terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

De Nossa Senhora dos Navegantes e de Yemanjá.

 




Anualmente, em 02 de fevereiro, após procissão
pelo Rio do Peixe, os fiéis veneram Nossa Se-
nhora dos navegantes, na Praça Pio XII, em
Ouro - SC
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          Em 02 de fevereiro várias cidades do Brasil e de Portugal comemoram o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes. Isso  acontece em Pelotas, Porto Alegre  e Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, destaque para Navegantes e Itajaí,  e para algumas praias. Em Salvador, na Bahia, é venerada como Yemanjá, a Rainha do Mar. No bairro do Rio Vermelho, 350 embarcações estarão participando de uma procissão e milhares de oferendas sendo jogadas ao mar. Se foram devolvidas, é porque não foram aceitas. Se o mar as levar, Yemanjá as aceitou.

          No Rio de Janeiro há grande reverência à Rainha do Mar em toda a orla marítima. Estas são as referências mais badaladas anualmente. Contudo, outras cidades pequenas, de menos visibilidade, também veneram a  Santa que está no coração de tantos e tantos. Para os católicos, Nossa Senhora dos Navegantes. Para os umbandistas, Yemanjá.

          Acompanho Nossa Senhora dos Navegantes desde minha infância. Em janeiro de cada ano, meu pai começava a preparar seu bote para ajudar na procissão que costumava acontecer no Rio do Peixe. Ele e os amigos gostavam de trazer a imagem vinda desde proximidades da Ilha, na antiga SIAP, pelas águas do Rio, até o valo que abastecia de água a usina hidrelétrica da família Zoréa, ali abaixo da barragem de pedras. E isso se repete até hoje. É uma magnífica procissão fluvial, ao anoitecer. Um belo show pirotécnico a recebe quando chega, em sua comitiva, próximo à ponte, onde é retirada das águas no portinho da família Costa, seguindo pelas ruas  Giavarino Andrioni,  Guerino Riquetti e Felip Schmidt, até a Praça Pio XII, onde acontece a Santa Missa. Lembro que o Sr. Olivo Zanini era um dos que sempre estavam ali esperando para ajudar a levar o seu andor.

          Padroeira do Município de Ouro, é venerada pela população, que, no dia que lhe é consagrado, feriado, costuma aglomerar-se por sobre a Ponte Nova, na ligação com Capinzal, para presenciar a chegada da imagem que foi esculpida em cedro na década de 1980, pelo escultor Paulo Voss, que residia no Bairro que leva o nome da Santa. Nos dias anteriores, celebra-se um tríduo nos bairros da cidade, em preparação para o dia culminante.

          Diz-nos a História local que o balseiro Afonsinho da Silva, logo após a Guerra do Contestado, construiu um pequeno capitel à margem direita  do Rio do Peixe, colocando uma imagem para sua proteção, próximo ao passo. Contudo, na enchente de 1939 as águas levaram a imagem mas, tendo implorado pela sua ajuda,  foi atendido, salvando-se num momento muito adverso, quando achava que isso já era impossível. Então, adquiriu outra, em Caxias do Sul, que acabou na primeira capela construída, aos fundos da atual Prefeitura e, depois, na esquina da Rua Formosa com a Pinheiro Machado. Atualmente, a imagem esculpida é exposta num belo capitel, na Praça Pio XII.

          Há pelo menos três  fatos que me marcaram a presença da Santa em minha vida: A primeira vez, na metade da década de 1980, eu estava em casa ouvindo no rádio as preocupações  em relação à estiagem que vinha ocorrendo e pensando em Nossa Senhora dos Navegantes. Lembrei que o amigo Reinaldo Durigon, que aniversaria no dia 02 de fevereiro, e era muito devoto dela. De repente, escuto um bater de palmas, é o Durigon vindo a minha casa, coisa que nunca havia acontecido antes. Adivinhei o que seria: veio propor-me realizarmos uma procissão, mexer com a imagem da Santa que, dizem, ajuda a movimentar as águas. Organizamos uma procissão levando a imagem desde a matriz, em Capinzal, até o Seminário, em Ouro, e logo depois choveu.

          Na segunda vez, a estiagem assolando nossas plantações, todo mundo desesperado e pedindo uma procissão para que chovesse. Aguentamos mais uma semana, até o dia 02, quando montamos um palco para celebração em cima de um caminhão do Ivo Maestri, na ponta do canteiro central, próximo do comércio de sua família. Bem na hora do Evangelho veio uma chuva tão intensa que todos foram abrigar-se embaixo das marquises das lojas. A Eliza Scarton trouxe uns guarda-chuvas  para o Frei David continuar a celebração. Restaram somente o Padre e algumas abnegadas senhoras para ajudar. Poucos restaram para receber a comunhão e para os ritos finais...

          Numa oportunidade mais recente,  estava participando da Festa de São Paulo Apóstolo, na área de Lazer, em Capinzal, quando o Sr. Pingo, o Pingo das Cocadas, veio falar comigo, queria autorização para vender seus doces na semana seguinte, dia da Procissão, na Praça Pio XII. Estava a explicar-lhe que a responsabilidade do evento, naquele ano, era da Capela do Bairro Navegantes, liderados pelo Rovílio Primieri. Dizia-lhe que era para falar com ele, que eu concordava, e tentava mostrar-lhe onde se situava a casa do mesmo, apontando com o dedo, para que o Pingo o procurasse lá. Nesse instante, uma mão tocou meu ombro: era o Rovílio. Queria saber porque estávamos olhando para seu bairro! E já se entenderam ali mesmo. Coincidência, ou presença de Nossa Senhora?

          Essas são apenas as minhas histórias, mas há as de outros. A grande verdade é que as pessoas acreditam, firmemente, que Nossa Senhora dos Navegantes tem poder e domínio sobre as águas dos mares e dos rios. Tem poder de regular as chuvas. E ajuda as pessoas a se defenderam das incertezas dos mares da vida. Como Yemanjá ou como Nossa Senhora dos Navegantes, o fato é que ela tem um elevado número de adeptos no país, principalmente nas cidades litorâneas. Então, todos os anos, no Dia da Padroeira, as pessoas   se reúnem para render-lhes graças. E, se for em tempo de estiagem, para pedir por chuva...
       

Euclides Riquetti

Palavras bonitas...

 




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Não vou poder te dizer palavras bonitas
Não vou poder atiçar a tua imaginação
Não vou entender as palavras já ditas
Não vou alimentar uma doce ilusão.

Não vou poder dizer dos teus olhos bonitos
Não vou poder elogiar dos cabelos a cor
Não vou rimar co´s  teus doces conflitos
E nem te dizer mil palavras de amor.

Não vou entender o que se passa comigo
E nem o que vai em teu pensamento
Não quero mudar o caminho que sigo...
Só quero teus beijos, teu corpo moreno
Nem que seja por um breve, curto momento
Quero sentir os teus lábios que tanto desejo...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Uma janela entreaberta

 


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Uma janela entreaberta
Uma porta fechada...
Haverá uma  hora certa
De sair para a calçada?

Um coração aberto
Uma alma delicada!
Qual será o seu pecado
Morena da pele bronzeada?

Uma lágrima sentida
Um olhar muito distante.
Por que assim, desiludida
Se a vida é tão importante?

Um pensamento guardado
Uma voz suave e bonita.
O seio me incita ao pecado...
Haverá uma palavra não dita?

Uma atitude que falta
O temor a uma paixão...
Por que não tirar a alça
Que prende o seu coração?

Uma manhã de sol quente
Uma tarde de verão.
Por que não ficam noite sempre
Noite de amor e paixão?

Um jardim com poucas plantas
Poucas flores, poucas rosas...
Por que não cultivá-las, tantas
Iguais a você, tão formosa???


Euclides Riquetti

Em busca de paz e de amor

 



Eu venho de velhos mares

De todos os cantos e ares

Das águas mais tranquilas 

Ou então das ondas ferinas

Onde se erigem os altares.


Do Sul, do Norte, talvez

Eivado de pura honradez

Eu venho de muito longe

De onde a águia responde

Com a astúcia e altivez.


Sou como o sutil Condor

Que voa sobre a branca flor

Que na neve se expande 

Que voa sobre os Andes 

Em busca de paz e de amor!


Eu sou um clarim que soa

Sou como água que escoa

Por entre as pedras brancas

Pelas areias claras e francas

Que a mão de Deus abençoa!


Euclides Riquetti

01-02-2021




Pouca saúde e muita política, os males do Brasil são!

 



       Em minha juventude fui um leitor compulsivo. Encantado pela Literatura Brasileira, viajei pela Portuguesa, pela Inglesa e pela Norte-americana. Nesta, lia livros de romances em Inglês dos maiores expoentes da Inglaterra e dos Estados Unidos. Lia até dez vezes mais do que era minha obrigação como acadêmico do curso de Letras/Inglês na FAFI, a Fundação, Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras, em União da Vitória – Paraná. Foi ali que ingressei na atividade político-estudantil, tornando-me vice-presidente do Diretório Acadêmico da mesma, aos 20 anos, em 1973.

       Dentre os britânicos, li muitas obras, em inglês, de William Shakespeare, Oscar Wild, Lewis Carrol, Charles Dickens; nos norte-americanos, Edgar Allan Poe, Ernest Hemingway. Também as traduções do francês Júlio Verne. Na literatura Portuguesa, Camões, Camilo Castello Branco,  Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Florbela Espanca. Dentre os brasileiros, Machado de Assis, Jorge Amado, José de Alencar, Monteiro Lobato, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino e o catarinense, simbolista, Cruz e Souza. De todos eles, tirei o que me servia, ampliei minha concepção de mundo. Duas frases ficaram em minha memória: “O Petróleo é nosso”, do nacionalista Monteiro Lobato, e a de Macunaíma, personagem de Mário de Andrade: “Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são!”

       Macunaíma foi “pintado” para simbolizar aquilo que era entendido como o legítimo brasileiro, malandrão, preguiçoso, “herói sem caráter”, egoísta, porém um ser muito astucioso. Escrito em 1928, seis anos depois da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, um dos mais importantes movimentos políticos e artísticos do Modernismo, que aconteceu em 1922. Andrade foi um dos principais nomes do nosso Modernismo, e ajudou a organizar a Semana de Arte Moderna, juntamente com Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Menotti del Picchia.

      Mas antes, em 1816,o Botânico francês August da Saint´Hilaire  passou pelo Brasil e outros países da América do Sul, e deixou-nos uma frase: “Ou o Brasil acaba com as saúvas, ou as saúvas acabam com o Brasil”. Isso porque constatou a existência de muitas formigas saúvas destruindo plantações no Brasil. Um século depois, Macunaíma, a seu modo, repetia a expressão, mesmo com outras palavras.

       Passaram-se 100 anos, depois mais 100, e continuamos com as duas frases muito atuais e evidenciando o que tem acontecido em nosso País, tanto em termos de política como de saúde. A política foi ganhando espaços generosíssimos nos meios de comunicação, educação e saúde passaram a fazer parte dos discursos de toda a classe, mas continuamos muito defasados em ambas. As saúvas humanas proliferaram mais que os insetos.  Nosso  SUS é um dos melhores programas de saúde do mundo, mas as estruturas instaladas não são suficientes para comportar grandes adversidades, como é o caso da Pandemia da Covid 19. E os políticos continuam querendo ser as estrelas na desgraça, os protagonistas das soluções, quando houve um vacilo geral no início da desgraceira e um descuido enorme da população, que nem sabe mais em quem acreditar.

       O comportamento das autoridades em nível federal, não apenas  no que diz respeito à pandemia, mas com as relações internacionais, foi ridículo e muito prejudicial ao Brasil. Ofender parceiros comerciais é o mesmo que brigar com o vizinho que mora ao lado de nossa casa. Não sabemos de quem iremos precisar um dia. E a idolatria de Jair Bolsonaro para com Donald Trump o tornava cego. Bolsonaro precisa aprender que governar, em uma democracia, exige do governante que tenha posturas de estadista. Ou, no mínimo, que aprenda a ficar de boca fechada quando se mete a falar sobre assuntos que não domina. Tanto que seu prestígio está caindo justamente diante do pib bolsonarista. Agora, o foco de interesse político já não é o do âmbito municipal. Começa-se a campanha, antecipada como sempre, das eleições de presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Saber fazer a leitura correta do ambiente político é o fundamental para quem quer se manter no poder. E, sobretudo, o eleitor merece respeito, tanto o vitorioso quanto o derrotado.

       Os brasileiros esperam que os governantes considerem que há muita saúva campeando por aí e que falta muita saúde para todos nós.

Euclides Riquetti – Escritor – 

Minha coluna no Jornal Cidadela - Joaçaba SC 

 29-01-2021

Amor, saudade, felicidade



Reencontrei, em ti, a inspiração que havia perdido
Nas palavras "amor, saudade, felicidade"
Palavras mágicas, românticas, na verdade
Que vêm do fundo de um coração dorido...

Amor, sentimento nobre e inspirador
Se faz presente,  mesmo na simplicidade
Amor, contagia todos em qualquer idade
Amor bandido, puro, amor,  amor...

Saudade, sentimento que não se traduz
Mas, se há saudade,  é porque o amor  existe
É um sol brilhante a nos trazer a luz.

Felicidade, sentimento que nos contagia
Sempre presente quando o amor resiste
Pensar em ti me traz paz, me traz alegria...

Euclides Riquetti

A dança harmônica do Universo

 

Ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza, liga Capinzal e Ouro - SC

Eu amo as plantas verdes de meu vale
Os belos girassóis, os cândidos cinamomos
Contemplo as águas dos riachos e das sangas
Que vagam entre as pedras rumo ao rio.

Encanto-me com os pássaros que cantam
E as borboletas entre as flores coloridas
Me perco em  ver crianças que sorriem
Com seus rostos inocentes  feitas anjos.

Admiro os jovens belos e sadios
Que buscam ideais de vida pura
A nobreza da alma das pessoas
Os rostos que irradiam muita alegria.

A  natureza  é a vida plena , é colossal.
É a dança harmônica do Universo
Que se move consoante a grande orquestra
Sem rimas, só com notas musicais.

Euclides Riquetti

domingo, 31 de janeiro de 2021

Um dia você chorou...

 




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Um dia você chorou, vibrou, vibrou, chorou
Seus belos olhos encheram-se de gotinhas de cristal
Você que calou, sofreu, sofreu, calou
Seu grito de alegria fez explodir, afinal.

Você esteve lá, elegante, glamourosa
De seu rosto moreno brotou um sorriso sensual
De seus lábios saíram as palavras mais carinhosas
Você vibrou com a conquista colossal!

Na madrugada silenciosa me veio seu doce sorriso
As palavras mágicas se embalaram no meu ser
E seu rosto comovido, bonito,  me encantou...

Então, meu coração bateu mais forte, mais preciso
E, no papel, pus este soneto pra dizer:
Você é o algo belo com que Deus nos presenteou!

Euclides Riquetti

Final de noite




Final de noite, prenúncio de um belo dia
O silêncio toma conta de meu parco universo
Procuro entender as palavras do antigo verso
Procuro afastar de mim a tediosa  letargia.

Final de noite, a espera de uma nova manhã
Quando estrelas cintilam  nos espaços do infinito
Brandos  passos  trilham  um caminho  restrito
E minha alma se ancora  na esperança vã.

Final de noite, de apenas mais uma noite que veio
Quando escritos antigos, perdidos,  recomponho e releio
Poemas com versos diversos,  livres e brancos.

Final de noite, de renovadas e animadoras esperanças
De canções que se ouvem e que embalam saudosas lembranças
De melodias que atiçam meus pensamentos francos.


Euclides Riquetti

Lá fora (Olhe as estrelas...)

 



Vá lá pra fora
Olhe as estrelas
É possível vê-las
Bem agora. ( Ainda não são ... 23 horas...)

Olhe pro céu infinito
Negritude prateada
Noite abençoada
Firmamento bendito.

Pense comigo:
A noite é dos sonhadores
Dos  sentimentos avassaladores
E eu me perco contigo.

As estrelas, o céu, os sonhos
Os teus olhos risonhos
Os teus pensamentos (medonhos?)
Me tornam menino, menino!

E alguém imprime um destino:
Você!

Euclides Riquetti

Taca-le pau, Marco Véio!

 



           Há algumas semanas, num almoço em família, meu filho Fabrício mostrou-me, em seu celular, um vídeo que vem se tornando um hit nas redes sociais. As personagens são dois meninos, primos, de Gaspar e de Rio do campo, Santa Catarina, que filmaram uma brincadeira com seu celular e jogaram na rede. O viral catarinense, postado no início do ano, em pouco tempo passou de um milhão de visualizações apenas no seu original.  Eu me diverti vendo aquilo e passei a acompanhar o caso.

          Leandro Benincá, 9 anos, que é de Gaspar,  filmou seu primo,  Marcos Martinelli descendo o morro próximo à casa sua da Vó Salvelina Lorenzetti Lenzi, em Passo Manso, interior de Taió. Marco dirigia um carrinho artesanal, de madeiras, com volante de madeira e acionado por cordas, pneus, e eixos de metal,  feito por um tio deles. Marcos Martinelli, o Marco, 12 anos, é o piloto. A habilidade na condução do carrinho, vencendo uma curva,  não é o que gera o interesse e o sucesso, mas sim a maneira como o primo fala, com seu sotaque regional. E bota emoção na narrativa! Marcos costuma vir de Rio do Campo para encontrar-se com o primo nas férias, na  casa da avó. O conjunto "piloto+narrador" é que faz com que venha o sucesso!

          Postado no YouTube,  começaram a produzir memes e todo o que é tipo de coisa engraçada, satirizando, inclusive o Rubens Barrichello. Os jogadores do Grêmio de Porto Alegre usaram o vídeo para fazerem suas próprias brincadeiras.  O vídeo chamou a atenção de pessoas de todo o mundo e, em consequência, já foi criado um jogo para computadores. Ainda, o Grupo Tradicionalista Fogo de Chão, aqui de Curitibanos, na onda e embalo da fama dos garotos, gravou uma música com o título "Taca-le pau, Marco Véio!", que já está fazendo muito sucesso aqui no Sul do Brasil. Leandro faz sua narrativa dentro da música, muito divertida. No dia 30 de junho, Leandro, Marco e a avó Salvelina estiveram participando do Programa "Encontro com Fátima Bernardes"- na TV Globo. Andaram com o carrinho no Projac para a produção da participação.

          Claro que haverá quem ache defeito no que estão fazendo, mas, em termos de folclore e tradição, nada vamos dever às  milhares de porcarias que são gravadas nesse Brasil. Tomara que eles ganhem muito dinheiro e possam continuar a estudar, já que inteligência e criatividade não lhes faltou ao terem a bela e oportuna ideia de filmarem a brincadeira com seu celular e postarem na net.

          A lição que os meninos nos dão:  As brincadeiras convencionais, aquelas que fizeram a alegria de nossa geração, e ainda são cultivadas nas pequenas cidades, bairros e zonas rurais, serão eternamente vivenciadas. E, hoje, as tecnologias podem ser grandes aliadas para a preservação das tradições e das brincadeiras que, saudosamente, ficaram em nossa memória.

Valeu, Leandro! Toca-le pau, Marco Véio!

Euclides Riquetti
23-07-2014

Chove, serena, minha alma; chora, sereno, meu pensamento...

 



Chove no asfalto
Onde o verde e o cinza
Compõem o retrato:
A natureza é a tinta
O pincel que pinta
As pedras, o rio, o mato.

Chove uma chuva fina e teimosa
Fria e silenciosa  (delituosa)...
Banha os animais que se aconchegam
Por debaixo das caneleiras frondosas
(As imbúias e os cedros o homem levou...)
Das árvores santas, restantes, bondosas
E chove!

Chove,  serena,   minha alma
Chora,  sereno,  meu pensamento
E a chuva lava ( e leva )
A preocupação do momento.

Chove na manhã do dia que corre
E nas valas a água desliza mansa, mole
Enquanto chove.
E some...

Apenas não somem as lembranças
Que vão e voltam, que fazem pecar
Que transpõem os montes
Enquanto transbordam as águas ( e as mágoas)
Das fontes
E se perdem nos rochedos
Buscando ressonância
No tempo e na distância
Até chegar ao mar!

Ressonam nos corações benditos
Nos pensamentos infinitos
Nos pensamentos teus
Nos sonhos meus
Que vagam no ar.

Só não leva para ti os meus poemas
E meus dilemas
Que transformo numa única oração:
Apenas uma oração para ti
Enquanto chove!!!

Euclides Riquetti

Cuide, com carinho, de seu coração

 



Quando seu coração estiver triste, sentindo-se maltratado
Porque alguém não lhe deu o devido valor ou não o compreendeu
Quando sentir que você deu de seu amor e nada em troca recebeu
Porque ele não entendeu a grandeza e o tamanho de seus sentimentos
Ou ou mesmo porque  não aprendeu o que é um verdadeiro amor.
Lembre-se de que, na vida, temos bons e maus momentos
Que há, nela, turbulências com que nos devemos habituar
E que, depois de cada noite triste e silenciosa
Um novo sol dourado com o céu  azul  pode chegar
Uma manhã límpida,  agradável, terna e prazerosa.

Não permita que  insultem ou maltratem o seu coração
Porque quem o faz não merece as suas lágrimas e melancolia
Nem as noites de sono perdidas por causa da desilusão.
Imagine, então, que pode haver alguém esperando com alegria
Alguém que nunca foi percebido nem notado
Mas que pode, realmente, ser um grande apaixonado
Que espera, há muito,  pela oportunidade de lhe ter.

Então, lute firmemente para ser feliz
Sem desesperar-se e nem chorar por quem não a merece
Pois, amanhã, a situação pode se inverter
E o seu sofrimento de hoje pode  alojar-se do outro lado.
Jamais se submeta ao sofrimento e nem à humilhação
Cuide com carinho, cuibe bem, muito bem,  DE SEU CORAÇÃO!

Euclides Riquetti

Tá chovendo no Rio Grande, tchê!

 


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Tá chovendo no Rio Grande, tchê!
Tá chovendo chuva nova, tchê!
Tá chovendo bem agora, tchê!
Tá chovendo no Rio Grande, tchê!

Chove em minha sesmaria, tchê!
Que chova também na tua, tchê!
Porque em noite de lua, tchê!
Chove em minha sesmaria, tchê!

Tá chovendo no Rio Grande, tchê!
Tá chovendo chuva nova, tchê!
Tá chovendo bem agora, tchê!
Tá chovendo no Rio Grande, tchê!


Que venha a chuva muito boa, tchê!
Vem molhar a nossa terra, tchê!
É o que mais a gente espera, tchê!
Que venha a chuva muito boa, tchê!



Euclides Riquetti





Um dia você chorou...

 




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Um dia você chorou, vibrou, vibrou, chorou
Seus belos olhos encheram-se de gotinhas de cristal
Você que calou, sofreu, sofreu, calou
Seu grito de alegria fez explodir, afinal.

Você esteve lá, elegante, glamourosa
De seu rosto moreno brotou um sorriso sensual
De seus lábios saíram as palavras mais carinhosas
Você vibrou com a conquista colossal!

Na madrugada silenciosa me veio seu doce sorriso
As palavras mágicas se embalaram no meu ser
E seu rosto comovido, bonito,  me encantou...

Então, meu coração bateu mais forte, mais preciso
E, no papel, pus este soneto pra dizer:
Você é o algo belo com que Deus nos presenteou!

Euclides Riquetti