quarta-feira, 12 de junho de 2019

As últimas rosas do outono



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Foram-se as últimas rosas de outono
Foram-se as pétalas das bordôs e das vermelhas
Que do fogo da paixão foram centelhas
Mas  que imergiram na calmaria...

Foram-se para dar lugar a outras que virão
Foram-se para o reciclo que fertiliza
Nas manhãs de pouco sol e muita brisa
Foram-se nas minhas aliterações e nas sinestesias.

Deixou-me  deliciosas lembranças o sol morno
Que tímido volveu meu ser para o passado
Para um antigo outono cinzento,  mutilado
Que  deixou-te maltratar meu coração.

E,  enquanto minha mente se embaralha
E busca entender da rosa a natural ausência
Rezo para que m'a mande de volta a Providência
Que reste ali, formosa, rosa branca, clara.

Que volte para acalentar meu coração
Que volte ainda antes do verão!
Mas que volte...

Euclides Riquetti

Poeminha: Eu te amo!


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Eu fiz pra ti este poema
Um poema de amar e querer bem
Eu fiz pra ti este poema
Apenas pra ti e pra mais ninguém.


Euclides Riquetti

Esvazia teu coração

E feliz Dia dos Namorados!



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Esvazia teu coração do que não te faz bem
Joga fora tudo o que não serve pra ti
Despe-o de tudo o que acumulaste ali
Livra-te de tudo conforme te convém.

Esvazia teu coração cumulado de erros
Joga para a terra as experiências inservíveis
Despe-o das lembranças frágeis e sofríveis
Livra-te de tudo o que te causa os medos.

Coloca  dentro dele os  meus versos francos
Sinceros mensageiros que te levam conforto
Mistura-os com teus dotes e teus encantos.

E, quando constatares que já raiou a aurora
Quando perceberes que ele não está mais morto
Abre-o para receber novas  paixões de agora.

Euclides Riquetti

terça-feira, 11 de junho de 2019

Doces palavras



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Doces palavras, é bom ouvir
Como é bom sonhar acordado
Como é bom o luar prateado
Como é bom ver-te sorrir.

Adoráveis carícias, é bom sentir
Como é bom sentir o afago
Como é bom nadar no lago
Como é bom ficar perto de ti.

Tua voz que na noite me chama
Que vem no sonho bem real
Vem para animar meu astral
Vem pra me dizer que me amas.

Receber teu amor, como o poeta diz
Me ajuda   a viver contente
Me faz sentir-te sempre presente
É estimula a  viver e ser feliz!

Euclides Riquetti

Sabor showkinho!



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Ainda dividirei com alguém
Um beijo sabor showkinho
Pra que possa me sentir bem
Feliz tal qual um passarinho...

Sabor gostoso de chocolate
Aroma doce que dá o prazer
Com gosto de lábio escarlate
E com vontade de te querer.

Um beijo pra nunca esquecer
Pra gravar e deixar guardado
Algo que nos ajude a viver
Ardente, infinito e desejado!

Que seja showkinho já agora
E que seja também cedinho
Pra deliciar-me não tem hora
Desde que tenha showkinho!

Euclides Riquetti
23-11-2015

Sentir-te na noite, desejar-te no dia...



Navegar por águas claras e tranquilas
Velejar por mares de amor e de paixão
Reviver todas as emoções e repeti-las
Mergulhar nesse  paraíso à exaustão...

Sonhar com flores, com anjos e sereias
Perder a vista no azul que borda o céu
Deitar-se no calor dos grãos de areia
Inspirar-se em leves nuvens cor de véu...

E, depois dos sonhos e de teus alentos
De teus abraços e dos teus carinhos
Entregar-nos ao doce frescor dos ventos.

Então, guardar o teu perfume e tua magia
Desviar-se  das pedras vis e dos espinhos
Poder sentir-te na noite, desejar-te no dia...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Vai, Cafu!

Replay: 




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Um dos maiores times que o Inter de Porto Alegre já teve

          O Cafu era meu vizinho quando nossas meninas tinham apenas um ano de idade. Era  pedreiro, trabalhava aqui e ali, em Ouro. Morava num anexo a um açougue desativado, do Benjamim Mioqueloto, há uns 8 metros de minha casa. Pois o Cafu tinha duas paixões: Uma menina e um menino,  e um time de futebol: O Inter, de Porto Alegre.

          Tinha bandeira do Inter, camisa vermelha do Inter, fotografias tiradas no Baira-Rio com os jogadores do Inter. Seu compadre, Dr. Vicente o levou lá para conhecer o estádio e os jogadores, e ele  tirou fotos com o Capitão Figuerôa, Falcão, Batista, Caçapava e Escurinho, todos craques daquele timão que fora campeão gaúcho numa grande sequência de vezes,  e ainda brasileiro. Numa das fotos tinha o Marcelo, um menino magrelinho, cabelos claros, filho do nosso médico. Até hoje esse menino, que agora já é bem adulto, posta fotos do Clube Gaúcho de seu coração na internet.

          O Dr. Vicente tinha um Fordeco. Um Fordeco, na década de 1970, inspirava charme e saudosismo. Equivalia a, hoje, ter um fusquinha daquele modelo que fabricaram até 1969, com aqueles parachoques cromados, que na hora de lavar davam mais mão-de-obra do que os que fizeram a partir de 1970. Gostava de desfilar com os filhos pelas ruas calçadas com paralelepípedos de Capinzal e Ouro. E, quando o Inter ganhava um campeonato, e ganhava muitos, comemoravam andando com o F-29.

          Mas, como não me propus a escrever sobre fuscas e sim sobre o Cafu, devo dizer que ele herdou o apelido graças ao de um ponteiro-direito muito veloz que jogava no Fluminense. Como ele trainava na mesma posição no Arabutã, o pessoal lá da Baixada Rubra, na antiga Siap, assim o apelidou. E, por uma acomodação da linguagem, uma corruptela da palavra, acabou se tornando o Cafu. "Cafú", pronunciado assim, mas sem acento, que a regra gramatical não permite.

          O Cafu recebia muitas visitas em sua moradia acanhada. Mas a esposa dele dava um jeito de tratar todos muito bem. Dona Eva resolvia tudo, até fazia o chimarrão. E o Cafu, na boa, sentava numa das cadeiras de palha, daquelas que o Fongaro produzia lá no Alto Algre, e acomodava o visitante. E, visita bem tratada, volta sempre. Quando chovia, era visita na certa, pois pedreiro que se preza não trabalha em dia de chuva, ainda mais se tem risco de asma. E outra coisa que não falta na caixa de ferramentas é o radio de  pilhas. Motorrádio, de preferência, com 4 pilhas médias. Pega de tudo. Até canarinhos, pombas, arapongas...

          Acomodado o visitante, a segunda parte era  a mostra do álbum  de fotografias. Virava cuidadosamente cada página, mostrava, explicava. Pois tinha até uma foto do Fordeco do Dr. Vicente, uma relíquea, com  bancos bonitos, lustrinho, rodas com raios cromados, até buzina tinha... E muitas dos jogadores do Inter.

        E, quando seu time perdia, abaixava a cabeça e ficava emburrado. Pegava um martelo e coitado  do prego que aparcesse na frente: era pancada em cima de pancada. A cerca da mangueira do açougue era o equipamento certo para suportar sua ira.

          Num em dia que foi fazer uma consulta, com o Dr. Vicente, é claro, me aparece em casa com uma caixa de papelão comprida. Eu não perguntei nada, pois cada um de nós cuidava de sua própria vida. No vidro de uma das janelas, colava santinhos do candidato adversário do meu nas eleições, provocava. Mas eu não entrava na dele... Nossa amizade era uma coisa, a política era outra. E ele era do Inter e eu do Vasco...Eles tinham o Falcão e nós tínhamos o Roberto Dinamite, que ainda não virara espoleta.

          No outro dia, quando volto da Escola onde lecionava, uma big de uma antena sobre o telhado. Pensei: "O Cafu comprou um televisor. Legal, agora a Eva vai ver novelas e as crianças vão ver o Balão Mágico. E ele o futebol".

          Na primeira oportunidade, entabulei conversa: "TV nova, Cafu?"

          "Não! É uma antena de FM. Não é de TV. Comprei um rádio FM e vou escutar a Transoeste FM, de Joaçaba. A antena é pro rádio!"

          Argumentei porque ele não comprou uma geladeira, então, que ainda não tinha. (Eu devia ter ficado quieto e não me metido na vida dele...)

         E ele respondeu-me: "A minha já tá chegando. Mais uma semana e você vai ver quanto frio vai fazer a partir de junho. Quem precisa de geladeira com um frio desses que vem aí?!"

         Esse era o Cafu!  Andei assuntando e me parece que se abriga  ali pelas bandas de Herval d ´Oeste. Ainda não obtive o endereço, mas vou encontrá-lo uma hora dessas. Quero ver aquele álbum com aquelas valiosas fotos dos maiores craques que o Inter já teve. E rever o Cafu e, de repente, reencontar suas crianças, que já devem estar bem grandes!

Euclides Riquetti
02-06-2013

Nas areias claras dos desertos



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Porei as letras de teu nome em meu diário
Quem sabe bordadas em pano de algodão
Que eu  guardarei com zelo extraordinário
Para utilizar na letra de uma nova canção.

Um nome dissílabo, talvez até paroxítono
E quem sabe uma silhueta em frente ao mar
Um nome que eu pronunciarei em uníssono
Uma tela que eu pintei apenas pra te retratar...

E, se as letras não formarem a combinação
As palavras para que eu componha os versos
Procurarei nas areias claras a inspiração:

Com uma varinha mágica  eu configurarei
Teu rosto nas areias claras dos desertos
E, se o vento o apagar, de novo eu o farei.

Euclides Riquetti

Aceite meus versos como se fossem rosas








Aceite meus versos como se fossem  rosas delicadas
Leia-os com o doce sabor de seus lábios vermelhos
Livre como as garças que voam elegantes e encantadas
Alente seu coração, acalente e alma e alimente os desejos
Seja mais que  a musa que inspira as canções eternizadas....

Apenas abra-se a eles, sem nenhuma condição a impor
Receba-os com amor, frutos de  minha  tênue  inspiração
Creia nos propósitos, nas palavras, nos sonhos do sonhador
Dono  de sentimentos nobres que se transformam em paixão .
Antes de fechar seus  olhos para seu  sono reparador
Atice os seus pensamentos que navegam na imensidão
Diga, então, que também me quer,  e me deseja com ardor.

Idealizada, imaginada, concebida com elegância extremada   
Divinamente descrita nos versos mais bonitos e singelos
Avalanche de amor, de sedução, uma pintura redesenhada
Discretamente, mando-lhe rosas vermelhas ou lírios amarelos
Andante do universo estrelado, musa bela e encantada
Dádiva de Deus a semear beleza a enfeitar,  a perfumar castelos...

Euclides Riquetti

domingo, 9 de junho de 2019

As vias da democracia



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      Costumo dizer que a democracia brasileira não segue padrões,  é atípica. Então, estabeleço, para mim mesmo e meus interlocutores um caminho, uma espécie de via ou estrada por onde os políticos correm, cada um com sua opção partidária, com seus costumes e vivências.

       Assim, realizo-a com um leito de seis metros de largura, em que traço cinco pistas, sendo quatro de um metro e outra de dois metros de largura, por onde os políticos costumam transitar. A de dois metros, ao centro, com duas de um metro em cada um de seus lados. É uma estrada longa, sinuosa, confusa.

       Na primeira, à esquerda, situam-se os que são filiados aos partidos de esquerda, notadamente os do PT, PCdoB, Psol. Na quinta pista, a da direita, alojo os recém-chegados, alguns neo-políticos, onde se alojam os do PSL e afins. Na do meio, com dois metros, a mais larga, transitam os de vários partidos, comportando PSDB, PMDB, PP, PTB, PSD e DEM. De nosso amontoado de partidos, cujos filiados nem sequer conhecem seus programas, sobram a segunda e a quarta pistas, de um metro de largura cada uma. Alinhando-as, ficamos com raias enfileiradas onde os que correm por elas buscam alguma direção, ou direção nenhuma. Isso lhe parece controverso? Pois é isso mesmo! Para clarear ou para confundir de vez sua cabeça.

       Sempre digo que a esquerda e a direita são necessárias ao País. A esquerda nos governou em 14 dos últimos 20 anos. A direita nos tem governado por 5 meses e uma semana. A turma do centro, a que anda na larga raia do meio, “cuidou de nós” por umas três décadas. Centro e esquerda sucederam os governos militares, ficaram o tempo todo classificando a direita como incompetente e corrupta. Pois conseguiram fazer pior do que eles, deixando campear a corrupção, a ladroagem, o apadrinhamento aos incompetentes, a omissão em questões muito sérias e o aparelhamento ideológico no funcionalismo público e nas universidades.

       Temos uma confusão política, uma certa incapacidade administrativa e, agora, uma direita tentando impor sua ideologia. Há três décadas e pouco, li e escrevi uma monografia sobre o educador Moacir Gadotti, que esteve em Capinzal recentemente palestrando no Simpósio Pedagógico do Colégio Mater Dolorum, e tive o entendimento de uma de suas linhas de pensamento onde diz que todo o ser oprimido se torna um opressor em potencial. Trazendo isso à realidade, dá para ver que a esquerda foi oprimida durante o período do Governo dos Generais, surfou nas ondas acalentadoras dos governos do MDB e do PSDB, oprimiu a direita por 14 anos e, agora, a direita dá o troco a partir do Governo de Jair Bolsonaro.

       E, nesses anos todos, em mais de 30 anos de redemocratização, o centro, que não gosta de ser chamado de Centrão, deu as cartas do jogo, aproveitou-se de todas as situações possíveis, ajudou a quebrar o Brasil, derrubou Collor e Dilma, o primeiro por causa de uma Fiat Elba e esta por causa de uma pedala fiscal. Fez como o agente que joga droga no carro do malandro para incriminá-lo... E tem as rédeas da condução do destino econômico e político do País, vai continuar dando as cartas do jogo, aprovando, no Congresso apenas o que lhe convém.

       E é aí que vem a importância de que se ocupem a segunda e a quarta raia da estrada da democracia. A esquerda, posicionando-se na número dois, fazendo a oposição necessária e responsável, mas com um comportamento ético e lúcido. Enquadro nesse caminho políticos do calibre do catarinense Neodi Saretta e do gaúcho Paulo Paim. Os da direita, que transitem na raia número 4, deixem de ser ridículos, pensem no Brasil com seriedade, sem tentar impor sua ideologia de direita, que é tão nefasta como a da esquerda radical. Posso sugerir o seguimento de pensamentos como os dos ex-Deputados Odacir Zonta, Otávio Gilson dos Santos, Jorgelino Rosa e do atual Senador Jorginho Melo.

       Já os que ficarem se alojando no caminho do Centrão, continuarão ainda detendo forte e considerável poder, mas cedo ou tarde vão acabar banidos da política como o foram muitos de seus colegas nas eleições do ano passado. Precisamos de políticos com responsabilidade!

Euclides Riquetti – Autor de Crônicas do Vale do Rio do Peixe e outros lugares  www.blogdoriquetti.blogspot.com

Caminhar juntos... em alguma estrada!



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Caminhar juntos, depois afastar-se
Lembrar do sorriso, e  imaginar...
E então...   reencontrar-se!
Rever-se, entender-se,  com  apenas  um olhar
Caminhar juntos, em direção ao nada!
Caminhar juntos, pensar, sonhar..
E mais nada!

Sorrir o sorriso que diz tudo
Acenar o aceno da alma leve
Dar falas ternas ao coração que está  mudo
Não dizer adeus, pois a despedida fere...
Ver-nos-emos de novo, ao longo da estrada
Ver-nos-emos de novo, num momento breve
Em alguma estrada...

E, no encontro de todos os caminhos
Nos aclives e declives, com ou sem espinhos:
Você!
Mesmo quando tudo parecer longe, distante
A silhueta divina, doce, elegante:
De novo você!  Para caminharmos juntos
De novo
Eu e você! Só nós dois...

Euclides Riquetti

Pelos oceanos da paixão



Viva, intensamente, todos  os  seus momentos
Viva a alegria, muito mais  com  seu coração
Dê asas a todos os seus melhores sentimentos
Navegue, sutilmente, pelos oceanos da paixão.

Viva, porque viver é uma bênção divina e cara
Porque viver é o grande dom que Deus nos dá
Porque viver  é nossa joia mais preciosa e rara
É o nosso pão e o vinho, é nosso melhor  maná.

Viver em harmonia, entregar-se e receber amor
Andar com pés descalços nas areias ou na relva
Render-lhe, com toda a devoção, o devido valor.

Cuidar para que ela jamais venha a ser abalada
Pelos infortúnios advindos desta impiedosa selva
Viver pelo amor, para amar, viver para a amada!

Euclides Riquetti