terça-feira, 23 de março de 2021

Ficarei te esperando... sempre!

 




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Ficarei te esperando
Na beira do Mar
Pra te ver mergulhando
Pra te ver nadar...

Serei como a areia
A afagar os teus pés
Bela e  doce sereia
Doce e  bela mulher...

Nas águas do Arroio, sim
Quando vais te banhar
Vais te lembrar de mim
De mim vais te lembrar...

Nas tardes mais quentes
Nas manhãs mais frias
Pensarás como sempre
Na nossa alegria...

Pois estarei te esperando
Na beira do Mar
Num Arroio  nadando
Pra poder te abraçar...

Euclides Riquetti

Indiferença

 


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O ser humano suporta a adversidade
Ele tem o poder da recuperação
Mas não suporta nunca a rejeição
Nem a renúncia a sua felicidade.

O ser humano é muito complicado
Cada um tem sua individualidade
Cada um os seus valores e verdades
É um mistério a ser desvendado...

O ser humano gosta do fascínio
Da beleza e do encantamento
Mas é vulnerável ao sofrimento
Que o possa levar ao declínio.

O tempo cura as feridas e as dores
Mas deixa suas marcas e cicatrizes
Não é uma regra com diretrizes
Também não é jardim de flores.

Resta, ao ser, cultivar a amizade
O diálogo e o bom entendimento
Viver com positivo pensamento
Preservar o amor e a lealdade!



Euclides Riquetti

Quando a esperança renascer das cinzas

 


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Quando a esperança renascer das cinzas
E então o  verde corar todos os gramados
Quando as florinhas amarelas voltarem
Nos campos do Sul de céu azulado...

Quando os seus cabelos forem sacudidos
Pelo vento fresco da manhã de solidão
Quando sua voz movimentar os sentidos
E eu poder ouvir a sua doce canção...

Quando no horizonte eu puder vislumbrar
A silhueta imaginária de seu corpo elegante
Quando na noite, de novo,  puder recordar
As linhas doces  e a beleza de seu semblante..

Eu saberei que valeu a pena!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 22 de março de 2021

Quando, de novo, o sol nos voltar a brilhar

 




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Quando, de novo, o belo sol nos voltar a brilhar
E pudermos ouvir o coro dos canários e pardais
Quando o doce canto das gaivotas nos acordar
Como nas manhãs de que não esquecerei jamais
E Deus, com suas Divinas Mãos nos abençoar
Entenderei que o pouco é melhor que nada mais!

Talvez nosso desejo de possuir nos torne exigentes
Desperte em nós a vontade do mais ter e do querer
Renunciar a bens preciosos nos deixa descontentes
Quando nos acostumamos a ganhar é difícil perder
E não haverá nada que nos possam deixar contentes
Se não abrirmos mãos de nossa vontade de vencer!

E, quando chegamos ao ponto de sentir pena e dor
De nos martirizarmos por causa de vãs desilusões
É porque dentro de nós ainda existe muito amor.
Mas, quando aprendermos a dominar as emoções
E buscarmos um mundo de beleza e de muita cor
Poderemos brindar à alegria e paz nos corações!
Euclides Riquetti

Saúde: A certeza das incertezas

        





       O atual Ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, está sendo substituído pelo médico cardiologista Doutor Marcelo Queiroga, paraibano, em seu cargo. O anúncio foi feito pelo próprio presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira, 15. Os parlamentares do centrão não gostaram da escolha de Bolsonaro. Mas não esboçaram maiores reações. Hoje, emitir a opinião sobre o assunto é uma temeridade. Só temos uma certeza nos tempos atuais em relação à saúde: só há a certeza de que temos muitas incertezas...

      Enquanto isso, recordes encima de recordes em número de óbitos. Vale registrar que o “fator Lula ”, agora livre para concorrer às eleições presidenciais em 2022, fez com que o Presidente “se me xesse” e passasse dar à saúde a atenção que de veria ter dado há mais tempo. Pazuello está saindo sem criar problemas, é um militar disciplinado. Aceitou uma missão inglória, que é servir a um senhor negacionista, que se pauta mais nos nortes de seus filhos do que na necessidade de resol ver os problemas mais sérios que temos no momento, que é a extrema ação de combate à propagação do no vo coronavírus, causador da doença Covid 19, a qual mata, com a sua força letal, milhões de pessoas em todo o mundo.

        Nosso estado, Santa Catarina, vive um drama de terror, que são as mortes, a falta de UtIs, as filas de esperas e o desespero de quem perde seus entes queridos sem sequer terem o atendimento adequado. Os primeiros movimentos do no vo ministro, que terá a companhia do que está sendo substituído por até duas semanas, serão observados por toda a imprensa, a classe política e os meios da medicina e da ciência. Vai, também, rezar pela cartilha do chefe, que tem posições facilmente contestá veis. Queiroga vai ter que “bailar muit o” para poder fazer o combate à pandemia acontecer e aguentar as destemperanças do chefe, um ser totalmente deselegante no falar e um péssimo e xemplo a ser seguido no comportamento em relação a protocolos de saúde. Alguns analistas consideram que, nos primeiros dias, o no vo ministro está “passando no teste”. A mudança pode repetir o que aconteceu com o MEC: Saiu um ministro confuso e entrou um equilibrado! 

       Aqui nas regiões Oeste e Meio Oeste, a situação continua crítica. Aliás, o estado inteiro está em vermelho no mapa de risco da pandemia, na classificação gr avíssimo. Mas em Chapecó, no início da semana, verificamos uma sensí vel redução nos caos ati vos. O mesmo em Capinzal/Ouro e outras cidades. Já verificamos que as pessoas estão usando máscaras, em sua maioria, dentro dos carros. E os mercados e hotéis retomaram a medição da temperatura de quem adentra os estabelecimentos.  Há a necessidade de uma fiscalização ainda mais rígida e as pessoas precisam fazer a sua parte. A imprensa está denunciando, mas muitos valentões continuam por aí, como se nada esti vesse acontecendo. Tenho amigos de longa data, médicos, que estão em situação de muita dificuldade. Em duas semanas, perdi três primos cuja vida foi ceifada pela Covid. Amigos, conhecidos, ex-alunos, vizinhos. E ainda há pessoas que acham que a falação é maior do que aquilo que vem, realmente, acontecendo. Acompanho os calendários de vacinação de diversas cidades aqui do Meio-Oeste e mesmo do Paraná. Vibro cada vez que descubro que um familiar ou um amigo está sendo vacinado. Pego as estatísticas de várias cidades e faço minhas projeções, ligo para as pessoas e elas ficam animadas.

       As vacinas recebidas por Santa Catarina, nesta semana, vão ajudar muitas pessoas, mas é preciso continuarmos com todos os cuidados, mesmo porque a imunização não é imediata. Fazer o possí vel e o impossí vel para reduzir a transmissão do vírus, cumprir os protocolos e cuidar. Cuidar-se e cuidar. Espero que o no vo ministro possa trabalhar, fazer as coisas andares mais depressa e fazer aquilo que precisa ser feito. Enquanto isso, anda por aí o vídeo em que um vereador sugeriu, para a cidade de Canela, no Rio Grande do Sul, que a prefeitura or ganize a pul verização com álcool que vai ser dispensado sobre ela por aviões de agropecuaristas, para matar o vírus que está no ar.. 

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com Euclides Riquetti www.blogdoriquetti.blogspot.com JORNAL CIDADELA | EDIÇÃO Nº 1017 | JO AÇABA - SC, 19 DE MARÇO DE 2021.

Num delírio terno e santo...

 



Hoje não é apenas mais um dia nesta nova estação

Azul anilado neste céu outonal, chuva no telhado

Nos ares deste imenso mundo verde, nosso chão

Nas planícies de um mundo por Deus abençoado.

Lua e sol a delinear seu sorriso tão bonito e franco

Mares de águas espumosas a flutuar desafiadoras

Trazidas pra lavar meus pecados na tarde tentadora.


Incertezas pairam no ar em tempos difíceis e de dor

Amar é o verbo que precisará ser mais conjugado

Cores precisam ressurgir nos céus, em rostos e almas

Pois você desperta em mim os instintos selvagens

Tanto quanto as areias são a morenice de seu fulgor

Olhos seus a me fitarem e eu aqui a contemplá-los

Olores de cravos nos seus beijos, doces sentimentos

Nos nossos corpos se fundem em desejos e perdição

Chama que nos incendeia, frenezi, bons  momentos. 


E, se a chuva dissipa as dúvidas e avilta as emoções

E, se a noite dos amantes nos cobre com seu manto

Quando a negritude apenas aceita os riscos estelares

Ah, enconstam-se, de frente, nossos frágeis corações

O meu, o teu, os nossos, num delírio terno e santo

Vai meu pensar recostar-se ao seu, cortando os ares

Vai ancorar no porto que banha seus pés delicados

Pelas águas de um grande e formoso rio acariciados!


Euclides Riquetti

22-03-2021




Euclides Riquetti

22-03-2021


 






Sim, anjos existem!

 

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Sim, anjos existem, estão em todos os lugares
Protegendo-nos, cuidando-nos, flutuando
Nas paredes dos templos e nos altares
No coração de cada ser bondoso e venerando.

Anjos existem e nos dão os seus sinais
São presença constante em toda a nossa vida
E depois que surgem, não somem jamais
Sempre presentes na dor e na alegria sentida.

Anjos se vestem com suas túnicas brancas
Com as asas branquinhas da cor do algodão
Pousam nos seres das almas mais francas
Voam pelos ares e céus de toda a  imensidão.

Sim, os anjos existem e você é um deles
Pois está presente em todas as minhas ações
Anjo de amor que mata minha sede
Rezo por você as minhas singelas orações.

Euclides Riquetti

Querer, ousar, desejar, vencer!

 





Querer... ir além do habitual
Ousar... buscar a vitória do bem sobre o mal
Desejar... fazer da vida um caminho a ser palmilhado
Vencer... para que os sonhos sejam concretizados.

Buscar...  constantemente, jamais esmorecer
Agir... determinadamente, sobrepor-se a vales e montes
Lutar...  bravamente, lutar para vencer
Comemorar... alegremente, a luz no horizonte!

Sorrir, porque o sorriso é a chama que nos aquece
Comemorar, porque as vitórias precisam acontecer
Sentir, porque o sentimento motiva e fortalece
Ser feliz, porque a felicidade nos engrandece!

Obrigado, Deus, pela força que me dás!

Euclides Riquetti

Quando me despedi das águas do mar

 




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Quando me despedi das águas do mar
Molhei meus pés nas suas espumas
E, na estrada me perdi entre brumas
Com o chuvisco frio a me incomodar.

E, nas areias macias que acariciavam
Meus pés ansiosos para te reencontrar
Desenhei corações que se buscavam
Que se fundiam na vontade de amar.

Nas horas que se seguem desde então
Meu pensamento vai encontrar o teu
Buscar em ti a mais doce ilusão...

E, nos outros dias que ainda virão
Buscar-te-ei para vir ao mundo meu
Para vivermos nossa grande paixão!

Euclides Riquetti

domingo, 21 de março de 2021

A autonomia (necessária) da mulher

 



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         Sempre fui um razoável observador do comportamento humano. Posso dizer que, por ter vivido um considerável tempo,  já vi de tudo na vida. Vi maridos e namorados desestimulando as esposas (ou namoradas) a dirigirem carros, a estudarem, a terem um trabalho que lhes permita uma independência financeira e outras coisas mais. A autonomia de muitas mulheres vai sendo tolhida com o tempo e, com o passar deste, acabam inseridas num contexto de dependência e até de submissão. As mulheres já são maioria em muitos cursos universitários. Nos de formação para atividades da educação, são maioria esmagadora.

         Mesmo com todo o espaço que é dado ao tema no meio televisivo, especialmente nos debates que proporcionam, a situação de dependência, ou relativa dependência,  é uma realidade gritante dentre os casais. A tolerância exagerada acaba afunilando isso para uma situação nada agradável, nada conveniente para a mulher, que na ordem das coisas acaba fragilizada e com isso dominada pelo parceiro. Mas...

         Mas é sempre,  e há sempre, o tempo para jogar tudo pro alto e começar vida nova.  Claro, dar um basta na submissão! E buscar a necessária autonomia. Ter suas próprias coisas, sem depender do marido, ter uma boa renda e uma previdência que lhe permita viver com dignidade na maturidade ( a parte mais difícil...), ter liberdade para buscar a universidade, os cursos técnicos de formação profissional, poder juntar-se às amigas para comemorações ou simplesmente divertir-se. E dirigir seu carro, ora essa! E, o pior, é que muitas vezes o tal carro foi comprado com o dinheiro da mulher (ou parte dele).

        Minha solidariedade a todas as mulheres que se agigantam para buscar sua autonomia. Parabéns e vão à luta, amigas!

Euclides Riquetti

E que venha o mar...


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E que venha o mar
Que venha com suas ondas brancas
Que venha para atiçar as lembranças
Que venha para me acalmar...

Que acalme meus desânimos acentuados
Me console pelos consolos já desconsolados
Me traga à memória teu rosto bonito e jovial
Me devolva o riso, a serenidade natural!

Que venha, de novo, o mar
Para me trazer renovadas esperanças
Para me trazer suas águas que balançam
Para me seduzir e me encantar...

Que amenize todos os meus tormentos
Me livre de alguns de meus sofrimentos
Me traga o prazer de me sentir contigo
Me apague as dores que eu tenho sentido!

Que venha o mar
Para agraciar-me com o calor do verão
Para lembrar-me que é teu o meu coração
Que venha, de novo, o mar!

Euclides Riquetti

Açougueiros de Rio Capinzal


Euclides Riquetti - recebendo um exemplar do livro das mãos do então Vice-Prefeito Vilson Farias. 

Reeditando... mais uma de minhas crônicas que está meu livro "Capinzal - Cidade do meu coração"...
             Em minha infância, costumávamos brincar numa rua de Rio Capinzal. Chamavam-na de Rua do Beco. Hoje tem nome: Rua Giavarino Andrioni. Jogávamos "taco" e bola. Brincávamos de esconde-esconde, fazíamos fogueiras no inverno, no meio da rua. Era tudo muito divertido.

          Meus amigos "de rua" foram indo embora: O Ademir e o Milton Mantovanello foram para Cascavel. O Ademir Bernardi para a Barra do Leão. O Paulinho Lucietti, cujo nome era Adelir, foi para Dois Vizinhos. O Mário e o Arlindo Thomazoni, para Araruna. O Moacir e o Cosme Richetti, irmãos, bem como os irmãos  Altevir e o Valdir Souza, para Joaçaba. O Celito Bandido Baretta, para a Linha Bonita. Os irmãos Adelto e Adélcio Miqueloto  são os que ainda restaram em Ouro.

          Um dos momentos mais divertidos ali era quando os tropeiros traziam bois para o abate. Vinham, normalmente, de Capinzal. Traziam os mais mansos conduzidos "soltos", em tropas,  e quando havia algum muito bravo levavam no laço. E,nós,  todos, subíamos no barranco para ver as façanhas dos boiadeiros. Algumas vezes, não raro, uma das reses fugia, eles corriam atrás dela pela cidade os cavaleiros, seus cavalos galopantes e os cães bem adestrados. E, quando a coisa apertava, os tropeiros gritavam e nós fugíamos, entrando no moinho do Bernardi, ou correndo para os barrancos mais altos. Até que os animais fossem recapturados e recolocados numa mangueira.

          A mangueira era  feita com madeira forte, de angico e bugre. Ao lado, uma pequena edificação onde eram abatidos, diariamente dois os três animais e alguns porcos.  Um cepo com uma cavidade, por onde era introduzida uma ponta do laço que os homens puxavam em dois, para trazer o animal até o local do abate. Depois, a sangragem e a elevação, com uma talha de correntes, a retirada do couro, das vísceras, a água existente num tanque jogada em baldes para lavar a carçaça pendurada. A serra partindo o boi em meio ao espinhaço. É dali que saem  o filé, a alcatra, a costela, a  fraldinha, o mignon. Um tacho com permanente braseiro, de ferro fundido, onde era aquecida a água para a pelagem dos porcos. Depois, esse mesmo tacho era utilizado para o cozimento da banha. Após a prensagem, os torresmos. E sempre sobrava um pouquinho para nós, de graça!

          Lembro bem dos homens que ali trabalhavam: O Guilherme, os tios Arlindo Baretta e e Anildo Mázera, o Ivo Campioni e o Vitorino Lucietti, que era sócio do empreendimento, que pertencia à Comercial Baretta. Além do abate, vendiam a carne, a banha, as morcelas, os salames e o queijo-de-porco. E as pessoas vinham cedo, antes de o dia clarear, para comprar a carne. Lá, do outro lado do rio, havia o "picador", na Rua XV, dos Miqueloto, que tinham o abatedouro na saída para a Siap. E o procedimento de trazer os animais era o mesmo. Mas esses tinham uma "gaiota", um carroção puxado por cavalos que levava a carne para o picador, em Capinzal.

         Pelos lados dos Miqueloto, os Srs. Benjamim e Luiz eram os capitães e colocavam todos os seus filhos na área de trabalho, desde pequenos. O sobrinho Romeu Neis  e o Pedro Lima eram os mais práticos. Sabiam conduzir o gado e abater.

          As carnes eram penduradas para resfriarem-se e, no verão, na Câmara Fria. Nos açougues, os cortes eram feitos com serras de fita, de acordo com o que era pedido pelos fregueses. Se a carne não for refriada, o corte sai horrível, fica com uma aparência ruim, nem dá vontade de comer depois. Mas os habilidosos açougueiros cortavam os pedaços com o peso desejado pelo freguês, com pouco erro. Tinham muito conhecimento do ofício. E os pedaços, embrulhados em folhas de papel "de embrulho", que estavam sobre o balcão. Nesses papéis era feito, a lápis, o cálculo da despesa, "de cabeça", pois não havia calculadoras disponíveis. E quase que sempre faltando uma das suas quatro pontas. É que aquela parte era usada para escrever o nome do freguês, o valor do gasto, e jogar na gaveta, quando ele não tinha caderneta. Para cobrar no fim do mês. E nem precisava de assinatura...A palavra valia! Muito!!!

Euclides Riquetti
11-04-2013

Feche seus olhos e responda

 



Feche seus olhos e me responda
Não quero que me diga que não me entende
Não quero que nada, nunca me esconda
Pois sei que se você quer, você me compreende.

Feche seus olhos e escute minha voz
Quero que ouça o que tenho a lhe dizer
Quero que saiba que eu estou muito só
E que em todos os momentos só penso em você.

Deixe que seu pensamento me busque e me encontre
Que venha juntar-se a meus sonhos românticos
Para que eles sejam entre nós uma doce ponte.

E, quando ouvir os anjos tocarem seus clarins
E eles orquestrarem os seus mais belos cânticos
Pensarei em você e espero que  pense  em mim....

EuclidesRiquetti

Manhãs de outono

 



Manhãs de outono, frescas aragens virão em maio
Cinza espalhado no céu, pássaros acanhados
Folhas inseguras, despreendendo-se dos galhos
O sol querendo nos saudar com seus tímidos raios...

Manhãs dos poetas como são as outras todas
Da caneta e do papel, das palavras  nele jogadas
Dos versos escritos, dos bonitos,  e dos rejeitados
Das mulheres meninas, das já moças e das lobas.

Manhãs de outono, das goiabas e  das laranjeiras
Dos odores que vêm das plantas que vicejam
Das cores das rosas, dos espinhos das roseiras.

Manhãs  dos poetas, dos enamorados e dos sonhadores
Das mentes que criam, dos pensamentos que navegam
Dos que, na noite, foram amantes, anjos ou pecadores...

Euclides Riquetti

Dorme, mulher



Dorme, mulher, como dormem as crianças

Dorme o sono leve e sonha os melhores sonhos

E guarda  para amanhã as doces lembranças

Que povoam a mente com instintos medonhos.


Dorme, corpo levemente coberto por um lençol

Para despertar meus desejos já incontroláveis

Para atiçar-me como quando se banha ao aol

E prococar meus quereres mais inimagináveis.


Dorme, escultura em carnes e peles esculpida

Recostada em meu corpo quente que a aquece

Repousa como uma bela deusa adormecida.


E, equanto dormes, velo e rezo pela proteção

Pois quem ama jamais se descuida ou esquece

Então eu fico a afagar com a mão o seu coração!


Euclides Riquetti

21-03-2021