terça-feira, 11 de março de 2025

Um ensaio sobre o nada ou "An essay about nothing"

 

 


 


Um ensaio sobre o nada ou "An essay about nothing"


Eu pretendia, eu buscava escrever 

Um ensaio sobre o nada:

Contestar as vãs filosofias

Atacar o convencional que anestesia

Vagar, ignoto, pela longa estrada. 


Eu queria, eu teimava em escrever

Palavras bonitas e selecionadas

Que te impressionassem...

Então, minha mente muito agitada

Brigava consigo mesma

Por não encontrar os termos certos

Nesses tempos tão incertos. 


Mas a minha mente escrevia

Nada mais que a poesia

De que tanto gostavas...


É que meu instinto romântico

Que vai do Pacífico ao Atlântico

Não me deixava pensar em nada senão

Escrever-te sobre minha paixão

Exacerbada!


E assim continuo a construir meu destino

A palmilhar meu único caminho

Que é chegar, mesmo que lentamente

Ou, quem sabe, de repente

Até as curvas perigosas de teu corpo

Onde se perde meu coração!


Então, minha obra tão prima

Não passou de uma tentativa frustrada:

Um arremedo, sem a luz que me anima

Um escrito que não combina

Um breve ensaio sobre o nada!

Ou, se tu ainda não viste assim:

An essay about nothing!


Euclides Riquetti

Eu, você, nós dois apenas... E o mar!

 


 



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Eu, você, nós dois apenas...
E o mar!

O mar das ondas revoltas
Que leva embora as folhas soltas
Que o vento traz....
Sim, ele, o mar!

Eu, você, nós dois apenas...
E o mar!

Olhe para ele e sua imensidão
Olhe com os olhos do seu coração...
Para seu balanço que barulha
Enquanto você mergulha!

Eu, você, nós dois apenas...
E o mar!

E escute a sua canção
Aquela que vem junto com o vento
E, que por um momento,
Me enche de inspiração!


Eu, você, nós dois apenas...
E o mar!



Euclides Riquetti

Foi tão bom reencontrar-te

 


 


 



Foi tão bom reencontrar-te

Depois de muito te procurar

Na tarde de chuva, de mate

Já estava a me preocupar!


Choveu na noite e na manhã

Choveu na tarde alvissareira

Até o aroma da doce da romã

Sumiu, foi cheirar cidreira.


Depois de intensa procura

Encontrei-te numa ladeira

Na tarde e noite já  escura.


Foi grande alegria te rever

Depois de uma tarde inteira

Bem agora ao anoitecer!


Euclides Riquetti

Poder sonhar : a liberdade

 


 






A liberdade é como o vento:
Sopra, ora para esta, ora para outra direção...
Liberdade é o fogo que queima a lenha, vira brasa e aquece a água e as almas.
É como o pássaro que voa no ar
A água que corre pelo vale
O canto da gaivota que plana, sem cansar
Sobre o mar.

Liberdade é um dia de sol:
É quando as nuvens  se escondem atrás do azul infinito
Ou a noite matizada por estrelas.
E, quando perco o rumo de meus olhos para vê-las
Se perdem na imensidão.

Liberdade é como o grito da vitória
O Soco no ar
O abraço comovido.
É o olhar sobre o vasto campo florido
Colorido!

Liberdade é poder não ter que  levantar-se cedo
É poder deslizar os pés descalços
No verde gramado
É poder sentar no banco da praça e dizer: Este lugar é meu, aqui é o meu lugar!

Liberdade é andar com a pessoa que se ama
Sem ter hora pra chegar
Em nenhum lugar.
E apenas poder...
Continuar a sonhar!

Euclides Riquetti

Feliz aniversário, meu querido irmão Ironi!

 

 

      

Se estivesse vivo, meu irmão Ironi estaria 
completando 78 anos neste dia 11 de março.

        No dia 04 de maio próximo, completam-se 27 anos do falecimento de meu querido irmão Ironi. Partiu aos 51 anos, vitimado por doença gravíssima. Estava internado no HUST, em Joaçaba e passou seu ultimo dia de vida na UTI. Eu vim cedo de Ouro para Joaçaba, pois minha cunhada, a Lurdes, me avisara de que ele passara mal e fora transferido para a UTI do hospital. 
          O pessoal da família já estava exausto, tinham ido comer algo em alguma lanchonete. Eu permaneci nas proximidades do hospital, era de tardinha, e os funcionários me informaram de que ele havia falecido. Esteve internado algumas vezes, no mês anterior, em hospital de Curitibanos e no Spessatto, de Joaçaba. Dada a gravidade da situação, o último internamento ocorreu no Hospital Santa Terezinha, hoje HUST.
          Deixou a esposa Lurdes, a filha Graziela, adolescente, e a Gabriela, com apenas 4 anos. Nossa mãe, Dorvalina,  já estava adoentada, mas conseguimos levá-la até o local onde foi velado, na Funerária Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro. Tínhamos perdido o pai, Guerino, em 1977. Minha mãe viveu mais um ano e meio depois da partida dele. Ficaram os irmãos Euclides, Iradi, Hiroito, Vilmar e Edimar. As cunhadas Miriam, Marise e Isolete, o cunhado Luiz Fernando Ghidini.  Na época, os sobrinhos Michele, Caroline e Fabrício (meus filhos), Rafaela e  Roberta (filhas da Iradi), Naiana (filha do Hiroito), e Guilherme e Ana Carolina (filhos do Edimar).
          Meu irmão Ironi construiu o sobrado de nossa família, no centro da cidade, em Ouro, onde mora meu irmão Vilmar. Estudou no Mater Dolorum, e nos ginásios Padre Anchieta e Juçá Barbosa Callado, em Capinzal. Aprendeu com Ângelo Gramazzio a profissão de pedreiro e construiu diversas edificações em Ouro e Capinzal. Formou diversos outros profissionais, que até hoje atuam na profissão.
         Meu irmão  muito me apoiou nos tempos em que eu estudei na Fafi, em União da Vitória. Muitas vezes, quando eu voltava para minha cidade, em visita aos familiares, ele me mandava na alfaiataria do tio Ivo Mário Baretta para fazer uma calça nova, de tergal. Quando minha irmã, Iradi, foi mirar em União da Vitória, deu-lhe uma máquina de costura para que ela pudesse trabalhar sem se preocupar com emprego e poder financiar seus próprios estudos.
         Era torcedor do Botafogo e do Palmeiras. Jogou futebol nos campinhos de nossa cidade, no Palmeirinhas e no Noroeste, de Nossa Senhora da Saúde, era bom jogador.  Aos 18 anos, já era treinador do Palmeirinhas, do Ouro. Alto, forte, e com olhos azuis, atraiu a atenção da Lurdes Maria Andrioni, com quem se casou.
          Quero agradecer  minha cunhada Lurdes por ter cuidado bem de meu irmão nos anos de convivência matrimonial, do que resultou o nascimento da Graziela e da Gabriela. Grazi é casada com Fabiano Lago e têm um filho, Pedro Miguel.
          Dele tenho ótimas e saudosas lembranças, sempre tivemos carinho mútuo. Nos seus últimos anos de vida, costumava vir em minha casa em muitas noites e domingos. Ele tinha admiração pelas nossas filhas e influenciou o Fabrício a trocar de time de preferência na infância: de são-paulino, virou palmeirense.
         O primeiro carro da família ele comprou em 1976, um fusca azul, modelo 1300 L, com rodas de tala larga, som, Kadron e volante de Fórmula 1. No toca-fitas, Raul Seixas, com "Amigo Pedro", e os outros sucessos dele. Era fã de Roberto Carlos e de todos os cantores, cantoras e grupos da Jovem Guarda. Tinha, na juventude, os discos do RC, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis, e colecionava os LPs de "As 14 mais", com os cantores da Jovem Guarda. Quando começou a construir nosso sobrado, comprou "Coração de Papel", um compacto do Sérgio Reis. O Ivanir Csagrande, popular Nico, trazia para ele os discos lançados em São Paulo. Comprava revistas de fotonovelas e pendurava os pôsteres dos artistas da Revista Capricho nas paredes do nosso quarto.
         A perda de nosso pai abalou-o muito, como a todos nós. Ele foi o filho que mais tinha convivido com nosso pai e sentiu muito a sua perda. Está sepultado no cemitério da Vila São José, em Ouro, junto com os pais Guerino e Dorvalina.
          Meus sentimentos, e de toda a nossa família, a todos os que participaram da vida junto com meu amado e saudoso irmão.
Euclides Riquetti

Em 11-03-2023 

Alegria de sentir saudade


 






A cor do teu beijo
É de tom vermelho
E brilham os olhos teus
Que seduzem os meus.

O sabor do teu sorriso
E o cheiro de teu cabelo liso
Me encantam, me embriagam 
E, meus pensamentos, divagam...

Se hoje é dia de comemorar
À vida devemos brindar.
Enquanto o sol vem e vai
Bronzeia tua pele e sai...

Feliz seja nosso novo dia!
Que venham montes de alegria
Alegria pura, alegria de verdade
Alegria de sentir saudade!

Euclides Riquetti

Olhos que te veem

 





Que bom que eu tenho olhos que te veem
Que bom sentir o doce de teu beijo
Que bom que tenho lábios que te beijam
Que bom sentir o olhar do teu desejo.

É bom ver-te vestida desse rosa
É bom  tocar tua pele tão morena
É bom ver-te bonita, assim formosa
É bom amar tua alma tão serena.

Melhor é abraçar teu corpo frágil
Melhor é te roubar o beijo grácil
De amor e de desejo revolvido.

Divino é mergular no teu abraço
Divino é me perder no teu enlaço
No corpo que me deixa enternecido.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 10 de março de 2025

Se a beleza é fatal... (Tragédia na Band)

 


             

                                                 Atriz Camila Pitanga

Se a beleza é fatal

Talvez que ela ponha mesa

Naturalmente natural

Divinamente realeza...


Energia e encantamento

Simplesmente impressionar

A todo e qualquer momento

Sorrir e... representar!


Se a modelo é elegante

E sua pele lisa e macia

O seu charme estonteante

Contrasta com sua alegria.


Realidade ou fantasia

Ilusão ou realidade

Ambição em demasia

Infeliz infelicidade...


Tragédia na Band!


Euclides Riquetti

10-03-2025

www.blogdoriquetti.blogspot.com 





Felicidades!

 



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Mulher carinhosa, mãe gentil
Inteligente, bonita e elegante
Rendo-lhe a homenagem sutil
Imaginando-a feliz, fascinante
Alma tão serena, olhar pueril
Maravilhosamente cativante!

Como flores que me aprazem 

Antes de um escaldante verão
Raízes profundas que jazem
Muito bem fincadas no chão
Indescritível é sua imagem
Grande é seu doce coração.

Nome de santa e de coragem
Amores de amor e de paixão
Nas noites que se refazem!
Real, constante e verdadeira
Imagem em poemas diversos
Que escrevo à minha maneira. 

Um nortear para meus versos
Espalhados pelas ladeiras
Todos pelo mundo dispersos
Trazidos à vida prazenteira
Indo embalar-se  no universo!

Euclides Riquetti

Um poema de amor

 


 


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Não há manhã de sol que não seja agradável
Não há noite de luar que não o seja também
Não há tarde de chuva que seja interminável
Que não  se possa parar pra  pensar em alguém.

Não haverá mais amor numa carta chorosa
Não haverá  mais amor que em minha poesia
Não há, mas espero você, carinhosa
No canto que eu canto e que lhe leva a magia.

Não há nenhum dia que eu não componha um poema
Não há um só momento que eu não pense em lhe ver
Não há uma semana em  que eu não escreva
Um poema de amor, só de amor por você!

Euclides Riquetti

Caminhe nas areias

 


 


 




Ande pelas águas, caminhe nas areias
Busque encontrar o que você procura
Quem sabe o carinho e minha ternura
Busque o sol na praia de Canasvieiras.

Busque o pôr-do-sol ao final da tarde
Busque o seu nascer em cada novo dia
Procure alargar o seu sorriso de alegria
Ao sol alaranjado que como fogo arde.

Procure em todas essas ruas paralelas
Procure também naquelas transversais
Encontre os meus poemas universais
Onde canto o amor com cores singelas.

Ande, banhe seus pés nas águas frias
Liberte-os do calor que o sol semeia
Vá buscar o abrigo que você campeia
Vá lembrando de mim com nostalgia!

Euclides Riquetti

Plantarei flores por você

 



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Plantarei milhares de flores por você
Das mais lindas cores pra você gostar
Plantarei rosas brancas e mesmo  rosé
E outras champanhe para lhe encantar.

Plantarei dálias, beijos e margaridas
Gerânios bordô e cravos matizados 
Antúrios e gérberas em casas floridas
Flores nos jardins e terraços rosados.

E, se de alguma delas eu me esquecer
Por alguma razão, não por vontade
Replantá-las-ei com imedível prazer
Apenas para agradar  Sua Majestade!

Euclides Riquetti

Memórias de Cadichon

 


Porque Burro, mesmo, é quem não tem sensibilidade para a Arte Literária!

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Memórias de Cadichon

          Quando estou a pensar no passado, e isso me inspira a escrever, procuro lembrar de situações que marcaram minha vida ou a de outras pessoas de minhas relações  e amizade. Entrei para o primeiro ano do antigo primário com 8 anos feitos, tinha vergonha por ser mais velho do que os outros. E passei por três professoras, Judite Marcon, que foi substituída por Mariza Calza, e depois Noemi(a) Zuanazzi, pois mudaram-me de sala, colocando-me numa turma um pouco mais adiantada.

          Na nossa condição e capacidade de julgar, da época, fazíamos a separação: Primeiro Ano Fraco e Primeiro Ano Forte. Neste, os alunos que cursaram o jardim da Infância. Naquele, "nosotros". Então, após alguns meses de aula, eu já estava razoável em leitura e escrita, então fui para a turma que estava além do a, e, i, o, u. Nós não estávamos errados em nossos conceitos...

          No segundo ano, em 1962,  lá pela metade do ano letivo, eu já lia bem, com alguma fluência, sem solavancos. Eu era muito privilegiado,  tinha professor em casa, meu pai, que estudou no Seminário São Camilo em São Paulo, até o primeiro ano de Folosofia. Então, eu já olhava as velhas revistas O Cruzeiro, mais as figuras do que as matérias. E, para as férias, as freiras, (provavelmente a Irmã Firmina ou a Terezinha)   disseram que quem fora bom aluno poderia levar um livro da Biblioteca para ler.

          Seriam  dias de encantamento ter um livro para ler. Retirei um volumoso para minha idade: 256 páginas, uma versão brasileira de uma obra da Condessa de Ségur, nascida em São Petersburgo, na Rússia, em 1799, com o nome de Sophie Rostopchine, mas que aos 18 anos foi para Paris, onde só publicou seu primeiro livro aos 58 anos de idade, em Francês. E adotou o sobrenome de seu marido.Eu peguei a nossa versão  de "Les Mémoires d´un âne", "Memórias de Um Burro".

           Fui para casa de meu padrinho, no Leãozinho, então município de Capinzal, para passar minhas férias de inverno, e com a ajuda das filhas dele, Catarina e Delcia, consegui ler tudinho. Elas me ajudavam a entender as sílabas complexas. Lembro que a personagem principal era um Burrinho, Cadichon, muito injustiçado no início, mas que ao longo da trama salva a menina Paulina e consegue ralizar outrs feitos, ganhando respeito e notoriedade, até.

          Quinze anos depois, em 1977, quando eu já lecionava em Duas Pontes, hoje Zortea, ao participar de um encontro de formação lá no Mater Dolorum entrei na Biblioteca e vi que todos os livros antigos tinham sido encapados. Havia centenas deles. Pedi se tinham "Memórias de Um Burro" e disseram-me que não sabiam. Pedi licença, fui para a prateleira, apanhei um daqueles com capa em papel pardo e abri: Era o primeiro livro que eu li. Fiquei emocionado, retirei-o, li e reli, contei pra todo mundo.
          Cadichon me ensinou que o dinheiro tem alguma  importância no contexto da vida, , mas não é a salvação para tudo. Ainda, que ter amor e amizade são itens fundamentais para vivermos bem. Ser honesto nos garante respeito e o respeito abre-nos as portas com facilidade. Vale a pena ser honesto. Era mais ou menos isso que me ensinava. E eu morria de pena dele porque fora muito maltratado.

          Deste este primeiro livro lido, o  hábito pela leitura colou em mim. Leio de tudo. Não costumo ler modismos, leio a literatura que me dê interesse. Revistas, jornais, folhetos e jornaizinhos de igrejas, rótulos de produtos, placas de sinalização, legendas de noticiários, textos nos sites. Cadastrei-me e tenho senha de alguns sites da grande imprensa nacional. Comento, sempre que julgo conveniente, nos sites locais. Comento. Sou moderado, sigo a linha socrateana que me deu a frase que está no do epitáfio de meu pai: "In médio virtus".

          Hoje, eu o indicaria para muitas pessoas:  gestores públicos,  agentes políticos, profissionais liberais, ambientalistas, engenheiros, veterinários, agrônomos, psicólogos, estudantes e meus colegas professores. E a todos aqueles que acham que a formação acadêmica já lhes deu tudo de que precisam.

         Principalmente, recomendo para pessoas sensíveis. Estas têm, nelas, um pouquinho de Cadichon.

Euclides Riquetti
04-03-2013

Beleza, romance, sensualidade

 



 


Beleza, romance, sensualidade

Amor com carinho, muito desejo

Substâncias bem além da amizade

A nossa sedução, o prazer do beijo...


Há um horizonte a ser conquistado

Uma planície a ser sobreposta

Um mundo de prazer e pecado

Uma montanha a ser transposta.


Um reencontro em novo lugar 

Carícias, afagos, calor e paixão

Deitar na areia ao lado do mar!


Ah, sonhos... sonhos dourados

Do afeto, da ilusão e da perdição

Dar-te o amor, dormir abraçados!


Euclides Riquetti

Hora de voltar ao trabalho, ao estudo, à vida normal!

 





       O Brasil para, mas a vida continua. Dentro da máxima de que o Brasil começa a andar depois do carnaval, então agora é hora da volta à realidade. Temos desafios à frente, muita turbulência política e jurídica. Mas o tempo resolve todas as encrencas de todos, portanto deixemos que ele tenha seu curso normal. Mas os boletos que estão nas gavetas , nas caixas de e-mail ou em qualquer dispositivo eletrônico precisam ser pagos. Já não temos mais tempos de almoço grátis.

       Agora as mentes se voltam para a política e para o futebol, os assuntos que costumam campear em nossas mentes. Os campeonatos estaduais estão por acabar e logo se inicia o Campeonato Brasileiro de Futebol. Emoções, ilusões, alegrias e decepções. E as eleições de 2026 já estão  antecipadas, começa a divulgação de pesquisas de avaliação dos governadores e do Presidente da República. É um assunto que ainda dá muita audiência, muito ibope. E os comentaristas dos canais news deitam e rolam, mas apanham no YouTube, no whattsapp e no instagram. Nunca foi tão fácil falar, nem tão difícil mentir. Mais do que nunca, a mentira tem pernas curtas.

       O foco das antigas querelas entre Lula e Bolsonaro já não é tão intenso. O Capitão meio que moderou seu discurso e o antigo torneiro mecânico continua a dar aquelas entrevistas pouco consistentes, que valiam muito para duas décadas atrás, mas que agora já não o ajudam muito.

       O brasileiro torcedor, que não tem mais uma seleção de futebol vencedora, nem um ídolo que possa ser comparado a Pelé, não viu ressuisrgir uma Maria Esther Bueno nem um Gustavo Kurten, sente saudades de um Ayrton Senna, não tem mais um casal como Tarcísio Meira e Glória Meneses nas telenovelas,, não tem muita coisa a comemorar. O ganho de um troféu no Oscar com um filme nacional parece que foi a maior coisa que conquistamos em toda a nossa história, dada a importância que a imprensa conferiu ao assunto.

       Nossa realidade, porém, está presente quando vamos abastecer nosso carro no posto de gasolina, quando vamos comprar comida no supermercado, remédios na farmácia, ou quando nos falta dinheiro para pagar as contas, e nos deparamos com a realidade dos juros altos. Vivemos instados a gastar, consumir, ter aquilo que nosso dinheiro não nos permite ter, saldo negativo nos bancos, longos financiamentos ou empréstimos de longo prazo, e assim por diante.

       Nossa real nos indica que precisamos de mais estudo, trabalho, leitura, exercícios matemáticos, alimentação saudável, exercícios físicos e lazer, embora este último também esteja dispendioso. Mas somos fortes, trabalhamos, passamos pela vida pagando IPVA de carro e, muitos de nós, chegando ao fim dela sem ter a casa própria. Nas periferias da cidade, amontoados de gente vivendo em condições sub-humanas, em todos os lugares há os riscos de assaltos e a sujeição à violência, em especial contra as mulheres, as crianças e as pessoas em idade avançada, sempre as mais vulneráveis.

       A vida segue, no entanto! E nossos sonhos precisam continuar a ser alimentados, pois se nos faltarem, nossa vida perda a razão de ser, fica sem graça, vem a depressão, as doenças. Ter ideais, construir castelos em bases sólidas, constituir família, dar seguimento à vida, propor a continuidade das gerações, poder usufruir do progresso e todas as coisas boas que ele nos oferece, sem perder a saúde e a dignidade. Ser proativo, audacioso quando necessário, moderado quando a situação assim exige. Ter a sorte de ter energia e saúde, o amor, a amizade, a esperança de que a nossa caminhada seja longa, seja saudável, colher o mesmo respeito que plantamos em nossa trajetória de vida.

       Assim vamos... E nossa volta à realidade do pós-carnaval virá na próxima semana, porque a que está em curso é de calças curtas. Valorizar o ser e almejar o ter, olhar para tudo o que nos rodeia, valorizar quem está perto e compõe nosso mundo real. Estamos no ano 2025, finalmente. Vamos em frente, que atrás vem gente!

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com