveu com pelo menos 6 homens, namorou outros, mas somente aos 51 anos passou a conviver definitivamente com  era casada com Daniel D'Angelo , em 1979 e juntos adotaram quatro filhos: Ângela Cristina, Lis Ângela, Rosângela e Alexandre.

       Aos 83 anos casaram-se legalmente, sendo que D ´Angelo foi, além de companheiro e marido, seu fiel empresário. Seus sucessos ultrapassaram as fronteiras brasileiras e sua voz ficou conhecida em todos os continentes, sendo requisitada para shows em outros países.

       Os brasileiros perdem uma das mais belas vozes e uma cantora de muito sucesso e talento.

Euclides Riquetti
30-09-2018


sábado, 29 de setembro de 2018

Gradação romântica






Janela quadrangular, vidro escuro
Roseiras, plantas, calçadas
E, o que haverá além do muro
Atrás da alva parede levantada?

Quem sabe um corpo desnudo
Ou um mistério indecifrável
Uma voz suave, um olhar mudo
Um coração frágil, ou inabalável?

Quem sabe uma rua bem rústica
Ou uma via ricamente pavimentada
Quem sabe uma celestial  acústica
Na mágica imensidão azulada?

Ou montes de concreto armado
Cimento, aço, madeiras e azulejos
Tudo simetricamente desenhado
Em que escondes sonhos e desejos.

Mas que, mesmo assim, ali vicejam
Plantas bem acarinhadas e vistosas
Que tuas mãos delicadamente regam
Com flores multicores e perfumosas!

Euclides Riquetti

A primeira rosa ... é você!

A primeira rosa de maio
 
 
 
 

        
A primeira rosa de maio rego com devoção:
Ela me traz a emoção dos encantos outonais
Com sua realeza e seus odores florais
Que embalsamam meu ardente coração.



A primeira rosa de maio poderia ser amarela
Ter a cor bordô, champanhe ou anilada
Mas ela floriu-se na cor rosa avermelhada
Sem perder sua condição de flor singela.






A primeira rosa de maio enfeita meu jardim
E se coroa como adorno sublime e natural
Esbanja seu charme matutino ou vesperal
E traz o perfume que se impregna em mim.




A primeira rosa de maio está te esperando
Para receber o carinho de tuas mãos graciosas
Para receber a suavidade das almas preciosas
Para colher a água com que a estejas regando.

Euclides Riquetti
05-05-2016
Rosa que fotografei no jardim
de minha casa em Joaçaba - SC
nesta manhã...

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Volte pelo mesmo caminho





Volte pelo mesmo caminho, mas volte
Ultrapasse os obstáculos e barreiras
Deixe que seu coração dengoso se solte
Que busque a sua realidade verdadeira...

Volte pelo caminho em meio às flores
Mesmo que no rude tapete de betume
Deixe-se invadir num mundo de cores
Feliz e  faceira como um vagalume...

Volte, e no seu caminho me reencontre
Onde quer que eu esteja me procure
Passe pelas estradas, passe pelas pontes
Que a trazem de volta vinda de alhures.

De Sul, de Norte, do ensolarado Leste
Venha mergulhar neste pequeno mundo
Ou, então,  me volte pelo lado do Leste
Venha para me dar o seu amor profundo.

De qualquer lugar, por qualquer estrada
Desde que volte porque quer voltar
Venha, sim, venha minha musa encantada
Para meus sonhos de novo embalar!

Euclides Riquetti



Uma canção para você


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Sempre que o sol doura este céu azulado
Traz-me lembranças dos nossos tempos
Marcas de saudades nos vêm do passado
Noites sonhadas, desenhos no firmamento.
Solidão indo embora, fica o amor sonhado
Ilusão em que navego a todo o momento.

Rezo pelo seu bem, sua alegria, felicidade
Adorável mulher, docemente encantadora
Perdição de min´ alma, desejo, saciedade
Catedral do amor, da paixão avassaladora
Alento do coração que sente sua saudade
Acalantos sonhados com você, sedutora!

Radiante, deita na areia o corpo desnudo
Alimenta meus sonhos com a voz macia
Leveza num rosto que ao longe procuro
Seio de amor, de sensualidade, de magia
Candura que provoca meu coração puro
Plana com graça num céu de harmonia.

Campos floridos a esperam calmamente
Exuberante como a ave mais silenciosa
Folhas flutuam e a saúdam alegremente
Olhar contagiante em mulher poderosa
Poesia há nos lábios rosados, contentes
Ternura transborda de sua aura ditosa!

Euclides Riquetti
28-09-2018











quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Corpos que se esculpem


 
 


Corpos que se esculpem e se queimam
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...

Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...

Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...

Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na  razão
Vidas que navegam em  incertezas...
São corpos que envelhecem cedo,  cedo
São almas que levitam,  sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.

(E se vão embora!...)

Euclides Riquetti

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A música do vento...




A música do vento... embala meus sonhos
E me leva pra longe... me faz navegar
A música do vento... afaga meu rosto
E me transporta pra perto... pra perto do mar!

A música do vento me vem como uma canção
Que você cantava
Pra me animar
A música do vento acalma meu coração
Me faz pensar em você
E de novo sonhar

Adoro o vento que vem brando
Que sopra suavemente
Que vem me acariciando
Como se fossem suas mãos...

Adoro o vento soprando
Deliciosamente
E que vem acalentando
As minhas doces ilusões...

A música do vento é assim,  prazenteira
A música do vento me traz esperanças
De reencontrar a verdadeira
E a mais saudosa das lembranças.

A música do vento... me faz sonhar!

Euclides Riquetti