segunda-feira, 10 de março de 2025

Plantarei flores por você

 



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Plantarei milhares de flores por você
Das mais lindas cores pra você gostar
Plantarei rosas brancas e mesmo  rosé
E outras champanhe para lhe encantar.

Plantarei dálias, beijos e margaridas
Gerânios bordô e cravos matizados 
Antúrios e gérberas em casas floridas
Flores nos jardins e terraços rosados.

E, se de alguma delas eu me esquecer
Por alguma razão, não por vontade
Replantá-las-ei com imedível prazer
Apenas para agradar  Sua Majestade!

Euclides Riquetti

Memórias de Cadichon

 


Porque Burro, mesmo, é quem não tem sensibilidade para a Arte Literária!

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Memórias de Cadichon

          Quando estou a pensar no passado, e isso me inspira a escrever, procuro lembrar de situações que marcaram minha vida ou a de outras pessoas de minhas relações  e amizade. Entrei para o primeiro ano do antigo primário com 8 anos feitos, tinha vergonha por ser mais velho do que os outros. E passei por três professoras, Judite Marcon, que foi substituída por Mariza Calza, e depois Noemi(a) Zuanazzi, pois mudaram-me de sala, colocando-me numa turma um pouco mais adiantada.

          Na nossa condição e capacidade de julgar, da época, fazíamos a separação: Primeiro Ano Fraco e Primeiro Ano Forte. Neste, os alunos que cursaram o jardim da Infância. Naquele, "nosotros". Então, após alguns meses de aula, eu já estava razoável em leitura e escrita, então fui para a turma que estava além do a, e, i, o, u. Nós não estávamos errados em nossos conceitos...

          No segundo ano, em 1962,  lá pela metade do ano letivo, eu já lia bem, com alguma fluência, sem solavancos. Eu era muito privilegiado,  tinha professor em casa, meu pai, que estudou no Seminário São Camilo em São Paulo, até o primeiro ano de Folosofia. Então, eu já olhava as velhas revistas O Cruzeiro, mais as figuras do que as matérias. E, para as férias, as freiras, (provavelmente a Irmã Firmina ou a Terezinha)   disseram que quem fora bom aluno poderia levar um livro da Biblioteca para ler.

          Seriam  dias de encantamento ter um livro para ler. Retirei um volumoso para minha idade: 256 páginas, uma versão brasileira de uma obra da Condessa de Ségur, nascida em São Petersburgo, na Rússia, em 1799, com o nome de Sophie Rostopchine, mas que aos 18 anos foi para Paris, onde só publicou seu primeiro livro aos 58 anos de idade, em Francês. E adotou o sobrenome de seu marido.Eu peguei a nossa versão  de "Les Mémoires d´un âne", "Memórias de Um Burro".

           Fui para casa de meu padrinho, no Leãozinho, então município de Capinzal, para passar minhas férias de inverno, e com a ajuda das filhas dele, Catarina e Delcia, consegui ler tudinho. Elas me ajudavam a entender as sílabas complexas. Lembro que a personagem principal era um Burrinho, Cadichon, muito injustiçado no início, mas que ao longo da trama salva a menina Paulina e consegue ralizar outrs feitos, ganhando respeito e notoriedade, até.

          Quinze anos depois, em 1977, quando eu já lecionava em Duas Pontes, hoje Zortea, ao participar de um encontro de formação lá no Mater Dolorum entrei na Biblioteca e vi que todos os livros antigos tinham sido encapados. Havia centenas deles. Pedi se tinham "Memórias de Um Burro" e disseram-me que não sabiam. Pedi licença, fui para a prateleira, apanhei um daqueles com capa em papel pardo e abri: Era o primeiro livro que eu li. Fiquei emocionado, retirei-o, li e reli, contei pra todo mundo.
          Cadichon me ensinou que o dinheiro tem alguma  importância no contexto da vida, , mas não é a salvação para tudo. Ainda, que ter amor e amizade são itens fundamentais para vivermos bem. Ser honesto nos garante respeito e o respeito abre-nos as portas com facilidade. Vale a pena ser honesto. Era mais ou menos isso que me ensinava. E eu morria de pena dele porque fora muito maltratado.

          Deste este primeiro livro lido, o  hábito pela leitura colou em mim. Leio de tudo. Não costumo ler modismos, leio a literatura que me dê interesse. Revistas, jornais, folhetos e jornaizinhos de igrejas, rótulos de produtos, placas de sinalização, legendas de noticiários, textos nos sites. Cadastrei-me e tenho senha de alguns sites da grande imprensa nacional. Comento, sempre que julgo conveniente, nos sites locais. Comento. Sou moderado, sigo a linha socrateana que me deu a frase que está no do epitáfio de meu pai: "In médio virtus".

          Hoje, eu o indicaria para muitas pessoas:  gestores públicos,  agentes políticos, profissionais liberais, ambientalistas, engenheiros, veterinários, agrônomos, psicólogos, estudantes e meus colegas professores. E a todos aqueles que acham que a formação acadêmica já lhes deu tudo de que precisam.

         Principalmente, recomendo para pessoas sensíveis. Estas têm, nelas, um pouquinho de Cadichon.

Euclides Riquetti
04-03-2013

Beleza, romance, sensualidade

 



 


Beleza, romance, sensualidade

Amor com carinho, muito desejo

Substâncias bem além da amizade

A nossa sedução, o prazer do beijo...


Há um horizonte a ser conquistado

Uma planície a ser sobreposta

Um mundo de prazer e pecado

Uma montanha a ser transposta.


Um reencontro em novo lugar 

Carícias, afagos, calor e paixão

Deitar na areia ao lado do mar!


Ah, sonhos... sonhos dourados

Do afeto, da ilusão e da perdição

Dar-te o amor, dormir abraçados!


Euclides Riquetti

Hora de voltar ao trabalho, ao estudo, à vida normal!

 





       O Brasil para, mas a vida continua. Dentro da máxima de que o Brasil começa a andar depois do carnaval, então agora é hora da volta à realidade. Temos desafios à frente, muita turbulência política e jurídica. Mas o tempo resolve todas as encrencas de todos, portanto deixemos que ele tenha seu curso normal. Mas os boletos que estão nas gavetas , nas caixas de e-mail ou em qualquer dispositivo eletrônico precisam ser pagos. Já não temos mais tempos de almoço grátis.

       Agora as mentes se voltam para a política e para o futebol, os assuntos que costumam campear em nossas mentes. Os campeonatos estaduais estão por acabar e logo se inicia o Campeonato Brasileiro de Futebol. Emoções, ilusões, alegrias e decepções. E as eleições de 2026 já estão  antecipadas, começa a divulgação de pesquisas de avaliação dos governadores e do Presidente da República. É um assunto que ainda dá muita audiência, muito ibope. E os comentaristas dos canais news deitam e rolam, mas apanham no YouTube, no whattsapp e no instagram. Nunca foi tão fácil falar, nem tão difícil mentir. Mais do que nunca, a mentira tem pernas curtas.

       O foco das antigas querelas entre Lula e Bolsonaro já não é tão intenso. O Capitão meio que moderou seu discurso e o antigo torneiro mecânico continua a dar aquelas entrevistas pouco consistentes, que valiam muito para duas décadas atrás, mas que agora já não o ajudam muito.

       O brasileiro torcedor, que não tem mais uma seleção de futebol vencedora, nem um ídolo que possa ser comparado a Pelé, não viu ressuisrgir uma Maria Esther Bueno nem um Gustavo Kurten, sente saudades de um Ayrton Senna, não tem mais um casal como Tarcísio Meira e Glória Meneses nas telenovelas,, não tem muita coisa a comemorar. O ganho de um troféu no Oscar com um filme nacional parece que foi a maior coisa que conquistamos em toda a nossa história, dada a importância que a imprensa conferiu ao assunto.

       Nossa realidade, porém, está presente quando vamos abastecer nosso carro no posto de gasolina, quando vamos comprar comida no supermercado, remédios na farmácia, ou quando nos falta dinheiro para pagar as contas, e nos deparamos com a realidade dos juros altos. Vivemos instados a gastar, consumir, ter aquilo que nosso dinheiro não nos permite ter, saldo negativo nos bancos, longos financiamentos ou empréstimos de longo prazo, e assim por diante.

       Nossa real nos indica que precisamos de mais estudo, trabalho, leitura, exercícios matemáticos, alimentação saudável, exercícios físicos e lazer, embora este último também esteja dispendioso. Mas somos fortes, trabalhamos, passamos pela vida pagando IPVA de carro e, muitos de nós, chegando ao fim dela sem ter a casa própria. Nas periferias da cidade, amontoados de gente vivendo em condições sub-humanas, em todos os lugares há os riscos de assaltos e a sujeição à violência, em especial contra as mulheres, as crianças e as pessoas em idade avançada, sempre as mais vulneráveis.

       A vida segue, no entanto! E nossos sonhos precisam continuar a ser alimentados, pois se nos faltarem, nossa vida perda a razão de ser, fica sem graça, vem a depressão, as doenças. Ter ideais, construir castelos em bases sólidas, constituir família, dar seguimento à vida, propor a continuidade das gerações, poder usufruir do progresso e todas as coisas boas que ele nos oferece, sem perder a saúde e a dignidade. Ser proativo, audacioso quando necessário, moderado quando a situação assim exige. Ter a sorte de ter energia e saúde, o amor, a amizade, a esperança de que a nossa caminhada seja longa, seja saudável, colher o mesmo respeito que plantamos em nossa trajetória de vida.

       Assim vamos... E nossa volta à realidade do pós-carnaval virá na próxima semana, porque a que está em curso é de calças curtas. Valorizar o ser e almejar o ter, olhar para tudo o que nos rodeia, valorizar quem está perto e compõe nosso mundo real. Estamos no ano 2025, finalmente. Vamos em frente, que atrás vem gente!

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

      

Pedaços de amor (em teus sonhos, quero ser o primeiro)!

 

 



Amor em pedaços, quero mais, mais
Adoro tanto, que não me satisfaço
Quero amor com sabores  reais
Quero nozes, morangos, melaços
Quero sabores com amor, demais!
Quero um amor inteiro, de pedaço em pedaço!

Amor em fatias enormes, colossais
Amor da saudade que volta e que bate.
Quero o pedaço cheiroso que me atrai
A  polpa da maçã vermelha escarlate
E, da uva,  o suco bordô que se extrai
Pedaços de amor com sabor chocolate!

Quero, sim, nas noites de calor
Que busques os recheios no teu coração
Quero, sim, teus pedaços de amor
Que trazem os sabores da forte paixão
Apenas amor: em pedaços ou inteiro
E em teus sonhos, quero ser o primeiro!

Euclides Riquetti

domingo, 9 de março de 2025

Corpos e almas que se esculpem e se queimam

 


 

 




Corpos que se esculpem e se queimam
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...

Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...

Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...

Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na  razão
Vidas que navegam em  incertezas...
São corpos que envelhecem cedo,  cedo
São almas que levitam,  sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.

(E se vão embora!...)

Euclides Riquetti

A paixão que entorpece

 





A paixão que entorpece
É aquela que inebria
O amor que incandesce
É aquele que delicia...

A volúpia que atiça
É aquela que entusiasma
Mas como areia movediça
Engole o que não se acalma...

O sangue que corre quente
É aquele que enrubesce o rosto
A saudade do amor ausente
Faz padecer a alma e o corpo...

A vida mundana
É aquela que embriaga
A atitude profana
Nos expõe e nos deprava...

O pecado cometido
É o que nos faz pedir perdão
O beijo proibido
Vale mais que um  milhão.

O teu olhar fatal
É aquele que me atrai
Tua beleza descomunal
É o que em ti mais me atrai...

O canto que enternece
É aquele que gosto de ouvir
A harmonia de cada prece
Me faz te querer, te sentir.

A distância abissal
É aquela que nos traz mais saudade
Nos mostra o sentimento real
Nos aproxima da realidade!

E minha realidade´
Posso dizer, nada me afeta
A não ser uma grande verdade:
Tenho alma de poeta!

Euclides Riquetti

Sentir tua voz que vem de longe

 


 




Vim sentir tua voz que vem de longe

Perceber que ela ecoa nos rochedos

Vem de algum lugar onde te escondes

Vem para abraçar os meus segredos!


Vim ouvir os versos dos teus cantos 

As notas das canções que só tu cantas

A melodia que se abraça em teu pranto

E te conduz pelos lugares onde andas.


Se em redondilhas exalto ternamente

Os dotes que te trouxe a tua natureza 

É nos sonetos que te cortejo fielmente.


Mas é nos versos livres, soltos, brancos 

Que eu te falo com toda a afável sutileza

Que tua beleza é que me encanta tanto!


Euclides Riquetti

Na letra daquela canção

 









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Fique bem atenta
Preste toda a atenção
Cuide de todas as notas
E da letra daquela canção
Aquela que você canta
Quando o sol se levanta
Bem cedinho, de manhã...

Atente para cada verso
Cada palavra cantada
Cada pensamento desconexo
Cada sílaba pronunciada...

Não esqueça de sentir
Sentir com o seu coração
Que na letra daquela canção
Há um motivo pra sorrir
Há uma mensagem de paixão...

A canção que você canta
E que se harmoniza, se eterniza
Que foi inspirada na brisa
Ou no frescor da noite de outono
Quando perdi o sono
É a canção que a dor espanta
É a canção da madrugada santa...

Sim, preste bem atenção
Fique bem atenta
À  mensagem  daquela canção
Que traz uma declaração de amor!

Euclides Riquetti

Mais uma perda muito sentida: Valdir Roberto Prando

 


         O Valdir Prando era um menino muito feliz na nossa infância. Fomos colegas nos ginásios Mater Dolorum e no Anchieta. Jogamos bola em campinhos, nos divertimos muito. Na quadra do Mater e na do Padre Anchieta teve seus tempos de glória. Depois, nos ginásios de esportes, caso do Abobrão (André Colombo) e do Diletão (Prefeito Dileto Bertaioli). Nos campos de futebol do Vasco, em Capinzal,  e do Arabutã, em Ouro, e em dezenas de outros das redondezas.  Valdir sempre gostou muito de esportes. Deixou-nos neste sábado, 08, sendo sepultado neste domingo no Cemitério da Comunidade de São Roque, em Capinzal. 

       O pai dele era amigo de meu pai e estiveram internados na mesma época, em 1976, no Hospital de Caridade, em Florianópolis, em tratamento. Fui embora para Porto  União da Vitória em 1972, a fim de cursar  Letras na FAFI. Voltei para trabalhar e lecionar em Zortéa, em 1977. O Frango trabalhava em escritório de Contabilidade, e a partir da década de 1980 foi trabalhar no antigo BESC. Casou-se com a Dulcéa Bonadiman, que fez carreira na Celesc. 

      Prando manteve em toda a sua vida a mesma expressão facial de quando era criança. Na maturidade, uma pequena calvície, a barba grisalha, o mesmo "Frango" dos anos passados. Jogamos futebol no master do Arabutã, era um de nossos goleiros, tal como o Franquini, o Amantino Garcia dos Anjos, o Ademir Toigo, o Orlando Santiago e outros. Muitas alegrias, empatia, simpatia, bondade, tantas qualidades reunidas numa mesma pessoa. 

       Quando fui de Zortéa para Ouro e Capinzal, em 1980, ele fazia parte de um time de contadores da cidade, que reunia o Osvaldo Federle, o Nelson Chiocca, o Nelvir Franquini,  os saudosos Pedro Perotto, Sérgio Scarton e outros. Contrataram-me para lhes ministrar um curso básico de língua portuguesa, com noções de ortografia e concordância.  Era um dos líderes do grupo e tivemos bom êxito na empreitada. 

       Depois de muitos anos no BESC, aposentou-se, mas gostava de envolvimento com pessoas e empreendeu negócio com um carro de lanches, que estacionava à noite na área central de Capinzal e estava sempre ali presente. Foi nosso colaborador, atuando nas festas de São Paulo Apóstolo, padroeiro de nossa Paróquia. 

       Há 16 meses, porém, contraiu uma doença grave. Esteve internado aqui no Hospital Santa Terezinha, de Joaçaba, quando o visitei. Estava num apartamento, assistido pela excelente equipe do HUST, e com o apoio dos familiares e amigos. Conseguiu ter sobrevida e foi liberado para seu cuidado em casa pela família. Hoje tomamos conhecimento de sua partida definitiva, o que nos entristeceu sobremaneira. 

       O amor incontestável da esposa Dulcea, com quem viveu 44 anos em harmonia conjugal, dos filhos  Marcelo Roberto e do Eduardo, e das netas, e de muitos amigos, tudo isso gerou a grande motivação no período de 16 meses em que permaneceu em sua casa, após o internamento no Hust. 

       Sobre o Valdir, assim se manifestou a esposa Dulcea logo depois da irreparável perda:

"Assim que quero lembrar de você!!!

Obrigada pelos 44 anos de uma vida feliz!!![

Agora você descansou meu querido Valdir!!!"

Desejamos que os familiares superem a dor da perda e, como seu conforto, tenham a certeza de que fizeram tudo o que havia em seu alcance para que tivesse uma vida feliz. Só quem dá amor recebe-o de volta!

Euclides Riquetti e Família
09-03-2025

        

       

A mais inspiradora tarde de sol

 


 



A mais inspiradora tarde de sol - ensolarada

O céu mais azul de uma bela tarde inspiradora

A poesia nascendo, como a árvore plantada

A esperança de dias melhores, confortadora!


O sol brilhou e enfeitou a tarde do meu verão

Até nossas plantas ficaram mais enverdecidas

Foi como se despertasse aquela antiga paixão

E as melhores horas nunca fossem esquecidas!


Dias de sol dourado nos estimulam e animam

Movem-nos para a busca das mais férteis fontes

Até parecendo que novos sinos em nós repicam!


Então, que a noite nos seja auspiciosa e tentadora

Que sonhos nos acalantem nos longes horizontes

Que o despertar nos devolva a manhã encantadora!


Euclides Riquetti

Ficarei te esperando

 


 



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Ficarei te esperando
Na beira do Mar
Pra te ver mergulhando
Pra te ver nadar...

Serei como a areia
A afagar os teus pés
Bela e  doce sereia
Doce e  bela mulher...

Nas águas do Arroio, sim
Quando vais te banhar
Vais te lembrar de mim
De mim vais te lembrar...

Nas tardes mais quentes
Nas manhãs mais frias
Pensarás como sempre
Na nossa alegria...

Pois estarei te esperando
Na beira do Mar
Num Arroio  nadando
Pra poder te abraçar...

Euclides Riquetti

Uma manhã de um domingo lindo

 


 


 


Uma Manhã de um domingo lindo


Nesta manhã de domingo

Quero que venha um dia perfeito,  lindo

Virá o sol, virá ainda a chuva

E, para você que madruga

Um amanhecer fresco no verão.


Ontem choveu legal

E os gaúchos ficaram contentes

Assim como os catarinenses

Et... cetera e tal!


A noite me foi tão sonhosa

Com um claro sonho  de romance 

E eu tive uma bela chance

De dizer que você é lindosa

Com sua beleza natural.


Então , a inspiração procurada

Durante dias em vão buscada

Veio bater em minha porta:

Ah!, Como isso me conforta!


Então, desse jeito estrambótico

Com olho na tela e dedo no teclado

Quis, (com s),  compor um poema irado

E mesmo que eu pareça um idiótico

Sou um poeta apaixonado.


Não ria, eu quero sentir seu sabor:

Apenas entenda minha doideira

E sinta-se minha adorável companheira

Me dê devolva o seu sorriso, por favor!


Euclides Riquetti


Poemas de Riquetti, milhares deles, no 

Blog do Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Na noite fria e escura

 



 


Na noite fria e escura me agasalhei em você
Dividimos afagos e compartilhamos carinhos
Mandei embora meus medos, você sabe por quê
Nós buscamos nos sonhos reencontrar um caminho.

Na noite fria e escura eu rezei com você
Pedimos a Deus por nós dois, pela sua proteção
Rejeitamos viver o que nos faça sofrer
Juramos amor, muito amor, amor e paixão...

A noite fria e escura eu só queria que acabasse
Que as horas corressem bem rapidamente
E que um  dia  de sol de imediato voltasse

A noite é dos anjos, dos seus clarins e seus cânticos
É amiga dos namorados,  de quem se ama fielmente
É a hora do poeta compor os seus versos românticos.

Euclides  Riquetti

Quando o céu se transforma em poesia

 


 

 


 


 




Quando o céu, na manhã,  se transforma em poesia

Parece-me que até a terra lhe obedece

As plantinhas verdes crescem

O ar fresco me envolve e me embevece

Lembro-me de ti, e fica muito melhor o meu dia!


Quando as nuvens brancas flutuam levemente

E o vento acaricia rostos macios com seu lufar

Meus olhos te buscam em algum lugar

Desejam, ardentemente, te ver e  te encontrar

Na paz da tarde calma e silente!


E, quando a poesia já tiver engraçado meus versos

Corações pulsam seus pulsares harmoniosos

Olhos olham com seus brilhos, charmosos

Mas continuam meus pensamentos pecaminosos

Meus pensamentos mundanos que voam pelo universo!


Euclides Riquetti