sábado, 7 de junho de 2014

Adoro ouvir você cantar

Adoro ouvir você cantar
Pois quando canta, me contagia
Me traz a paz de que eu preciso
Me devolve toda a alegria!

Adoro ouvir você cantar
Pois quando canta,  eu me esqueço do mundo
Fico ouvindo e vendo seu sorriso
E mergulho num êxtase  profundo!

Adoro ver você alegre e contente
Pois sua alegria me envolve e me anima
E o meu coração também sente
Seu doce olhar  de menina!

Adoro estar perto de você
E poder dividir meus sonhos por inteiro
Beijar seus lábios e dizer
Que amo seu jeito brejeiro!

Adoro ouvir você cantar
Porque canta as românticas canções
Aquelas que me fazem sonhar
E me provocam emoções
Conjugando o verbo amar
E me trezendo recordações.

Amo você!

Jujubinha determinada!

         Nossa Jujubinha está crescendo. Muito falante, é também observadora. Vê tudo, capta tudo. E põe opinião em tudo também. Cuida dos movimentos e das falas. "Falem mais baixo, por favor! Ninguém precisa ouvir o que vocês estão dizendo!" E, quando a vovó tenta fazer algo escondido dela: "Vovó, tô de olho em você!"

          Dia desses trouxe para casa um pinha. Que decepção! Não havia um pinhão sequer nela, apenas falhas. Mas levei-a para debaixo de uns pinheiros catar pinhão. Fê-lo com alegria. (Agora me senti um perfeito "Jânio Quadros", que dizia "fi-lo porque qui-lo"). E deu para uma cozinhada. Para agradá-la, três coisas "da roça": pinhão, milho verde e pipoca. Uma pena que a temporada do milho está acabando.

          A Jujubinha agora deu de querer fazer poções. Dia desses, misturou café em pó (não solúvel), leite em pó, açúcar, tudo num pote. Mexeu, guardou a poção na geladeira. No dia seguinte, coube-me dar destino ao lixo e lavar o pote. Vovô é para essas coisas. Sei que andou já fazendo poção com macarrão, sal e água. Será que está tentando ser chef de cozinha?

          Ontem: "Vovô, quebra umas nozes dessas para mim?" - "Você gosta de nozes"? - perguntei. "Sim, elas são muito saudáveis", respondeu! E, para tudo, tem uma explicação. Recolhe revistas, livros, papéis e tudo quer saber sobre o que há escrito neles. De vez  em quando tentam enganá-la com as historinhas que já conhece e ela olha as figuras e diz "Isso não tem nada a veeeer!!!"

          Dei-lhe as "bardes" e agora não tenho como me livrar delas. Uma é, quando vem ao final da tarde em nossa casa, tenho que levá-la para sua casa  "no pescoço". Temos um lugar para embarque, que denominamos de "rodoviária", na varanda de casa. Contamos: Uuuuummm, dooooiiisss, trêêêsss... e já!!!! Alçoa-a ao meu pescoço e o cavalinho a leva para sua casa. Vai contando os degraus e depois continua na rua: um, dois, três, quatro....Agora em Inglês: one, two, three, four... Contamos até trinta e chegamos à "rodoviária" da casa dela, ali ao lado: "desembarcando na rodoviária da Jujubinha!!!..."

          Netos dão um trabalho agradável aos avôs e avós. Quem não os tem, não sabe como é bom tê-los. E é a idade em que temos mais tempo disponível, bem mais do que quando tivemos os filhos. De minha parte, adoro a Jujubinha, temos um ótimo entendimento. Você, que já é vovô, vovó, sabe como eu me sinto!

Um grande abraço em todos!

Euclides Riquetti

07-06-2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Aromas de amor

Sopra o vento que vem do Sul e me traz as lembranças
Sopra o vento que leva os pensamentos e deixa as saudades
Sopra o vento que me transporta até minha infância
Onde eu reencontro os lugares e as antigas  amizades.

O vento que sopra lento é o mesmo que me acaricia
Que embala as folhas que o outono ainda não derrubou
Mas que me traz de volta cestos de nostalgia
Do amor ingênuo que, teimoso, não vingou!

O vento que sopra ternamente em ares angelicais
Me traz os perfumes das flores, das águas, das delícias
Dos campos verdes, das relvas e dos florais.

Sopra o vento que sacode a folha e que bafeja a  flor
Sopra o vento que me afaga em frescores e carícias
O vento sutil  que me embriaga e  me traz os aromas do amor!

Euclides Riquetti
06-05-2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dona Carmela, com muito carinho!

          Na minha infância, costumávamos fazer piqueniques em família. Íamos de caminhão, com o Ford F-600 verde e branco do meu primo Rozimbo Baretta. Muitas vezes, na propriedade da família Zambom, em Nossa Senhora da Saúde. Perto de onde o Rio Leãozinho se encontrava com o Rio do Peixe. Ali nas proximidades da AABB, no Ouro. havia um extenso gramado e muitas árvores de sombra que nos faziam bem.  Também passávamos pela Coxilha Seca para ir para várias comunidades. Numa encruzilhada, onde há uma travessa que liga a estrada de Coxilha com a Rodovia Estadual, em Novo Porto Alegre, havia uma casa de alvenaria com certas características da colônia italiana. Fora da Família Susin, depois adquirida pela Família Trentin e, recentemente, demolida.

          Avancemos uma década, pelo menos, e cheguemos ao Distrito de Zortéa, quinze minutos de carro de Capinzal, mas pertencente a Campos Novos. Ali chegamos, um casal bastante jovem, em março de 1977. Eu fora convidado a lecionar na Escola Básica Major Cipriano Rodrigues  Almeida.  Recentemente eu completara 24 anos e minha esposa, Miriam, 18. Viéramos de União da Vitória. Atividade nova, um lugar novo, tudo novo. Ali, apenas alguns conhecidos, das famílias Sernajoto e Susin. Também tínhamos algum conhecimento com os proprietários de uma empresa local, a Zortea Brancher S/A - Compensados e Esquadrias. Na parte da tarde, eu trabalhava no departamento financeiro desta.

          Em poucos meses, já mantínhamos uma forte relação de amizades. Fomos reencontrando amigos da juventude, como o Olivo e o Hilário Susin, o Almiro Meloto, o Izaías Bonato, ainda a professora Marlene de Lima, a Alias Xavier,  minhas conhecidas dos tempos de Mater Dolorum. A Alias estava casada com o Ticão, meu colega de juventude em Capinzal.

          Por conta da relação de trabalho, que se transformou em relação de amizade com o casal Vitória (Brancher) e Aníbal Formighieri, acabamos atuando fortemente nas atividades da Capela de Santa Catarina. Vieram, em 1978, os Padres Missionários, que convidávamos para jantar em nossa casa, e nos envolvemos muito com a atividade social e religiosa. Tínhamos energia, disposição, fomo-nos engajando nas causas da comunidade.

          Pois que, tanto nas atividades da escola quanto da Capela, nos tornamos muito amigos da família da Dona Carmela (Susin), esposa do Olmiro. Ele tinha um caminhão e transportava compensados e portas para a empresa. Tornei-me professor de seus filhos Dirceu (Xexéu), Deonir, Marilene, Marisa, Vilmar e Márcia. A Aracely era bem criança, ainda. Traziam muito das características de seus pais, que eram calmos e cordatos. O "Miro" era muito reservado, pouco falava. A Dona Carmela era mais envolvida com a vida escolar e religiosa dos filhos. Sempre estava presente nas reuniões de pais,  tanto na escola quanto na Capela.

          Tenho muitas boas lembranças da Dona Carmela. Era assim que tratávamos aquela senhora de 47 anos, mãe exemplar e que não levantava a voz para ter a sua autoridade sobre as crianças. Perdera um filho amado,  o Ademir, vitimado que fora num acidente de trabalho. Os amigos falavam muito bem dele, que não conheci. Sentiam saudades, diziam que era um bom menino, muito alegre, divertido, companheiro. Eu imaginava, então, o que se passaria na cabeça e no coração daquela mãe que perdera um filho. Uma mãe amorosa, sensível, carinhosa... perguntava a mim mesmo e não me vinham as respostas.

           Mas há dois fatos relacionados a ela que estão fortemente marcados em minha mente. Primeiro, que numa manhã de domingo, lá pelo final de 1978, um temporal muito forte se abateu sobre a vila. Lá na Capela, estávamos eu, que era celebrante de cultos,  e o Sr. Darci Zílio, que era Ministro Extraordinário da Eucaristia. Abrimos as portas, ligamos um aparelho de som com músicas do Padre Zezinho para atrair as pessoas, pois não tínhamos sino ainda. Quase chegando a hora do culto e apenas meia dúzia de pessoas subindo pelas ruelas em nossa direção. Falei para o amigo: "Pode ter certeza de uma coisa: a Dona Carmela Susin  não vai faltar!" Ela estava sempre presente aos cultos e missas, sempre concentrada em ouvir as palavras ditas ou lidas. Parecia buscar, nelas, a força de que precisava para superar a dor da perda recente.  E deu a hora, 9 horas, no máximo uma dúzia de fiéis e nada da Dona Carmela. Dias depois, ela me encontrou e  justificou-se: "Fiquei rezando em casa, estava muito perigoso sair para a rua"!

          Em maio de 1979, quando nasceram nossas  gêmeas, Michele e Caroline, Dona carmela nos visitou. Trouxera dois pijamas de pelúcia para nossas meninas. Ela mesma confeccionara, com muito carinho. E o inverno veio muito rigoroso naquele ano. Nós éramos marinheiros de primeira viagem e morávamos longe dos parentes. Todo o apoio que recebemos dos amigos nos fortaleceu muito. E o carinho das pessoas, também. E Dona Carmela, que meu pai certamente conhecera quando lecionou na comunidade em que ela nasceu, Nossa Senhora da Saúde, era uma pessoa bondosa e presente em nossa vida. Mesmo com o que havia sofrido em razão da perda do Ademir,  sempre tinha um sorriso e palavras de ânimo a distribuir.

         Se eu tivesse que escolher uma palavra para descrever aquela senhora, eu a teria de pronto: generosa! Esta é a que a qualificaria, centamente. E resumiria a bondade que havia em seu coração, o amor que dedicava aos filhos e ao esposo, a simpatia com que tratava a todos. Generosidade! Algo presente em Dona Carmela, uma personagem que passou pela nossa vida e que, em 01 de outubro de 1983, aos 53 anos, deixou-nos para ir viver num outro Plano.

          Abraços aos familiares de Dona Carmela que, até hoje, seguem as suas orientações e praticam os seus exemplos.

           Saudades!

Euclides Riquetti
05-06-2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Imensidão (o prazer de estar contigo...)

É nossa toda essa imensidão
É nosso o vento que acaricia minha pele
É nossa toda essa imensidão
É nosso o luar que prateia a madrugada
É nossa toda essa imensidão
É nosso o poema que a alma concebe
É nossa toda essa imensidão
É nosso o canto, sinfonia da passarada.

É nosso o infinito do céu matizado
E também são as cores do arco-íris
É nosso o desenho da planta, articulado
E também o sorriso dos rostos felizes.

É nosso esse mundo de verde, de azul, de infinito
É nosso o frescor no dia que amanhece
É nosso esse vale encantado, bonito
É nosso o sonho que a alma aquece...

São nossos a alma, o sonho, o sorriso
É meu, muito meu, o prazer de estar contigo!

O que eu sinto por ti

O que eu sinto por ti, é amor do mais profundo
É algo tão simples, simples, mas do tamanho do mundo
O que eu sinto por ti, eu nem sei como explicar
É algo pequeno, pequeno, mas é do tamanho do mar.

O que eu sinto por ti, não se mede, não se diz
É algo tão irrisório, mas que me deixa feliz
O que eu sinto por ti, é um sentimento exultante
É algo de pouca importância, mas que me torna gigante.

O que eu sinto por ti, não há palavras que expressem
É algo tão misterioso, como se tu não soubesses
O que eu sinto por ti, está escrito em meu coração
É o que mais importa: Amor, Saudade, Paixão...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O Biluca e sua maneira divertida de viver...

           Há 24 anos atrás chegava em Capinzal/Ouro um jovem de 28 anos, cheio de energia, muita vitalidade e com um sorriso permanente no rosto: Biluca! Vinha para jogar futebol. Da mesma forma apareceram Jaguari, Carlos Augusto, Serjão, Tarcício, Deco. Juntaram-se a Claudinho Assis, Dinho, Pneu, Mídio, Paulinho Frighetto,   e outros "nativos" e concordienses na formação do Arabutã Futebol Clube, comandados por Osmar Reese, o "Cavalo Velho". Este, secundado pelo Doutor Hugo Riffel, formaram um esquadrão que se tornou Vice-campeão estadual de futebol amador em Santa Catarina. Mas adiante, já com Antônio Nunes, o Lico, que fora Campeão Mundial Interclues pelo CR Flamengo, do Rio de Janeiro, o Arabutã, ainda com a presença de Biluca, e alguns remanescentes, tornou-se Campeão Estadual.

          Descrever o Biluca para quem o conheceu é muito fácil. Difícil é transmitir o que ele reaalmente era para quem  só soube dele agora, após a sua morte, ocorrida no dia 29 último.

          Conheci o Biluca quando eu era Prefeito em Ouro. Chegou ao meu gabinete porque precisava que eu o ajudasse a resolver uma pequena pendência junto ao Nacional de Muriaé, Clube de Futebol de Minas Gerais. Eu já o aplaudira nos jogos do Arabutã, na Baixada Rubra, nosso estádio em Ouro. Apresentou-se, falei meu nome, e ele: "Muito prazer, Sebastião Malaquias"!

          Falamos muito de futebol, contou-me sobre sua carreira. Perguntei-lhe se jogara com o Osmar Guarnielli, que fora do Bofatogo e da Seleção Brasileira, disse que foram parceiros na defesa do Galo. Agora ele estava trabalhando na Prefeitura de Capinzal, cozinhava no refeitório dos funcionários, junto à Garagem Municipal e jogava no Arabutã. Sua esposa, Maria Auxiliadora, uma morena muito caprichosa e também simpática, tornou-se professora em Pinheiro Alto.

         Por duas décadas moraram numa casa do Município, ali atrás da Prefeitura. Lia, como era conhecida, efetivou-se no quadro de servidores do Município, tornou-se Pedagoga. Antes, cursara, parcialmente, Letras. O pessoal do Pinheiro Alto, de origem italiana, gostava muito dela. O Casal Biluca e Lia tinham duas filhas, Gabriela e Carolina, que levavam a todos os jogos do Arabutã, todos vestidos com a camisa rubra, as duas menininhas com os cabelos bem arrumados, bonias, sempre com algum leve adereço bem disposto pela mãe lia.

          Voltando atrás, quando o Biluca me procurou, pediu-me se eu podia falar com o Presidente do Nacional de Muriaé, por telefone, pedindo o atestado liberatório dele, uma vez que era jogador de futebol profissional e estava vinculado àquele clube. Precisava disso para jogar no futebol amador, no Arabutã Futebol Clube. Liguei para o Presidente, identifiquei-me, falei que estava com o Biluca, pedi que liberasse o jogador, passei o telefone para o jogador e voltei, depois,  a conversar com o homem. Disse-me: "Cuide bem desse menino, que é  meu compadre, que é muito bom de bola e muito boa pessoa"!

          Biluca contou-me de sua trajetória no futebol: Foi profissionalizado no Clube Atlético Mineiro, onde, em 1982, jogou seis jogos como titular e depois foi para o Vitória, da Bahia. Jogou no Galícia, no Leônico, era lateral direito, mas jogava também na esquerda, na quarta-zaga, como zagueiro central. No Arabutã, até atuou com  a 10. Tinha muita habilidade, alto sentido de marcação e ocupação dos espaços em campo. Conhecia muito bem o "tempo da bola" e isso o tornava um craque. Viera para jogar pelo Joaçaba, mas as inscrições para o estadual já haviam fechado. Então, ele e alguns companheiros, vieram parar todos o Arabutã, um clube amador com características de profissional. Adiante, tornou-se nosso treinador e também companheiro de equipe, no "Veteranos do Arabutã", onde jogamos juntos dezenas de vezes. Era um grande incentivador de todos nós, muito educado, dava oportunidade a todos para atuarem.

          Biluca, com o tempo, tornou-se pintor de paredes. A esposa lecionava e as filhas estudavam. Ficaram aqui até que as meninas cresceram e voltaram para a Bahia, onde a mais velha, inicialmente, entrou para a Universidade. Há um tempo não muito distante, quiçá uns três anos, o Biluca esteve de novo em nossa terra. Conversei com ele, estava animado. Gostava muito daqui, mas também gostava da Bahia, embora nascido em Muriaé, em 04 de abril de 1961. Na quinta-feira, 29, meu irmão Hiroito, o Piro, ligou-me para dizer que estavam noticiando sobre o falecimento do Biluca. Publiquei sobre isso, muitas pessoas se manifestaram. Ele era muito bem querido em Capinzal e Ouro. Era respeitado como atleta, como ser humano. Mesmo não sendo nosso conterrâneo, deixou sua marca registrada aqui.

          Uma de suas marcas era o gosto pelo samba. Batucava muito bem, costumava fazer churrascos na sua casa e convidar o Dinho e outros sambistas para tocarem sambas. Mas também preparava deliciosos peixes. Nos jogos do Arabutã, reuniam-se as esposas e filhos fdos atletas do Arabuã e, na arquibancada, cantavam: "Madalena, Madalena..." E criavam músicas e gritos de gerrua para incentivar os atletas.


          Lamentamos a prtida do mesmo, aos 53 anos, muito jovem ainda. Sinta-se homenageado, amigo Biluca, por toda a família Riquetti. E desejamos que a Lia e as meninas possa levar adiante sua vida proativamente, buscando realizar, com êxito, todos os seus projetos pessoais e profissionais.

          Um grande abraço, Biluca, que se junta a quase que duas dezenas de jogadores que atuaram conosco, e que estão jogando, agora, lá no céu.

Euclides Riquetti
02-06-2014

sábado, 31 de maio de 2014

Meu primeiro poema (Para ti!)

Meu primeiro poema
Tinha que ser surpreendente
Tinha que contagiar num repente
Tinha que ter alma de gente
Meu primeiro poema.

Meu primeiro poema
Tinha que ter versos singelos
Como os lírios amarelos
Como os belos castelos
Meu primeiro poema.

Meu primeiro poema
Tinha que começar às onze horas
Para continuar até agora
Antes de nos irmos embora
Meu primeiro poema.

Seria um poema divino
Da alma branca lavada
Da noite abençoada
E da nova manhã esperada (da madrugada)
Ah, sim, seria um poema divino!

(Seria um poema perfeito
Sem nehum defeito)

Mas, como sou imperfeito
Como minhas métricas e rimas
Só consegui escrever
As palavras acima...

Para ti!

O moço de olho azul

Foi há muitos, muitos anos
Um moço loiro, de olho azul
Por entre sacros e profanos
Disse "amai", de norte a sul.

Foi no tempo de Maria
Foi no tempo de José
Em Belém, um certo dia
Nasceu Jesus de Nazaré.

Fio no tempo dos  Reis Magos
Um moço forte, inteligente
Que pregou por entre os lagos
"Amai a toda, toda a gente".

Foi há muito, muito tempo
Que Jesus apareceu
Palestrando no relento
Seu rebanho convenceu.

Foi aquela Madalena
Que roubou o seu olhar
Mas o moço que é meu tema
Preferiu lhe perdoar.

Foi assim que o jovem nobre
Que morreu naquela cruz
Preferiu ser moço pobre
E se tornou raio de luz.

Foi a voz do bom profeta
Que Jesus anunciou
Foi o verso do poeta
Que Jesus eternizou.

Foi com o sangue derramado
Que do vinho Ele tirou
Jesus Cristo,  tanto amado
A Humanidade Ele salvou!
 
 
Euclides Riquetti

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O Filho do Almiro e da Gessi - um encontro emocionante!

          Há coisas que acontecem na vida das pessoas que só podem ser sinais da presença de Deus. Coisas que não têm uma explicação lógica: acho que acontecem porque têm que acontecer.
         
          Pois,  no último sábado, 24, de manhãzinha,  esperamos a vinda de um técnico que viria para instalar um aparelho de ar-condicionado em nossa casa. Tudo preparado, antes das nove horas chegou uma caminhonete com dois rapazes. Cumprimentamo-nos. Um deles, o Rafael,  já havia vindo para realizar um trabalho semelhante. Minha esposa lhes ofereceu café, que foi aceito por ambos. Já haviam tomado água, Nós os tratamos como gente da família. E, nessas ocasiões, falantes que somos, (mais eu do que a esposa...), fomos trocando ideias.

            Detalhista, costumo pedir sobre  o trabalho, a família, se esudam, o que fazem, o que gostam de fazer. Incentivo para que todos estudem, leiam, escrevam, progridam. Gosto de falar sobre música, política, letras, futebol, enfim, de tudo um pouco...

            Mas o sábado se conduzia para tornar-se um dia muito especial. Perguntei ao mais velho dos dois se era natural daqui mesmo, disse que morava em Herval d ´Oeste, que era irmão do Jaime Ditzel,  que é conhecido como o "Jaime do Mercado". Falei-lhe que já tinha ouvido falar do Jaime, que sabia que ele tinha um automóvel "Tigra" vermelho, muito bonito, que já fora meu sonho de consumo. Imaginava, há uns dez anos, que compraríamos um para o filho quando terminasse a Faculdade. Em poucos minutos, parecíamos velhos amigos..
          Não sei  como, mas ele acabou me dizendo que era da região de Capinzal, que nascera por lá...

ABRINDO PARÊNTESIS:
          Bem, muitos fatos que marcaram minha vida estão bem claros em minha mente. Durante muitos anos me perguntei onde estaria o Jakson, um menino que nascera no verão de 1979, quando morávamos no Distito de Zortéa, então pertencente a Campos Novos. Uns três meses antes de minhas filhas, gêmeas Michele e Caroline nascerem. Algumas vezes que encontrei parentes dele perguntei onde estava o menino. Diziam-me que estaria em Joaçaba...
         
         Naquele janeiro eu estava organizando o almoxarifado da Zortea Brancher, aproveitando minhas férias escolares. Num  determinado dia, um alvoroço ali perto de onde eu estava e a notícia: a Gessi Hack, esposa do Almiro Meloto, havia morrido no parto, num hospital em Capinzal. A Gessi era irmã do Omar Hack, cunhada da Dona Fanny, tia do Adalberto, Aimar e da Ledi. Morara com eles e, nesse tempo, casou-se com o Almiro Meloto. Toda a comunidade ficou chocada. Ela tinha vinte e poucos anos, uma loira de olhos claros, muito bonita, cheia de saúde...

          O Almiro era meu amigo. Antes de ir estudar em União da Vitória, eu o conhecera. Viera do "Rio Grande", fora morar com o tio, Zulmiro Meloto, em Capinzal. Sua irmã, a jovem Irone, estudava no Mater Dolorum, era namorada do Jaime Baratto, o fotógrafo. Nos domingos, vinha com uma Kombi azul claro até o Ouro, onde tinha um amigo que morava de pensão na casa de minha tia, Maria Lucietti, esposa do tio Victório Richetti, o Elvides Roque Zulianello da Silva, gaiteiro, gaúcho de Vacaria. Éramos companheiros de bailes,  de festas  e de serestas. Cinco anos depois, ao voltar, depois de formado, fui morar em Zortea e reencntrei o Almiro: bigode e cabelão. Foi uma alegria reencontrá-lo!

           Dezenove de janeiro de 1979. Este é o dia do nascimento do menino Jakson. Não conheceu a mãe. No dia da fatalidade, o Almiro estava viajando com o caminhão do Omar pelo Rio Grande do Sul. O Hermes Susin, zorteense,  meu amigo que agora mora em Joaçaba, contou-me, domingo, que nesse dia escutara pela Rádio Gaúcha,  que apelavam a quem pudesse avisar o Almiro sobre o triste acontecimento. A Polícia Rodoviára estava tentando localizá-lo.

          No dia seguinte, à tarde, celebramos a Missa de Corpo presente da Gessi, na Capela de Santa Catarina, em Zortéa. Fizemos uma celebração à altura do merecimento daquela jovem mãe, cristã, que perdera a vida ao dar seu filho, tão esperado, tão desejado, à luz do sol.  Todos estavam inconformados e incrédulos com o que havia acontecido... O Almiro chegou a tempo de acompanhar a esposa até sua última morada...

RETORNANDO À REALIDADE PRESENTE:

          Tão logo me falou que era "daquelas bandas", perguntei de que família era. Disse-me o nome: Jakson Hack Gomes Meloto. Bastou isso. Olhei para ele e percebi logo: era a cara do Almiro, só podia ser o filho dele. Falei: "Sua mãe era muito bonita. Gostava de usar vestido azul, tinha olhos azuis. Fiz o comentário da missa no dia em que ela foi sepultada"! Emocionei-me e percebi que ele também ficara mexido. Falou que até ficara cuirioso em saber sobre a mãe dele, que não chegou a conhecer.

          Foi um dia muito marcante para mim e minha esposa. Grávidas à mesma época, Gessi morava, antes de casar-se, na casa da  Dona Fanny era costureira e sua  cunhada. Costumava passar seus dias ali enquanto o marido viajava pelas estradas.  Muitas vezes se encontraram na casa dela e nas missas e cultos. Falavam da gravidez e das expectativas. Não se utilizavam ultrassom nas pequenas cidades, ainda não havia. Imaginavam de seria memino ou menina. E, naquele dia, veio-nos a triste notícia. A Mirian, grávida de nossas filhas, foi retirada do velório, pois as colegas professoras e a comadre Vitória achavam que ela não deveria ficar lá, que seria um abalo muito grande. Mas participou da missa.

          O Almiro estava abaladíssimo e nos dias que se seguiram veio a decisão: o menino, que ainda estava no hospital, ficaria com os tios Darci e Ladi Ditzel. O Darci trabalhava conosco na Zortéa Brancher, era representante comercial. O Jaime, trabalhava conosco na Administração.

          Agora, 35 anos depois, o Jakson aparece na nossa casa. Quando aceitou o café, disse a minha esposa, Miriam, que já a conhecvia, que uma vez viera aqui fazer a entrega de um móvel que ela comprara. Eu olhava para aquele rapaz e um hiato de 35 anos nos dividiu. Eu sabia muito e também nada sabia sobre ele. Deus o mandou até nós. Senti a alegria dele em saber que a mãe dele era uma mulher bonita e que o esperava carinhosamente. Quanto ao Almiro, uns tempos depois, morreu vitimado por um acidente com seu caminhão. Rezo por ambos, Almiro e Gessi, ele meu amigo e ela amiga de minha esposa. Que Deus os tenha! E que possamos, muityas vezes, reencontrar o Jakson, moço dócil, educado. Herdou a maneira de ser dos pais...

Euclides Riquetti
29-05-2014

Gauchona - dona do pedaço!

Mimosa potranca buenaça
Baita chinoca, macanuda, conservada
Tu me levas a afundar-me na cachaça
Mimosa potranca buenaça.

Tu que jogas no meu corpo o vil cansaço
Tu que espantas a tristeza do galpão
Espreitas o manejo de meu laço
Mas recusas entregar-me o coração.

Tu bem sabes que és a dona do pedaço
Sabes ser de qualquer taura a perdição
Teu olhar reprovador é um talagaço
Fere mais do que o tapa de tua mão.

Gauchona,  pra ti olho e te tenteio
Gauchona,  olha pra mim, deixa de estória
Vem me abraçar, vem pra mim sem mais rodeio
Vem me querer, ou te pego qua gibóia.

Sou um cabra atucanado e provocado
Pelos olhos da gaúcha mui viçosa
Essa potranca vai levar todo o meu gado
Vai me deixar coçando a pança essa mimosa.

Vai embora, vai mulher de tentação
Vai te  fartar com outro trouxa que não eu
Suma, te percas na cinzenta imensidão
Deixa que a paz venha seivar meu coração.
Euclides Riquetti

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Devaneios I e II

               I
A maciez de tua mão
O ímpeto de meu abraço
Meu peito em teu coração
Em desejo por ti me faço
É uma centelha de paixão
Somos dois no mesmo espaço.

Navegando em pensamentos
Por ti componho um canto  terno
E aglutinando elementos
Havendo verão, havendo  inverno
Exaltarei meus sentimentos
Descreverei  meu sonho eterno!
             II
E, quando o ciclo de tuas mãos se cumprir
Voltando à  maciez depois da  aspereza
E meu coração estiver de novo te a pedir
Para que volte e me traga  a tua beleza
Rezarei para que venhas com teu suave sorrir
Pois a centelha de minha paixão continuará acesa.
E, se meus pensamentos se confundirem
Ou minha voz cansada cessar de cantar
Ou meus olhos tristes já não mais se abrirem
Quererei apenas teu rosto acariciar
Para fazerem nossos corações sentirem
Que eu fiquei sempre aqui a te esperar...

Euclides Riquetti
28-05-2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

Ferrovia do Contestado - Uma história, uma causa a defendermos!

          O últtimo domingo amanheceu muito frio. As pessoas não se encorajavam em sair de casa.  Mas eu estava determinado, tinha planejado participar da ação "Pela trilha dos trilhos"! Tinha compromisso ao meio-dia, um almoço. Podia conciliar as duas coisas e assim o fiz. A alegria e a satisfação de encontrar pessoas que podem tornar-se novos amigos e reencontrar outros,  faz parte de meu ser. Sou inquieto, gosto de buscar a satisfação de minhas curiosidades.

          O desconhecido me amedronta. O misterioso me desafia e me fascina. Andar, a pé, por um lugar onde, há meio século costumava passar de trem, me traz belas e deliciosas recordações. E emoções...

         Como fora marcado, cheguei alguns minutos antes da hora da saída: 9 horas, defronte à desativada Estação Ferroviária de Herval d´Oeste, com o objetivo de seguir rumo ao Norte, até onde se situava a antiga Estação Luzerna. Soube que, bem cedo, antes de clarear o dia, o Ninho e mais dois havia partido, devendo chegar em Ibicaré.  Como nos fora recomendado pela amiga Edna Faganello, calçados com proteção por causa da relva úmida. Na verdade, havia chovido muito nas horas anteriores e os trilhos e dormentes, que há mais de 30 anos ali repousam praticamente sem uso, estavam cobertos de água, barro, capins e muito "beijos". Uma das aventureiras, a Sandra (Emmerich), natural de Erechim, relatava que, quando foi construída a ferrovia, foram jogadas toneladas de sementes de "beijos" ao longo da obra. E suas sementes, após a devida dormência,  em cada ano, reflorescem maravilhosamente.

         O Elias Zampirão e a esposa, Suzete Mott, têm conhecimento da história de cada lugar por que passávamos: "Ali é o Poço Rico", e contava uma história de que era um lugar fundo e que dizem que há uma espécie de "pote de ouro" ou algo assim, que ali uma vez foi jogado. Mais adiante, mostra um lugar e se posiciona sobre ele: "Aqui, há 32 anos, tirei uma foto!" Nascido em Herval d ´Oeste e filho de ferroviários, conhece muito de nossa estrada-de-ferro. O professor Rogério, que serviu no 5º BE - em Porto União, fala de suas idas de treem para aquela cidade. A esposa, Célia Reni (Barcella),  que sempre o acompanha nessas aventuras, lhe dá total apoio. Sabem, ambos, da importância deste bem. De qualquer forma, uma caminhada em que se experimentou o medo ao atravessarmos uma ponte danificada, o riso pelas histórias e causos que a turma contava, e a emoção refazermos um caminho que fiz, há 4 décadas, pela última vez, no trem.

          O Henrique Glaser, que foi Gerente da Caixa em Capinzal, é um entusiasta de causa e até levou uma faixa alusiva, com a inscrição: REATIVAÇÃO FERROVIA DO CONTESTADO JÁ!,  de cujas fotos estamos repercutindo no facebook. Lembramos de quando nos conhecemos, em 1977, ocasião em que  me atendeu na agência de Joaçaba, em que eu fora transferir uma conta da agência de União da Vitória, uma vez que viera morar em Zortea e esta era a agência mais próxima. A Fátima de Souza, dizia que gosta de escrever poesias, que é do Barro Preto, ali de Capinzal. A Mercedes do Nascimento esteve lá para apoiar nossa saída. As irmãs Sinclair e Maria Helena Biazotti, que são naturais nde Tangará, muito entusiasmadas, eram crianças quando o trem parou de andar por aqui. Através delas, fico sabendo que meu colega de Letras da Fafi, em União da Vitória, Lodovino Pilatti, está morando em Tangará. Não o vejo há exatos 40 anos...

          Quase duas horas admirando os paredões de pedras, os muros de contenção e as artes correntes que foram confeccionadas pelos trabalhadores na primeira década do Século XX. Muitos conflitos, mortes, desentendimentos e entendimentos. Uma obra com derramamento de sangue e secundada pela Guerra do Contestado. Um ferrovia que foi privatizada e que foi desativada. Uma estrada abandonada que corta todo o Vale do Rio do Peixe, desde a divisa com o Rio Grande do Sul, em Marcelino Ramos, para nos levar a União da Vitória. Uma ferrovia que originou histórias e romances. Algo que marcou a vida de milhares, quem sabe de milhões de pessoas que por ela transitaram nos mais de 70 anos em que esteve em operação.

          Agora, a pergunta: "Por quê? Por que, em tempos em que as BRs estão apinhadas de veículos, não de recupera para finalidades turísticas ou então se moderniza para o transporte da produção regional?"  Certamente que a resposta, alguma hora virá. É uma patrimônio histórico, cultural e econômico fantástico.

          Sabemos que já há decisão judicial irrecorrível de que os proprietários devem recuperar a ferrovia e deixá-la em condições de operação comercial. Sim, porque quando a adquiriam, essa era a condição legal. Se deixaram que chegasse à condição atual, é problema deles que não cuidaram do que era seu de direito mas também de dever. De nossa parte, estamos juntos para defender nossa história e nossa cultura. Muitas vidas foram sacrificadas e muitos conflitos gerados para sua implantação. Entendemos que, agora, não é justo que todo esse sacrifício fique relegado a "não ter importância".

Euclides Riquetti
26-05-2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Te ver, te ouvir, te sentir...

Que bom te ver, te ouvir, te sentir
Que bom te querer, te querer, ter-se aqui!

Que bom ver o vento balançando as folhas
Que bom que a gente pode fazer escolhas!

Que bom escutar-te e poder responder-te
Que bom encontar-te e poder te abraçar
Que bom te dizer "te amo" e dest´arte
Sentir o teu sim estampado no olhar.

Que bom ver que o tempo é mais que  lembrança
Que bom relembrar de nossa primeira dança!

Que bom apenas poder te dizer
Que bom apenas ouvir a melodia
E poder te dizer que também neste dia
Eu estou em ti e tu estás no meu ser.

Que bom escrever românticos  poemas
Com palavras doces de que me lembro
Quando vagam no céu os trenós e as  renas
No calor das tardes e manhãs de dezembro.

E eu, aqui pensando em parnasianos!...

Euclides Riquetti

domingo, 25 de maio de 2014

Agosto Dourado

          O nome já é sugestivo, atraente, encantador. O projeto, mais ainda. Não pelo nome, em si, mas pelos objetivos e propósitos!

           Fui convidado pelo neoamigo e vereador Éber Marcelo Bundchen, nesta semana, a participar de uma das sessões da Câmara Municipal de Joaçaba. O Éber é um advogado e político muito atuante em Joaçaba. Não é de promover o debate demagógico e,  sim,  de propor ações e leis que beneficiem a população, notadamente na área da cultura, do esporte, da educação e social. Convidou-me, há um ano, quando nos conhecemos, a participar do grupo "Pensar Joaçaba", que reúne pessoas de correntes políticas diversas, mas que têm objetivos em comum: sugerir ações que visem a melhorar a vida da população de nossa cidade, Joaçaba.

          O projeto "Agosto Dourado" mereceu a aprovação de todos os 9 vereadores de Joaçaba. Aliás, a Legislatura atual merece elogios, pois todos são bastante propositivos. Assisti a apenas duas reuniões deles  e,  de vez em quando,  os ouço falar no rádio, mas já sei como é a conduta deles: respeitam-se e refutam a demoagogia, o que, em tempos atuais, merece aplausos. Defendem seus pontos de vista sem ofenderem um ao outro. Isso denota respeito entre si e para com a população joaçabense que rejeita "confusão" política.

          Na defesa de seu projeto, Éber passou aos presentes um panorama da importância do aleitamento materno para a criação saudável de uma criança. O leite é o único alimento indicado para crianças até os seus seis meses de idade. Bem do jeito que a humanidade fez, durante milênios. Foi assim que sobreviveu e nos pertitiu chegar onde estamos. E, reconhecendo que "todos os meses são época de amamentar", todos os edis fizeram seus pronunciamentos favoravelmente ao projeto, o que não poderia ser diferente. A vereadora Divair de Marco, mãe, relatou sobre uma vez em que, no Hospital Santa Terezinha, amamentou uma criança que precisava de leite e incentivou as senhoras que se encontravam no plenário, e as que ouviam a transmissão da sessão pelo rádio, a doarem leite materno para o Banco de Leite do HUST.

          O aleitamento materno salva 6.000.000 de crianças por ano no mundo, pois tem alto poder de nutrição e imunização. O seu consumo pelas crianças passou a ser incentivado há 20 anos, pois traz benefícios fisiológicos, psicológicos,  sócioeconômicos e culturais.

           No Centro de Educação Infantil Mundo Encantado, do Bairro Santa Tereza, aqui em Joaçaba, as crianças do maternal já são envolvidas em atividades que ensejam a valorização da amamentação pelas mães. O direito de amamentar para a mulher trabalhadora está sacramentado em Lei.
          Então, aqui em Joaçaba, além das campanhas do Outubro Rosa e do Setembro Azul, agora temos o Agosto Dourado! Uma campanha que, como as demais, é muito meritória. Parabéns a todas as mães e educadores que farão parte de todas as campanhas. Parabéns,  Éber pela iniciativa!

Euclides Riquetti
25-05-2014