segunda-feira, 31 de março de 2025

Siga, sempre, o caminho de sua intuição

 


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Siga, sempre, o caminho de sua intuição
Vá, através dele, ao encontro do que quer
Escute as palavras que lhe dita o coração
Siga, determinada, sua intuição de mulher.

Ande, pelas estradas longas e tortuosas
Pelas passagens estreitas ou pelas largas
Busque as paragens calmas e virtuosas
E deixe para trás as almas mais amargas.

Mova-se com a leveza da branca pluma
Mas voe com as asas de sua imaginação
Ouça, na manhã, o canto suave da graúna.

E, quando chegar ao seu destino buscado
Comemore  suas conquistas com vibração
Viva a alegria pelos obstáculos superados.

Euclides Riquetti

Primeiros Dias de Outono

 






O outono nos trouxe suas primeiras manhãs

Acanhadas, tímidas, ventosas

Levemente chuvosas

Mas também manhãs.


E nos trouxe as tardes amenas

As nuvens claras e cautelosas

Quietinhas , dengosas...

Apenas nuvens, nuvens apenas...


O outono nos traz lembranças

Das pessoinhas  agasalhadas

Luvas nas mãos, jaquetinhas bordadas:

Adoráveis e belas crianças.


O outono nos leva ao passado

Aos momentos mais sentidos

Aos abraços mais comovidos

Recebidos e dados: lembrados!


Ah, outono, quantas e quantas saudades...


Euclides Riquetti

Sabem os deuses

 



 


 

Sabem os deuses

Cada vez que olho para o céu estrelado

Sua imagem se sobrepõe na imensidão

Por noites e dias eu fico aqui inspirado

Calmamente, buscando em ti inspiração

Pois meu ser a procura como anjo alado,


Sabem os deuses de sua real grandeza

Lua e sol refletem seus raios sublimes

Fazem os anjos um coro a sua realeza

Faz a manhã com que seu rosto brilhe

Procurando a felicidade tão merecida.


Toda a honra possível lhe é oferecida

Mais do que versos, tem o meu poema 

Leva em si toda a elegância concebida

Primeira rosa na floreira mais colorida

Canção deste poeta, indolor, como tema

Uma centelha de amor e nenhum dilema!


Euclides Riquetti

Os jardins precisam de cuidados

 


Os jardins precisam de cuidados

Falar de amor é sempre poesia

Amar faz bem à alma e ao corpo

O cheiro da tua pele eu absorvo

O teu sorrir só me traz alegria.


A tua voz me soa com alento

O teu jeito de me olhar me atrai

Se estás perto a tristeza se vai

Se estás longe haja sofrimento.


A bela vida precisa de romance

Nosso dia requer muita paixão

É preciso aproveitar as chances.


Os jardins precisam de cuidados

Como o sangue move o coração

E teu lugar é aqui ao meu lado!


Euclides Riquetti

31-03-2025


www.blogdoriquetti.blogspot.com 












O mesmo sol...


 

 

O mesmo sol...



Nasceu, hoje, o mesmo sol de sempre                                           
Dourado, simplesmente encantador
Irradiavam seus raios o calor
Mas ele estava bem diferente...

O sol, quando nasceu na manhã cinzenta
Disse-me "bom dia,  o que você quer"?
E eu falei uma coisa qualquer
Com minha voz embargada e sonolenta...

Era minha voz grave e de travesseiro
Minha voz após a  noite pouco dormida
Da madrugada indômita, desaquecida
Que me entorpeceu por inteiro...

E que o sol volte sempre
Tímido ou ousado
Como você voltará, certamente
Para ficar ao me lado!

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

Diamante que adorna o universo!


 







Tempos de calmaria, de viver e de amar
Prazer em erupção, o sentido do querer
Fogo que queima minha alma sem doer
Magia sensual num corpo a me encantar
Seiva que me alimenta e sustenta meu ser
Presença magistral no cenário do viver...

Tece com seus sonhos minha fantasia
Suas mãos suaves planam leves no ar
Tardes ensolaradas de bronze e de mar
Vida sem sofrer, comemorar com alegria
Procurando flores nos jardins distantes
Nos caminhos de saudade e  nostalgia:
Adorada musa, sereia, desejada amante!

Sedutora mulher que me atiça as vontades
Meiga mulher que acalma meus desejos
Livre,  busca os seus ideais de liberdade
Seiva que anima os meus instintos e beijos
Candura que enfeita meus tímidos versos
Diamante que adorna todo o universo!


Euclides Riquetti

domingo, 30 de março de 2025

Pedi pra garça

 





Pedi pra garça levar meu recado
De menino travesso
De menino apaixonado
E entregar pra gaivota
Que bronzeia suas costas
Na beira do mar...

Pedi pra garça que lhe dissesse
Que em alguma cidade
Há alguém que não a esquece
Que a ama de coração
Que reza por ela com devoção
Em algum lugar...

E a garça cumpriu com a missão:
Levou o poema do poeta
Para alojar em seu coração!
E o recado mandado
Pelo romântico enamorado
Se espalhou pelo ar.

E todo mundo viu
Todo mundo percebeu
E todo mundo sentiu
Que um poeta louco
Quer pelo menos um pouco
Seus lábios beijar!

Euclides Riquetti

Onde anda você?

 


 



Onde anda você?

Onde anda você, que saiu a caminhar pelos trilhos dos raios de meu  sol?
Onde anda você, que ainda não disse a ninguém para onde foi e nem quando vai voltar?
Onde anda você, que me fitava com seu olhar de brilho sem igual?
Onde anda você, com seus belos olhos de cor do mar?

Onde anda você, que no meu frágil coração causa turbulências?
Onde anda você, que me encantou  com sua voz e rosto angelical?
Onde anda você, que na minha vida traçou as linhas da benevolência?
Onde anda você, com sua beleza ímpar, beleza sem igual?

Talvez eu possa encontrar você no meio das estrelas que cintilam
Talvez eu possa encontrar você andando nos raios de meu sol ameno
Talvez eu possa encontrar você nas noites de sereno...

Talvez eu possa encontrar você em meio às luzes que ainda brilham
Sim, porque você será o alento para minh´alma tão sofrida
Será, por certo, só você, pois só você será a luz de minha vida!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Amar: verbo perfeito tão imperfeito!

 


 


Amar: verbo perfeito tão imperfeito!


Não entregue o seu coração por inteiro
Guarde pra mim um pedacinho dele
Quero ser seu fiel companheiro
Quero me alojar, esconder-me  nele.

Não deixe que o maltratem em nenhum momento
Cuide-o com carinho, é seu valioso bem
Não permita que lhe venha o sofrimento
O direito de ser feliz é seu e de mais ninguém.

Defenda o direito dele de ser  amado
E o seu direito de poder sonhar
O direito de amar e de ser amado.

E, que o respeitem se tiver defeito
Principalmente se este for o de  "amar"
Este verbo perfeito tão imperfeito...

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Acesse!

Blog do Riquetti - Nove Milhões de Visualizações - Com seu incentivo!

 



       A realização do escritor é ter quem leia as suas produções. No meu caso, meus poemas, crônicas e artigos. Perdi a conta de quantos poemas já compus e publiquei. Foram sonetos, poemas livres, haicais, redondilhas, poemetos, um monte de coisas. Muitas crônicas, croni-contos, artigos, tantos textos que publico no meu blog para que você os leia. 

       Escrever me realiza. Também orientar pessoas para que escrevam me dá muita alegria e satisfação. Mas o fundamento de tudo se assenta em alguns pilares: Quem lê muito, muito pode escrever! Conhecer as "regras", os fundamentos da literatura, a estrutura dos poemas, tudo soma favoravelmente para quem deseja escrever. Poemar é arte, entretenimento, ocupação, imersão no mundo da ficção. Cronicar é mergulhar na realidade cotidiana. Articular é buscar a informação e colocá-la, de forma verdadeira, no computador ou no papel. 

       Hoje, 30 de março, às horas 11,37,   dia em que minha querida sobrinha Jeanine Adriana Bahr, nascida em Porto União e falecida em Itapema, estaria completando 52 anos,  atingi 9.000.000 (nove milhões) de visualizações de páginas em meu Blog do Riquetti.

       E isso acontece porque tenho milhares de leitores espalhados em todos os cantos do Brasil e em todos os continentes do mundo. Obrigado a você que me prestigia com sua leitura.

Euclides (Celito) Riquetti - Poeta e cronista sul-brasileiro - 

Em 30-03-2025

Acesse você também o www.blogdoriquetti.blogspot.com 


Amigo Riquetti, que tive o privilégio de levá-lo a morar naquela modesta casa que denominávamos de "república", em União da Vitória, no meu tempo de Cabo do Exército no 5° Batalhão de Engenharia, felicitá-lo por esse sucesso, por sincero que seja, me parece pouco, ou apenas usar do jargão comum! Depois da experiência de convivermos, você cursando Letras na FAFI, inesquecíveis são as noites em que por vezes acordei ouvindo você recitando trechos literários, visando provas das matérias nas próximas aulas, obtendo sempre elogiável resultado. Isso é pouco para dizer que o sucesso, por mérito, o aguardava, infalivelmente!
Meu abraço de reconhecimento, ainda que virtual, mas saiba que você foi pessoa marcante, de modo indelével, na memória de todos os companheiros de então
Hoje tenho o privilégio admirá-lo, colhendo os frutos do que plantou.


Obrigado, amigão e conterrâneo Leo Fra! Vc também muito nos ensinava, com aquela sua calma em nos contar causos e as experiências vividas no Batalhão. Só a experiência vivida com você e os nossos companheiros já me valeu ter morado em União da Vitória e Porto União. Nossos companheiros, todos foram vencedores, cada um a seu modo, com seu jeito, suas peculiaridades. 

Carinhoso abraço de seu colega e amigo

Euclides Riquetti

Como uma nuvem de chuva

 



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Como uma nuvem de chuva, você passou
Você foi embora, afastou-se de mim
Mas a lembrança, de você,  ficou
Você foi embora, foi  melhor assim?

Não era bem isso o que eu queria
Pois você dizia gostar tanto de mim
Onde foi o sorriso, onde foi a alegria?
Nunca diga nunca, será  melhor assim...

Como uma nuvem de chuva, o tempo passa
O tempo passar é uma verdade, sim
Incontestável, como a árvore da praça
Ficará só a lembrança, melhor assim...

O mundo é tão grande, ele dá tantas voltas
O mundo girar, é uma verdade, sim!
Coração  errante, não precisa de escoltas
Tudo vai virar paz, será melhor assim!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Meus medos se confundem com os teus

 

 






Meu primeiro medo: Medo de te perder.
Meu segundo medo: Medo de me perder.
Meu terceiro medo: Medo de não te perder.
Meu quarto medo: Medo de não me perder.
Meu quinto medo: Medo de te perder e não te encontrar.
Meu sexto medo: Medo de me perder e não me encontrar.
Meu sétimo medo: Medo de que nos percamos e não nos encontremos mais.
Meu último medo: Medo de perder o medo.

Não quero que te percas de mim
Não quero me perder de ti
Jamais!...

(Meus medos se confundem com os teus!)

Euclides Riquetti

Nada há no céu azul

 


 


 


 





Nada há no céu azul
Além de meus pensamentos que trilham
Buscando encontrar teus olhos que brilham
E o desejo de mergulhar profundamente
Infinitamente e perdidamente
Em teu corpo fogoso e... atraente!

E, por detrás das  nuvens esparsas
A vontade de encontrar encantamentos
De acasalar corpos e sentimentos
De abraçar-te com  vigor e tenacidade
De refutar as fugacidades e veleidades
De trocar a dor pela inspiração
De ouvir as notas de uma sublime canção
De amor e de saudades!

Nada há no céu azul que não seja o nosso sonhar
Nada há no céu azul que não seja a vontade de te encontrar!
É no céu azul que flutuam as almas serenas
É no céu azul que eu disperso meus versos
E que nos abraçamos e nos beijamos
Nós dois. Apenas nós dois!

Euclides Riquetti

A Guerra dos Ovos e Estradas, Energia, Armazenagem (os descuidos de quatro décadas)!

 




       O Brasil vive uma guerrinha chula que abrange uma realidade factual e uma virtual. Sim, estamos em plena Guerra dos Ovos. Esta vem sucedendo a das carnes e do café. Os atores são aqueles que buscam os holofotes os dedilham os teclados para competir num campo que está se tornando vasto: O dos espectros ideológicos, políticos e sociais. A tenda do circo mundo está cada vez maior. E os palhaços tropeçam entre si no picadeiro. Os iludidos e os engajados surfam ou se afogam em suas narrativas, crenças e idiotices, Os vidiotas e os netidiotas se digladiam. O jornalismo raiz está desaparecendo, os comunicadores são torcedores de alguma forma: estão no Lado A, no B ou no C de centro. Enquanto isso, a vida do cidadão comum vai ficando cada vez mais difícil.

       A oposição ataca falando na picanha prometida, no café, nos combustíveis, nos juros altos, nos impostos escorchantes. O Governo faz malabarismos para conter a desgraça estrutural, gasta mais do que deve, busca foras de comunicação que não fazem mais efeito e o povo reclama. O Governo de torna impopular e as eleições de 2026 fazem-no correr contra o tempo, vivendo situações pelas quais não imaginava passar. Os preços dos produtos se balizam nas oferta e na sua procura. Então, economizemos justificativas e narrativas. O arroz e o feijão estão baratos, o óleo de soja oscila, o tomate idem. A carne, os chocolates e os ovos estão caros. O material de limpeza e higiene você tem muitas opções de compra, com preços para todos os bolsos.

       O conjunto de falas, falácias, falações, ações e atitudes tem crescido, cada qual se defende como pode e, como diria o comentarista esportivo, a melhor defesa é o ataque. Isso se aplica aos esportes, mas não cola em todos os outros campos. Se atacar indevidamente, vem chumbo grosso de volta.

       Pontes – rodovias – estrutura básica – Há quantos anos estamos regredindo em termos de estradas transitáveis e seguras, em estrutura básica para logística, em evolução das artes correntes, que são o suporte de segurança das rodovias, principalmente nas BRs, da malha rodoviária federal? – E a resposta eu tenho: 4 décadas, quase 5!

       Trabalhei na concessionaria da Mercedes-Benz do Brasil em União da Vitória, Paraná, de 1972 ao inicio de 1977. Cinco anos na mesma empresa, a fila de espera para os clientes receberem seus caminhões dos modelos mais tradicionais era de 4 a 6 meses, os mais potentes, os “lançamentos”, conseguiam-se em menos de um. Mas ainda eram dúvida na cabeça dos transportadores. As rodovias federais asfaltadas eram as mesmas de hoje, mas eram novinhas, e o movimento era bem menor, havia menos veículos transitando. Os governos eram cobrados para investimentos em armazenagem, pois muitos produtos eram perdidos por não terem lugar para serem armazenados até o seu escoamento.  As cooperativas obtinham do “governo da ditadura”, empréstimos a juros subsidiados, construíam grandes armazéns para secagem e depósito de grãos. Os produtores ganhava dinheiro e plantavam no jargão de “Plante que o João Garante”.

       Agora, os planos de produção são alardeados, dinheiro  é disponibilizado produtor. Mas temos as intempéries... Já as tínhamos nos anos70. Olhavam-se os “rabos de galo” no céu do Rio Grande do Sul para esperar pelas chuvas em janeiro aqui em Santa Catarina. A produtividade não era tão generosa como é hoje, pois temos grandes avanços tecnológicos. Mas temos significativas perdas, agora não só pela insuficiência de armazenagem, mas pelo alto custo da energia elétrica, os buracos nas estradas, os pedágios, o IPVA, o seguro do veículo e os juros dos financiamentos.

       A imprensa desinformada, tendenciosa quando velha viciada e ingênua quando nutella, pouco contribui para que os  brasileiros possam viver melhor. E o dinheiro que deveria ser utilizado para melhorias e construção de novas rodovias ou ferrovias, vai para manter uma estrutura paquiderme de executivo, legislativo e judiciário.

       Os problemas das cidades – Todos conhecem os problemas de mobilidade, violência e moradia,  das cidades grandes. Estes chegaram às médias e nem as pequenas, como as nossas, já não conseguem escapar deles. Mas no nosso meio, ainda é possível que a população aja em conjunto e se consegue uma mitigação deles, reduzindo seus impactos. As conferências das cidades são a oportunidade de os cidadãos se se expressarem para manifestarem suas ideias, Se todas as classes sociais, profissionais, comerciais e produtivas se fizerem representar, poderemos ter grandes resultados. E, para as gestões municipais, podem ser um bom norte para planejarem seus investimento no presente e no futuro. Quem anda nas nossas ruas, a pé, de bicicleta ou em veículo motorizado, sabe onde há aperto em seu calo. Participemos das Conferências das Cidades em nível local.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com


Minha coluna no Jornal Cidadela - de Joaçaba SC - 

Em 28-03-2025

 

Voam, silenciosas, as andorinhas!


 


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Voam, silenciosas, na noite, as andorinhas
Como a que não querer que as vejamos
Abanam suas asas pequeninhas
Que as sustentam em seus voos calmos e planos.

Voam, silenciosas, sobre os telhados
Sobre os quartos onde dormem as crianças
Vagam  diante das janelas de vidros espelhados
Timidas em seus voares e em suas andanças.

Voam, silenciosas,  as andorinhas singelas
Voam com a delicadeza e a sua sutilidade
Sobre as casas verdes, brancas e amarelas.

E seu voo é como o dos anjos protetetores
Que cuidam dos lares, das praças, e da cidade
Vigiando tudo, nos céus dos esplendores.

Euclides Riquetti

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