sábado, 17 de agosto de 2013

Caminhar ao sol

Caminhar ao sol, sorver seus raios dourados
Deliciar-se ternamente, feliz, feliz contente
Raios brilhantes, luminosos e  brilhados
Bronzeando as peles, os ombros elegantes
Aquecendo a alma da pensativa caminhante.

Caminhar ao sol, a mente navegando bem distante
E perdida em pensamentos já morenos
Em pecados que guiam passos errantes
Deletando da alma todos os venenos
Que possam inpregnar-se nos espíritos serenos.

Caminhar ao sol nos últimos dias de frio intenso
Amenizá-lo, numa agradável sensação de bem-estar
Caminhar ao sol, num prazer imenso

Caminhar a sol, embeber-se de luz e de  paixão
Deixar o pensamento leve a navegar
Afagar a alma, acalentar o coração!

Euclides Riquetti
17-08-2013


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Os óculos de enxergar da mulher do Amílcar

          Ligo para o Amílcar para perguntar como tem passado desde nosso encontro, uma semana atrás. Eu queria agradecer pelo café que nos ofereceu, lá na Lanchonete de General Carneiro, na sexta passada. Nas primeiras tentativas de "fora de área", mas depois acabei me acertando com ele. Tinha ido levar mas ovelhas para engorda no sítio de um amigo. Ganhara uma na rifa da Capela e comprara outras no leilão de uma festa no final de semana.  

          O Amílcar é aquele me amigão que reencontrei em Canasvieiras em abril, na Semana dos Uruguaios, a que para nós é a Semana Santa. É aquela em que, no Uruguai, fazem uma semana de feriado para que as pessoas possam viajar, ir fazer turismo. E, pela proximidade, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os principais destinos deles.   Reencontrei o Amílcar na semana passada, quando estava de passagem por General. Combinei com ele enos encontramos.

          "Boa tarde, Riquetto! Come que tá o frio por aí? Minha véia disse que leu que você iscreveu alguma coisa sobre o sol, que aí não tinha sol hoje cedo! Ma aqui nun é diferente, amigo! Muito frio, de arripiá os cavei..."    Falei-lhe que ela deve ter lido meu blog e lido meu poema novo, "Vem, sol, vem!", que escrevi para chamar o sol. Ele compreendeu, disse "num intendo nada de brogue"e também não fiquei explicando isso pra ele, Conversa com ele tem que ser prática e mais objetiva.  

          Peruntei-lhe como foram seus últimos dias, o que tem feito além de tomar chimarrão. "Óia, Riquetto, num tá fácil a cosa aqui. Tenho que inventá até disculpa pra podê jogá um isnuquinho.. Digo que vô visitá meus cumpadre e vô cum eles jogá us taco no bar do Ziza, aqui em Palmas. Você sabe que sempre gostei de escorá o umbigo nas mesa de bilhá e num é agora que vô pará. Num posso isperá pa ficá veio im casa."

          Falei-lhe que tem razão, mas que não deve enrolar a mulher, que se ela desconfiar que ele está mentindo, vai passar a desconfiar de tudo o que ele disser. E, depois que perder a confiança dela, esá frito!

          Deu umas belas risadas, parecia-me ver seu jeitão. Perguntei-lhe como estava a esposa, que gostaria que viessem nos visitar, que ficaríamos muito contentes em recebê-los. E lá veio ele com essa conversa:"Ma nem te conto, Riquetto! Sabe que ela foi comigo consultá no Porto e comprô um par de óculos novo?. E eu que paguei o pato! Quando cheguemo im casa tava inxergando tudo, até demais. E começô a olhá pras parede, pro forro da casa, pras porta e janela e discobrio que tinha um mofo daqueles cinzento. I tudo sobrô pra mim. Me deu um baldo de áqua cum quiboa e um pano daqueles de pelúcia e me fez isfregá tudo aquilo, até tirá fora, deixá tudo branquino. Devia ter dexado ela orba que era meió pra mim. Capaiz de até vê coisa que num existe agora..."

         Tive que rir.  Disse-lhe que hoje em dia a gente precisa ajudar em casa e principalmente no inverno, que as faxineiras fazem, mas que isso tem um custo, uns oitenta reais por dia. Ele me disse que prefere fazer tudo sozinho, nem que leve dois dias,  e que o dinheiro que economiza dá pra comprar erva pra tomar chimarrão o mês inteiro e ainda para umas 30 fichinhas de bilhar.

          Conversa vai, conversa vem, disse-me  que ainda ontem estava olhando umas fotografias que tem guardadas numa caixinha de sapato, viu uma foto do tempo em que tínhamos aquele cabelão escuro, lá nos nossos 20 anos,  no Porto.  E começou a lembrar de uma vez que fomos no baile em São Miguel, Distrito do Porto, e que só deixavam entrar lá de terno e ele...Bem, isso é história pra outro dia!

Euclides Riquetti
16-08-2013


         

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vem, sol, vem!

Vem, sol, vem/ Vem clarear o céu de minha tarde/ Vem com seus raios tímidos, mas vem/ Vem clarear o céu de minha tarde/ Vem, sol que eu espero tanto, vem!/ Vem, sol, não te afugentes por causa dessas nuvens cinzas/ Vem brilhar sobre as ruelas e campinas/ Vem encostar-te em minha pele fogosa/ Vem acalmar minha alma triste e ansiosa/ Vem, sol, vem clarear o céu de minha tarde!/ Vem, vem trazer de volta o ânimo perdido/ Vem refazer meu coração ferido/ Vem, com o poder de seus raios regeneradores/ Devolve às tardes as belas e singelas cores/ Devolve a todos os corações os seus amores./ Vem, sol, vem/ Que eu estarei aqui a te esperar!/ Euclides Riquetti 15-08-2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Importam nas rosas os colores

Importam mais nas rosas os colores/ E os perfumes que deixam nas estradas/ Importa-me que permaneçam simples flores/ A encantar a vida que me foi traçada./ Importa muito que as rosas ali estejam/ A esperar-me com seus lábios sedutores/ Importa-me que os espinhos as protejam/ Em seus cenários belos, multicores./ Rosas, belas rosas, razão de minha vida/ Sou cravo que se perde na inconstância/ Inseguro diante de tanta exuberância./ Rosas, cingem de encantos cada canto, cada dia/ E me remetem a uma gostosa nostalgia/ A inundar a minha alma fugitiva./ Euclides Riquetti/ 14-08-2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vendo jogo do Vasco em Curitiba - Que alegria!

Quando era criança e jogava bola no campinho dos Masson, onde fica hoje a Cadeia Pública ali em Ouro, comecei a tomar gosto pelo Vasco da Gama, torcendo pela Associação Esportiva Vasco da Gama, de Capinzal, um clube amador que chegou a disputar um torneio na Argentina, o maior rival do Arabutã Futebol Clube, ambos daquela cidade onde nasci. Depois, ao crescer, fui tomar conhecimento da existência do Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro. Os "Coquiara", Ivanir, Valdir e Altivir Souza, mais meus primos Moacir e Cosme Richetti, eram torcedores deste, e acabei me tornando vascaíno. Posso dizer que "sou Vasco desde criancinha". Há coisas que acontecem por acaso, sem que planejemos. Eu já tinha em mente dar um pique no final de semana do Dia dos Pais, um giro rápido pelo Paraná. E, numa reunião do "Grupo Pensar Joaçaba", o Oliveira Júnior, da Rádio Catarinense, presenteou-nos com uma tabela do Campeonato Brasileiro. Quando a recebi, pensei: Vou ver que jogo bom tem em Curitiba e vou aproveitar para assistir. Abro a tabela e a agradável surpresa: Dia 11-08-2013, no Couto Pereira, em Curitiba, 16 horas, Coritiba x Vasgo da Gama. Nas mais de 50 vezes que fui para lá e nas mais de 100 que fui a Florianópolis, nunca coincidiu haver um jogo do time de meu coração numa delas. Vi muitos times, vi várias vezes jogarem Coritiba, Atlético, Paraná, Figueirense, Avaí, Joinville, Chapecoense, Internacional, Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Santos, Ponte Preta e outros, mas nunca o meu Vascão. Torcedor há mais de 50 anos e nunca me "esforcei para vê-lo". Na sexta tomei café com o Amílcar em General Carneiro, almocei com a família de minha irmã vascaína Iradi, em União da Vitória, e passei o sábado na casa da filha Michele, ( e do Daniel) em Ponta Grossa. Pois não é que ela já tinha pesquisado tudo sobre o jogo do Vasco e, dentre os presentes, dava-me o ingresso para o jogo. No domingo, ao meio-dia bati na casa do Tio Celso, (Kaminski), em Curitiba, e às 16 horas estava eu lá na arquibancada, enturmando-me com os torcedores "visitantes". Ali conheci o Elton de Souza, o Jean Rodrigo e o Bernardo (ambos Bianchi Heizen). Foi uma imensa alegria conhecer jovens tão simpáticos e prestativos. Até postaram nossa foto, juntos, no facebook. Quando se divide uma mesma paixão, tem-se a mesma meta comum a alcançar, o mesmo objetivo a atingir, e a amizade vem em questão de segundos. E, poucos minutos depois, já cantávamos, juntos, as músicas e os gritos de guerra do Vasco. Quando Diogo Silva, Fagner, Jomar, Rafael Vaz, Henrique, Abuda, Wendel, Juninho Pernambucano, Pedro Ken, Eder Luiz e Tenório entraram em campo, uma grande vibração, muita sinergia, muita emoção saindo de nossos corações. O Coxa do poderoso Alex era um time forte em casa, vencera o Grêmio em Porto Alegre, no meio da semana. E os novos amigos já mé disseram, tão logo tirei meu gorro da cabeça: "Seu Guiñazu, hoje vamos ver se você é pé quente!" Pois apenas quatro minutos depois, o Pedro Ken faz o gol da vitória! Custava-me a acreditar! Mas era real. E, em nossa arquibancada, um número que estimo em menos que mil torcedores, tínhamos fôlego para gritar contra os 21.000 torcedores do Coritiba. E resistir na quase uma hora e meia de pressão não é fácil. Mas tudo deu certo. Eu parecia uma criança que ganhara meu primeiro brinquedo, meu primeiro picolé. Mas estava lá. E a realidade nos favorecia, nos favoreceu desde o momento em que os corpos dos atletas começaram a bailar no majestoso gramado do antigo Belfort Duarte. Ali mesmo, onde há 40 anos assisti ao meu primeiro Atletiba, estava a comemorar: minha primeira presença num jogo do Vasco, minha estreia com vitória. E lembrava-me de alguns amigos vascaínos: Do primo Sérgio Riquetti, do Leandro Machado,que trabalha na Apae de Capinzal, do Sérgio Durigon, meu colega, do João Fagundes dos Passos, pai de minha nora Luana, do Nolberto Zulian, do saudoso Pedro Zaleski, do Nélito Colombo, da Celita e da Maria Luiza, Nair Perla Toigo, da Vanessa e da Carol, filhas do Ico, netas da Dona Dileta, do Jáder Colombo, do Alex Sandro Silva,de meu filho Fabrício, do Júlio César Dambrós, do Felipe Miqueloto, de meus irmãos Iradi, Hiroito, Vilmar e Edimar, de minhas filhas Caroline e Michele, e de tantos outros. Como eu gostaria que estivessem lá comigo. Obrigado aos amigos torcedores que estavam comigo lá no Couto Pereira. Foi, realmente, uma alegria havê-los conhecido! Euclides Riquetti 13-08-2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O protetor solar do Amílcar

          Passei por General Carneiro na sexta-feira. Estou impressionado com o volume de obras que estão sendo executadas na BR 153, próximo ao trevo de acesso à cidade. Estão contemplados com túnel e estradas  marginais. Investimentos altíssimos. Quem passar por lá, no máximo em seis meses, vai-se admirar pela exuberância do em empreendimento.

          Parei para olhar para aquela igreja com aquele telhado com cúpulas metálicas, provavelmente de confissões que seguem as da Ucrânia ou Rússia, ou até quem sabe polonesas. Parecida com a dos Ucranianos de União da Vitória. parei num Posto de Gasolina e fui para a Lanchonete onde me esperava um amigo que reencontrei este ano. Havíamos combinado por telefone e estava lá a me esperar o Amílcar.

          "Venha cá, Riquetto, que quero te quebra as costela!"  -  Foi aquele abraço fraternal do amigão que me acompanhava nas idas para o Clube "25", lá em Posto União, quando nas tardes de domingo íamos dançar ao som do "Disparo 70". O Cícero era  guitarrista e vocalista. Bom músico, durante a semana lavava carros e lubrificava no Posto Ipiranga, dos Ravanello, ali na Manoel Ribas, em União da Vitória. Ficamos muito amigos os três, lá pelo início da década de 1970. Íamos á tarde dançante e depois ao Cine Ópera. Havia muitas gatinhas sempre no 25, devem ser todas avós, hoje!

          Cumprimentou minha esposa, estava radiante em nos ver. Tomamos um cafezão e comemos pastéis de vento.  Perguntamos como estava a família e ele começou falar de sua netinha, que convidara para vir mas que ela não quis porque estava vendo o Nick Jr. na TV. Trouxe-me dois quilos de erva para me presentear e eu lhe dei um CD de músicas italianas que foi gravado pelo Grupo Píccola Itália Del' Oro, lá do Ouro. Ficou contentíssimo, deu-me mais um abraço.

          Conversamos amenidades, tomamos nosso café e eu disse que teria que seguir viagem. Precisava almoçar com minha irmã Iradi e o Luiz Fernando Ghidini, lá do Restaurante X Burguer.
Ele queria que ficássemos para almoçar na casa da filha e do genro, prometi que farei isso em outra oportunidade. Perguntei-lhe como estavam os negócios com a erva-mate e ele me disse que estão bons, que no inverno vendem bem e os preços compensam.

          Depois, veio com essa: "Sabe Riquetto, no inverno tudo é fácil. No verão, além do mercado ficá difícil  ainda tem as dispesa extra. Veja bem que agora ele têm que comprá até protetor solar pros tirador de erva na pranta! Num acho que isso seja de obrigação do patrón, mas se é lei temo que cumpri. No inverno, fatore 30 e no verão fatore 50. Mais tenho uma ideia. Como o 50 é muito caro, asso que dá pra compra um de 20 e um de 30 e misturá, que fica de 50."

          Minha patroa se segurava para não rir, disse que ia tomar uma ar puro, pediu licença e foi lá fora rir sozinha...

          Expliquei-lhe que não é assim, como uma conta de matemática. Se misturar os dois cremes, vamos ter um volume em dobro, mas o fator passa a ser 25, e não os 50. Ele disse que sempre me admirou porque além de eu escrever umas poesias  também tinha um razoável senso de lógica matemática. Mas que não se conformava que podiam economizar se fosse do jeito que ele pensava.

          Comecei a despedir-me e me fez prometer que o visitarei em Palmas, onde reside, e não em General, onde mora a filha. Disse-lhe que em novembro, quando eu for na Festa da Família Richetti/Riquetti, em Cascavel, passo por lá e o visitamos. Prometeu-me que vai fazer um "costelón" pros amigos e para nós. Para o almoço do dia 17 de novembro, para comemorar meu aniversário do dia 23. Certamente que  estaremos lá!


Euclides Riquetti


sábado, 10 de agosto de 2013

No Silêncio da Madrugada...

Acordo na madrugada, num repente
Apenas a música do silêncio e da magia...
Não há mais barulhos, foi-se a gente
Na fresca madrugada, calma e silente
Apenas uma leve nostalgia!

Na madrugada do lençol macio, da cama quente
Um frágil pulsar de corações
Nos corpos que se encostam levemente
Quando  amantes  se perdem sutilmente
E brotam mil amores, mil paixões.

É no silêncio da madrugada que eu escuto seu coração
Não sei  de onde, mas manda-me sua música contagiante
De seu pulsar harmônico embebido de paixão.

É na madrugada que meu pensamento move-se no ar
E vai em busca  de seus olhos cativantes
Vai em busca de encontrar seu belo olhar...

Euclides Riquetti
11-08-2013

Quero ganhar teu beijo, quero muito, quero!

Quero dar-te um abraço terno
Um abraço simples, mas que seja eterno
Não mais descolar-me de ti
Um eterno e terno abraço,  em ti
Eterno, eterno abraço terno!

Quero levar-te o abraço do encantamento
O abraço que se perde no firmamento
E que se encontra, depois, ali depois do raio de sol
O abraço que se esconde... sob o branco lençol!
E que te percas em mim por um mágico momento...

Quero que aceites meu abraço dado
Quero que me apertes  no abraço apertado
O abraço na manhã que te surpreende
O abraço no teu corpo que me acende
E que busca o teu beijo sagrado...

Enfim, não te surpreendas, não
Com as reações de teu coração!
E não te assustes com minha ousadia
Nem  te incomodes com tanta rebeldia
Pois quero apenas tua atenção.

Quero dar-te um abraço terno
Quero ganhar teu beijo, quero muito, quero!

Euclides Riquetti
10-08-2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

As asas da Megan Fox

          Divina e maravilhosa. Atraente, sedutora, encantadora... Olhar distante e belo, olhos divinamente desenhados. Corpo esculpido, desejado... Assim é a atriz Megan Fox, protagonista de "O Anjo do Desejo", uma produção americana de 2010, em que nossa Diva tem seu coração ( e corpo de Vênus), disputado por Nate e Happy, personagens de Mickey Rourke e Bill Murray.

          No filme, nossa belíssima compõe uma personagem dotada de asas, Lily,  dominada por um dono de circo que a tem como principal atração dentre seu elenco de artistas. Nate, um trompetista boêmio que trabalha em clubes noturnos de Las Vegas, apaixona-se perdidamente por ela, mas precisa disputá-la com Happy, que vê nela o produto para muitos ganhos, financeiros e pessoais.

          O filme, na verdade, é um sonho de Nate, e gostar dele ou não é uma questão de preferência. Procurei nos sites da net e percebi que a maioria dos comentários postados por cinéfilos o consideram um péssimo filme. Mas a questão é como gostar de vinho, cachaça ou cerveja. Eu prefiro licor. Ou coca-cola. Ou guaraná da Antárctica sem pipoca... (Aliás, vi o filme no Telecine Pipoca)!

          Gosto da fábula, da fantasia, do romance, da paixão, da beleza feminina que escraviza os homens, que faz com que os machões se tornem cordeirinhos. Gosto de olhos bonitos, corpos esculturais, cenário bonito, coisas encantadoras. Gosto de viajar no imaginário, no mundo dos sonhos, na suprarrealidade, que é bem melhor do que a realidade e me faz bem. Tenho alma e sensibilidade para a arte e não consegui isso na escola nem lendo livros. É algo que veio naturalmente  em mim, que está em mim, que ficou em mim.

Mas também sei apreciar o filme cabeça, com bons enredos, com histórias consistentes, com bons atores. Assim como destesto ver alguns filmes  mal produzidos, fincanciados com o meu, com o seu dinheiro, com o leite generoso das tetas da  vaca da viúva. Não generalizo, pois temos ótimas produções brasileiras, com grandes atores e atrizes. Mas há muito oportunismo e produção barata com custo alto que pago para não ver.

          Recomendo-o, assim, às pessoas que têm a alma leve, que têm o coração sonhador, que entendem que  mundo não se pauta totalmente na lógica, que a vida pode ser um maravihoso sonhar. Não procurem entender nada no filme. Apenas curtam a beleza de sonhar, sonhar, sonhar... E aplaudir o amor e suas histórias!

Euclides Riquetti
09-08-2013

         

Feliz aniversário!

                Se meu pai, Guerino Riquetti, estivesse ainda conosco, estaria completando 92 anos. E saber que o perdemos há mais de três décadas, quando ele estava com 55 anos. Eu tinha 24 anos e fiquei muito abalado. Muito chateado e sentido por termos tido a separação definitiva tão cedo, sem antes termos parado para que ele me passasse todas as recomendações que um pai deve fazer a um filho antes de partir. Éramos muito identificados eu e ele. Cursou o primeiro ano de  Filosofia,Seminário São Camilo, na Vila Pompeia, em São Paulo, tendo antes passado pelo de Iomerê, enquanto que cursei Letras na Fafi, em União da Vtória. Em 1974 ele prestou vestibular na mesma para o Curso de Geociências, aos 52 anos. Viramos colegas acadêmicos, o que muito me orgulhava. Lembro-me que ele tinha um professor raivinha e autoritário que mandou-o sair da sala porque estaria mascando chiclete, uma injustiça, pois ele detestava goma de mascar. Meu pai ficou indignado com isso, pois o professor era o dono da situação e queria impor sua autoridade a qualquer preço...

          Herdei muitos dos seus hábitos, temos um biotipo semelhante, ambos gostávamos  de ler muito, eu lhe emprestava meus gibis, O Pato Donald e o Mickey. Ele me emprestava seus livros, lembro bem de "História Sagrada - Antigo e Novo Testamento", que li e reli muitas vezes. Havia a História "José do Egito", que eu adorava. Tinha muita pena do José, que fora vendido pelos irmãos. Também me encantava com a "Parábola do Filho Pródigo", pois ela lembrava muito a hisória de meu progenitor, somente que este saiu para o Seminário adolescente e ficou  anos sem ver seus pais e irmãos, que moravam na Colônia Linha Bonita, no antigo Distrito de Ouro, antigo Rio Capinzal.

          Minha maneira de andar, a postura e o movimento de minhas mãos, a mesma cor dos olhos e dos cabelo  ambos castanhos claros , o precoce agrisalhamento, enfim, restou  muito dele em mim. As mesmas posições sobre religião, política e até sobre carreira profissional.  E acabei fazendo minha carreira profissional como professor, sendo que  por 28 anos atuei na Escola Sílvio Santos, da qual ele foi o primeiro Diretor.

          Tinha muita amizade, era muito inteligente e criativo, falava italiano padrão e francês e, embora poucos saibam, fora organista e pianista nos tempos de seminarista. Quando o perdemos achei que poderia fazer algumas das coisas que ele queria fazer, fiz, consegui usar o poder sem nenhuma vaidade, saí da mesma forma como entrei, sem mudar meu padrão de vida, meus hábitos e meus costumes. Segui a recomendação socratiana que me fez numa correspondência na época em que eu estava na Faculdade, até colocamos em sua lápide, está lá no latim que ambos estudamos: "In medio virtus"! Mais uma semelhança entre nós: ambos estudamos Latim.

          E, desde aquele ano de 1974, quando mandou-me o provérbio, procuro pautar minha vida nesse ensinamento, agindo e me portando dentro de um razoável padrão de equilíbrio e na tomada de atitudes corajosas, mas sensatas.

          Hoje, depois de tantos anos, tenho todas as lembranças bem fixadas em minha memória. E alguns conceitos assumidos; "Pai é  pai! "Filhos devem respeitar os pais!". "Meu pai é o melhor pai do mundo!" "Meu pai é meu herói!" "Meu pai é grande e tudo pode!".  Ele partiu sem ter conhecido meus filhos, infelizmente. Mas me importam, mesmo, são  as lições e exemplos que me deixou e até as amizades que dele herdei. Feliz aniversário, meu velho e querido pai, onde quer que você esteja.

Euclides Riquetti
07-08-2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Um beijo teu... um beijo meu!

Um beijo... só um beijo - demorado...profundo!
Um beijo com o ardor do fogo que queima a pele
Um beijo com o amor que abala e fere
Fere de desejo, fere de paixão
Lançando as flechas que chegam... ao coração!

Um coração sentido, ferido
Um coração levemente  inibido
Mas que no fundo é um vulcão
Em ebulição!

Um beijo é um grande recado
Que diz mais que mil frases escritas
Que milhões de palavras ditas...
Que se perdem na manhã infinita.
Um beijo
Para sempre ser lembrado
Um beijo consentido
Ou um beijo roubado
Desejado...

Um beijo
Apenas um beijo...
Um beijo meu... um beijo teu!

Euclides Riquetti
07-08-2013




terça-feira, 6 de agosto de 2013

Reencontrar amigos - fazer novos amigos - uma emoção!

          Tenho vasculhado a internet em busca de localizar pessoas que fizeram parte, um dia, de minha vida. Dizem que quem foi amigo da gente, um dia, se nós o reencontrarmos, em qualquer tempo,  teremos a sensação de que nós o tínhamos visto pela última vez  recentemente, que o tempo da saudade não é cronológico, que 40 anos ou 40 dias são a mesma coisa. E  tenho ensejado reencontrar as pessoas pessoalmente, marcando encontros que me emocionam.

          Por outro lado, só em teclar com muitos deles, relembrar de bons momentos compartilhados, mesmo que há décadas, já me é motivo para muita alegria.  E quando faço isso, mais do que as palavras que escrevo, sinto que "do outro lado", lá longe, alguém também divide comigo minha alegria e emoção.  Entendo, também, que as amizades verdadeiras não se extinguem, mesmo que em algum momento de nossa vida tenhamos tido pequenos desentendimentos, coisas banais, de pouca ou nenhuma importância. O que vale é o que está registrado em  nosso coração...

          A semana, pra mim, foi de muitas surpresas. Fiz novos amigos aqui em Joaçaba, reconectei-me com outros que não via há longa data, coisa de 30, 40 anos. E como isso faz bem para miha alma! Saber que as pessoas estão bem, que fizeram carreira, tiveram filhos,netos, muitos até aposentaram-se. Com esse canal de comunicação tão ágil que é o facebook, tenho reafirmado amizades com muitos ex-alunos das escolas onde trabalhei: Major Cipriano Rodrigues Almeida, de Zortea; Cenecista Padre Anchieta e Mater Dolorum, de Capinzal; Sílvio Santos, de Ouro. Nessas construí minha carreira de professor e trago amigos dentre os alunos e os colegas professores e funcionários.

          Reconectei-me com amigos que estudaram na Fafi, em União da Vitória, outros que  trabalharam comigo nas empresas Alvaro Mallon e Filhos, de União da Vtória, Zortea Brancher, de Zortea e nos Postos de Serviços  Dambrós e Ipiranga. Ainda com meus companheiros da República Esquadrão da Vida, de União da Vitória. Com meus colegas da Administração Pública, em Ouro. Com pessoas que ao longo dos ano conheci e com as quais convi. Até na convivência das lutas políticas e nos times onde joguei bola, Grêmio Lírio, nos Juvenis e Veteranos do Arabutã e no Navegantes. No Palmeirinhas e até no time dos Engraxates!

          Para cada pessoa eu poderia escrever uma história, uma crônica, uma poesia. Assim, quando escrevo, inspiro-me nas pessoas, nas amizades, nos cidadãos anônimos sobre os quais ninguém nunca escreveu. E aí lembro-me das agremiações lieterárias e culturais, e em dezenas de entidades sociais a comunitárias de que participei, nas viagens que fiz.

          Nos últimos dias fiz muitas amizades aqui em Joaçaba, com pessoas que me fazem bem, que me ajudam a ser mas feliz. A amizade, para mim, é um fator de altíssima importância. A mobilidade enseja a amizade, com mais ou com menos intensidade, por isso mesmo gosto de movimento, envolvimento, de conhecer pessoas.  Um grande abraço a todos os meus amigos!

Euclides Riquetti
06-08-2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cidades com alto IDHM - ônus ou bônus?

          A divulgação dos Índices de Desenvolvimento Humano  Municipal ocorrida há uma semana gerou  alguma euforia, algumas críticas e algumas preocupações. E, também, o costumeiro oportunismo nos meios políticos. Tão logo os dados foram colocados na imprensa, administradores públicos começaram a vangloriar-se em razão dos mesmos, mas vale lembrar que o universo de abrangência do IBGE, que fornece os dados para a sua composição, consideram a variação a partir de 2002 até 2012. Então, muitos gestores nem estavam alçados ao poder ainda.

          E os critérios mais presentes na composição são os de renda da população, saúde (longevidade) e educação (aproveitamento escolar). Métodos perfeitamente de domínio para os técnicos, mas de difícil compreensão para o cidadão comum,  são utilizados para aferir dados e compor os índices, mas o que chama a atenção, sempre, é o ranking das células administrativas, os 'municípios brasileiros. E, no meu caso, também os catarinenses.

         Em Santa Catarina, pela ordem, temos como múnicípios mais desenvolvidos: 1.  Florianópolis,
2. Balneário Camboriú,  3. Joaçaba,  4. São José, e  5. Joinville. Em termos de Brasil, tivemos nossos municípios assim ranqueados: a) Floriaópolis (terceiro), b) Balneário Camboriú (quarto), c) Joaçaba (oitavo); d) São José (vigésimo-primeiro),  e)  Joinville (vigésimo-segundo), e f) Blumenau (vigésmo-quinto).  Excelente classificação se considerarmos que temos 5.570 municípios no território brasileiro.

          As cidades onde passei a maior parte de minha vida:  a) Joaçaba: terceiro em Santa Catarina: b) Porto União: vigésimo-primeiro em Santa Catarina, c) Ouro, quadragésimo-segundo em Santa Catarina, d) Capinzal: nonagésimo-quinto em Santa Catarina. Se considerarmos que nosso Estado tem 295 municípios atualmente, nada tenho a lamentar, mas sim a comemorar. Morei em cidades que estão acima da média estadual e nacional.

          Mas, o que devemos ter em mente, e que essas informações não nos são trazidas facilmente, é que existentem muitas diferenças nos níveis sociais nessas cidades. E que há sérios propblemas estruturais nas mesmas, com baixo índice de saneamento básico, com muitas ruas ainda não pavimentadas e com loteamentos abrigando programas habitacionais em terrenos muito precários. E, mesmo que haja boa votade das autoridades para a regularização da situação, há muitos enraves burocráticos e até jurídicos a retardar a efetivação disso. Duvida? Então veja há quantos anos estão tentando duplicar a BR 101 Sul em Santa Catarina e quantos impedimentos já ocorreram...

          Mas, o que mais orgulha os catarinenses, é estarmos como o estado brasileiro com o menor índice de mortalidade infanil. Já fui Gestor de Saúde em Ouro e sei o quanto é difícil para uma cidade pequena desenvolver seus programas, em razão da fraca arrecadação. Municípios pequenos investem em Educação e Saúde bem mais do que a Lei os obriga Estão fazendo sua parte. É por isso que os resultados aparecem, mesmo que a longo prazo.

          E, você sabe, leitor, qual a vantagem que as cidades com alto IDH têm? Apenas o orgulho de tê-lo! Sabe por quê? - Porque, em Santa Catarina, municípios que têm alto IDH precisam colocar mais dinheiro na contrapartida dos convênios com o Governo do Estado, enquanto que as de menos IDH colocam 5% a menos! E isso vem de tempo, já! Então, admiistradores que fazem direitinho o seu "dever de casa", são penalizados, enquanto que os relapsos são premiados! Lamentavelmente!  Aos competentes o ônus, aos relapsos o bônus!

Euclides Riquetti
05-08-2013
   

domingo, 4 de agosto de 2013

O suave barulho da chuva

Há um suave  barulho na chuva que cai lá fora
E que afaga suavemente meu pensamento
Enquanto o tempo segue  frágil e lento
Levando meus versos jogados ao relento
Na noite  fagueira que se vai  embora...

Há um barulho terno na chuva que cai
E um mergulhar no mar da imaginação
Que me transporta ao porto solidão
Ao cais do oceano da grande ilusão
Na busca do sonho que vem e que vai...

Ah, chuva que molha minha saudade
Chuva que apaga as marcas da nossa  vaidade
Que deixa seus cabelos úmidos e sensuais

Chuva que banha sua pele queimada
Que  refresca o cair da doce madrugada
Vem curar a dor dos meus ais!!!

Euclides Riquetti
04-08-2013



sábado, 3 de agosto de 2013

O toque de suas ( e de minhas) mãos

O toque de suas mãos carinhosas
O beijo nos seus lábios vermelhos
O seu corpo refletido no espelho
O doce  sabor de nossos desejos
As minhas intenções pecaminosas.

O silêncio que vem depois
A quietude que toma lugar
O pensamento a duvidar
A água a se derramar
A inundar o caminho de nós dois.

O toque de minhas mãos em seus ombros morenos
A chama do amor que arde incessantemente
O meu olhar no seu olhar de veneno
A chama do amor que arde vorazmente
A rejeição da dor que mata lentamente...

Ah, lentas noites dos enamorados!
Do toque de nossas mãos, sensual
Do nosso envolvimento frágil mas  real
(Porque a vida não é banal...)
A vida é dos corações apaixonados!

Euclides Riquetti
03-08-2013