quinta-feira, 20 de junho de 2019

Talvez da Torre Eiffel...



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Que tal subirmos a torre infinitamente alta
E olhar para o horizonte na tarde de céu anil?
Que tal olharmos para as luzes da ribalta
E nos deliciarmos com a noite fresca e gentil?
Ou, da Torre Eiffel, admirarmos a cidade em calmaria
Depois dos desatinos que a assolaram no outro dia?

Importa, sim, olharmos para a mesma direção
Sentirmos no coração a saudade ou a alegria
Sentirmos,  em cada momento,  uma terna emoção
Um doce lembrar, uma doce nostalgia...
Ou, se olharmos para planos diferentes
Recostarmos nossos corpos efervescentes!

E, se não houver um tal que muito importe
Que não haja nada que possa nos entristecer
Se não houver uma emoção terna, mas muito forte
Que haja um piano a nos brindar e a nos sorver
Com as melodias dos cancioneiros universais
Pra que nosso amor não morra  jamais!

E, como diria Lennon: Living life in peace, you too!

Euclides Rique

Como se não existisse paz!

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O mundo está virando... já virou
E ficou virado!
Parece-me que já não há tantas verdades
Há desamor, atrocidades
E que tudo mudou.
Mutilaram-se as cidades
Apedrejou-se o céu, assassinaram os rios
Indefiniu-se o comportamento
Do tempo.
Ora chuvas descontroladas
Ora assolador estio.
Quisera que houvesse menos tragédias
E que a realidade não seja travestida de comédias.
Quisera que imperasse o senso da honestidade
E que as pessoas agissem com mais seriedade.
Quisera que nascessem flores ao longo das estradas
Mas estas precisariam terem sido plantadas.
Quisera que os males tivessem a devida cura
E que as almas pudessem pintar-se de brancura.
Precisamos que a mão da Divina Providência
Nos abençoe com sua força e excelência
Pois:
É como se não existisse mais amor
É como se não existisse paz!
Euclides Riquett

Preciso de você

 

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Preciso de você, incessantemente
Para melhorar o espírito e meu astral
Para poder me perder, perdidamente
Preciso de você no meu mundo real...

Preciso tanto como preciso da água
Como preciso do ar para respirar
Preciso de alento para minhas mágoas
Como a vela do vento para singrar...

Preciso, sim, e isso é incontestável
É definitivo, não entra em discussão
Preciso do abraço suave e agradável...

Ah, como eu preciso e eu quero ter
Todos os afagos ao meu coração
Ser feliz é amar, ser feliz é viver!

Euclides Riquetti
18-11-2015

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Cuide de seus sentimentos


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Busque dar sentido aos seus sentimentos
Dê-lhes a solidez de que tanto precisam
Enseje para que eles não se tornem um tormento
Faça-os fluírem em direção à vida.

Busque fortalecê-los em plena abundância
Canalize-lhes energia que lhes dê alento
Faça com que se nutram de doce fragrância
Cuide por demais se seus sentimentos.

Libere-os das amarras que  tanto  a torturam
Mergulhe num mar de novas possibilidades
Dê o grito de liberdade que seu  coração precisa
Para que possa encontrar um amor de verdade.

E ser feliz!

Euclides Riquetti

terça-feira, 18 de junho de 2019

Há 42 anos perdi meu pai...





      

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          Há exatos 42 anos hoje, perdi meu pai... Ele tinha 55 anos e foi acometido de doença muito grave. Minha mãe estava com 53. Ficamos os seis filhos sem o querido pai. Quase perdemos o rumo!
       
          Agora, tanto tempo já passado, nossa vida mudou muito. Ele teria hoje, dez netos e 4 bisnetos.  Não conheceu nenhum deles. Perdemos um ótimo pai, pessoa de muita cultura e conhecimento. Líder, nos dava bons exemplos e ensinamentos. Colocou-nos no caminho do bem e isso foi o maior legado que nos deixou.

         Parece-me que tudo foi ontem. Lembro-me de cada detalhe dos últimos tempos de vida dele. Eu estava com 24 anos de idade e vivera metade deles longe da família. E isso me entristece, pois quando eu estava em condições de entender bem a vida, de buscar mais informações sobre a vida dele, eu o perdi. Por isso mesmo, quando tenho oportunidade de estar perto de meus filhos, faço-o com muita alegria. Nos últimos 5 dias, passamos perto do Fabrício e da Luana, em Curitiba, e da Michele e do Daniel, em Ponta Grossa. E ainda vamos rever a Caroline e a neta Júlia.

          Amar e valorizar os familiares é dignificante e prazeroso. Mesmo tendo muitas saudades, lembro com carinho de todos os momentos que vivi com o Guerino. Fomos até contemporâneos na Fafi, em União da Vitória. . Eu cursava Letras e ele Geociências. Em 1974 parou seus estudos porque adoecera e em 1975 faleceu.

          Agora, com a mesma saudade intensa e o mesmo carinho, procuro propagar sua memória. Mais do que ter virado nome de rua, de escola, de biblioteca e de museu, o professor Guerino Riquetti foi meu pai, a quem muito admirei, por quem nutri muito amor, e de quem tenho muito orgulho.

Um carinhoso beijo na testa, um abração a você, lá no céu, da mesma forma que meu filho me abraça hoje.

Carinhosamente,

Euclides
Reeditado em 18-06-2019

Como a mordida da maçã


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Eu quero ser como a sua mordida na maçã
Sentir a caliência de seus lábios vermelhos
Seus dentes brancos refletidos num espelho
Ou a avermelhada grana da fresca romã...

Eu quero ser de suas frases as reticências
O pensamento interrompido, a sua dúvida
O gostoso néctar das ameixas e das uvas
Ou breves hiatos de sua vida em turbulência...

Eu quero ser a nota da canção que você canta
Naqueles momentos de saudade, nostalgia
Pra devolver a você toda aquela alegria
Ser seu esteio, o seu norte, a sua segurança...

Eu quero, mesmo, é fazer parte de sua vida
Ser como a água que sempre mata sua sede
A mão que a afaga quando deita na sua rede
A resposta a suas questões não respondidas!

Euclides Riquetti
18-06-2019




O primeiro vento...




O primeiro vento que roçou meu rosto
Trazendo-me um doce bálsamo floral
Veio para se impregnar no meu corpo
Na manhã de sol e de um mar colossal.

Veio suave e  me trazendo as gaivotas
Com seus gemidos e os seus planares
Olho, no oceano, as distantes ilhotas
E voa meu pensamento sobre os mares.

O mesmo lufar que me traz saudosas
As lembranças que me fazem feliz
Traz-me também a energia prazerosa
Que me impele a te querer e sentir.

Então, enquanto contemplo a calmaria
E me transponho pelo azul celestial
Eu me perco na nave da nostalgia
E busco te encontrar no espaço sideral!

Euclides Riquetti

O perfume da chuva




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O perfume da chuva que cai, transparente
Que perfuma o ar que entra pela janela
Me envolve em devaneios e me revela
Uma doce nostalgia a me tomar de repente.

Os odores que por ela são aqui trazidos
Exalados das brancas orquídeas tropicais
Misturam-se em meus sonhos irreais
E desnudam sentimentos nunca sentidos.

E, se por te amar eu sofro muito e tanto
Por te querer eu te quero e tanto te procuro
Seja no dia ensolarado ou naquele escuro
Eu me seguro pra conter meu pranto.

E, se por teimosia ou por obstinação
Eu continuar esperando pela perfumada
Aguardarei por ela durante a madrugada
Quero que volte ao seio de meu coração.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Ninguém jamais irá te amar como eu te amei



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Ninguém jamais irá te amar como eu te amei
E isso brotou do fundo de meu coração
Sentimento sincero, amor puro, muita emoção
Porque jamais alguém te amará como eu te amei!

Ninguém jamais irá pensar em ti como eu pensei
E isso vem das profundezas de minha alma
Vem da oração que me redime, que me salva
Porque ninguém jamais pensará em ti como eu pensei!

Ninguém jamais irá lembrar de ti como eu me lembro
E isso vem de minhas mais recônditas memórias
Vem de nossos bons momentos e de nossa história
Porque me trazes as melhores coisas de que eu lembro!

Ninguém jamais vai te querer como eu te quero
E isso ficará registrado junto a minha mente
Querer é o meu sentimento de desejo ardente
Porque tu és o grande amor que eu tanto quero!

Euclides Riquetti
17-06-2019



Na subida da maré




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Na subida da maré
Deixei-me levar
Fui buscar os seus encantos
Nas ondas do mar.

Por conta da maré
Comecei a me inspirar
Imaginei lugares tantos
Onde a fui procurar...

Procurei nos pensamentos
Nas florestas e gramados
Senti o seu corpo  nos ventos
Deliciosamente perfumados.

Na descida da maré
Você foi embora
Foi pro sul se esconder
Nas lembranças de outrora...

Foi como os sonhos vividos
De quem deseja e quem quer
Sonhos de hoje, sonhos antigos
De menina mulher!

Bem assim, apenas assim!

Euclides Riquetti
12-12-2015

De repente, uma saudade...



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De repente, me bateu uma saudade...
Não sei de quem...
Não sei de onde...
Não sei por quê...

Acho que é como um clima de Natal...
Que amolece o coração dos rudes...
Que enternece a alma dos brutos...
Que desperta a sensibilidade
Em tempos de fraternidade!

De repente, me bateu uma saudade...
Um sentimento que não se explica...
Que não se define...
Que não se reprime...
Que vem e que fica!

De repente, bateu uma saudade...

Acho que são os anos
Que nos fazem somar lembranças...
De nossos tempos de criança...
Mas que nos fazem sentir saudades!

Saudades de ti..,
Saudades de mim mesmo...
Saudades...
Apenas saudades!

Euclides Riquetti

Laranjas maduras


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Belas e doces laranjas maduras
Enfeitam meu campo de visão
Enquadradas em cândidas molduras
Nas lembranças de meu coração.

Laranjas misturadas às ponkãs
Aos frutos das verdes goiabeiras
Aos avermelhados das maçãs
Aos raros pomos das pitangueiras.

Laranjas Bahia ou Valência
Perdidas em meio às folhas verdes
Que adocicam-se na essência
Que ajudam a matar minha sede.

Belas e frescas laranjas numa sacola
Ou na sua mesa, em sua fruteira
A lembrança feliz que em mim rola
Que anima minha alma faceira.

Laranjas maduras de que gostas
Laranjas maduras das saudades
A vida é bem mais do que apostas
A vida é a busca de felicidade!

Euclides Riquetti
17-06-2019








Eu queria saber o que o seu coração sente






Eu queria saber o que seu coração sente
Quando você se lembra de mim
Se há a dor de um amor ausente
Ou nada mais resta, nada mais, enfim...

Eu queria saber se há alguma razão
Algum motivo simples, aparente
Algo que pode lhe tirar o chão
Ou você não me quer mais, simplesmente...

Eu queria saber, apenas por saber
Se o seu coração ainda tem sentimentos
Ou se resolveu apenas me esquecer
 Para ativar ainda mais meu sofrimento...

Eu queria saber se é apenas bem assim...

Euclides Riquetti

domingo, 16 de junho de 2019

Lurdes Persch - a história que não escrevi!

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Lurdes Persch nasceu em Capinzal, em 10 de outubro de 1940, ali perto da Igreja Matriz São Paulo Apóstolo e  na frente do Salão Paroquial. Ainda adolescente, veio morar em Joaçaba. Tornou-se professora, por suas mãos passaram milhares de alunos, na área de Estudos Sociais. Eu a conheci há quatro décadas. Professora da Rede Estadual de Ensino aqui em Joaçaba, ficamos amigos. Adiante, tornou-se Coordenadora/Presidente do SINTE microrregional, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação. Lurdes faleceu ontem e foi sepultada hoje.

       Durante todo o tempo em que atuei na Educação, como professor, tive um ótimo relacionamento com ela. Muito convicta, defendeu com unhas e dentes a implantação do Piso Nacional de Salários do Professor em Santa Catarina, liderou comitivas para defender a categoria nas assembleias que foram realizadas em Florianópolis. Com destaque para a sua atuação nos primeiros anos da presente década, onde dispunha de toda a sua energia e de seu dinamismo.

       Adiante, foi acometida do Mal de Parkinson, mas mesmo assim continuava a andar pelas ruas de Joaçaba. Quando a convidava para viagens, dizia que viajaria adiante, que agora tinha a preocupação com sua irmã Mirna, acometida da Doença de Alzheimer. Mirna esteve internada no Centro Vivencial da terceira Idade, no Itacorubi, em Florianópolis. Nós a vimos numa das vezes que fomos visitar minha sogra quando lá esteve internada. Noutra oportunidade, nós a vimos em Blumenau, onde se encontra internada até o momento numa Instituição das Irmãs Polonesas, onde cuidam de pessoas idosas. Hoje, por ocasião do passamento de Lurdes conheci sua filha de nome Perpétua.

       Pois que há um mês encontrei a Lurdes e uma de suas irmãs, a Edi, na equina das Lojas Bonatto, aqui no centro da cidade. Conversei com elas mostrei meu livro Crônicas do Vale do Rio do Peixe e outros lugares, autografei um volume para ela. Foi então que ela me contou de um sonho que tinha: Ter um livro escrito sobre sua vida, um livro biográfico, Explicou-me que já tentara isso no passado, que contratara uma jovem para ir escrevendo o que ditasse, pois não conseguia mais escrever, projeto este que não prosperou.

       Conversamos muito e trocamos os números de telefone. Combinamos que depois do dia 10 de junho ela me ligaria ara que fosse à casa dela para projetarmos a edição de um livro sobre a história da vida dela. Falamos sobre a sua irã Mirna e diversos outros assuntos. Iniciamos, ali mesmo um plano para que eu escrevesse sua História. Eu levaria uma pessoa comigo para ir gravando, faria a ela as perguntas, como se estivesse fazendo uma reportagem. Escolheríamos fotos para ilustrar a obra e eu buscaria ajuda de uma pessoa para fazer a diagramação. Eu mesmo negociaria com a mesma gráfica, a Blumen, sobre os custos, a mesma que imprimiu meu livro.

       Lurdes ficou muito animada, até decidimos que a foto de capa seria uma que ela tirou em seu Baile de Debutante, em plena juventude. Tudo ficou combinado e eu aguardaria que, após os procedimentos odontológicos a  que se submeteria, ela me ligaria para iniciarmos a redação de seu livro.

       No entanto, na manhã deste domingo, 16, ficamos sabendo de seu falecimento, através de mensagem de uma amiga em comum. Fiquei muito assustado, não imaginei que ela fosse falecer assim, de repente. Estive lá poucos minutos depois, fiquem um tempo considerável. Houve uma celebração do Bispo Dom Mário Marques, da Mitra de Joaçaba, com quem tenho algo em comum: ambos nascemos dia 23 de novembro de 1952, juntamente com outro amigo, o Joventino De Marco.

       Dom Mário fez uma bela celebração, bastante informal em sua mensagem, lembrou da amizade que tinha com a Lurdes e sua família. Falou da importância de as pessoas viverem a vida "curtindo" os bons momentos, usou até uma expressão muito conhecida: "Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". Lembrei-me da frase que o meu professor Geraldo Feltrin, em 1972, na Fafi, em União da Vitória, me ensinou: "Neve put off until tomorrou all what you can do today".

       Aos familiares da amiga Lurdes Persch e a toda a sua legião de amigos e ex-alunos, um fraterno e condolido abraço.

Euclides Riquetti e Família
16-06-2019