sábado, 5 de julho de 2014

Quando nasce uma nova flor

Quando nasce uma nova flor
Meu  jardim se enche de alegria
E um divino mundo de cor
Nos cerca de encanto e magia.

Flores são dádivas abençoadas
Que amo com verdadeira paixão
Brancas, vermelhas ou rosadas
A acalentar meu coração.

Quando nasce uma nova flor
Mesmo que em canteiro acanhado
Não importa  onde for
Dê-se-lhe amor e cuidado.

Ah, flores, muitas flores
Nas praças e nas avenidas
Cravos e rosas multicores
Para alegrar nossa vida!

Euclides Riquetti
05-07-2014

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Confesso-te que sonhei

Confesso-te que sonhei
Confesso-te que me lembrei
De ti...

Mas, se no meu sonho tu estavas presente
E eu te queria, apaixonadamente
Não ficavas perto de mim...

E eu,  que senti saudades
Que te esperei por uma eternidade
Não consegui
Me aproximar de ti!

Confesso-te que chorei
Confesso-te que eu lamentei
Por não poder ficar contigo
Aqui...

Então eu me perguntei
Será que foi o que pensei?:
Te perdi para o inimigo
O trágico destino
Perdi?

Quem será que foi o bandido
Esse ser tão atrevido
Que te tirou de mim?

Confesso-te que sonhei
Confesso-te que lembrei
Mas te perdi...
Sim, eu te perdi!

Euclides Riquetti
04-07-2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

É noite...

É noite, dos pensamentos sem dono
É noite de novo...
É noite das estrelas prateadas
Das almas condenadas (perdoadas??).
Mas é noite!

É a noite dos namorados
É a noite dos sonhos encantados...
É a noite das orações
Das dores nos corações...
É, sim, é a noite!

A noite é  dos amantes
Dos beijos provocantes
A noite é dos aflitos
Dos versos escritos e ditos
A noite é apenas a noite...

E, atrás daquela  janela
Alguém se esconde.
Atrás da cortina singela
Uma voz responde:
Estou aqui...
Pensando em ti!
Somente em ti.
Em ti...
(Aqui!)

Euclides Riquetti

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Na Rotary Fritz Lucht - em Joaçaba (mais poemas e memórias)

          No início de 1981 estive no CIP, em Joaçaba. Localizava-se na Vila Pedrini.  Fui com uma Rural Willys da Prefeitura Municipal de Ouro, azul e branca, para pegar merenda e cadernos. Na Escola,  havia uma professora de plantão,  Mercedes Simon, de Luzerna, que me atendeu. Nunca mais a vi. Recentemente, indo à Borracharia do Sr. Lauri Amora, dei uma olhadinha, mas não entrei lá. Na semana passada, visitei-a. Fui atendido pela Diretora, Georgete. Também pelas professoras Sônia Stoffel de Souza, nossa vizinha, esposa do Rodrigo, mãe do Rodrigo Gabriel e da Duda,  e a Eliane Cardoso. Trabalham com Língua Portuguesa. Estão desenvolvendo, com os alunos do Ensino Fundamental, a partir do 5º ano, atividades literárias: Gêneros Poéticos e Memórias Literárias. A professora Sônia havia suerido me convidarem. A Eliane convalidou a ideia. Então, nesta terça, 30, lá fui eu conversar com os alunos.

          Agora, em suas instalações, funciona a Escola Rotary Fritz Lucht, municipal. As edificações  foram passadas ao Município pelo Estado de Santa Catarina. Há três anos estão em plena atividade. As instalações, que estavam abandonadas, deverão ser reformadas,  agora. Dizem que estava uma tapera. haverá necessidade de muito trabalho para que tudo fique "nos trinques". Mas a estrutura predial é muito boa e está bem localizada. Informaram-me que têm mais de 600 alunos matriculados lá.

          Conheci as ações da Rotary no dia 7 de setembro, no desfile, ali na XV de Novembro, centro da cidade de Joaçaba. Achei que o desfile de seus alunos e professores estava muito bom. Gostei! Tenho alguns amigos virtuais e outros pessoais que lá trabalham. Além das duas professoras citadas, a Edna Faganello, que se encontra em licença. A Maura Barcellos e a Andréia Bernardt são amigas também. Esta é ourense, lá do Distrito de Santa Lúcia. Foi muito bom reencontrá-las.

          Meu trabalho ficou dividido em duas partes. Na primeira, antes do recreio, enfoquei a produção de poemas. Li alguns dos meus, mostrei-lhes e falei-lhes das características e de quanto é agradável compor. Alguns alunos me disseram, ao pé do ouvido, que gostam de escrever poemas. Ora, se forem estimulados, certamente serão escritores. Ademais, quando se é adolescente, fica-se com vergonha de mostrar algumas posições bem pessoais que são retratadas nos poemas. Adiante, porém, isso se torna normal. Quando organizávamos os recitais de poesias, em Capinzal e Ouro, os alunos compunham seus próprios poemas para declamarem. E, compor poemas, para eles, já era rotina.

           Depois do intervalo, contei-lhes algumas histórias e lhes li umas crônicas. "Futebol no Céu", em que as personagens são os amigos que jogaram comigo no Arabutã e no Grêmio Lírio e foram morar no céu estão presentes. E, nesses dias, estão torcendo pelo Brasil lá de cima. Assustados, claro, porque a Copa tem mostrado que não existem mais bobinhos jogando futebol. Se não vai na bola, vai na mordida!

          A presença dos professores Diomar, de História, que descobri ser nosso vizinho, e da Leioloane, de Inglês, mais a da Thaís, que é neta do Erni Edgar Fleck, antigo delegado de polícia em Capinzal, valorizaram nossa palestra. Estiveram na Sala Ambiente junto com os alunos. Conheci, no recreio, o simpático Wilsinho, que jogou no Joaçaba e que atuou como profissional junto com o Felipão,  no Rio Grande do Sul,  há três décadas e meia. Falamos sobre o Biluca, nosso companheiro, que se foi recentemente.  Fiquei muito contente em conhecer novas pessoas, novos educadores.

          Participar de eventos assim me deixa animado. Faz-me lembrar dos muitos anos de atuação como professor, no Cid Gonzaga, em Porto União, na Major Cipriano Rodrigues Almeida, em Zortéa, na Sílvio Santos, em Ouro, e na CNEC e no Mater Dolorum, em Capinzal. Gosto muito de ter contato com jovens e adolescentes. Como fiz isso durante mais de 30 anos, sempre me animo a fazer-me presente nas escolas.

Grande abraço aos novos amigos e alunos da Escola  Rotary Fritz Lucht!

Euclides Riquetti
02-07-2014      

terça-feira, 1 de julho de 2014

Nos dias depois das chuvas...

Dissiparam-se as turbulências
Foram-se embora as águas  turvas
Perderam-se nas corredeiras e nas curvas
Foram banhar outras querências.

Rebrilhou meu sol e meu  céu revestiu-se de azul
A natureza nos devolveu os seus encantos
Recoloriu-se o mundo aqui no Sul
Enxugaram-se as lágrimas dos prantos.

A euforia e os ânimos se repuseram
Nos sorrisos dos rostos róseos, dentes brancos
Nas almas que já não se desesperam...

Nos dias depois das chuvas eu te busquei
E deliciei-me em admirar os  seus encantos
Nos dias depois das chuvas... eu te reencontrei!!

Euclides Riquetti
02-07-2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Hospital São José: Capinzal está de luto!

          O Hospital São José, que funcionou durante 70 anos em Capinzal, no Meio-oeste Catarinense, fechou suas portas hoje, 30 de junho de 2014, às 18 horas. Já às 16 horas,  os pacientes que se encontravam internados foram transferidos para o Hospital Nossa Senhora das Dores. Senti vontade de chorar. Foi como se, em  minha cidade natal, tivéssemos perdido uma pessoa de bem, um amigo de muitos anos!

          O São José foi, durante três décadas, conhecido como o "Hospital do Doutor Favorito". Depois passou a ser chamado de "Hospital do Doutor Celso". Adiante, já sob a tutela do Doutor Pedro Toaldo, passou a ser chamado de "São José". Hoje, com 50 leitos e atendendo 70% de seus pacientes internados através do SUS, com a realização de cerca de 500 procedimentos cirúrgicos diversos anualmente e uma média de 1.500 internamentos (por ano), paralisou, definitivamente, suas atividades. Vinha sendo dirigido pelo competente Dr. Pedro Lélis Panis.

          Ouvimos duas entrevistas do Panis. Uma, há poucos dias, informando que o Hospital iria fechar suas portas. E, outra, agora há pouco, informando que o São José não está mais em atividade. Com a política de gestão da saúde atual, é tido como certo que os hospitais com menos de 50 leitos sejam desativados. E isso é uma realidade muito cruel. A Tabela do SUS - Sistema Único de Saúde, não é reajustada há 19  anos. A remuneração dos serviços que os hospitais particulares e filantrópicos recebe do Ministério da Saúde (SUS), é vergonhosa. Conheço o sistema, fui Prefeito em Ouro e fui Secretário da Saúde naquela cidade. Também fui membro do grupo Amigos do Hospital Nossa Senhora das Dores e sei das dificuldades que as instituições têm para se manter. Há três anos, para pagarmos o Décimo Terceiro Salário dos funcionários, fizemos uma rifa de uma Kombi reformada, doada pela família de uma jovem que havia sido internada e que se sensibilizou com o atendimento. Fizeram questão de doar a perua, que rifamos para cumprir esse compromisso.

          O Nossa Senhora das Dores só foi salvo porque as comunidades de Capinzal, Ouro e Zortéa, ajudam o mesmo através de uma contribuição inclusa nas faturas de consumo de água do SIMAE. Esses municípios mantêm convênios com o Hospital, que é filantrópico, e pertence às Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Pela sua condição institucional, pode receber recursos e equipamentos dos governos das três esferas. Mas o São José, particular, não tem toda a atenção e proteção necessária para sobreviver, embora tenha prestado serviços de relevância social.

          Minha família utilizou os seus serviços. Meu filho, Fabrício, nasceu ali. Muitos de vocês, amigos e leitores, principalmente quem é originário do Baixo Vale do Rio do Peixe, foi atendido ou teve um familiar ali atendido. Agora, infelizmente, perdemos o São José. Capinzal está de luto. Assim como Ouro e Zortéa, e ainda 19 outros municípios da região de onde recebeu pacientes por sete décadas.

          O time de funcionários, muito bem preparado, já está sendo encaminhado para trabalhar nas cidades vizinhas. Os médicos já vinham atuaando, paralelamente, no "Hospital de Cima". O São José, conhecido também como o "Hospital de Baixo", está fechado. Muito a lamentar.

Euclides Riquetti
30-06-2014

Elói Helt: Adeus, Guri!

          O menino do Deoclides Helt e da Dona Vitalina, irmão da Elai, foi embora prematuramente. Soube por amigos de sua partida definitiva. E, quando isso acontece, nosso pensamento volve-se ao passado...

          Dia 23 de novembro de 1978 - Distrito de Duas Pontes - também conhecido por Zortéa - futuro Município desmembrado de Campos Novos. Eu estava completando 26 anos. Dei minhas aulas do período da noite e voltei para casa. Esperava pela Miriam que havia ido a Capinzal, onde estudava. Ela e mais de 40 jovens, quase todos os  que haviam completado a oitava série na Escola Básica Major Cipriano de Almeida no ano anterior, e uns do Mater Dolorum, tomavam, o ônibus ao entardecer e iam para o Colégio Cenecista padre Anchieta, onde cursavam Contabilidade, em Capinzal.

           Uma grata surpresa me aconteceu naquela noite. O ônibus e mais alguns carrros encostaram defronte nossa casa. Vieram, meus ex-alunos, para fazer-me uma surpresa: festa de aniversário. Eram muito divertidos, simples. Eu lecionara para a maioria. Os demais, eram colegas de trabalho na empresa Zortéa Brancher. Dentre eles, apenas um que eu ainda não conhecia, um rapaz alto, muito educado, o Elói (Francisco) Helt.  Soube que era filho do Deoclides, que morava na Linha Residência. A família Helt era muito grande, mas eu conhecia quase que todos. Ademais, joguei muita vezes futebol no campo do Esporte Clube Serramalte, de propriedade deles. Coincidentemente, o Elói estava com uma camisa azul daquele clube.

          Servimo-lhes umas cubas-libres, azeitonas, e uns picadinhos. Muitos deles não conheciam azeitonas e ficavam olhando, receosos, para os pratos. Eu fazia de conta que não percebia, mas notava que tentavam se entender sobre como comer aquela "coisa" verde-oliva que, muitos deles, sabiam que existia, mas nunca tinham comido. Fizemos nossa parte, colocamos músicas, cantaram, riram, contaram causos, me abraçaram e, depois de no máximo duas horas,  foram embora, pois tinham que trabalhar no outro dia, alguns muito cedo.

          No anos seguinte vieram nossas filhas, as gêmeas Michele e Caroline. Ao final de 1980, uma excursão dos formandos da CNEC. Fomos a Florianópolis e Balneário Camboriú. Nossas crianças, na praia, cobriram de areia o amigo Elói. Deixaram apenas a boca e o nariz livres para respirarem. Tenho uma foto registrando isso. Gostava muito de crianças.  Sempre teve aquele seu jeitão de criança crescida, não perdeu nunca...

          Passei, quando já morávamos em Ouro,  a fazer parte da Diretoria do Vasco da Gama, de Capinzal. Numa contenda com o Arabutã, o Sabará (Alaor Gramázio Pereira de Lima, saudoso...), reforçou o time com alguns jogadores da região. Lembro-me bem que o Elói estava no Gol, já tinha um bom porte para goleiro, era contratado pelo Joaçaba.  Adiante, ele parou com o futebol profissional e abriu em escritório em Ouro, como Despachante do Detran e Auto Escola.

          Alugamos uma sala comercial de nossa família para ele, ali no Centro do Ouro. Com o tempo, elegeu-se vereador. Fomos companheiros em muitas jornadas políticas, militamos do mesmo lado. Elegeu-se Vereador em Ouro, foi presidente da Câmara Municipal.  Era um moço muito educado, as pessoas gostavam dele. Jogava como goleiro em times amadores. Mas a sua predileção era jogar pela Linha Residência, comunidade em que seu pai era proprietário do campo de futebol.  Atuamos muitas vezes ali no Arabutã como adversários e, mais à frente, como companheiros.

          De certa feita, quando jogávamos contra o seu time, o Frei Davi Colle, que era nosso centroavante, muito habilidoso, aplicou-lhe um chapéu dentro da área e fez gol.  Pois o goleiro Elói ficou tão chateado, pegou a bola no fundo das redes, foi até a marca do pênalti, virou-se contra seu próprio gol  e deu um balão, tão e tão forte, que a bola foi para os lados de um banhado que havia no Parque e Jardim Ouro. Era de noite e nunca mais encontramos a bola...

          Com o tempo, veio morar em Joaçaba, mudou sua atividade, passou a representar uma marca de colchões magnéticos. Comprou uma área de terras (chácara) ali defronte à empresa Pegoraro. Construiu sua casa, com piscina, bosque e um campo de futebol soçaite. Depois, comprou mais uma chácara ali perto, no Bairro Anzolin. Vivia com a esposa Vanusa e com dois filhos. Há um bom tempo, quando a conheceu, apresentou-a a nós. "Cridão, Miriam, quero apresentar a vocês minha peça". Apresentou-nos:  era bonita e ele orgulhava-se muito dela.

          Há uns 6 meses, eu estava fazendo minha costumeira caminhada,  quando passei pela frende da casa dele, aqui em Joaçaba. Estava fazendo uma escadaria ali próximo do campo, até a rua. Imagino que fosse para os jogadores descerem por ali para jogar. Disse-lhe que ele estava muito parecido com o pai dele. Até pensei que fosse o Deocldes: do mesmo tamanho e muito semelhante. E ele, mostrando-me, orgulhosamente, sua bela propriedade.

          Na sexta-feira, fiquei sabendo que ele falecera, que estivera doente por dois meses. Ficamos muito tristes, pois sempre tivemos uma boa amizade com ele. Deixou-nos, aos 55 anos. Muito a lamentar. Mesma idade que tinha meu pai quando o perdemos, também num mês de junho, dia de muita chuva e frio.  Agora, certamente que foi juntar-se a tantos amigos que já se foram e que estão vendo a Copa lá de cima. E, certamente, com muita opinião sobre tudo. Jogou futebol, divertiu-se, mas foi chamado. Resta-nos desejar que os que ficaram possam, como nós, ter sempre belíssimas recordações dele, e que ele possa ser muito feliz na Eternidade. esteja com Deus, Elói!

Euclides Riquetti
30-06-2014

sábado, 28 de junho de 2014

Apenas me abrace...

Apenas me abrace
E,  se quiser, me beije
Mas não me deixe
Me abrace, me abrace...

Apenas me abrace
E diga que me ama
Que seu coração... me chama
Me abrace, me abrace...

Apenas me queira
Me deseje, me beije
Me beije , me deseje
Me queira, me queira...

Apenas me diga
Me sinta, me minta
Me minta, me sinta
Mas me diga, diga:

Faça-me acreditar
(Faça-me pensar)
Que vale a pena sonhar
E amar... amar... amar!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Enchentes em 2014 - (as lições que ainda não aprendemos)

          O Outono deste 2014, em razão das anormalidades climáticas, trouxe alguns dissabores a catarinenses e paranaenses, principalmente. Tivemos, primeiro, a elevação das águas do Rio Itajaí-Açu, que fez estragos incontáveis nas cidades do Vale do Itajaí, atingindo cidades populosas como Rio do Sul, Blumenau e a própria cidade portuária que, ainda, fica sempre sujeita aos riscos oferecidos pelas marés oceânicas. Há poucos dias, tivemos a ocorrência de precipitação de consideráveis volumes de chuva no Norte Catarinense e no Sul Paranaense. Porto União e União da Vitória, como nas ocasiões anteriores, sobfreram muito com a ação inclemente das águas.

          Novas enchentes me fazem lembrar das anteriores: certamente que nenhuma delas suplantou, em danos e em nível elevado dos rios, as de 1983. Naquele ano, em julho, o Rio Itajaí, o Iguaçu e o Rio do Peixe tiveram seus níveis elevadíssimos. Agora, pela análise das informações que recebo através de telefone e internet, classifico as deste ano como de situação muito crítica, embora com menos agravos de que a de 1983. Aqui no Rio do Peixe, é possível dizer que tivemos outras maiores do que a de hoje, seguramente.

          A ocorrência de eventos climáticos adversos já é previsível aqui no Sul. Sabemos que, em todas as décadas, as enchentes se repetem, com maior ou menor intensidade. Algumas cidades aperfeiçoaram suas leis no sentido de desestimular as construções próximas das margens dos rios. Outras, nem tanto... Mas cada calamidade nos deixa alguma lição. O problema é que nos esquecemos delas facilmente e rapidamente...

          O melhor e mais positivo exemplo que conheço, seguramente, foi o de Capinzal. O saudoso Prefeito Celso Farina, em 1983, quando a cidade perdeu quase que uma centena de casas que se localizavam numa área baixa,  após a ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza,  criou a "Cidade Alta", apelido dado ao Vila Sete de Julho (foi, no dia 7, a culminância da elevação das águas do Rio do Peixe), e o Bairro São Cristóvão. Atribuo ao locutor da Rádio Capinzal, à época, Aílton Viel, a paternidade deste aplido.

          O Município adquiriu áreas e recebeu casas de madeira doadas pela Itaipu Binacional, prefabricadas, que estavam desativadas após o término de suas obras. A equipe de carpinteiros, pedreiros e operários da Prefeitura de Capinzal remontou as casas e formou-se a Vila Sete de Julho. Também as casas alinhadas entre a Estrada de Ferro e a Rua José Zortéa foram levadas para a parte alta da cidade.

          Ambas as áreas, aquela acima da Ponte Irineu Bornhausen, e a abaixo da Ponte Pênsil, foram revitalizadas. Jardinagem na "Rua do Cemitério", com bela arborização. E implantação da Área de Lazer Doutor Arnaldo Favorito, paralelamente à Rua Ernesto Hachmann, entre esta e o Rio do Peixe. Nesta, a construção de pistas para caminhadas, quadras esportivas, implantação de gramados e árvores de sombra. Adiante, a construção do CTG pelos associados. Nenhuma residência foi reconstruída ali. Hoje, Capinzal tem uma certa vulnerabilidade em relação a enchentes, mas está mais afeta às casas comerciais. Os comerciantes, que foram surpreendidos em 1983, não esperam que o pior aconteça: melhor retirarem suas mercadorias, evitando maiores prejuízos. As edificações construídas nas áreas alagáveis (as mais valorizadas por ser a central da cidade),  a maioria delas, foram construídas com nível do primeiro piso acima do nível do solo, ficando os subsolos, estes seim com risco de alagamentos, reservados para estacionamentos de carros ou serviços.

          Com relação a Porto União e União da Vitória, não se viram  providências muito significativas em relação ao Iguaçu e as áreas alagáveis. Estudos técnicos, dizem os entendidos, mostram que há como realizar intervenções que possam fazer com que as águas do Iguaçu tenham facilidade para escoarem. Hoje, a lentidão com que isso acontece, ocasiona elevação do seu nível e ainda a sua permanência por vários dias alagando as áreas.    O mesmo se pode dizer em relação a Blumenau,  Rio do Sul e Joaçaba. Sem se falar nas cidades menores... Não houve estímulo para que as cidades crescessem, efetivamente, nas áreas elevadas, pois continuaram a construir nas baixadas. E muito... É compreensível que as pessoas considerem que "os terrenos são seus" e que podem construir neles. Mas é preciso saber que há um preço a pagar por isso...

           Outros problemas que nos ocorrem quando das chuvas em abundância, são as quedas de barreiras, que impedem a nornal mobilidade. Ainda, algumas ações que poderiam ter sido efetivadas, não aconteceram. Cito como exemplo o que aconteceu com a Rodovia SC 135 - antiga SC 303 - entre Lacerdópolis e Ouro: Estava prevista a "reconstrução" em nível mais alto, da ponte sobre o Rio Lajeado dos Porcos, na divida entre os dois municípios, e de uma parte da pista, localizada próximo da entreda para o Ramal Lovatel, em Santa Bárbara. Por medidas de "economia", tais obras foram abortadas do projeto. Agora, foi o primeiro impacto negativo de mobilidade: ainda na quinta-feira, 26, ao final do dia, as águas cobriram a pista e esta foi interditada. Coisas inadmissíveis para os tempos atuais...

          (Nem vamos nos reportar à má qualidade e à falta de drenagem nas obras públicas que estão sendo executadas atualmente nas pavimentações aqui em algumas cidades, inclusive em Joaçaba. Risível, cômico, se não fosse trágico!)

           Da enchente de 1983, resta-nos cuidar para outro ensinamento: Se, em julho, vierem novas chuvas, em volumes consideráveis, com  solo encharcado e a perda da permeabilidade,  poderemos ter o repeteco do que já nos aconteceu há 31 anos.... Mas que os ventos   desviem as nuvens e que estas possam dissipar-se. Porque, em termos de ações preventivas, estamos "em recuperação".

Euclides Riquetti
27-06-2014

Chove...

Chove! E a chuva fria leva meus desalentos
Dissipa  algumas de minhas das preocupações
Diminui, de leve, minhas perturbações
Mas não elimina minhas dores e meus tormentos...

Chove, na noite do inverno dissuimulado
De outono disfarçado!

Chovem  lágrimas de mães e de madrinhas
Chovem orações que pedem perdão
Chovem pedidos de atenção
Chove nas calçadas, ruas e estradinhas
Chove!

Chove a chuva impiedosa que faz desalojar as gentes
Chove a chuva copiosa que nos traz as enchentes...

Chovem minhas lágrimas de saudades
Chove na noite das tempestades
Chovem pensamentos que me inquietam
Chove a chuva que molha os corpos que pecam!

Chove, na noite, como choveu no dia
Chovem minhas lágrimas de nostalgia

Por causa dos desalentos e dos tormentos
Por causa das preocupações e perturbaços

Do meu pensamento - que sente saudades
De ti!

Euclides Riquetti
27-06-2014

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Zortéa - um Pouco Mais de sua História

         Voltei a Zortéa na terça, 24. Fui trabalhar com os alunos da Professora Amanda, da Escola Major Cipriano Rodrigues Almeida,  no projeto Memórias Literárias e Poemas, para a Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa. Saí bem cedo de Joaçaba, na manhã chuvosa,  e antes das 8 horas me apresentei na Escola. Gosto de ver as mudanças havidas desde 1980, quando saí de lá. Foram muitas. Localizada entre Capinzal e Capos Novos, Zortea tem tudo para crescer. Embora que o conceito de crescimento, para mim, é muito relativo. Não vejo por que uma cidade ter muitos habitantes. Vejo como importante a qualidade de vida que eles detêm.

          Pela topografia privilegiada, é possível se prever que a área urbana, com o tempo, será ampliada. Há espaços para crescimento por todos os lados. A estrutura viária do núcleo urbano atual é muito boa. Temos, juntamente com Lourenço Brancher e Aníbal Formighieri, algum crédito em relação a duas áreas lá: a Educação e a Urbanização. A primeira, porque enquanto Diretor Administrativo da Zortéa Brancher, o Aníbal dava grande suporte à Escola, muito bem dirigida pela Vitória, sua esposa. Mas é justo dizer que toda a Direção da ZB dava-lhe apoio. E, quanto à Urbanização, grande crédito ao Dr. Lourenço, Diretor Comercial, que tinha ideias fabulosas, e uma delas foi a de que deveríamos abrir ruas largas para a vila.

          Assim, em 1979, numa ação administrativa e política  muito arrojada, fomos convidados pelo Lourenço a darmos um "choque" nas ruas que ram muito ruins e estreitas. Dessa forma, a empresa se propôs a cobrir os custos (óleo diesel, lubrificantes, borracharia, horas extras, alojamento e alimentação), para máquinas, caminhões e motoristas/operadores do município de Campos Novos, concedidos pelo então Prefeito Sebastião Correa. Lembro que 86.000 litros de óleo diesel foram disponibilizados pela empresa para as máquinas e equipamentos da Prefeitura. E ainda foram colocados dois tratores de esteiras da empresa para o alargamento e os nivelamentos necessários. A ideia inicial era a de que precisávamos realizar uma forte intervenção no trecho que se iniciava na Estrada Estadual até a empresa. Nos dias chuvosos, os caminhões trucados e carretas tinham enormes dificuldades para acesar o distrito.

          Mas, para que isso pudesse ser realizado, tínhamos que ter permissão dos proprietários das terras por onde a estrada passava. Parte delas pertencia à ZB e isso facilitava. A outra pertencia à família de Honório Cassiano. Fomos eu e o Lourenço à casa deles para falar da ideia e do que pretendíamos fazer. Pois aquele Senhor muito que prontamente autorizou-nos a mudar a cerca de arame, adentrando em áreas de sua propriedade.  Então, com a equipe do Sr.Cavichon, que realizava os reflorestamentos, com aquela pick up Toyota Bandeirantes, foi executada uma nova cerca, bem como mudados de local os postes do telefone, único disponível no Distrito. O cabo vinha de Capinzal e a manutenção era realizada pelos Srs. darci Zílio e Ivo Holetz, que também respondiam pela manutenção elétrica na empresa.

          Tudo preparado, veio a execução da obra, com os alargamentos, as correções de leito, assentamento de tubulação, encascalhamento com macadames de uma jazida localizada na saída para Campos Novos, e a devida compactação. Ficou uma avenidona! Hoje, asfaltada e devidamente sinalizada, só quem a conheceu no passado sabe da grande transformação havida no local.

         Nesse tempo, o Dr. Lourenço teve uma ideia que considero a mais feliz que aconteceu nos três anos que lá morei: Deveríamos projetar e fazer executar uma avenida na subida até a Escola, a partir do riacho central. Mas teríamos uma enorme dificuldade: a Família de Pedro Santos (irmão do saudoso Artur), filho do João Santos, era proprietária de um novo loteamento na área defronte à major. Tinham uma belíssima área de campo, com plantação de soja. Os lotes e ruas já estavam  demarcados, ou "piqueteados", como se costuma dizer. Era só começarem a venda dos lotes.

          Visitamos a família, fomos recebidos pelos proprietários, que nos deram atenção. Bem nos moldes da educação que os "Santos" sempre tiveram. E, para nossa alegria, concordaram em mudar toda a localização do loteamento, demarcando novamente as ruas e os lotes. E, a exemplo dos Cassiano, doaram a área para alargamenmto da rua. Era intenção do Lourenço projetar duas pistas, uma de ida e outra de volta, com canteiros no meio. Iniciamos com os tratores de esteiras operados pelo Matarazzo e o Jacaré  (Ou seria Graxaian??) e a rua foi aberta, ficando a terra em montes. Mas, com a dissolução da sociedade empresarial e o retorno das máquinas à Prefeitura, os montes firaram lá por mais de uma década...

          Felizmente, com a criação do novo Município, na Administração do Alcides Mantovani foi revestida por camada asfáltica, ficando nos padrões atuais. Daí a análise: Se, na época, não se tivesse tomado tais providências, seria apenas uma ruela. Hoje, pelos padrões da cidade, podemos dizer que seja uma bela avenida!

          Na palestra aos alunos, contei-lhes estas e outras histórias. Felei de quando jogávamos no Grêmio Lírio, nas glórias desse clube que era respeitado na região. Também da poderosa equipe de futsal que, ao final da década de 1970, reforçada por jogadores vindos de Passo Fundo, fazia bonito nos campeonatos que eram realizados no Ginásio Abobrão, hoje André Colombo, no Ouro. Falei-lhes do Camomila, Neguinho, Tchule, Massaroca, Olivo e muitos outros. Encontrei, lá, dentre os alunos, netos de meus colegas de trabalho da época e de futebol da época. Os anos se passaram, mas guardo as melhores lembranças de Zortéa, aquele lugar bucólico onde vivíamos intensamente o trabalho, os estudos, o futebol, a Igreja, as festas e bailes no grêmio Esportivo Lírio, o belíssimo clube onde trouxemos o "Band Shou da Polícia Militar de Santa Catarina" e a "Orquestra Cassino de Sevilha", com aqueles espanhóis que davam um belíssimo show durante o baile.

          Ressaltei aos alunos presentes à palestra sobre a importância de conhecerem a história do lugar onde vivem, de ler muito, escrever, estudar e calcular. Muitos jovens ali nascidos, hoje, moram no exterior ou já estudaram na Europa e Norte da América. Para as pessoas bem intencionadas e com bons propósitos não existem fronteiras. Senti que a força jovem de Zortéa é bastante efetiva e que, no futuro, a base intelectual e, por conseguinte de desenvolvimento, será muito forte. Eu acredito nisso!

          Ora, lembrar, sim! Lembrar porque isso me alegra e nos alegra. Lembrar porque, registrando, podemos legar para o futuro, um pouco de conhecimento sobre a história local. Registrar e dar crédito, sempre, aos que merecem, independentemente das posições políticas, empresariais, rlogiosas e ideológicas. Registrar para que não se perca...

Um abraço ao amigo Marcelo Jung, Diretor, aos professores e funcionários e alunos de nossa Major!
Euclides Riquetti
27-06-2014

Raios de Sol

Raios de sol propulsionam pensamentos
Que flutuam no firmamento
Que pairam na leveza do ar
A vagar,  divagar,  de vagar.

Raios de sol incitam anseios  remotos
Escondidos nas mentes e corpos
Que andam a esmo nas ruas
Com as almas frias,  nuas.

Raios de sol são a vitamina do poeta
São a adrenalina discreta
Que movem o ideal compositor
E que fazem de mim um mero escritor.

Escrevo, sim, porque no céu há azul e sol brilhante
Escrevo, sim, porque sou apenas um corpo errante
Mas tenho uma alma que me inspira e impulsiona
E um há um coração que me anima e amociona.

Escrevo, sim, porque raios de sol iluminam meu pensamento
Que divaga em si
Que vaga até ti
Até ti...
Por isso escrevo, sim!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Há, entre nós...

Há, entre nós,  uma planta enramada
Cujas folhas, já amareladas
Foram levadas pelo vento...
Foram adubar os gramados e os canteiros
E desafiar meus mais libertinos pensamentos
A mergulharem nos seus sentimentos mais verdadeiros.

Há, entre nós, uma planta esquecida
Quase que fenecida!
Esperando o seu sopro perfumado
Enquanto o verde primaveril não reaparece
Ou o olhar de seu olho apaixonado
Não se restabelece...

E  eu espero que você me perceba
Sinta minha paixão e minhas fraquezas
Acolha, com amor, minhas sutilezas
Abra a janela e por ela e me receba!
Serei o cavaleiro e o cavalheiro
O medieval e o moderno
Serei seu namorado ou companheiro
Mas serei eterno!

Há, entre nós, a planta que deseja ser regada
Na noite da luz prateada
Enluarada!

Há, entre nós dois corações que pulsam
Mas que não se encontram
Que relutam
Porque se amedrontam...

E, enquanto isso, a planta segue desfolhada
Esperando ser socorrida
Regada
Abraçada.
E você com medo
De me dizer seu segredo!!!

Euclides Riquetti
23-06-2014

domingo, 22 de junho de 2014

Jujubinha tricolor... Pode??

          No primeiro jogo do Brasil a Jujubinha veio da Escola Girassol toda de verde e amarelo. Uma cara-pintada bem jujubinha. Uma fita apache na cabeça. Mas começou o jogo e ela já desferiu um golpe em meu coração vascaíno/cruzmaltino: "Grêêêmiooo!!!...  Grêêêmiooo!!! - Perguntei e intimei: "Jujuba, onde é que você aprendeu isso?" Ela riu e continuou com seu coro solitário. E, em cada gol, gritava o seu  "Grêêêmiooo!!!

          Ora, na Copa da África do Sul, veio a minha casa vestida de Jabulâni. Não tinha três meses, ainda.Os pais são assim, transferem para os filhos a responsabilidade de "torcer uniformizados". Ent~~ao, agora, passei a me perguntar como é que ela virou gremista em vez de torceu para o Brasil. Sei: ela frequentou, com o pai dela, a sede da AGJ, a Associação dos Gremistas de Joaçaba, e foi contaminada pelo grito tricolor. Os do Inter, fazem a mesma coisa com os filhos deles. No almoço do pessoal do Colorado, aqui em Joaçaba, presentes alguns ídolos da ´História do Clube gaúcho, os pais levaram seus filhinhos bem caracterizados. É assim mesmo. Mas eu nunca vesti os meus de Vasco...


         No feriadão, estava com a corda toda. "Dinda, me empreste seu tablet! Vovô, procure no computador "Jogps da Monster para meninas de 4 anos. Não quero de 3 porque já tenho 4! Dinda, vamos lutar "jujípissu"? E lá vai ela com a Michele aprender os golpes...

         Voltando de Chapecó, no domingo passado, trouxe três pinhas para a Jujuba. Queria que entendesse de onde saem os pinhões. Acho, sempre, que mostrar os detalhes das coisas, principalmente do que a natureza nos oferece, é algo bem pedagógico. Uma maneira bem didática de levar a aprender pela vivência. Ela já catou pinhão embaixo de pinheiro e agora aprendeu a tirar pinhão de pinha.

          Entretanto, mais uma vez ela ficou decepcionada com a pobreza de cada pinha. Arrebentei duas numa pedra, uma grande e uma pequena. Ela foi retirando as falhas e dizia: Aqui tem um pinhão magrelo. Esse não dá pra comer. Aqui tem um gorducho, este vou por aqui neste lado para cozinhar. Vamos fazer pinhão na panela! Duas pinhas e menos de uma dezena de pinhões, que decepção! Expliquei-lhe que não é normal isso acontecer e que uma hora dessas vou comprar pinhas bem pesadas, aquelas que devem ter muito pinhões nelas. .

         Ainda bem que comprei um pacotito com 2 Kg lá em Ponte Serrada, ao lado da rodovia. E fizemos uma baita de uma cozinhada. Aqui, em vez de pipoca, come-se pinhão na hora do jogo. Pinhão, cocadinha, bom-bom, pé-de-moleue, chimarrão, .. É por isso que a gente caminha bastante! E a Jujubinha "agita" com todos. Também nos faz rir... muito!


Euclides Riquetti
21-06-2014
        

sábado, 21 de junho de 2014

Fim de tarde ( A noite vem...)

Fim de tarde:
O sol começa a se por
O coração a se opor...
E as almas ardem.
É fim de tarde!

Fim de tarde:
As sombras da noite se libertam
E flertam...
Flertam comigo
Contigo
Flertam...

Fim de tarde: a noite vem.
Vem, como as demais
Quando cessam os pardais
E há o encontro dos pensamentos casuais
Na noite que vem
Escura...

Fim de tarde:
Da noite emergente é o prenúncio
Da  manhã que vem é prévio anúncio
É mais um fim de tarde:
Como as demais
(Não voltará, não, nunca,  jamais)
O que vai, não volta mais...
Apenas volta, no firmamento
A lembramça de ti em meu pensamento.

Mas, como a tarde, tu também vais
E não voltas...(mais!)

Euclides Riquetti