sábado, 1 de fevereiro de 2014

Houve um dia um sol

Huve um dia um sol que brilhou pra você
Mas que, talvez, por alguma razão
Com o tempo apagou-se e foi embora
Um sol que nasceu em seu coração
Isso já faz tanto tempo, é coisa de outrora...

Houve um dia um sol que cativou você
Mas que se traduziu apenas numa mera ilusão
Talvez seus raios não fossem tão fortes
E acabaram deixando-a sem chão
Assim perdida, sem rumo e sem norte...

Acho que foi um sol de inverno com raios tímidos
Ou de verão com os raios agressivos
Só não foi o sol que aqueceu você...

Acho que foi um sol falso, sem firmeza, nem cor
Não foi o da beleza, nem  o da franqueza
Que não lhe deu amor, que não lhe deu amor
Apenas dor, decepção,  muita dor...

Mas poderão vir outros dias de sol e de fulgor
Trazendo alegria, carinho e  afeto
Nas manhas amenas e nas tardes de calor!
O carinho esperado, o afago certo:
O sol que vai merecer você!

Euclides Riquetti
01-02-2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

De repente, a saudade...

De repente, a saudade:
Saudade da infância
Das bolicas de vidro
Do meu primeiro livro
De ser criança!

Saudade, saudade:
Saudade do pão caseiro
Do mel e da nata
Do marmelo e do marmeleiro
E da marmelada.
Do café na caneca esmaltada
Do leite quente e das torradas.

Saudade, sempre saudade:
Saudade dos chinelos de couro
Das valetas de água correndo
Do joelho esfolado e doendo
De brincar de caça ao tesouro.

Saudade, muita saudade:
De brincar de couboy
Com revolvinho de espoleta de rolo
De gritar "camóin"
"Está preso, levante as mãos, seu tolo"!

Saudade, doce saudade:
De levantar cedo pra ir pra escola
De encontrar os amigos na rua
De gritar de noite pra lua
E de jogar muita bola.

Saudades, cada um sente de um jeito:
Pouca, muita, quase nada, demais
Mas todo mundo sente!

Do amor que nem bem chegou
E já se foi...
Da personagem que nos cativou
Marcou
E foi-se logo depois.
Saudade, tão vaga como uma oração
Sem sujeito
Que invade meu peito
Mas que ocupa extenso lugar no meu, no teu
No nosso coração!

Euclides Riquetti
31-01-2014

A visita do Amílcar e o fim da novela

          Promessa feita, promessa cumprida! O amigo Amílcar, companheiro de festanças na nossa juventude em Porto União da Vitória, finalmente veio me visitar. Foi com o genro fazer uma entrega de erva-mate em Erechim e passarm por aqui na volta. Vieram no furgãozinho do genro. Enquanto o marido da filha foi fazer um conserto na bomba injetora do veículo,  veio almoçar conosco. Como o serviço ia demorar, tomamos um chima. Ofereci-lhe mate  e ele aprovou, disse que é muito bom, que ele entende bem de mate. Sei disso também...

          Resolvi levar  o cara para dar uma banda na city. Mostrei nosso novo cartão postal, a "nova rodoviária de Joaçaba", apontei para o imponente monumento de Frei Bruno, uma espécie de "Cristo Redentor" aqui na cidade, localizado no alto de um morro, abençoando, ele e seu cajado, nossas cidades de Joaçaba e  Herval D ´Oeste. Conheceu nosso teatro, o Alfredo Sigwalt,  achou muito bonita a majestosa edificação. Falei-lhe que tenho alguns amigos que fazem parte da Direção do teatro, que são grandes animadores de seus eventos, o Bolinha Pereira e o Jaime Telles.  Depois andamos pelo centro, tomamos sorvete. Mas o que mais frustrou o amigo foi uma passagem por uma bodeguinha, onde resolveu comprar umas balinhas para levar  para a netinha, lá de  General. 

         Perguntou o preço, três reais cada pacotinho.  Remexeu no bolso, tirou uma nota de dez e pediu dois, ia dar um pra nena e outro pra neta, que mora no Bode, em General Carneiro. Disse que lá, por alguma razão, chamam a cidade de "Bode"! Acho que está bem evidente isso. Passou a nota para a bela atendente, uma moça de cabelo claro, aparelho nos dentes, que lhe conferia um certo charme. E foi dizendo: "Trêis com trêis, seis!" Ela não falou nada, retirou da gaveta uma calculadora, somou R$ 3,00 mais R$ 3,00 e disse: "Está certo, são seis reais". Depois, numa nova operação, diminuiu os seis da nota de dez, e devolveu-lhe 4 moedas de um real. Perguntou-lhe se não era mais fácil dar-lhe duas notas de dois e ela assim o fez.

         Saímos de lá e fomos tomar sorvete e ele manifestou sua indignação: "Veza só, Riquetto, ela teve que fazê as conta na máquina pra sabê quanto dava a despesinha e ainda  devolveu nas moeda". Depois dizem que o loco é o Amílcar!!!

          Tive que dar razão para ele. Falei que uma vez uma senhora bem empregada, com carrão, muito charme e carteira cheia de reais,  foi num salão de uma cidade aqui perto  e teve que pegar a calculadora para ver quanto dava o custo de arrumar o cabelo e pintar as unhas, que nem todo mundo é prático como a gente, que as pessoas estão muito dependentes de tudo o que é geringonça eletrônica...

          Depois,  começamos a falar de novelas. Falei que sempre fui noveleiro, desde o tempo da Novela "Estúpido Cupido", quando a Elisabete Savala fez o papel de Irmã Angélica, em 1976. Ela era uma freira muito bonita, que deixava os jovens da novela muito doidos. Agora ela é a Márcia, de "Amor à Vida", vendedora de hot-dogs, a ex-"Tetê-parachoque-e-paralama" vovó da Mary Jane. .  Eu acho que ela e o Mateus Solano, o Félix, são os dois melhores intérpretes de seus personagens. Salvaram a novela, que até há um mês era muito chata.

          Ele concordou comigo e também fez algumas considerações: "Aquele Dr. César deveria ser samado de Dotor Corno, isso que sim. Porque só ele que num vê as coisa que a Aline apronta".  Falei que é apenas o papel do Antônio fagundes que o torna assim, que é exigência de quem escreve e de quem dirige a novela, embora que eu também ache  o César um babacão. E o Amílcar emendou: "Como dizem os taliani lá de Bituruna, é um poro pintcho!"

          O celular dele tocou, era o genro que tinha terminado de arrumar o caminhão. Marcamos de nos encontrarmos perto da Lanchonete Trevo, do Batatinha. É lá onde a gente come polenta com tilápia e o atendimento é nota dez. Dele, da Kiara e dos meninos e cozinheiras.  No trevo da Rodoviária Nova.

          O Amílcar foi embora quando o céu ensaiava mais uma chuvinha. Uma daquelas muito agradáveis destas tardes de verão. Sempre bom reencontrá-lo. E, como dizia o Faé: "Obrigado, volte sempre"!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O sol da noite escura

O sol da noite brilhou de repente
Intensamente
Depois  foi embora
Suavemente
Com seus raios transparentes.

Ele veio apenas para clarear os espaços
Pavimentar a avenida do amor e da paixão...

Foi o amor-sol que brilhou
E que me aliciou
Dentro de seu coração
E que me guiou até  seus braços.

O sol da noite escura  se fez sol de prata
E, no encanto da serenata
Brilhou!
Brilhou na noite como brilha no dia
Por pura magia...

O sol da noite
Forte, magnânimo
Reenergizou o meu ânimo
E fez rebrotar em mim plantinhas que estavam amedrontadas.

Agora, pedir que nossas almas sejam reconfortadas
Iluminadas pelo sol da noite
E por Deus abençoadas!
Euclides Riquetti
30-01-2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Busque encontrar um porto seguro...

Quando em seu coração houver turbulência
Estiver abalada, ferida de agonia
Busque reencontrar a calmaria
Faça seu pensamento navegar com maestria
E vá  buscar motivação para a existência.

Quando sentir que o céu de seu dia ficou escuro
E que o chão parecer ter-se aberto de repente
Cuide de analisar o que seu íntimo sente
Tome a atitude que precisar, firmemente
Para ir de volta ao seu porto seguro.

Busque encontrar quem lhe dê apoio
Irrestrito, amplo, incondicional
Pois quem ama, a ninguém quer o mal.

Procure agir de modo simples e natural
Na tarefa de separar o trigo do joio...

E se a tarefa lhe parecer difícil e espinhosa
Pense em mim, delicie-se com meus beijos
Na noite silenciosa, longa, silenciosa...

Euclides Riquetti
28-01-2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"O Cadorna" - homenagem ao amigo e companheiro!

          A gente vai perdendo pessoas porque o tempo passa e nossa juventude e energia também vai-se indo. Nesta segunda-feira, pela manhã, foi a vez do Cadorna. O Cadorna teve este apelido que se derivou de seu verdadeiro nome. Uma corruptela de "Dirceu", do Dirceu Cadore. Sessenta e nove anos de muita amizade, muito carisma, muito trabalho, muita alegria distribuída por aí...

          Quando na minha adolescência, o Cadorna passava pela nossa Avenida Felip Schmidt com uma pick up Willys, das Indústrias Reunidas Ouro. Faltavam-lhe pelo menos uns três dedos da mãe esquerda, mas isso não o impedia de trabalhar. Sempre foi muito trabalhador. Era o lateral esquerdo do Arabutã Futebol Clube. Mais adiante, foi sucedido pelo Elói Dambrós. Depois, veio o Joe Bertola. E, muitos laterais esquerdos depois, o Cadorna foi lá pra Estância de São Pedro.

          Quando estávamos terminando o "Ginásio", no Juçá Barbosa Callado (no mesmo prédio do Grupo Escolar Belisário Pena, de Capinzal), ele foi nosso colega de aula. Havia o Chascove, o Osvaldino D ´Agostini, a Maria de Lourdes Savassi, a Erondina Moro, o Ivan Ramos, o Valdir Caresia, o Jair Nunes, o Jarmino Freitas, a Nelcinda Savi, a Soeli Penso (Moresco), os irmãos Nelci, José Carlos e Terezinha Andrioni, a Reanir, e muitos outros. Apareceu lá por uns tempos, mas não durou muito. Estudar não era com ele. Gostava, mesmo, era de dirigir carro. Mas era muito divertido, contava causos engraçados e piadas. Fazia piadas de sua mão em que faltavam dedos. Ria muito de si mesmo. Era uma pessoa bondosa, foi isso em toda a sua vida.

          As pessoas de minha geração, que viveram em Capinzal e Ouro, e muitos, muitos outro, conheceram muito bem o Cadorna. Sabem o que estou dizendo!

          Quando voltei de União da Vitória, onde fui morar para estudar, reencontrei-o. A partir de 1980, quando voltei ao Ouro, tornamo-nos companheiros na política. Foi militante em minha eleição, ajudou-me muito. Tinha muita amizade em todos os lugares do Município. Nunca pediu so  Poder Público nada para si. Viveu de seu trabalho, trabalhou até três dias antes de ser internado no Hospital e nos deixar. Nos últimos anos, trabalhou com a Família Cremonini, na Agropecuária Capinzal. Vendedor de produtos e insumos para a agropecuária, tinha as portas abertas em todas as casas da área rural onde  ia. Receber o Cadorna numa casa era só alegria. As crianças gostavam muito dele. Ele as chamava pelo nome.

          Poucas vezes o vi nos últimos cinco anos, depois que vim embora para Joaçaba. Antes, costumava encontrá-lo no Posto Dambrós,  no domingo pela manhã, ali no Ouro. Sempre tinha algo novo pra contar, tinha oipinião sobre tudo, principalmente sobre política. Sabia respeitar a todos e era muito admirado por isso.

          O Cadorna fez a sua parte, não foi uma folha em branco. Escreveu sua história com trabalho, honradez e honestidade. Deixou os filhos Ana Paula, Dirceu Júnior e Ricardo. Os três foram meus alunos. Também a neta Letícia, as irmãs Margarida Salete, Irene e Ana Maria, e o  mano Alfeu.  Foi alegrar os companheiros e amigos que já estão no céu.

          Esteja com Deus, amigo!

Euclides Riquetti
27-01-2014

         

Busque encontrar seu porto seguro

Quando em seu coração houver turbulência
Estiver abalada, ferida de agonia
Busque reencontrar a calmaria
Faça navegar o pensamento com maestria
Indo buscar motivação para a  existência.

Quando sentir que o céu de seu dia ficou escuro
E que o seu chão parecer ter-se aberto de repente
Cuide de analisar o que seu íntimo sente
Tome a atitude que precisar, firmemente
Para ir de volta ao seu porto seguro.

Busque encontrar quem lhe dê o apoio
Irrestrito, amplo e incondicional
Pois quem ama a ninguém quer o mal.

Procure agir do modo simples e natural
Na tarefa de separar separar o trigo do joio...

E, se a terefa lhe parecer difícil e penosa
Pense em mim, delicie-se com meus beijos
Na noite silenciosa, silenciosa, silenciosa...

Euclides Riquetti
28-01-2014

Despertando amor e paixão

Um encontro pode ser casual
Na rua, na praça, no cinema
Num shopping da área central
Ou apenas num telefonema...

Pessoas podem ter tropeços
Sonhos virando decepção
Mas pode  haver um recomeço
Após uma grande desilusão.

O que já  pareceu improvável
Algo inimaginável
Pode vir a acontecer:
O  mundo tem sutilezas
Que podem tornar-se boas surpresas...
Surpresas pra  mim, pra você.

Então, quando menos se espera
Surge alguém,  do nada
Que atiça o fogo apagado
Que anima o ser magoado
Despertando amor e paixão!

Euclides Riquetti
27-01-2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

Festa de São Paulo Apóstolo de Capinzal (83 anos)

          Comemoramos, neste sábado, o Dia do Apóstolo Paulo. A cidade de São Paulo comemora com grandes eventos a data comemorativa ao seu Padroeiro. Capinzal, minha terra natal, também comemora. Com uma grande festa, na Área de Lazer Dr. Arnaldo Favorito. Uma festa muito concorrida.
         
          Participei de mais de 90 % das edições da mesma, desde 1961, quando foram comemorados os 30 anos da Paróquia de São Paulo Apóstolo. Na mesma festa, os 25 anos do início de nossa Igreja Matriz. Nosso grande templo religioso, onde fui batizado e fiz minha primeira comunhão, é um prédio suntuoso, com uma arquitetura formidável, praticamente replicando a Basílica de São pedro, de Roma. É magnífica.

          A Festa de 1961, quando eu ainda tinha 8 anos de idade e estudava ali no Colégio mater Dolorum, está bem viva na minha cabeça. Foi muito balalada e bem promovida. Lembro que fizeram flâmulas de seda e que estas eram colocadas dentro dos carros da época. Penduravam-nas nos retrovisores internos dos Jeepes, Rurais e Aero Willys. Nos Chevrolets e nos Fords também. Era bonito vê-las balançando quando os carros andavam pelas ruas, algumas com calçamento de pedras e outras de chão batido.

          Lembro de Brenno Toaldo e da Romilda, Luiz Gonzaga Bonissoni, Guilherme Brancher, os Baratieri e os Barison, os Zortea, o Celso Farina, o Dileto Bertaiolli, os Golin, os Boff, Dambrós, Susin,  e muitos outros cidadãos que trabalhavam pela Igreja. Eram os "fabriqueiros", que os italianos chamavam de "fabricieri" (só aprendi que eram fabriqueiros quando jovem, pois sempre os chamavam pela palavra em italiano vêneto. E o Edgar Lancini, com seu vozeirão, fazia a locução ao altofalante. O Alemão Preto (Osvaldo Lemes), lidava com os coelhinhos...Fez isso enquanto viveu!

          Os anos passaram, tornei-me adulto e, em 1988 eu era o Presidente do Conselho Administrativo Paroquial. Nossa Paróquia abrangia Capinzal, Ouro e parte de Campos Novos (neste incluindo o Distrito de Zortea).  Eram quase 50 capelas que faziam parte de nosso grupo. Aprendi muita coisa com os companheiros "festeiros" de minha época. Lembro-me que o Valêncio José de Souza , de quem eu fora Vice-presidente antes, sempre dizia: "Quando forem pedir uma prenda, primeiro convidem o cidadão para a festa, entreguem o convite em panfleto,  e só depois peça o apoio.  E a população, tanto das cidades como da área rural, nos apoiavam muito. De tudo o que era arrecadado e dos lucros da festa nós prestávamos contas, primeiro na renuão de avaliação que fazíamos logo em seguida, quando o Ademir Romani e a Vanilda, e o Sérgio Scarton e a Janis nos apresentavam todo o demonstrativo financeiro. Depois, divulgávamos através do rádio.

          E tenho na mente as pessoas, além destas, que faziam parte de nosso grupo: O Nadilce Dambrós e a Sirlene (que me sucederam); o Elói Correa e a Dora; o Nelson Luvison e seu inseparável companheiro Elói Lagni (Lanho); o Rogério Toaldo e a Sônia; O Jandir Coronetti e a esposa; O Sérgio Riquetti, o Pedro Beviláqua, O Reinaldo Durigon e a esposa, O Zacarias e a Maria Tessaro, o Luiz Pedro Scarton e a Eliza,  o Sílvio Scalsavara e a Felícita, a Ivone Benetti, a Dona  Ladir Dorini, que chamávamos de "Tia da Auto Elite", A Dona Aurora Moro Bressan e o Antônio, o Oneide Andrioni e o Severino (tocadores de sino), com a Nair e a Lucir, o Frei Luís Wolf, o David e o Victorino, e o animado Frei Orlando, que puxava os cantos das Equipes Lutúrgicas, que eram coordenadas pelo amigo Valdomiro Correa, o Olivaldo e o Zeca Helt, o Nenê Baretta, o Albino Baretta,o Adelino Redin, que também já nos deixou,  o saudoso Alduíno Silva Amora, que comandava uma equipe de churrasqueiros junto com os Lagni, o Vilson Farias e o animado do Rogério Vidi, com as esposas, os Bersagui, e muitos outros. Formávamos uma euipe de 120 pessoas. Trabalhávamos. Doávamos nosso serviço para nossa Igreja e nossa cidade.

          E a família do Benjamin Miqueloto (Dona Ézide, Irenito e Neri), que cediam as instalações de seu antigo abatedouro e comandavam o abate do gado. E todas as senhoras da nossa vizinhança, que vinham ajudar no abate e preparação dos frangos.

          E, neste domingo, 26 de janeiro de 2014, acontece a 83ª festa de São paulo Apóstolo. Não mais no pátio da Matriz, como era no nosso tempo, mas na belíssima área de lazer.  Muitos de nossos companheiros de 25 anos atrás ainda estão lá, ajudam a manter uma tradição festiva e religiosa.

          Todos os que mencionei neste texto, e muitos outros que peço dusculpas por não ter no momento da redação lembrado de seu nome, nos ajudaram a construir a história de nossa paróquia e de nossa cidade.
Emociono-me ao lembrar de quanto essas pessoas trabalhavam, sem proveito próprio, pagando suas despesas de almoço e utilizando seus veículos para as tarefas. Eu não poderia, jamais, deixar de homenagear essas pessoas!
Euclides Riquetti
25-01-2014

Eu preciso de uma palavra...

Eu preciso de uma palavra
Que me falta
Não para escrever um soneto
Nem para compor um concerto
Mas para te fazer um poema...

Eu preciso de uma palavra
Que não esteja no dicionário
Mas que pode estar num sacrário
Que se esconde num coração!

Eu preciso de uma palavra
Que eu nunca a tenha encontrado
Que nenhum poeta tenha usado
Para compor uma canção!

Eu preciso encontrar a palavra certa
Que me deixe uma porta aberta
Para chegar até você...

Uma palavra envolvente
Que possa me levar, lentamente
Para dentro de você...

E, mesmo que na longa distância
Eu possa transpor as barreiras
E de uma ou outra maneira
Chegar perto de você...

( Distância,  palavra cruel
Que inspira o menestrel
Mas que tortura os amantes
E que nem os mundo andantes
Não conseguem superar ).

Distância que leva à loucura
Que nos maltrata e tortura
Aqui e em qualquer lugar
Mas que não impede meu pensamento
De em seu íntimo  aportar...


Euclides Riquetti
25-01-2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Falam as rosas (palavras perfumadas de veludo)

Falam as rosas
Palavras perfumadas de veludo
Rosas formosas
Que dizem que eu te amo,  sobretudo.
Falam as rosas
E eu as escuto com o coração aberto
Pois que, ao certo
Elas me dizem muito, dizem tudo...

Falam as rosas
E dizem das canções que já ouvimos
Sobre nossos destinos
Sobre outras flores perfumosas
Que tocam nossos corações cheios de ternura.

Falam-nos as rosas
Delicadas, brancas,  cor-de-rosa...
Mas falam as rosas
Vermelhas, amarelas, delicadas
Como o som da brisa
Ou o brilho das estrelas prateadas
Falam as rosas!

Falam do amor
Que o destino resolveu manter distante
Das lágrimas que se transformaram em diamantes
Das mãos que tocaram minhas mãos
E dos lábios que beijaram os meus lábios
Como nunca antes!

Falam as rosas o ano inteiro
Como estas que falam em janeiro
E as que virão, certamente, encher-nos de perfume
Para acalmar a consciência que nos pune
No calor de todas as tardes de fevereiro:
Falam, suavemente
Falam, delicadamente
Falam as rosas!

Euclides Riquetti
24-01-2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Um dia auspicioso para Joaçaba e o reencontro com amigos

          A quarta-feira foi um belo dia para nossa Joaçaba. Ao anoitecer, um concorrido evento realizou-se  junto à Nova Rodoviária, aqui perdo de casa,  quando esteve presente o Governador Raimundo Colombo e aconteceram três fatos importantes: a) Inauguração do Novo Terminal Rodoviário, que recebeu o nome de Horivil Zago; a entrega de 71 viaturas zero Km para a Polícia Civil e Militar, e ainda ao Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina aqui da 10º região militar; e a assinatura de convênio para o repasse de recursos oriundos do Governo do Estado para a duplicação do Acesso Adolfo Ziguelli, que liga a área central da cidade até a BR 282, sentido Aeroporto Santa Terezinha. Colombo, ao contrário de muitos que sempre fizeram belos discursos, tem proporcionado muitos bons benefícios para a cidade.

          A Nova Rodoviária está muito bonita e confortável. Muitas pessoas foram bastante críticas em relação ao extendido prazo para execução : quase que oito anos. E, mesmo com todos os problemas,  restou concluída, bonita, útil e confortável. O Governador Colombo teve forte participação financeira de seu Governo na estruturação física do terminal. A ideia de homenagear a pessoa de Horivil Zago como patrono da mesma, foi uma atitue muito feliz da Câmara de Vereadores, com a aceitação do Executivo Municipal. Zago foi o pioneiro no transporte coletigo aqui no Oeste Catarinense. Originário do Rio Grande do Sul, trabalhou como ferreiro em Joaçaba, praticando, depois, diversos outros ofícios. Implantou a primeira linha de ônibus entre Joaçaba e Chapecó, depois até Lages, Curitiba, São Paulo, chegando a mais de 60 ônibus. Sua empresa, a União da Serra de Transportes, adiante, foi vendida à Runidas S/A, que atua na área e que tem agência dentro no terminal que leva seu nome. Uma justa homenagem a um dos maiores empreenderes da história catarinense.

          A entrega de sete dezenas de veículos para a Segurança Pública aqui da região, é um feito que só se viu antes há 50 anos atrás, quando o Prefeito Udilo Coppi liderou, através da AMMOC, a compra de tratores de esteiras para todos os municípios numa única ação. É meta do Governador Raimundo Colombo fazer com que, em poucos meses, toda a frota da Secretaria de Segurança Pública seja modernizada e renovada, de forma que não restará nenhum veículo com mais de 3 anos de uso. Seguramente, único estado brasileiro a atingir o feito.

         E os investimentos de mais de nove milhões de reais para a revitalização do Acesso Adolfo Ziguelli, cujas obras terão andamento no curso deste ano, é o que de melhor poderíamos ter em Joaçaba, pois nossa cidade carece de vias que permitam a facilitação da mobilidade.

          Na oportunidade, encontrei diversos amigos e conterrâneo de Capinzal e ouro: O Vilson Farias, Vice-prefeto e atualmente Prefeito em Exercício de Capinzal; o Israel Casagrande, Gerente de Desenvolvimento Sustentável e Agricultura da SDR; o Vereador Patrick Justi, simpaticíssimo, de Herval d´Oeste, o  Kelvis Borges e o Artêmio, respectivamente Secretário e Diretor de Saúde do Município de Capinzal, o Vlademir Molin, meu amigo vascaíno que, quando criança, era mascotinho do Vasco em Capinzal, a Cimara Moreira Baú, minha ex-aluna e hoje vereadora naquela cidade, a Camila Sartori, Secretária Adjunta da SDR - Joaçaba, O ~Enio Olímpio Azevedo e a esposa Darlene, a Josiane, da Rádio Capinzal, De Joaçaba, centenas deles, como o jaime Telles, o Rudi e o Ricardo Nodari, o Jaison Stopassola, arquiteto que projetou o belo terminal,  e muitos outros.

          O final desta quarta-feira foi muito bom para mim, pois, além de rever muitos amigos, vi  minha nova cidade sendo reconhecida como importante município catarinense.

Euclides Riquetti
23-01-2014


         

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Para o amor não há fronteiras

Sintonizam-se pensamentos lado a lado 
Na transposição dos limites do universo
No sobrepor-se às fonteiras das paredes
Onde se escondem os corpos e o pecado
Nos  desejos, nos afagos  tão diversos.

Para o amor, não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite"-

Sintonizam-se almas gêmeas que se buscam
Dos parceiros na  distância imensurável
Nas fontes de prazer apenas saciar as sedes.
Nem as trevas e tempestades os ofuscam
Porque há um  amor puro, um sentimento inabalável.

Para o amor não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite!


Euclides Riquetti
22-01-2014

Há uma luz que brilha em teu coração

Há uma luz que brilha em teu coração
Indescritível, diferente, singular
E outras tantas ainda, que  virão
Para fazer tua alma cantar, sonhar, cantar...

Há uma música que chega aos meus ouvidos
É o embalo de uma orquestra que me convida:
"Vem  bailar a dança dos sentidos
Vem  brindar o amor, a união,  a vida!

E ao longo de um  tapete em tons vermelhos
A diva de meus amores e de meus encantos
Multiplica-se em ninfas nos espelhos.

Ah, anjos das noites estreladas
Venham, todos, amainar meus prantos
Enxugar-me as lágrimas derramadas...

Euclides Riquetti
21-04-2014


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Quando estiveres sozinha

Quando estiveres sozinha, sentindo-te abandonada
Quando estiveres triste, como se o mundo tivesse desabado
E olhares para o céu, e te parecer que tudo está acabado...
Lembra-te de quem  um dia já esteve em tua estrada.

Quando estiveres deprimida,  sentindo-te desolada
Quando estiveres te sentindo como que num abismo profundo
E imaginares que pra ti não há mais ninguém no mundo...
Lmbra-te de alguém por quem podes ter sido amada.

Quando as noites de verão te parecerem frias como as do  inverno
Quando teu coração estiver se descompassando, nervoso e desorientado
E pensares que nada mais tem solução, e imergires no passado
Lembra-te que em algum momento alguém te prometeram  amor eterno...

Então, passa uma borracha sobre tudo o que te fez mal
Escolhe todas as coisas boas que tem guardadas em ti
Inicia uma nova jornada, constrói com elas um cenário real
Abraça-te num mundo novo, num novo amor que há de vir
E abraça-te em alguém que te possa fazer feliz!

Euclides Riquetti
20-01-2014